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Um policial foi o grande herói do dia na China ao se jogar embaixo de um homem que havia acabado de se jogar de um prédio em obras. Por conta da atitude, a vida do cidadão acabou sendo salva.

Tudo começou quando moradores alertaram policiais e bombeiros de que o homem estava na obra e ameaçando se matar. Enquanto se organizavam para tentar o resgate, o homem pulou e ficou preso em uma parte da obra, demorando mais para cair.

Único presente no local, o policial Liang Xiao não pensou duas vezes antes de se jogar no local onde o homem iria cair. Com a atitude heroica, amorteceu a queda e salvou a vida do cidadão.

Pouco depois, os dois foram levados a um hospital da região para que fossem examinados. Apesar de não morrer, o homem se machucou bastante, enquanto o policial sofreu ferimentos leves e ficou apenas meio atordoado com o impacto do choque.

Fonte: Yahoo Notícias

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No ano passado, no Japão, mais de 25 mil pessoas cometeram suicídio. Isso dá uma média de 70 por dia. A maioria delas, homens.

Estes números não representam a maior taxa de suicídio entre países desenvolvidos – o título ainda cabe à Coreia do Sul, com uma média anual de 28,9 suicídios por 100 mil habitantes. Mas estão muito acima de outras nações ricas.

O índice japonês de 18,5 suicídios para cada 100 mil habitantes é, por exemplo, três vezes o registrado no Reino Unido (6,2) e 50% acima da taxa dos Estados Unidos (12,1), da Áustria (11,5) e da França (12,3).

O assunto voltou a ter destaque com a auto-imolação de um homem de 71 anos em um trem bala na última terça-feira.

O que fez um pacato idoso a se matar desta forma em um vagão lotado?

Conforme ele derramava o líquido inflamável sobre si mesmo, teria se afastado de outros passageiros, segundo testemunhas, para não colocá-las em perigo. Algumas disseram que ele tinha lágrimas nos olhos ao fazer isso.

Agora, conforme seu passado começa a ser investigado pela mídia japonesa, surgem sinais de se tratar de um homem no limite. Ele vivia sozinho e não tinha emprego. Passava os dias coletando latas de alumínio para vendê-las para reciclagem.

Vizinhos disseram a repórteres que o ouviram quebrar uma janela ao se trancar do lado de fora de seu apartamento dilapidado.

Outros afirmaram raramente tê-lo visto fora de casa, mas ouviam com frequência a televisão ligada. Pobre, de idade avançada e sozinho. É um caso bastante familiar.

“O isolamento é o fator número um que antecede a depressão e o suicídio”, diz o psicólogo Wataru Nishida, da Universidade Temple, em Tóquio.

“Hoje em dia, são cada vez mais comuns histórias de idosos que morrem sozinhos em seus apartamentos. Eles estão sendo negligenciados. Os filhos costumavam cuidar de seus pais no Japão, mas isso não ocorre mais.”

‘Suicídio em nome da honra’

Muitas pessoas costumam citar uma antiga tradição de “suicídio em nome da honra” para a alta taxa do país.

Elas citam, por exemplo, a prática samurai de cometer “seppuku” e dos jovens pilotos “kamikazes” de 1945 para explicar por que razões culturais tornam os japoneses mais propensos a tirar suas próprias vidas.

De certa forma, Nishida concorda com este ponto de vista: “O Japão não tem história de Cristianismo. Então, o suicídio não é um pecado. Na verdade, alguns encaram como uma forma de assumir responsabilidade por alguma coisa”.

Ken Joseph, que trabalha no serviço de ajuda a suicidas do país, concorda. Ele diz que sua experiência ao longo dos últimos 40 anos mostra que idosos que têm problemas financeiros podem ver o suicídio como uma saída para esta situação.

“Os seguros de vida no Japão são muito ambíguos quanto ao pagamento por suicídio. Então, quando uma pessoa se mata, o seguro costuma ser pago”, afirma Joseph.

“Os idosos vivem sob uma pressão intolerável e acreditam que o melhor que podem fazer é tirar suas vidas para sustentar sua família.”

Pressão financeira

Por causa disso, alguns especialistas acreditam que a taxa de suicídios no Japão é na verdade muito mais alta do que os registros mostram.

Muitos casos de idosos que morrem sozinhos nunca chegam a ser completamente investigados pela polícia. De acordo com Joseph, a prática quase universal no país de cremar os corpos também significa que qualquer evidência de um suicídio é rapidamente destruída.

Mas não são apenas os idosos homens com problemas financeiros que estão tirando suas vidas. O índice vem crescendo rapidamente entre homens jovens, fazendo com que o suicídio seja a principal causa de morte entre os homens japoneses com idades entre 20 e 40 anos.

E as evidências apontam que estes jovens estão se matando porque perderam completamente a esperança e são incapazes de pedir ajuda.

Os números começaram a crescer após a crise financeira asiática de 1998 e aumentaram novamente após a crise financeira mundial de 2008.

Especialistas acreditam que estes aumentos estão ligados a um crescimento das “condições precárias de emprego”, em que jovens são contratados por curtos períodos de tempo.

O Japão já foi a terra do emprego vitalício, mas, enquanto muitas das pessoas mais velhas ainda desfrutam de estabilidade e benefícios generosos, quase 40% dos jovens japoneses não conseguem encontrar empregos estáveis.

A ansiedade causada por problemas financeiros e a instabilidade no trabalho é reforçada pela cultura japonesa de não reclamar. “Não há muitas formas de expressar raiva ou frustração no Japão”, diz Nishida.

“Esta é uma sociedade muito orientada por regras. Jovens são moldados para se encaixar em nichos existentes. Não há como alguém expressar seus sentimentos vendadeiros. Se são pressionados por seu chefe ou se deprimem, alguns acham que a única saída é morrer.”

Isolamento tecnológico

A tecnologia pode estar piorando esta situação, ao aumentar o isolamento dos jovens. O Japão é famoso por uma condição conhecida como “hikkimori”, um tipo de isolamento social grave.

O jovem nesta situação pode se fechar completamente ao mundo, permanecendo em um quarto por meses ou mesmo anos. A maioria deles são homens.

Mas esta é apenas a forma mais extrema de uma atual perda generalizada de socialização cara a cara. Uma pesquisa recente sobre o comportamento dos jovens em relacionamentos e sexo trouxe resultados impressionantes.

Publicada em janeiro pela Associação de Planejamento Familiar do Japão, o estudo indicou que 20% dos homens com idades entre 25 e 29 anos tinham pouco ou nenhum interesse em relações sexuais. Nishida aponta para a internet e a influência da pornografia online sobre isso.

“Os jovens japoneses têm muito conhecimento, mas pouca experiência de vida. Não sabem como expressar suas emoções”, afirma Nishida.

“Eles esqueceram como é tocar uma pessoa. Quando pensam sobre sexo, podem ficar ansiosos e sem saber como lidar com isso.”

E, quando jovens se encontram isolados e deprimidos, eles têm poucos lugares aos quais recorrer. Doenças mentais são um tabu no país, e a depressão é geralmente pouco compreendida. Quem sofre deste problema, normalmente tem medo de falar sobre o assunto.

Sistema de saúde ruim
O sistema de saúde para doenças mentais também é ruim. Faltam psiquiatras, e não há qualquer tradição destes profissionais trabalharem junto com psicólogos.

Pessoas com problemas mentais podem receber prescrições de medicamentos psicotrópicos fortes, mas, com frequência, isso não vem acompanhado de um acompanhamento psicológico.

O próprio mercado de psicologia do Japão é uma bagunça. Ao contrário de outros países, não há um sistema de ensino estabelecido pelo governo nem para qualificação profissional de psicólogos clínicos.

Qualquer um pode ser apresentar como tal, e é muito difícil saber se quem presta este tipo de serviço sabe o que está fazendo.

Não é um bom cenário, ainda mais porque, apesar da taxa de suicídio ter começado a declinar nos últimos três anos, ela ainda é muito alta.

Nishida diz que o Japão agora começa a debater mais sobre doenças mentais e não tratar isso como algo assustador e estranho que afeta apenas a alguns poucos. Mas o especialista acredita que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

“Quando há uma discussão na TV sobre problemas mentais no Japão, eles ainda falam como se depressão fosse sinônimo de suicídio. Isso precisa mudar.”

Fonte: BBC Brasil

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O caso de Brittany Maynard, que se suicidou no dia 1º de novembro porque tinha câncer terminal e cujo drama está sendo usado para promover a eutanásia, despertou a reflexão sobre o destino das pessoas que acabam com a própria vida.

O Catecismo da Igreja Católica assinala que o suicídio é um ato grave e no numeral 2283 indica claramente que “não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida”.

O Pe. Guillermo Leguía, professor de teologia moral da Faculdade de Teologia Pontifícia e Civil de Lima (Peru) explica que não é correto dizer que a pessoa que se suicida vai para o inferno.

Em declarações ao Grupo ACI, o sacerdote peruano indica que “sim é correto dizer que o ato de suicidar-se é um ato que está mal, mas ninguém pode fazer um julgamento sobre os elementos que ocorrem no coração da pessoa que fazem com que esse ato que está mal seja plenamente imputável”.

“Ninguém pode conhecer ou saber se a pessoa que se suicida vai para o inferno. Além disso, a Igreja não ensina isso”, precisa.

Para Dom Fernando Chomali, Arcebispo de Concepção (Chile), perito em bioética e membro da Pontifícia Academia para a Vida, no caso de um suicida é necessário considerar os aspectos psicológicos e psiquiátricos, assim como o fato de que para todas as pessoas “a misericórdia de Deus é muito grande”.

“Penso que há pessoas que chegam a um alto nível de desespero pela doença; e pode ser que a eutanásia ou o homicídio terminem sendo uma ‘resposta’ à grande solidão que essa pessoa sente”, comenta ao Grupo ACI.

O Pe. Leguía disse também sobre este caso que “é importante distinguir entre o ato que a Igreja ensina que está errado (suicídio) e o pecador a quem a Igreja sempre ama com um coração infinito e com uma misericórdia infinita. E bom, saber que às vezes há um conjunto de atos que embora estejam mal não são plenamente imputáveis ao ator”.

O sacerdote disse também que Brittany Maynard esteve “condicionada e saturada pela experiência da dor, da angústia, que é uma tragédia. Esta mulher sucumbiu ante um mar de tribulações e de emoções mal dirigidas que indubitavelmente diminuem a responsabilidade e a liberdade”. Entretanto, acrescentou, “isso não significa que o ato não seja um ato livre, mas podem haver atenuantes para a sua plena atribuição e responsabilidade”.

De outro lado, Dom Fernando Chomali, que publicou no dia 5 de novembro uma carta pastoral sobre a eutanásia que em países como o Chile o governo pretende aprovar, disse que é importante pensar “seriamente o que pode significar uma sociedade onde cada um possa dispor de seu corpo como se fosse uma propriedade pessoal. A verdade é que o corpo não nos pertence já que tem, ademais, uma dimensão social e é obvio outra sagrada que é preciso considerar”.

Depois de afirmar que diante de casos como o de Brittany é importante o “apoio espiritual, humano e psicológico” para que as pessoas não se suicidem, o prelado afirmou que “a sociedade empreende um caminho perigoso ao ser permissiva com a eutanásia”.

“A Igreja Católica diz não à eutanásia e ao encarniçamento terapêutico, e diz sim aos cuidados paliativos; e, sobretudo, sim a muito amor e muito acompanhamento”, concluiu.

suicidio

Novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerado “um grande problema de saúde pública” que não é tratado e prevenido de maneira eficaz.

Segundo o estudo, 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos – taxa de 11,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a agência das Nações Unidas, 75% dos casos envolvem pessoas de países onde a renda é considerada baixa ou média.

O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes). Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre os homens. O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

O levantamento diz ainda que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e apenas 28 países do mundo possuem planos estratégicos de prevenção. A mortalidade de pessoas com idade entre 70 anos ou mais é maior, de acordo com a pesquisa.

Dificuldades

Para a OMS, o tabu em torno deste tipo de morte impede que famílias e governos abordem a questão abertamente e de forma eficaz. “Aumentar a conscientização e quebrar o tabu é uma das chaves para alguns países progredirem na luta contra esse tipo de morte”, diz o relatório.

O estudo da OMS aponta que os homens cometem mais suicídio que as mulheres. Nos países ricos, a taxa de mortalidade de pessoas do sexo masculino é três vezes maior que a de óbitos envolvendo o sexo feminio.

Sobre as causas, o relatório afirma que em países desenvolvidos a prática tem relação com desordens mentais provocadas especialmente por abuso de álcool e depressão. Já nos países mais pobres, as principais causas das mortes são a pressão e o estresse por problemas socioeconômicos.

Muitos casos envolvem ainda pessoas que tentam superar traumas vividos durante conflitos bélicos, desastres naturais, violência física ou mental, abuso ou isolamento.

Resposta nacional

De acordo com a OMS, uma maneira de dar uma resposta nacional a este tipo de morte é estabelecer uma estratégia de prevenção, como a restrição de acesso a meios utilizados para o suicídio (armas de fogo, pesticidas e medicamentos), redução do estigma e conscientização do público. Também é preciso fomentar a capacitação de profissionais da saúde, educadores e forças de segurança, segundo o estudo.

Para a agência, os serviços de saúde têm que incorporar a prevenção como componente central. “Os transtornos mentais e consumo nocivo de álcool contribuem para mais casos em todo o mundo. A identificação precoce e eficaz são fundamentais para conseguir que as pessoas recebam a atenção que necessitam”.

Morte de Robin Williams

suicídio do ator Robin Williams, ocorrido há menos de um mês, reacendeu o debate sobre o tema. O histórico de depressão e de dependência de álcool, características apresentadas pelo ator Robin Williams, são dois importantes fatores de risco para o suicídio.

O ator de 63 anos morreu no dia 11, depois de se enforcar com um cinto, de acordo com a polícia local. Segundo a agente do ator, Mara Buxbaum, ele estava lutando contra uma depressão severa e já tinha sido internado várias vezes em clínicas de reabilitação por problemas com drogas e álcool. A última internação foi em julho.

Segundo o psiquiatra Geraldo Possendoro, professor convidado de Medicina Comportamental da Unifesp, em mais de 90% dos casos de suicídio, a pessoa já tinha alguma doença psiquiátrica. Ele acrescenta que não é incomum que pessoas com depressão e que não são tratadas adequadamente recorram a drogas e álcool para aliviar o sofrimento.

A psicóloga Karen Scavacini, cofundadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, afirma que além dos sinais diretos que a pessoa emite quando tem a intenção de se matar – falar explicitamente que quer morrer, por exemplo – alguns sinais indiretos também podem ser percebidos.

“A pessoa começa a se despedir de parentes e amigos, pode apresentar muita irritabilidade, sentimento de culpa, choros frequentes. Também pode começar a colocar as coisas em ordem e ter uma aparente melhora de um quadro depressivo grave, de uma hora para outra. Muitas vezes, isso significa que já se decidiu pelo suicídio, por isso fica mais tranquila. É a falsa calmaria”, diz. Comportamentos de risco desnecessários podem ser observados nesse período.

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“Até que ponto o suicídio poderia ser moralmente aceitável, no caso de implicar dar a vida pelo outro?” (pergunta enviada por meio da fan page da Aleteia)
 
Há atos que podem parecer semelhantes à primeira vista, mas que na realidade são radicalmente diferentes. O que aqui se pergunta é um exemplo disso. Existem casos de dar a vida por outra pessoa. Mas não sãosuicídios. E, se de alguma forma forem, então se trata de uma ação equivocada.
 
O suicídio consiste em acabar com a própria vida – com o objetivo de morrer. Então, não é propriamente um suicídio, por exemplo, o fato de uma pessoa, em uma tentativa desesperada de salvar a vida, jogar-se da janela de um apartamento ao ter o corpo em chamas e não encontrar outra saída, ainda que morra na tentativa.
 
Tampouco é considerado suicídio o fato de uma pessoa deixar que a matem para salvar a vida de outra. De fato, há alguns anos, São João Paulo II canonizou Maximiliano Kolbe, quem, sendo prisioneiro em Auschwitz, ofereceu-se para substituir outro preso que seria executado em represália por uma fuga.
 
O ato de São Maximiliano lhe custou a vida (deixaram-no morrer de fome). Ele não é considerado um “mártir da fé”, como costuma acontecer, pois não morreu por defender a sua fé, mas sim um “mártir da caridade”. De fato, ele encarnou a afirmação de Jesus, quando disse que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (João 15, 13). Mas isso não foi suicídio, pois não foi ele quem tirou a própriavida.
 
Não é difícil perceber que estas palavras do Senhor foram ditas em referência a Ele mesmo, em primeiro lugar. Então, nesta questão, o maior exemplo que temos é o próprio Jesus Cristo, que deu sua vida por nós. E a deu querendo entregá-la mesmo.
 
Suas palavras não deixam dúvidas: “O Pai me ama, porque dou a minhavida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir” (João 10, 17-18). Mas entregar sua vida consistiu em deixar que outros a tirassem, não em tirá-la Ele mesmo. Por isso, não foi um suicídio.
 
O suicídio propriamente dito não tem justificativa moral. É possível, e ocorre com frequência, que o suicida padeça de um sério transtorno mental, o que não o tornaria responsável pelos seus atos, mas isso não transforma em bom algo que em si sempre é ruim.
 
Às vezes, acontecem casos de pessoas que tiram a própria vida pensando nos outros. Por exemplo, o caso de um homem que, diante do diagnóstico de uma doença incurável que traria muitos gastos para a sua família, decide se matar.
 
Também se discute o caso do agente secreto a quem se pede que se suicide antes de ser capturado, para não revelar as informações que tem. Mas nenhum destes casos, ou outros semelhantes, têm justificativa moral.
 
O Catecismo da Igreja Católica é bastante claro ao afirmar isso, e explica o motivo: “O suicídio contraria a inclinação natural do ser humano para conservar e perpetuar a sua vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo, porque quebra injustamente os laços de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, em relação às quais temos obrigações a cumprir. Osuicídio é contrário ao amor do Deus vivo” (n. 2281).

Suicide enfant

Quase uma a cada cinco meninas adolescentes da França (20,9%) e 8,8% dos meninos de 15 anos confessaram que já tentaram se suicidar, conforme a conclusão de uma pesquisa publicada no jornal “Le Monde”.

O estudo foi publicado também pela revista de formação médica “Le Concours Médical”, edição de janeiro.

A pesquisa foi realizada em junho de 2012 com 1.817 jovens de 171 escolas das regiões de Poitou-Charentes (centro-oeste) e Alsácia (centro-leste).

A publicação do resultado da pesquisa coincidiu com o Dia Nacional para a Prevenção do Suicídio.

Segundo “Le Monde”, em 1993 só 9% das meninas e 4% dos meninos reconheciam que tentaram o suicídio. Em 1999, os tétricos números saltaram para 14,6 e 8,8%, respectivamente.

Agora se chegou a 20,9% e 8,8%. “O aumento das tentativas entre as jovens é muito impressionante”, declarou o clínico geral Philippe Binder, responsável por uma ala para adolescentes no hospital de Rochefort.

Para Xavier Pommereau, coordenador da edição de janeiro da “Le Concours Médical”, esses números confirmam a experiência hospitalar sobre o alto índice de admissão de adolescentes por tentativa de suicídio, e a diminuição da idade média que, em seus 20 anos de experiência, passou dos 17 aos atuais 15 anos.

O desfazimento da família, a frustração sentimental ligada a relações sexuais precozes, a imensa ausência da religião na vida, na escola e — também — nas igrejas, pesa decisivamente nessas desesperadas tentativas de se tirar a vida.

 Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2014/02/05/uma-a-cada-cinco-adolescentes-francesas-ja-tentou-se-matar-diz-estudo.htm

SUICIDIO PAIVA NETTO(1)

O suicídio é o assassinato de si mesmo, um ato cuja relação com a solidão é geralmente muito estreita, a ponto de lançar dúvidas sobre a verdadeira liberdade de escolha de quem o comete. O suicídio assistido é o ato de provocar a própria morte através de um terceiro, com a aprovação do sujeito.

Realismo

É o ato de dar fim voluntariamente à própria vida. Em caso de não ser possível fazê-lo ativamente e por isso apelar-se para a ação de outro, temos o suicídio assistido. O suicídio pode ser cometido ativamente, mediante fármacos ou armas ou com intervenções lesivas de vários tipos, ou passivamente, removendo-se os instrumentos necessários para a salvação da vida.

O suicídio foi condenado pela cultura ao longo dos séculos. Hoje, uma corrente pós-moderna o considera um ato de livre escolha e, por isso, digno de respeito. Com frequência, quem recorre ao suicídio está em situação de abandono ou depressão; mais raramente, em situação de sofrimento físico ou de doença terminal. O suicídio, especialmente quando muito alardeado pela mídia, acaba se tornando “contagioso” e sugestionando outros a cometê-lo.

A razão

Quem e por que recorre ao suicídio? Um estudo canadense mostra que, entre os enfermos que solicitam a morte, é alto o índice de pessoas deprimidas. Mas a depressão é tratável: assim sendo, a lei sobre a eutanásia não acabaria deixando de proteger os pacientes cujas escolhas são influenciadas pela própria depressão? Dos idosos deprimidos, de acordo com estudos, apenas 10% são encaminhados a especialistas, contra 50% dos jovens deprimidos. Não deve surpreender, portanto, que alguns deles peçam para morrer.

Como pretender a liberdade de suicidar-se no hospital ao mesmo tempo em que se lamenta o suicídio de quem se atira de uma ponte? É um paradoxo que compromete qualquer suposta liberalização: quem aprova o primeiro suicídio e desaprova o segundo nunca explicou quem está autorizado a decidir quais são as pessoas dignas do suicídio e quais não são.

Se o suicídio é liberdade, por que preocupar-se com a sua propagação?

Com que base admitir ou excluir uma pessoa do suicídio autorizado por lei? Tanto faria, afinal, aprovar todos os suicídios, mesmo o do adolescente que perde a namorada ou o da garota que vai mal na universidade.

Quem é o juiz laico do coração dos outros? A tragédia é que, em nome da solidão elevada a suprema corte e poeticamente chamada de “autonomia”, ninguém mais estará autorizado a salvar o suicida, pois qualquer interferência seria ilegal: a decisão do suicida, afinal, é seu direito.

No panorama atual, podemos esperar que aquele que salva um suicida, em vez de receber um prêmio, seja denunciado.

O sentimento

O suicídio é um grito de socorro que exige uma resposta. É urgente melhorar o atendimento para todos, especialmente para as pessoas com deficiências mentais, para as pessoas abandonadas e para as vítimas da angústia. E é urgente parar de dizer que tudo o que decidimos em nossa solidão é uma decisão correta. É muito fácil para o Estado liberar o suicídio, livrando-se da sua responsabilidade e da sua obrigação à solidariedade.

Por Carlo Bellieni

ACI

A atriz britânico-índia Jiah Khan, que participou de importantes filmes de Bollywood, o Hollywood da Índia, cometeu suicídio enforcando-se no dia 2 de junho em Mumbai (Índia), depois de não poder superar a depressão pelo aborto de seu bebê e supostos abusos do seu companheiro.

Em uma carta em que explicava as razões do seu suicídio, dirigida ao seu namorado, Suraj Pancholi, a jovem de 25 anos escreveu “abortei o nosso bebê”, o que “me magoou profundamente”.

“Tinha medo de ficar grávida, mas me entreguei completamente a ti”, escreveu em sua carta a atriz, assegurando ao seu namorado que “a dor que me causaste todos os dias destruiu cada pedacinho de mim, destruiu a minha alma”.

“Não posso comer nem dormir ou pensar ou funcionar”, disse, explicando seu suicídio ao escrever que “estou escapando de tudo. Depois de toda dor, do estupro, do abuso, da tortura que vi anteriormente, não merecia isto”.

A carta foi encontrada pela irmã caçula da atriz em uma bolsa, e foi difundida pela mãe de Jiah com a intenção de desmentir as especulações da imprensa local, que assegurava que o suicídio estava relacionado com a carreira de Jiah.

As autoridades policiais confirmaram que, tal como escreveu em sua carta, Jiah se submeteu a um aborto a inícios de 2013, o qual, de acordo à declaração do médico que a atendeu, realizou-se com pílulas.

A síndrome pós-aborto é um tipo de transtorno por estresse pós-traumático reconhecido pela ciência, e que implica sintomas como pesadelos, insônia, alcoolismo, agressividade ou depressão, psicose e suicídio.

A maior organização abortista transnacional do mundo, a International Planned Parenthood Federation reconheceu em seu Plano Trienal de Programa de Objetivos a longo prazo 1990-1993 que “a incidência do trauma pós-aborto para clientes de abortos cirúrgicos pode chegar a alcançar até 91% dos casos”.

Um estudo realizado em 1996 na Finlândia, publicado no British Medical Journal, revelou que a taxa de suicídios era seis vezes mais alta entre as mulheres que abortaram que entre aquelas que deram a luz.

ACI

Segundo informaram fontes da investigação da morte de dois idosos na localidade de Casanueva, em Granada(Espanha) à agência Europa Press, os primeiros indícios do inquérito policial indicam que o fato de que um ancião de 75 anos supostamente assassinou com uma escopeta de caça sua mulher, de 74, apontam que este não se tratou de um crime de violência de gênero, mas, ao parecer, o casal estava de acordo em acabar com suas vidas, em uma espécie de “suicídio assistido”, para não ser um “fardo para seus filhos”, como deixaram por escrito.

Também a prefeita deste distrito de Pinos Puente, Remedios Jiménez, confirmou a Europa Press que não existiam episódios prévios de maltrato nem denúncias, nem constava entre a família ou aos vizinhos que o casal discutisse frequentemente.

Segundo uma das filhas, que nesta sexta-feira, 30, falou com a prefeita, há tempos “eles tinham metido na cabeça que eram uma carga” para a família porque ambos estavam doentes. De fato a mãe estava prostrada na cama, onde foi encontrada por seus filhos.

O pai ia ser operado nesta sexta-feira da vesícula, e um de seus filhos se dirigiu à primeira hora ao seu domicílio, na rua Alhomas número 6, para ver se estavam prontos para sair. Nesse instante, quando era 7:00 a.m., o homem encontrou o seu pai morto, e, no princípio, acreditava que sua mãe estava viva, até que encontraram o cadáver.

O casal tinha quatro filhos, duas mulheres e dois homens de entre os 40 e os 50 anos, todos residentes em Casanueva ou na cidade vizinha de Zujaira. Uma das filhas era a que mais cuidava dos pais.

Às 13.00 horas desta sexta-feira convocou-se uma concentração na praça da Igreja de Zujaira e se guarda um minuto de silêncio por parte de representantes municipais e vizinhos de Casanueva-Zujaira “em solidariedade com a família” dos dois idosos falecidos no distrito de Pinos Puente.

A prefeita de Casanueva quer ademais de falar com os idosos do povo para transmitir-lhes que eles “nunca são uma carga”, que os filhos adquirem com eles um “compromisso” no momento do nascimento, que inclui os cuidados quando os pais necessitam.

“Os filhos cuidam dos nossos pais com muito carinho e amor, nunca são uma carga”, manifestou.

A Prefeitura de Pinos Puente decretou um dia de luto oficial e as bandeiras ondeiam a meia haste. Além disso ficou suspensa toda a jornada a agenda municipal-institucional.

Folha de S. Paulo

Um milhão de pessoas se suicidam por ano no mundo, um número maior que o de vítimas de guerras e homicídios, segundo relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde).

O documento do órgão da ONU foi elaborado para a décima edição do Dia Mundial de Prevenção de Suicídio, que aconteceu ontem.

As taxas de suicídio mais elevadas são a dos países do leste da Europa,(ex comunistas)  como Lituânia ou Rússia, enquanto as mais baixas se situam na América Central e do Sul, em países como Peru, México, Brasil e Colômbia.

EUA, Europa e Ásia estão na metade da escala. Não há estatísticas sobre o tema em muitos países africanos e do Sudeste Asiático.

Segundo o relatório, uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos. O número de tentativas de suicídio também é alto, com 20 milhões de tentativas por ano.

A organização diz ainda que o problema está se agravando e que o suicídio se transformou em um problema de saúde importante para a entidade.

Segundo o médico Shekhar Saxena, que apresentou o relatório à imprensa em Genebra, “o suicídio é uma das grandes causas de morte no mundo e, durante os últimos anos, sua taxa aumentou em 60% em alguns países”.

FACEBOOK

Uma nova estratégia nacional para prevenir suicídios nos EUA, especialmente entre os veteranos de guerra e jovens, recorre ao Facebook, a aplicativos de celular e a outras tecnologias.

O plano tem um novo serviço do Facebook, que permite que os usuários relatem comentários suicidas de seus amigos. O site então manda à vítima em potencial um e-mail pedindo que ela ligue para uma linha direta de apoio e ajuda e converse via chat com um conselheiro.

Folha

A procura por atendimento no CVV (Centro de Valorização da Vida) aumenta 20% durante as festas de fim de ano, de acordo com estimativas da entidade. O objetivo da instituição é atender gratuitamente pessoas que precisam de apoio emocional imediato.

Nesta época, a maior queixa das pessoas é a solidão de não ter com quem passar o Natal e o Ano-Novo, segundo a voluntária do CVV Adriana Rizzo, 41. Para ela, muitos sofrem ao ver que o mundo inteiro está em festa enquanto eles não conseguem aproveitar. “Quero que esta época passe logo para eu voltar à rotina” é um comentário feito por vários dos que ligam anonimamente à entidade em busca de ajuda.

A maior procura acontece durante a noite e aos finais de semana e o atendimento não é interrompido na véspera de Natal ou no Réveillon. Em muitos momentos, as linhas ficam congestionadas. A Folha tentou entrar em contato entre as 10h e 11h da manhã de quinta-feira (22) e por quatro vezes recebeu a informação de que todas as linhas estavam ocupadas. O mesmo fato se repetiu três vezes na noite de sábado (24).

Adriana, que é voluntária do CVV há 13 anos, conta que já foi escalada para passar uma noite de Natal atendendo ligações. Ela diz que foi gratificante passar o momento comemorativo trabalhando: “Foi interessante. Muitas pessoas ligavam para desabafar e outras que foram ajudadas por nós queriam agradecer e desejar feliz Ano-Novo”.

Para ela, não existe um conselho único para ser dado às pessoas que se sentem mal nesta época. O que ela costuma fazer é ficar aberta para ouvir tudo o que a pessoa quer e precisa falar. “O momento é dela”, diz.

As conversas não tem tempo predeterminado. A duração pode variar entre cinco minutos e uma hora, de acordo com a necessidade.

Anualmente o CVV recebe aproximadamente 1,2 milhões de ligações telefônicas, o principal canal de atendimento. Dentre elas, pouco mais da metade são pedidos de ajuda (excluindo enganos e procura por informações).

Como o anonimato é preservado, não é possivel identificar qual a faixa etária ou sexo predominante entre os que procuram o serviço.

SUICÍDIO

Desde 1962, quando a entidade foi criada, o foco do atendimento mudou. Inicialmente, o objetivo era a intervenção com pessoas que estavam prestes a se matar. Atualmente, a filosofia do grupo é dar oportunidade para que as pessoas precisando de ajuda possam desabafar e falar de seus sofrimentos antes de pensarem em suicídio.

Adriana já atendeu pessoas que falavam em suicídio. Segundo ela, após alguns minutos de conversa a pessoa costuma se acalmar. Nesse momento, cabe ao voluntário tentar entender qual o motivo do sofrimento. Mesmo assim, em muitos casos é impossível saber qual foi a decisão da pessoa e o que aconteceu depois.

Alessandro (nome fictício), 55, nunca conversou com alguém que dizia explicitamente estar disposto a se matar, apesar de algumas pessoas atendidas contarem que já tinham pensado nisso. Voluntário há um ano, ele conta que é comum que as pessoas digam que se sentem melhor ao final da ligação, após conseguir verbalizar seus problemas.

SERVIÇO

Os atendimentos do CVV são feitos 24 horas, a partir da central telefônica 141, por e-mail, Voip, por correspondência ou pessoalmente em uma das 71 unidades espalhadas pelo Brasil. O site também oferece um serviço de chat em que se pode conversar com um voluntário reservadamente.

Os atendentes são voluntários que passam por uma seleção e por um treinamento de três meses.

Fonte: O contorno da sombra

Está disponível no youtube, com legendas em português, o documentário “Jonestown: Vida e Morte no Templo do Povo”, dividido em 9 partes, num total de 86 minutos. Foi produzido em 2006 sob a direção de Stanley Nelson, e relata a tragédia ocorrida em 18 de novembro de 1978, quando o líder da igreja conhecida como Templo do Povo, Jim Jones, levou ao suicídio coletivo algo em torno de 1.000 pessoas (nunca foi possível precisar o número exato das vítimas).

Das 9 partes em que foi dividido o documentário, os dois últimos são os mais difíceis de assistir, pois mostra o áudio do momento final do suicídio, em que só de crianças mortas foram quase 300. É o retrato do pior a que a humanidade pode chegar, a profundeza do horror sem fim. Realmente, é muito difícil ter estômago para acompanhar essas duas partes finais. É a banalização do mal em essência, algo que – guardadas as devidas proporções e circunstâncias – relembra o holocausto perpetrado pelos nazistas. Em comum, talvez, ambos os acontecimentos tenham o elemento religioso como agente causador do fanatismo e da chacina.

Os 7 primeiros capitulos, entretanto, servem para ter uma ideia do perigo que representa deixar-se controlar por alguém que diz deter uma revelação divina especial e particular, que lhe permitiria manipular as mentes e os corações de uma legião de seguidores. Assim como no nazismo, os sinais prenunciavam a tragédia muito antes da fuga para a Guiana inglesa. Bastava o assédio sexual chulo e explícito de Jim Jones aos homens e mulheres que o seguiam para saber que aquilo não vinha de Deus, mas mesmo assim muitos o seguiram até o fim.

Fica claro no documentário que não houve exatamente “suicídio” de muitos dos seguidores, já que, além da tortura psicológica, a outra opção era enfrentar os tiros dos seguranças armados. Como Jim Jones já havia “ensaiado” um suicídio coletivo anteriormente – sem veneno – para testar a lealdade dos seguidores, é possível que alguém tenha pensado que era mais uma de suas loucuras. De qualquer maneira, a frase de George Santayana que estava escrita numa placa acima do “trono” de Jim Jones em Jonestown segue sendo – paradoxal e tetricamente – um conselho válido: “aqueles que não relembram o passado, estão condenados a repeti-lo”.

O  video citado foi retirado do You Tube. Veja esse outro:

http://video.google.com/videoplay?docid=3501494540295584445

No final do mês passado, uma história causou comoção na Índia.

A menina Mumpy Sarkar, de 12 anos, fazia parte de uma família muito pobre de Jhorpara, na região de Bengala. Mridul, seu pai, precisava de um transplante de córneas pois estava ficando cego. Ao mesmo tempo, a família sofria com a doença de Monojit, irmão de Mumpy, que precisava de um transplante de rins para não morrer. Como a família não tinha condições de pagar pelas cirurgias e achar doadores compatíveis é sempre um desafio, o desespero tomou conta de todos.

Mumpy acreditou que tinha a solução para todos os problemas. Ela iria se matar e seus órgãos seriam doados para seus entes queridos. Porém, o bilhete suicida em que explicou seus motivos e o desejo de ajudar o pai e o irmão só foi encontrado após ela ser cremada, como é costume na Índia. Somente então Monica, irmã mais velha de Mumpy, contou que sabia do plano da caçula que tentou inclusive convencê-la a fazer o mesmo, caso algo desse errado. Mas Monica não aceitou.

Mumpy bebeu uma grande quantidade de pesticida sozinha e morreu mesmo depois de ter sido levada a um hospital da região. ”Demoramos muito para entender os sentimentos de uma criança muito sensível”, lamenta Mridul. Sua esposa, Rita, teve de ser internada após entrar em estado de choque com a notícia.

Ao saber do ocorrido, políticos locais se comprometeram a ajudar a família oferecendo auxílio médico.

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2012186/Girl-ends-life-eyes-dad-kidney-brother-cremated-wish-known.html