O cardeal Robert Sarah (foto acima) prefeito desde 2014 da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, afirmou nesta semana que “diluir a doutrina moral católica não vai atrair os jovens” – e isso vale também para os ensinamentos católicos sobre a sexualidade humana.

Ao falar durante o Sínodo dos Jovens no Vaticano, o cardeal nascido em Guiné, na África, declarou, no último dia 16 de outubro, o que considera que a Igreja tem de fazer:

Propor corajosamente o ideal cristão que corresponde à doutrina moral católica e não diluí-lo, escondendo a verdade para atrair os jovens ao seio da Igreja”.

O cardeal Sarah observou que os ensinamentos da Igreja até podem não ser compartilhados por todos, mas ninguém pode acusá-la de não ser clara. No entanto, essa clareza nem sempre chega a todos os fiéis:

“Falta clareza por parte de alguns pastores ao explicarem a doutrina”.

E este fato, segundo o purpurado, exige “um profundo exame de consciência”.

Ele mencionou a passagem evangélica do jovem rico para destacar a radicalidade de Jesus, que lhe disse para vender tudo, doar aos pobres e então segui-Lo.

“Jesus não aliviou nenhuma das suas exigências no seu chamado”.

E a Igreja também não deveria aliviá-las, reforçou em seguida o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Sarah recordou ainda que os jovens ambicionam “justiça, transparência na luta contra a corrupção e respeito à dignidade humana”. É um grave erro “subestimar o alto idealismo dos jovens”, além de uma falta de respeito que “fecha as portas para um processo real de crescimento, maturidade e santidade. Ao respeitarmos e promovermos o idealismo dos jovens, podemos conseguir que eles se tornem o recurso mais precioso de uma sociedade que quer crescer e melhorar”.

O cardeal guineense tem acumulado elogios e conquistado grande respeito de jovens católicos ansiosos por clareza e firmeza na exposição e na preservação da doutrina católica.

Os migrantes, “quase todos jovens”, os abusos sexuais e as outras “deficiências” para as quais a Igreja quer pedir perdão, a questão da sexualidade e da corporeidade, dimensões que não deve ser contidas, mas acompanhadas no desenvolvimento da pessoa: são alguns dos temas que surgiram durante a primeira manhã do Sínodo sobre os jovens que foi aberto na quarta-feira pelo Papa no Vaticano (3-28 outubro). Formada a Comissão para a informação, o cardeal Robert Sarah renunciou por motivos pessoais.

A reunião caiu no dia de São Francisco e começou com as saudações e aplausos ao Papa.

Entre as 25 intervenções da manhã, relatou o prefeito do dicastério do Vaticano para as Comunicações, Paolo Ruffini, em sua primeira reunião na Sala de Imprensa do Vaticano, falou-se sobre a necessidade de ouvir os jovens nas situações concretas em que se encontram, sobe os muitos jovens “descartados” pela sociedade atual, sobre a capacidade de “profecia” de jovens, a dificuldade registrada pela Igreja para transmitir a fé às novas gerações, sobre a pastoral juvenil que não deve “domesticar” os jovens, as relações entre as gerações, mas não faltaram também questões mais controversas. Tais como “o perdão que a Igreja pediu e pede por não ter estado à altura das suas tarefas, em todos os campos, incluindo a temática dos abusos”, disse Ruffini, “mas não só esses: pode-se e deve-se pedir perdão também por outras deficiências que todos nós, sacerdotes, religiosos e leigos, possamos ter tido”, todas questões a serem incluídas no tema mais geral da “credibilidade” da Igreja e no “discernimento” sobre o que a Igreja deve fazer ou que não faz de forma suficiente” a fim de “recuperar a capacidade de escuta” dos jovens.

Foram “cinco ou seis” os padres sinodais que “analisaram abertamente”, o tema do pedido de perdão, explicou a socióloga Chiara Giaccardi, e em outros, foi “subentendido” esse tema como a mais geral “consciência de defeito geral, que é a ponta do iceberg de falhas da Igreja para viver plenamente o próprio mandato”.

Entre as intervenções foi abordado, disse Giaccardi, também o “tema da sexualidade e da corporeidade”, “enfrentado por muitos dos padres sinodais de maneira muito franca e aberta, reconhecendo esta dimensão que não é inimiga do desenvolvimento da pessoa, mas sim, é fundamental, porque não cultivar todas as dimensões da pessoa significa entregá-la às derivas se não à perversão”.

Algumas intervenções, nesse sentido, reconheceram a “falta de acompanhamento dessa dimensão”, e a necessidade de “repensá-la de maneira integral, não só contê-la, mas ajudá-la a se expressar de uma forma que seja bela e desenvolva a personalidade.” O momento de “maior emoção”, disse Ruffini ainda, foi quando se falou de migrantes, “quase todos jovens.”

Durante o relato, moderado pelo diretor da Sala de imprensa do Vaticano, Greg Burke, no qual também participaram o Bispo argentino Carlos José Tissera e o jovem ouvinte vietnamita Joseph Cao Huu Minh Tri, foi anunciado que a comissão para a informação, eleita na quarta-feira, é composta além de Ruffini e do jesuíta Antonio Spadaro, diretor da Civiltà Cattolica, pelos cardeais Wilfried Fox Napier, Louis Antonio Tagle, Gérald Cyprien Lacroix, Christoph Schönborn e o bispo Anthony Fisher. O subsecretário do Sínodo, Dom Fabio Fabene, confirmou que o cardeal Robert Sarah, inicialmente votado, renunciou “por motivos pessoais” e Fox Napier assumiu: “Nada além disso.”

O Papa Francisco “havia convidado à parrésia e acredito que seu convite foi aceito” disse Giaccardi: “Não houve minimizações, edulcorações, houve muita franqueza e autenticidade. É um bom sinal para o início deste Sínodo, não é uma Igreja engessada”. Para Ruffini, “não teve nada que tenha me causado sobressaltos, o que percebi em vez disso é o constante desejo de sonhar com os jovens, tentar ver o mundo através de seus olhos para fazer caminhar com a Igreja com eles”. O padre Spadaro interveio para explicar que tanto a pedido do Papa para fazer três minutos de silêncio após cada cinco intervenções, quanto o convite a não se sentir presos ao texto preparado se encaixam no discernimento tipicamente jesuíta aplicado a um Sínodo que “não é um Parlamento ou uma debate de ideias e opiniões, mas um lugar de discernimento”.

Durante o relato, anunciou Ruffini, não serão indicados os nomes dos padres ou dos ouvintes que fizeram as intervenções, nem será especificado quem disse o que para “relatar o modo como o pensamento do Sínodo na sua comunhão está se formando, em um procedimento tão diferente daquele que em minha experiência anterior como repórter – disse o ex-diretor de TV2000 – vi em diferentes ambientes da Igreja”. Ao jornalista que formulava uma “prece” para ter indicações das identidades e áreas geográficas dos diversos participantes para poder seguir a direção do debate, Greg Burke respondeu, terminando o relato, que “é a primeira vez que terminamos uma conferência de imprensa com uma prece.”

O documento final que será aprovado no final do Sínodo, explicou Fabene, poderia ser aprovado em bloco ou parágrafo por parágrafo: “Vai depender muito de como será feito o documento: não está excluída nem uma nem a outra possibilidade.”

Vatican Insider

Por Janet Smith, Ph.D.

É importante lembrar que a Teologia do Corpo não foi escrita pensando em ser um programa para ensinar a castidade. João Paulo II a escreveu para estabelecer uma antropologia baseada na Bíblia e adequada para defender a doutrina contida na Encíclica Humanae vitae. Ou seja, ele tentou mostrar como a Escritura podia nos fornecer uma compreensão da pessoa humana capaz de nos ajudar a compreender porque a Igreja condena a contracepção. Isso o levou a meditar profundamente no significado do corpo humano como meio de revelar a verdade sobre Deus e sobre o ser humano. João Paulo II afirmou que nossos corpos revelam que somos feitos para ser dom (entrega) para os outros, e para receber outros como dons. João Paulo II explica que Adão e Eva eram capazes de estar nus e não terem o sentimento da vergonha porque eles não tinham pecado; eles compreendiam e viviam o “sentido esponsal” do corpo. Eles se respeitavam um ao outro como pessoas, e não eram capazes de usar um ao outro. O pecado trouxe paixões desordenadas, folhas de figueira, e a sempre presente possibilidade de vivenciar o sexo de forma errada.

João Paulo II, assim como Jesus, não estava interessado em nosso comportamento exterior, mas sim muito mais em nossa “subjetividade”, ou na qualidade de nossa vida interior. Ele escreveu capítulos sobre as palavras de Cristo: “Aquele que olhar para uma mulher com desejando-a com luxúria já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mateus 5, 27-28). João Paulo II via a fonte do pecado como estando presente no “coração”, ao invés de no corpo: em nossos pensamentos, emoções, e compromissos. O pecado vem do interior do homem, e se projeta para fora.

João Paulo II ensinou que Cristo não estava tanto acusando o coração dos seres humanos de agir erradamente, mas fazendo um apelo a nós a fim de vivermos no espírito do corpo redimido. Cristo veio para nos trazer as graças que nos permitem viver vidas moralmente corretas, não apenas com respeito ao nosso comportamento exterior, mas também com respeito aos movimentos interiores do nosso coração.

João Paulo II acreditava que ainda possuímos, nas camadas mais profundas de nosso ser, uma capacidade potencial de viver de acordo com o sentido esponsal do corpo (TdC 49). Ele nos pedia com insistência para não colocar nossos corações em constante suspeita, mas ter confiança de que as graças redentoras de Cristo podem restaurar a pureza em nossos corações: “Na pureza madura, o homem usufrui dos frutos da vitória sobre a concupiscência” (TdC 58). Sem a pureza nós “usamos” aqueles que queremos amar: “A pureza é um requisito para o amor. É a dimensão da verdade interior do amor no ‘coração’ do homem” (TdC 49).

Para alcançar a castidade ou pureza, são necessárias duas coisas: 1) uma correta compreensão do significado e propósito da sexualidade, e 2) o ordenamento das paixões de acordo com essa compreensão. Na Teologia do Corpo, João Paulo II está primeiramente estabelecendo a correta compreensão da sexualidade; ele diz muito pouco sobre o que é necessário fazer para alcançar a “pureza madura”. Sua descrição dela como “uma combinação da virtude da temperança e da piedade, um dom do Espírito Santo” nos fornece um caminho. Adquirir a virtude é, em grande parte, uma questão de hábito; aqueles que desejam alcançar a “pureza madura” devem evitar ocasiões de pecado; por exemplo, eles devem evitar olhar ou ouvir programas de entretenimento que levam a ações e pensamentos impuros. Adquirir a virtude da reverência (e aqui João Paulo II quer dizer “reverência” pelo dom da própria sexualidade e pelo dom da outra pessoa) é, em grande parte, uma questão de crescer no amor ao Senhor, o que se faz através da oração com as Escrituras, da recepção dos sacramentos, e da participação em atividades que promovem o crescimento espiritual.

João Paulo II, entretanto, focaliza como uma correta compreensão da sexualidade pode ser de enorme ajuda para se alcançar a pureza amadurecida. Muitos que estavam bastante presos ao pecado sexual relatam que, depois de compreender a visão da sexualidade que João Paulo II mostra na Teologia do Corpo, rapidamente se livraram de comportamentos e pensamentos sexuais imorais. Muitas pessoas, é claro, não experimentarão uma transformação tão fácil, mas no final encontrarão um novo modo de pensar e de se comportar com relação à sexualidade.

João Paulo II explica que os cônjuges que praticam a abstinência requerida pelo método da regulação natural de fertilidade têm maiores chances de alcançar a “pureza madura”, pois eles ordenam sua vida sexual aos bens corretos da sexualidade. De fato, eu conheço muitos casais que praticam sua fé católica devotamente, compreendem e vivem o sentido esponsal do corpo, e que, realmente, atingiram um alto grau de “pureza madura”. Seu amor pelo cônjuge os levaram a disciplinar os movimentos de seus “corações” e “pensamentos” de modo que eles já não mais experimentam fortes atrações por outras pessoas que não o próprio cônjuge. Eles, na verdade, estão experimentando a “redenção do corpo” que Cristo prometeu àqueles que o seguem.

Qualquer programa de castidade baseado na Teologia do Corpo deve fornecer uma extensa instrução sobre o estado do homem antes do pecado original, os desafios enfrentados pelo homem decaído, e a esperança que temos pela pureza madura à luz da redenção. Ele deve também fornecer um programa para crescer na virtude da temperança e no dom da reverência. A promessa de que aqueles que vierem a alcançar a “pureza madura” se tornarão semelhantes a Deus e capazes de amar seu cônjuge e as outras pessoas deve servir como uma maravilhosa motivação para vivenciar o sentido esponsal do corpo.
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Janet Smith, Ph.D. é professora de bioética no Seminário Maior de Detroit, EUA, e autora de vários livros.

Traduzido de: http://www.ncregister.com/daily-news/theology-of-the-body-and-mature-purit

Por que recorrer a Edith Stein quando o assunto é a complementariedade entre homem e mulher?

Provavelmente porque ela sempre se interessou por tudo o que é referente ao ser humano, a visão da humanidade consumada, a visão de Cristo. 

Mas também porque ela observou, na Alemanha da década de 1930, os protestos dos jovens contra a geração de seus pais. Ela sentiu então, que naquele momento, para enfrentar o desafio da transmissão, as mulheres poderiam desempenhar um papel essencial. 

Segundo Cécile Rastoin, autora do livro Edith Stein. Enquête sur la Source,  a filósofa alemã “enfrentou os problemas da época falando em nome das mulheres e convidando-as a reconstruir o tecido social para por freio ao nazismo”.

Sequestrada pelos nazistas, Edith Stein foi deportada e morreu em Auschwitz em agosto de 1942. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 1998. 

De Eva a Maria 

Para Edith Stein, a feminilidade é a chave para compreender a capacidade que temos de amar e de nos conectar com nosso Criador. 

Em suas pesquisas sobre a especificidade do homem e da mulher sobre seus respectivos destinos, ela descobriu que homens e mulheres cumprem suas missões de maneira diferente. A mulher, por um lado, quer ser a semelhança de Deus e, por outro, busca educar as gerações futuras. Segundo Edith Stein, a mulher é chamada a “buscar o caminho que leva de Eva a Maria”. A ela foi dada a missão particular de restaurar a “natureza feminina em sua pureza”, cujo modelo é a Virgem Maria. 

Stein escreveu sobre os quatro pilares da feminilidade. Para ela, esses pilares encontram sua essência na maior das virtudes: o amor. 

1. A receptividade

De acordo com Edith Stein, as mulheres têm um grande desejo de dar e receber amor. Este desejo “se eleva sobre a existência cotidiana para entrar na realidade de uma pessoa melhor”. Nosso desejo de receber amor nos torna vulneráveis e, principalmente, nos faz parecer mais fracas.

Quem se esforça para demonstrar seu poder e domínio nunca admitirá que precisa de outra pessoa. Mas o que Edith mostra é que, como mulheres, a receptividade ao amor nos eleva e aumenta a nossa compreensão do mundo.   

2. A generosidade

Edith Stein insiste na generosidade do dom recíproco. Segundo ela, existe uma alma tipicamente feminina, que “na experiência, se revela sensível às realidades pessoais, à harmonia, ao global (…). A atenção da mulher se centra naturalmente nas pessoas, enquanto a experiência nos mostra que os homens buscam mais a eficácia externa para se concentrarem em ações objetivas (…). A alma feminina vive com mais força e está mais presente em todas as partes do corpo. Ela se comove internamente por tudo o que acontece, enquanto que, no homem, o corpo tem mais o caráter de ferramenta para o trabalho, o que implica certo distanciamento”. 

Esta abertura do coração e da mente fortalece a alma e a vida espiritual. Mas produz um grande paradoxo: quando saímos de nós mesmas para nos transformarmos em uma bênção para os outros, nós é que melhoramos. Essa é uma atitude de generosidade que nos faz felizes. 

3. A dignidade

“Toda mulher que vive à luz da eternidade pode responder à sua vocação – não importa se é para o matrimônio, para uma comunidade religiosa ou uma profissão”. 

As mulheres podem expressar a feminilidade de muitas maneiras. Edith Stein define três categorias possíveis: esposa e mãe, solteira “no mundo” e solteira consagrada à vida religiosa. 

Para ela, todas as mulheres que se deixam guiar por Deus realizam o sentido profundo da feminilidade, pois têm uma intuição particular para descobrir como amar. 

Ser mulher não significa satisfazer todo um conjunto de expectativas ou ideais arbitrários. Aonde quer que a vida nos leve, cada situação pode ser enobrecida e dignificada pelo amor. 

4. A maternidade

A filósofa alemã afirma que todas as mulheres sentem a necessidade física de serem mães. Ela mesma não teve filhos, mas acreditava que as mulheres possuem um instinto maternal. 

Segundo ela, “as mulheres buscam, por natureza, abraçar o que é vivo, pessoal e completo. Amar, proteger, nutrir e educar são desejos naturais e maternais”. Em outras palavras: as mulheres dão a vida e a nutrem naturalmente. 

O amor feminino é um impulso natural, capaz não só de trazer crianças ao mundo, mas também de tornar os sonhos possíveis, e, desta forma, ajudar o crescimento dos outros. 

Edith Stein mostra, com isso, o caminho até uma feminilidade que recupera sua dignidade. Reconhece o valor insubstituível da mulher e redescobre sua maneira particular de levar o amor ao mundo. 

Fontes: La femme (Edith Stein), Éditions du Cerf, 2009; Spirituality of the Christian Woman, (Edith Stein)1932.

Via Aleteia

As mudanças de atitude, comportamentos e estilos de vida na área da sexualidade – que marcaram nossa sociedade nos últimos 30 anos – são alguns dos problemas mais complexos que as famílias precisam enfrentar.

Uma educação sexual bem conduzida pela família pode ajudar a reduzir as consequências da ignorância sexual, como:

  • a atividade sexual precoce;
  • a gravidez na adolescência;
  • as doenças sexualmente transmissíveis;
  • a transmissão do HIV;
  • o abuso e a exploração sexual.

Esses problemas têm custos sociais, econômicos e humanos muito altos. Por isso, a educação dos filhos em casa proporciona benefícios prioritários e insubstituíveis nos níveis: pessoal, familiar e social. Entre eles, destacam-se:

  • transmissão de valores familiares;
  • transmissão a informação exata às crianças;
  • incentiva habilidades eficazes sobre como tomar decisões com autonomia;
  • neutraliza as mensagens sexuais negativas e perigosas dos meios de comunicação.

Pode-se falar de sexo?

Os pais dão lições de sexualidade diariamente desde o nascimento do bebê, dando-lhe carinho, abraçando-o, mimando-o, beijando-o. Tudo isso é lição positiva sobre sexualidade.

Na educação sexual das crianças, também será determinante a resposta dos pais – ou a falta dela – às curiosidades naturais acerca das diferenças sexuais ou às perguntas do tipo: “de ondem surgem os bebês?”.

Mas as crianças também recebem muitas mensagens sobre esta importante questão fora de casa. Mensagens às vezes negativas ou, pelo menos, duvidosas.

Talvez você pense que as crianças de quatro anos, por exemplo, não se fixam às mensagens sexuais que recebemos todos dias pela rádio, TV, pelos jornais ou outros dispositivos. O certo é que a curiosidade delas começa já nos primeiros anos de vida.

Por isso, o melhor que podemos fazer é aproveitar estas oportunidades para irmos mostrando as nossas opiniões sobre o tema conforme elas vão nos perguntando.

Aos quatro anos, seu filho talvez não entenda toda a lição. Mas ficará claro que papai e mamãe pensam que o sexo é bastante importante e é preciso falar sobre isso.

Se os jovens não perguntam sobre sexo aos pais não é porque não sejam curiosos, mas porque aprenderam que não podem lhes perguntar, e encaram o tema como algo incômodo.

Se este sentimento persistir, as crianças vão satisfazer as curiosidades de outra forma: com amigos, na TV ou até mesmo experimentando. Infelizmente, o resultado são adolescentes mal informados e vulneráveis.

Semear valores para colher uma adolescência mais serena

Os comportamentos e as decisões sexuais dos adolescentes têm uma relação direta com o nível de autoestima deles. Se eles têm uma boa opinião de si mesmos, a probabilidade de fazerem escolhas positivas, saudáveis e responsáveis na vida aumenta.

E é durante os anos da escola primária que as crianças desenvolvem o sentido da autoaceitação. E, aqui, a influência da família é crucial.

Como em outros aspectos do crescimento e desenvolvimento, as crianças precisam de ajuda para se sentirem valorizadas, capazes e aceitas. Por isso, é necessário promover:

– A aprovação: as crianças precisam de muitos elogios. Para os jovens, a aprovação dos pais é a medida de sua própria valorização. Elogie o que eles fazem (ou tentam fazer) de bom;

– A aceitação: ao mesmo tempo em que você reconhece as áreas de excelência de seu filho, ajude-o a aceitar suas imperfeições. Se ele fizer alguma coisa inadequada, certifique-se que ele entende que você não gosta deste tipo de comportamento, mas que você continua amando-o;

– A atenção: mostre interesse sincero pelas atividades de seus filhos. Isso faz com que eles se sintam importantes. Dedique um tempo exclusivo a cada um, pois isso vai ajudá-los a se sentirem especiais;

– As conquistas: as crianças aprendem fazendo as coisas e precisam de oportunidades para praticar as habilidades que adquirem. Deixá-las tomar decisões vai motivá-las a fazer e vai despertar o senso de responsabilidade;

– O respeito: crianças são pessoas e também merecem ser tratadas com dignidade e respeito.

Enfim, a opinião que as crianças têm de si mesmas influencia muito na maneira como elas vivem e se relacionam com o mundo. Se elas crescem sentindo-se amadas, valorizadas e capazes, serão muito mais fortes para enfrentar serenamente as grandes questões da vida. Entre elas, a sexualidade.

Autor Javier Fiz Pérez

Homossexual segundo o mundo e segundo Cristo

Recentemente apareceram na internet textos escritos por religiosos católicos com ideias sobre a homossexualidade que em quase nada condizem com a fé e a moral da Igreja de Cristo. É assim mesmo: os tempos atuais são muito difíceis e, por vezes, quem deveria defender e ilustrar a fé da Igreja deforma e escandaliza o Povo cristão…

Gostaria de propor algumas reflexões – e peço que você, meu caro Amigo, procure ponderar bem o que estou dizendo:

1. As pessoas homossexuais devem respeitadas e nunca estigmatizadas por suas tendências sexuais.

Hoje sabe-se de psicologia e sexualidade humana o que não se sabia no passado… Consequentemente, o modo de avaliar determinados comportamentos deve levar em conta estes novos conhecimentos. Assim, a violência contra homossexuais – sejam elas físicas ou morais – é um crime diante da lei brasileira e, diante de Deus, um pecado.

2. Também é correto desejar que cada pessoa tenha o direito de viver sua vida de acordo com seus valores e sua consciência, desde que respeitando o bem comum e as normas da boa convivência social.

No entanto, não é aceitável que minorias homossexuais organizadas queiram impor a toda a sociedade seus valores e seu modo de pensar, destruindo o sentido genuíno do que seja família e do que seja casamento…

3. O sincero respeito que se deve ter pelos homossexuais não deve e não pode significar que todos tenham a obrigação de fazer uma avaliação positiva da homossexualidade e, mais ainda, da prática homossexual. Respeitar a pessoa, suas tendências, suas opções, sim. A avaliação de suas ações e modo de viver, depende dos critérios que alguém tome como norte e sentido da existência humana… Para um ateu, o critério é ele próprio; para um crente, o critério do certo e do errado é o próprio Deus: ao que Deus chama errado, o crente somente poderá chamar de errado também!

4. Pensemos num cristão homossexual. Para um mundo pagão como o nosso, para pessoas que não têm como critério o Evangelho, ser homossexual e viver a homossexualidade não são problema algum; como não o é a infidelidade conjugal, como não o são as relações pré-matrimoniais e outras realidades mais… Mas, para alguém que creia em Cristo e deseje viver segundo a fé cristã, o ser homossexual traz sim dificuldades, conflitos e dores. E isto porque o critério da vida de um cristão não é a moda, não é a mentalidade dominante, não é a própria pessoa, mas a norma do Evangelho, expressa na fé da Igreja. Ora, deixar-se a si mesmo para abraçar na própria vida e com a própria vida a norma de vida de um Outro – Daquele que disse: “Quem quiser ser Meu discípulo, renuncie-se a si mesmo e siga-Me!” – não é e não será nunca uma tarefa fácil.

5. Um homossexual cristão deve sim procurar corajosamente aceitar sua realidade homossexual, mas não para viver do seu jeito e sim do jeito de Cristo! E qual é o jeito de Cristo? Qual a sua norma para a sexualidade humana? Certamente que tal norma é aquela da vida sexual como expressão do amor e da entrega a outra pessoa, numa tal comunhão que, selada pelo sacramento do matrimônio, seja até à morte e aberta de modo fecundo aos filhos que Deus der. Para Deus – sejamos claros – a norma é a heterossexualidade e não a homossexualidade! Para um cristão homossexual certamente isto provoca uma séria crise! (Todos nós temos nossas crises… É verdade, no entanto, que a crise no tocante à sexualidade é muito mais séria e estrutural!) E é preciso que se diga: para um cristão com tendência homoafetiva, a homossexualidade tem a marca da cruz – é sim uma cruz! Mas, o nosso Salvador Jesus disse: “Toma a tua cruz e segue-Me!” Em outras palavras: “Segue-Me com tua homossexualidade! Segue-Me com as crises e dificuldades nas quais ela te coloca!”

Um homossexual que deseje viver seriamente sua fé cristã deve saber que é amado pelo Senhor, que não é rejeitado pela Igreja, mas que deve – como também os heterossexuais – colocar sua sexualidade debaixo do senhorio de Cristo: deve lutar para ser casto, para ser reto, para fugir de toda leviandade e imoralidade; deve claramente reconhecer que os atos homossexuais não são moralmente corretos como a relação heterossexual no casamento… Por isso é muito importante que um homossexual cristão procure a ajuda de um sacerdote ou de um cristão maduro, ponderado, fiel a Cristo e à Igreja que possa ajudá-lo no seu caminho. Quem não precisa da ajuda dos outros no caminho de Cristo? Não é isto a Igreja? Não é isto que nos manda a fé cristã: ter uma orientação espiritual com alguém que saiba curar as próprias feridas e as dos outros?

E se houver quedas no caminho desse irmão homossexual? E se as amizades descambarem para atos homossexuais? É não desanimar: como qualquer cristão, trata-se de olhar para o Cristo, pedir perdão no sacramento da Penitência e recomeçar o caminho, procurando vencer o pecado!

E se um homossexual cristão, mesmo reconhecendo que os atos homossexuais não são moralmente agradáveis a Deus, não conseguir ser casto, e procurar viver com outra pessoa do mesmo sexo, inclusive tendo uma vida sexualmente ativa? Nem assim deve pensar que já não é cristão! Deve reconhecer claramente que sua situação não é o ideal diante de Deus. No entanto, deve viver uma vida o quanto possível digna diante do Senhor e dos homens. Não deve deixar a oração nem a frequência da Santa Missa e deve dizer sempre – todos nós devemos dizer sempre com o coração, o afeto, a alma e também com as lágrimas: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!”

Certamente que aquele que se decida por uma vida de prática de atos homossexuais não deve se confessar sacramentalmente nem receber a comunhão eucarística; mas pode sim procurar sempre o conselho e a ajuda de um sacerdote ou de um cristão que o auxilie no caminho de seu seguimento a Cristo. É muito importante compreender que não há miséria e drama humanos que não possam ser atingidos pela Cruz do Senhor. Não se trata de chamar certo ao que é errado ou de avaliar como virtude ao que é fraqueza aos olhos do Senhor; trata-se, sim, de ter misericórdia, de acolher, de ter compaixão do outro! Triste daquele que vir o irmão levando pesado fardo e ainda lhe aumentar o peso com o desprezo e a rejeição! O pecado deve ser chamado sempre pecado, mas o pecador deve ser sempre acolhido com misericórdia e respeito e tratado como um irmão. Quem de nós não é pecador? Quem de nós não é ferido? Quem de nós não tem suas doenças espirituais?

6. Não sabemos por que algumas pessoas são homossexuais. Sabemos que elas não escolheram a tendência que possuem; sabemos também que não são moralmente doentes – há tantos homossexuais tão dignos e generosos! Mas, sabemos que elas podem seguir o Senhor e devem fazer o melhor de si para serem santos, para serem cristãos de verdade! O resto, coloquemos nas mãos do Senhor, com os olhos fitos em Cristo, que morreu por todos de modo tão atroz, exatamente porque grande é a profundidade de nossas misérias e contradições. Diante de mistérios assim, diante dos enigmas da existência, diante da dor e da cruz dos irmãos, devemos olhar para o céu e pronunciar, comovidos e humildes, aquela sábia bênção judaica, que cabe muito bem nos lábios de um cristão: “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, que guardas os segredos!” Isto mesmo: Ele sabe os mistérios! Ele conhece o motivo; Ele sabe o porquê. Nós não sabemos nada!

7. Esta é a diferença entre o pensar cristão e a perspectiva de um mundo que descarta Deus, o Deus das Escrituras, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: para a atual cultura “mundana”, a vida é sem Deus mesmo: cada um é a sua verdade, a sua medida e o seu próprio critério; cada um faz o que bem entende com a existência.
Para o cristão a vida é dom, é mistério a ser vivido diante de um Outro que nos ama e a Quem deveremos prestar contas. Num mundo sempre mais pagão e menos cristão, vai ficando difícil compreender estas coisas…

Aos pais cristãos que tenham filhos homossexuais, eu digo: acolham-nos com amor e respeito, ajudem-nos a definir os valores de sua vida segundo os critérios de Cristo, não os abandonem nunca nem os tratem com desprezo, mostrem-lhes sempre Jesus como ideal e caminho de felicidade e realização e, no fim de tudo, rezem muito por eles e os respeitem no rumo que derem à vida, desde que digno e responsável, sem leviandades ou desrespeito ao sagrado recinto do lar!

8. Quanto àqueles, “felizes e realizados” com sua “opção” sexual, que não é segundo Cristo, paciência: é o modo de pensar e viver dos que já não conhecem a Deus e Seu Cristo Jesus! Eles merecem o nosso respeito. É necessário que, no âmbito civil, construamos uma convivência que dê espaço para que todos vivam sua vida livremente, desde que respeitando o bem-comum.
Que Nosso Senhor também a esses mostre a luz bendita do Seu Rosto para que vejam o verdadeiro sentido da vida e encontrem a verdadeira paz e realização!
Não podemos impor aos não-crentes nossos valores; devemos respeitá-los, desde que não queiram impor tais valores aos demais; por eles podemos rezar, amá-los e anunciar-lhes Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida da humanidade e de cada pessoa!

Dom Henrique Soares da Costa, Bispo.

Cientistas descobriram 1.559 diferenças genéticas entre machos e fêmeas que se relacionam não apenas com os órgãos sexuais, mas surpreendentemente com outros órgãos como cérebro, pele e coração. 

“No geral, os genes específicos do sexo são expressos principalmente no sistema reprodutivo, enfatizando a notável distinção fisiológica entre homens e mulheres”, descobriram os cientistas. “No entanto, dezenas de genes que não são conhecidos por se associar diretamente com a reprodução também foram encontrados para ter expressão específica do sexo (por exemplo, os genes da pele de homens específicos)”, acrescentaram.

As descobertas sugerem ao leitor casual que há muito mais envolvido na ideia de mudar o gênero para o sexo oposto do que simplesmente cirurgia e tratamento hormonal. 

“Nossos resultados podem facilitar a compreensão de diversas características biológicas no contexto do sexo [masculino e feminino]”, afirmaram os pesquisadores em sua conclusão. 

O estudo, intitulado A paisagem do transcriptoma sexual-diferencial e sua consequente seleção em adultos humanos , foi publicado na BMC Biology no início deste ano. 

No estudo, os pesquisadores Moran Gershoni e Shmuel Pietrokovski do Departamento de Genética Molecular do Instituto Weizmann mapearam milhares de genes – os bancos de dados biológicos de todas as informações que tornam cada pessoa única – de 53 tecidos semelhantes a machos e fêmeas, como o pele, músculo e cérebro. 

O estudo foi conduzido para examinar até que ponto os genes determinam como certas doenças visam machos e fêmeas de forma diferente. 

“Homens e mulheres diferem de maneiras óbvias e menos óbvias – por exemplo, na prevalência de certas doenças ou reações a drogas. Como estas estão ligadas ao sexo de alguém? Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência descobriram recentemente milhares de genes humanos que são expressos – copiados para produzir proteínas – de forma diferente nos dois sexos ”, afirma relatório do Instituto Weizmann sobre as descobertas.

Fonte original aqui 

 

O Papa Francisco atualizou os estatutos do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, acrescentando, entre outras coisas, uma referência específica à sua responsabilidade de promover uma reflexão mais aprofundada sobre o papel das mulheres na Igreja e na sociedade.

“O organismo trabalha para aprofundar a reflexão sobre a relação entre homem e mulher em suas respectivas especificidade, reciprocidade, complementaridade e igual dignidade”, diz o novo estatuto. “Valorizando o “gênio” feminino, dá a sua contribuição na reflexão eclesial sobre a identidade e missão da mulher na Igreja e na sociedade, promovendo sua participação”.

Os novos estatutos, aprovados pelo Papa a título experimental, foram lançados pelo Vaticano no dia 8 de maio e entrariam em vigor no dia 13 de maio. Eles substituem os estatutos publicados em junho de 2016, pouco antes de o novo escritório começar a operar sob a liderança do cardeal dos EUA, Kevin Farrell.

Embora grande parte dos artigos dos estatutos tenha sido alterada, o novo conjunto eliminou o requisito de o escritório ter três seções separadas — para leigos, para a família e para a vida —, cada uma presidida por um subsecretário. No entanto, segundo os novos estatutos o escritório terá “pelo menos dois subsecretários leigos”.

O artigo introdutório acrescentou uma referência para como, “segundo os princípios da colegialidade, sinodalidade e subsidiariedade”, o dicastério deve manter relações com as Conferências Episcopais, Igrejas locais e outros órgãos eclesiais, promovendo a colaboração entre eles.

E, em resposta ao chamado do Papa Francisco em “Amoris Laetitia” para melhorar os programas de preparação para o matrimônio, os novos estatutos exigem que o dicastério ofereça “diretrizes para programas de treinamento para preparar para o matrimônio e para jovens casais”.

Os estatutos também dão uma maior responsabilidade ao dicastério de expressar “o cuidado pastoral da Igreja também em relação a situações chamadas ‘irregulares'”, como casais que vivem juntos e casais que se divorciaram e casaram novamente no civil.

O novo documento também expandiu as referências aos cuidados do escritório com jovens e jovens adultos, promovendo seu envolvimento na Igreja e defendendo suas necessidades na sociedade.

O dicastério, segundo o estatuto, “expressa a preocupação específica da Igreja com os jovens, promovendo seu protagonismo em meio aos desafios do mundo atual. Ele apoia as iniciativas do Santo Padre no campo do ministério juvenil e está a serviço das conferências episcopais, dos movimentos e das associações juvenis internacionais, promovendo sua colaboração e organizando reuniões em nível internacional”.

Fonte: Catholic News Service

Ontem à noite, depois do jantar, lutei com meus dois filhos por cerca de uma hora. Embora eu tenha dominado no início com o meu tamanho e força superiores, eles eventualmente me desgastaram e pularam em cima de mim em um ataque de uivos risonhos e bárbaros.

Às vezes, os dois são mais agressivos do que uma matilha de lobos e eu sempre os encontro acertando coisas aleatoriamente com outras coisas, subindo, socando e rolando na lama. Recentemente, nosso filho mais velho abraçou sua mãe enquanto falava com franqueza sobre o porquê nós beijamos os membros da família que amamos e como ele gosta disso.

Ambas as versões são o mesmo garoto. Ambas são expressões de sua masculinidade – o agir de maneira agressiva e a sensibilidade emocional. Os dois aspectos são saudáveis, ​​e eu encorajo. Um menino não deve ser forçado a escolher um lado ou outro, e nem deve ser visto como defeito em sua masculinidade.

Recentemente, Benjamin Sledge escreveu um artigo intitulado: Today’s problem with masculinity isn’t what you think (O problema de hoje com a masculinidade não é o que você pensa)”. Depois de apontar como os meninos parecem ter muitos problemas para se transformarem em homens hoje em dia, ele escreve:

“Atualmente, há um ataque em duas frentes contra garotos jovens.

  1. Nós vemos o agir de maneira agressiva, brincando com espadas de brinquedo, guerras e batalhas, como sinal de que nossos garotos se tornarão psicopatas por causa de eventos recentes.
  2. Homens, falsamente, acreditam que a sensibilidade ou as emoções são um sinal de fraqueza”.

A meu ver, o problema hoje é que atividades agressivas e tradicionalmente “masculinas”, como brincar de soldado e representar os heróis míticos, são desaprovadas como violentas demais. Por um lado, os garotos que se encontram explorando aquela área física, encharcada de testosterona de sua psique, são tachados de serem machos alfa em treinamento e são rapidamente podados. Mas, por outro lado, os meninos que mostram sinais de emoção, aptidão artística, ternura ou outros chamados “traços femininos” têm sua masculinidade, e talvez até mesmo sua sexualidade, questionada. Então, o que deveria ser um homem? Quais opções são deixadas? Os meninos estão em uma situação sem vitória.

Eu tive minha própria masculinidade questionada mais de uma vez porque me visto bem. Fui ridicularizado por poder citar poemas de Gerard Manley Hopkins e tocar prelúdios de Chopin no piano. Eu já assisti a musicais e gostei deles.

Em seu artigo, Sledge diz que outros homens têm a mesma experiência, e as críticas de ambos os lados “deixam muitos jovens crescendo confusos”. Ele prossegue dizendo: “Não nos envolvemos com os tipos de jogos saudáveis de que precisamos para nos unir, e não temos a conexão emocional que precisamos com pais ou outros homens. Isso deixa os homens apáticos e indiferentes quando sentem que podem ser nenhum dos dois e, assim, refugiamo-nos em nossos mundos digitais de letargia”.

No final, os meninos acabam se perdendo em sua jornada para a idade adulta, e muitos homens são adolescentes em corpos adultos porque tivemos nossa masculinidade tirada de nós. Tudo o que resta são videogames, pornografia e passar todas as noites assistindo a esportes na televisão. Em outras palavras, ficamos com vícios e relíquias não saudáveis da infância que deveríamos ter superado.

Então, como ajudar os meninos a se tornarem jovens saudáveis?

Primeiro, entenda que o agir de maneira agressiva e brincar de guerra são formas de os garotos explorarem seu ambiente. Os meninos, em particular, querem buscar aventuras e encontrar seu propósito na vida, engajando-se no heroísmo. Isso não significa que eles precisam encontrar uma mulher indefesa para resgatar a fim de se tornarem homens de verdade, mas devem ser encorajados – especialmente pelos pais – a enfrentar corajosamente o caos e enfrentar o desconhecido. Os meninos aprendem a se tornar homens ao confrontar o mal e vencer. Eu tento explicar isso para meus próprios garotos em alguns níveis diferentes. Eles podem desafiar seus corpos através do esporte, disciplinar sua vida interior cultivando a virtude e superando o vício, e descobrir sua responsabilidade de defender a verdade, os fracos e os vulneráveis ​​em todas as situações. Todas essas são maneiras de os garotos se tornarem heróis.

Em segundo lugar, uma vez que os meninos tenham liberdade para serem fortes, eles evitarão uma crise de identidade sobre serem sensíveis e artísticos. Um homem forte é um homem gentil, e um homem confiante é um homem emocionalmente sensível. Eu falo com meus meninos sobre minhas emoções e os ensino a amar coisas bonitas como cantar e tocar piano. Eu tento abraçá-los muito. Eu também quero que eles me vejam abraçando sua mãe e suas irmãs e o jeito que sou gentil com elas. Eu rezo com meus filhos e vou à missa com eles, porque a adoração é uma virtude masculina, tanto quanto feminina. Os homens vão à igreja com suas famílias.

A vida é um chamado para a aventura, e os meninos estão animados para partir em seu caminho heroico. Com mais incentivo, eles podem aprender a serem fortes e sensíveis, guerreiros, mas também a serem poetas, confiantes em sua autoidentidade e prontos para se estabelecer no grande desconhecido.

 Autor Fr. Michael Rennier 

Os costumes da sociedade contemporânea “a fizeram recair em cheio no paganismo e na completa idolatria do sexo”

O frei Raniero Cantalamessa é o pregador da Casa Pontifícia. Tem cabido a ele, nos últimos anos, dirigir as reflexões de Quaresma do Papa Francisco e dos membros da Cúria Romana. Este ano, na Capela Mãe do Redentor, no Vaticano, as suas meditações partiram do convite “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,14).

Na quinta e última pregação de Quaresma deste ano, o sacerdote fez significativas considerações sobre os costumes da sociedade contemporânea que “a fizeram recair em cheio no paganismo e na completa idolatria do sexo”. Segundo o padre Cantalamessa, tenta-se justificar “toda licença moral e toda perversão sexual” com a ideia de que vale tudo “enquanto não houver violência contra os outros e não se lesar a liberdade de alguém“. O problema desse tipo de alegação já começa no próprio conceito de “violência” e “liberdade”, que, nesses contextos, são bastante questionáveis. O frade observa: “É destruída a família com uma leviandade extrema e se diz: ‘Mas o que é que tem? Eu tenho o direito de procurar a minha felicidade!’“.

A partir dos escritos de São Paulo, Cantalamessa refletiu sobre a dissolução sexual, à qual o Apóstolo contrapõe “a arma da luz e da pureza”. O frade capuchinho comentou:

“Sem dúvida, alguns juízos da moral sexual tradicional foram revistos e as modernas ciências humanas contribuíram para iluminar certos mecanismos e condicionamentos da psicologia humana, que tiram ou reduzem a responsabilidade moral de determinados comportamentos que, há um tempo, eram tidos logo como pecado, até mortais”.

Contudo, o progresso humano “nada tem a ver com este pansexualismo de certas teorias permissivas, que tendem a negar toda norma objetiva no campo da moral sexual, reduzindo tudo a um fato de evolução espontânea dos costumes, isto é, a um fato da cultura”.

“Se consideramos de perto o que veio a ser chamada de ‘revolução sexual’ dos nossos dias, percebemos, com horror, que ela não é simplesmente uma revolução contra o passado, mas, frequentemente, contra Deus e a natureza humana. [A sexualidade] não é mais pacífica; [foi transformada numa] força ambígua e ameaçadora, que nos arrasta contra a lei de Deus a despeito da nossa própria vontade”.

Esta realidade é demonstrada pela crônica cotidiana dos escândalos, mesmo entre o clero e as pessoas consagradas, sublinhou Cantalamessa. Ele recorda o estímulo do Espírito Santo a testemunharmos ao mundo “a inocência originária das criaturas e das coisas”, de modo a romper esta espécie de “narcose e embriaguez do sexo“. É preciso “restaurar no ser humano a nostalgia da inocência e da simplicidade, que ele carrega forte no coração”.

O frei Cantalamessa também citou as palavras de São Paulo, quando ele dizia que “não é lícito dar-se ao impudor; não é lícito vender-se”. De fato, os termos gregos ligados à palavra “porneia”, que dá origem ao nosso termo “pornografia”, têm o sentido de “vender-se”. E o Apóstolo, usando esse termo para quase todas as expressões de dissolução moral, nos diz que, em toda devassidão, não apenas na prostituição propriamente dita, há um aspecto venal, um vender-se – nem sempre em troca de dinheiro, mas, muitas vezes, em troca do prazer como fim em si mesmo, rebaixando a nós próprios e aos outros ao nível de mera mercadoria.

Em referência à pureza cristã, o capuchinho enfatizou que ela não consiste tanto em estabelecer “o domínio da razão sobre os instintos quanto o domínio de Cristo sobre toda a pessoa, razão e instintos”. E acrescentou:

“A pureza não se baseia no ‘desprezo do corpo’, mas, pelo contrário, na grande estima da sua dignidade. É um estilo de vida, mais do que uma virtude apenas, que envolve não só o corpo, mas também o coração, a boca, os olhos, o olhar”.

Em suma, a pureza cristã é um estilo de vida pleno, que nos envolve e realiza integralmente.

Aleteia

O Parlamento Português aprovou no dia 13 de abril uma lei que permite a mudança de sexo no registo civil aos 16 anos apenas mediante requerimento e sem necessidade de recorrer a qualquer relatório médico, o que desencadeou uma resposta enérgica da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), que considera que a dispensa de um parecer médico se reveste de uma enorme gravidade em termos de saúde pública e afirma que a lei tem mais fundamento na ideologia de gênero que na ciência ou na medicina.

Segundo um recente comunicado da Associação, “a lei aprovada exclui a medicina, não tem qualquer base científica, já que não se apoia em qualquer diagnóstico médico de disforia de género, e dispensa o tratamento médico necessário para estes casos”.

“A história ensina-nos que sempre que a medicina se subjugou à ideologia, os resultados foram desastrosos para a humanidade, pelo que a AMCP apela ao Sr. Presidente da República para que vete esta lei”, asseveram os médicos católicos.

Além disto, a AMCP diz que é estranho que seja permitida a mudança de sexo “numa idade em que se considera que os cidadãos não têm ainda maturidade para votar, conduzir um automóvel ou ingerir bebidas alcoólicas”.

“Nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo, pelo que não existem condições neurobiológicas de maturidade para uma tomada de decisão desta natureza”, diz o comunicado da ACMP.

“Esta lei, agora aprovada, não é baseada propriamente em novas descobertas científicas, nem tão-pouco foi pedida pelos médicos portugueses, mas é suportada por uma ideologia: a ideologia de gênero. Esta teoria assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos não passam de uma construção mental, cabendo à pessoa escolher a sua própria identidade de gênero”, asseveram os médicos católicos de Portugal.

“A ideologia de gênero é uma construção cultural, um produto da cultura e do pensamento humano, sendo totalmente desvinculada da biologia. A ciência — e a medicina em particular — não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual. O ideal é que haja uma harmonia entre ambas, não sendo ético provocar desordens psicopatológicas artificiais, através da difusão de uma ideologia radical destinada a criar um “homem novo””, conclui o texto.

ACI

[Esta é uma livre tradução do texto “Is chastity possible?“, de T. G. Morrow, presente no site do Apostolado Coragem].

Para responder nossa questão, precisamos considerar três perguntas: o que é a castidade exatamente? Que comportamento está implicado na castidade cristã? E, como alguém vive a castidade?

O que é a castidade?

O que é a castidade? Acompanhando Tomás de Aquino podemos definir a castidade como a moderação habitual do apetite sexual conforme à reta razão. Note-se que não é somente a moderação do comportamento, mas dos mais simples desejos que levam ao comportamento sexual. Note-se, também, que a norma é a “reta” razão, isto é, a razão em conformidade com a Lei Eterna de Deus e não, meramente, uma razão mundana, que vê como “razoável” qualquer sexo que evita gravidez indesejada ou doenças.

O que é um comportamento casto?

Então, para que tipo de comportamento nos chama a castidade cristã? Em primeiro lugar, observamos as palavras de Jesus no Evangelho: “Porque é o interior do coração dos homens o lugar de onde procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem.” (Mc 7, 21-23; ver também Mt 15, 19s). Acrescenta ainda São Paulo: “... sabei-o bem que ninguém que seja indulgente com a fornicação, com a impureza ou com a promiscuidade… pode herdar o Reino de Deus” (Ef 5, 3-7; ver também Gl 5, 19-21). 

Então, a Escritura é bem clara a respeito do sexo extraconjugal. Alguns buscam racionalizar seu caminho a esse respeito, mas isto acaba sendo uma recusa do ensinamento de Cristo e de Sua Igreja. A recusa de um ensinamento bíblico é muito pior do que o pecado sexual cometido sem ter sido por fraqueza. 

A Igreja Católica dá precisão a este tema bíblico: “O uso da função sexual tem sua verdadeiro sentido e retidão moral somente em um verdadeiro matrimônio”. (Declaração sobre a Ética Sexual, Congregação para a Doutrina da Fé, 1975, § 5*). No mesmo documento, § 10, nós encontramos o seguinte: “A ordem moral da sexualidade envolve valores da vida humana tão elevados que toda violação direta desta ordem é objetivamente grave”.

Considerando este e outros ensinamentos da Igreja, é possível para nós concluir que qualquer ato sexual voluntário fora de uma união conjugal normal (sem contracepção), entre um homem e uma mulher, é gravemente pecaminoso. Isto incluiria masturbação, fornicação, estímulos sexuais extraconjugais, adultério, atos homossexuais, e até mesmo pensamentos lascivos (Mt 5, 28). Para nosso mundo sobrecarregado de sexualidade isto pode parecer ultrajante, mas os ensinamentos morais de Cristo sempre foram uma pedra de tropeço para o mundo. O mundo não tem lugar para a cruz.

Por que essas coisas são erradas? Em resumo, porque (1) o sexo é um símbolo do amor marital com recíproco compromisso (e os estímulos sexuais preliminares são uma preparação para o sexo) e (2) o sexo pode gerar filhos, que deveriam ser concebidos e criados dentro da estável comunidade de amor do matrimônio.

Como viver a castidade?

Como alguém vive a castidade? Como alguém desenvolve a virtude da castidade de modo que habitualmente viva a castidade sem qualquer dificuldade, ou, como Tomás de Aquino formulou, “com alegria, com facilidade e com prontidão”?

Como um fruto do Espírito Santo, a castidade não é, certamente, algo que se possa alcançar sem considerável esforço e oração. Os frutos de uma árvore aparecem por último e assim é com os frutos do Espírito Santo: eles requerem um bom plano de cultivo por meio da graça de Deus. Assim, para começar a viver a castidade no nosso mundo, requer-se uma vida espiritual forte. Para qualquer um que espera alcançar essa virtude, parece essencial ter quinze minutos de meditação diária (o terço ou a meditação dos Evangelhos), mais ir à missa frequentemente e receber os sacramentos.

Mas existe algum método de que se possa valer para usar com mais eficácia a graça recebida das práticas espirituais a fim de crescer na castidade?

Sim, existem. Deve-se começar observando com Aristóteles e Tomás de Aquino (Suma Teológica I, q.83, a.3) que o apetite sexual escuta não apenas a razão, mas também os sentidos e a imaginação. Então, primeiramente, deve-se ter cuidado com o que se vê ou assiste. Assistir filmes ou vídeos de sexo explícito, ou pornografia, ou dar atenção a pessoas do sexo oposto vestidas de modo provocante é venenoso para aquele que busca a castidade. O pior de tudo é fazer uso de materiais pornográficos, uma vez que a pornografia apresenta o sexo como algo meramente recreativo, como também apresenta homens e mulheres como meros objetos de prazer. Ambas as coisas são mentiras terríveis.

A imaginação é outra área potencialmente perigosa. Quando alguém fica cônscio de um pensamento impuro, deve imediatamente tentar abafar esse pensamento com outro mais vivo, como um jogo de bola, um bonito pôr-do-sol, entre outros. Ademais, deve-se seguir o conselho de São João Vianney de fazer o sinal da cruz para afastar a tentação e, como Santa Catarina de Siena, dizer repetidamente o nome de Jesus no coração (modo como ela repeliu uma série de tentações torpes). Um pensamento impuro inesperado não é pecaminoso, porém, uma vez que a pessoa deseja a sua continuação, o pecado entra e, como Jesus disse, pode-se pecar seriamente no coração. 

Ademais, uma vez que existam vozes [interiormente] competindo pelo controle do apetite sexual,  lidar com o apetite “despoticamente” dizendo simplesmente “não” ao apelo do apetite, não funcionará a longo prazo. Se funcionar, apenas reprimirá o apetite no inconsciente, onde estará à espera de uma chance para explodir (Papa João Paulo II, em Love and Responsibility (Amor e Responsabilidade), Ignatius Press, p. 198). No momento de fraqueza, o apetite explodirá de fato com um acesso de atividade sexual. Isto é verificado em pessoas que se contém por semanas seguidas, mas que, então, vão para a farra e repetem esse ciclo de novo e de novo.  O intelecto deve agir “politicamente” com o apetite, reforçando os valores que serão ganhos por meio de uma vida de castidade, para compensar o valor do prazer sexual que é sacrificado.

*Mais precisamente: Cf. Persona Humana, Declaração sobre algumas questões de Ética Sexual, 29 de dezembro de 1975, final do § 5. Disponível no site do Vaticano .

Pode soar estranhíssimo para muita gente, mas você sabia que, ao ter ato conjugal com seu cônjuge dentro do matrimônio, estando ambos abertos à graça da vida, você está fazendo oração?

É simples de entender. A oração não é uma repetição de palavras: é uma atitude de união com Deus. Todas as nossas atividades, quando conscientemente oferecidas a Ele, são oração. Inclusive o sexo? E por que não?

São João Paulo II, na sua fascinante catequese sobre a Teologia do Corpo, nos fala da maravilhosa capacidade humana de experimentar, por meio da corporeidade, o atributo nupcial da expressão do amor. Nesse amor, cada cônjuge se torna um presente, um dom para o outro, e um dom completo, voluntário, consciente, que Deus torna fecundo em frutos magníficos como a realização pessoal, a realização mútua, a visão de sentido para a própria vida, a abertura para a nova vida nos filhos que vierem!

É algo único da pessoa humana: entregar-se conscientemente uma à outra como oferta de amor!

Nesse contexto, fazer amor é fazer oração porque é um ato de entrega mútua em que se participa do Amor divino e inclusive da divina criação.

Diz São João Paulo II a respeito dos cônjuges: eles “veem um ao outro com toda a paz do olhar interior que cria a plenitude da intimidade de pessoas”. Todos nós desejamos alguém que nos ame, nos aceite e nos respeite por completo, plenamente, porque isso nos preenche, nos eleva e, de modo literal, nos leva a experimentar o amor de Deus sensivelmente.

A união sexual no matrimônio é um ato de união a Deus porque, por meio dela, Ele nos torna partícipes do Seu Amor e do Seu Espírito e nos transmite as graças necessárias para perseverar e nos realizar no desafio envolvido nessa entrega diária – que não, não é fácil.

Importante: nenhum outro ato sexual pode ser descrito como “fazer amor”, porque Amor, em sentido pleno, é o Amor Absoluto, é o Ser Absoluto, é o Sentido Absoluto, é Deus; e nenhum ato separado d’Ele pode ser entendido autenticamente como amor. Nenhum outro ato sexual dignifica. O ato sexual fora desse contexto não apenas não nos une a Deus como, pelo contrário, nos afasta da participação na plenitude do Seu Amor.

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Adaptado de texto original de Luz Ivonne Ream