Você ama a sua mulher?

Você ama a sua mulher?A melhor aula sobre liderança e a importância de consistência em tudo que importa na vida em apenas 5 minutos.

Posted by Ricardo Amorim on Wednesday, January 30, 2019

A médica Michelle Cretella, presidente do American College of Pediatricians, publicou no site The Daily Signal uma reflexão fundamentada em dados científicos na qual denuncia a infiltração da ideologia de gênero no campo da pediatria. Segundo ela, essa ideologia distorceu de tal maneira os diagnósticos infantis que pode-se dizer que nos últimos anos tem sido praticado “um abuso de menores institucionalizado” e “em larga escala”.

Cretella explica que desde 2013 o que se chamava “transtorno de identidade de gênero” passou a ser chamado de “disforia de gênero”. Há nos Estados Unidos mais de 200 programas de formação de pediatras que abordam a questão baseados na premissa de que, se as crianças “insistem consistente e persistentemente” que não são do gênero associado ao seu sexo biológico, então são inatamente transgêneros.

A médica relata oito fatos científicos que contradizem as alegações dos promotores da ideologia de gênero. “A investigação científica e os fatos falam de uma história diferente”, diz Cretella. “O que acontece é que se está usando o mito de que se nasce transgênero para justificar uma experimentação massiva, incontrolada e inconsequente sobre as crianças”. Confira:

  1. Estudos com gêmeos provam que ninguém nasce trans

Para Cretella, os estudos neurológicos que sugerem que algumas pessoas nascem com um cérebro transgênero “têm sérios defeitos e não provam nada”. Mais confiáveis são os estudos com gêmeos, largamente usados para discernir quais fatores, biológicos ou não, contribuem para que determinado traço se manifeste. Se o DNA e os hormônios pré-natais determinassem a transgeneridade, “deveríamos esperar que em quase 100% dos casos se um gêmeo se identificasse como transgênero o outro faria o mesmo”, diz a médica. Porém, o maior estudo já realizado sobre gêmeos e transgeneridade, publicado pelo médico Milton Diamond em 2013, aponta que em apenas 28% dos casos em que um dos gêmeos é transgênero o outro também é.

  1. A identidade de gênero é maleável, sobretudo nos jovens

A médica faz notar que o Manual de Sexualidade e Psicologia da Associação Pediátrica Americana admite que 75% a 95% das crianças e adolescentes que expressam algum tipo de confusão sobre a sua identidade sexual a superam. “A imensa maioria acaba aceitando o seu sexo biológico no fim da adolescência, depois de ter passado de forma natural pela puberdade”, afirma Cretella. A prescrição de medicamentos bloqueadores da puberdade para pacientes dessa idade é, pois, claramente uma prática nociva.

  1. Os bloqueadores da puberdade não são medicamentos seguros para esse fim

Como se não bastasse a promoção da confusão entre os jovens, um estudo publicado na revista The New Atlantis aponta que os bloqueadores da puberdade, mesmo sendo seguros para os casos de tratamento da puberdade precoce, não têm igual segurança para o caso de “crianças psicologicamente normais com disforia de gênero”, diz Cretella. Eles aumentam “o risco de fraturas dos ossos no começo da vida adulta, de obesidade e de câncer testicular, além de terem um impacto no desenvolvimento psicológico e cognitivo”. A revista Psychoneuroendocrinology publicou em 2006 e 2007 relatórios de anormalidades cerebrais entre homens adultos que tomaram bloqueadores por razões ginecológicas.

  1. Não existem casos de crianças com disforia que tenham deixado de usar medicamentos hormonais

Ao contrário do que dizem os seus promotores, o abandono do uso de bloqueadores da puberdade não é nada fácil. Não há casos registrados de crianças com disforia de gênero que tenham deixado de tomar medicamentos do tipo. Todos continuam tomando hormônios de cruzamento sexual depois dos bloqueadores. O único estudo já realizado que acompanhou crianças assim diagnosticadas que foram tratadas com bloqueadores relatou que 100% delas continuou expressando a identidade de transgênero e passou a ingerir hormônios de cruzamento hormonal. Para Cretella, “isso sugere que o protocolo médico em si mesmo pode levar os jovens a se identificar como transgênero”.

  1. Os hormônios de cruzamento sexual são perigosos para a saúde

Os estudos sobre a ingestão desses hormônios são claros: os riscos incluem doenças cardíacas, hipertensão arterial, coágulos de sangue, diabetes e câncer.

  1. A capacidade de avaliação dos riscos é pouco desenvolvida em adolescentes

Há estudos que apontam que pessoas com menos de 21 anos têm menos capacidade de avaliar os riscos de suas decisões. Isso sublinha que há um problema ético sério em permitir que pacientes tão jovens passem por procedimentos irreversíveis como esses.

  1. Não há provas de que o tratamento previna o suicídio entre os adolescentes

Um dos argumentos mais usados para justificar as terapias transgênero em idade precoce é a prevenção do suicídio. Chega-se a acusar quem se opõe a essas práticas de incentivar o suicídio. “Não há provas de que a perseguição e a discriminação, e muito menos a falta de afirmação trans, sejam a principal causa de suicídio em qualquer grupo minoritário”, diz Cretella. “Mais de 90% das pessoas que se suicidam têm diagnóstico de desordem mental e não há provas de que entre adolescentes com disforia de gênero essa porcentagem seja diferente”.

  1. Trocar de sexo não previne o suicídio

Ao contrário, os números apontam um grave problema: “A taxa de suicídio entre adultos que realizam a cirurgia de troca de sexo é 20 vezes maior do que na população geral – inclusive na Suécia.

Fonte: Actuall. via Sempre Família

Conexões com amigos podem facilitar o vício em pornografia, disse um usuário em recuperação:

Há muitos lugares onde você pode substituir pela dependência da pornografia. Sair e ler em uma biblioteca ou livraria, ou levar uma revista para a Starbucks ou um banco do parque. Ou apenas faça longas caminhadas do lado de fora da sua casa. Acho que fazer disso um hábito ajuda a me tirar da cabeça as imagens que toda hora vem à tona.

O contato com pessoas reais ajuda no processo de recuperação. Feridas curam duas vezes mais rápido com companheirismo em comparação ao isolamento. O toque caloroso entre casais casados ​​reduz várias medidas de estresse. Conexões emocionais próximas estão associadas a taxas mais baixas de dependência e depressão. Enfim, evitar a solidão e buscar a companhia de pessoas parece ser fundamental!

Os seres humanos não podem regular seus humores sozinhos, pelo menos não por muito tempo. Prisioneiros em confinamento solitário geralmente enlouquecem. Em outras palavras, é normal sentir-se ansioso ou deprimido quando isolado. Como Philip J. Flores nos lembra em seu livro, “O contato com outras pessoas não é apenas uma boa ideia; é a lei. “Também é um dos melhores seguros de saúde que o planeta oferece. A conexão ajuda a reduzir o hormônio cortisol, que pode enfraquecer nosso sistema imunológico sob estresse”. O psicólogo e neurocientista, James A. Coan, do New York Times, explica que “é muito menos desgastante se tivermos alguém por perto nos ajudando a se regular e distrair”.

Quando os usuários em recuperação forçam sua atenção para longe de seu “alívio” habitual, seus circuitos de recompensa procuram outras fontes de prazer. Primeiro, ele se desespera pra se sentir bem novamente, mas acaba descobrindo as recompensas naturais que desenvolveu e assim pode substituir: interação amigável, parceiros de verdade, tempo na natureza, exercício, realização, criatividade e assim por diante.

Você pode acelerar o processo de recuperação e começar a receber as recompensas neuroquímicas naturais que vêm da conexão com os outros. O tempo social com os amigos é ótimo.

Dicas gerais:

  1. Busque um bom padre e faça sua confissão. Peça perdão a Deus por suas falhas, o Padre ouvirá atentamente e o aconselhará. Ele jamais abrirá para outra pessoa o que disser a ele. Um bom padre é melhor que infinitos psicólogos e é gratuito.
  2. Faça exercícios físicos pelo menos 3x na semana como a corrida ou a natação. Evite frequentar locais onde estejam pessoas sensualmente vestidas como certas academias e praias lotadas, isto afetará seu imaginário e, consequentemente, trocará um problema pelo outro.
  3. Tome banho gelado sempre. Use esta técnica quando sentir que as imagens estão lhe sugerindo que caia no erro.
  4. Fique longe dos locais onde você geralmente consegue se isolar para masturbar-se substituindo por encontros amigáveis.
  5. Fonte original em Inglês AQUIFonte traduzida no Brasil AQUI

A abstinência sexual é a atitude que se espera de todo homem católico solteiro, independente de sua orientação sexual. Isso se aplica a atração heterossexual ou homossexual. O artigo abaixo, publicado pelo “Courage” foca em homens com AMS ( atração pelo mesmo sexo) 

***

Harvey, John Francis O.S.F.S. Apostolado Courage

Em resposta à dificuldade encontrada por um indivíduo que não tem conseguido, por qualquer motivo, livrar-se da condição da homossexualidade e compreende que a única maneira de viver o mandato divino da castidade é através da prática da abstinência sexual, faço as seguintes observações.

(1)  A abstinência sexual significa precisamente evitar os atos genitais (…)

(2)  Tal abstinência sexual se transforma numa forma de amor se a motivação é o amor a Jesus Cristo. Desta forma, a abstinência sexual se transforma no celibato consagrado. É o único motivo efetivo, porque nem mesmo o medo da morte faz com que as pessoas deixem de procurar a satisfação sexual.

(3)  Dever-se-ia evitar transformar a prática do celibato num fardo pesado.(…)  Deve-se fortalecer seu amor por Cristo através do hábito diário da oração mental, também conhecida como oração do coração e através da formação das amizades castas, que começam, muitas vezes, em grupos de apoio espiritual, como os do Courage.

(4)  Deve-se criar uma estratégia espiritual para lutar contra os ataques de solidão, inquietações e desânimo. É importante ter um diretor espiritual ou um amigo a quem chamar. Também pode-se ir ao Santíssimo Sacramento e falar com Nosso Senhor sobre a situação. Desta forma permanece-se no mundo real, em vez de permanecer no mundo da fantasia e do isolamento.

(5)  Como outros escritores salientaram, como o Reverendo Benedict Groeschel e William Consiglio, por exemplo, deve-se estar atento às mudanças perigosas de ânimo que, no passado, desencadearam lutas com a masturbação, a procura por parceiros sexuais ou a satisfação com pornografia. Quando estas coisas acontecem, deve-se imediatamente voltar para a realidade.

Enquanto há a dificuldade em se viver uma vida celibatária em nossa cultura hipersexualizada, tal forma de vida tem sido vivida, por meio da graça de Deus, por muitos cristãos através de toda a história da Igreja. Na tradição católica, o celibato consagrado tem sido sempre tido em alta consideração. Ao contrário da opinião corrente, não é necessário ser um monge, uma monja ou um sacerdote para viver este tipo de vida. Para aqueles que realmente querem ser celibatários, a graça de Deus está sempre presente. Deus sempre dá ao indivíduo a graça suficiente para cumprir com a lei moral, como Santo Agostinho ensinou: “Deus não ordena coisas impossíveis e, ao ordenar, Ele nos admoesta a fazer aquilo que podemos fazer e procurar a Sua graça para fazer aquilo que não podemos fazer”.

Entre os propagandistas do estilo de vida gay, o celibato é visto como uma forma de suicídio sexual, uma privação do poder de amar, mas tudo isso é um mito. O celibatário não deve renunciar jamais à habilidade de amar. Seu celibato expande a sua capacidade de amar a Deus e ao próximo. A vida dos santos celibatários e a vida de muitas pessoas celibatárias só podem ser compreendidas à luz do seu amor por Deus e pelas pessoas por elas cuidadas. Como muitos outros, os ativistas da causa gay confundem o amor humano com a satisfação sexual-genital.

***

Se a orientação homossexual é uma “desordem objetiva”, como a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé afirma em sua “Carta para os Bispos da Igreja Católica sobre o Cuidado Pastoral para Pessoas Homossexuais”, então os católicos com AMS não estão obrigados a procurar uma mudança de orientação sexual?

Eu respondo que uma obrigação não vincula em consciência exceto se a lei moral o exigir claramente e a pessoa for capaz de assumi-lo. Assim, a pessoa com tendências homossexuais está obrigada a viver a abstinência sexual através do preceito evangélico da prática da castidade, mas não há a obrigação de tomar passos em direção à mudança de sua orientação. Por mais que tal mudança seja desejável, não podemos dar nenhuma garantia, no presente estado do nosso conhecimento, de que se alguém decide seguir um certo programa e plano de vida para mudar sua orientação, de que isso certamente ocorrerá. Dessa forma, não pode ser provado que tal mudança acontecerá inevitavelmente se fizermos certas coisas, não se pode impor a obrigação de seguir certos passos para tal mudança. O princípio ético básico aplicável a esta situação é que não se pode impor uma obrigação a menos que se esteja certo que ela exista.

Mesmo que um programa particular sob a direção de um terapeuta de grande reputação tenha funcionado na maioria dos casos e poderia ser considerado como um método com grande probabilidade de ser benéfico a um determinado indivíduo, tal programa pode ainda ser visto como opcional e extraordinário para este indivíduo por várias razões, das quais não menos importante é o custo financeiro. Muito menos, então, pela questão da obrigação.

Pessoas Jovens

Pessoas jovens, no entanto, deveriam ser encorajadas a procurar a libertação da condição homossexual, porque elas têm uma maior probabilidade de serem castas agora se tiverem uma visão esperançosa do futuro. Na opinião do Dr. Jeffrey Satinover, que trabalha com Leanne Payne, a esperança da mudança é a questão principal para muitos jovens que lidam com desejos homossexuais. Não é melhor lutar para sair da condição do que resignar-se à situação como uma cruz que deverá ser carregada pelo resto da vida? Uma pessoa jovem, acreditando que não pode se livrar de sua condição é vulnerável à propaganda gay, a qual afirma que a homossexualidade é uma variante natural da heterossexualidade e que o estilo de vida gay é uma alternativa ao casamento.

A pessoa com orientação homossexual vive em ocasião de pecado num sentido especial, quer dizer, a ocasião de pecado está em seu próprio coração e mente. Ela pode encontrar-se imersa em formas homossexuais de pensar e agir. Isto significa que é necessário livrar-se da literatura e mídia homossexuais, evitar bares, cinemas e casas de banho gays; cortar grandes apegos emocionais a pessoas do mesmo sexo e afastar-se de grupos homófilos. Isto será doloroso e difícil, porque estas pessoas e locais forneceram à pessoa homossexual um pequeno alívio psicológico quanto à questão do isolamento, mas esta é a parte do preço que a pessoa tem que pagar para ganhar novamente controle sobre a sua vida interior para, assim, possuir a castidade interior, ou a castidade do coração. Remover meramente as ocasiões de pecado, no entanto, não é o suficiente; como Cristo diz, “Ora, o que sai do homem, isso é o que mancha o homem. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem”. (Mc 7: 20-23).

Pessoas mais velhas

É hora de considerar as visões dos membros mais velhos do Courage no que concerne à possibilidade de mudança de orientação. Alguns dos que tem acima de trinta anos procuram mudar a sua orientação através de terapia profissional, oração e grupo de apoio; a maioria, no entanto, está satisfeita com o desenvolvimento de uma vida de castidade interior. Muitos percebem a mudança de seus pensamentos e padrões sentimentais como algo mais difícil, pois tais hábitos tornaram-se mais entranhados ao longo dos anos.

Outros ainda sofreram uma lavagem cerebral ao aceitar, do establishment psicológico, o mito de que “é impossível mudar a sua orientação”. Desta forma, alguns se tornam desanimados após anos de terapia profissional e milhares de dólares desperdiçados naquilo que não fez com que eles se tornassem heterossexualmente disponíveis para o casamento, não percebendo nenhuma mudança significativa em suas maneiras de pensar e sentir.

Nesse momento de suas vidas, estas pessoas mais velhas têm que escolher entre voltar ao seu estilo de vida homossexual anterior ou procurar viver uma vida de abstinência sexual por amor a Cristo. Muitos membros mais velhos do Courage procuram desenvolver uma vida interior de oração com Cristo. (…)  estão decididos a viver uma vida de abstinência sexual.

Por esta razão o Courage não faz com que a mudança de orientação seja um objetivo obrigatório. Ao mesmo tempo, o Courage coloca uma grande ênfase na necessidade de se afastar completamente dos estilos homossexuais de se pensar e sentir. Pessoas que aspiram aos estudos para o sacerdócio ou a vida religiosa deveriam tomar os meios acima mencionados para repudiar o estilo de vida gay e deveriam estudar o ensinamento oficial de Igreja no que concerne a problemática do comportamento homossexual.

Outra objeção ao posicionamento de que alguém não está estritamente obrigado a mudar sua orientação sexual é que a vivência da castidade, enquanto se permanece na condição homossexual, implica em não ter uma cura completa, pois não se é espiritualmente inteiro até que se tenha adquirido a orientação heterossexual. Acredito que a melhor forma de responder a esta objeção é através da distinção entre a cura espiritual e a cura psicológica.

Com cura psicológica da homossexualidade, quero dizer que um indivíduo tornou-se agora predominantemente heterossexual nos padrões de fantasia, pensamento e emoções, enquanto pode haver vestígios da fantasia e desejo homossexuais sem tentações mais sérias direcionadas à luxúria homossexual.

Com cura espiritual,quero dizer que um indivíduo tornou-se interiormente casto, mesmo que ainda sofra ocasionalmente tentações sérias relacionadas a prazeres homossexuais, a despeito de seus esforços sinceros para evitar ocasiões de pecado; ou não se desenvolve nenhuma atração física a pessoas do outro sexo, a despeito do fato de que não se é mais atraído, de forma carnal, a pessoas do mesmo sexo.

No meu trabalho pastoral encontrei muitas pessoas que vivem uma vida de castidade interior, a despeito de diversas tentações. Estes indivíduos comungam diariamente, vivendo uma vida de comunhão com Cristo. Eles estão curados espiritualmente, mas não psicologicamente, apesar de quererem estar curados também psicologicamente. Além da questão da homossexualidade, está claro que alguns dos santos sofreram severas tentações de impureza que, pela graça de Deus, conseguiram vencer. Eles foram espiritualmente, mas não necessariamente psicologicamente curados. (…)  Em nossa fragilidade humana, a cura psicológica nem sempre acompanha a cura espiritual que vem através da graça divina.

Outra objeção feita ao posicionamento do Courage de que “não se é obrigado a participar de programas designados à mudança de orientação sexual é que alguém pode ser curado plenamente de sua orientação se essa pessoa tem uma fé mais profunda” . Esta afirmação não tem respaldo na teologia católica. E pode levar a julgamentos cruéis sobre muitos homens e mulheres que eu tenho conhecido que praticam sua fé com assiduidade, mas não conseguiram realizar a jornada em direção à orientação heterossexual, a despeito da sua vontade.

Uma objeção final à nossa posição é que é ” praticamente impossível praticar a abstinência sexual por um período extenso de tempo a menos que se tenha professado votos religiosos ou prometido viver o celibato clerical. O celibato não é, definitivamente, para o laicato católico, porque eles não possuem o carisma dado a religiosos e sacerdotes; consequentemente, na situação de pessoas com tendências homossexuais, é razoável estabelecer-se com um amante no lugar de envolver-se com a promiscuidade, com o perigo da AIDS”.  Eu já afirmei anteriormente a premissa oculta nesta objeção. Se a castidade é uma obrigação imposta a todas as pessoas em todas as vocações, então segue-se que Deus dará a cada pessoa a graça suficiente para observar este mandato divino. Dizer o contrário é contradizer o solene ensinamento da Sexta Sessão do Concílio de Trento e Santo Agostinho, como se fez referência anteriormente. É incrível como a falsa ideia de que apenas religiosos e sacerdotes possuem o carisma da completa castidade se espalhoua entre os fiéis. Deus dá o dom do celibato a todos que o pedem.

Precisamos fazer um trabalho melhor no que concerne ao ensinamento do significado positivo do celibato, não apenas entre os leigos, mas também entre os seminaristas e sacerdotes. Como já vimos, o celibatário precisa aceitar este dom interiormente e vive-lo alegremente, pois ou o celibato é um ato de amor por Cristo ou é uma concha vazia. É uma outra forma de expressão da sexualidade, como São João Paulo II salientou em Familiaris Consortio: “O Casamento e a virgindade, ou celibato, são duas formas de expressão e vida de um único mistério da aliança de Deus com o Seu povo” (nº 16).

O coração do celibatário é o cultivo da relação nupcial com Jesus Cristo. A forma como trazemos esta relação com Cristo em nosso ministério e em todas as nossas relações é discutida em muitos autores espirituais. Gostaria de recomendar três: A Coragem de Ser Casto, de Benedict Groeschel, C.F.R; Celibato, Oração e Amizade, Christopher Kiesling, O.P; e O Coração Inquieto: Reflexões sobre o Amor e a Sexualidade, Jordan Aumann, O.P., e Dr. Conrad Baars.

(Harvey, John Francis O.S.F.S. – The Truth about Homosexuality – The Cry of the Faithful – A verdade sobre a homossexualidade – o grito dos fiéis)

Resgatando uma excelente entrevista com Aquilino Polaino-Lorente, professor de Psicopatologia sobre o celibato sacerdotal

Por Carmen Elena Villa

Realizou-se na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, em 2010, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.

Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.

Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.

Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.

O professor Polaino explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, pode levar a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.

“Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.

-O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso?

Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadores da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.

-Que meios o sacerdote deve por para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?

Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não se sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.

-Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?

Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.

-Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?

Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.

-O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?

Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.

-A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?

Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.

Zenit

Pq os homens vivem menos? Sei lá kkk

Posted by Apenas Homens 3.0 on Wednesday, January 9, 2019

Ontem à noite cheguei em casa com meu filho de 8 anos – nossos braços cheios de mantimentos – quando ele abriu a porta e proclamou: primeiro as damas. Naquele instante ele me deu um vislumbre do homem que estamos tentando preparar para o futuro, e eu não poderia ficar mais feliz.

Foi um daqueles bonitos – embora raros – momentos de mãe em que você sente que fez algo. Infelizmente, no meu caso, este eufórico momento-mãe durou apenas dois minutos. Um flash trouxe-me de volta à terra: recordei-me do recente episódio em que meu filho de 10 anos, cansado após a aula de educação física, queixou-se em voz alta de ter de se levantar para dar lugar a uma senhora idosa no metrô. Há ainda algum trabalho a ser feito, pensei. Os bons modos são o que fazem nascer um homem e eu, como mãe, tenho uma enorme responsabilidade em ajudar a tornar esse homem.

Mas eu gostaria de ir um pouco além. Quero que meus mini-homens se tornem cavalheiros, o que é uma distinção muito importante.

Isso pode parecer um pouco antiquado em uma sociedade moderna, onde estamos constantemente lutando pela igualdade entre os sexos. Mas eu não me sentiria menos igual ou enfraquecida se um homem me oferecesse seu assento; eu me sentiria tocada por uma ação atenciosa. Ceder o lugar para uma mulher, ou para alguém com necessidade, é um gesto generoso que eu gostaria que meus filhos fizessem para mim. Então por que não deveriam fazê-lo para os outros? Estou tentando ensiná-los a refletir sobre o que eu aprecio. E como eles ainda não são completamente adolescentes, quem sabe se importem mais tarde.

A razão pela qual eu também sou insistente em propor um nível moderado de bons costumes em meus filhos é que eu admiro o que a verdadeira arte da cavalaria representa. Embora ela se origine nos tempos medievais, de acordo com o site Chivalry Now , aderindo a este código de conduta “os homens são chamados a ser sinceros, leais, corteses com os outros, companheiros para as mulheres, defensores da justiça e defensores dos mais frágeis . Também se espera que eles evitem escândalos”. Como não apreciar isso?

Este código favorece que o cavalheirismo desempenhe um charmoso papel entre homens e mulheres, especialmente como auxiliar no namoro, por exemplo. Ele ajuda no estabelecimento do contato inicial entre duas pessoas, normalmente envolvendo contato com os olhos, e muitas vezes um sorriso – o suficiente para fazer vibrar o coração de uma garota. No entanto, estou ciente de que estamos no século XXI. Não esperamos cavaleiros com armadura brilhantes colocando suas capas sobre poças.

Apesar disso, há os antigos clássicos que eu realmente aprecio, como, em um encontro à noite, quando meu marido abre a porta do carro para mim, não porque sou incapaz, mas porque isso me dá alguns segundos extras para retocar o batom. Um dos meus favoritos é ver meu marido me dar seu casaco quando saímos de um restaurante sob a brisa da noite. E o clássico ato de cavalheirismo moderno: se tem apenas um carregador de celular, meu telefone tem prioridade. Estes gestos simples tornam o meu marido ainda mais o meu próprio príncipe encantado.

Infelizmente hoje em dia os homens acham mais difícil ser cavalheiros, com medo de uma suposta reação negativa. Mas o cavalheirismo é uma habilidade valorizada, mesmo que nas entrelinhas. Para despertar verdadeiros cavalheiros, como pais, devemos ensinar e incentivar os filhos nessa conduta. Em contrapartida, estamos ensinando nossa filha a aceitar graciosamente atos de cavalheirismo como atos de bondade que em sua essência devem ser.

Cerith Gardiner

Por CRISTIANE LASMAR

Neste artigo vou falar sobre os meninos. Mais precisamente, sobre o modo como as suas disposições naturais vêm sendo depreciadas pela cultura feminista que domina a cena educacional contemporânea.

As meninas são educadas para a auto vitimização e a desfeminilização, e crescem com a falsa percepção de que os homens são inimigos potenciais. Os meninos, por sua vez, são levados a acreditar que aquilo que neles é mais espontâneo e específico, ou seja, a sua masculinidade, é nociva ao mundo e, principalmente, às mulheres.

As mensagens feministas dirigidas aos meninos devem ser entendidas como parte de um projeto político e ideológico mais amplo,cujos fundamentos, objetivos e métodos já foram dissecados por autoras como Christina Hoff Sommers, no livro “The War Against Boys” (2000) e Suzanne Venker, em “War on Men” (2013). Embora descrevendo o fenômeno a partir dos dados relativos à sociedade americana, essas análises descortinaram as bases do programa de ataque à masculinidade que está em curso em praticamente todos os países ocidentais. Vou me concentrar aqui no modo como esse programa é posto em prática na educação das crianças, começando por esclarecer quais são as disposições infantis que estou chamando de “masculinas” e que o projeto feminista tanto se esforça por neutralizar.

Sabemos que, durante a vida intra-uterina, o cérebro dos meninos é banhado por uma quantidade muito maior de testosterona do que o das meninas, e que isso determina, em ampla medida, a forma masculina de estar no mundo. Não é difícil perceber, por exemplo, que, em média, os meninos desenvolvem a coordenação ampla antes das meninas, ao passo que estas se antecipam no desenvolvimento da linguagem e da coordenação fina. E que, desde a mais tenra idade, a maioria dos meninos manifestam mais interesse imediato por objetos do que por pessoas, preferem brinquedos que possuem barulho e movimento, e mostram-se ávidos por brincadeiras que envolvam exploração, confronto corporal e dispêndio explosivo de energia.

A maior propensão dos meninos a recorrer à violência física para resolver conflitos também faz parte desse pacote.

Quem os educa tem, portanto, diante de si, a importante tarefa de ajudá-los a mitigar e canalizar o seu potencial agressivo para formas de ação civilizadas e socialmente produtivas. Esse esforço de culturalização das disposições naturais masculinas é absolutamente necessário e jamais houve sociedade que deixasse de realizá-lo.

Mas o que vem acontecendo no Ocidente contemporâneo é algo sem precedentes. Temos reprimido, em nossos meninos, todo tipo de comportamento que manifeste vigor combativo e espírito abertamente competitivo, sufocando assim traços essenciais de sua masculinidade. Em suma, os meninos estão sendo impedidos de ser meninos plenamente. E, quando resistem, seu modo de ser é problematizado, estigmatizado. Em muitos casos, chega a ser tratado como algo patológico.

É verdade que não se pode culpar a “ideologia de gênero” por absolutamente tudo. Alguns fatores sociológicos também contribuem para esse cerco à masculinidade. Um deles é a intensificação do padrão de vida urbano. A residência em apartamentos, a impossibilidade de brincar na rua ou em quintais, em contato íntimo com a natureza, assim como o fato das crianças precisarem estar sob vigilância constante de um adulto, tudo isso restringe as suas possibilidades de experimentarem situações espontâneas de aventura, competição e confronto. A oportunidade de se movimentarem amplamente ficou restrita à prática de esportes em clubes e academias, ou seja, a situações de curta duração, rotinizadas e supervisionadas diretamente por professores e instrutores, ou seja, sem uma liberdade real. Em muitos casos, porém, nem isso é concedido aos meninos. Uma boa parte das crianças vive a triste realidade do sedentarismo absoluto. Durante o tempo em que não estão na escola, ficam paralisadas diante das telas dos aparelhos eletrônicos, assistindo por horas a fio as aventuras de personagens virtuais que lutam, correm e se arriscam. Tudo o que lhes resta é o exercício vicário da masculinidade.

Outro fator importante que concorre para esse processo é a dinâmica própria da escola. Por seu caráter universalista e homogeneizante, a escola moderna não pode permitir a expressão plena das individualidades dos alunos, e precisa mantê-los quietos pelo maior período de tempo possível. Além disso, com o fenômeno da judicialização crescente das relações sociais, as escolas têm se tornado alvo potencial de processos por parte dos pais, o que leva os gestores a tentar reduzir o risco de acidentes a zero, aprofundando o controle sobre a corporalidade exuberante dos meninos. Eles não podem brincar de luta, envolver-se em competições espontâneas e, em muitos casos, não são nem mesmo autorizados a correr no recreio. Devem ficar sentados por horas a fio, mimetizando a duras penas o comportamento das meninas, que, embora mais conversadeiras, são, em geral, mais maduras e capazes de se manter quietas e concentradas quando necessário. Por serem mais empáticas, elas também têm mais facilidade para desenvolver relações de cumplicidade com os professores.

Além de não possuírem meios para dar expressão às suas necessidades de movimento, ação e competição, os meninos ainda recebem poucos estímulos imaginativos na escola. Os professores são, em sua maioria, mulheres, e os currículos escolares têm se distanciado cada vez mais da sensibilidade masculina típica. Pensemos, por exemplo, na nova onda de desenvolver nos alunos “competências socioemocionais”. Não é preciso ser PHD em desenvolvimento infantil para saber que esse tipo de conteúdo será, já de saída, muito mais atraente para as meninas, as quais têm mais facilidade e desenvoltura para falar de seus próprios sentimentos, e gostam de fazê-lo. Não obstante, a matéria é introduzida como se atendesse a uma necessidade geral e irrestrita, e sem nenhuma consideração relativa às diferenças entre os sexos. E é claro que isso não ocorre por desconhecimento ou descaso. O objetivo é exatamente o de transformar a sensibilidade dos meninos, da mesma forma como acontece com a seleção da literatura a ser trabalhada em sala de aula. Onde estão as histórias de batalhas, aventuras e heroísmo que tanto encantam a imaginação masculina? Foram substituídas por narrativas politicamente corretas e eivadas de ideologia de gênero.

Em condições normais, esses dois fatores de cerco à masculinidade – a vida urbana e a pedagogia escolar – poderiam ser relativamente contornados pela adoção de estratégias de compensação e adaptação por parte da família e da própria escola. Porém, as chances de se encontrar caminhos alternativos que beneficiem os meninos têm sido limitadas pela interferência de um terceiro fator, que é dentre todos o mais perverso, justamente por impedir o ajuste dos outros dois. Refiro-me à influência nefasta do discurso feminista que apresenta o modo de ser masculino como potencialmente “tóxico”, como algo de que os homens precisam se livrar, para o bem das mulheres e para o seu próprio bem. Nesse ponto, já não estamos mais falando de um constrangimento à masculinidade criado por circunstâncias históricas e sociológicas, e sim de um juízo de valor ideológico e politicamente interessado.

O discurso da “masculinidade tóxica” já se embrenhou em todos os níveis da atividade educacional, impregnando a visão de mundo de boa parte das famílias e de quase todos os gestores e agentes escolares. Em seu nome, os meninos têm sido submetidos a um processo de desvirilização de amplas consequências individuais e sociais. Um exemplo é a redução significativa de suas chances de sucesso escolar. Ao exercer tamanha pressão sobre a masculinidade, a educação atual coloca os meninos em notória desvantagem acadêmica em relação às meninas. Eles são os campeões nos índices de suspensão, expulsão e reprovação. Entre a população menos favorecida economicamente, essa situação tem resultados cruéis. Diminui as chances de mobilidade social e, em casos de maior vulnerabilidade, leva à marginalização e à exclusão social.

Do ponto de vista individual, abafar a expressão da sensibilidade natural dos meninos e impedir que ela se desenvolva em formas socialmente legítimas e valorizadas, significa despersonalizá-los e restringir as suas perspectivas de vida. Do ponto de vista coletivo, significa deixar de prepará-los para assumir as suas responsabilidades futuras como cidadãos e pais de família. Em muitas ocasiões cruciais, e para certas atividades específicas permanentes, uma comunidade precisa contar com a energia viril, do mesmo modo como uma família precisa contar com um homem que seja capaz de assumir riscos e obrigações pesadas para provê-la e protegê-la. É nas situações de calamidade, nos eventos de emergência, e no enfrentamento das ameaças externas, que nos damos conta do quanto a força física, a intrepidez e a objetividade masculinas são predicados imprescindíveis e admiráveis. Como escreveu C. Hoff Sommers, no livro já citado: “A história nos ensina que a masculinidade sem moralidade pode ser letal. Mas quando a masculinidade é imbuída de moralidade, ela se torna poderosa e construtiva, e uma dádiva para as mulheres (grifo meu).”

Mas os promotores da “ideologia de gênero” não estão preocupados com nada disso. O que nós percebemos como um problema sério, para eles é o corolário de um projeto que foi laboriosamente posto em prática ao longo de cinco décadas e cujos efeitos começam a se tornar mais visíveis agora. O cenário que temos hoje diante de nossos olhos – meninos pressionados em sua masculinidade, meninas confusas em relação à sua feminilidade – vem sendo idealizado, planejado e executado desde o início da segunda onda feminista nos anos 60, quando as universidades, as escolas e os meios de comunicação começaram a ser ocupados por agentes dedicados à pauta da desconstrução.

Em suma, o projeto de desvirilização dos meninos é a outra face do projeto de desfeminilização das meninas. As meninas são convencidas de que a sua feminilidade as transforma em vítimas dos homens. Ressentidas, elas se desfeminilizam para competir com eles. Os meninos são convencidos de que a sua masculinidade os torna algozes das mulheres. Culpados pela dor que alegadamente lhes causariam, eles se desvirilizam para tentar agradá-las. E, desse modo, chega-se mais perto da desestruturação da família heterossexual monogâmica, por meio do ataque a um de seus principais fundamentos, a complementariedade entre os sexos.