Em tempos de promoção encarniçada do empoderamento feminino, da fluidez dos gêneros e da sexualidade e da emancipação pessoal frente às regras “autoritárias” das famílias de matiz conservador (aquelas em que, por incrível que pareça, os pais ainda exigem obediência e castigam quando necessário), é quase escandaloso escrever qualquer coisa sobre um dos homens (sim, um homem e, horror dos horrores, um pai de família e casto!) mais amados do catolicismo (sim, a religião “opressora”): São José, patrono da Igreja Universal e pai adotivo de Jesus.

É escandaloso, mas é também extremamente desafiador, porque o exemplo de São José ajuda a iluminar as incongruências gritantes da contemporaneidade – a ausência de valores que promovam a família, especialmente a heteronormativa (segundo o discurso da ideologia de gênero); o vazio deixado pela falta de sólidos exemplos de masculinidade e paternidade sadias; a defesa de princípios pela insistência e pela gritaria, e não pelo bom-senso – e serve como parâmetro para nós, católicos, nos posicionarmos com firmeza frente a estas questões. O exemplo discreto de José e a sua importância como modelo de santidade e de vinculação a Deus não são, pela força do hábito e da devoção já assimilados na nossa vida cristã, muitas vezes devidamente reverenciados em justa medida. Voltar o olhar para o chefe da Sagrada Família é, hoje, não apenas enriquecedor para a nossa espiritualidade, mas igualmente necessário para a defesa da nossa fé e de nossos princípios morais fundamentais.

O Evangelho de São Mateus nos apresenta São José como sendo o “esposo” de Maria, o “justo”, o qual, sabendo da gravidez de sua prometida e “não querendo denunciá-la publicamente” (já que o filho biologicamente não era seu), resolve “repudiá-la em segredo” (1, 19). Alertado em sonho pelo Anjo do Senhor – “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (1, 20) –, José “fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa” (1, 24). Sobre o qualificativo “justo”, é importante mencionar o que nos diz o Papa Emérito Bento XVI no livro “A Infância de Jesus” (tomando por base a exegese do Salmo 1): “Justo (…) é um homem que vive em intenso contato com a Palavra de Deus (…). A lei [do Senhor] se converte espontaneamente para ele em ‘evangelho’, boa nova, porque a interpreta com atitude de abertura pessoal e cheia de amor a Deus, e assim aprende a compreendê-la e a vivê-la desde dentro”.

São José está disponível para acolher a vontade de Deus em sua vida e a cumpri-la integralmente na sua vida. É justo exatamente porque vive orientado para o alto, porque busca a santidade na obediência e na docilidade à palavra do Pai. Ainda sobre São José (especificamente sobre o fato de o anjo somente lhe aparecer em sonhos), nos fala ainda o Pontífice Emérito: “Isso nos mostra uma vez mais um traço essencial da figura de São José: sua finura para perceber o divino e sua capacidade de discernimento. Somente a uma pessoa intimamente atenta ao divino, dotada de uma peculiar sensibilidade por Deus e seus caminhos, pode-lhe chegar a mensagem de Deus desta maneira”. É homem sensível, pois, às manifestações de Deus, através de uma vida de intimidade com Ele, de pertença a Ele, de vida e de contemplação.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em 19 de junho de 2013, acrescentou a menção ao nome de São José nas Orações Eucarísticas II, III e IV do Missal Romano, através de um documento em que se lê: “S. José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente na missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo”.

Aqui se revela de maneira inequívoca a missão de todo homem cristão: aderir plenamente aos planos de Deus para sua vida, assumindo a especificidade de sua vocação varonil com integridade e disponibilidade. A fidelidade a Cristo se revela na assunção, por parte de cada homem, da sua missão especial em cada estado de vida (celibato, matrimônio, sacerdócio) com obediência e generosidade à vontade de Deus. A virtude masculina é revelada na dignidade especial de cada varão no cumprimento fiel e solícito de sua vocação particular, a exemplo do agir de José.

A respeito da vocação específica da paternidade, o Papa Francisco é certeiro: “A primeira necessidade é precisamente esta: que o pai esteja presente na família. Que esteja junto da sua mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, trabalhos e esperanças. E que esteja junto dos seus filhos no seu crescimento: quando jogam e quando se empenham, quando estão sem preocupações e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando estão taciturnos, quando ousam e quando têm medo, quando fazem um passo errado e quando reencontram o caminho. Pai presente sempre.” (Catequese da Audiência Geral, 04 de fevereiro de 2015).

Num mundo esvaziado de figuras paternas, o exemplo de José é imprescindível, pois nos mostra a necessidade da presença do pai no cotidiano da família, no atendimento eficaz as suas necessidades urgentes e no acolhimento e na educação dos filhos. O feminismo, cuja retórica distorce o papel do homem na sociedade e especialmente no ambiente familiar, exige o protagonismo das mulheres em prejuízo das figuras masculinas, enfraquecendo-as e minimizando a sua influência e a sua importância. Numa sociedade sem pais ou com pais vacilantes e impotentes, a formação dos indivíduos é seriamente prejudicada, quando não anulada. Não há referenciais varonis em que possam se espelhar os homens em processo de amadurecimento e essa carência incide diretamente na formação da sua afetividade e sexualidade. Por esta razão, aparecem e ganham força as ideologias que relativizam o gênero, os papeis sexuais e a importância da família na sociedade, enfraquecendo a identidade dos indivíduos e as suas relações interpessoais.

Na encíclica Redemptoris Custos, o Papa João Paulo II nos ensinava: “São José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele ‘coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos’ [S. João Crisóstomo, In Matth. Hom., V, 3: PG 57, 57-58], e é verdadeiramente ‘ministro da salvação’. A sua paternidade expressou-se concretamente ‘em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor familiar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa’ [Paulo VI, Alocução (19 de março de 1966): Insegnamenti, IV (1966), p. 110.]” (n. 8). A paternidade, conforme o exemplo de São José, é serviço ofertado generosamente a Deus como exercício pleno da vocação pessoal do homem como pai de família; é entrega de si para o bem do outro, para a construção da família e para a renovação da sociedade; é vocação dada por Deus como regalo especial para cada homem (também para sacerdotes e celibatários, em sentido espiritual), chamado a vivê-la como dom gratuito e como caminho de santificação.

Na mesma encíclica, o santo pontífice polonês acentuava uma característica muito especial de São José: o silêncio. Diz-nos São João Paulo II: “Também quanto ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré se estende o mesmo clima de silêncio, que acompanha tudo aquilo que se refere à figura de José. Trata-se, contudo, de um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José ‘fez’; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas ‘ações’, envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava cotidianamente em contato com o mistério ‘escondido desde todos os séculos’, que ‘estabeleceu a sua morada’ sob o teto da sua casa.” (n. 25). No acolhimento de Maria em sua casa, como sua esposa, e no exercício da paternidade de Jesus, percebe-se na discrição de José um perfil eminentemente interiorizado, voltado para si, como sinal de uma profunda vida interior. O silêncio de José permite identificá-lo como homem de ação e de atitudes simples, de profunda humildade, cujo ser estava ordenado apenas para cumprir a vontade de Deus, com quem mantinha uma reservada e profunda relação filial. José era homem de escuta, não de discursos vazios; era homem de ações efetivas, não apenas de intenções.

São José, por seu exemplo de santidade varonil, convida-nos a ser verdadeiros discípulos de Cristo, com simplicidade e disponibilidade. A sua paternidade espiritual é caminho seguro que nos leva ao Pai celeste, como nos ensina Santa Teresa de Jesus em seu Livro da Vida“Assim, tomei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele. Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma. Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito. Espantam-me muito os muitos favores que Deus me concedeu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou. Se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mostra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos”. Cada um de nós, especialmente os homens, somos chamados a aprender dele o caminho do serviço desinteressado a Deus, atentos a Sua Palavra e dóceis as suas disposições, e a vida contemplativa, alicerçada no silêncio, no qual o próprio Cristo modela em nós a Sua imagem e semelhança.

Autor: Breno Alves

O corpo não é apenas biológico, mas também teológico, nos ensina São João Paulo II. O corpo conta uma história divina. Deus inscreveu em nossos corpos a vocação de amar como Ele ama. Criou-nos homem e mulher e chamou-nos a tornarmo-nos “uma só carne.”

O corpo é bom

Deus modelou o homem com as próprias mãos (…) e imprimiu na carne modelada sua própria forma, de modo que até o que fosse visível tivesse a forma divina”

CIC § 704

Muitas pessoas estão acostumadas a rejeitar o corpo como se ele fosse mau. Contudo, viver uma vida espiritual nunca significou separar-se do mundo físico.

Muitos sentem-se até desconfortáveis diante do relevo que às vezes se dá ao corpo. O espírito, claro, tem primazia sobre a matéria. No entanto, o Catecismo da Igreja Católica ensina que “sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais através de sinais e de símbolos materiais” (n. 1146).

Deus não nos fez só espírito, mas deu-nos um corpo. E, não só deu-nos um como também Ele próprio assumiu um corpo quando encarnou-Se.

Existe uma heresia chamada maniqueísmo que condena o corpo e todas as coisas sexuais porque acredita que o mundo material é mau.

A Escritura é muito clara ao dizer que tudo o que Deus criou “é bom” (cf Gn 1,32). Tão bom que São João Paulo II fala do corpo como um sacramento. Isso quer dizer que este corpo é um sinal que torna visível o mistério invisível de Deus.

“O corpo, de fato, e só ele é capaz de tornar visível o que é invisível: o espiritual e o divino. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus e assim d’Ele ser sinal.”

São João Paulo II. Teologia do Corpo.

Este corpo não é divino, é claro. Mas ele é o sinal mais potente do mistério divino em toda a criação. Um sinal é algo que nos aponta para uma realidade que está além de si mesmo. Infelizmente, Por causa do pecado o “corpo perde o caráter de sinal”

São João Paulo II. Teologia do Corpo. 40, 4.

A união de Adão e de Eva no Paraíso, antes de o projeto de Deus ser distorcido pela desobediência, logo no início da Bíblia, reflete um outro enlace narrado no último Livro, as núpcias do Cordeiro, o casamento entre Deus e o homem. É interessante notar o desejo de Deus em unir-se à humanidade.

O ser humano foi feito para este casamento último. É por isso que nenhum homem ou mulher encontrará em seu companheiro aqui na Terra o preenchimento do coração, porque somente em Deus será saciado o anseio do coração humano.

Com o pecado original começou a desordem do corpo. Segundo a fé, essa desordem que dolorosamente constatamos não vem da natureza do homem e da mulher, nem da natureza de suas relações, mas do pecado. Tendo sido uma ruptura com Deus, o primeiro pecado tem, como primeira consequência, a ruptura da comunhão original do homem e da mulher.

Suas relações começaram a ser deformadas por acusações recíprocas, sua atração mútua, dom do próprio Criador, transforma-se em relações de dominação e de cobiça; a bela vocação do homem e da mulher para ser fecundos, multiplicar-se e sujeitar a terra é onerada pelas dores de parto e pelo suor do ganha-pão. (1607)

O Cristianismo diviniza o corpo

Pelo contrário, o cristianismo não rejeita o corpo mas o diviniza como podemos ver através das ricas citações a seguir.

“A carne é o eixo da salvação. Cremos em Deus que é o Criador da carne; cremos no Verbo feito carne para redimir a carne; cremos na ressurreição da carne, consumação da criação e da redenção da carne”.

(CIC 1015)

“Pelo fato do Verbo de Deus se ter feito carne, o corpo entrou pela porta principal na teologia.”

São João Paulo II. Teologia do Corpo.

“No corpo de Jesus nós vemos nosso Deus feito visível e então somos tomados de amor pelo Deus que não podemos ver”.

(CIC)

“O traje revela a pessoa”, disse Hamlet. Acentua nossa dignidade de filhos de Deus.

Apesar de ser bom, o corpo não deve ser cultuado e colocado acima do espírito. E, sendo de tão alto valor, o corpo será na ressurreição, glorificado.

Autora: Rayhanne Simon

O corpo antes do pecado original

Usamos roupas. Isso é uma constatação. Mas, será que algo tão normal, ou nem tão normal assim já que atualmente a moda é despir-se, tem alguma finalidade?

Para entender porque nos vestimos é preciso voltar lá atrás, na história da Criação. É necessário entender como era o corpo segundo o plano original de Deus para então captar o que mudou e que forças entraram em cena depois do pecado original.

Compreendendo assim a raiz e a essência desse acontecimento fundamental, seremos capazes de entender a decadência moral em que vivemos e como podemos revertê-la!

No princípio, Deus criou o homem e a mulher. Em Gênesis 2,25 está escrito: Estavam ambos nus mas não sentiam vergonha.” O que significa o fato de não sentirem vergonha de estarem nus? Isto descreve o estado de consciência de ambos; e, mais ainda, a sua recíproca experiência do corpo.

É necessário salientar que se trata de uma verdadeira “não-presença” da vergonha, e não de uma carência (falta de vergonha) ou subdesenvolvimento dela (perspectiva infantil do corpo). As palavras de Gênesis servem para indicar a plenitude de consciência e de compreensão do fato de “estarem nus”.

Aqui estamos tratando da criação do corpo como Deus o pensou e antes do pecado original. Na criação, o corpo, através da própria visibilidade apresenta o homem e, manifestando-o, o faz de intermediário, isto é, faz com que o homem e a mulher, desde o princípio, “comuniquem-se” entre si segundo aquela comunhão pessoal querida pelo Criador.

Diante de toda a criação, Adão não reconheceu nada semelhante e ele. Mas, ao ver a mulher, ficou admirado e reconheceu nela sua semelhante. Ao concluir Sua obra, Deus decide dar ao homem um auxiliar que lhe correspondesse; por isso, conduz a Adão todas as feras selvagens e todas as aves do céu e fá-las desfilar ante seus olhos para ver como ele as chamaria (cf. Gn 2, 18-9). Este trecho da narrativa bíblica já delineia uma peculiaridade muito significativa do modo de ser do varão, a saber: ele se guia sobretudo pela visão. Tendo enfim contemplado toda a criação e dado nomes às feras selvagens, Adão não encontrou entre os animais nenhuma companheira que lhe estivesse à altura. O Senhor então fez cair sobre ele um torpor, tomou “uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois da costela que tirara do homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem” (Gn2, 20-1); vendo-a, Adão exclama, admirado: “Esta, sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela será chamada ‘mulher’ [‘îsha], porque foi tirada do homem [‘îsh]” (Gn 2, 23).

Simples e singela, a admiração de Adão ao ver Eva pela primeira nos dá a conhecer tanto o desejo de Deus para a relação entre eles quanto a dinâmica deste relacionamento antes da queda: há na mulher, como dissemos, uma beleza própria e fundamental que, traduzindo ao seu modo a própria beleza divina, encanta e eleva o homem.

Desta forma, o corpo nu não era um empecilho para a visão do homem ou da mulher, mas sim um meio, um intermédio que apontava, que encaminhava para Deus. Adão e Eva viam através de seus corpos o interior , a ”alma”, um do outro. A nudez original não era simplesmente do corpo, mas expressava também a plenitude interior da “imagem de Deus”.

Deus, segundo as palavras da Sagrada Escritura, penetra na criatura que diante dele está “nua”. Todas as coisas diante Dele estão descobertas. Segundo esta medida o homem está verdadeiramente nu, antes ainda de o reconhecer.

Esta nudez nos mostra que, antes do pecado, homem e mulher não olhavam-se como objetos de desejo, mas sim como sendo um dom de um para outro. Sabiam que, de certa forma, sempre estariam <sós> pois só Deus seria capaz de saciá-los. E, estando cheios de Deus, eram livres e capazes de serem dom de um para o outro.

Estavam nus pois sua visão não era turva. Os olhos contemplavam o mistério da criação. Estavam diante um do outro como estavam diante de Deus.

Dava-se à nudez o significado de bem original da visão divina. Significa toda a simplicidade e plenitude da visão através da qual se manifesta o valor “puro” do homem (criatura), como varão e mulher, o valor puro do corpo e do sexo.

O corpo não conhece ruptura interior nem contraposição entre o que é espiritual e o que é sensível. Ao verem-se, homem e mulher não se enxergam apenas com o próprio sentido da vista, mas vêem-se no sentido de que se conhecem interiormente, intimamente. Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro, mesmo de seus órgãos reprodutores, não era capaz de causar excitação, a menos que a vontade consentisse segundo a reta razão. Por isso, não havia necessidade de se cobrir o corpo.

Este olhar interior indica não somente a visão de um corpo, mas de um corpo que revela um mistério pessoal e espiritual.

O corpo após o pecado original

Alguns versículos depois está escrito: “Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, prenderam folhas de figueira umas às outras e colocaram-mas como se fossem cinturões.” (Gn 3, 7)

O aparecer da vergonha e, em particular, do pudor sexual está relacionado com a perda da plenitude original a respeito do corpo. Se a vergonha traz consigo uma específica limitação do ver através dos olhos do corpo, isso acontece sobretudo porque a intimidade pessoal é como que perturbada e ameaçada pela visão pós pecado original.

A partir dessas duas citações vemos que houve uma mudança radical no significado da nudez da mulher diante do homem e do homem diante da mulher. O texto segue com a pergunta de Deus: “Quem te deu a conhecer que estás nu? Comeste, porventura, algum dos frutos da árvore que te proibi comer?” (Gn 3,11).

A partir deste momento, começa a haver uma profunda distorção seja no modo como o homem vê o corpo feminino, seja na forma em que a mulher se apresenta aos olhos masculinos. Por isso, o Senhor tece-lhes túnicas de pele para se cobrirem.

Dessa forma, podemos ver que esta mudança de significado diz respeito não ao corpo, mas à consciência, como fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Uma mudança que se refere ao significado do próprio corpo diante do Criador e das criaturas.

O corpo humano, na criação, é, na ordem natural, fonte de fecundidade e de procriação, mas além disso, carrega desde “o princípio” o atributo “esponsal”, isto é, a capacidade de exprimir o amor e, mediante este dom, pratica o sentido do seu ser e existir.

“Nessa altura, aperceberam-se de que o Senhor Deus percorria o jardim pela suavidade do entardecer e o homem e a sua mulher logo se esconderam do Senhor Deus por entre o arvoredo do jardim.” (Gn 3,8)

A necessidade de se esconderem indica que, na experiência da vergonha, surgiu um sentimento de medo diante de Deus. Um medo que não existia antes.

“O Senhor Deus chamou o homem e disse-lhe: “Onde estás ?” Ele respondeu: “Ouvi o ruído dos Teus passos no jardim e, cheio de medo, porque estou nu, escondi-me.” (Gn 3,9-10)

Entra aqui uma tomada de consciência da própria nudez. O homem perde, de alguma maneira, a certeza original da “imagem de Deus” tal como expressa no seu corpo: perde também, em certo modo, o sentido do seu direito a participar da visão divina do mundo e da própria humanidade. Perde então o que lhe dava profunda paz e alegria em viver a verdade e o valor do próprio corpo.

Referências

  • Teologia do Corpo, São João Paulo II
  • Teologia do Corpo para principiantes, Cristopher West
  • Teologia do Corpo, curso do Padre Paulo Ricardo
  • O brilho da castidade, padre Lodi

Fonte : Lírio entre Espinhos

“Onde foram parar todos os homens de bem?”, pergunta a escritora A. J. Kiesling no título do seu livro publicado em 2008. Em contraste com as onipresentes discussões sobre “os privilégios masculinos”, especialmente nos círculos feministas, um olhar sóbrio e honesto para as evidências disponíveis hoje em dia nos sugere que a nossa cultura tem esmagado os homens (e os meninos) simplesmente porque eles são do sexo masculino. Provas convincentes desta afirmação podem ser encontradas tanto em fontes laicas quanto em fontes cristãs.

A  crítica social Karen Straughan deu uma chamativa palestra durante o encontro “A Voice for Men” [“Uma Voz para os Homens”], realizada em Detroit, nos Estados Unidos. Ela alertou sobre as mudanças na legislação e no mundo acadêmico que prejudicam os homens e, por conseguinte, também prejudicam as mulheres. Em seu blog “Girl Writes What”, ela fala sobre as mudanças culturais que levaram os homens, aparentemente, a se desinteressar do casamento. Ela vai mais longe e afirma que muitas formas de feminismo não desejam a igualdade, mas a destruição dos homens.

O popular filósofo Stefan Molyneux, na FreeDomainRadio, tem abordado questões semelhantes. Ele faz contundentes críticas à misandria comumente encontrada em várias formas de feminismo. Ele também apresenta análises e comentários bem fundamentados sobre as forças jurídicas, acadêmicas, econômicas e sociais que estão organizadas contra a dignidade e o desenvolvimento pleno dos homens. A lista dos seus vídeos pode ser encontrada aqui.

A escritora Christina Hoff Sommers, que se tornou conhecida em 1995 pelo seu livro “Who Stole Feminism? How Women Have Betrayed Women” [“Quem roubou o feminismo? Como as mulheres traíram as mulheres”], fez soar o alarme em nome dos homens em 2013 com seu novo livro “The War Against Boys: How Misguided Policies Are Harming Our Young Men” [“A guerra contra os meninos: como as políticas erradas estão causando danos aos nossos jovens homens”]. Em ambos os livros, ela documenta uma sério de exemplos para denunciar que os defensores mais agressivos da “igualdade de gênero” pouco fizeram de bom e muito de ruim, tanto contra os homens quanto contra as mulheres.

No âmbito cristão, Michael S. Rose mexeu com um ninho de vespas em 2002 ao publicar “Goodbye: Good Men” [“Adeus, Homens de Bem”]. O subtítulo do livro explica a tese do autor: “Como os seminários católicos afastaram do sacerdócio duas gerações de vocações”. Ele afirma que os homens fortes foram expulsos ou afastados dos seminários precisamente porque eram homens fortes.

Outro crítico ferrenho do espírito antimasculino dentro da Igreja católica é Michael Voris, da ChurchMilitant.TV. É fato que muita gente não gosta do tom de Voris e da sua aparente “fúria quase constante”, mas ele está fazendo bem o seu dever de casa. O grupo que ele coordena é bastante cuidadoso nas suas pesquisas e no uso das fontes, como podemos ver nos DVDs e CDs disponíveis em seu site. Voris produziu uma série de vídeos que estão disponíveis no YouTube a respeito da crise da masculinidade dentro da Igreja. Alguns dos mais recentes podem ser vistos aqui aqui.

No livro “Why Men Hate Going to Church” [“Por que os homens odeiam ir à igreja”], lançado em 2011, o autor protestante David Murrow apresenta não apenas as suas críticas à atual prática protestante, mas também algumas tentativas de solução. Ele é o fundador da “Church for Men” [“Igreja para Homens”], que se propõe a missão de oferecer ministérios específicos para a natureza e as necessidades próprias dos homens. Há em seu site um questionário on-line (em inglês) sobre “Até que ponto a sua igreja é amigável com os homens?“. As perguntas bem valem uma olhada também dos católicos.

Todas estas fontes argumentam, de diversas maneiras, que os homens e as mulheres sofrem muito quando a cultura se posiciona contra o pleno desenvolvimento dos homens como homens. O carisma masculino envolve a capacidade de assumir riscos, a inovação, o sacrifício, a liderança, a luta e a coragem, e quando esse carisma é denegrido, todo o mundo sofre.

Os meninos se recusam ou são tornados quase incapazes de se transformar em homens, ou, com grande frequência, os homens ouvem dizer que a sua masculinidade não é bem-vinda (por exemplo, os homens ouvem dizer, cada vez mais frequentemente, que eles são, quase por definição, “defensores da cultura do estupro” ou que “todo homem é um estuprador em potencial”, embora não haja evidência alguma que corrobore a desonesta ideia de que todos ou quase todos os homens tenham a iminente e dramática tendência a maltratar, agredir ou violentar mulheres pelo simples fato de serem homens. Da mesma forma, por mais que todas as pessoas “sejam assassinas em potencial” pelo simples fato de terem mãos, é evidente que essa ideia genérica é bem diferente da afirmação desonesta e sem fundamento de que todas as pessoas estão sempre a um curto passo de assassinar de fato alguém).

Além disso, os homens adultos são desencorajados a se tornar maridos e pais (tanto biológicos quanto espirituais). As consequências sociais dessa “expulsão” da autêntica masculinidade são catastróficas tanto para a sociedade quanto para a Igreja.

Mas este problema não é novo! Os custos universais e insustentáveis de não se cultivar o homem de acordo com a sua natureza concebida por Deus já era assunto há mais de um século nas seguintes palavras que o cardeal Louis Pie pronunciou em sua homilia de Natal em 1871:

“A nossa não é, por acaso, uma época de vidas mal vividas e de homens diminuídos em sua masculinidade? E por quê? Porque Jesus Cristo desapareceu! Onde as pessoas são verdadeiramente cristãs, podem-se encontrar homens em grande número, mas, em todo lugar e época de cristianismo murcho, os homens também murcham. Olhem de perto: eles não são mais homens, e sim sombras de homens. O que vocês ouvem em todo lado hoje em dia? Que o mundo está definhando por falta de homens; que as nações perecem por escassez de homens, pela raridade dos homens. Eu acredito: não há homens onde não há caráter; não há caráter onde não há princípios, doutrinas, posições firmes; não há posições firmes, nem doutrinas, nem princípios onde não há fé religiosa e, consequentemente, nem religião na sociedade. Façam o que quiserem, mas só de Deus é que vêm os homens”.

O problema social e cultural da desmasculinização dos homens é, em última análise, um problema espiritual. As raízes do problema são diabólicas. Satanás odeia a Deus e a criação. Ele odeia o que Deus criou. Ele odeia a espécie humana criada à imagem e semelhança de Deus. Ele se enfurece contra a dignidade incomparável conferida à natureza humana pela encarnação de Cristo, uma dignidade que os pagãos não podiam imaginar e que os nossos contemporâneos não conseguem compreender. Odiar o que é autenticamente humano é odiar a Deus e o Seu Cristo. Não é de estranhar, portanto, que Satanás conspire contra os homens como homens e contra as mulheres como mulheres.

Precisamos de homens de verdade, de homens de Deus. O que vemos ao nosso redor é uma geração não de homens, mas de meros “meninos de barba”, de homens que não estão dispostos a assumir a cruz de ser homens de verdade, de ser homens que se sacrificam, de ser homens que assumem a liderança e que provêm os recursos àqueles a quem protegem.

Sofremos a falta de homens dispostos a assumir a responsabilidade pelos filhos que geram, pelas mulheres que os amam ou pelas liberdades civis de que eles mesmos gozam. Estamos rodeados de incontáveis “Peter Pan”, de meninos que se recusam a tornar-se homens. Não que o problema todo seja este, mas esses “Peter Pan” que vivem debaixo da comodidade do teto dos pais, queimando um dia depois do outro do mesmo jeito que queimam seus cigarros de maconha, consumindo torrentes de pornografia e exigindo caronas grátis na cidade e na vida, não estão prontos, evidentemente, para fazer parte da solução. E nós, como sociedade, temos visto lembretes frequentes de que esses superficiais e egoístas “Peter Pan” têm um lado muito obscuro, que, de uma hora para a outra, pode explodir em fúria egoísta e assassina.

O que fazer?

Em primeiro lugar, é preciso admitir que existe um problema. Satanás está travando uma guerra contra os homens como homens, e várias forças laicas, conscientemente ou não, estão ajudando nessa guerra contra os homens.

O segundo passo é admitir que os problemas espirituais exigem remédios espirituais, o que nos pede levar a sério as palavras do cardeal Pie: “Façam o que quiserem, mas só de Deus é que vêm os homens”. Em outras palavras: o arrependimento, a reparação, a intercessão e a obediência são necessárias, de nossa parte, para que a natureza dos homens fique mais claramente disponível para receber a graça de Deus.

Em terceiro lugar, temos de encontrar aliados e recursos nesta batalha pela alma e pela vocação masculina. Ninguém pode se dar ao luxo de ficar apenas olhando.

Pe. Robert McTeigue

Pornografia, Masturbação e Sexo: A ponta do Iceberg

Comunidades de recuperação mundialmente conhecidas como AA (Alcóolicos Anônimos) e NA (Narcóticos anônimos), que detém um conhecimento insondável sobre o tema, compreendem o vício como uma doença si. O que diferencia o viciado em sexo do viciado em álcool é apenas a droga de uso.

O princípio que rege os vícios de qualquer pessoa é o mesmo. A ansiedade pelo resultado do vestibular ou a frustração por uma oportunidade de trabalho perdida pode levar uma pessoa a comer compulsivamente mesmo sem nenhuma fome. Da mesma forma, o mesmo contexto ansioso ou frustrante pode levar uma outra pessoa a passar a madrugada inteira consumindo pornografia, ou numa mesa de bar. O estresse, a solidão, o medo, a angústia, o desespero, a decepção ou o cansaço podem levar um viciado a se gastar horas intermináveis em sua droga de uso. Mas o que o vício esconde? Na verdade, a droga (a masturbação, a pornografia, …) é apenas “a ponta do iceberg”. O que mecanismo que está submerso nas águas da nossa humanidade é mais complicado.

A ação de uso de uma prática sexual no âmbito do vício não é motivada em sua base por algo associado à droga em si. São situações não relacionadas que levam isso se … DESENVOLVER

Vitor Frankl, médico psiquiátrico e psicólogo sobrevivente dos campos de concentração nazistas, constatou em seus estudos e observações que os vícios e as dependências encontram espaço em nossa vida ao nos defrontamos com o sentimento de falta de sentido de vida (missão, propósito de vida, meta, planos praticáveis, visão de futuro atraente…), o vazio existencial.

Frankl afirma que o desejo sexual em muitas dessas situações ganha proporções enormes, o que seria uma busca por ocupar o vazio deixado pelas frustrações de realização de sentido.

O psicólogo Richard Cohen, amparado pelo conhecimento das comunidades de dependentes anônimos, resume os estados que levam um viciado (em sexo) ao uso de sua droga pelo acrônimo FISC (Faminto, irritado, sozinho, cansado). Esse são os padrões essenciais que precedem uma recaída no vício. Esses estados são na prática estados de dor. Poderíamos dizer então que todas as vezes que alguém recai no uso de alguma droga, este estava na verdade tentando amenizar uma dor. Dor por uma fome física ou de afetos (carência); dor por uma irritação, mágoa ou decepção; dor por uma solidão, sensação de abandono, esquecimento, isolamento ou falta de relações; ou dor por um cansaço sem sentido, cansaço sem “recompensa”, cansaço excessivo que não permite nem mesmo descanso.

E como sair desse “beco sem saídas”? A nossa fé, a moral cristã, que muitos de nós trazemos nos direciona, mas não necessariamente é a solução. Não se deixa um vício apenas por se saber que não é correto ou por ser pecado. E também não se sai de uma prisão dessas apenas cortando a droga de uso (embora seja o primeiro passo, claro).  O oposto” do vício não é a recuperação (abstinência), mas a relação. o indivíduo opta pela droga de uso por perceber a realidade ao seu redor como não superável, não praticável, não acessível, desprovida de sentido ou motivações. As relações saudáveis com nossos semelhantes nos localizam em nossa história, nos dão sentido e direção.

Jacques Phelippe, Frade e escritor, diz que toda tentativa de ascese espiritual, todo processo de transformação de vício em virtude é vão se não há um esforço considerável na compreensão da própria psiquê. Em outras palavras, por traz dos descontroles e vícios existem necessidades legítimas que precisam reconhecidas, compreendidas e atendidas de forma sadia. Sem esse autoconhecimento qualquer caminho de recuperação pode estar comprometido. Eliminar a droga de uso é o primeiro passo, mas há um processo de amadurecimento, conversão e mudança de caráter que precisa acompanhar essa abstinência afim de solidificá-la.

Embora seja difícil, a superação de um vício é possível e começa por pedir ajuda, reconhecer que tem problemas, que é limitado e que não consegue vencer sozinho, mas que deseja mudar. Poderia dizer que, especificamente na recuperação dos vícios sexuais, a vida espiritual sadia e autêntica, o acompanhamento psicológico (e talvez psiquiátrico), os grupos de apoio e comunidades de 12 passos (DASA, AA, NA, …), e a adesão a um projeto de vida (missão pessoal, responsabilidade, tarefa, desafio, futuro, …) sãos as ferramentas que podemos dispor. Entretanto, é necessário dizer que não existe caminho das pedras, chave genérica ou mágica. Cada um de nós precisa, à luz do conhecimento de sua própria história e sonhos, se responsabilizar pela sua situação e futuro e fazer as escolhas que lhe cabem em sua jornada pessoal

L. Machado,

 

 

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Posted by Ricardo Amorim on Wednesday, January 30, 2019

A médica Michelle Cretella, presidente do American College of Pediatricians, publicou no site The Daily Signal uma reflexão fundamentada em dados científicos na qual denuncia a infiltração da ideologia de gênero no campo da pediatria. Segundo ela, essa ideologia distorceu de tal maneira os diagnósticos infantis que pode-se dizer que nos últimos anos tem sido praticado “um abuso de menores institucionalizado” e “em larga escala”.

Cretella explica que desde 2013 o que se chamava “transtorno de identidade de gênero” passou a ser chamado de “disforia de gênero”. Há nos Estados Unidos mais de 200 programas de formação de pediatras que abordam a questão baseados na premissa de que, se as crianças “insistem consistente e persistentemente” que não são do gênero associado ao seu sexo biológico, então são inatamente transgêneros.

A médica relata oito fatos científicos que contradizem as alegações dos promotores da ideologia de gênero. “A investigação científica e os fatos falam de uma história diferente”, diz Cretella. “O que acontece é que se está usando o mito de que se nasce transgênero para justificar uma experimentação massiva, incontrolada e inconsequente sobre as crianças”. Confira:

  1. Estudos com gêmeos provam que ninguém nasce trans

Para Cretella, os estudos neurológicos que sugerem que algumas pessoas nascem com um cérebro transgênero “têm sérios defeitos e não provam nada”. Mais confiáveis são os estudos com gêmeos, largamente usados para discernir quais fatores, biológicos ou não, contribuem para que determinado traço se manifeste. Se o DNA e os hormônios pré-natais determinassem a transgeneridade, “deveríamos esperar que em quase 100% dos casos se um gêmeo se identificasse como transgênero o outro faria o mesmo”, diz a médica. Porém, o maior estudo já realizado sobre gêmeos e transgeneridade, publicado pelo médico Milton Diamond em 2013, aponta que em apenas 28% dos casos em que um dos gêmeos é transgênero o outro também é.

  1. A identidade de gênero é maleável, sobretudo nos jovens

A médica faz notar que o Manual de Sexualidade e Psicologia da Associação Pediátrica Americana admite que 75% a 95% das crianças e adolescentes que expressam algum tipo de confusão sobre a sua identidade sexual a superam. “A imensa maioria acaba aceitando o seu sexo biológico no fim da adolescência, depois de ter passado de forma natural pela puberdade”, afirma Cretella. A prescrição de medicamentos bloqueadores da puberdade para pacientes dessa idade é, pois, claramente uma prática nociva.

  1. Os bloqueadores da puberdade não são medicamentos seguros para esse fim

Como se não bastasse a promoção da confusão entre os jovens, um estudo publicado na revista The New Atlantis aponta que os bloqueadores da puberdade, mesmo sendo seguros para os casos de tratamento da puberdade precoce, não têm igual segurança para o caso de “crianças psicologicamente normais com disforia de gênero”, diz Cretella. Eles aumentam “o risco de fraturas dos ossos no começo da vida adulta, de obesidade e de câncer testicular, além de terem um impacto no desenvolvimento psicológico e cognitivo”. A revista Psychoneuroendocrinology publicou em 2006 e 2007 relatórios de anormalidades cerebrais entre homens adultos que tomaram bloqueadores por razões ginecológicas.

  1. Não existem casos de crianças com disforia que tenham deixado de usar medicamentos hormonais

Ao contrário do que dizem os seus promotores, o abandono do uso de bloqueadores da puberdade não é nada fácil. Não há casos registrados de crianças com disforia de gênero que tenham deixado de tomar medicamentos do tipo. Todos continuam tomando hormônios de cruzamento sexual depois dos bloqueadores. O único estudo já realizado que acompanhou crianças assim diagnosticadas que foram tratadas com bloqueadores relatou que 100% delas continuou expressando a identidade de transgênero e passou a ingerir hormônios de cruzamento hormonal. Para Cretella, “isso sugere que o protocolo médico em si mesmo pode levar os jovens a se identificar como transgênero”.

  1. Os hormônios de cruzamento sexual são perigosos para a saúde

Os estudos sobre a ingestão desses hormônios são claros: os riscos incluem doenças cardíacas, hipertensão arterial, coágulos de sangue, diabetes e câncer.

  1. A capacidade de avaliação dos riscos é pouco desenvolvida em adolescentes

Há estudos que apontam que pessoas com menos de 21 anos têm menos capacidade de avaliar os riscos de suas decisões. Isso sublinha que há um problema ético sério em permitir que pacientes tão jovens passem por procedimentos irreversíveis como esses.

  1. Não há provas de que o tratamento previna o suicídio entre os adolescentes

Um dos argumentos mais usados para justificar as terapias transgênero em idade precoce é a prevenção do suicídio. Chega-se a acusar quem se opõe a essas práticas de incentivar o suicídio. “Não há provas de que a perseguição e a discriminação, e muito menos a falta de afirmação trans, sejam a principal causa de suicídio em qualquer grupo minoritário”, diz Cretella. “Mais de 90% das pessoas que se suicidam têm diagnóstico de desordem mental e não há provas de que entre adolescentes com disforia de gênero essa porcentagem seja diferente”.

  1. Trocar de sexo não previne o suicídio

Ao contrário, os números apontam um grave problema: “A taxa de suicídio entre adultos que realizam a cirurgia de troca de sexo é 20 vezes maior do que na população geral – inclusive na Suécia.

Fonte: Actuall. via Sempre Família

Conexões com amigos podem facilitar o vício em pornografia, disse um usuário em recuperação:

Há muitos lugares onde você pode substituir pela dependência da pornografia. Sair e ler em uma biblioteca ou livraria, ou levar uma revista para a Starbucks ou um banco do parque. Ou apenas faça longas caminhadas do lado de fora da sua casa. Acho que fazer disso um hábito ajuda a me tirar da cabeça as imagens que toda hora vem à tona.

O contato com pessoas reais ajuda no processo de recuperação. Feridas curam duas vezes mais rápido com companheirismo em comparação ao isolamento. O toque caloroso entre casais casados ​​reduz várias medidas de estresse. Conexões emocionais próximas estão associadas a taxas mais baixas de dependência e depressão. Enfim, evitar a solidão e buscar a companhia de pessoas parece ser fundamental!

Os seres humanos não podem regular seus humores sozinhos, pelo menos não por muito tempo. Prisioneiros em confinamento solitário geralmente enlouquecem. Em outras palavras, é normal sentir-se ansioso ou deprimido quando isolado. Como Philip J. Flores nos lembra em seu livro, “O contato com outras pessoas não é apenas uma boa ideia; é a lei. “Também é um dos melhores seguros de saúde que o planeta oferece. A conexão ajuda a reduzir o hormônio cortisol, que pode enfraquecer nosso sistema imunológico sob estresse”. O psicólogo e neurocientista, James A. Coan, do New York Times, explica que “é muito menos desgastante se tivermos alguém por perto nos ajudando a se regular e distrair”.

Quando os usuários em recuperação forçam sua atenção para longe de seu “alívio” habitual, seus circuitos de recompensa procuram outras fontes de prazer. Primeiro, ele se desespera pra se sentir bem novamente, mas acaba descobrindo as recompensas naturais que desenvolveu e assim pode substituir: interação amigável, parceiros de verdade, tempo na natureza, exercício, realização, criatividade e assim por diante.

Você pode acelerar o processo de recuperação e começar a receber as recompensas neuroquímicas naturais que vêm da conexão com os outros. O tempo social com os amigos é ótimo.

Dicas gerais:

  1. Busque um bom padre e faça sua confissão. Peça perdão a Deus por suas falhas, o Padre ouvirá atentamente e o aconselhará. Ele jamais abrirá para outra pessoa o que disser a ele. Um bom padre é melhor que infinitos psicólogos e é gratuito.
  2. Faça exercícios físicos pelo menos 3x na semana como a corrida ou a natação. Evite frequentar locais onde estejam pessoas sensualmente vestidas como certas academias e praias lotadas, isto afetará seu imaginário e, consequentemente, trocará um problema pelo outro.
  3. Tome banho gelado sempre. Use esta técnica quando sentir que as imagens estão lhe sugerindo que caia no erro.
  4. Fique longe dos locais onde você geralmente consegue se isolar para masturbar-se substituindo por encontros amigáveis.
  5. Fonte original em Inglês AQUIFonte traduzida no Brasil AQUI