Mulheres, não assistam. Vocês não vão entender nada… Mas como vocês não conseguem deixar de ver, boa diversão.

Posted by Cleverson Fiuza on Sunday, December 30, 2018

Por Pe. Thomas Loya

Como sacerdote e pastor eu recebo frequentemente telefonemas do tipo: “Pe. Tom, posso ir vê-lo? Estamos com problemas no nosso casamento”. Esse telefonema quase sempre vem da mulher. Quando ela finalmente consegue me ver, trazendo seu relutante marido, eu escuto sua história, suas dores e feridas. Quando terminam de contar tudo eu ofereço uma afirmação que é ao mesmo tempo encorajadora e confusa: “Não há problemas de casamento”.

É isso mesmo. Você leu direito:Não existem essas coisas chamadas “problemas no casamento”. Eu digo para o casal: “Vejam, o que normalmente chamamos de problema no casamento na verdade são problemas naquilo que se conhece como teologia do corpo. É uma questão de quem é o homem para a mulher e quem é a mulher para o homem. Se entendermos isso, tudo na vida irá bem. Se entendermos errado, tudo irá errado no mundo. Isso porque a pessoa humana é um microcosmos do universo, e o universo é um microcosmos da pessoa humana. A resposta para a questão “quem é o homem para a mulher e quem é a mulher para o homem” na verdade está revelada na linguagem dos nossos corpos de homem e de mulher, e portanto, em uma teologia do corpo.

A Teologia do Corpo nos dá o “por quê” escondido por trás de um ser humano, homem e mulher. A razão pela qual podemos confiar em nossos corpos como fonte de revelação da verdade é que, convenhamos, seja qual for a pessoa, qual religião tenha, qual sua etnia, profissão, seja rico ou pobre, todos temos um corpo, e este corpo é de homem ou de mulher. Enquanto seres humanos, nós fomos feitos de maneira integrada, e não compartimentalizada ou fragmentada. Por isso nossos corpos sexuados foram feitos para interagir de modo consistente com nosso coração, mente, emoções, ou seja, com todo o modo com que nos relacionamos com a realidade.

Não poderemos saber como ser homem e mulher enquanto não soubermos porque ser homem e mulher.

As feridas que aparecem em um relacionamento como o matrimônio são, na verdade, uma questão do homem e da mulher não saberem porque são homem e mulher. Isso leva a não saberem como ser homem e mulher, o que por sua vez leva a não saberem como ser um para o outro. Eles falham em ser complemento um para o outro naquilo para que foram feitos: ajudar a preencher as legítimas necessidades um do outro, e essas necessidades estão estampadas nos próprios corpos de homem e de mulher. Quando essa falha acontece, um processo de ferida emocional se inicia, e com o tempo resulta no que comumente chamamos de “problemas no casamento”.

Nossos corpos na verdade falam uma linguagem. Eles apontam para realidades transcendentes; o verdadeiro significado por trás de ser homem e mulher. A felicidade em um relacionamento, na verdade em toda a vida, resume-se a saber se estamos falando a verdade com nossos corpos, ou se estamos falando uma mentira.

Então, que linguagem é essa que nossos corpos de homem ou mulher podem falar? O que é a Teologia do Corpo, e para onde ela aponta? ]

Nossos corpos masculino e feminino, precisamente pelo fato de serem sexuados, falam de uma linguagem de entrega, de dom. Os seres humanos descobrem quem realmente são apenas quando fazem de si próprios uma entrega (dom, doação) sincera para o outro. Isso está estampado em nossos próprios corpos de homem ou mulher. 

O corpo de um homem, por exemplo, não faz sentido a não ser em relação com o corpo de uma mulher, e vice-versa. As próprias partes do corpo de um homem são feitas de modo que possa se doar (fazer de si um dom) para uma mulher. O corpo de uma mulher é feito de modo que, por sua vez, ela possa fazer de si uma entrega ao homem. Essa é a única coisa que tem pleno sentido nas partes de seu corpo que caracterizam seu sexo. Os corpos masculino e feminino foram feitos para se ajustarem um ao outro. Mas junto com o corpo vem a mente, o coração, as emoções, na verdade vem nosso ser por inteiro.

Há todo um mundo de coisas a serem descobertas na linguagem dos nossos corpos. E essa linguagem detém o segredo para casamentos e relacionamentos felizes. Ela responde a questão: “Quem é o homem para a mulher, e quem é a mulher para o homem?”
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Do site: Theology of the Body .net

 

Autor: Steve Pokorny

As mulheres possuem uma habilidade maior para fazer amizade e para ser amiga. Elas mostram interesse umas nas outras, gostam de trocar informações pessoais. Perseguem com sinceridade o conhecimento da outra pessoa para além da apresentação externa.

Os homens, por outro lado, são primariamente interessados no mundo exterior. Por natureza, os homens focam mais no “que” ao invés do “quem”, na vida. É claro, eu não estou dizendo que os homens não possuem habilidade de “cuidar”. Estou apenas ressaltando que as mulheres têm mais facilidade do que os homens na amizade.

Os homens se conhecem uns aos outros mais pelas ações do que pela conversa. Eles não se sentam e ficam trocando ideias sobre o que sentem por dentro, ou seus gostos e desgostos. Eles apenas agem, e falam dentro de situações, e o conhecimento sobre o homem se revela durante o processo.

Por que é tão importante considerar isso? Porque em namoros e no casamento pode haver uma preocupação excessiva por parte das mulheres, por elas desejarem que o homem seja o “melhor amigo” em um nível tal que é provavelmente fora da realidade. Sou totalmente a favor da amizade no namoro e no casamento, mas a amizade necessária para o casamento precisa ser definida e compreendida.

Não pode ser entendida como se a mulher fosse conseguir uma pessoa com quem pudesse conversar todo tempo que quisesse, e sobre qualquer coisa. Para conhecer qualquer pessoa de verdade, inevitavelmente terá que haver conversação falada. A razão é que nunca se pode conhecer “realmente” o que uma pessoa está falando ou experimentando no nível pessoal, ou porque fez algo, se a pessoa não falar. As ações podem sim revelar verdades sobre a pessoa, mas as ações sozinhas não bastam para trazer todas as informações sobre a pessoa inteira. Então, os homens têm que falar e ser capazes de manter conversas com as mulheres.

Por definição, uma pessoa é um ser que age. Então, o que uma pessoa faz transmite muito do que ela é. Entretanto, como seres humanos, temos uma natureza humana decaída, que nos inclina ao pecado. E, de fato, pecamos todos os dias.

Agora, os nossos atos pecaminosos devem definir quem somos como pessoas? Seria injusto se fosse assim, porque todos têm a liberdade, caso abandone a graça, de ser perdoado e ter uma nova chance.

A maneira com que se recupera dessas quedas diz muito mais sobre a pessoa. Obviamente, alguém que continue fazendo as mesmas coisas repetidamente provavelmente não vai parar de fazê-las. Portanto, as ações devem ser julgadas periodicamente, ao invés de apenas em momentos.

Essa é a cortesia que os homens precisam desesperadamente receber das mulheres hoje em dia porque os homens são mais orientados para a ação do que as mulheres. Portanto, os homens estão mais propensos a fazer coisas estúpidas do que as mulheres. Os homens precisam de uma paciência extra das mulheres, se ele for tentar atingir o nível de amizade que as mulheres desejam.

As mulheres têm que entender, entretanto, que os homens, tipicamente, não “precisam” do tipo de amizade profunda que as mulheres desejam. É por isso que é importante para as mulheres ter amigas mulheres próximas. Há necessidades que as mulheres têm, a nível de amizade, que não se pode esperar ser preenchida por um homem.

Eu compreendo que há um ideal no casamento moderno que o homem e a mulher sejam algo como “melhores amigos”, mas isso não deve nos distrair dos aspectos práticos da vocação matrimonial aos olhos de Deus. Os dois se tornam uma só carne, mas não uma só pessoa. Sempre haverá dois indivíduos únicos no casamento, o que significa que a pessoalidade de ambos sempre vai estar se desenvolvendo e se formando. A ligação de amizade no matrimônio traz amor, segurança, sacrifício, e interesse no bem do outro. Nessa amizade só se cresce juntos.

Mas é impossível a um homem preencher completamente uma mulher, assim como é impossível a uma mulher preencher completamente um homem. Acima de tudo, só Deus pode preencher completamente uma pessoa. Isso é dado. Mas também, as pessoas precisam de outras pessoas para fazê-las sempre continuar sendo pessoas inteiras.

A amizade no casamento não significa possuir cada pequeno pedaço de informação sobre o outro, nem fazer todas as coisas juntos, senão o amor não seria verdadeiro ou real. Há casais que realmente parecem ser assim. Porém, muitos bons casais terminaram seus relacionamentos por não serem assim. E isso é errado.

As mulheres vão ter dificuldades em encontrar um homem que deseje contar tudo e queira fazer tudo com ela. Alguns homens podem gostar de ser assim, mas não a maioria. Os homens definitivamente têm que se abrir mais para as mulheres, mas as mulheres definitivamente precisam de uma amiga para ter com quem abrir o coração, e falar sobre tudo.

Tipicamente as mulheres encontram isso em uma outra mulher. É por isso que, quando cada cônjuge tem seus amigos (a mulher, amigas mulheres; o homem, amigos homens) nesse caso há muitos casamentos felizes. Essas amizades fora do casal dão força para a pessoa e os fazem ser melhor cônjuge um para o outro.

As mulheres não deveriam cobrar demais dos homens para serem os amigos que precisam para conversar. Mas os homens precisam, sim falar mais com as mulheres. Muitas vezes o homem sequer sabe muito bem o que se passa em seu interior para compartilhar com alguém. As mulheres precisam ter paciência com isso.