No universo musical existem vários grupos que escapam ao rótulo de “artistas cristãos”, muito embora possuam repertório com letras que chegam a envergonhar outros que se dizem inseridos em tal rótulo.
Dessa lista a que menos convence é a Black Sabbath, mesmo com algumas letras “cristãs”. Na verdade, o balanço final dessa banda não é positivo levando em conta toda a sua discografia. A mantive por fidelidade ao post original replicado aqui.

1. U2

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Pode não ser novidade para muita gente, mas não deixa de ser um fato que a banda de sucesso mundial carrega várias de suas músicas com uma temática Bíblica e de fé cristã. Abaixo alguns exemplos clássicos:

“40” do álbum War possui letras tiradas diretamente do Salmo 40:

“Esperei pacientemente no Senhor/ Ele inclinou-Se e ouviu meu choro/ Ele me levantou do poço/ E me tirou do barro lamacento.”
(I waited patiently on the Lord / He inclined and heard my cry / He lifted me up out of the pits / And out of the miry clay.)

 

“I Still Haven’t Found What I’m Looking For” é uma música cristã bem direta:
“Eu acredito que quando o Reino chegar / Todas as cores irão sangrar em uma só / Mas sim, ainda estou correndo / Você quebrou as amarras / Você afrouxou as correntes / Você carregou a cruz / Da minha vergonha / Você sabe que eu acreditei nisso / Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando.”
(I believe when the Kingdom comes / Then all the colors will bleed into one / But yes, I’m still running / You broke the bonds / You loosened the chains / You carried the cross / Of my shame / You know I believed it / But I still haven’t found what I’m looking for.)

 

A maioria das músicas em Pop são sobre uma crise de fé, e “Wake Up, Dead Man” se refere diretamente a Jesus Cristo:“Jesus / Eu estou esperando aqui, chefe / Eu sei que você está cuidando de nós / Mas talvez suas mãos estejam ocupadas / Seu pai, Ele fez o mundo em sete / Ele está no comando do paraíso / Você pode falar em meu nome? / Acorde, acorde homem morto.”
(Jesus / I’m waiting here, boss / I know you’re looking out for us / But maybe your hands aren’t free / Your father, He made the world in seven / He’s in charge of heaven / Will you put a word in for me? / Wake up, wake up dead man.)

 

2. Mumford & Sons

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Marcus Mumford, líder da banda, é filho de um casal de líderes na Vineyard Church, Inglaterra, e ele é um membro desta igreja até hoje. Algumas de suas músicas refletem sua espiritualidade; Mumford disse ao The Guardian que suas músicas são “deliberadamente algo espiritual, mas deliberadamente não-religiosas”.

“Sigh No More”
“Sirva a Deus, ame-me e conserte / Isto não é o fim / Vivi sem feridas, somos amigos / E me desculpe / Me desculpe.”
(Serve God, love me and mend / This is not the end / Lived unbruised, we are friends / And I’m sorry / I’m sorry.)

 

“Below My Feet”
“E eu estava parado mas sob seu feitiço / Quando Jesus me disse que tudo estava bem / Então tudo deve estar bem.”
(And I was still but I was under your spell / When I was told by Jesus all was well / So all must be well.)

 

“Whispers in the Dark”
“Sussurros no escuro / Roube um beijo e você partirá seu coração / Recolha suas roupas e curve seus dedões / Aprenda sua lição, me guie até em casa / Poupe meus pecados para a arca / Eu fui devagar demais para partir / Sou um cafajeste mas não uma fraude / Eu me propus a servir ao Senhor.”
(Whispers in the dark / Steal a kiss and you’ll break your heart / Pick up your clothes and curl your toes / Learn your lesson, lead me home / Spare my sins for the ark / I was too slow to depart / I’m a cad but I’m not a fraud / I’d set out to serve the Lord.)

 

3. Belle & Sebastian

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Stuart Murdoch, principal compositor da Belle & Sebastian, tem sido bastante aberto acerca de sua fé e envolvimento nas atividades da sua paróquia local na Escócia, e tem colocado temas Bíblicos em várias das canções da banda. Apesar disso, seus fãs tendem a ser bem secular e eles raramente são citados como uma banda cristã. Mas aqui vão alguns versos da Belle & Sebastian que são notoriamente religiosos:

“If You Find Yourself Caught In Love”
“Se você se achar apaixonado / Você deve fazer uma oração para o homem acima / Se você não der ouvido as vozes então meu amigo / Você rapidamente ficará sem opções / Que pena será / Você fala de liberdade, não vê / A única liberdade que você realmente conhecerá / Está escrita em livros de há muito tempo / Abra mão de sua vontade para aquEle que te ama / As coisas irão mudar, eu não digo que do dia para a noite / Mas algo tem que ceder.
(If you find yourself caught in love / You should say a prayer to the man above / If you don’t listen to the voices then my friend / You’ll soon run out of choices / What a pity it would be / You talk of freedom, don’t you see / The only freedom that you’ll ever really know / Is written in books from long ago / Give up your will to Him that loves you / Things will change, I’m not saying overnight / But something has to give.)

 

“The Ghost of Rockschool”
“Eu vi Deus no sol / Eu vi Deus nas ruas / Deus antes da cama e a promessa de sono / Deus nos meus sonhos / E a carona grátis da graça / Eu vi Deus brilhando / Através do reflexo dela.”
(I’ve seen God in the sun / I’ve seen God in the street / God before bed and the promise of sleep / God in my dreams / And the free ride of grace / I’ve seen God shining / Out from her reflection.)

 

“The State I Am In”
“Eu me entreguei ao pecado / Eu me entreguei a Providence / E eu estive lá e de volta outra vez / O estado em que estou / Oh meu amor, você dignar-se-ia a me ajudar / Eu sou estúpido e cego / O Desespero é trabalho do diabo, é a insensatez da mente vazia de um garoto.”
(I gave myself to sin / I gave myself to Providence / And I’ve been there and back again / The state that I am in / Oh love of mine, would you condescend to help me / I am stupid and blind / Desperation is the Devil’s work, it is the folly of a boy’s empty mind.)

 

4. The Avett Brothers

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The Avett Brothers surgiu como uma banda cult no cenário indie-folk mundial. Foram aceitos como uma banda basicamente secular, apesar de várias de suas letras serem bem claras acerca de sua fé cristã.

 

“Me and God”
“Agora eu não duvido que o Bom Livro é verdade / O que é certo para mim pode não ser certo para você / Ficarei do lado da igreja no domingo / Todas as pessoas sofrendo com o medo em seus olhos / E eu agradeço ao Senhor pela terra / Assim como Paulo eu agradeço a Ele por minhas mãos / E eu não sei se minha alma está salva / As vezes eu palavrões enquanto oro / Meu Deus e eu não precisamos de um intermediário.”
(Now I don’t doubt that The Good Book is true / What’s right for me may not be right for you / To church on Sunday I’ll stand beside / All the hurtin’ people with the fear in their eyes / And I thank the Lord for the country land / Just like Paul I thank him for my hands / And I don’t know if my soul is safe / Sometimes I use curse words when I pray / My God and I don’t need a middle man.)

 

“Through My Prayers”
“No fundo de minha mente onde eu não me importo em ir / A dor de uma lição está me fazendo saber / Se você tem amor no coração deixe ele aparecer enquanto você pode / Sim, agora eu entendo / Mas agora minha única chance / De falar com você é através de minhas orações / Eu só queria dizer a você que eu me importo.”
(Down in my mind where I don’t care to go / The pain of a lesson is letting me know / If you have love in your heart let it show while you can / Yes, now I understand / But now my only chance / To talk to you is through my prayers / I only wanted to tell you I care.)

 

5. Black Sabbath

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Sim, isso mesmo. As frequentes acusações de satanismo em face do grupo encabeçado por Ozzy Osbourne formam uma tremenda ironia, já que muitas de suas canções possuem letras com conteúdo cristão e falam em temer (evitar) o diabo e a ira de Deus. São temas considerados tabus até mesmo para os púlpitos da igrejas, mas que o Black Sabbath traz de uma forma bastante direta e crua. Pode não ser uma verdade que muitos considerem agradável de ouvir mas, ainda assim, uma verdade na perspectiva cristã.

 

“Black Sabbath”
“Grande forma negra com olhos de fogo / Dizendo as pessoas seus desejos / Satanás está sentado lá, rindo / Observando as chamas subindo e subindo / Oh não, não, Deus me ajude!”
(Big black shape with eyes of fire / Telling people their desire / Satan’s sitting there, he’s smiling / Watches those flames get higher and higher / Oh no, no, please God help me!)

 

“War Pigs”
“Agora na escuridão o mundo para de girar / Cinzas onde os corpos queimam / Nenhum porco político tem mais o poder / A Mão de Deus chega em hora / Dia do julgamento, Deus está chamando / De joelhos os porcos da guerra se arrastam / Implorando piedade por seus pecados / Satanás rindo abre suas asas / Oh Senhor, sim!”
(Now in darkness world stops turning / Ashes where the bodies burning / No more war pigs have the power / Hand of God has struck the hour / Day of judgment, God is calling / On their knees the war pig’s crawling / Begging mercy for their sins /
Satan laughing spreads his wings / Oh Lord, yeah!
)

 

“After Forever”
“Você já pensou sobre sua alma – ela pode ser salva? / Ou talvez você pense que quando você morrer apenas ficará em seu túmulo / Deus é apenas um pensamento em sua mente ou Ele é parte de você? / Jesus é apenas um nome que você leu em um livro quando estava na escola? / Quando você pensa na morte você perde o fôlego ou mantém a calma? / Você gostaria de ver o Papa pendurado em uma corda – você acha ele um tolo? / Bem, eu vi a verdade / Sim, eu vi a luz e eu mudei meus caminhos / E eu estarei preparado quando você estiver sozinho e assustado no fim de seus dias / Será que você está com medo do que seus amigos irão dizer? / Caso eles soubessem que você acredita no Deus acima / Eles deveriam perceber antes de criticar / que Deus é a única forma de amar.”
(Have you ever thought about your soul – can it be saved? / Or perhaps you think that when you’re dead you just stay in your grave / Is God just a thought within your head or is He a part of you? / Is Christ just a name that you read in a book when you were at school? / When you think about death do you lose your breath or do you keep your cool? / Would you like to see the Pope on the end of a rope – do you think he’s a fool? / Well, I have seen the truth / Yes, I have seen the light and I’ve changed my ways / And I’ll be prepared when you’re lonely and scared at the end of your days / Could it be you’re afraid of what your friends might say / If they knew you believe in God above / They should realize before they criticize / That God is the only way to love.)

6. Lenny Kravitz

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Lenny Kravitz é um cristão devoto e tem escrito sobre temas espirituais durante toda sua carreira. E não é apenas suas letras – ele passou por anos de celibato como parte de sua fé.

 

“Are You Gonna Go My Way?” é cantado na perspectiva de Jesus:
“Eu nasci há muito tempo / Eu sou o escolhi, Eu sou o único / Eu vim para salvar o dia / E não vou sair enquanto não terminar / Então é por isso que você tem que tentar / Você tem que respirar e se divertir / Mesmo não sendo pago Eu jogo este jogo / E eu não vou parar enquanto eu não terminar / Mas o que eu quero realmente saber é / Você vai seguir meu caminho?”
(I was born long ago / I am the chosen, I’m the one / I have come to save the day / And I won’t leave until I’m done / So that’s why you’ve got to try / You got to breathe and have some fun / Though I’m not paid I play this game / And I won’t stop until I’m done / But what I really want to know is / Are you gonna go my way?)

 

“Believe”
“O Filho de Deus está na sua cara / Oferecendo graça eterna / Se você quiser você tem que acreditar / Por que ser livre é apenas um estado de consciência / Um dia nós iremos deixar isso tudo para trás / Apenas coloque sua fé em Deus / E um dia você verá / Se você quiser isso então você terá.”
(The Son of God is in your face / Offering us eternal grace / If you want it you’ve got to believe / ‘Cause being free is just a state of mind / We’ll one day leave this all behind / Just put your faith in God / And one day you’ll see it / If you want it you got it.)

 

“Beyond the 7th Sky”
“Eu tô falando sobre a lua, estrelas e o céu / Eu tô falando sobre você, Deus e eu / Vamos levar isso para onde a vida foi formada / E para o lugar onde Jesus Cristo nasceu.”
(I’m talkin’ ‘bout the moon and stars and sky / I’m talkin’ ‘bout you and God and I / Let’s take it to the place where life was formed / And to the place where Jesus Christ was born.)

 

7. Kings of Leon

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Os três irmãos que integram a banda são filhos de um pastor de uma United Pentecostal Church (Igreja Pentecostal Unida) e apesar de sua música ser geralmente secular, a formação cristã deles influencia várias de suas letras, com temas sobre redenção ou fogo e enxofre.

 

“Lucifer”
“Eu fui e vendi minha alma a Jesus / E ninguém sabe o que ele significa para nós / Eu fui e consegui pra mim um pouco daquele fogo do espírito / Não há nada neste mundo que possa me levar mais alto.”
(I went and I sold my soul to Jesus / And nobody knows just what he means to us / I went and I got me some of that holy ghost fire / Ain’t nothing in this world that can take me higher.)

 

“Crawl”
“Os vermelhos e os brancos e abusados / Os E.U.A crucificado / À medida que sua hipocrisia surge / Oh o inferno está mesmo chegando / O rato e a mosca / Eles estão buscando por um álibi / Enquanto nós aguardamos a ira / Eles nunca foram à missa de domingo.”
(The reds and the whites and abused / The crucified U.S.A. / As their hypocrisy unfolds / Oh Hell is truly on its way / As the rat, and the fly / They’re searching for an alibi / As we await the wrath / They never went to Sunday Mass.)

 

8. Evanescence

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O co-fundador do Evanescence, Ben Moody, veio da esfera do rock cristão, então não deveria ser nenhuma surpresa que muitas das músicas da banda são diretamente religiosas ou reverberem temas cristãos. Os discos da banda eram na maioria das vezes encontrados em lojas cristãs antes de se tornarem um sucesso.

 

“Tourniquet”
“Estou morrendo / Orando / Sangrando / Gritando / Estou tão perdido para ser salvo? / Estou tão perdido? / Meu Deus! / Meu torniquete / Retorne para minha salvação.”
(I’m dying / Praying / Bleeding / Screaming / Am I too lost to be saved? / Am I too lost? / My God! / My tourniquet / Return to me salvation.”)

 

“Bring Me To Life”
“Como você consegue ver dentro dos meus olhos, como portas abertas / Levando você a meu centro / Onde eu fiquei tão dormente / Sem uma alma / Meu espírito dormindo em algum lugar frio / Até você achá-lo lá e o trazer de volta ao lar / Me acorde, me acorde por dentro / Me salve.”
(How can you see into my eyes, like open doors / Leading you down into my core / Where I’ve become so numb / Without a soul / My spirit’s sleeping somewhere cold / Until you find it there and lead it back home / Wake me up, wake me up inside / Save me.)

 

9. Black Rebel Motorcycle Club

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Black Rebel Motorcycle Club (Clube Motociclista dos Rebeldes Negros) tem um nome badass que é devido à contracultura dos anos 60 e sua música é fortemente influenciada por bandas como The Velvet Underground e The Jesus and Mary Chain>. Assim é fácil não perceber que quase todas as suas letras são, de algum modo, sobre Jesus e Deus. Baixista e vocalista Robert Levon Been cresceu no rock cristão, já que seu pai era o frontman da banda cristã The Call.

“White Palms”
“Jesus parece roubar minha alma / Ele nunca vai me deixar ir / Jesus me fará pagar / Nunca devia ter ido embora / Eu quero ir pra casa.”
(Jesus seems to steal my soul / He’ll never let me go / Jesus gonna make me pay / Never should’ve run away / I wanna go home.)

 

“Salvation”
“Então Jesus deixou você sozinho / Parece que nada é realmente sagrado / Ninguém, ninguém ouve o seu chamado / Caindo, tudo está caindo.”
(So Jesus left you lonely / Feel’s like nothin’s really holy / No one, no one hears your calling / Falling, everything is falling.)

 

“Grind My Bones”
“Jesus, deixe eu lhe falar / Estou correndo para seu paraíso / Você consegue me ouvir chegar? / E a luz brilhante está se apagando / O pregador me diz, ‘Filho, eu tenho que pagar pra falar’ / Meu Senhor, venha me carregar / Eles falham em impressionar / E eu não consigo acreditar / E eu não vi outro Senhor / Ele mói meus ossos para salvar minha alma / Não, eu não vi outro Senhor.”
(Jesus, let me tell you son / I’m running to your heaven / Can’t you hear me coming? / And the bright light’s been fading off / The preacher tell me, “Son, I got to pay to talk” / Sweet Lord, come carry me / They fail to impress / And I can’t believe /
And I ain’t never seen no other Lord / He grind my bones to save my soul / No, I ain’t never seen no other Lord.
)

 

10. Sufjan Stevens

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Ele é conhecido por fazer música indie, mas sempre foi aberto acerca de seu cristianismo e é um frequentador regular no Brooklyn. Mesmo quando está fazendo álbuns conceituais elaborados sobre a mitologia cultural de estados como Illinois e Michigan, suas letras são bastante influenciadas por sua fé.

“Seven Swans”
“Eu vi um sinal no céu / Sete trombetas, sete trombetas, sete trombetas / Eu ouvi a voz na minha mente: / Eu sou o Senhor, Eu sou o Senhor, Eu sou o Senhor / Ele vai tomar conta de você / Se você correr, Ele vai te perseguir / Por que ele é o Senhor.”
(I saw a sign in the sky / Seven horns, seven horns, seven horns / I heard a voice in my mind: / I am Lord, I am Lord, I am Lord / He will take you / If you run, He will chase you / ‘Cause he is the Lord.)

 

“Ah Holy Jesus”
“Por mim, bondoso Jesus, foi tua encarnação / Tua tristeza mortal e oferta de vida / Tua morte de angústia e tua amarga paixão / Para minha salvação.”
(For me, kind Jesus, was thy incarnation / Thine mortal sorrow and thy life’s oblation / Thy death of anguish and thy bitter passion /
For my salvation.
)

 

“The Transfiguration”
“O que ele disse a eles / A voz de Deus: o mais amado filho / Considerem o que ele diz à vocês, considerem o que está por vir / A profecia foi posta à morte / Foi posta à morte, e assim será o Filho / E mantenham suas palavras, disfarcem a visão até que a hora tenha chegado.”
(What he said to them / The voice of God: the most beloved son / Consider what he says to you, consider what’s to come / The prophecy was put to death / Was put to death, and so will the Son / And keep your word, disguise the vision till the time has come.)

 

11. The Civil Wars

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Joy Williams inciou como uma cantora pop cristã, mas tem se distanciado da música notoriamente religiosa como parte do dueto country-folk: The Civil Wars. Mas ainda enquanto canta músicas essencialmente seculares sobre amor e romances, ela apimenta suas letras com referências à fé e ícones do cristianismo.

 

“20 Years”
“Se significa que vou esperar vinte anos / E mais vinte / Estarei rezando por redenção / E seu bilhete sob minha porta.”
(If it means I’ll be waiting twenty years / And twenty more / I’ll be praying for redemption / And your note underneath my door.)

 

“C’est la Mort”
“Vamos andar na estrada sem fim / Esgueirar onde apenas os anjos pisam / Paraíso ou inferno ou algum lugar no meio / Faça uma promessa e me leve com você.”
(Let’s walk on the road that has no end / Steal away where only angels tread / Heaven or hell or somewhere in between / Cross your heart and take me with you.)

 

“Kingdom Come”
“Corra, corra, corra e se esconda / Em algum lugar que ninguém mais pode encontrar / Árvores altas curvando seus galhos apontando para onde ir / Onde você ainda estará sozinho”.
(“Run, run, run and hide / Somewhere no one else can find / Tall trees bend their limb pointing where to go / Where you will still be all alone”.)

Crédito das imagens: divulgação.

(via Catavento)

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São muitos os atletas profissionais que, aposentados após o auge do sucesso nos gramados, quadras e piscinas, se mantêm ligados ao mundo do esporte: vários trocam a camisa de jogo pela prancheta de técnicos, por exemplo.

Mas um astro do futebol europeu decidiu trilhar uma estrada bem menos percorrida. Uma estrada que talvez o tenha levado a fazer o gol mais bonito de sua vida: Philip Mulryne, ex-meio-campista do Manchester United e da seleção da Irlanda do Norte, foi ordenado sacerdote da Ordem Dominicana no dia 9 de julho de 2017, aos 39 anos de idade.

O atleta protagonizou uma carreira de sucesso no futebol profissional, jogando ao lado de David Beckham e namorando a modelo Nicola Chapman no auge do estrelato. Philip jogou 161 partidas entre 1999 e 2005. De acordo com o Irish Central, ele estava na lista dos favoritos dos torcedores, mesmo que também tenha tido, segundo o Catholic Herald, os seus momentos de rebeldia: em 2005, por exemplo, ele foi cortado da seleção da Irlanda do Norte porque fugiu da concentração e saiu para beber.

Seu ex-colega Paul McVeigh ficou surpreso ao saber que Philip estava se preparando para ser sacerdote após mais de dez anos de atuação profissional em campo:

Para meu espanto, e provavelmente de todo o resto da fraternidade futebolística, o Phil decidiu treinar para ser padre católico… Eu ainda mantinha contato com ele e sabia que ele tinha dado uma guinada na vida, que estava envolvido em muitas iniciativas de caridade, ajudando pessoas sem-teto toda semana. Mesmo assim, foi um choque completo que ele tenha sentido que o chamado dele era esse… Eu tenho certeza de que isso não é uma coisa que ele levou na superficialidade“.

Pouco depois de se aposentar do futebol, aos 31 anos de idade, Philip realmente se dedicou a uma série de obras de caridade. Seus amigos consideram que o bispo de Down e Connor, dom Noel Treanor, pode ter tido influência na vida do jovem, encorajando-o a pensar na vocação ao sacerdócio.

Quando fez a sua profissão simples dos votos religiosos, em 2013, Philip falou brevemente sobre a sua vocação e as razões que o levaram à ordem dominicana:

Esta, para mim, é uma das principais razões que me atraíram à vida religiosa: me entregar totalmente a Deus na profissão dos conselhos evangélicos, tomá-lo como nosso exemplo e, apesar das nossas fraquezas e defeitos, confiar nele, que vai nos transformar pela sua graça; e assim, ser transformado para comunicar a todos com quem nos encontrarmos a alegria de conhecer a Deus… Este é, para mim, o ideal da vida dominicana e uma das principais razões que me atraíram a esta ordem“.

De acordo com a ACI Digital, a ordenação sacerdotal do agora Padre Mulryne aconteceu na Igreja de St. Saviour, em Dublin, e foi presidida pelo Arcebispo dominicano Augustine Di Noia, secretário assistente da Congregação da Doutrina da Fé, que viajou à Irlanda especialmente para esta cerimônia.

Mulryne ingressou no Seminário Diocesano de Belfast, estudou durante dois anos Filosofia na ‘Queens University’ e no ‘Maryvale Institute’. Em seguida, foi para o Pontifício Colégio Irlandês, em Roma, para estudar Teologia por um ano na Universidade Gregoriana, antes de discernir o chamado à vida religiosa.

Philip entrou para a Casa do Noviciado Dominicano em Cork, na Irlanda, em 2012. Em 2013, quando recebeu o hábito dominicano, Philip Mulryne disse que seu objetivo na vida religiosa é “ser completamente de Deus com a profissão dos conselhos evangélicos”.

“Apesar de nossas faltas, sabemos que Ele nos transforma com a sua graça e, ao sermos transformados, podemos comunicar a alegria aos outros”, ressaltou.

Com informações de Aci Digital

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Elisabeth Arrighi Leseur (* 16 de outubro de 1866 – + 3 de maio de 1914), nome de batismo Paulina Elisabeth Arrighi, foi uma mística francesa mais conhecida por seu diário espiritual e pela conversão de seu marido, Félix Leseur (1861-1950), um médico e conhecido líder do movimento anticlerical e ateísta francês. A causa para a beatificação de Elisabeth Leseur foi iniciada em 1934.

Elisabeth nasceu em Paris numa abastada família francesa de origem corsa. Ela tinha tido hepatite quando criança, que retornou ao longo de sua vida com ataques de gravidade variável.

Em 1887, ela conheceu o médico Félix Leseur (1861-1950), também oriundo de uma rica família católica. Pouco antes de se casarem em 31 de julho de 1889, Elisabeth descobriu que Félix havia deixado de ser um católico praticante. O Dr. Félix Leseur logo se tornou conhecido como materialista e colaborador de jornais anticlericais em Paris.

Abastada pelo nascimento e pelo casamento, Elisabeth fazia parte de um grupo social cultivado, educado, e geralmente antirreligioso. A ligação do casal era forte, embora ofuscada pela falta de filhos e por seu sempre crescente desacordo religioso. Dr. Leseur tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como “Les Origines du Christianisme” e “La Vie de Jésus” de Ernest Renan.

Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e quis confrontar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de São Tomás de Aquino.

De uma religiosidade convencional em sua juventude, Elisabeth Leseur foi motivada, pelos ataques de seu marido contra o Cristianismo e a religião, a sondar mais profundamente a sua fé. Assim, ela teve uma conversão religiosa com a idade de trinta e dois. Desse momento em diante, ela considerou sua principal tarefa rezar pela conversão de seu marido, mantendo-se paciente diante de seus ataques constantes sobre a sua fé.

Quando podia, ela trabalhava em projetos de caridade para as famílias pobres e fundou outras atividades de caridade. Sua vasta correspondência espiritual por muitos anos não foi do conhecimento de seu marido. Ela se preocupava com os “pobres” ou os “menos”, mas sua saúde se deteriorando restringia sua capacidade de responder a esta preocupação.

Em 1907 sua saúde deteriorou-se de tal forma, que ela foi forçada a levar uma vida sedentária, recebendo visitantes e dirigindo sua casa a partir de uma chaise-longue. Em 1911 ela sofreu uma cirurgia e a radioterapia por causa de um tumor maligno, recuperado, e depois ficou acamada até julho de 1913. Ela morreu de câncer generalizado em 3 de maio de 1914.

Espiritualidade

Desde o início, ela organizou a sua vida espiritual em torno de um padrão de disciplina de oração, meditação, leitura, prática sacramental, e escrita. Caridade era o princípio organizador de seu ascetismo. Em sua abordagem à mortificação, ela seguia São Francisco de Sales, que recomendava moderação e estratégias internas ocultas em vez de práticas externas.

Legado

Após sua morte, seu marido encontrou uma nota dirigida a ele em que ela profetizava sobre sua conversão e que ele se tornaria padre. A fim de se livrar de tais “superstições”, Dr. Félix foi ao santuário mariano de Lourdes, querendo expor os relatos de curas lá como falsos. Na gruta de Lourdes, no entanto, ele passou por uma conversão religiosa.]

65564-elisabeth2bleseur2b2bseu2besposo2bcomo2bdominicanoPadre Leseur

Posteriormente, Dr. Felix publicou o diário de sua esposa, “Journal et pensées pour chaque jour” (Diário e Pensamentos para cada dia). Devido à sua recepção favorável, um ano mais tarde publicou algumas das cartas de sua esposa sob o título de “Lettres sur la Souffrance” (Cartas a respeito do Sofrimento), Paris 1918; “La Vie Spirituelle” (A Vida Espiritual) Paris 1918; “Lettres à des Incroyants” (Cartas aos Incrédulos) Paris 1922.

No outono de 1919 ele tornou-se noviço dominicano e foi ordenado sacerdote em 1923. Pe. Leseur passou a maior parte de seus restantes vinte e sete anos de vida falando publicamente sobre os escritos espirituais de sua esposa. Ele colaborou na abertura da causa de beatificação de Elisabeth em 1934.

No ano de 1924, Fulton J. Sheen, que mais tarde se tornaria arcebispo e uma figura popular de televisão e de rádio americanos, fez um retiro sob a direção de Pe. Leseur. Durante muitas horas de direção espiritual, Sheen teve conhecimento da vida de Elisabeth e da conversão de Félix. Sheen posteriormente repetiu essa história de conversão em muitas de suas apresentações.

Referências:
Leseur O.P., Fr. Felix, “In Memoriam”, Journal et pensees de chaque jour, Paris, 2005;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Physical Illness: A Mystically Transformative Element in the Life of Elizabeth Leseur”, Spiritual Life, Vol.40, Number 4, Winter 1994;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Elizabeth Laseur: A Strangely Forgotten Modern Saint”, in Lay Sanctity, Medieval and Modern, Ann W. Astrell, ed.
* Sheen, Fulton J. “Marriage Problems” (part 40 of a recorded catechism, available online)

 Família Católica

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Pe. Abuna Nirwan é um franciscano que nasceu no Iraque e, antes de ser ordenado sacerdote, estudou medicina. Foi destinado à Terra Santa e, em 2004, ganhou das Irmãs Dominicanas do Rosário uma relíquia da sua fundadora e um terço usado por ela. O padre passou a trazer a relíquia e o rosário sempre consigo.

A fundadora em questão é Santa Marie Alphonsine Danil Ghattas, cristã palestina canonizada em 2015 pelo Papa Francisco. Em 2009, quando o Papa Bento XVI aprovou o milagre para a sua beatificação, a Santa Sé pediu a exumação do corpo da religiosa. Esta missão costuma caber ao bispo local, que, para realizá-la, designa um médico. E esse médico foi justamente o padre Abuna Nirwan.

Em 2004, a relíquia e o rosário… Em 2009, a exumação… E esses dois fatos extraordinários não foram os únicos que ligaram o padre Nirwan àquela santa fundadora.

Dois anos antes da aprovação do Papa Bento à beatificação da religiosa, mais um fato simplesmente arrepiante envolvendo o pe. Nirwan e a madre Marie Alphonsine tinha sido relatado pelo padre Santiago Quemada no seu blog “Un sacerdote en Tierra Santa”.

Eis o relato:

A história que vamos contar aconteceu em 14 de julho de 2007. Abuna Nirwan foi visitar a sua família no Iraque e, para isso, precisou contratar um táxi. Ele mesmo relatou o caso na homilia de uma missa que celebrou em Bet Yalla. O padre Nirwan contou:

Não havia possibilidade de ir de avião para visitar a minha família. Era proibido. O meio de transporte era o carro. Meu plano era chegar a Bagdá e ir de lá para Mossul, onde viviam os meus pais.

O motorista tinha medo por causa da situação no Iraque. Uma família, formada pelo pai, a mãe e uma menininha de dois anos, pediu para viajar conosco. O taxista me falou do pedido e eu não vi nenhum inconveniente. Eram muçulmanos. O motorista era cristão. Ele disse que havia lugar no carro e que eles podiam ir conosco. Paramos num posto de combustível e outro homem jovem, muçulmano, também pediu para ir junto até Mossul. Como ainda restava um assento, ele também foi aceito.

A fronteira entre a Jordânia e o Iraque só abre quando amanhece. Quando o sol se levantou, uma fila de cinquenta ou sessenta carros foi avançando lentamente, todos juntos.

Seguimos a viagem. Depois de mais de uma hora, chegamos a um lugar onde estavam fazendo uma inspeção. Preparamos os passaportes. O motorista nos disse: “Tenho medo desse grupo”. Antes era um posto militar, mas uma organização terrorista islâmica havia matado os militares e tomado o controle do local.

Quando chegamos, eles nos pediram os passaportes sem nos fazer descer do carro. Levaram os passaportes a um escritório. A pessoa voltou, se dirigiu a mim e disse: ‘Padre, vamos continuar a investigação. Podem ir até o escritório mais à frente. Depois já é o deserto”. “Muito bem”, respondi. Caminhamos uns quinze minutos até chegar à cabana a que eles se referiam.

Quando chegamos à cabana, saíram dois homens de rosto coberto. Um deles tinha uma câmera em uma mão e um facão na outra. O outro era barbudo e estava segurando o alcorão. Chegaram até nós e um deles perguntou: “Padre, de onde está vindo?”. Respondi que vinha da Jordânia. Depois ele perguntou ao motorista.

Depois se dirigiu ao rapaz que vinha conosco, o agarrou por trás com os braços e o matou com o facão. Amarraram as minhas mãos por trás das costas e disseram:

“Estamos gravando isto para a Al-Jazeera. Quer dizer algumas palavras? Tem menos de um minuto”.

Eu respondi:

“Não, só quero rezar”.

Eles me deram um minuto para rezar.

Depois um deles me empurrou pelo ombro para baixo até eu ficar de joelhos e me disse:

“Você é clérigo. É proibido que o seu sangue caia no chão porque é sacrilégio”.

Por isso ele foi pegar um balde e voltou com ele para me degolar. Não sei o que rezei naquele momento. Senti muito medo e disse a Maria Alphonsine:

“Não pode ser por acaso que eu trago você comigo. Se é preciso que nosso Senhor me leve ainda jovem, estou pronto. Mas, se não é, eu te peço que ninguém mais morra”.

Ele pegou a minha cabeça, segurou meu ombro com força e levantou o facão. Uns instantes de silêncio e de repente ele perguntou:

“Quem é você?”

Respondi:

“Um frade”.

“E por que eu não consigo mexer o facão? Quem é você?”.

E, sem me deixar responder, prosseguiu:

“Padre, você e todos voltem para o carro”.

Fomos de volta até o veículo.

Daquele momento em diante, eu perdi o medo da morte. Sei que um dia morrerei, mas agora é mais claro que vai ser só quando Deus quiser. Desde aquele momento, eu não tenho medo de nada nem de ninguém. O que vier a me acontecer é porque é vontade de Deus e Ele vai me dar a força para acolher a Sua cruz. O importante é ter fé. Deus cuida dos que acreditam n’Ele”.

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Traduzido, com adaptações, de artigo publicado pelo site Religión en Libertad (em espanhol) via Aleteia

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Uma superiora visitou-a no leito das dores:

– Que faz aqui, minha preguiçosa? – perguntou sorrindo, amável.
– Minha Madre, eu estou no meu ofício.
– E que ofício é o seu, minha filha?
– O meu ofício é sofrer e estar doente.

Mandaram-lhe um crucifixo para a cabeceira da cama.

– Sou mais feliz – disse Bernadette – com o meu Cristo no leito de dores do que uma rainha no seu trono.

Às crises de asma, dolorosas e terríveis, juntaram-se os vômitos de sangue, a opressão do peito e dores intoleráveis causadas por um abcesso que se formou no joelho direito. Mais um tumor e uma aquilose. Os sofrimentos eram horríveis e a vítima tinha já a face cadavérica. Não dormia um só instante. Às vezes, a natureza deixava escapar um grito de dor, mas a Irmã Maria Bernarda (Bernadette) humilhava-se e sorria heroicamente, repetindo:

– Perdão, meu Jesus! Meu Deus, eu vos ofereço o meu sofrimento! Meu Deus, eu vos amo!

O capelão do mosteiro lhe disse que pensasse no Céu e que iria contemplar a beleza da Imaculada.

– Oh -respondeu ela -, como este pensamento me faz bem!

Às vezes, murmurava com almejo do Céu:

– Oh, Céu! Dizem que muitas almas não foram diretamente para o Céu porque não o desejaram bastante aqui no mundo. Isto não acontece comigo! Ah, vamos para o Céu, trabalhemos, soframos pelo Céu! O resto nada vale.

A moléstia se agravava cada vez mais. Ela, sempre resignada. Disse então:

– Ó cruz, vós sois o altar no qual eu quero me sacrificar com Jesus agonizante. O coração de Jesus é o meu tesouro. No coração de Jesus viverei e morrerei em paz no meio dos sofrimentos.

Despojou-se de tudo que possuía: algumas imagens e santinhos. Só conservou um crucifixo.

– Só tenho necessidade dele. Só ele me basta.

Depois da festa de São José, disse:

– Eu pedi a São José uma só graça: a graça de uma boa morte.

No dia 28 de março, a superiora lhe perguntou se desejava receber a extrema unção. Aceitou-a com alegria! Às duas horas da tarde, o capelão lhe administrava o sacramento dos enfermos. Recebeu-o com edificante fervor em presença de boa parte da comunidade.

– Minhas irmãs, peço-vos perdão por todos os aborrecimentos e trabalhos que vos dei, das minhas infidelidades na vida religiosa e do mau exemplo que dei às minhas companheiras, sobretudo pelo meu orgulho.

O olhar de Bernadette, durante toda a doença, conservou-se belo, vivo, impressionante. Era aquele olhar da visão de Massabielle.

O demônio a tentava, Nosso Senhor permitia, a fim de purificar ainda mais aquela almazinha privilegiada. Ela ficava num estado de agonia dolorosa e horrível, com a face em expressão de espanto, e repetia:

– Vai-te, Satanás! Vai-te, Satanás!

O capelão lhe disse:

– Ofereça a Jesus o sacrifício da vida, minha filha.
– Que sacrifício, meu padre? Não é sacrifício deixar esta pobre terra, onde se encontra tanta dificuldade para servir a Deus!

Perguntaram-lhe:

– Sofre muito, minha irmã?
– Sim, mas tudo é bom para o Céu – respondeu, com doce resignação.
– Eu vou pedir à boa Mãe do Céu que lhe dê alguma consolação, minha Irmã Maria Bernarda.
– Não, não – repetiu ela -, não peça consolações. Peça a Nossa Senhora força e paciência para mim. Só isto…

Quarta-Feira Santa, o capelão foi chamado às pressas para a Irmã Maria Bernarda. Ela estava na poltrona, sentada, sem poder respirar, num martírio cruel. Confessou-se pela última vez.

– Minha filhinha – disse-lhe a Madre superiora -, agora está na cruz, não é?

Bernadette abriu os braços em forma de cruz e murmurou:

– Meu Jesus! Meu Jesus! Oh, como vos amo!

Para não perder o crucifixo, pediu que o pusessem em seu peito. Recitaram a oração dos agonizantes. Ela repetia as jaculatórias que lhe diziam ao ouvido.

Uma hora antes da morte, ficou tranquila, fitou um ponto do alto. Depois exclamou, feliz, três vezes:

– Oh!

E alguns segundos depois:

— Meu Deus, eu vos amo de todo o meu coração, de toda a minha alma, com todas as minhas forças.

Tomou o crucifixo, beijou-o, pediu perdão à comunidade e disse:

– Eu tenho sede!

Deram-lhe água. Apenas molhou os lábios.

Fez o sinal da Cruz, aquele admirável sinal da Cruz que só ela sabia fazer.

Murmurou, alguns instantes depois:

– Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim, pobre pecadora… pobre pecadora…

E expirou suavemente.

Eram três horas e um quarto de tarde de Quinta-Feira Santa, 16 de abril de 1879.

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Mons. Ascânio Brandão, em “Santa Bernadette, a confidente de Lourdes”, Ed. Vozes, 1956, 3ª. edição

O programa “Terra da Padroeira“, transmitido pela TV Aparecida aos domingos, recebeu na edição de 17 de julho de 2016 a jovem dupla sertaneja Hugo e Tiago, que impactou e levou o público às lágrimas com um testemunho de fé de arrepiar.

Com a dupla, estava presente o padre Alcides Piquilo, que é irmão de Tiago. Os dois irmãos compartilharam a sua dramática vivência recente da enfermidade do pai, que também se chama Alcides e que enfrentou uma severa pneumonia, agravada pelo fato de só ter um pulmão.

A culminação do drama familiar veio no dia em que, mesmo depois que a família tinha se unido com grande fervor na oração do rosário, “seu” Alcides ficou à beira da morte.

Naquele dia, Tiago entrou no quarto do pai e sentiu um forte odor de flores e rosas. Ele imediatamente associou o cheiro ao de um velório e, em desespero, pensou que o pai tivesse falecido. Chamou a mãe e a irmã e, todos juntos, correram para o hospital na tentativa de salvar a vida do pai.

Três horas depois que o pai tinha praticamente morrido, os médicos chamaram a família e fizeram uma declaração surpreendente, que o próprio Tiago relata aos prantos de emoção.

Fonte: Aleteia

Confira neste vídeo o arrepiante testemunho:

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A família Odulio, de origem filipina, vive hoje em uma cidade norte-americana onde a maioria da população é mórmon: Salt Lake City, no Estado de Utah.

No Sábado Santo deste ano, porém, a família recebeu os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Comunhão durante a Vigília Pascal: eles tinham se convertido à Igreja católica graças à Virgem Maria e à Santíssima Eucaristia.

Rico Odulio, o pai, nasceu nas Filipinas. Sua família, que era católica, aderiu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros são mais conhecidos mundo afora como mórmons. Mas ele continuou frequentando uma escola católica devido à sua boa qualidade, embora reconhecesse que “é muito difícil crescer em meio a duas igrejas”.

Foi na igreja mórmon que Rico conheceu a mulher que se tornaria sua esposa, Heidi. Durante o namoro, viajaram como missionários à cidade filipina de Cebu e lá permaneceram dois anos, mas separados. Ao se reencontrarem, casaram-se conforme o rito mórmon. Tiveram dois filhos que, desde pequenos, aprenderam dos pais o hábito da oração e da partilha em família.

Em 1998, Rico deixou os mórmons, mas manteve o hábito de ler sobre teologia. Em 2001, a família se mudou para Salt Lake City e Heidi continuou frequentando a igreja mórmon com seus dois filhos.

Tanto a cidade quanto o Estado de Utah são de maioria mórmon. Apesar disso, foi justamente nesse meio que a família Odulio começou a se aproximar da Igreja católica.

Rico tinha lido sobre a Batalha de Lepanto, de 7 de outubro de 1571: naquele combate naval, a frota da coalizão católica havia derrotado os turcos otomanos num triunfo dramático e crucial para a manutenção do catolicismo na Europa. A conquista foi atribuída pelo Papa Pio V à intercessão da Virgem Maria, a quem os fiéis tinham rezado o rosário em intenção da vitória cristã.

Até então, Rico não acreditava na Virgem Maria, considerando-a “mais uma das superstições católicas”. Ao ler sobre este milagre, porém, ele sentiu vontade de entrar em uma igreja e começou a participar da Missa. Quando convidou os filhos Amoz e Omri, eles se surpreenderam: “Nunca imaginei o meu pai como um homem religioso”, disse Omri. Mas quando Rico teve de voltar às Filipinas a trabalho, os filhos se afastaram da Igreja.

O segundo momento que aproximou a família da conversão veio em 2014, quando Omri sofreu um acidente de carro do qual quase não escapou. “Pensei que nunca mais acordaria”, relata ele mesmo, completando que, quando se recuperou, viu no YouTube o vídeo de um guitarrista na catedral de Salt Lake City. Impressionado com a beleza da igreja, pediu que o irmão, Amoz, o levasse até lá para a Missa. “Foi a primeira vez que atravessei as portas da catedral. A liturgia me impressionou. Desde então, fiquei atraído”, conta Omri.

Em 2015, já de volta aos Estados Unidos, Rico pediu que os filhos o acompanhassem numa procissão. Foi naquele dia que Omri tomou a decisão de ser batizado na Igreja católica – e, para ele, essa decisão aconteceu graças à intercessão da Virgem Maria.

Amoz também viveu uma conversão profunda à medida que aprendia mais sobre a história da Igreja. Os dois irmãos começaram a se preparar juntos para receber o Batismo.

Heidi, no entanto, continuava com os mórmons. Mesmo assim, começou a ler o material que Rico lhe dava sobre a Igreja Católica. Até que…

Eu rezava muitíssimo, queria a unidade da família e queria encontrar a verdade”. Foram muitas dúvidas e orações para, finalmente, poder dizer: “Eu senti o Espírito e, depois de rezar muito, recebi as respostas”.

Foi assim que também ela se juntou ao marido e aos filhos nas aulas de formação católica.

Ao se aproximar o dia em que finalmente seriam batizados, os Odulio ficavam cada vez mais ansiosos para receber pela primeira vez a Eucaristia: “Estando tão perto e tão exposto à Eucaristia, o meu desejo por ela aumentou”, confessou Omri, alguns dias antes do aguardado Sábado Santo.

Em 15 de abril de 2017, a família Odulio, agora batizada e crismada, recebeu enfim o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo na Eucaristia.

Louvado seja Jesus Cristo.

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Fonte:  ACI Digital

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O nome de Janusz Korczak não é bem conhecido fora da Polônia e Europa, mas este homem é um verdadeiro herói! Janusz Korczak era um escritor infantil, pedagogo e pediatra judeu-polonês. Ele escreveu mais de 15 livros, dois deles foram traduzidos para o inglês.

Em 1911, ele se tornou diretor de um orfanato em Varsóvia, Polônia. Esta instituição foi criada como projeto dele mesmo e tinha o intuito de dar amparo a crianças judaicas.

Quando a Segunda Guerra Mundial começou, Korczak queria servir o exército polonês, mas ele era muito velho para tal atividade.

Quando Varsóvia foi tomada pelos nazistas, ele estava na cidade. Em 1940, quando o Gueto de Varsóvia foi criado, seu orfanato se mudou para lá e Korczak não abandonou seu projeto.

Em 5 de agosto de 1942, os soldados nazistas chegaram ao orfanato para levar as crianças para o campo de concentração de Treblinka. A Korczak havia sido oferecida a opção de ficar no “lado ariano” de Varsóvia, mas ele recusou a oferta — ele não podia deixar seus “filhos” — e disse que iria com as crianças.

As crianças estavam vestidas com suas melhores roupas e cada uma levou um brinquedo ou livro favorito. Ele embarcou no trem com seus órfãos e ninguém o tinha visto desde então.

Korczak morreu com seus “filhos” em uma câmara de gás em Treblinka. Ele não traiu seus princípios mesmo diante da morte. Este homem maravilhoso escolheu morrer, mas não abandonar seus órfãos.

Devemos sempre nos lembrar de seu grande coração!

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“Eu sou cristão (isso pode ser deduzido a partir de minhas histórias ), e, de fato, católico romano”

Nascido 03 de janeiro de 1892 , na África do Sul , John Ronald Reuel Tolkien é mais conhecido como o autor dos romances de fantasia “O Senhor dos Anéis” ( 1954-1955 ) e “Hobbit” (1937), no qual ele criou um mundo com uma nova linguagem, personagens estranhos e uma cultura imaginada. Ele se converteu ao catolicismo em 1900. Educado em Oxford , Tolkien finalmente retorno à universidade como professor de Inglês especializado em Antigo e Médio Inglês. Casou-se com Edith Bratt , depois que ela se converteu ao catolicismo. Eles tiveram quatro filhos. Tolkien morreu em 2 de setembro de 1973.

J.R.R. Tolkien tinha apenas três anos de idade e seu irmão, Hilary, um ano quando eles deixaram a África do Sul e voltaram para a Inglaterra com sua mãe, Mabel. Seu pai, Arthur, um banqueiro de Inglês, planejou sua saída, mas morreu inesperadamente de febre reumática em fevereiro de 1896. Mergulhado na tristeza, a mãe de Tolkien levou os dois meninos para a igreja anglicana “alta” , todos os domingos.

Sua rotina mudou drasticamente sem aviso num domingo, quando eles foram para a Igreja Católica de Santa Ana nas favelas de Birmingham. A mãe decidiu se converter ao catolicismo por razões que nunca explicadas. Na primavera de 1900, quando Tolkien tinha oito anos de idade, a jovem família foi recebida na fé católica.

Sua conversão desencadeou a ira dos membros da família que se opuseram fortemente ao catolicismo. Os parentes do lado de sua mãe eram unitários. Os Tolkiens eram batistas. Ambos os lados imediatamente cortaram o apoio financeiro. No entanto, a mãe de Tolkien permaneceu firme em sua fé e tomou para si a responsabilidade para si de incutir em seus jovens filhos seu amor ao catolicismo.

Padre Francis Xavier Morgan foi o pastor de sua paróquia. Um homem de bondade e humor, que interessou na luta da família. Ele visitou-os muitas vezes e serviu como uma figura paterna para os meninos.

Não demorou muito, no entanto, para que a tensão financeira familiar influenciasse Mabel Tolkien . Em abril de 1904, quando Tolkien tinha doze anos, sua mãe foi internada com diabetes e os meninos foram enviados para viver com parentes. Em junho, sua condição se estabilizou . Determinado a manter sua família unida , a mãe de Tolkien perguntou ao padre Morgan se poderia encontrar uma família com quem pudesse viver e compartilhar as refeições. Ele fez arranjos com o carteiro local e sua esposa.

Naquele outono sua condição piorou. No início de novembro, a mãe de Tolkien entra colapso e em um coma diabético, morrendo em 14 de novembro. A sua morte fortaleceu a fé de Tolkien na Igreja Católica. “Minha querida mãe era uma mártir de fato”, escreveu, “e não é para todos que Deus concede tão fácil seus grandes dons como fez a Hilary e eu, dando-nos uma mãe que se matou com mão de obra e problemas para assegurar -nos manter a fé”.

Seus parentes queriam mandar os meninos para uma escola protestante onde os seus laços com o catolicismo seriam cortados, mas a mãe de Tolkien tinha nomeado Padre Morgan em seu testamento como guardião de seus filhos e protetor de sua fé católica.

Nos anos que se seguiram, o padre Morgan usou sua renda familiar privada para ajudar os dois meninos. Ele encontrou um lugar para eles viverem e pagou seus estudos. Todo verão, levava-os de férias. “Eu aprendi a caridade e o perdão com ele”, lembrou Tolkien.

Quando Tolkien tinha dezesseis anos, ele se apaixonou por Edith Bratt que então tinha 19 anos e também era órfã. Seu guardião tinha providenciado sua convivência na mesma casa em que Tolkien e seu irmão embarcaram porque a dona da casa amava a música e permitiria que a jovem praticasse piano. Quando o Padre Morgan percebeu o inicio do romance, tentou fazê-lo mudar de idéia, e então mudou os meninos para uma nova casa proibindo Tolkien de falar ou escrever para Edith até que ele tinha vinte e um anos.

Em 1911, Tolkien se mudou para Oxford, onde se concentrou em seus estudos. À meia-noite do dia em que completou vinte e um anos , escreveu a Edith . Em poucos dias, eles estavam prestes a se casar.

Edith Tolkien tinha certeza de que queria se tornar um católica, mas ela sabia que seu responsável ficaria indignado. Tolkien descreveu como sua própria mãe tinha sido perseguida por sua família por causa de sua conversão. “Eu acredito ternamente”, disse Edith , “que nenhuma tibieza e medo mundano deve impedir-nos de seguir a luz com firmeza”.
Quando Edith disse a seu tio que ela planejava se converter, ele a deserdou. Em 8 de janeiro de 1914 ela foi recebida na Igreja Católica.

Tolkien se formou em Oxford no ano seguinte e se alistou como segundo tenente na Primeira Guerra Mundial. Em 22 de março de 1916, antes de partir para a França, ele se casou com Edith em uma cerimônia católica oficializada pelo Padre Morgan.

Tolkien permaneceu devotamente católico ao longo de sua vida e assumiu a responsabilidade de criar seus filhos como católicos durante os períodos em que Edith diminuiu o interesse no catolicismo. Seu filho mais velho tornou-se padre.

A obra de Tolkien tem fortes conotações religiosas. Ele usou suas histórias como uma forma de transmitir aos seus filhos sua fé em Deus e sua compreensão do bem e do mal.

“O Senhor dos Anéis é, naturalmente, uma obra fundamentalmente religiosa e católica”, admitiu Tolkien a um amigo jesuíta, ” inconsciente no início, mas consciente na revisão”.


Para outras leituras:

Humphrey Carpenter, J.R.R. Tolkien: The Authorized Biography (Boston: Houghton Mifflin Co., 1977).
Katheryn F. Crabbe, J.R.R. Tolkien (New York: Frederick Ungar Publishing Co., 1981).

Fonte: “A Century of Catholic Converts”, de Lourene Hanley Duquin

Tradução: Jonadabe Rios

 

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é um sacerdote da Arquidiocese de Washington, DC. Presbiteriana Renovada, ele se converteu ao catolicismo, enquanto freqüentava a Universidade de Princeton.

Meu grande erro foi assistir a uma missa católica. Tudo começou inocentemente, visitando uma amiga católica que participou de uma universidade do sul, uma jovem mulher que eu queria impressionar pelo meu desejo grande de espírito de ir à igreja com ela. Mas a minha vida nunca mais foi a mesma desde que daquele domingo de abril de 1992 No dia seguinte, retornando para Nova Jersey onde frequentava a faculdade, eu tinha oito horas para refletir a experiência daquela Missa. Ele tinha feito uma impressão indelével, e ao retornar para o dormitório, perguntei a um amigo católico sobre me levar para o padre de sua paróquia. Eu tinha algumas perguntas que precisavam ser respondidas.

Eu cresci em uma família presbiteriana, bastante consistente, e eu sempre tinha abrigado um interesse na religião. Os negócios do meu pai nos levaram no estrangeiro, quando eu era muito jovem, e a maior parte da minha infância foi passada em países da América Latina. A maioria dos meus amigos que eram “sérios” sobre religião eram de fato católicos, então eu cresci tocado por uma visão favorável da Igreja. Quando vivemos no Brasil, participei de uma escola católica de língua Inglesa, e eu lembro vividamente de ser uma das poucas crianças que não tinham condições de receber a Sagrada Comunhão durante a missa semanal. Era aquela fome de receber Nosso Senhor, da graça da conversão e da fé para crer na presença real de Cristo na Eucaristia.

Até o momento em que cheguei da faculdade, no entanto, eu acho que eu era um produto típico da nossa época: ambicioso para ganhar o mundo e ter prazeres, amigável, evasivo, não-dogmático, tolerante a uma falha, ignorante das realidades sobrenaturais, insensível ao movimento do Espírito Santo. Todas as coisas consideradas, eu talvez não tenha sido um grande pecador, mas também não estava remotamente interessado em me tornar um santo. Eu era, em outras palavras, um “cara legal”. Então veio essa experiência inesquecível da Missa.

Depois desse ímpeto inicial, não havia nada muito teatral no meu caminho de conversão. Minha vida continuou como normal, mas salpicada por momentos de recolhimento. Muitas dessas experiências foram acionadas por minha leitura. Tendo falado com o pároco do meu amigo, eu comecei a ler muito, e eu descobri que muitas das minhas impressões sobre o catolicismo, sobre suas crenças, práticas e história, foram imprecisas e muitas vezes completamente erradas e injustas. Para minha surpresa, descobri que os católicos não fazem, de fato, a adoração a Maria; que as crianças, cuja única culpa é ser não nascido, no entanto, têm o direito de viver; que a história católica não é uma faixa de ignorância pontuada por momentos de luz, mas sim uma afirmação fantasticamente rica e diversificada e orgulhosamente de bondade e beleza, sombreada apenas pela fragilidade humana que todos nós compartilhamos.

Como o meu “mito destroçado” a leitura continuou, descobri que estes e os meus outros preconceitos, nunca antes questionados, começaram a vacilar, então balançar, então entrar em colapso. Cada vez, a minha convicção presumida em que eu segurava se tornou menos estridente, até que um dia eu percebi que eu estava me aproximando de um tópico no sentido inverso: onde meus pontos de vista diferentes dos da Igreja, eu esperava que a Igreja fosse certa, e que eu estava errado. Foi quando eu pensei para mim com admiração: “Eu não posso acreditar. Acho que é tudo verdade!” A ironia dessas palavras não me bateram na hora, porque é claro que foi precisamente então que eu podia acreditar! Eu entrei no programa de formação (o Rito de Iniciação Cristã de Adultos) na igreja paroquial e, alguns meses mais tarde, na Vigília Pascal de 1993, foi recebido na plena comunhão da Igreja Católica e confirmado.

Durante este período de preparação, eu nunca vou esquecer uma das minhas conversas com o padre que, eventualmente, me trouxe para a Igreja. Como eu estava me preparando para sair, ele casualmente comentou que, depois da minha conversão, Deus pode pedir ainda “algo mais” de mim. Isso é – e eu entendi o que ele quis dizer – Deus pode me pedir para ser padre. Resmunguei uma resposta, e um pouco ressentido que ele tinha colocado um fardo para mim, antes de eu ser ainda um católico! Não era o tipo de coisa que pessoas descoladas, sem compromisso, como eu jamais sonharia em fazer a outro ser humano! Como eu sabia pouco, quão pouco eu entendi a profundidade da sua caridade para mim. E como sou grato hoje pela coragem do sacerdote; embora ele tenha ido para o Senhor, todos os dias eu rezo por ele em agradecimento. Na verdade, 10 anos depois de sua sugestão indesejável, ele me viu vestido como um diácono, na Basílica de São Pedro.

Ao terminar a faculdade, entrei para ser Candidato na escola e começou uma temporada de quatro anos na Marinha, onde servi em um cruzador e um contratorpedeiro da Frota do Atlântico. Felizmente, na faculdade eu tinha conhecido algumas maravilhas católicas da Opus Dei que me encorajaram a promover uma vida de oração, a recepção contínua dos sacramentos, a leitura espiritual, e devoções. Que a formação da vida interior ficava me aterrada ao longo desses emocionantes quatro anos de serviço militar.

Ao me aproximar do fim do meu tempo na Marinha, refleti novamente na sugestão do padre a considerar a vocação para o sacerdócio, mas ainda não estava completamente pronto para dar o salto. Mais uma vez eu tinha uma namorada séria e, ao mesmo tempo, no fundo, eu sabia que o Senhor estava me chamando para ser seu sacerdote, eu tentei um último “prazo final” em torno dele. Peguei o matéria aplicada na faculdade de direito, e quando a carta de aceitação veio do meu “tiro longo” a escola, eu estava em êxtase. Quando a euforia passou, no entanto, eu olhava para a letra e percebi que eu nunca iria assistir. Sem mais hesitação, eu recusei, enviei a minha candidatura para o Seminário da Arquidiocese de Washington, e embarquei na viagem mais gratificante e emocionante da minha vida.

Mais do que qualquer outro sentimento, o meu coração está cheio de gratidão. Gratidão a Deus pela minha vida, pela graça da conversão, pela minha fé. Gratidão a minha família para o seu amor, pela minha educação, pelo seu apoio inabalável e incentivo. Gratidão aos muitos sacerdotes e leigos que têm sido referidas testemunhas finas da fé católica e que me apoiaram a cada passo do caminho. Acima de tudo, no entanto, sou grato pelo grande dom e bênção de um chamado ao sacerdócio. O que uma incrível vida – uma vida de íntima união com Cristo, de agir como um poderoso canal da graça de Deus, de ter um papel privilegiado na vida de Seu povo. Deus me deu uma escolha, uma escolha real, e eu estava livre para voltar a vocação. Ele não quer discípulos relutantes. Nem por um momento, no entanto, eu me arrependi de minha resposta. Eu nunca fui mais feliz na minha vida, eu nunca olhei para trás, e não há nada que eu prefira fazer. Rezo todos os dias que o Senhor irá conceder o privilégio de uma chamada para o sacerdócio em muitos generosos, homens firmes para ser pais de almas. Nunca antes, creio eu, tem lá um tempo melhor, uma causa mais nobre, ou uma colheita mais abundante de almas famintas de verdade, de amor puro e sem mácula, para a verdadeira felicidade e paz no coração.

Aquele sacerdote que me pediu para considerar um chamado ao sacerdócio foi entendido. Ele sabia que a felicidade de cada homem, em última análise, encontra-se em seguir o plano de Deus para sua vida. Essa é a grande, abertura do desconhecido segredo para o mundo moderno, em que tantas pessoas freneticamente buscam “felicidade” em todos os lugares errados. Ele queria para mim o que cada amigo verdadeiro cristão deve querer para nós: a serenidade e a alegria incontida de um discípulo generoso de Jesus Cristo. Para mim, o caminho do discipulado significava tornar-se padre, mas primeiro queria abraçar a beleza, a verdade, e a alegria do catolicismo. A Igreja Católica tem sido um guia seguro, uma luz em tempos de escuridão, e um alicerce de apoio para mim por mais de metade da minha vida. Eu não posso nem imaginar a vida sem os sacramentos da Eucaristia e da Confissão, sem a mão firme da sua doutrina, sem a garantia de que ela nos une de forma única para Cristo. E que, em poucas palavras, é por isso que eu sou católico.

Pe. Carter Griffin é um sacerdote da Arquidiocese de Washington, DC. Presbiteriana Renovado, ele se converteu ao catolicismo, enquanto freqüentava a Universidade de Princeton. Depois de se formar em 1994, atuou por quatro anos como oficial da linha de superfície da Marinha dos Estados Unidos antes de entrar no seminário. Ele participou do Seminário Mount St. Mary, em Emmitsburg, Maryland para dois anos de filosofia seguida pelo Colégio Norte-americano em Roma por cinco anos de teologia. Pe. Griffin foi ordenado sacerdote em 2004 e serviu como padre-secretário do arcebispo de Washington antes de iniciar estudos de doutoramento em Roma em 2008 sua tese de doutorado, “Sobrenatural paternidade através do celibato sacerdotal: Execução em Masculinidade”, foi publicado em 2010 . Atualmente é vigário paroquial da paróquia de São Pedro, no Capitol Hill, e foi recentemente transferido como Diretor Vocacional da Arquidiocese de Washington e do Vice-Reitor da nova John Paul II Seminário da Arquidiocese Santíssimo.

De: whyimcatholic.com   

Via Front Católico

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Em 1970, uma jovem norte-americana do Estado do Texas entrou na justiça pedindo autorização legal para abortar com base na alegação de que a sua gravidez era indesejada. Até então, a maioria dos Estados do país permitia o aborto somente em casos de risco de morte para a gestante.

Naquela ocasião, porém, a Suprema Corte acabaria abrindo as portas para a legalização do aborto nos EUA, opinando que a mulher, juntamente com uma equipe médica, pode abortar sem impedimentos legais nos primeiros meses de gravidez, mas com restrições quando a gestação já está mais avançada. O que a decisão indicou é que é inconstitucional a interferência do Estado na decisão de uma mulher sobre a sua gravidez.

Com as apelações interpostas pelo Texas, a decisão definitiva que autorizaria o aborto só veio em 1973, quando a jovem já tinha dado à luz – e deixado a filha para adoção.

A jovem texana manteve sua identidade anônima nos primeiros anos. Só o que se conhecia dela era o pseudônimo “Jane Roe“, que deu nome ao célebre processo “Roe versus Wade”, marco histórico da legalização do aborto nos Estados Unidos. Seu nome verdadeiro, Norma Mccorvey, só veio a público na década de 1980, quando ela se tornou ativista pró-aborto e defensora dos assim chamados “direitos reprodutivos”, ao mesmo tempo em que trabalhava em clínicas abortistas.

No entanto, em 1995, uma guinada: Norma reconheceu que o processo a que tinha dado início foi um erro. Ela passou a se declarar publicamente contrária ao aborto, se converteu e foi batizada como católica por um padre que liderava um grupo de defesa da vida. A mulher que tinha sido o estopim da aprovação do aborto em seu país trocava assim o ativismo pró-aborto pelo movimento pró-vida.

Os defensores da vida humana desde a concepção formam uma parcela que cresce constantemente nos EUA. O grupo realiza anualmente, em 22 de janeiro, aniversário da histórica sentença “Roe versus Wade“, a multitudinária “Marcha pela Vida“, manifestação que reúne centenas de milhares de pessoas nas ruas de Washington para pedir a revogação daquela decisão judicial.

Na edição deste ano, a Marcha contou com a participação de Mike Pence, o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos a participar da manifestação anti-aborto em Washington.

Norma Mccorvey, que passou do ativismo pró-aborto à defesa da vida humana desde a concepção, morreu em 18 de fevereiro, aos 69 anos, em sua casa no Texas.

Elevemos a Deus uma prece pela sua alma, pela conversão de todas as pessoas à cultura da vida e pelo fim do aborto, que, muito longe de ser um “direito” de qualquer ponto de vista, é sempre o assassinato evitável de um ser humano inocente e indefeso.

Aleteia

lucas-ferreira

” Após descobrirmos, durante um ultrassom de rotina, que existia uma diminuição do fluxo sanguíneo de uma das bebês, no dia 3 de Novembro fomos parar às pressas no Hospital São Francisco em Jacareí-SP ( 130 km de Cachoeira Paulista) para Marília se internar para receber os primeiros cuidados da Dra. Rosana, nossa médica.

Foram vários exames, diariamente feitos, até que, no dia 11, nossas filhas nasceram. Bem prematuras, bem mesmo. Com apenas 30 semanas de gestação.

Beatriz nasceu com 1,330 kg às 20:47 h de olhão aberto e toda corada. Marília deu um beijinho nela e logo a levaram pra incubadora. Daí veio o primeiro susto. Helena não vinha. O útero de Marília se contraiu, dificultando o nascimento de Helena. Num momento de desespero, rezamos a Ave-Maria… E no fim da terceira, veio Helena. Pálida e imóvel, pesando apenas 0,840 kg. Eu logo as batizei, ali no centro cirúrgico mesmo. Minhas filhas despertaram pra vida e para o Céu no mesmo instante.

Logo no seu primeiro dia de vida, Beatriz fez uma cirurgia de emergência. A ventilação mecânica abriu seu pulmão, e esse ar na região do tórax precisou ser drenado. O ar entrava pra ela respirar e a sobra era drenada pra fora. E eu, com 31 anos de idade, nunca quebrei nem um dedo. Foi terrível. Nesse dia, tiramos força de onde não tínhamos. Mal sabíamos que precisaríamos de mais força, e mais força e mais força.

Helena perdeu muito peso, chegou a pesar 0,740 kg e logo no início fomos avisados que com ela os cuidados seriam outros. Seus órgãos não estavam prontos pra vida aqui fora. Precisou-se de medicamento para os rins, pulmões, coração e tireoide. Muita medicação é pela veia, e até mesmo usando um cateter central. Helena teve 3 infecções e também foi diagnosticada com pneumonia, por conta do tempo excessivo com a respiração mecânica.

Mas o pior ainda estava por vir.

Um vaso da artéria pulmonar não se fechou e a cirurgia cardiovascular fez-se necessária. Ela nem estava totalmente curada da pneumonia ainda, mas era preciso. Uma nenê com menos de 1kg iria fazer uma cirurgia grande. E agora? Lembra da força que tínhamos que tirar de onde não tínhamos? Ela veio e a gente deu conta. Helena se recuperou da pneumonia e da cirurgia ao mesmo tempo.

Beatriz teve alta da UTI, após 45 dias de internação. Mas Helena ficou. Precisamos nos dividir para dar o cuidados para as duas. Ah, nisso minhas férias acabaram e com isso veio Rosaura, mãe da Marília para estar conosco nessa empreitada. Ficamos hospedados 2 meses em São José dos Campos na casa dos queridos Luiz e Sayô (nossos compadres, a quem somos gratos por toda nossa vida). Com Beatriz em casa e Helena no hospital, a correria dos mamás foi grande!

E, após 82 dias de UTI, acabou a luta e minha família venceu. Foi-se embora o sensor, a incubadora, os antibióticos, as infecções, as cirurgias, as aspirações pulmonares. O medo foi embora, a ansiedade foi embora. A dor sumiu. E foi-se embora também o açaí, a coxinha e o bolo de pote da cantina do hospital.

No dia 3 de fevereiro (Mês dedicado a Sagrada Família e exatos 3 meses da internação da Marília), na primeira sexta-feira do mês, e às 15h, o Sagrado Coração de Jesus derramou sua misericórdia sobre minha família e Helena teve alta.
Nós saímos do hospital na hora da misericórdia!

Agradecemos a todos os amigos que rezaram por nós! Certamente foi nosso sustento nos momentos mais difíceis. Muito obrigado, mesmo!!!
Para a glória de Deus, minha família está completa.

E partilho com vocês que nós temos dois milagres em casa!

(via Facebook) /Aleteia

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O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que não é mais ateu, mas de fato vê a religião como “muito importante”.

No dia 25 de dezembro de 2016, Zuckerberg postou uma mensagem “Feliz Natal e Feliz Hanukkah” de sua família aos seus seguidores no Facebook, e nos comentários respondeu a uma pergunta sobre suas crenças pessoais.

Depois que ele postou o comentário, um usuário perguntou: “Mas você não é ateu?” Em resposta, o bilionário de 32 anos respondeu: “Não. Eu fui criado judeu e depois passei por um período em que questionei as coisas, mas agora acredito que a religião é muito importante“.
Quando outro usuário perguntou: “Mas por que o Facebook não notifica que é o aniversário de Jesus hoje ???” Zuckerberg brincou: “Você não é amigo de Jesus no Facebook?“, adicionando um emoji sorrindo com uma auréola.
Desde aquele dia, a resposta de Zuckerberg ao comentário ganhou milhares de likes.

De acordo com o The Atlantic , Zuckerberg foi criado em um lar judeu, mas já se identificou como um ateu em sua página no Facebook. No passado, ele também manifestou interesse no budismo.

No início deste ano, Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, encontraram-se com o Papa Francisco para discutir maneiras pelas quais a tecnologia poderia ajudar os pobres. Após a visita, Zuckerberg compartilhou nas mídias sociais sua admiração pela capacidade do Pontífice de se conectar com pessoas de diferentes fés, permanecendo fiel ao seu.

“Priscilla e eu tivemos a honra de encontrar o Papa Francisco no Vaticano. Nós dissemos a ele o quanto admiramos sua mensagem de misericórdia e ternura, e como ele encontrou novas maneiras de se comunicar com pessoas de toda a fé ao redor do mundo”, postou Zuckerberg no Facebook.

“Nós também discutimos a importância de conectar pessoas, especialmente em partes do mundo sem acesso à internet. Nós lhe mostramos um modelo de Aquila, nosso avião movido a energia solar que vai transmitir conectividade à internet para lugares que não têm. E nós compartilhamos nosso trabalho com a Iniciativa Chan Zuckerberg para ajudar pessoas de todo o mundo “, acrescentou.

“Foi uma reunião que nunca esqueceremos, você pode sentir seu calor e bondade, e como ele se importa muito em ajudar as pessoas”.

Apesar de suas opiniões religiosas diferentes, Zuckerberg elogiou Francisco em ocasiões precedentes também.

“Não importa a fé que você pratica, todos nós podemos ser inspirados pela humildade e compaixão do Papa Francisco. Estou ansioso por seguir o Papa – e vê-lo continuar a compartilhar sua mensagem de misericórdia, igualdade e justiça com o mundo”, escreveu Zuckerberg em março.

(via LigadoG)