O controle dos pais sobre o modo como as crianças serão expostas à educação sexual na sala de aula foi debatido na semana passada numa comissão das Nações Unidas dedicada ao tema da infância.

A proposta era que, após a leitura do Terceiro Comitê da 72ª Sessão, fosse aprovada uma resolução recomendando que crianças pequenas pudessem ser expostas a aulas sobre sexo sem a necessidade de os pais serem informados. Entre os favoráveis estava o Brasil.

A maneira como votou cada país pode ser visto aqui. Y (sim) é para barrar as resoluções e N (não) é para sua aprovação.

Contudo, após a manifestação contrária dos Estados Unidos, que sob o governo Trump tem impedido o avanço das agendas liberais, os países do continente africano votaram em massa uma emenda contrária. A exceção foi a África do Sul, que ficou ao lado dos países europeus, que sugeriram a mudança.

Sendo assim, a autoridade dos pais sobre a educação sexual dos filhos está, temporariamente, garantida.

O Center for Family and Human Rights, uma ONG pró-vida, explica que o bloco africano e a pequena nação caribenha de Santa Lúcia orquestraram a votação que barrou – com 90 votos a favor da mudança e 78 contrários – as três resoluções abusivas.

Os africanos, liderados pelo Egito, foram inflexíveis, deixando claro que se oporiam a qualquer resolução das Nações Unidas que não levassem em conta a necessidade de “orientação dos pais e dos responsáveis legais”.

Santa Lúcia foi a primeira a propor uma alteração em parágrafos que falavam sobre crianças e adolescentes, que para a ONU são pessoas a partir dos 10 anos de idade.

“Os pais e a família desempenham um papel importante na orientação das crianças”, disse a delegada de Santa Lúcia na Assembleia Geral, insistindo que a linguagem original da resolução não era “adequada”, pois colocava a opinião dos pais em pé de igualdade a das crianças e dos professores.

Ela lembrou a todos do tratado da própria ONU sobre os direitos da criança, que reconhece o papel dos pais no direcionamento da educação de seus filhos.

Visivelmente frustrados, os delegados europeus e latino-americanos pediram uma votação sobre essas emendas. Acabaram vendo prevalecer a vontade dos países mais conservadores.

A União Europeia disse que não “virou a página” sobre educação sexual, indicando que o tema voltará a ser votado. Na mesma linha, os delegados da América Latina chamaram o texto final de “altamente problemático”.

O representante do Canadá disse: “não podemos aceitar isso”. Um delegado australiano afirmou que eles estavam “extremamente decepcionados”.

O delegado da Noruega foi o mais transparente, deixando claro que não podiam aceitar a premissa da emenda porque “as crianças devem decidir de forma livre e autônoma” sobre assuntos que envolvam saúde sexual e reprodutiva.

O representando egípcio, falando em nome dos países africanos, respondeu com igual transparência: “Nossa cultura africana respeita os direitos dos pais” e “rejeita as tentativas de alguns países de impor seu sistema educacional sobre nós”.

Os Estados Unidos e o Vaticano se pronunciaram, enfatizando o papel dos pais na educação sexual e rejeitaram o aborto como um componente da saúde sexual e reprodutiva.

As agências das Nações Unidas continuarão promovendo “educação abrangente sobre sexualidade” através de seus escritórios em todo o mundo. A falta de consenso sobre a questão na comissão frustrou as tentativas de legitimar a erotização precoce como um programa oficial da ONU. 

Via G prime, Fonte; ONU e Center for Family and Human Rights 

Uma jovem de 21 anos, portadora da síndrome de Down, fez um discurso impressionante em uma das reuniões da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) no início deste ano. Agora, ela publicou uma carta aberta, que vem chamando atenção para a agenda abortista da ONU, amplamente ignorada pela mídia.

Charlotte Helene Fien defendeu seu direito de viver após o advogado Yadh Ben Achour, representante da Tunísia na Comissão encorajar a adoção de uma lei que proteja as mulheres grávidas que desejam abortar filhos com Síndrome de Down. O posicionamento de Fien, que está se tonando um símbolo mundial do ativismo pró-vida, deixou os representantes da ONU  atordoados. Ela foi aplaudida de pé após seu discurso veemente.

O tunisiano Achour declarou – em uma reunião oficial da Comissão – acreditar que o aborto é um “meio viável” para prevenir que crianças vivam com “desvantagem” ao longo de toda uma vida. Ele sugeriu que a questão fosse debatida pelo CDH e acrescentou: “Nós podemos evitar as desvantagens e devemos fazer tudo o que pudermos para evitá-las”.

A resposta de Fien tanto no vídeo quanto na carta aberta, divulgada pela ONG Live Acition esta semana questiona o raciocínio de que pessoas como ela deveriam ser abortadas por mães que muitas vezes não entendem o que é o Down. Além de afirmar que fica “profundamente ofendida” e se sente atacada por uma instituição que deveria defender os direitos de todos, inclusive das pessoas com deficiência.

“Eu sou um ser humano como você. Nossa única diferença é um cromossomo extra”, escreveu ela. “E parece que meu cromossomo extra me deixa muito mais tolerante que o senhor”.

A argumentação de Fien é que a ONU se comporta como os nazistas, promovendo de maneira disfarçada a eugenia. Além de seis milhões de judeus, a ideologia de Adolf Hitler, que defendia uma “pureza de raça” assassinou entre 1939 e 1945 milhares de deficientes, ciganos, negros e homossexuais.

“Sua proposta é nojenta e má. Você precisa pedir desculpas pelos seus horríveis comentários. Você também deve ser retirado da posição de especialista que ocupa no Conselho de Direitos Humanos. Você não é um especialista em síndrome de Down. Você, senhor, não pode falar em nome da minha comunidade…. Se outras características hereditárias, como a cor da pele, fossem usadas para erradicar um grupo de pessoas, o mundo gritaria. Por que vocês não estão chorando quando pessoas como eu estão sendo extintas? O que fizemos para fazer vocês quererem que desapareçamos? Até onde sei, pessoas como eu não odeiam, discriminam nem cometem crimes”, disse Fien na carta, que foi postada nas redes sociais, gerando uma onda de apoio a ela e em solidariedade às pessoas com deficiência.

Aborto de pessoas com Down

Diversas reportagens veiculadas na imprensa internacional, que tiveram repercussão também no Brasil, mostram como existe um número crescente de mães e pais, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, que decidem pelo aborto ao saberem que a criança terá síndrome de Down.

Após testes pré-natais coletando-se uma amostra de sangue da mãe na terceira semana de gestação, é possível identificar quem possui trissomia 21, condição genética que leva ao nascimento de crianças com síndrome de Down.

Nos Estados Unidos o número de abortos de fetos diagnosticados com trissomia 21 foi de 67% (estatística do período 1995-2011). Na França, chegou a 77% (2015), no Reino Unido a média é de 90% (2011). Na Dinamarca o número chega 98% (2015). Mas é na Islândia que a questão tomou proporções inimagináveis, pois praticamente 100% dos casos resultam em aborto.

Fonte: Faith Wire 

Via  G Prime

Veja o vídeo

Uma declaração conjunta de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), classificou de “retrocesso” a provável aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 181, mais conhecida como “PEC da Vida”. Caso passe pelo plenário da Câmara dos Deputados, poderá barrar o aborto no país, agenda que vem sendo empurrada pela esquerda desde o primeiro governo Dilma Rousseff.

Dizer que o aborto já é legal no Brasil é um exagero, uma vez que não há lei específica sobre isso. O que existe é uma decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que não viu crime a interrupção voluntária da gestação durante o primeiro trimestre. Para ter força de lei, a decisão precisaria ser tomada pelo plenário do STF como um todo, o que nunca aconteceu.

No comunicado, a ONU alega que a proibição do aborto colocaria em risco a saúde física e mental de mulheres e meninas, o que pode constituir “tortura, e/ou tratamento cruel, desumano ou degradante.”

O executivo vem mantendo silêncio sobre a discussão. Mas chama atenção que o tema tenha mobilizado organismos internacionais. A agenda abortista das Nações Unidas é antiga. A organização promove anualmente o Dia de Ação Global para o Acesso ao Aborto Seguro e Legal.

texto da PEC 181 aprovado na Comissão especial, pede uma mudança na Constituição para que a vida seja considerada inviolável desde a concepção e não mais como é hoje, somente após o nascimento. A proposta ainda precisa seguir para o Plenário. Para sua aprovação são necessários 308 votos, em dois turnos.

Diferentes juristas vêm debatendo os efeitos da aprovação da PEC, já que essa mudança poderia redefinir as situações em que uma interrupção da gravidez seria permitida. Pelas atuais regras, o aborto não é punido em três casos: gravidez resultante de estupro; quando há risco de a mãe morrer se levar adiante a gravidez; ou quando o feto sofre de anencefalia.

Os especialistas acreditam ainda que a palavra final poderia ficar com o STF, pois devem ser impetradas ações que questionariam a constitucionalidade da emenda.

Fonte: Estadão e G1   Via G prime

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Um relatório recente da Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está causando grande debate na Europa. Segundo a avaliação do grupo de observadores da ONU que visitou o Reino Unido, há preocupação com o fato de crianças serem obrigadas a participar de serviços religiosos e de cultos.

Frequentar a igreja poderia ser uma “violação dos direitos humanos”, afirmam os responsáveis pelo Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Portanto, recomendaram que o governo “revogue as disposições legais sobre frequência obrigatória a encontros de adoração coletiva”.

Seguindo uma tradição histórica, a maior parte do sistema educacional do Reino Unido está nas mãos de igrejas. Até o quinto ano, a participação em cultos religiosos faz parte das atividades, como aulas de ensino religioso. Só estão dispensadas caso os pais não autorizem ou pertençam a outra fé.

O material compila 150 recomendações, apontando que a Grã-Bretanha pode estar violando a Carta da ONU sobre os Direitos da Criança em vários aspectos. No relatório não existe qualquer menção de violação de direitos humanos por parte da comunidade islâmica, que administra várias escolas.

Possivelmente por que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos é Zeid Ra’ad Al Hussein, um príncipe jordaniano, que professa a fé muçulmana. Também foi ignorado o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que garante a todo ser humano a “liberdade de manifestar sua religião ou crença”, em público ou em particular.

David Burrowes, um parlamentar conservador, afirma que esse relatório, deve ser jogado no lixo, que é o seu lugar devido. “O ato coletivo de adoração não é um exercício de doutrinação. É reconhecer e respeitar a herança cristã do país e dar às pessoas uma oportunidade para refletirem”, disparou.

Burrowes aproveitou para fazer uma cobrança séria: “A ONU deveria passar mais tempo fazendo o seu principal trabalho, de prevenção das guerras e do genocídio, em vez de meter o nariz nas salas de aula de outros países”.

Ele se referia ao fato da Organização se negar a reconhecer que existe um genocídio contra os cristãos em andamento no Oriente Médio.

Fonte: CBN

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas Ban Ki-moon saudou o lançamento da encíclica do Papa Francisco, documento onde o líder da Igreja Católica fala das mudanças climáticas como um dos principais desafios que a humanidade enfrenta e convida a todos para um “diálogo renovado” sobre como está sendo construído futuro do nosso planeta.

“O secretário-geral reafirma que a humanidade tem a obrigação de cuidar e proteger a nossa casa comum, o planeta Terra, e mostrar solidariedade com os mais pobres e mais vulneráveis da sociedade, que são os que mais sofrem com os impactos do clima”, declarou o porta-voz da ONU em um comunicado emitido após a divulgação da carta encíclica na quinta-feira (18).

“O secretário-geral apela, portanto, os governos para que coloquem o bem comum acima de qualquer interesse nacional e adotem um acordo climático ambicioso, em Paris, no final este ano”.

Segundo o comunicado, as conclusões da encíclica reconhecem o “consenso científico muito sólido”, mostrando que há um aquecimento em níveis significativos no sistema climático do planeta e que esse aquecimento “resulta principalmente da atividade humana”.

Além disso, o documento papal descreve a mudança climática como uma questão moral fundamental, que exige um diálogo respeitoso com todas as partes da sociedade.

“O secretário-geral congratula-se com as contribuições de todos os líderes religiosos e pessoas de influência na resposta ao desafio das alterações climáticas e no fortalecimento do desenvolvimento sustentável”, diz o comunicado.

“Ele [Ban Ki-moon] está ansioso para receber o Papa Francisco nas Nações Unidas em setembro, em que o líder religioso discursará na Assembleia Geral da ONU”, conclui o comunicado, acenando a visita do pontífice à ONU durante a abertura de alto nível da sessão de aniversário dos 70 anos da organização mundial.

Falando a jornalistas em Nova York, o secretário-geral disse que ele e o Papa Francisco concordam que as mudanças climáticas são uma questão moral que exige ações coletivas urgentes.

“É uma questão de justiça social, direitos humanos e ética fundamental”, continuou o secretário-geral, instando a comunidade internacional a “fazer muito mais para ajudar os mais pobres e mais vulneráveis da sociedade, que são os que mais sofrem com os impactos climáticos, embora sejam os que menos têm a ver com a causa do problema”.

Ban Ki-moon agradeceu profundamente o Papa Francisco por tomar uma “posição firme” quanto à necessidade de uma ação global urgente. A sua voz moral é parte de um coro crescente de pessoas de todas as crenças e todos os setores da sociedade que está se manifestando em favor de uma ação climática.

Fonte: UN News Centre

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As associações europeias ‘Profesionales por la Ética’ (da Espanha),’ Femina Europa’ (da França), ‘Woman Attitude’ (da Bélgica) e ‘Istituto per gli Studi Superiori della Donna’ (da Itália), com o apoio de mais 148 ONGs de 47 países, apresentaram à ONU a declaração “Women of the World” [“Mulheres do Mundo Inteiro”], na qual pedem mais ênfase para 5 prioridades:

1 – Valorização e restauração da dignidade do papel materno da mulher;

2 – Combate à discriminação sofrida pelas mulheres no local de trabalho por causa da maternidade;

3 – Combate à violência e à exploração da mulher;

4 – Políticas eficazes para conciliar trabalho e maternidade;

5 – Proibição da “barriga de aluguel”, entendida como “violação da dignidade da mãe de aluguel e do bebê”.

O manifesto “Women of the World” já foi apresentado à União Europeia no dia 3 de março. Elenor Tamayo, da Profesionales por la Ética, afirmou que “até agora, a ideologia de gênero e o feminismo radical tentaram monopolizar a voz das mulheres. Isso precisa parar. Chegou a vez das mulheres que falam como mulheres. Não aceitamos que instituições internacionais apliquem políticas que ignoram, combatem ou eliminam a identidade da mulher”.

A espanhola declara que a intenção da declaração é “fazer as instituições internacionais saberem o que nós, mulheres do mundo,realmente queremos”.

O texto “Women of the World” foi apresentado em Nova Iorque no simpósio “Mulher, Família e Desenvolvimento Sustentável”, organizado por institutos de planejamento familiar e direitos femininos na América Latina, em 17 de março, e na “Conferência Pequim+20 – Mudanças do Milênio”, em 19 de março

A representante da Profesionales por la Ética e promotora do projeto “Mãe, mulher e profissional”, Luisa Peña, espera muitas outras organizações apoiem a declaração e superem a “ideologia estéril que sacrifica a identidade sexual no altar de uma homologação que ofende mulheres e homens”.

Fonte: Aleteia

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O reconhecimento do papel especial e integral da mulher no progresso da humanidade não pode passar por cima da dignidade das mulheres como esposas, mães e como uma voz dos vulneráveis, disse recentemente uma autoridade do Vaticano às Nações Unidas.

O Observador Permanente da Santa Sé ante a Organização das Nações Unidas (ONU), Dom Bernardito Auza, lamentou que a “contribuição essencial das mulheres ao desenvolvimento da sociedade, através de sua dedicação a sua família e a criação da próxima geração não é reconhecida adequadamente”.

“Às vezes seu serviço invisível e muitas vezes heroico é inclusive menosprezado como um modelo antiquado e insalubre da vida feminina”, criticou.

Em duas conferências à comunidade internacional sobre a dignidade da mulher, realizadas nos dias 13 e 18 de março, Dom Auza assinalou que “tais críticas não vêm de uma valorização verdadeira da mulher em sua totalidade e sua verdadeira igualdade, em complementariedade e reciprocidade, com o homem”.

O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU também rejeitou a ideia de que a igualdade das mulheres requer que as mulheres realizem todos os mesmos papéis que os homens.

“O verdadeiro respeito pela mulher começa em aceita-la com todos os aspectos de sua humanidade. Isso envolve criar as condições para que ela viva livre e plenamente”.

Nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, em março se celebra o Mês da História das Mulheres, e inclui a celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Dom Auza destacou que ao promover os direitos e igualdade das mulheres, o papel da família não deve ser esquecido.

O Prelado enfatizou que as mulheres têm um grande número de dons e talentos para oferecer à sociedade, incluindo “não só os aspectos que compartilham em comum com o homem, mas também os dons únicos que pertencem a ela como mulher”, tais como a capacidade de ser mãe.

Esta, indicou, não é apenas uma capacidade física, mas abrange a capacidade de “uma forma de vida espiritual, educativa, afetiva, de criação e cultural”, seja ou não a mulher uma mãe física.

Esta “especial sabedoria para velar pela dignidade intrínseca de todos, para alimentar a vida e o amor e para desenvolver os dons dos outros” é a que se referiu São João Paulo II como o “gênio feminino”, explicou Dom Auza.

Ao minimizar o papel da família e da maternidade, indicou, as sociedades se arriscam a negar a dignidade humana das mulheres como toda uma classe, e advertiu que “o valor e dignidade única da maternidade em algumas sociedades é insuficientemente defendido, apreciado e promovido, deixando as mulheres cultural e legalmente em uma posição de escolher entre seu desenvolvimento intelectual e profissional e seu crescimento pessoal como esposas e mães”.

Quando a família “é ignorada ou atacada, devemos colocar-nos de pé e defendê-la sinceramente e com respeito por todos, e corajosamente advogar por melhores estruturas e políticas que apoiem as mulheres trabalhadoras que desejam ter filhos ou que querem dedicar-se, parcial ou totalmente, aos cuidados de suas famílias”, assinalou.

Dom Auza também destacou que tanto a maternidade como a família são afirmadas na Declaração Universal dos Direitos humanos.

Em seu discurso de 18 de março, o Prelado se estendeu sobre estes temas, discutindo o papel das mulheres no desenvolvimento humano. O Prelado elogiou o trabalho de numerosas mulheres –incluindo o da Dra. Carolyn Woo, presidente e chefe executiva do Catholic Relief Services; da Magalie Dresse, proprietária do Caribbean Craft Haiti; e da Irmã Norma Pimentel, diretora executiva do Catholic Charities of the Rio Grande Valley – junto com santas e beatas por seu papel em ajudar o desenvolvimento das pessoas.

O gênio feminino, disse Dom Aúza, está relacionado profundamente com a “solidariedade no cuidado dos vulneráveis e em criar um mundo melhor”. Os governos são os responsáveis por assegurarem uma sociedade justa e o respeito pelos direitos de todas as pessoas, “alguns membros de nossa família humana caem em dificuldades ou têm deficiências e outros fatores de risco que, inclusive sociedades justas e bem ordenadas, podem passar por cima ou prestar menos atenção”.

Em casos como estes, “necessitam-se pessoas que se interessem, que os tratem com o amor que corresponde com a plenitude de sua dignidade humana”, uma tarefa para a qual as mulheres estão singularmente sintonizadas, explicou.

Este cuidado das pessoas, continuou, teve um impacto profundo sobre o desenvolvimento e história humana. Toda a civilização, disse, “tem uma dívida impagável de gratidão às menos registradas ou inclusive desconhecidas contribuições de mulheres que formaram as civilizações, como o silencioso, mas constante fluxo das águas profundas que dão forma aos rios”.

O desenvolvimento humano começa, disse, “nas relações entre os seres humanos e na forma como os seres humanos cuidam uns dos outros”, um campo muito influenciado pelo gênio feminino das mulheres.

A humanidade pode “aprender dele e ajudar a que este gênio se expanda e assuma uma maior influência para o bem dos indivíduos e da sociedade de hoje, e para a melhora das pessoas e nações do amanhã”, assegurou.

Fonte: ACI
 

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“Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes das Nações Unidas, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas.”

A voz do Papa Francisco chega a Nova York e estremece o Palácio de Vidro, sede da ONU. Mais um apelo do Santo Padre pelo fim do “sofrimento intolerável” dos cristãos no Iraque chega aos ouvidos de Ban Ki-moon, Secretário das Nações Unidas.

Na carta de hoje, o Papa disse que estava “com o coração apertado e angustiado” diante dos “dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque”. As imagens dos cristãos e outras minorias religiosas curvados pela violência e perseguição dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante provocam comoção no Santo Padre,  que afirma estar angustiado também pela “destruição de seus lugares de culto e do patrimônio religioso”.

Daí a decisão de enviar ao povo iraquiano o cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que já serviu no país como representante dos predecessores, Papa São João Paulo II e Papa Bento XVI. “Um gesto – reafirma o Bispo de Roma – “para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados”.

Com “o mesmo espírito” com que confiou a missão ao cardeal Filoni, o Papa agora se dirige a Ban Ki-moon, para expor-lhe “as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque”. E solicitar que prossigam “os esforços da ONU pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados” no país.

Além disso, “os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem não despertar as consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade a ações concretas de solidariedade”, que podem “proteger quantos são atingidos ou ameaçados pela violência e para assegurar assistência necessária e urgente a tantas pessoas deslocadas, bem como o seu retorno seguro às suas cidades e às suas casas”.

 A história é mestra de vida, assim, o Papa Francisco recorda “as trágicas experiências do século XX” que “obrigam a comunidade internacional, em particular através de normas e mecanismos de direito internacional, a fazer tudo o que lhe for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas”.

Veja a carta:

Do Papa Francisco ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon sobre a situação no Iraque
Quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Da Redação, com Rádio Vaticano

Com o coração apertado e angustiado, acompanhei os dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque, onde os cristãos e as outras minorias religiosas foram obrigados a fugir de suas casas e assistir à destruição de seus lugares de culto e do patrimônio religioso. Comovido com esta situação, pedi ao Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que serviu como representante dos meus predecessores, Papa São João Paulo II e Papa Bento XVI, junto ao povo no Iraque, para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados.

Neste mesmo espírito, escrevo ao senhor, secretário-geral, e lhe exponho as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque. Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes das Nações Unidas, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas.

Os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem não despertar as consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade a ações concretas de solidariedade, para proteger quantos são atingidos ou ameaçados pela violência e para assegurar assistência necessária e urgente a tantas pessoas deslocadas, bem como o seu retorno seguro às suas cidades e às suas casas. As trágicas experiências do século XX e a elementar compreensão da dignidade humana obrigam a comunidade internacional, em particular através de normas e mecanismos de direito internacional, a fazer tudo o que lhe for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas.

Confiante de que o meu apelo, que uno ao dos Patriarcas Orientais e de outros líderes religiosos, encontrará uma resposta positiva, aproveito a ocasião para renovar a Vossa Excelência minha mais elevada consideração.

Do Vaticano, 9 de agosto de 2014

Franciscus PP.

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Os líderes cristãos do Iraque continuam se perguntando por que o mundo finge ignorar a situação das minorias cristãs do país.

Reunidos na semana passada em Erbil, cidade próxima de Mossul, os líderes das comunidades católicas e cristãs ortodoxas do Iraque lançaram seu apelo às pessoas de todo o mundo para romperem o silêncio em torno à limpeza étnica perpetrada contra os cristãos e outras minorias.

“Temos que perguntar ao mundo: por que vocês se calam? Por que vocês não falam? Os direitos humanos existem ou não existem? E se existem, onde é que eles estão?”, questionou o bispo auxiliar de Bagdá, dom Shlemon Warduni, em entrevista à Rádio Vaticano. “Há muitos, muitos casos que devem despertar a consciência de todo o mundo. Onde é que está a Europa? Onde é que está a América?”.

Dom Warduni acrescentou que o silêncio do Ocidente é agravado por rumores de que mais de 2.000 militantes das tropas do grupo extremista EI (Estado Islâmico) “são mercenários europeus e norte-americanos”.

Warduni declarou que, na manhã da reunião, os bispos se dirigiram ao presidente do Curdistão, que se comprometeu: “Ou partimos todos juntos, ou ficamos, mas todos juntos. Nós temos que parar essa gente, que está cometendo atropelos, fazendo coisas terríveis contra as pessoas, as crianças, os idosos, os doentes”. O líder curdo “garantiu proteção para os cristãos”, completou o bispo auxiliar.

Por sua vez, o patriarca da Igreja Católica Caldeia no Iraque escreveu para o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, pedindo mais pressão sobre o governo iraquiano e a comunidade internacional a fim de reforçarem a assistência aos cristãos e às minorias perseguidas pelos militantes islâmicos do Iraque.

“A nossa comunidade tem sofrido uma parcela desproporcional do sofrimento causado por conflitos sectários, ataques terroristas, migração e, agora, até mesmo pela limpeza étnica: os militantes querem acabar com a comunidade cristã”, escreveu o patriarca Louis Raphael I Sako.

Partidos políticos cristãos se voltaram na quarta-feira ao escritório da ONU em Ankawa para exigir que a comunidade internacional proteja os cristãos iraquianos.

Especula-se que mais de 1,2 milhão de pessoas tiveram que fugir das próprias casas durante o último mês. Com a violência e a instabilidade se espalhando aterradoramente e as temperaturas do verão chegando aos 30 graus, as pessoas desabrigadas enfrentam urgente necessidade de auxílio. Além das minorias iraquianas perseguidas em seu próprio país, há mais de 225.000 refugiados da Síria vivendo no norte do Iraque. O Estado Islâmico está controlando atualmente 40% do território do Iraque e 30% do da Síria.

Os extremistas continuam a purga não só dos cristãos, mas também dos símbolos religiosos que eles consideram ofensivos à sua interpretação fundamentalista do islã. Na última semana, a Associated Press (AP) divulgou declarações dos moradores de Mossul que dão conta de que os militantes extremistas islâmicos explodiram um santuário muçulmano considerado pela tradição como o local do sepultamento do profeta Jonas. Os moradores dizem que os militantes do Estado Islâmico, que invadiram Mossul em junho e impuseram à cidade a sua interpretação radical da lei islâmica, ordenaram que todos saíssem da Mesquita e Santuário do Profeta Younis (Jonas), construído sobre um sítio arqueológico que remonta ao século VIII a.C., e em seguida o explodiram.

Os extremistas retiraram as cruzes de todas as trinta igrejas e mosteiros de Mossul e transformaram a catedral siríaca ortodoxa em mesquita, de acordo com informações da Agência Internacional de Notícias Assíria.

Em notícia de primeira página, o jornal L’Osservatore Romano apresentou o grupo Estado Islâmico como o “Califado da Brutalidade”, explicando que o seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, ordenou que todas as mulheres e meninas no território sob seu domínio sofressem mutilação genital. O diário vaticano informou ainda que o EIIL já tinha ordenado anteriormente que “as famílias entregassem suas filhas virgens para se casar com os jihadistas”. O grupo terrorista também segregou as universidades por sexo.

Os legisladores iraquianos elegeram o veterano político curdo Fouad Massoum como novo presidente do país, enquanto lutam para formar um novo governo em meio à blitz extremista que tomou conta de grande parte do Iraque setentrional e ocidental. A eleição deixa Bagdá um pouco mais perto de formar um novo governo que “encare a tarefa gigantesca de cuidar das profundas divisões que estão dilacerando o país”, escreveu o repórter Loveday Morris, do Washington Post.

Um acordo informal de partilha do poder no Iraque determina que o cargo de presidente seja ocupado por um curdo, o de presidente do parlamento por um sunita e o de primeiro-ministro por um xiita.

A Associated Press, citando altos políticos iraquianos, informou que o primeiro-ministro Nouri al-Maliki rejeitou uma tentativa do Irã de convencê-lo a renunciar, destacando a sua determinação de desafiar até mesmo o principal aliado a pressionar pela confirmação de um terceiro mandato, o que exacerbou ainda mais a crise política do país.

Durante semanas, Al-Maliki resistiu à pressão crescente para deixar o cargo, inclusive de ex-aliados políticos xiitas e das principais autoridades espirituais xiitas do Iraque. Seus críticos veem o primeiro-ministro xiita como um elemento de divisão, inadequado para formar um governo capaz de obter o apoio da minoria sunita contra a insurgência dos extremistas, cujos líderes também são sunitas.

O EI prometeu continuar a ofensiva, agora em direção a Bagdá. Os avanços do grupo terrorista parecem ter arrefecido depois que os seus militantes ultrapassaram as áreas predominantemente sunitas do Iraque, mas o governo do país ainda não teve forças para lançar uma contra-ofensiva eficaz.

O EstadoIslâmico reivindicou a autoria de um atentado suicida na capital na terça-feira da semana passada, quando 31 pessoas foram mortas e 58 ficaram feridas. O ataque aconteceu quando os xiitas se dirigiram a um importante santuário para fazer as orações do mês sagrado islâmico do Ramadã. Em comunicado publicado online, o grupo terrorista afirmou que o ato foi “uma resposta às hostilidades do governo”, que é chefiado por xiitas.

Fonte: Aleteia

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Cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, o que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas, usa drogas ilícitas segundo dados divulgados pelo Relatório Mundial sobre Drogas da ONU (Organização das Nações Unidas).

O estudo indica, no entanto, que o consumo permanece estável, aumentando proporcionalmente com o crescimento da população. A divulgação do relatório foi feita em Viena (Áustria) nesta quinta-feira (26), concomitantemente com o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e Tráfico Ilícito.

Elaborado pelo Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), o relatório aponta também a existência de uma média de 27 milhões de usuários de drogas problemáticos (aqueles que consomem drogas regularmente ou os apresentam distúrbios ou dependência). Isso corresponde a cerca de 0,6% da população adulta mundial ou 1 em cada 200 pessoas.

Fonte: UOL

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O Embaixador do Vaticano na ONU disse aos líderes da ONU na semana passada que “os filhos não pertencem ao Estado.”

O arcebispo Francis Chullikatt disse numa reunião de delegados da ONU e representantes de ONGs que estavam celebrando o Dia Internacional das Famílias que os filhos não pertencem “a nenhum grupo de interesse especial cujas agendas são de fato inimigas da própria existência das crianças. Pelo fato de que crianças são nosso futuro, como é que poderíamos ficar satisfeitos em deixar esse futuro para as pessoas que nem mesmo querem permitir que as crianças deem sua primeira respirada?”

Chullikatt está na batalha da ONU há anos e descobriu que os bebês em gestação são talvez a figura mais polêmica na sede da ONU.

Chullikatt presidiu um painel que incluía o arcebispo Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Concílio da Família, que estava nos Estados Unidos para planejar o que poderá ser a primeira viagem do Papa Francisco aos Estados Unidos no ano próximo para o Encontro Mundial de Famílias que ocorrerá na Filadélfia.

Paglia também tinha palavras fortes sobre as questões de vida e família. Várias vezes numa conversa de vinte minutos ele se referiu à importância de “homem e mulher” e “pais e filhos” na definição da família.

Ele disse “a família não só ‘importa,’ mas além disso está no próprio cento do desenvolvimento humano, indispensável e insubstituível, e ao mesmo tempo bela e acolhedora.”

A celebração do Dia Internacional das Famílias chega durante as acaloradas negociações permanentes para substituir as Metas de Desenvolvimento do Milênio pelas Metas de Desenvolvimento Sustentável que serão um conjunto de conclusões de consenso ao qual os governos se comprometerão com tempo e recursos. Como com as MDMs que já estão desaparecendo, as MDSs podem ou não podem conter linguagem favorável ao aborto. Tal linguagem foi repetidamente rejeitada nas MDMs e uma guerra de vários anos em várias frentes com ativistas pró-aborto insistindo que a linguagem de aborto aparecesse no novo documento marcado para entrar em vigor em 2015.

Paglia citou a recente fala que o Papa Francisco deu para líderes da ONU em Roma: “… a vida humana é sagrada e inviolável desde a concepção até seu fim natural…” Ele citou as críticas do papa à “economia de exclusão,” uma “cultura indiferente” e uma “cultura de morte,” tudo se referindo ao aborto.

A americana Donna Bethell, presidente da diretoria da Faculdade Christendom na Virgínia, disse aos delegados, “… os regimes totalitários da esquerda sempre tentaram cooptar o papel dos pais para influenciar a educação e formação de seus filhos. Eles querem que as famílias produzam mais comunistinhas e fascistinhas.” Bethell pediu “contra-ataque, para reunir todas as forças disponíveis para restabelecer a unidade indispensável da família fundada no casamento como norma da sociedade.

Outros palestrantes incluíam um diplomata muçulmano e um líder judeu, ambos dos quais falaram a favor da família tradicional e contra as campanhas para manipular a família para se encaixar nas atuais tendências ideológicas.

O fato de que a ONU agora chama o Dia Internacional das Famílias mostra como o tópico é polêmico. “Famílias” geralmente é usada pela esquerda política para incluir uma definição ampla, enquanto “família” é usada pelos conservadores para realçar uma definição mais tradicional. O debate da ONU é, afinal, sobre ideias, mas também palavras e como elas são usadas.

Fonte: Friday Fax

Austin Ruse

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Dilma Roussef sancionou lei  12.845 abrindo assim brechas para a prática do aborto no sistema SUS, com recurso público. Publicação da Portaria nº 415, de 21 de maio de 2014

Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela aprovação do aborto são as Fundações (que planejam e financiam as ações) e as organizações não governamentais (que as executam) e que promovem tudo isso com enormes somas de dinheiro, como as Fundações Ford, Rockefeller, MacArthur, a Buffet (entre as fundações), e a International Planned Parenthood Federation (IPPF, que tem filiais em quase 150 países), a Rede Feminista de Direitos Sexuais e Reprodutivos, as Católicas pelo Direito de Decidir (que não são católicas, mas usam o nome para confundir principalmente os católicos), a Sociedade de Bem-Estar Familiar no Brasil (Benfam) e a International Pregnancy Advisory Services (IPAS), entre as ONGs. 

A filial norte-americana da IPPF, por exemplo, detém uma rede que abarca 20% de todas as clínicas abortistas dos Estados Unidos. Segundo a fundadora das falsas “Católicas pelo Direito de Decidir”, Frances Kissling, a IPPF só trabalhou na propaganda pela legalização da prática do aborto nos EUA, mas não queria entrar diretamente no negócio das clínicas “para não ser estigmatizadas” pelo público. Mas, numa longa entrevista tornada pública, ela mesma conta que as Fundações que financiam as atividades da IPPF obrigaram-na a entrar diretamente na estruturação e gerência da própria prática do aborto, tornando-se hoje a maior promotora de abortos na América e no mundo.

Argumento dos direitos reprodutivos

O argumento, portanto, dos direitos reprodutivos não passa de retórica, que seduz os desinformados (entre eles, os políticos), em prejuízo de muitos, especialmente as mulheres pobres, que são as mais vitimadas por essa lógica inumana.No Brasil a Fundação MacArthur, por exemplo, desde 1988, decidiu investir em programas de controle populacional, em nosso no País, alimentando várias OnGs para esta finalidade. No ano seguinte, em São Paulo, a então prefeita do PT, Luiza Erundina (hoje deputada nesta Casa) estabeleceu o primeiro serviço brasileiro de abortos em casos de estupro, no Hospital Jabaquara, dando início assim a uma rede que vem até hoje se ampliando e trabalhando com o objetivo de legalizar o aborto no Brasil, utilizando a estratégia de oferecer serviços de abortos nos casos não punitivos pela lei, que eles chamam de “aborto legal”, quando não é legal, pois ele continua sendo crime no Código Penal. E agora querem também de alguma forma flexibilizar a legislação, nesse sentido, com a reforma do Código Penal.

Investimentos para “capacitar” médicos brasileiros

Os médicos brasileiros passaram a fazer parte de “capacitações” para aceitarem gradativamente a lógica do “aborto legal” iniciado no Hospital Jabaquara, depois também no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, no CAISM (Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher), sob a direção do Dr. Aníbal Faúndes, e membro do Conselho Populacional de Nova York. 

A mesma Fundação MacArthur de Chicago investiu nos Foruns para o Atendimento aos Abortos Previstos por Lei, em congressos anuais, com profissionais da Saúde e organizações feministas. Vê-se que nesse processo e contexto, o atual governo brasileiro é o mais comprometido com esta agenda, até hoje. 

Da banalização à legalização do aborto

Mas foi em 1996, após os acordos de Glen Cove entre o FNUAP, OnGs e Comitês de Direitos Humanos, que foi possível expandir os serviços de “aborto legal” no Brasil, criando assim o ambiente cada vez mais favorável principalmente entre os médicos para a banalização da prática do aborto, até chegar a plena legalização. Muitos acreditam estar trabalhando realmente em defesa dos interesses das mulheres, mas não têm o conhecimento mais a fundo da questão, e com isso favorecem os interesses das Fundações internacionais.

Em 1998, na gestão do Ministro José Serra (PSDB), tais grupos influíram para que o Ministério da Saúde adotasse a primeira Norma Técnica que permitisse, com uma medida do Executivo, ampliar tais serviços nos hospitais brasileiros. Para se ter uma ideia, pela Norma Técnica a mulher estaria dispensada de apresentar exame de corpo de delito para comprovar o estupro e solicitar um aborto, exigindo apenas a apresentação de um Boletim de Ocorrência, que pode ser obtido em qualquer delegacia de polícia sem necessidade da apresentação de provas.

Mais uma brecha, mais um ardil, fazendo avançar a agenda abortista, com o apoio do governo!Hoje há em nosso País uma rede de hospitais equipados para tais serviços, favorecidos não apenas por aquela Norma Técnica, como outras que vieram posteriormente. A 2ª Norma Técnica, eliminou a exigência do Boletim de Ocorrência e limitou a objeção de consciência. O médico, por exemplo, que está sozinho no serviço de emergência, tem que fazer o aborto. Se não fizer pode ser processado, por omissão de socorro.

É isso: Primeiro tem que matar, depois curar os outros.E assim, de todas as formas, o governo brasileiro buscou driblar as restrições legais, obcecado que está em cumprir seus compromissos com as agências da ONU e grupos internacionais, desde 2005, de modo mais acentuado (como comprova farta documentação), muito foi feito nesse sentido pelo Governo Lula, cujo partido do Presidente Lula e de Dilma Roussef chegou a punir dois deputados federais do próprio PT, de marcada atuação em defesa da vida.

Grupo de estudo para implantar o aborto

Em 2007, foi criado o GEA (Grupo de Estudos sobre o Aborto) que diz em seu próprio site, que é “uma entidade multidisciplinar que reúne médicos, juristas, antropólogos, movimentos de mulheres, psicólogas, biólogos e outras atividades. Não é uma OnG e não tem verbas próprias. Conta com inestimável apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Seu foco é capilarizar a discussão do tema ABORTO sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime.”.

Ainda em 2010, o coordenador do Grupo de Estudos para legalizar o aborto no Brasil, constituído pelo governo brasileiro, pago com recurso público, disse que a intenção não é apenas despenalizar o aborto, mas “a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime”. Grupo este formado por militantes e OnGs que promovem o aborto no Brasil, inclusive faz parte o Dr. Adson França, representante do Ministério da Saúde.

Aborto pago com recursos públicos

É preciso que o aborto não seja mais tido como crime para, anestesiada a consciência moral, utilizar então o Estado com recurso público a perpetrar este abominável atentado contra a vida, sem que haja resistência e restrição legal. O Estado que é constituído para defender a vida e a família, acaba portanto se voltando contra a vida e a família, como um Leviatã que oprime até a morte, por pressão das forças globalistas. E com os eufemismos, a retórica e a demagogia, invertem todos os conceitos. Descriminalizado, sem restrição legal, a defesa do aborto passa a ser a defesa de saúde pública.

Pílula do dia seguinte

O SUS então passa a fornecer abortivos químicos (a exemplo da pílula do dia seguinte), como explica o Dr. Ives Gandra da Silva Martins, “à custa de perigosa intoxicação da mulher, por vezes com conseqüencias desastrosas para a sua saúde”. Mata a criança no ventre materno e provoca danos á saúde da mulher, ao corpo e a alma da mulher. Pois os efeitos pós-abortos são causas, muitas vezes, da depressão, da angústia, de graves problemas psíquicos e até mesmo o suicídio.

Por isso, reafirmamos, que mente descaradamente o governo brasileiro quando diz que não está comprometido com esta agenda. Como fez a então candidata Dilma Roussef, em 2010, sobre esta matéria. Ainda no segundo turno, ela assinou uma carta compromisso de que era contra o aborto, dizendo ipsis literis: ““Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no país.”

Pois não é o que fez a sra. Presidente da República nesta matéria. As iniciativas que visam legalizar o aborto no Brasil têm vindo do Executivo, com a complacência e a conivência do Judiciário. Como há pouco me lembrou o Dr. Paulo Fernando Mello Costa, aqui presente, sugiro que assistam ao vídeo que ele fez, “Dilma Mãe do Brasil”, disponível no youtube.

Pressões no Congresso

Temos acompanhado, há alguns anos, o trabalho desta Casa de Leis e visto os esforços de parlamentares para aplacar a sede do sangue inocente. Mas as pressões não cessam, cada vez mais intensas, promovidas, estimuladas, de modo sutil e sofisticado, e também muito bem planejado e financiado pelas fundações internacionais e por vários setores do governo federal, inclusive do Ministério da Saúde, que recentemente encaminhou a esta Casa de Leis o então PLC 03, hoje lei 12.485, que foi vergonhosa e sorrateiramente tramitada e votada sem deliberação, sem sequer que os deputados percebessem a armadilha e deixassem escapar o ardil do governo, mostrou o seu desprezo à população (a maioria contra o aborto e pela vida), a Presidente sancionou a Lei 12.485, abrindo assim brechas para a prática do aborto no sistema SUS, com recurso público.

Aborto financiado pelo Estado

Agora, com a publicação da Portaria nº 415, de 21 de maio de 2014, o aborto passa a ser fato, financiado pelo estado brasileiro na rede pública de saúde. Com a Lei 12.485, o Ministério da Saúde, utilizando-se das Normas Técnicas já aprovadas, e agora com o endosso da Presidência da República, todos os hospitais do Brasil, independentemente de se tratarem de hospitais religiosos ou contrários ao aborto, serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto.

O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência.

Na sua versão original, o artigo terceiro do projeto afirmava que o atendimento deveria ser imediato.A partir da sanção presidencial e agora com a publicação da Portaria nº 415/2014, bastará apenas a palavra da mulher pedindo um aborto, e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário, o que dificilmente acontece. Mas pelo menos a mulher deveria afirmar que havia sido estuprada. Agora não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Bastará afirmar que o ato sexual não havia sido consentido, o que nunca será possível provar que tenha sido inverídico. A técnica de ampliar o significado das exceções para os casos de aborto até torná-las tão amplas que na prática possam abranger todos os casos é recomendada pelos principais manuais das fundações internacionais que orientam as ONGs por elas financiadas. Com isto elas pretendem chegar, gradualmente, através de sucessivas regulamentações legais, até a completa legalização do aborto.

(Texto enviado a ZENIT pelo Prof. Hermes Rodrigues Nery, membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB)

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O Comité das Nações Unidas contra a Tortura reconheceu os avanços realizados pela Santa Sé na ação contra os abusos sexuais e o acompanhamento das vítimas.

A posição é assumida nas observações finais ao relatório apresentado pela Santa Sé no início deste mês em Genebra, Suíça, adianta o Serviço de Informação do Vaticano (VIS).

O comité fala em “reformas sérias e substanciais” dos procedimentos da Santa Sé para permitir a implementação dos princípios e objetivos da Convenção contra a Tortura.

Em particular, o documento alude aos “esforços” e “boa fé” da Santa Sé, das dioceses católicas e ordens religiosas na tarefa de prevenir abusos sexuais de menores e compensar as vítimas dos mesmos.

O comité especializado da ONU diz não ter detetado qualquer violação da Convenção contra a Tortura (CAT) e sublinha o diálogo “franco e construtivo” com a delegação da Santa Sé.

O chefe da delegação da Santa Sé junto do Comité das Nações Unidas contra a Tortura disse em Genebra que 848 padres foram afastados do seu ministério nos últimos 10 anos, por causa de abusos sexuais de menores.

“Foi necessário levar dados precisos que revelam a atividade da Congregação para a Doutrina da Fé que laicizou, de 2004 até ao fim de 2013, 848 sacerdotes, reduziu-os ao estado laical, mostrando como é séria a vontade de pôr fim a estes crimes e de os prevenir”, declarou o arcebispo italiano D. Silvano Tomasi, em declarações à Rádio Vaticano, após a 52.ª sessão do Comité das Nações Unidas sobre a Convenção contra a Tortura.

O arcebispo italiano respondeu a várias questões, após ter apresentado a 5 de maio o primeiro relatório da Santa Sé nesta matéria, reafirmando o compromisso do Vaticano no combate à tortura.

OC