Por Leda Galli Fiorillo

O ser humano é um “corpo espiritualizado” ou um “espírito corporificado”. Essas duas dimensões estão de tal modo entrelaçadas que o homem se exprime justamente na sua unidade, na sua inteireza de corpo e espírito. É por isso que a sexualidade não é apenas uma questão de anatomia ou de genética.

As dimensões do ser humano

“O corpo, se o olhas apenas, é mudo; mas se o olhas e interrogas, é eloqüente”!

Este pensamento exprime bem o critério metodológico com que me proponho refletir sobre o que é o ser humano. Isto é, partir do dado biológico para chegar, através do rigoroso fio condutor da lógica, ao plano ético. Isto porque a ética – quer dizer, os princípios do comportamento que mais se ajusta à natureza do ser humano – já está inscrita, de algum modo, no próprio corpo humano: basta querer lê-la.

O que é, portanto, o ser humano?

Foi definido como “corpo espiritualizado” ou “espírito corporificado”. As duas dimensões estão de tal modo entrelaçadas que o homem se exprime justamente na sua unidade, na sua inteireza de corpo e espírito.

Podemos imaginar o ser humano composto de camadas concêntricas sobrepostas.

Começando pela periferia, encontramos corporeidade, dimensão que está em contato direto com o ambiente externo, com o qual interage, e que chega a conhecer através dos sentidos externos – vista, audição, olfato, paladar e tato –, que são precisamente as “portas” para a realidade circunstante. Nessa mesma dimensão, encontram-se também os instintos, com a finalidade de satisfazer as necessidades primordiais – comer, beber, dormir, reproduzir-se –, sem os quais os indivíduos e a espécie não poderiam subsistir.

É fácil constatar que da satisfação das necessidades deriva um tipo de gratificação que é o prazer corpóreo, útil como incentivo para o desenvolvimento das correspondentes funções.

O que dissemos até agora pode parecer perfeitamente aplicável aos animais. No entanto, já aqui se abre um abismo entre nós e eles. Pois, nos animais, os instintos estão programados em função da necessidade; satisfeita esta, o instinto apaga-se. De fato, o animal só come se tiver fome, sé bebe se tiver sede, reproduz-se só em determinados períodos do ano, o suficiente para garantir a preservação da espécie, permanecendo absolutamente tranqüilo fora desses períodos.

O homem não. O homem é capaz de – mesmo depois de satisfeita a fome – degustar, ao final do almoço, uma fatia de doce para comemorar um acontecimento qualquer; o mesmo se passa com a bebida. No plano sexual, o ser humano está sempre fisiologicamente disponível, durante todo o ano, muito além, portanto, do que seria necessário para a manutenção da espécie. Daqui se deduz que, no homem, os instintos têm “trânsito livre”, não estando constitutivamente programados. Veremos daqui a pouco a razão disso.

Debaixo da camada da corporeidade, encontra-se a das paixões, das emoções e dos sentidos internos, isto é, a da memória – que faz reviver o passado – e a da fantasia –que cria no imaginário, no não-vivido. É a rica e envolvente dimensão da afetividade.

Por fim, vem o núcleo mais profundo, aquele que mais caracteriza a espécie humana: o da inteligência e da vontade; ou seja, a dimensão da racionalidade.

inteligência – do latim intus legere, “ler dentro” – é a faculdade que serve para conhecer, para entender a verdade das coisas e distingui-la do erro. Do exercício dessa função deriva uma gratificação que podemos definir como satisfaças intelectual.

vontade é a faculdade operativa que permite pôr em prática aquilo que a inteligência entendeu ser justo e, portanto, bom.

Pode-se dizer, portanto, que, se a inteligência tende para a verdade, a vontade tende para o bem. A gratificação que daí se tira é – num crescendo que depende das dimensões do bem – a paz do coração, a felicidade, a alegria.

Entende-se facilmente que satisfação intelectual e alegria não pertencem ao plano da corporeidade – embora se exprimam através dela, revelando a intrínseca unidade do ser humano –, mas sim ao plano do espírito.

De fato, podemos ser intensamente felizes mesmo quando padecemos algumas dores físicas; e vice-versa: podemos estar em perfeita saúde, mas ser infelizes a ponto de desejar a morte…

A esta altura, podemos dar-nos conta da razão pela qual os instintos não terem uma auto-regulação no homem tal como nos animais. Porque o homem, e só ele, tem inteligência para entender se, quando e em que medida deve satisfazer os seus impulsos –, e a vontade para agir em consequência, realizando o seu bem.

Portanto, o homem, se quer ser tal, deve saber regular por si próprio, mediante a inteligência e a vontade, os instintos, que, de outro modo, se desgovernariam; e não só os instintos, mas também as paixões, a memória, a fantasia: em uma palavra, todas as outras faculdades. Caso contrário, será dominado por elas.

Só assim se realizará em plenitude como ser livre, por ser verdadeiramente dono de si em todas as suas dimensões. Desta ordem interior derivarão a autonomia, a unidade e a harmonia de todo o seu ser “corpo espiritualizado” ou “espírito corporificado” que constituem o objetivo de todo o itinerário educativo humano.

A Sexualidade

Mas o ser humano não termina aí. O ser humano é sexuado. Existe, de fato, em duas versões: masculino e feminino. Por quê? O que mudaria se não fosse sexuado? Interroguemos a Biologia. 

Como é sabido, no núcleo das células humanas estão presentes 46 cromossomos, os depositários de todos os caracteres genéticos do indivíduo: 23 provenientes do pai e 23 da mãe. Entre eles, há dois cromossomos especiais, os do sexo: XX para a mulher e XY para o homem. Pois bem, estes cromossomos do sexo encontram-se em todas as células – e são 300 trilhões! – do corpo humano: nas da pele, dos músculos, do cérebro, dos olhos, e assim por diante. Em suma, todo o corpo é sexuado. Mas vimos antes que, no homem, corpo e espírito estão indissoluvelmente unidos (não existe ação material, por mais elementar que seja, que não envolva, em alguma medida, também as faculdades superiores; assim como não existe pensamento, por mais elevado que seja, que não se exprima através da corporeidade): portanto, daqui resulta que a sexualidade é uma dimensão do ser humano como um todo.

Assim, ensinar educação sexual não significa só dar informações sobre a anatomia e o uso dos genitais, mas educar o homem na sua integridade, isto é, educar, além da sua corporeidade, também a sua afetividade, inteligência e vontade.

Dimensão individual da sexualidade

A presença dos cromossomos XY no homem e XX na mulher é responsável pela existência, dentro deles, dos caracteres sexuais primários e secundários.

Por caracteres sexuais primários, entendem-se os aparelhos reprodutores masculino e feminino. 

Os caracteres sexuais primários são diretamente determinados pelos genes, ou melhor, pelos cromossomos do sexo, e, portanto, estão presentes e evidentes já desde o início, nos primeiros tempos do desenvolvimento embrionário.

Os caracteres secundários, por sua vez, são induzidos pelos hormônios secretados, respectivamente, pelos aparelhos masculino e feminino; e, como os hormônios entram em circulação só a partir da puberdade, só fazem a sua aparição nessa época. Compreendem aquela bagagem de características que contribuem para distinguir de modo especial o homem da mulher: a estatura, o timbre da voz, a constituição óssea (costas largas e quadril estreito, no homem; costas estreitas e quadril largo na mulher), a quantidade e a distribuição da pelugem, o desenvolvimento maior ou menor das glândulas mamárias, a quantidade e a distribuição da gordura subcutânea, da qual deriva a silhueta, mais linear no homem, mais curvilínea na mulher. Mas, como no ser humano corpo e psique são um todo unitário, existem também alguns caracteres sexuais secundários psíquicos que completam a dimensão pessoal da sexualidade.

Sem querer catalogar ninguém de maneira rígida, é, no entanto, bem evidente que há características mais propriamente masculinas e outras mais femininas. Por exemplo, o homem é mais realista e imediato, vai ao essencial (linear!…), é mais empreendedor e toma mais a iniciativa, o que o leva a “ir em direção a” (também fisicamente, na relação sexual); vive melhor a fortaleza como afirmação do positivo e tem um tipo de inteligência mais racional, no sentido de que, se vê um problema, dá pequenos passos lógicos, em rigorosa sucessão, na direção do problema, até que chega à solução.

A mulher, por sua vez, é mais sensível e imaginosa (curvilínea!…), atenta ao detalhe, mais paciente, feita para o “acolhimento” (também fisicamente…); vive melhor a fortaleza como resistência ao negativo e tem um tipo de inteligência predominantemente intuitivo, no sentido que, com uma visão de conjunto, abarca o problema e chega rapidamente à solução, talvez sem a mínima ideia sobre como chegou até ali.

Portanto, o homem e a mulher são diversos não só fisicamente, mas também no modo de ser, de pensar e de relacionar-se com o ambiente circunstante. Mas não se trata de uma diversidade casual.

De fato, salta aos olhos que os dois sexos são complementares, tanto no plano físico como no psicológico: cada um dos dois tem e é o que o outro não tem e não é. Nasce, assim, um impulso recíproco irresistível de ir um ao encontro do outro.Mesmo sendo cada um deles um indivíduo completo, no sentido de que poderia muito bem viver só, é até por demais evidente que, postos juntos, formam uma unidade de ordem superior, o casal, completando-se um ao outro.

Agora, pois, podemos finalmente responder à pergunta que formulávamos no início: o que mudaria se o ser humano não fosse sexuado? Cada um estaria fechado em si mesmo, isolado na sua total autossuficiência, e viria a faltar, portanto, o impulso poderoso ao “relacionamento”.

Descobrimos, assim, que a sexualidade, além da dimensão individual, tem também uma outra dimensão: a conjugal.

O Pudor

Antes de passar ao casal, é preciso tomar em consideração um último componente do ser humano: o pudor.

Na cultura de hoje, parece algo ultrapassado, fora de moda…; basta-nos olhar ao nosso redor! O homem parece ter-se libertado de certos “tabus”, aceitáveis, no melhor dos casos, para as nossas avós… Vamos ver se isto é verdade.

Suponhamos que possuímos no nosso apartamento muitos objetos preciosos de grande valor. Deixaríamos o nosso apartamento desprotegido, de portas e janelas abertas, à mercê de estranhos, de modo que qualquer um que passasse levasse consigo uma parte dos nossos bens? Claro que não! Não só fecharíamos as portas e as janelas, como as dotaríamos de fechaduras e de alarmes. E seríamos nós que decidiríamos livremente que parte das nossas riquezas doadas e, em qualquer caso, só a quem considerássemos digno de recebê-las.

Bem, isso é o pudor: o guardião da nossa preciosa intimidade, isto é, de todo o conjunto de riquezas físicas e espirituais que caracterizam o ser humano e que somente podem ser doadas, nunca furtadas.

Claro, se no apartamento não sobrou nada de precioso porque, negligentemente, permitimos que se esvaziasse, deixando os bens ao alcance da mão de qualquer estranho, é óbvio que nessa situação qualquer proteção se tornaria supérflua e perderia sentido…

Eis por que, hoje, o pudor parece ter decaído e estar ultrapassado, quase como se fosse um fato cultural desligado da natureza do ser humano e conectado unicamente com fatores ambientais – as modas – que mudam com o tempo.

Poder-se-á objetar, neste ponto, que existem culturas em que – talvez justamente devido a fatores ambientais, como a alta temperatura – o sentido do pudor parece não estar muito presente, por exemplo em certas tribos africanas. Errado!

Há tribos em que os indivíduos, embora vivam nus ou quase, manifestam o seu pudor ruborizando-se violentamente e fugindo de ser tocados; e outras em que, se uma mulher é surpreendida nua por quem não tem esse direito, reage imediatamente cobrindo o rosto com as mãos. Sim, porque, se pensarmos bem, todos os corpos se assemelham, mas a parte absolutamente individual e irrepetível, através da qual se pode, portanto, ser reconhecido, é o rosto – e mais ainda os olhos–, que é o que melhor exprime a originalidade do ser de cada um.

Portanto, pode-se concluir daqui que o pudor, longe de ser uma postura acidental ou ultrapassada, é, pelo contrário, uma exigência profunda e universal da natureza humana, e que só o seu modo de se manifestar é que muda com as culturas ou com os fatores ambientais. Mas, para que hoje se recupere esse precioso componente do ser humano, é necessário voltar a tomar posse da própria intimidade, tomar consciência dela e cultivá-la como um bem de inestimável valor.

Dimensão conjugal da sexualidade

Podemos agora abordar o tema conjugal.

Do que acaba de ser exposto acerca da complementaridade dos dois sexos, derivam algumas conseqüências lógicas.

Antes de mais nada, que ao homem e à mulher cabem por natureza papéis diversos, mas complementares, que constituirão a origem e o fundamento dos sucessivos papéis paterno e materno. Tais papéis, enquanto estavelmente radicados na biologia e na psicologia do ser humano, não são um fato cultural, que se prenda com a época, a mentalidade ou os costumes, e, portanto, não são intercambiáveis arbitrariamente, como fruto de uma escolha individual.

O que muda com o tempo são as tarefas que o homem e a mulher são chamados a desempenhar nas diversas épocas históricas e nas diferentes sociedades, isto é, para dizê-lo de modo simples: muda a questão de determinar quem vai às compras ou acompanha as crianças à escola, quem cuida das contas a pagar ou das relações com o médico etc., aspectos todos que dependendo, esses sim, de fatores culturais, econômicos, sociológicos, ambientais, profissionais, organizativos ou, simplesmente, de conveniência individual e familiar, e também das aptidões pessoais.

A outra conseqüência está na absoluta paridade de dignidade do ser masculino e feminino, enquanto depositários, um e outro, de atributos, qualidades e prerrogativas de igual valor e, de qualquer modo, indispensáveis ao complemento do outro sexo. Mas atenção: paridade não significa igualdade. O valor e a dignidade são iguais, não os sexos, que – vale a pena insistir são diversos e complementares.

Então, que dizer de séculos, ou melhor, de milênios de machismo – no mundo ocidental, pelo menos – que mantiveram a mulher em estado de sujeição? Um abuso.

E que dizer de décadas de feminismo, não desse feminismo justo e sadio que ajudou a mulher a recuperar a consciência da sua dignidade, trazendo-a de volta ao mesmo nível do homem, mas, sim, daquele feminismo que tem pretendido  substituir o homem, subjugando-o? Outro abuso.

Os dois sexos não são antagônicos, nem autorizam – não teria sentido – a competição entre eles. E nem mesmo é de pensar que, para realizar em plenitude o próprio sexo, seja necessário imitar o outro. Pelo contrário, podem ser de válida e preciosa ajuda um ao outro, na medida em que cada um continuar a ser ele próprio.

E assim se chega à praia serena da colaboração, onde cada qual, cônscio das suas prerrogativas insubstituíveis, olha o outro com gratidão e respeito, reconhecendo-o depositário de riquezas diversas, mas paritárias às próprias.

Aliás, a sociedade tem necessidade de ambos: são-lhe necessários, de fato, tanto o realismo e a essencialidade masculinos como a sensibilidade e a intuição femininas.

Homem é amigo de mulher como homem, não como mulher

Steve Pokorny

As mulheres possuem uma habilidade maior para fazer amizade e para ser amiga. Elas mostram interesse umas nas outras, gostam de trocar informações pessoais. Perseguem com sinceridade o conhecimento da outra pessoa para além da apresentação externa.

Os homens, por outro lado, são primariamente interessados no mundo exterior. Por natureza, os homens focam mais no “que” ao invés do “quem”, na vida. É claro, eu não estou dizendo que os homens não possuem habilidade de “cuidar”. Estou apenas ressaltando que as mulheres têm mais facilidade do que os homens na amizade.

Os homens se conhecem uns aos outros mais pelas ações do que pela conversa. Eles não se sentam e ficam trocando ideias sobre o que sentem por dentro, ou seus gostos e desgostos. Eles apenas agem, e falam dentro de situações, e o conhecimento sobre o homem se revela durante o processo.

Por que é tão importante considerar isso? Porque em namoros e no casamento pode haver uma preocupação excessiva por parte das mulheres, por elas desejarem que o homem seja o “melhor amigo” em um nível tal que é provavelmente fora da realidade. Sou totalmente a favor da amizade no namoro e no casamento, mas a amizade necessária para o casamento precisa ser definida e compreendida.

Não pode ser entendida como se a mulher fosse conseguir uma pessoa com quem pudesse conversar todo tempo que quisesse, e sobre qualquer coisa.

Para conhecer qualquer pessoa de verdade, inevitavelmente terá que haver conversação falada. A razão é que nunca se pode conhecer “realmente” o que uma pessoa está falando ou experimentando no nível pessoal, ou porque fez algo, se a pessoa não falar. As ações podem sim revelar verdades sobre a pessoa, mas as ações sozinhas não bastam para trazer todas as informações sobre a pessoa inteira. Então, os homens têm que falar e ser capazes de manter conversas com as mulheres.

Por definição, uma pessoa é um ser que age. Então, o que uma pessoa faz transmite muito do que ela é. Entretanto, como seres humanos, temos uma natureza humana decaída, que nos inclina ao pecado. E, de fato, pecamos todos os dias.

Agora, os nossos atos pecaminosos devem definir quem somos como pessoas? Seria injusto se fosse assim, porque todos têm a liberdade, caso abandone a graça, de ser perdoado e ter uma nova chance.

A maneira com que se recupera dessas quedas diz muito mais sobre a pessoa. Obviamente, alguém que continue fazendo as mesmas coisas repetidamente provavelmente não vai parar de fazê-las. Portanto, as ações devem ser julgadas periodicamente, ao invés de apenas em momentos.

Essa é a cortesia que os homens precisam desesperadamente receber das mulheres hoje em dia porque os homens são mais orientados para a ação do que as mulheres. Portanto, os homens estão mais propensos a fazer coisas estúpidas do que as mulheres. Os homens precisam de uma paciência extra das mulheres, se ele for tentar atingir o nível de amizade que as mulheres desejam.

As mulheres têm que entender, entretanto, que os homens, tipicamente, não “precisam” do tipo de amizade profunda que as mulheres desejam. É por isso que é importante para as mulheres ter amigas mulheres próximas. Há necessidades que as mulheres têm, a nível de amizade, que não se pode esperar ser preenchida por um homem.

Eu compreendo que há um ideal no casamento moderno que o homem e a mulher sejam algo como “melhores amigos”, mas isso não deve nos distrair dos aspectos práticos da vocação matrimonial aos olhos de Deus. Os dois se tornam uma só carne, mas não uma só pessoa. Sempre haverá dois indivíduos únicos no casamento, o que significa que a pessoalidade de ambos sempre vai estar se desenvolvendo e se formando. A ligação de amizade no matrimônio traz amor, segurança, sacrifício, e interesse no bem do outro. Nessa amizade só se cresce juntos.

Mas é impossível a um homem preencher completamente uma mulher, assim como é impossível a uma mulher preencher completamente um homem.

Acima de tudo, só Deus pode preencher completamente uma pessoa. Isso é dado. Mas também, as pessoas precisam de outras pessoas para fazê-las sempre continuar sendo pessoas inteiras.

A amizade no casamento não significa possuir cada pequeno pedaço de informação sobre o outro, nem fazer todas as coisas juntos, senão o amor não seria verdadeiro ou real. Há casais que realmente parecem ser assim. Porém, muitos bons casais terminaram seus relacionamentos por não serem assim. E isso é errado.

As mulheres vão ter dificuldades em encontrar um homem que deseje contar tudo e queira fazer tudo com ela. Alguns homens podem gostar de ser assim, mas não a maioria. Os homens definitivamente têm que se abrir mais para as mulheres, mas as mulheres definitivamente precisam de uma amiga para ter com quem abrir o coração, e falar sobre tudo.

Tipicamente as mulheres encontram isso em uma outra mulher. É por isso que, quando cada cônjuge tem seus amigos (a mulher, amigas mulheres; o homem, amigos homens) nesse caso há muitos casamentos felizes. Essas amizades fora do casal dão força para a pessoa e os fazem ser melhor cônjuge um para o outro.

As mulheres não deveriam cobrar demais dos homens para serem os amigos que precisam para conversar. Mas os homens precisam, sim falar mais com as mulheres. Muitas vezes o homem sequer sabe muito bem o que se passa em seu interior para compartilhar com alguém. As mulheres precisam ter paciência com isso.

 

Jordan Peterson X Feminista: o que é o Patriarcado?

Nossa sociedade é um Patriarcado, onde homens oprimem mulheres? Ou essa é uma definição rasa e simplista?Neste video, o Dr. Jordan Peterson discute a noção de que a sociedade Ocidental é um patriarcado de dominância masculina.O video original pode ser acessado em: https://www.youtube.com/watch?v=yZYQpge1W5s

Posted by Jordan Peterson Legendado on Sunday, March 24, 2019

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: “XY” e “XX” são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o designhumano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do designhumano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como “se sentindo do sexo oposto” ou “em algum lugar entre os dois sexos” não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às “clínicas de gênero”, onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão “escolher” uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital

Muitos homens, até mesmo os que buscam viver sob os princípios cristãos, acham aceitável lançar olhares desejosos a outras mulheres. Para os senhores eu digo: ajam como homens!

Contexto

O mundo está em guerra contra a masculinidade. Basta uma simples ida ao shopping center para perceber que a masculinidade está sendo atacada de todos os lados: até mesmo encontrar roupas tipicamente masculinas pode ser uma tarefa hercúlea! Camisas de cores aberrantes, calças coladas e bermudas curtas que mais se parecem calções de banho. Na mídia vemos ataques a uma caricatural sociedade patriarcal e um incentivo a um modelo de homem muito pouco masculino: chorão e hiper-sensível.

Por outro lado, a reação daqueles que percebem tal guerra não pode ser buscar um modelo masculino nos filmes de guerra dos anos 80 quando Rambo e Conan faziam sucesso nas telas! A virtude da temperança pode muito bem ser utilizada neste caso.

Controle estes olhos

Andando nas ruas vemos homens que olham para mulheres como animais olham para suas presas. Nós, católicos, não podemos nos acostumar com tal comportamento pois… quando feito de forma consentida, trata-se de um pecado mortal (CIC 1861). Cabe aqui uma pequena ressalva: como pretendo explicar futuramente, só podemos pecar através de atos de vontade e portanto, algo feito de forma inconsciente não pode consistir em pecado.

É compreensível a dificuldade que nós, homens, passamos para controlar os olhares, vivemos num mundo hiper-sexualizado. Muitos de nós estamos feridos por este mundo: crescemos assistindo baixarias na tv aberta (basta procurar (melhor não) pelos programas que passavam na década de 90).

Nosso Senhor é muito claro sobre este assunto:

“Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher já adulterou com ela em seu coração.”

MT 5, 28.

Dica: quando vier um pensamento destes em sua imaginação, pense em algo bem concreto, nossa mente não é capaz de processar várias coisas ao mesmo tempo. Ex: Ao andar pela rua passa uma mulher mal-vestida e chama sua atenção. Olhe para um carro ou um poste e imagine como ele foi feito, observando detalhes de construção e design e logo o controle de sua imaginação voltará a você!

Sobre amizades entre os sexos

Eu defendo a tese de que um homem compromissado não deve ficar de papo furado com outras mulheres. Com a popularização dos sistemas de mensagens (facebook, whatsapp, instagram…) muitas pessoas ficam horas por dia conversando frivolidades. Surge ali uma familiaridade excessiva que, em momentos de fraqueza, pode levar a situações de pecado. São Tomás de Kempis esclarece:

Não abras teu coração a qualquer homem (Eclo 8,22); mas trata de teus negócios com o sábio e temente a Deus. Com moços e estranhos conversa pouco. IMITAÇÃO DE CRISTO, CAP 8, 1. SÃO TOMÁS DE KEMPIS.

É justamente disfarçando-se sob estas denominações “inofensivas” que a infidelidade se inicia: “simpatia”, “relacionamento cordial” e etc. Pouco a pouco, o sentimento vai crescendo até sair de controle.

Dom Rafael LLano Cifuentes revela que diversas vezes viu, enquanto direcionava alguma alma, bons esposos e honestas mães de família revelarem que estavam apaixonados como adolescentes por outra pessoa mesmo não pensando em abandonar seus cônjuges e filhos. E pensar que esta desenfreada paixão que estava colocando tudo a perder (inclusive o maior importante, sua salvação) havia começado com apenas um sorriso, um olhar, uma palavra meiga.

O homens devem entender que, por vezes, algumas mulheres podem iniciar esta aproximação por vaidade: devido ao pecado original, as mulheres tendem a se objetificar (e os homens a objetificá-las) e, portanto, podem cair na tentação de lançar olhares de sedução para se sentirem atraídas e basta um elogio para se iniciar a “longa marcha da vaca para o brejo”.

Algumas dicas sobre este tema:

  • Mantenha alguma reserva e frieza no trato social e profissional. Sem nunca cair na descortesia, é claro.
  • Evite conversas e contatos desnecessários.
  • Quando alguma mulher vier cumprimentá-lo, trate de esticar a mão direita para logo estabelecer que tipo de cumprimento se espera evitando assim calorosos e perigosos abraços.
  • Nunca dê carona sozinho para mulheres e evite ficar sozinho com elas (atenção professores, isso vale para atendimento aos alunos visto que é dificílimo se desvencilhar de uma acusação de assédio num local sem testemunhas).

Será natural, por outro lado, que se tenha amigas com quem converse na presença de sua esposa (ou namorada/noiva). Seria muito estranho, entretanto, que tratasse com elas no dia-a-dia em privado. Sendo sincero, gostaria que sua mulher conversasse frivolidades com outros homens todos os dias nas redes sociais? Espero que não!

Portanto, sigamos o conselho de São Josemaria Escrivá e tenhamos a “valentia de sermos covardes” pois, como diz o ditado popular, “a ocasião faz o ladrão”.

Uma amizade indispensável

Termino este texto comentando algo de que muitos se esquecem, amizade é amor mútuo e, portanto, se você é casado, tem uma grande amiga em casa: sua esposa. Os esposos, estes sim, podem (e devem) conversar e abrir os corações um para o outro. Devem tratar de tudo, desde problemas no trabalho e dificuldades com os filhos até, principalmente, questões da vida espiritual e de oração.

Almejemos, a exemplo de São Luís e Santa Zélia Martin, pais de Santa Terezinha, sermos almas que, unidas em matrimônio na terra, caminhem juntos a passos largos para a eternidade!

Esto Vir!

Autor: 


Referências

  • Caminho, São Josemaria Escrivá
  • As Crises Conjugais, Dom Rafael LLano Cifuentes

Mulheres, não assistam. Vocês não vão entender nada… Mas como vocês não conseguem deixar de ver, boa diversão.

Posted by Cleverson Fiuza on Sunday, December 30, 2018

Entrevista com Laura Tortorella, do instituto “Mulieris Dignitatem”

Por Carmen Elena Villa

Para que o homem e a mulher entendam melhor sua identidade, é necessário que olhem para si mesmos como seres criados à imagem e semelhança de Deus. Que descubram e valorizem seus próprios dons, que são enriquecidos quando se vive a reciprocidade.

As ideologias que recortam esta visão integral e que trazem consequências, como as conferências mundial do Cairo, em 1992, sobre o crescimento da população e a de Pequim, em 1995, sobre a “saúde sexual e reprodutiva”, reduzem de maneira alarmante a dignidade do homem e da mulher e promovem cada vez mais novas manifestações da “cultura da morte”.

Sobre este tema e sobre como assumir a masculinidade e a feminilidade de maneira integral,  Laura Tortorella, do instituto Mulieris Dignitatem para estudos sobre a identidade do homem e da mulher, da Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura – Seraphicum, responde a essa entrevista.

Laura Tortorella é diretora do programa de pós-graduação em “Gestão das crises pessoais e interpessoais”, que procura oferecer soluções às crises do ser humano nas diferentes etapas da vida.

-A Assembleia do Conselho de Estrasburgo aprovou um documento sobre a saúde sexual e reprodutiva. A seu ver, quais serão as consequências da posta em marcha deste documento sobre a mentalidade antivida e sobre o feminismo?

Laura Tortorella: O documento fala de “saúde sexual e reprodutiva” referindo-se à possibilidade dada também aos menores, sem informar os pais, de ter acesso à contracepção, ao aborto gratuito e seguro, à esterilização, à fecundação artificial e à livre “orientação sexual”. As consequências de tal documento serão certamente alarmantes: uma aliança (feministas de outras ideologias, lobby farmacêutico), a favor da “cultura da morte”.

-Passaram-se muitos anos desde a Conferência de Pequim sobre saúde sexual e reprodutiva. Como você acha que mudou a mentalidade no mundo com relação ao aborto como direito e à concepção da mulher?

Laura Tortorella: Os programas de ação da Conferência Mundial do Cairo e depois de Pequim contribuíram para criar um clima de “cultura da morte” e o próprio documento da Assembleia do Conselho da Europa, de Estrasburgo, que mencionamos antes, encontra pontos aí.

Está claro que tais ideologias marcaram e feriram profundamente os direitos da pessoa e o direito à vida. Nestes documentos, onde se fala de “direito à saúde sexual e reprodutiva”, na verdade se solicita não tanto o direito à saúde, e sim o direito ao aborto.

Penso que só se pode usar uma arma para deter esta cultura da morte: a formação, sobretudo das novas gerações, em uma cultura da vida. Todas as nações, especialmente as latino-americanas, que ainda conservam tantos valores, deveriam fazer respeitar o valor que ainda pode servir como gancho para salvar a sociedade inteira: a família. Isso se torna mais urgente que nunca, para defender a primeira célula da sociedade dos ataques que recebe.

É justamente na família que as novas gerações podem aprender a respeitar a vida humana. Pensemos na necessidade de uma nova vida, na demonstração cotidiana do cuidado, da educação, do amor recíproco, do respeito. Pensemos no fato de que, por exemplo, na família se aprende a acolher a morte e a entender seu sentido.

-Como este documento feriu o significado de homem e mulher, e da reciprocidade entre ambos?

Laura Tortorella: Pretendendo libertar a sexualidade de cada preocupação e temor, cancelam-se termos como “maternidade”, “paternidade”, “família”, “casamento”, “responsabilidade” no âmbito da sexualidade. Deixam de ser dons e se convertem em direitos, depois se transformam em necessidades, decisões, exigências dos adultos.

Neste clima, tanto o homem como a mulher veem ofuscada a verdade sobre eles mesmos (igual dignidade e queridos por Deus um para o outro), a ser chamados a restabelecer um humanismo que volte a amar a verdade, a única que fará brotar as verdadeiras perguntas, as que levam à compreensão do sentido e que tornam o homem verdadeiramente livre.

-A partir do programa que você dirige, “Gestão das crises pessoais e interpessoais”, como se pode enfrentar esta crise à luz do Evangelho e de uma ética cristã, sem reduzir o papel do homem ou da mulher?

Laura Tortorella: Muitas são as crises que a pessoa deve enfrentar em diferentes etapas da vida. Para gestioná-las, penso na importância de uma correta antropologia: formar as pessoas sobre alguns temas fundamentais e imprescindíveis para a vida.

Esta formação tem o valor pela vida concreta da pessoa porque não tira o foco da verdade: homem e mulher, criaturas de Deus, criados à sua imagem e semelhança. Somente colocando a originalidade masculina e feminina ao serviço do homem e promovendo o diálogo frutífero, a pessoa (homem e mulher), assim como a sociedade, conseguirão encontrar as respostas às aplicações práticas completas.

Creio que a mensagem central da Mulieris Dignitatem, a reciprocidade homem-mulher, pode ser a solução para restabelecer um equilíbrio na sociedade, que leve ao reconhecimento de valores comuns de referência para construir juntos a história: “humanidade significa chamado à comunhão interpessoal”. Os tempos parecem maduros e carregados de expectativas sobre um diálogo frutífero entre homem e mulher, baseado na reciprocidade, na mesma dignidade e na comunhão que leva à resolução de problemáticas atuais inseridas em um horizonte de sentido.

-Há alguns fenômenos aceitos socialmente, como o “direito à morte”, a fecundação in vitro, o não reconhecimento da dignidade do embrião. Como estes fenômenos afetam a psicologia da mulher?

Laura Tortorella: Afetam de maneira diferente o homem e a mulher, porque não levam em consideração a proteção da vida humana. Estas são tarefas comuns para o homem e a mulher. As consequências, quando falta um desses elementos, ainda são comuns hoje: o risco de ser vistos como objetos do mundo, que sabem manobrá-lo, mas inevitavelmente permanecem sufocados.

A maternidade, por exemplo, deveria voltar a ser um bem reconhecido. É a mentalidade que deve mudar novamente, voltando a apreciar a vida humana como o primeiro valor de uma sociedade que pretende ser considerada sociedade civil. Uma nova revolução do amor e de acolhimento da vida humana!

Anos de batalha e de reivindicação das feministas e de outras ideologias causaram um colapso da vida nas areias movediças da indiferença. As consequências disso são evidentes: direito à morte, fecundação in vitro, não reconhecimento da dignidade do embrião são somente algumas das problemáticas que surgem de uma mentalidade fechada na luta antivida.

Zenit

Mulheres, não assistam. Vocês não vão entender nada… Mas como vocês não conseguem deixar de ver, boa diversão.

Posted by Cleverson Fiuza on Sunday, December 30, 2018

Por Pe. Thomas Loya

Como sacerdote e pastor eu recebo frequentemente telefonemas do tipo: “Pe. Tom, posso ir vê-lo? Estamos com problemas no nosso casamento”. Esse telefonema quase sempre vem da mulher. Quando ela finalmente consegue me ver, trazendo seu relutante marido, eu escuto sua história, suas dores e feridas. Quando terminam de contar tudo eu ofereço uma afirmação que é ao mesmo tempo encorajadora e confusa: “Não há problemas de casamento”.

É isso mesmo. Você leu direito:Não existem essas coisas chamadas “problemas no casamento”. Eu digo para o casal: “Vejam, o que normalmente chamamos de problema no casamento na verdade são problemas naquilo que se conhece como teologia do corpo. É uma questão de quem é o homem para a mulher e quem é a mulher para o homem. Se entendermos isso, tudo na vida irá bem. Se entendermos errado, tudo irá errado no mundo. Isso porque a pessoa humana é um microcosmos do universo, e o universo é um microcosmos da pessoa humana. A resposta para a questão “quem é o homem para a mulher e quem é a mulher para o homem” na verdade está revelada na linguagem dos nossos corpos de homem e de mulher, e portanto, em uma teologia do corpo.

A Teologia do Corpo nos dá o “por quê” escondido por trás de um ser humano, homem e mulher. A razão pela qual podemos confiar em nossos corpos como fonte de revelação da verdade é que, convenhamos, seja qual for a pessoa, qual religião tenha, qual sua etnia, profissão, seja rico ou pobre, todos temos um corpo, e este corpo é de homem ou de mulher. Enquanto seres humanos, nós fomos feitos de maneira integrada, e não compartimentalizada ou fragmentada. Por isso nossos corpos sexuados foram feitos para interagir de modo consistente com nosso coração, mente, emoções, ou seja, com todo o modo com que nos relacionamos com a realidade.

Não poderemos saber como ser homem e mulher enquanto não soubermos porque ser homem e mulher.

As feridas que aparecem em um relacionamento como o matrimônio são, na verdade, uma questão do homem e da mulher não saberem porque são homem e mulher. Isso leva a não saberem como ser homem e mulher, o que por sua vez leva a não saberem como ser um para o outro. Eles falham em ser complemento um para o outro naquilo para que foram feitos: ajudar a preencher as legítimas necessidades um do outro, e essas necessidades estão estampadas nos próprios corpos de homem e de mulher. Quando essa falha acontece, um processo de ferida emocional se inicia, e com o tempo resulta no que comumente chamamos de “problemas no casamento”.

Nossos corpos na verdade falam uma linguagem. Eles apontam para realidades transcendentes; o verdadeiro significado por trás de ser homem e mulher. A felicidade em um relacionamento, na verdade em toda a vida, resume-se a saber se estamos falando a verdade com nossos corpos, ou se estamos falando uma mentira.

Então, que linguagem é essa que nossos corpos de homem ou mulher podem falar? O que é a Teologia do Corpo, e para onde ela aponta? ]

Nossos corpos masculino e feminino, precisamente pelo fato de serem sexuados, falam de uma linguagem de entrega, de dom. Os seres humanos descobrem quem realmente são apenas quando fazem de si próprios uma entrega (dom, doação) sincera para o outro. Isso está estampado em nossos próprios corpos de homem ou mulher. 

O corpo de um homem, por exemplo, não faz sentido a não ser em relação com o corpo de uma mulher, e vice-versa. As próprias partes do corpo de um homem são feitas de modo que possa se doar (fazer de si um dom) para uma mulher. O corpo de uma mulher é feito de modo que, por sua vez, ela possa fazer de si uma entrega ao homem. Essa é a única coisa que tem pleno sentido nas partes de seu corpo que caracterizam seu sexo. Os corpos masculino e feminino foram feitos para se ajustarem um ao outro. Mas junto com o corpo vem a mente, o coração, as emoções, na verdade vem nosso ser por inteiro.

Há todo um mundo de coisas a serem descobertas na linguagem dos nossos corpos. E essa linguagem detém o segredo para casamentos e relacionamentos felizes. Ela responde a questão: “Quem é o homem para a mulher, e quem é a mulher para o homem?”
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Do site: Theology of the Body .net