JoachimandAnnYabroudSyria

O líder da Igreja Melquita Grego-Católica, Patriarca Gregorios III, denunciou que entre os problemas que enfrentam atualmente os cristãos na Síria se encontram as bombas, os sequestros e a extorsão financeira.

Em um encontro com mais de 300 benfeitores da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), no Salão da Catedral de Westminster (Reino Unido), o Patriarca Gregorios III assegurou que a “Síria está experimentando um longo e sangrento caminho da cruz, que se estende ao longo de todas as estradas do país”.

Gregorios III, que também é o presidente da Assembleia dos Líderes Católicos na Síria, indicou que “você pode pensar que é seguro aqui ou inseguro lá, mas em qualquer momento pode ser assassinado por uma bomba, míssil ou bala, sem mencionar ser sequestrado ou tomado refém para pedir um resgate, ou assassinado”.

Os cristãos são o objetivo de muitos ataques ao serem vistos como “um elemento débil” e uma fonte de pagamento de resgates, disse.

“Muitos dos nossos sacerdotes, nossa gente, nossos familiares e amigos foram sequestrados”, lamentou.

De acordo com o líder católico na Síria, 450 mil cristãos abandonaram o país ou se deslocaram internamente.

Em alguns lugares, indicou, os extremistas muçulmanos, estavam dificultando a vida dos civis.

Gregorios III assinalou que a cidade de Yabroud “está controlada não apenas pelas tropas da oposição, mas também por alguns jihadistas. A oposição é aceitável, mas os jihadistas são algo diferente”.

Os habitantes dessa cidade “têm que pagar sua cota como cristãos, mensalmente desde o início de 2012, 35 mil dólares ao mês. A dos muçulmanos provavelmente é maior”.

“Mas, apesar de pagar esta quantidade mensal, em 27 de setembro, e agora em 16 de outubro, a velha igreja de Yabroud de Constantino e Helena, foi bombardeada”.

O Patriarca católico disse que esse templo “era uma igreja anterior ao cristianismo. Era um templo de Júpiter, e convertido, uma velha e bela igreja” (Veja foto acima).

Uma das bombas, disse, foi colocada no confessionário.

Gregorios III assinalou que muitos muçulmanos comuns sofreram tanto como os cristãos, ao tempo que denunciou que a maioria dos jihadistas veio de fora da Síria para unir-se à luta.

marco

Rapazes temem que famílias sofram represálias se revelarem a identidade

O jovem A. tem 24 anos e mora em um país muçulmano. O fato de vir de família católica faz de sua casa alvo de constantes ameaças. O sonho do avô era, um dia, ver um papa pessoalmente. A. o realizou ao vir ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, há um mês. Assim como outros 40 peregrinos de países onde existem a perseguição religiosa e os conflitos armados, o rapaz, jurado de morte só por participar do evento, não quer ir embora: está pedindo refúgio ao governo brasileiro.

“Não posso voltar. Já avisaram que matam não só a mim, mas toda a minha família”, contava ontem, chorando, na Casa de Acolhida da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, na zona norte da cidade, seu novo endereço. “Durante a JMJ, me senti extremamente livre ao ver milhões de pessoas na rua gritando, cantando, professando sua fé. Estou triste por não ver mais o rosto da minha mãe antes de dormir, mas lá não consigo um bom emprego pelo simples fato de ser cristão, mesmo tendo estudado toda a minha vida e me formado em Artes e Jornalismo.”

Os peregrinos são jovens na casa de 20 anos, egressos de três países: Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo. Os congoleses fogem da violência em seu país e se abrigaram com conterrâneos já radicados no Rio. Os demais estão espalhados em paróquias.

Alguns trazem marcas de tortura no corpo; histórico de mortes de familiares e de humilhações são comuns.

Para acelerar a adaptação ao novo país, eles têm aulas de português duas vezes por semana, duas horas por dia. A comunicação é toda em inglês. Os jovens se mantêm e se alimentam com a ajuda da Igreja, de fiéis e de voluntários. O contato com a família, raro, é por telefone e internet. Ao Estado, pediram para não terem o nome nem a nacionalidade publicados, por temerem pela segurança dos que ficaram para trás.

“Aqui as pessoas são muito felizes, cada um tem sua religião. É o paraíso. Na minha comunidade, se você é cristão, e não muçulmano, não te dão nem um copo d’água. Sou coagido o tempo todo a virar muçulmano, mas podem cortar a minha cabeça que eu não viro, pois tenho muito orgulho da minha fé”, disse outro rapaz, de olhar perdido.

“Mataram meu pai e minha irmã quando ela tinha 7 anos. Minha mãe teve de fugir da nossa cidade. Sofro muita pressão psicológica, o que pode ser pior do que tortura física”, relatou outro, para quem a vida de refugiado, ainda que melancólica, se prenuncia melhor do que a de medo que tinha antes.

Processo. Assim que a Jornada Mundial da Juventude acabou, no dia 28 de julho, os jovens pediram ajuda a religiosos com quem mantiveram contato. Já marcaram entrevistas na Polícia Federal, para dar início ao processo por que passam todos os candidatos a refugiados. Os casos serão analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), presidido pelo Ministério da Justiça. A Cáritas de São Paulo tem outros cinco casos. Se forem aprovados, os estrangeiros terão os vistos trocados.

Segundo Andres Ramirez, representante no Brasil do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), são situações-limite, que se enquadram na Lei 9.474, que dispõe sobre o tema e estabelece que “será reconhecido como refugiado todo indivíduo que por fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país”.

Para lembrar. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou que o número de refugiados no Brasil vem crescendo bastante: foram 566 em 2010; 1.138 em 2011 e 2.008 em 2012. O número deve ficar em 2.500 neste ano.

Os sírios têm se destacado desde janeiro, por causa do recrudescimento da violência no país: foram 152 casos até junho – a maioria se estabeleceu em São Paulo. A nacionalidade síria, que nem sequer constava mais da lista de refugiados no Brasil, passou a ocupar o sexto lugar em 2012: foram 121 pedidos desde 2011.

Fonte: O Estado de São Paulo

A milícia Al-Shabab, ligada à Al Qaeda, invade um shopping no Quênia e faz pelo menos 68 mortos (foto). Os terroristas dizem protestar contra a presença de tropas quenianas na Somália e coisa e tal. Saíram atirando e matando um tanto a esmo, mas os cristãos eram alvos preferenciais, especialmente para fazer reféns. Isso foi no sábado. No domingo, dois homens-bomba explodiram numa igreja em Pashawar, no Paquistão. Morreram 78 pessoas, e há centenas de feridos, muitos em estado grave. Num único fim de semana, devem ter morrido uns cem cristãos, vítimas de atentados, em apenas dois países.

No dia 16 do mês passado, escrevi aqui um post cujo primeiro parágrafo era este:

“No ano passado, pelo menos 105 mil pessoas foram assassinadas no mundo por um único motivo: eram cristãs. O número foi anunciado pelo sociólogo Maximo Introvigne, coordenador do Observatório de Liberdade Religiosa, da Itália. E, como é sabido, isso não gerou indignação, protestos, nada. Segundo a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), 75% dos ataques motivados por intolerância religiosa têm como alvos os… cristãos. Mundo afora, no entanto, o tema quente, o tema da hora — e não é diferente da imprensa brasileira —, é a chamada “islamofobia”.

O aspecto religioso desses ataques desaparece depressa, é logo ignorado. A Igreja Católica e as demais denominações cristãs parecem incapazes de denunciar com a devida gravidade o que está em curso. Ao contrário até: na imprensa ocidental, a esmagadora maioria das notícias acaba tendo um viés anticristão por conta, vamos dizer, da “agenda progressista de costumes”. No mundo, nenhuma escolha pessoal é, hoje em dia, tão mortal como o cristianismo. Nos 45 dias que se seguiram à deposição de Mohamed Morsi, no Egito, pelo menos 200 cristãos da minoria copta foram assassinados. E a matança continua.

Mas este não é um assunto “quente”. Se algum extremista cretino atacar um muçulmano no Ocidente, aí o debate pega fogo — e não que a indignação seja imerecida. Mas cumpre perguntar: por que a carne cristã é tão barata no imaginário da imprensa ocidental?

O Estadão de hoje noticia o atentado contra a igreja no Paquistão e faz um quadrinho com o título “Para lembrar”. Nas últimas linhas do texto, lê-se o seguinte: “Na época [da guerra no Afeganistão], o presidente americano, George Bush, falou de uma ‘cruzada contra o terror’. A evocação das Cruzadas foi considerada uma provocação por líderes islâmicos”.

Então vamos ver. Como se nota, de algum modo, George Bush continua a ser o satã de plantão. Fica a sugestão de que, não tivesse ele falado em “cruzada”, os líderes islâmicos não teriam achado “uma provocação”, e talvez a realidade fosse outra. Ai, ai… Bush é protestante (foi da Igreja Episcopal; é metodista hoje) e não muito versado em história. As “Cruzadas” certamente não são, para ele, uma referência histórica evocável. O emprego da palavra “cruzada”, obviamente, não remetia aos eventos da Idade Média. Quem passou a chamar os americanos de “os cruzados” com esse sentido de confronto entre cristãos e muçulmanos foi Osama Bin Laden.

Corolário: também no Brasil, a visão que prosperou sobre a luta contra o terror foi a do chefão da Al Qaeda. Não devemos, pois, ficar espantados que a carne dos cristãos, espalhada aos pedaços, seja tão barata.

Por Reinaldo Azevedo

Na esperança de conseguir refúgio no Brasil, esse grupo de peregrinos de Serra Leoa e do Paquistão se esforça para aprender a falar português (@ACNUR/L.F.Godinho)

Paulo Silva Pinto

São 40 pessoas que alegam que querem ficar no país para fugir de conflitos armados e perseguição religiosa

Três paquistaneses e dois cidadãos de Serra Leoa assistiam a uma aula de português em uma casa da Caritas, no Rio de Janeiro, na terça-feira passada. Os estrangeiros vieram ao Brasil como peregrinos da Jornada Mundial da Juventude e não querem mais voltar a seus países, onde se dizem perseguidos por serem católicos. Mais 35 pessoas, incluindo homens e mulheres da República Democrática do Congo, que também vieram ao país para ver o papa Francisco, tomaram a mesma decisão de buscar refúgio. Nesse caso, o problema relatado não é a perseguição religiosa, mas o longo conflito armado que desestruturou o país — que não deve ser confundido com a vizinha República do Congo.

Os 40 peregrinos estrangeiros deram entrada no pedido de entrevista na Polícia Federal (PF) com a auxílio da Caritas, uma ONG internacional ligada à Igreja Católica que se dedica a ajudar refugiados independentemente de crenças ou religiões. Graças a essa política de universalidade, a instituição é parceira do Acnur em todo o mundo.

Parte do grupo recebe abrigo da própria Caritas. Outra parte continua nas casas de voluntários que se ofereceram para hospedá-los durante a Jornada. Após serem entrevistadas pela PF, essas pessoas poderão ser consideradas oficialmente requerentes de refúgio. Os casos devem ser analisados pelo Comitê Nacional de Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça, que costuma dar uma resposta aos pedidos em um prazo que varia de seis a oito meses.

Por John Flynn, LC

O recente julgamento e condenação de Saeed Abedini no Irã, despertou mais uma vez a atenção da opinião pública sobre a falta de liberdade religiosa nos países com maioria muçulmana.

Abedini, nascido no Irã, mas naturalizado americano, no momento da prisão estava visitando o seu país natal. O homem, que foi muçulmano, se converteu ao cristianismo. Nos anos passados instituiu algumas igrejas no Irã, mas depois da sua prisão voltou a trabalhar num orfanato.

No passado 27 de janeiro Abedini foi condenado a oito anos de prisão por um juiz do Tribunal Revolucionário, que afirmou que o seu compromisso de estabelecer igrejas ameaçaria a segurança nacional no Irã (cfr. World Watch Monitor, 29 de janeiro).

“Temos sérias dúvidas sobre a clareza e sobre a transparência do processo ao Sr. Abedini”, disse o novo secretário de Estado americano, John Kerry, consultado sobre o assunto durante a sua audiência no Senado (cfr. Christian Post, 30 de janeiro).

“Junto com o governo dos EUA, eu condeno a contínua violação do direito universal à liberdade religiosa por parte do Irã e chamo a atenção das autoridades de Teerã, para respeitar os direitos humanos do Sr. Abedini e libertá-lo”, acrescentou Kerry.

No passado 21 de Novembro, o Pew Forum on Religion and Public Life publicou um dossiê sobre as leis contra a blasfêmia, a apostasia e a difamação da religião.

O documento relata alguns casos recentes, entre os quais a da adolescente de 14 anos paquistã presa com a acusação de ter tirado páginas do Alcorão.

Se por um lado muitas violações envolvem países islâmicos, os muçulmanos não são os únicos a restringir a liberdade religiosa. Um exemplo é aquele da acusação de blasfêmia de um homem por algumas alusões satíricas à Igreja Ortodoxa, publicadas online.

Sanções

De acordo com o estudo da Pew, em 2011, quase metade (47%) dos países e territórios ao redor do mundo têm leis e políticas que punem a blasfêmia, a apostasia ou a difamação da religião.

Dos 198 países pesquisados, 32 (16%) esperam leis anti-blasfêmia, 20 (10%) têm leis que penalizam a apostasia e 87 (44%) têm leis contra a difamação da religião, entre as quais está incluída a incitação ao ódio contra om membros de outras religiões.

Um estudo anterior do Pew Forum sobre este assunto descobriu que as restrições à liberdade religiosa são muitas vezes vigentes em vários países com severas restrições governamentais à religião ou a altos níveis de hostilidade socialincluindo a religião.

Leis anti-blasfêmia são particularmente difundidas no Oriente Médio e no Norte da África, enquanto que estão completamente ausentes na Europa e nas Américas.

Por outro lado, as leis contra a difamação da religião, são mais comuns na Europa, onde estão previstas em 36 países de 45. O estudo destaca, no entanto, que muitas dessas leis estão relacionadas a sanções contra o incitamento ao ódio, ao invés da difamação em si.

As últimas notícias e resultados do estudo Pew Forum confirmam as preocupações manifestadas em um livro publicado no final de 2011, por Paul Marshall e Nina Shea. In Silenced: How Apostasy and Blasphemy Codes are Choking Freedom Worldwide ((Silenciados: como as leis contra a a apostasia e a blasfêmia estão sufocando a liberdade no mundo), publicado pela Oxford Press, os autores examinam seja os países de maioria muçulmana que as nações ocidentais, como tentativas de introduzir restrições à blasfêmia por meio das Nações Unidas.

Extremistas

Com relação aos países muçulmanos, Marshall e Shea observam que as restrições são usadas para colocar um freio na liberdade de intelectuais, escritores, dissidentes e ativistas pelos direitos humanos. As liberdades políticas e acadêmicas são frequentemente limitadas.

Os autores, além do mais, afirmam que as restrições incentivam uma fechada ortodoxia religiosa e favorecem a posição dos extremistas que usam estas leis para intimidar aqueles que procuram a reconciliação entre os países islâmicos e o resto do mundo.

Muitas vezes, as leis são muito gerais e os tribunais não são obrigados a seguir definições precisas. Por exemplo, na Malásia é ilegal publicar “fatos controveros que possam debilitar a fé dos muçulmanos”.

No Paquistão as leis anti-blasfêmia proíbem todo ato que seja uma ofensa “por meio de imputações, insinuações ou referências, direta ou indiretamente”.

Além das restrições legais, um dos capítulos do livro lança um olhar sobre os atos de violência realizados por extremistas. “Se por um lado as estruturas legais dos discursos religiosos são perigosos, um problema mais abrangente e, de muitas maneiras, mais profundo, é a violência e as ameaças contra aqueles que são acusados de insultar o Islã”, observam os autores.

A ameaça de tal violência pode levar à auto-censura. Um caso como esse aconteceu em 2009, quanto a Yale University Press se recusou a publicar uma imagem das caricaturas dinamarquesas que acendeu uma polêmica em todo o mundo, embora o livro tinha sido promovido como o estudo mais profundo sobre as mesmas caricaturas.

O que está em jogo é o enfraquecimento da liberdade fundamental da religião e da expressão, conclui o livro, que também lança um apelo aos políticos para uma melhor compreensão do papel da religião na política e a qualquer pessoa para defender com mais vigor a liberdade religiosa. Uma chamada hoje mais do que atual.

John L. Allen Jr – National Catholic Reporter


O intelectual francês Régis Debray observou que a perseguição anticristã se desdobra diretamente no ponto cego político do Ocidente – as vítimas são geralmente “muito cristãs” para estimular a esquerda e “muito estrangeiras” para o interesse da direita.
Como contribuição para apagar esse ponto cego, vamos desmascarar cinco mitos comuns sobre a perseguição anticristã.

Mito nº 1: Os cristãos são vulneráveis apenas quando são minoria

Acima de tudo, mesmo que isso fosse verdade, dificilmente diminuiria a seriedade da questão. De acordo com uma recente análise do Pew Forum, 10% dos cristãos vivem em sociedades em que são uma minoria. Dado que existem 2,18 bilhões de cristãos no planeta, isso se traduz em mais de 200 milhões de pessoas, muitas delas enfrentando ameaças, como as da Faixa de Gaza.

Qualquer flagelo que põe 200 milhões de pessoas em perigo, seja qual for a causa, mereceria preocupação.

No entanto, é palpavelmente falso que a perseguição ocorre apenas onde os cristãos são uma minoria. Segundo dados de outubro de 2010 do Pew Forum, os cristãos enfrentam ataques em um impressionante total de 133 países, o que representa mais de dois terços de todas as nações da terra, incluindo muitas onde os cristãos são uma forte maioria.

Um olhar sobre uma recente lista reunida pela Agência Fides, a agência de notícias missionária do Vaticano, de agentes de pastoral católicos mortos durante o ano passado, ilustra esse ponto.

Dos 26 que perderam suas vidas em 2011, apenas um morreu em um país onde os cristãos são uma minoria: o padre salesiano Marek Rybinski, morto na Tunísia, em fevereiro. Todos os demais morreram em países onde os cristãos são maioria, incluindo várias nações majoritariamente católicas, como ColômbiaMéxicoBurundiSudão do Sul Filipinas.

Colômbia, o sexto maior país católico do planeta, também foi lugar mais perigoso do mundo para ser um agente de pastoral católico em 2011. Seis padres e um leigo morreram, somando-se a uma sangrenta contagem de 70 padres, dois bispos, oito religiosos e três seminaristas mortos na Colômbia desde 1984.

Um dos mais angustiantes e novos martirológios de 2011 veio do México, onde 92% da população é católica. Mary Elizabeth Macías Castro, líder do Movimento Leigo Scalabriniano e blogueira, foi decapitada por expor as atividades de um cartel de drogas. De acordo com a Comissão para a Proteção dos Jornalistas norte-americana, ela foi a primeira jornalista do mundo morta devido ao uso de mídias sociais.

Em qualquer lugar em que os cristãos professam a sua fé abertamente, tomam posições contra a injustiça ou se colocam em perigo por causa do Evangelho, eles estão em risco – seja qual for a demografia religiosa do lugar.

Mito nº 2: Tudo tem a ver com o Islã

Uma parcela desproporcional de perseguições anticristãs é, na verdade, alimentada pelo Islã radical. Open Doors, um grupo evangélico, colocou nove Estados muçulmanos em sua lista “Top 10” de 2011 dos lugares mais perigosos para os cristãos, incluindo AfeganistãoArábia SauditaSomália Irã.

No entanto, simplesmente identificar a perseguição anticristã com o Islã é enganoso. Há exemplos convincentes de colaboração entre cristãos e muçulmanos em várias partes do mundo, e essa é a base da visão do Papa Bento XVIde uma “Aliança de Civilizações” (um dos principais partidos políticos das Filipinas, por exemplo, é o Democratas Muçulmanos Cristãos). Também não se deveria esquecer que as vítimas mais numerosas do extremismo muçulmano são, de fato, outros muçulmanos.

Além disso, o Islã radical dificilmente é a única fonte de animosidade anticristã. Os cristãos sofrem de uma série de outras forças, incluindo:

O ultranacionalismo (como na Turquia, onde nacionalistas extremistas tendem a ser uma ameaça maior do que os islamistas);

Estados totalitários, especialmente do âmbito comunista (ChinaCoreia do Norte);

O radicalismo hindu (a agressão anticristã se tornou rotineira em algumas regiões da Índia. Nesta semana, radicais hindus armados com paus e barras de ferro atacaram 20 cristãos pentecostais em uma casa particular perto de Bangalore, um ataque que deixou o pastor sem um dedo de sua mão esquerda. Quando os cristãos denunciaram agressões semelhantes há duas semanas, um membro da comissão oficial do Estado para as minorias, que está sob o controle de um partido nacionalista hindu, deu de ombros: “Se realmente conhecessem os ensinamentos de Jesus, os cristãos não deveriam estar reclamando”, ele teria dito);

O radicalismo budista (como no Sri Lanka, onde, ao contrário dos estereótipos de tolerância budista, manifestações lideradas por monges budistas atacaram igrejas cristãs e outros alvos em todo o país em 2009);

Interesses corporativos (como na região amazônica do Brasil, onde ativistas cristãos foram mortos por protestar contra injustiças dos conglomerados do agronegócio);

O crime organizado, narcotraficantes e bandidos menores (por exemplo, o assassinato, em 1993, do cardeal mexicano Juan Jesús Posadas Ocampo, alvejado 14 vezes no aeroporto de Guadalajara por homens armados ligados a um cartel de drogas, ou o assassinato no mesmo ano do padre italiano Giuseppe Puglisi, um crítico feroz da máfia siciliana);

Políticas de segurança impostas pelo Estado (como em Israel, onde postos de controle, requisitos de visto e outras restrições dividem as famílias cristãs entre a Jerusalém Oriental e a Cisjordânia e tornam praticamente impossível que os cristãos de um local prestem culto em outro);

E até mesmo, acredite ou não, o radicalismo cristão.

Se esse último dado parece ser contraintuitivo, considere-se o que aconteceu no vilarejo de San Rafael Tlanalapan, no estado mexicano de Puebla, em setembro passado. Setenta protestantes locais foram forçados a fugir depois que um grupo de católicos tradicionalistas emitiram um ultimato assustador: saiam imediatamente ou serão “crucificados ou linchados”.

A questão é que o extremismo e a intolerância de qualquer tipo, não o Islã, são a ameaça.

Mito nº 3: Ninguém a viu chegar

Quando os cristãos são alvejados, os políticos e a polícia muitas vezes desempenham o papel de capitão Louis Renault, em Casablanca, que professa seu choque com o que aconteceu, mas sugerindo que a violência foi uma calamidade imprevisível, em vez de uma falha de vigilância. No entanto, em um número perturbador de casos, os sinais de advertência foram muito claros.

Turquia é um exemplo. No dia 3 de junho de 2010, o bispLuigi Padovese, um capuchinho italiano e vigário apostólico de Anatólia, foi assassinado pelo seu motorista, que alegou ter tido uma revelação privada identificando Padovese como o anti-Cristo. Como o motorista estava recebendo tratamento psiquiátrico, as autoridades turcas anunciaram que não houve “motivo político” e declararam o caso encerrado.

O que não se reconheceu foi o clima geral em que um louco pôde ter tido a ideia de que um bispo católico era a encarnação do mal.

Pouco depois que Padovese chegou em 2004, começaram as negociações para a adesão da Turquia à União Europeia, inflamando ressentimentos nacionalistas. Entre esse ponto e a morte Padovese em 2010, um claro padrão de ameaça surgiu para a pequena minoria cristã (150 mil de 72 milhões):

Em 2005, polêmicos minidramas sobre as Cruzadas foram ao ar na televisão turca, o que fez com que pedras começassem a ser atiradas contra as janelas de igrejas cristãs, lixo fosse deixado na porta das igrejas e abusos verbais fossem proferidos contra o clero cristão pelas ruas;

Também em 2005, um livro sensacionalista foi publicado por um turco chamado Ilker Cinar, que alegava ser um ex-protestante que havia retornado ao Islã, intitulado Eu fui um missionário. O Código está decodificado. Ele afirmava que os cristãos estavam trabalhando com os separatistas curdos e queria, destruir a nação.

No dia 8 de janeiro de 2006, um líder da Igreja Protestante de Adana foi espancado por cinco homens jovens;

No dia 5 de fevereiro de 2006, um missionário católico italiano chamado Pe. Andrea Santoro foi assassinado a tiros na cidade de Trabzon por um jovem de 16 anos que gritava Allahu Akhbar (Padovese celebrou a missa fúnebre);

Nas semanas seguintes ao assassinato de Santoro, o padre esloveno Martin Kmetec foi jogado em um jardim e ameaçado de morte na cidade portuária de Izmir, enquanto o padre francês Pierre Brunissen foi esfaqueado no porto de Samsun, no Mar Negro;

No dia 19 de janeiro de 2007, um proeminente cristão turco de origem armênia, Hrant Dink, foi assassinado em Istambul;

No dia 18 de abril de 2007, três missionários cristãos que dirigiam uma pequena editora foram assassinados em Malatya;

Em 2009, a imprensa turca publicou notícias sobre o “Plano Cage”, um esquema preparado por ultranacionalistas em conjunto com membros das Forças Armadas para desestabilizar o Estado por meio de ataques contra cristãos, armênios, curdos, judeus e alevitas.

Nesse contexto, realmente faz sentido definir o assassinato de Padovese como um ato isolado? Ou seria mais correto dizer que, mesmo que ninguém pudesse prever o momento e o alvo precisos do próximo ataque, a Turquiahavia permitido um clima perigoso se exasperasse?

Para ser justo, as autoridades turcas deram passos depois de 2007 para suavizar as polêmicas anticristãs na mídia e, segundo a Associação das Igrejas Protestantes da Turquia, a violência diminuiu. Seu relatório anual listou 19 ataques anticristãos em 2007 e 14 em 2008, mas apenas dois em 2009. O assassinato de Padovese, no entanto, sugere que a mudança do clima continua sendo um trabalho em andamento.

(Como nota de rodapé, o maior jornal de fala inglesa da TurquiaToday’s Zaman, publicou uma fascinante coluna em meados de dezembro comparando a tépida resposta do Vaticano aos assassinatos de Santoro Padovese com a agressiva abordagem protestante nos casos Dink Malatya. Os protestantes reuniram uma altamente poderosa equipe de advogados para pressionar por uma investigação séria e trabalharam duro para manter o interesse da mídia. De acordo com o colunista Orhan Kemal Cengiz, houve, por contraste, “uma absoluta falta de pressão por parte do Vaticano“. Ele atribui isso a um diagnóstico errado em Roma de que muita pressão poderia inflamar as tensões cristão-muçulmanas. Na verdade, diz Cengiz, os culpados são nacionalistas turcos extremistas).

Mito nº 4: Só é perseguição se os motivos forem religiosos

Analisando a lista da Fides de agentes de pastoral mortos em 2011, é tentador concluir que grande parte dessa violência realmente não é anticristã. Em muitos casos, parece ser mais uma questão de estar no lugar errado na hora errada.

Um padre colombiano, por exemplo, foi esfaqueado até a morte por um ladrão que tentou roubar seu celular; outro foi baleado por bandidos que estavam atrás de sua motocicleta. O mesmo pode ser dito sobre a Ir. Lukrecija Mamica, uma membro croata das Irmãs da Caridade, e do leigo voluntário italiano Francesco Bazzani, ambos assassinados no Burundi em novembro. Mamica foi morta durante um assalto à residência das irmãs. Os ladrões então sequestraram Bazzani e o mataram quando um impasse com a polícia deu errado.

Ou consideremos o que aconteceu no dia 11 de janeiro em Kirkuk, no Iraque, onde homens armados abriram fogo contra o palácio do arcebispo caldeu. A polícia sugeriu que foi um erro, e que os terroristas tinham a intenção de atacar a casa próxima de um membro turcomeno do Parlamento iraquiano. Felizmente, ninguém ficou ferido no interior da residência do arcebispo, mas, supondo-se que alguém tivesse sido, isso seria contado como violência anticristã?

Certamente, nenhum desses casos se encaixa na definição tradicional de martírio, que requer que alguém seja mortoin odium fidei – por ódio à fé. Mesmo esse padrão, no entanto, está sendo estendido nos dias de hoje. O Papa João Paulo II acrescentou mártires mortos in odium ecclesiae – por ódio à Igreja –, e muitos teólogos acreditam que o martírio deveria incluir não apenas as mortes por ódio à fé, mas também o ódio a virtudes essenciais para a fé.

Em todo caso, os riscos atuais dificilmente se limitam aos clássicos casos de martírio, mas sim a uma grande variedade de circunstâncias em que os cristãos estão em perigo. Mesmo que não sejam atacados por motivos religiosos, as suas razões para estarem naquele lugar geralmente estão enraizadas em sua fé.

No Burundi, por exemplo, Mamica Bazzani quase certamente não foram alvejados por serem cristãos. Com toda a probabilidade, seus assassinos simplesmente pensavam que uma residência de freiras tinha coisas que valiam a pena roubar e não estariam fortemente guardadas. Ainda assim, uma religiosa e um leigo voluntário da Europa obviamente sabiam que havia lugares muito mais seguros para estar do que no noroeste do Burundi, um epicentro do genocídio de 1994. Eles escolheram estar lá porque suas crenças religiosas os levaram a ir ao encontro das pessoas esquecidas e vulneráveis.

Da mesma forma, até agora, o arcebispo Louis Sako e os outros caldeus em Kirkuk, ambos clérigos e leigos, facilmente poderiam ter ingressado no êxodo dos cristãos do Iraque. Eles preferiram ficar, muito provavelmente porque acreditam na importância de um testemunho cristão, ou simplesmente porque não querem ver a sua Igreja extinta depois de 2.000 anos de história.

Na identificação de cristãos que precisam de ajuda, a única coisa que deveria importar é que eles estão na linha de fogo – e não o que está na cabeça de quem quer que seja que puxe o gatilho.

Mito nº 5: A perseguição anticristã é uma questão da direita

Dos cinco mitos aqui considerados, esse é sem dúvida o mais pernicioso. Se pudermos concordar sobre qualquer coisa neste mundo polarizado, essa coisa deveria ser que a perseguição de pessoas com base em suas crenças – quaisquer que sejam essas crenças – é intolerável.

A partir disso, a perseguição anticristã foi colocada pela primeira vez no mapa político norte-americano em meados da década de 1990 por uma constelação de ativistas e intelectuais conservadores, como Michael HorowitzNina Shea ePaul Marshall. Na The New York Times Magazine, em 1997, Jeffrey Goldberg chamou a recente preocupação com os cristãos perseguidos de “uma questão fabricada na região de Washington que produz a mais valiosa das commodities política: a questão polêmica”.

Goldberg descreveu como a cruzada para defender os cristãos perseguidos coloca diversos grupos políticos locais importantes uns contra os outros.

Grupos religiosos centrais versus católicos evangélicos e conservadores (o então secretário-geral do Conselho Nacional de IgrejasJoan Brown Campbell, queixou-se em 1997 que o movimento sugeria um “cristianismo excessivamente poderoso”);

Conservadores sociais versus pró-grupos de negócios e pró-sistema dominante de política externa (a Chinatende a ser o ponto focal. Impomos sanções por causa do histórico da China em termos de liberdade religiosa ou não?);

Grupo de direitos humanos tradicionais (Human Rights Watch, a ACLU [American Civil Liberties Union]) versus movimento baseados na fé.

Até certo ponto, essas divisões ainda existem. Pode-se acrescentar que, na era pós11 de setembro, a violência anticristã por parte dos muçulmanos é um terrível grito de guerra para os falcões da direita norte-americana, o que pode ajudar a explicar por que alguns liberais continuam ariscos.

Tudo isso, no entanto, diz muito mais sobre a política norte-americana do que sobre a natureza da perseguição anticristã. Infelizmente, desenvolvemos uma cultura política que poderia transformar a figura da mãe e a torta de maçã em questões polêmicas também.

A verdade é que a perseguição contra os cristãos, ideologicamente falando, é uma iniciativa de oportunidades iguais.

Pensemos, por exemplo, nos famosos mártires do movimento da teologia da libertação, como o arcebispo Óscar Romero, ou nos seis jesuítas e duas mulheres assassinados em El Salvador em 1989. Há também o bispo guatemalteco Juan José Gerardi, espancado até a morte, em 1998, dois dias depois de divulgar um relatório sobre a guerra civil do seu país, que criticava fortemente o Exército e grupos paramilitares de direita. Mais recentemente, a irmã norte-americana Dorothy Stang, assassinada no Brasil em 2005 por defender os amazonenses pobres e indígenas; ou a irmã indiana Valsha John, morta no ano passado por defender os membros da subclasse tribal contra a expropriação de suas terras por empresas de mineração de carvão.

Defender os cristãos perseguidos, em outras palavras, dificilmente é um esforço que deve preocupar apenas a direita política e teológica. Delinear a perseguição anticristã como um jogo político não é apenas uma obscenidade, mas também factualmente impreciso.

Crescem na Alemanha a intolerância e a discriminação contra os cristãos. A denúncia é do sociólogo italiano Massimo Introvigne, coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa, estabelecido pelo Ministério de Assuntos Exteriores da Itália.

“O Observatório”, diz Introvigne, “iniciou as atividades em junho com uma conferência de imprensa sobre as ameaças à liberdade religiosa nos Estados Unidos. Sua preocupação, portanto, não é apenas com a Ásia e com a África. Nós acompanhamos de perto o processo da denúncia contra a Alemanha, que acaba de ser apresentada ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas pelo Observatório da Intolerância e da Discriminação contra os Cristãos, de Viena, uma importante instituição católica não-governamental que várias vezes foi elogiada pela Santa Sé”.

A denúncia contém seis acusações contra a Alemanha.

Primeiro, a violação dos direitos dos pais cristãos, pelas severas limitações que afetam a educação domiciliar, ou seja, a possibilidade de as famílias darem aulas para os filhos em casa, o chamado homeschooling.

Segundo, apesar de uma circular ministerial de 1986, continua dúbio o direito de um farmacêutico cristão de não vender a pílula abortiva por objeção de consciência.

Terceiro, as organizações que se opõem ao aborto têm muitas vezes proibidas, especialmente em Munique e Friburgo, as manifestações pacíficas e até mesmo a simples presença perto dos hospitais e das clínicas que praticam abortos.

Em quarto lugar, os tribunais não punem, ou tratam com grande leniência, os casos de ofensas e insultos contra o cristianismo e contra a religião católica, mas intervêm com maior rigidez quando são ofendidas outras religiões.

Quinto, cresce o vandalismo contra igrejas e cemitérios cristãos.

Sexto, os alunos não podem ser isentos das aulas de educação sexual que inculcam princípios diametralmente opostos à moralidade ensinada pela Igreja Católica e por outras denominações cristãs”.

“Ninguém”, prossegue Introvigne, “quer comparar a discriminação e a intolerância contra os cristãos praticados na Alemanha, ou nos Estados Unidos por parte da administração Obama, ou de outros países ocidentais, com a tortura e os assassinatos de cristãos na África e na Ásia. A Alemanha é um país que, em outros aspectos, está empenhado em proteger a liberdade religiosa, e esse compromisso deve ser reconhecido. Mas o nosso Observatório se esforça para deixar claro que, no campo de aversão ao cristianismo, há uma lógica do plano inclinado. Ela começa com a intolerância, que é uma coisa cultural. A partir daí, pode-se passar para a discriminação, que é um conjunto de normas jurídicas. E, finalmente, chega-se à terceira fase: os crimes de ódio reais, a violência contra os cristãos. Se não se quer chegar à violência, deve-se parar antes, deve-se parar a intolerância e a discriminação. Por isto é que o caso da Alemanha é importante”.

Em um vídeo difundido através do Youtube se confirmou que a menina Rimsha Masih, presa em meados de agosto por um suposto delito de blasfêmia contra o Islã, foi liberada na sexta-feira 9 de setembro.

A agência Reuters informou após a sua liberação sob fiança, que um helicóptero do exército paquistanês buscou a menor e a levou para um lugar escondido para garantir sua segurança.

No vídeo se veem vários policiais fortemente armados ao redor de Rimsha, que cobre seu rosto com um cachecol verde enquanto caminha para o helicóptero.

Rimsha Masih, vizinha de um bairro humilde de Mehrabad, nos subúrbios de Islamabad, foi presa em meados do último mês de agosto depois de que alguns vizinhos muçulmanos a acusassem de ter queimado parte do livro ‘Noorani Qaida’, um manual infantil de introdução ao Islã que contém versículos do Corão.

O ímã que fez a acusação, Jalid Yadun, foi detido faz uns dias depois de que várias testemunhas, vizinhas da aldeia de Masih, assegurassem que tinham visto como ele introduzia “papéis queimados” do Corão na mochila da adolescente.

As leis contra a blasfêmia do Paquistão castigam duramente inclusive com a pena de morte, a quem fale mal sobre o Islã ou o profeta Maomé e a quem profane ou queime partes do Corão, o livro sagrado muçulmano.

A detenção de Masih desencadeou o êxodo de centenas de cristãos da aldeia da menina, sobre tudo depois de que os responsáveis por várias mesquitas informassem através de alto-falantes do que supostamente tinha feito a menor.

Os cristãos representam quatro por cento da população paquistanesa. Segundo os membros desta comunidade, as condenações por blasfêmia costumam apoiar-se unicamente em declarações de testemunhas e normalmente são feitas por vinganças pessoais.

Os católicos de Dak Pnan, Vietnam, foram expulsos de sua capela pelas autoridades locais, no último dia 13. Os fiéis retirar o altar, o crucifixo e a imagem de Nossa Senhora, enquanto funcionários do governo colocavam fotos e Ho Chi Mihn nos locais onde antes estavam de Nosso Senhor crucificado e da Santíssima Virgem. Enquanto as leis comunistas afirmam proteger a liberdade religiosa, a perseguição à Igreja continua naquele país do sudeste asiático.

Capela01.jpg
Capela02.jpg
Acima: Capela desmantelada pelos comunistas.
Abaixo: Dom Michael Hoang Duc, reza com fiéis
no local onde foram colocados os objetos
sagrados retirados da capela esvaziada.

“As autoridades do governo vieram e exigiram que fossem retiradas da capela a cruz e a imagem da Virgem”, contou um morador de Kom Tum à UCA News. (Foto ao lado)

Diante da resistência dos fiéis, os funcionários do governo ameaçaram levar um dos deles para a prisão. E os presentes foram obrigados a carregar os objetos religiosos e guardá-los na casa de um deles.

Depois de ocupar a capela, eles colocaram fotos do líder comunista Ho Chi Minh nos locais onde havia imagens sagradas e, no dia seguinte, retiram os sinos e informaram que o local passaria a ser usado “para atividades do município e não para o culto”

Dom Michael Hoang Duc, Bispo de Kon Tum, visitou o local no mesmo dia do ataque e rezou com os fiéis na casa em que foram guardados o sacrário, o altar e as imagens sagradas. Durante a visita Dom Hoang Duc animou os fiéis a continuar vivendo sua Fé com valenta.

A capela invadida foi edificada em 1999 com ajuda de uma instituição francesa e sempre foi usada para finalidades exclusivamente religiosas e pastorais.

O povoado de Dak Pnan é habitado principalmente por enfermos portadores de lepra e é visitado semanalmente por sacerdotes de outras localidades desde 2007. (GES/JSG)

Com informações da UCA News

Há vários meses a Igreja Católica na Itália vem sendo atacada por pessoas que agindo de má fé, roubam a Santíssima Eucaristia das mais diversas formas, seja quebrando tabernáculos, furtando cibórios com hóstias consagradas ou ainda aproveitando da facilidade da comunhão na mão.

Os objetivos são ainda discutidos pelas autoridades locais: serão sacrilégios deliberados por alguma religião ou seita, ou os ladrões pretendem utilizar as hóstias em missas negras?

Algumas comunidades católicas se sentiram forçadas a tomar contra-medidas. Em algumas igrejas o tabernáculo é esvaziado e deixado aberto, a fim de serem protegidos contra o roubo.

O Arcebispo de Monreale, Dom Salvatore DiCristina, declarou que o “Santíssimo será mantido em um local mais seguro, por isso será armazenado em um cofre”.

Dom Velasio De Paolis, Cardeal e canonista, explicou que os sacrilégios contra a Eucaristia estão entre os mais graves dos delitos e os que os praticam recebem a condenação de excomunhão “latae sententiae”, que só pode ser levantada pela Santa Sé.

Dom Paolis sublinha que até mesmo a comunhão na mão oferece um risco maior de que hóstias consagradas possam ser roubadas, profanadas ou mantidas para fins sacrílegos. (EPC)

Com informações de Una Voce Brasil.

Uol

Três frases escritas de vermelho na parede da Matriz da Igreja Católica chamaram a atenção da população de Santa Helena, cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”.

As pichações foram feitas na porta de entrada, o local onde centenas de católicos do município celebram e fazem suas orações. Os vândalos também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo.

A ação dos vândalos ocorreu na noite da última quinta-feira (19). Com a ajuda da população, a Polícia Militar local agiu rápido e prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.

Segundo o Portal Correio do Lago, “L.A.S., 19 anos, foi o primeiro detido e depois foram detidos M.J.O. e E.R.S. Segundo informou o sargento Botini, comandante local da PM, no depoimento eles alegaram consumo de bebida alcoólica, influência disso e insatisfação com a vida para praticar o ato de blasfêmia contra a igreja”, publicou o site. Os três foram ouvidos e liberados, pois responderão a acusação em liberdade.

A Paróquia Santo Antônio se manifestou através de uma carta pública.

Leia a carta pública na íntegra.

“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27)

A legislação brasileira dá o direito de expressão a todos os cidadãos, mas também exige respeito pelo patrimônio alheio, inclusive criminalizando atos de vandalismo e pichação.

Nesta manhã de sexta-feira os católicos de Santa Helena e porque não dizer, todas as pessoas de boa vontade, ao passarem pela Igreja Matriz Santo Antonio manifestam profunda indignação, reprovação e sentem-se ofendidos pelos atos de vandalismo que aconteceram ao longo desta noite de quinta para sexta, quando alguns elementos picharam a parede lateral da Igreja com ofensas à religião e a Deus.

Esses atos são considerados uma blasfêmia (do dicionário):

1. Ultraje a algo  considerado sagrado, a uma divindade ou religião; 
2. Palavras ofensivas e insultantes contra uma pessoa ou um objeto dignos de respeito).

Portanto, como Igreja Católica afirmamos:

1. A atitude dessas pessoas foi uma blasfêmia contra Deus, o criador de todas as coisas, e contra os católicos que usam este templo sagrado para as celebrações sagradas da comunidade e para seu encontro pessoal com Deus;

2. Como crime previsto na legislação, exigimos que as autoridades competentes investiguem o caso e dêem respostas a toda comunidade santa-helenense;

3. Esses fatos, como vários outros que tem sido corriqueiros em nossa cidade, são as consequências de uma sociedade que deixou os valores fundamentais de lado: valores da vida, do respeito ao próximo, da família, do amor a Deus;

4. Quando o ser humano é desumanizado naquilo que lhe é mais precioso – “ser imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) qualquer ideologia: do poder, do dinheiro, da vaidade, do anárquico se avultam;

5.Por isso é urgente que a sociedade, a igreja, as famílias, os responsáveis pelos poderes públicos, os educadores de nossas instituições assumam esse papel de formadores da vida e das pessoas no cuidado dos valores que são fundamentais a todos:
a vida, o ser humano em todas as suas dimensões, a liberdade religiosa e o respeito às manifestações de fé.

A decisão do Governo dos Estados Unidos de obrigar as instituições católicas a pagar por medicamentos contraceptivos e abortivos nos convênios médicos de seus empregados ainda repercute no país. Agora foi a vez do bispo de Peoria, no estado de Illinois, Estados Unidos, Dom Daniel Jenky, demonstrar todo o seu descontentamento com a medida do Presidente da República Barack Obama.

Durante a missa que presidiu pelo marco da celebração anual da marcha “Um chamado aos Homens Católicos de Fé”, Dom Jenky fez um paralelo entre as medidas favoráveis ao aborto do Governo norte-americano atual e outras perseguições sofridas pela Igreja Católica em sua história. “A Igreja sobreviveu a invasões bárbaras. A Igreja sobreviveu onda após onde de jihads (“guerras santas” islâmicas). A Igreja sobreviveu a era da revolução. A Igreja sobreviveu ao nazismo e ao comunismo”, salientou o prelado.

Neste sentido, “no poder da ressurreição, a Igreja sobreviverá ao ódio de Hollywood, à malícia dos meios de comunicação e à maldade embusteira da indústria do aborto”. E não apenas a isso. Conforme o arcebispo, a Igreja Católica sobreviverá também à corrupção reinante e “a absoluta incompetência de nosso governo do estado de Illinois, incluído o desprezo calculado do Presidente dos Estados Unidos, seus burocratas nomeados no departamento de Saúde e Serviços Humanos e da atual maioria do Senado Federal”.

Não obstante sua reprovação para com os políticos defensores de práticas abortivas, Dom Jenky destacou aos seus fiéis que é preciso “amar nossos inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem”. Contudo, conforme o prelado, como cristãos “devemos também ficar de pé pelo que cremos e sempre estar preparados para lutar pela fé”.

“Não podemos ser mais católicos por acidente, senão católicos por convicção”, disse o arcebispo, sublinhando que a situação nos Estados Unidos diante do presidente Barack Obama chegou a um extremo tal “que esta é uma batalha que poderíamos perder, mas ante o tribunal impressionante de Deus Todo poderoso não se trata de uma guerra onde qualquer católico crente pode permanecer neutro”.

Com informações da EWTN notícias.

Lister Leão

Crucifixos são proibidos no poder judiciário do Rio Grande do sul.

A PERGUNTA QUE SE SEGUE É:

POR QUE A DEUSA PAGÃ PODE

E O DEUS CRISTÃO NÃO PODE?