Christopher Dummitt é um historiador de gênero no Canadá e autor de “O homem moderno: masculinidade nos anos do pós-guerra”. Nos últimos 20 anos, ele tentou provar que não havia sexo, que a identidade sexual era apenas uma construção social baseada no poder, levando à opressão e à desigualdade. Hoje ele admite: “Estava errado e que houve fraude em seus ensinamentos”.

“Se eu soubesse, há 20 anos, que meu lado nas guerras ideológicas sobre gênero e sexo venceria tão decisivamente, eu ficaria em êxtase”, escreve Christopher Dummitt no site Quillette.

Atualmente, ele é presidente do Departamento de Estudos Canadenses da Universidade de Trent, em Peterborough, Ontário.

Ele descreve como os estudos de gênero assumiram os departamentos de história da América do Norte nos anos 90. “Cada um desses campos compartilhava a mesma visão de mundo que eu – que praticamente toda identidade era uma construção social. E essa identidade era toda sobre poder”, observa ele.

Seu zelo por sua posição era incomparável. “Não há nada tão certo como um estudante de pós-graduação armado com uma preciosa experiência de vida e uma grande ideia”, confessa.

Dummitt percebeu que pessoas fora do mundo acadêmico discordavam dele. “Quase ninguém que não havia sido exposto a tais teorias em uma universidade conseguiu acreditar que o sexo era uma construção social, porque essas crenças eram contrárias ao senso comum”.

Mas mesmo ele está surpreso com a velocidade impressionante da reviravolta cultural, usando essa lógica defeituosa.

“Agora minha grande ideia está em todo lugar. Isso aparece especialmente nos pontos de discussão sobre direitos de trans e políticas relacionadas a atletas trans no esporte. Está sendo escrito em leis que ameaçam essencialmente repercussões para quem sugere que o sexo pode ser uma realidade biológica”, observa ele.

Agora ele oferece um “mea culpa” por seu papel nisso, “uma crítica detalhada sobre por que eu estava errado na época e por que os construcionistas sociais radicais estão errados agora. Certa vez, argumentei os mesmos argumentos que eles agora apresentam e, portanto, sei como eles estão enganados.”

Discípulos do engano

Depois que Dummitt terminou seu doutorado em história de gênero, ele publicou um livro sobre o assunto, The Manly Modern, em 2007. Cinco estudos de caso de meados do século XX sobre os aspectos masculinos da sociedade formam o coração do livro.

Agora ele diz que tem vergonha de alguns conteúdos, especialmente dois de seus estudos de caso.

Embora o livro não tenha ganhado nenhum prêmio, logo foi citado por outros estudiosos que escreveram sobre a história da masculinidade.

Ele escreveu outro artigo influente sobre a conexão entre homens e churrasco – também citado por acadêmicos. “Muitos jovens estudantes universitários, primeiro aprendendo sobre a história do Canadá, foram forçados a ler esse artigo para aprender sobre a história de gênero – e a construção social de gênero.

“O problema é: eu estava errado. Ou, para ser um pouco mais preciso, entendi as coisas parcialmente. Mas então, para o resto, eu basicamente inventei”, confessa Dummit.

Mas Dummit não foi o único fraudador nos estudos de gênero. “Todo mundo estava inventando (e está). É assim que o campo dos estudos de gênero funciona”, observa ele.

Em sua postura pública, ele estava zangado e assertivo sobre o que achava que sabia. “Era para esconder o fato de que, em um nível muito básico, eu não tinha provas de parte do que estava dizendo. E é isso que torna tão decepcionante ver que os pontos de vista que eu costumava argumentar com tanto fervor – e com tanta base – agora são aceitos por muitos na sociedade em geral”.

Na pesquisa de Dummitt, ele procurou encontrar uma explicação para a maneira como os canadenses do pós-guerra falavam sobre homens e mulheres. “Eu tinha respostas, mas não as encontrei na minha pesquisa primária. Eles vieram de minhas crenças ideológicas”, observa ele.

Ele diz que seus colegas estudiosos adotaram a mesma abordagem – e ainda o fazem. “Isso é o que era e é: um conjunto de crenças pré-formadas que são incorporadas à penumbra disciplinar dos estudos de gênero.”

“Minha pesquisa não provou nada de qualquer maneira. Apenas assumi que o gênero era uma construção social e procedi nessa base”, conta.

Ele se refere ao mundo isolado da academia como um silo. “Eu nunca me envolvi, pelo menos não seriamente, com alguém que sugerisse o contrário. E ninguém, em nenhum momento dos meus estudos de pós-graduação, ou na revisão por pares, sugeriu o contrário – exceto em conversas, geralmente fora da academia. E, portanto, nunca fui forçado a enfrentar explicações alternativas, de orientação biológica, que eram pelo menos tão plausíveis quanto a hipótese de que eu me vestia com o ar da certeza“, declara.

A certa altura, começaram a surgir dúvidas em seu pensamento. Por quanto tempo a profissão poderia continuar se expandindo simplesmente adicionando mais e mais tipos de opressão? Certamente, em algum momento, a história seria realmente abrangente, ele pensou.

Fraudes

Em 2009, Dummitt publicou um livro com um ensaio intitulado “After Inclusiveness”, afirmando esse ponto. Enquanto muitos em sua profissão admitiram em particular que ele estava certo, ninguém diria isso publicamente.

“Para reiterar: o problema era e é que eu estava inventando tudo. Essas eram suposições educadas que eu estava oferecendo. Eles eram hipóteses. Talvez eu estivesse certo. Mas nem eu, nem qualquer outra pessoa, jamais pensamos em examinar o que escrevi.

Gênero era realmente sobre poder? Para provar seus argumentos em seus escritos, ele citou outros estudiosos que disseram que sim. “Ajudou [o fato de] os nomes deles serem franceses e eles fossem filósofos. O trabalho de um sociólogo australiano, R. W. Connell, também ajudou. Ele argumentou que a masculinidade era principalmente sobre poder… Na realidade, seu trabalho não provou isso; extrapolou plausivelmente a partir de pequenos estudos de caso, como eu havia feito. Então eu citei Connell. E outros me citaram. E é assim que você ‘prova’ que o gênero é uma construção social e tudo sobre poder.”

A bolsa de estudos fraudulenta desenvolvida no ambiente acadêmico e promovida por Hollywood agora está encontrando seu caminho na estrutura política e legal. “Meu raciocínio falho e outras bolsas de estudos que usam o mesmo pensamento defeituoso agora estão sendo adotadas por ativistas e governos para legislar um novo código moral de conduta’, diz.

“Uma coisa era quando eu estava bebendo com colegas de pós-graduação e brigando no mundo inconsequente de nossos próprios egos. Mas agora muito mais está em jogo. Eu gostaria de poder dizer que a bolsa de estudos se tornou melhor – as regras de evidência e a revisão por pares mais exigentes. Mas a realidade é que a atual aceitação quase total do construtivismo social em certos círculos parece mais o resultado de mudanças demográficas na academia, com certos pontos de vista dominando ainda mais do que no meu auge da graduação”, declara.

“Até que tenhamos estudos seriamente críticos e ideologicamente divergentes sobre sexo e gênero – até que a revisão por pares possa ser algo mais do que uma forma de triagem ideológica em grupo -, deveremos ser muito céticos de fato sobre muito do que conta como ‘experiência’ em construção social de sexo e gênero”, defende.

Disforia de gênero

Segundo a psicóloga cristã Marisa Lobo, a confissão de Christopher Dummit não é novidade, pois “a ideologia de gênero é mentira, e aqueles que a defendem inventam e militam social e culturalmente para promover o tema”. Autora de livros que falam sobre o assunto, Marisa diz que é “por isso a que gente vive descontruindo a ideologia de gênero.”

Marisa Lobo diz ainda que eles querem quebrar o paradigma de que homem nasce homem e mulher nasce mulher para contestar religiões e a sociedade, pois querem ter o direito de viver como querem, mas que isso não pode afetar as crianças.

A psicóloga diz que as crianças acabam sofrendo assédio moral, psicológico e acabam sofrendo com doenças mentais. “As pessoas têm o direito de fazer o que quiserem, mas essa interferência na infância está causando uma patologia chamada disforia de gênero. É contra isso que a gente luta”, explicou.

Fonte: AQUI

Você se lembra como descobriu sobre sexualidade? Provavelmente seus pais tinham medo de falar sobre o assunto com você. Talvez tenham te apresentado o sexo como algo errado ou sujo. Talvez tenham te apresentado como um parque de diversões. Talvez não tenham falado nada e você tenha descoberto tudo sozinho, da pior forma.

A verdade é que a maioria das famílias não tem a mínima ideia sobre como falar deste assunto, muitas vezes porque as próprias pessoas têm uma visão errada da sexualidade, segundo a Igreja. Estamos aqui para te ajudar nesta árdua tarefa!

O que não falar

Os maiores erros que pais podem cometer ao falar sobre sexo são:

– Dizer que ele é algo sujo, ruim ou um “mal necessário”;

– Não adequar o que falar à faixa etária da criança/adolescente;

– Evitar o assunto ou mentir sobre a origem dos bebês (dizendo que é a cegonha que os trazem, por exemplo);

– Contar aos filhos sobre as próprias intimidades do casamento;

– Se referir ao ato sexual com palavras chulas ou palavrões;

O que falar

É importante, em primeiro lugar, que os próprios pais entendam como a Igreja enxerga o sexo e a sexualidade humana. Diferente do senso comum, a Igreja valoriza muito a relação sexual, exatamente por vê-la como o que temos de mais parecido com Deus. É justamente por ser tão precioso que a Igreja é tão respeitosa ao se referir ao sexo.

Assim, antes de falar com seus filhos, procure ler estes livros e documentos:

– “Amor e responsabilidade”, São João Paulo II (na época, Karol Woytila)

– “Catequeses da Teologia do Corpo”, São João Paulo II

– “Teologia do Corpo para iniciantes”, Christopher West

– Deus, sexo e os bebês: o que a Igreja realmente ensina sobre paternidade responsável ( Link )

– Sexualidade humana: Verdade e Significado  ( O Primeiro a ser estudado e lido. Baixe da internet, acesse aqui)

1)     Não apresente o sexo como ruim ou sujo nem use palavras chulas

Uma educação sexual repressiva pode levar os filhos a desenvolverem escrúpulos e problemas no futuro relacionados a intimidade, afetividade e sexualidade. O sexo deve ser apresentado como algo bom, bonito, uma intimidade que o casal tem quando se ama muito e está preparado para isso. É bom explicar que a consequência natural desta intimidade é o nascimento de uma nova vida e que Deus quis assim para que, assim como Ele, também nós pudéssemos criar novas pessoas. Mostre que o sexo é maravilhoso porque une o casal e permite que sejamos participantes nos planos de Deus para a criação e manutenção do mundo! Exatamente por isso, não use palavras chulas, pois isso tira a sacralidade e beleza da explicação.

Os pais podem aproveitar esse momento também para explicar sobre a importância da castidade. Pode-se dizer que a castidade preserva a beleza da relação sexual. Como o sexo é algo bom e muito íntimo, não é com qualquer pessoa nem em qualquer momento da sua vida que você vai se entregar a alguém. É preciso estar amadurecido e conhecer bem a outra pessoa, confiar muito nela, para que isso seja possível. Assim, a castidade preserva a pessoa de oferecer a própria intimidade a qualquer um. Por isso que a Igreja nos pede a virgindade e pureza até o matrimônio. O matrimônio é onde o casal que se ama e se conhece estabelece um vínculo duradouro e pede as bênçãos de Deus para isso.

É importante também que os pais digam que a masturbação e o consumo de pornografia são ruins e pecaminosos porque fazem a pessoa buscar o prazer solitário, de maneira egoísta, fazendo com que olhemos só para o quanto de prazer outra pessoa pode nos oferecer. Isso está distante do amor de verdade, de um desenvolvimento pessoal sadio, em que buscamos sempre ser melhores e ajudar as pessoas. A masturbação e a pornografia faz os outros se tornarem objetos. Nós não gostamos de ser tratados como lixo, como descartáveis; também não devemos tratar os outros assim. Todos são filhos de Deus e cheios de dignidade!

Uma explicação neste estilo, delicada e sincera, ajuda os filhos a saberem melhor sobre o assunto e terem uma visão correta sobre ele.

2)    Adeque a linguagem e as informações à faixa etária

Muitos não sabem o momento de terem essa conversa com os filhos. O ideal é que os próprios filhos procurem os pais para falarem sobre sexo – e isso acontece quando há um ambiente acolhedor em casa.

As crianças irão perguntar como nasceram. Não se alongue na explicação nem dê detalhes inadequados para a faixa etária. Apenas diga que nasceram da barriga da mamãe e que chegou até lá através de um amor muito grande que os pais tiveram. Pode-se dizer que aos poucos, conforme os filhos forem crescendo e aprendendo coisas novas de biologia na escola, os pais irão explicar melhor sobre esse assunto.

Para os adolescentes é bom ser sincero, direto e dizer a verdade de maneira bonita e delicada. Mostre a importância e beleza da relação sexual, a importância da castidade e o porquê de não consumir pornografia ou se masturbar. Se tiverem dúvidas que os pais não saibam responder, fale ao filho que não sabe e irá procurar uma resposta para o assunto.

Com os adolescentes, também é útil apresentar livros de biologia – claro, tudo de acordo com a idade e curiosidade do filho. Os filhos podem e devem conhecer a anatomia do próprio corpo, inclusive para o caso de desenvolverem alguma doença ou notarem anormalidades anatômicas ou fisiológicas. Neste sentido, há um programa muito interessante sobre afetividade e sexualidade chamado Teen STAR. Há retiros anuais no Brasil. Vale conhecer! Outro programa no mesmo estilo é o Up to You. Em ambos os sites há material formativo que pode ajudar pais e filhos.

3)      Não conte sobre você e suas intimidades

Mesmo que os filhos perguntem sobre quantas vezes por semana os pais fazem sexo ou coisas parecidas, diga que isto é algo pessoal e que eles não devem saber. Os filhos devem entender que são filhos e que os pais não são seus “amiguinhos”, mas pessoas que estão ali para lhe educar e apoiar. Se os filhos perguntarem se os pais se casaram virgens, os pais podem responder esta pergunta. Mesmo que não tenham tido um passado exemplar, isso deve ser dito aos filhos com as devidas precauções: “Não éramos convertidos, mas depois descobrimos que estávamos errados e não queremos que vocês errem também e passem pelas dores que passamos”.

Outras dicas…

– Se seu filho nunca tiver curiosidade nem perguntar nada sobre o assunto, talvez seja interessante chamá-lo para uma conversa por volta dos 10 – 12 anos.

– Pode ser o pai, a mãe ou os dois a conversarem sobre sexualidade com os filhos. Geralmente, as mães conversam com as filhas e os pais com os filhos, por uma questão de identificação.

– A castidade é uma virtude como qualquer outra. Se seu filho, desde criança, aprende a ser virtuoso, a castidade será “só” mais uma virtude. Ele pode estar sozinho ou acompanhado, se bem formado saberá sempre o certo e o errado, portanto, saberá sempre como deverá agir.

– A educação em casa é essencial, mas também é legal que seu filho tenha bons amigos e boas companhias por aí. Os centros culturais do Opus Dei têm clubinhos para crianças e adolescentes. Outros grupos e movimentos da Igreja como as novas comunidades, em que os pais participem podem ser boas alternativas para se fazer boas amizades.

Independentemente da abordagem, é importante sermos fiéis ao que nos ensina a Igreja: a sexualidade humana é linda! A relação sexual tem um sentido maravilhoso! Que saibamos passar isso aos nossos filhos…

Fonte : Modéstia e Pudor

Com a proliferação da pornografia na internet, as crianças estão sendo expostas a imagens chocantes em uma idade cada vez menor.No curto prazo, as consequências podem ser desastrosas: depressão, desvios ou comportamento de risco.

Também existem efeitos de longo alcance de longo alcance: dificuldades em construir um relacionamento amoroso, ter uma imagem degradante das mulheres, dependência sexual etc.

Conversamos com Sabine Duflo, psicóloga clínica francesa e terapeuta familiar, sobre os efeitos da pornografia na juventude de hoje e sobre como podemos evitar os efeitos devastadores da exposição à pornografia em uma idade muito jovem.

Aleteia: Por que a batalha contra a pornografia que Emmanuel Macron* ( Presidente da França)  anunciou tornou-se uma prioridade para o governo francês?

Sabine Duflo: A pornografia de hoje está muito longe daquela da geração de nossos avós. Não é mais uma questão de erotismo. Agora cria a imagem de uma sexualidade completamente desumanizada e automatizada, sem nenhum sentimento. Transmite uma imagem degradante das mulheres. É uma sexualidade violenta, em que as mulheres estão em posição de submissão, alienação e totalmente subservientes aos desejos do homem.

Hoje, as crianças não são protegidas quando navegam na internet sozinhas. Elas podem se deparar com imagens violentas e pornográficas a qualquer momento. Esse volume de conteúdos de práticas sexuais é algo sem precedente em nossas sociedades. Aquilo que sempre permaneceu oculto está permanentemente à mostra, à vista de todos. Essa intimidade exposta é traumatizante para crianças, pois as fazem sentir-se chocadas, excitadas e culpadas, tudo ao mesmo tempo.

Quais as consequências que imagens pornográficas podem ter em um adolescente?

S.D .: Para as meninas, assim como para os meninos, as imagens pornográficas separam a sexualidade dos sentimentos de amor, enquanto a sexualidade deve ser a culminação de um relacionamento amoroso. Entre os meninos, a pornografia dá a mensagem de que a sexualidade é algo mecânico, sem sentimento, e está ligada à obrigação de realizar. Isso às vezes cria um uso viciante de pornografia na web e as dificuldades quando um adolescente se apaixona: desejo, excitação sexual e sentimentos não estão mais adequadamente conectados para ele.

Entre as meninas, isso pode criar sentimentos de depressão ou ansiedade, e até mesmo pensamentos suicidas, porque sua posição foi completamente depreciada e porque descobrir sexualidade através de filmes pornográficos é sinônimo de desencantamento total. Assim, podemos ver uma desconexão entre sentimentos amorosos e práticas sexuais. Nos banheiros de escolas de ensino médio, a prática de adolescentes realizando atos sexuais por um preço está se tornando cada vez mais prevalente.

A pornografia não vem sem consequências para as crianças e os futuros adultos que elas se tornarão. Isso ocorre porque um adulto tem que construir um relacionamento amoroso com outra pessoa, e não será capaz de conseguir isso se assimilar uma representação da sexualidade como um ato de violência e alienação.

Como podemos proteger nossos filhos?

S.D .: Se eles já viram imagens pornográficas, é muito raro que eles mencionem isso aos pais porque têm vergonha e se sentem culpados por encontrar essas imagens. A melhor coisa a fazer é falar com eles antes, avisá-los e orientá-los a se retirar da presença de conteúdos assim. No entanto, isso pode ser difícil, por vezes, porque eles são muito jovens.

Você deve ter algumas palavras simples prontas: “Se um dia você se deparar com imagens chocantes – e elas podem aparecer em qualquer lugar na internet – você não é responsável por isso. É uma grande indústria que mira os adolescentes para tentar ganhar dinheiro. Fale comigo, saia imediatamente da tela e não olhe para essas imagens, pois elas dificultarão futuros relacionamentos. Um dia você será crescido e se apaixonará; é uma bela experiência, e se você observar essas imagens, não poderá ter a mesma experiência.”

Outros podem dizer que você está sendo moralista.

A pornografia não é uma questão de moral, é uma questão de humanidade, de sociedade. Meu trabalho é ajudar as crianças a se tornarem adultos felizes que se realizam em seus relacionamentos com os outros. No entanto, imagens violentas e pornográficas atacam esse trabalho, pois fazem com que as crianças acreditem que a sexualidade é sinônimo de violência e desrespeito ao outro, quando deveria ser o contrário.

Aleteia

Homens e mulheres são diferentes, e não se trata apenas de órgãos genitais distintos, timbre de voz ou quantidade de pelo no corpo. Pesquisas recentes na área de neurociências deixam claro que a estrutura do cérebro, o modo como os neurônios fazem conexões e a quantidade de hormônios que agem no órgão afetam os comportamentos e preferências de homens e mulheres de modo muito distinto. Confira algumas diferenças já constatadas pelos neurocientistas:

1- Especialização cerebral

Ainda que o cérebro humano, em geral, possa realizar muitas tarefas, assim como concentrar-se mais em determinadas tarefas do que em outras, é certo que o aparato mental do homem está mais orientado à especialização. Isso quer dizer que no cérebro masculino, determinadas partes dos hemisférios cerebrais tendem a ser mais ativas do que outras, focando mais em tarefas específicas. No caso das mulheres, há uma utilização mais integral de ambos os hemisférios num número maior de atividades, o que caracteriza uma capacidade multitarefa superior.

2- Segmentação da informação

No cérebro masculino, a informação se separa em grupos segmentados que não estão necessariamente relacionados (como emoções e estratégias ou vida pessoal e profissional). No feminino, as informações se entrelaçam como um sistema único. Por isso, as mulheres são mais “holísticas” e, pelo menos mentalmente, não separam tanto os assuntos de ambientes distintos de convivência, como trabalho, faculdade e família.

3- Uso dos sentidos

Homem e mulher também percebem o mundo de modo diferente por meio dos sentidos. Nos homens, a visão tem um papel predominante, é o meio pelo qual a maior parte das informações chega ao sistema nervoso. Nas mulheres, os sentidos funcionam de modo mais equilibrado. Olfato, audição e tato são tão importantes para a compreensão do mundo quanto a visão. Também nesse caso, o cérebro masculino parece privilegiar a especificidade, enquanto o da mulher, o conjunto.

4- Tamanho do cérebro

O cérebro masculino é um pouco maior do que o feminino, o que não significa que homens tendem a ser mais inteligentes. A maioria dos cientistas acredita que a diferença de tamanho tem relação com o maior volume muscular dos homens.

5- Hormônios no corpo

O corpo masculino tem 20 vezes mais testosterona do que o das mulheres e, naturalmente, toda essa quantidade age no cérebro. Isso explica por que o sistema nervoso dos homens tende a impulsionar atitudes mais agressivas do que o das mulheres. Por causa do nível de testosterona, o desejo sexual dos homens é focado no prazer físico, enquanto nas mulheres, o afeto e o vínculo emocional podem chegar a ser até mais motivadores no sexo.

6- Habilidades cognitivas

Nos homens, o hemisfério cerebral esquerdo é dominante. No caso das mulheres, a atividade cerebral é mais balanceada entre os hemisférios. Isso ajuda a explicar a predileção de muitos homens por atividades que envolvam cálculos e coisas, como física, engenharias e tecnologia, enquanto o cérebro feminino desenvolve-se de modo a gerar predileção por áreas que trabalhem com pessoas e linguagens (educação e enfermagem, por exemplo). Essas são atividades que exigem o trabalho conjunto e simultâneo de várias regiões do cérebro.

Referências

Interessou-se pelo assunto? Esses são alguns dos estudos consultados para a produção lista:

Sex differences in the structural connectome of the human brainRegini Verma, neurocientista, University of Pennsylvania, EUA.

Cerebro de Mujer y cerebro de varón, Natalia Lopez Moratalla, doutora em Ciências, Universidad de La Sabana, Espanha.

Why sex matters for neuroscience, Larry Cahill, doutor em Neurobiologia, University of California, EUA.

Fonte AQUI

Pais, prestem atenção: vocês podem ser mais úteis na sala de parto do que imaginam. Essa é a conclusão de um estudo divulgado que descobriu que quando o homem segura a mão da sua mulher que está com dor, o coração e as taxas respiratórias entram em sincronia e a dor diminui.

“Quanto mais empático o parceiro, mais forte é o efeito analgésico, conforme a sincronização entre os dois quando estão tocando”, disse o principal autor do estudo, Dr. Pavel Goldstein, pesquisador de pós-doutorado em dor no Laboratório de Neurociência Cognitiva e Afetiva na CU Boulder.

O estudo envolveu 22 casais e foi publicado na revista Scientific Reports. É o mais recente de um crescente corpo de pesquisas sobre “sincronização interpessoal”, o fenômeno no qual os indivíduos começam a espelhar fisiologicamente as pessoas com quem estão.

Os cientistas há muito sabem que as pessoas inconscientemente sincronizam seus passos com a pessoa com quem estão caminhando ou ajustam sua postura para espelhar a de um amigo durante a conversa.

Estudos recentes também mostram que quando as pessoas assistem a um filme emocional ou cantam juntas, seus batimentos cardíacos e ritmos respiratórios se sincronizam.

Quando líderes e seguidores têm um bom relacionamento, suas ondas cerebrais entram em um padrão similar. E quando casais românticos estão simplesmente na presença um do outro, seus padrões cardiorrespiratórios e de ondas cerebrais se sincronizam, mostrou a pesquisa.

O novo estudo, co-escrito com a professora da Universidade de Haifa, Simone Shamay-Tsoory, e com o professor assistente Irit Weissman-Fogel, é o primeiro a explorar a sincronização interpessoal no contexto da dor e do toque. Os autores esperam poder contribuir com alternativas para o alívio da dor em pacientes hospitalizados, sem a necessidade do uso de opioides.

Goldstein surgiu com a ideia depois de testemunhar o nascimento da sua filha, agora com 4 anos. “Minha esposa estava com dor e tudo que eu conseguia pensar era: ‘O que posso fazer para ajudá-la?’ Peguei a mão dela e pareceu ajudar”, lembra ele. “Eu quis testar isso no laboratório: pode-se realmente diminuir a dor com o toque e, em caso afirmativo, como?”.

Goldstein recrutou 22 casais heterossexuais que vivem juntos há um bom tempo, com idades entre 23 e 32 anos, e os fez passar por uma série de testes com o objetivo de imitar o cenário da sala de parto.

Aos homens foi atribuído o papel de observador; mulheres o alvo da dor. Quando os instrumentos mediam suas taxas de coração e respiração, eles se sentavam juntos, sem se tocar; sentados juntos de mãos dadas; ou sentou-se em quartos separados. Então eles repetiram os três cenários enquanto a mulher era submetida a uma leve dor de calor no antebraço por 2 minutos.

Como em estudos anteriores, o estudo mostrou casais fisiologicamente sincronizados em algum grau apenas sentados juntos. Mas quando ela foi submetida a dor e ele não podia tocá-la, essa sincronização foi cortada. Quando ele foi autorizado a segurar a mão dela, suas taxas caíram em sincronia novamente e sua dor diminuiu.

“Parece que a dor interrompe totalmente essa sincronização interpessoal entre casais”, disse Goldstein. “Mas o contato traz de volta.”

A pesquisa anterior de Goldstein descobriu que quanto mais empatia o homem mostrava pela mulher (medida em outros testes), mais a dor diminuía durante o toque. Quanto mais fisiologicamente sincronizados eles eram, menos dor ela sentia.

Ainda não está claro se a diminuição da dor é o que causa o aumento da sincronicidade ou vice-versa. “Pode ser que o toque seja uma ferramenta para comunicar empatia, resultando em um efeito analgésico”, disse Goldstein.

Mais pesquisas são necessárias para descobrir como o toque de um parceiro ameniza a dor. Goldstein suspeita que a sincronização interpessoal pode desempenhar um papel, possivelmente por afetar uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior, que está associada à percepção da dor, empatia e função cardíaca e respiratória.

O estudo não explorou se o mesmo efeito ocorreria com casais do mesmo sexo, ou o que acontece quando o homem é sujeito à dor. Goldstein mediu a atividade das ondas cerebrais e planeja apresentar esses resultados em um estudo futuro. Ele espera que a pesquisa ajude a dar credibilidade científica à noção de que o toque pode aliviar a dor.

Fonte

Por Vitor Pereira

Celibato, continência e castidade… Três conceitos que facilmente são baralhados na linguagem quotidiana, tomados muitas vezes como sinônimos, mas que são, efetivamente, diferentes. Sua compreensão adequada é imprescindível para o direito canônico, pois, para cada uma destas figuras, existem consequências e efeitos jurídico-canônicos diversos, seja em relação à vida matrimonial, religiosa ou clerical. É impossível compreender retamente, por exemplo, a questão da possibilidade de homens casados se tornarem presbíteros (padres), ou mesmo o tema da validade do matrimônio não consumado, se a diferença entre estes conceitos não for estabelecida.

Para fazer esta distinção, valemo-nos, com adaptações, da excelente explicação que o canonista estadunidense Edward Peters dá sobre o tema, a qual tem o mérito de ser concisa e clara (o original em inglês pode ser consultado aqui).

Celibato é um estado de vida decorrente de uma escolha deliberada de não se casar. Não se configura pelo simples fato de estar solteiro por circunstâncias quaisquer não livremente escolhidas. É, na verdade, o estado de vida de um solteiro qualificado pela decisão livre de não se casar. Um jovem que deseja encontrar uma namorada para casar-se, enquanto não a encontra, ou, encontrando-a, enquanto ainda a namora, não é propriamente um celibatário, pois não escolheu deliberadamente o estado de vida de não casar-se, tanto é que busca encontrar alguém para sua esposa. A pessoa que, querendo casar-se, não encontra alguém que queira casar-se com ela, não é propriamente celibatária, pois tal decisão não é deliberada livremente, mas uma imposição das circunstâncias da vida.

Quando não há uma escolha deliberada por não se casar, é preferível dizer que a pessoa está ou é solteira, mas não que é celibatária. Solteiras são, por exemplo, as crianças (que poderão ou não desejar casar-se quando adultas), as pessoas que esperam casar-se ou se preparam para o casamento, a pessoa que ficou viúva após a morte do cônjuge e que aceitaria casar-se novamente.

A decisão pelo celibato (portanto, escolha livre e deliberada por este estado de vida) não necessita sempre ser por motivos nobres ou altruístas. Celibatário é tanto o sacerdote e o religioso que optam por este estilo de vida de modo a melhor se consagrar ao serviço de Deus e da Igreja como a pessoa que não deseja casar-se para não ter responsabilidades com outras pessoas ou para que não seja importunado em seu estilo de vida, bem como as pessoas viúvas que preferem fechar-se a um novo casamento após a morte do cônjuge ou aqueles que não se casam para se dedicar aos cuidados de parentes idosos ou enfermos. O essencial para configuração do celibato é a escolha deliberada por um estilo de vida que exclui o casamento por parte de uma pessoa que, se quisesse, poderia livremente optar pelo casamento (seja lá qual for a finalidade que se almeja com esta exclusão matrimonial).

Continência, por sua vez, é a escolha deliberada por não praticar atos sexuais. A moral cristã exige a continência de todos aqueles que não se encontram casados, pois somente dentro do casamento é moralmente legítimo a prática de atos sexuais. Celibatária ou solteira, toda e qualquer pessoa que não seja casada, seja por opção ou não, é chamada à continência sexual, seja o rapaz que está namorando, a moça solteira, o padre, a freira, o monge, os viúvos etc. Historicamente, a Igreja Latina (a Igreja Católica do Ocidente, que segue o rito romano) também exigia do clero casado tal continência, apesar de serem casados, mas esta peculiar situação será tratada em outro post.

Para distinguir bem o celibato da continência, podemos formular um exemplo: um padre celibatário opta por não se casar e o próprio direito canônico o impede de contrair matrimônio sem a devida dispensa a partir de sua ordenação diaconal. Embora seja celibatário, pode acontecer de este padre nem sempre ser continente, pois pode vir, ocasionalmente, a praticar atos sexuais fora de um matrimônio (hipótese em que, obviamente, peca). Mas veja-se que o pecado não está propriamente na violação do celibato, mas sim da continência – o fato de ele praticar ato sexual com determinada pessoa não quer dizer necessariamente que ele deseje casar-se com ela ou abandonar o estado de vida celibatário. Significa apenas que o clérigo em questão foi incontinente, ou seja, não seguiu a continência sexual que a moral cristã exige de toda e qualquer pessoa não casada (seja clérigo celibatário, religioso ou leigo). A obrigação de manter-se continente, abstendo-se de atos sexuais, abarca a todos os cristão não casados, não somente a clérigos celibatários e religiosos.

Quanto aos casados, podem, por razões várias (razões espirituais, planejamento familiar natural, necessidade de viagem por período longo etc.), abster-se durante certos períodos da prática sexual, por livre decisão do casal. 

Por fim, a castidade é uma virtude por meio da qual a pessoa faz uso de sua faculdade sexual de modo adequado a seu estado de vida. Um cristão não casado (solteiro ou celibatário, não importa) será casto ao exercer a continência, isto é, ao não praticar atos sexuais precisamente por não ser casado, pois o seu estado de vida (não casado) assim o exige. Já a castidade entre casados não pode ser confundida com abstinência sexual. Os casados são castos tanto mantendo a prática sexual retamente ordenada entre si, como optando por abstinências periódicas ou por continência por prazo indeterminado (desde que de comum acordo). São formas distintas de se viver a castidade entre casados, mas jamais se pode dizer que a prática sexual retamente ordenada entre casados seja pecaminosa ou contrária à castidade. Pelo contrário, os casados, quando mantêm relações sexuais normais entre si, são tão castos quanto ao se absterem de sexo, pois a prática sexual é uma das formas adequadas de uso da faculdade ou potência sexual dentro do casamento.

Edward Peters finda sua explicação com uma lapidar conclusão: a Igreja ensina que todos são chamados a observar a castidade própria de seu estado de vida; a continência é exigida de todos os não casados (solteiros ou celibatários); e algumas pessoas solteiras, por motivos louváveis, optarão por não se casar e seguir o estado de vida celibatário, sendo que, em regra, na Igreja Latina (Ocidental), a opção pelo celibato é uma condição para ingresso na vida religiosa ou sacerdotal.

Fonte: http://dircanonico.blogspot.com.br/2015/03/celibato-continencia-e-castidade.html?m=1

Em tempos de promoção encarniçada do empoderamento feminino, da fluidez dos gêneros e da sexualidade e da emancipação pessoal frente às regras “autoritárias” das famílias de matiz conservador (aquelas em que, por incrível que pareça, os pais ainda exigem obediência e castigam quando necessário), é quase escandaloso escrever qualquer coisa sobre um dos homens (sim, um homem e, horror dos horrores, um pai de família e casto!) mais amados do catolicismo (sim, a religião “opressora”): São José, patrono da Igreja Universal e pai adotivo de Jesus.

É escandaloso, mas é também extremamente desafiador, porque o exemplo de São José ajuda a iluminar as incongruências gritantes da contemporaneidade – a ausência de valores que promovam a família, especialmente a heteronormativa (segundo o discurso da ideologia de gênero); o vazio deixado pela falta de sólidos exemplos de masculinidade e paternidade sadias; a defesa de princípios pela insistência e pela gritaria, e não pelo bom-senso – e serve como parâmetro para nós, católicos, nos posicionarmos com firmeza frente a estas questões. O exemplo discreto de José e a sua importância como modelo de santidade e de vinculação a Deus não são, pela força do hábito e da devoção já assimilados na nossa vida cristã, muitas vezes devidamente reverenciados em justa medida. Voltar o olhar para o chefe da Sagrada Família é, hoje, não apenas enriquecedor para a nossa espiritualidade, mas igualmente necessário para a defesa da nossa fé e de nossos princípios morais fundamentais.

O Evangelho de São Mateus nos apresenta São José como sendo o “esposo” de Maria, o “justo”, o qual, sabendo da gravidez de sua prometida e “não querendo denunciá-la publicamente” (já que o filho biologicamente não era seu), resolve “repudiá-la em segredo” (1, 19). Alertado em sonho pelo Anjo do Senhor – “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (1, 20) –, José “fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa” (1, 24). Sobre o qualificativo “justo”, é importante mencionar o que nos diz o Papa Emérito Bento XVI no livro “A Infância de Jesus” (tomando por base a exegese do Salmo 1): “Justo (…) é um homem que vive em intenso contato com a Palavra de Deus (…). A lei [do Senhor] se converte espontaneamente para ele em ‘evangelho’, boa nova, porque a interpreta com atitude de abertura pessoal e cheia de amor a Deus, e assim aprende a compreendê-la e a vivê-la desde dentro”.

São José está disponível para acolher a vontade de Deus em sua vida e a cumpri-la integralmente na sua vida. É justo exatamente porque vive orientado para o alto, porque busca a santidade na obediência e na docilidade à palavra do Pai. Ainda sobre São José (especificamente sobre o fato de o anjo somente lhe aparecer em sonhos), nos fala ainda o Pontífice Emérito: “Isso nos mostra uma vez mais um traço essencial da figura de São José: sua finura para perceber o divino e sua capacidade de discernimento. Somente a uma pessoa intimamente atenta ao divino, dotada de uma peculiar sensibilidade por Deus e seus caminhos, pode-lhe chegar a mensagem de Deus desta maneira”. É homem sensível, pois, às manifestações de Deus, através de uma vida de intimidade com Ele, de pertença a Ele, de vida e de contemplação.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em 19 de junho de 2013, acrescentou a menção ao nome de São José nas Orações Eucarísticas II, III e IV do Missal Romano, através de um documento em que se lê: “S. José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente na missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo”.

Aqui se revela de maneira inequívoca a missão de todo homem cristão: aderir plenamente aos planos de Deus para sua vida, assumindo a especificidade de sua vocação varonil com integridade e disponibilidade. A fidelidade a Cristo se revela na assunção, por parte de cada homem, da sua missão especial em cada estado de vida (celibato, matrimônio, sacerdócio) com obediência e generosidade à vontade de Deus. A virtude masculina é revelada na dignidade especial de cada varão no cumprimento fiel e solícito de sua vocação particular, a exemplo do agir de José.

A respeito da vocação específica da paternidade, o Papa Francisco é certeiro: “A primeira necessidade é precisamente esta: que o pai esteja presente na família. Que esteja junto da sua mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, trabalhos e esperanças. E que esteja junto dos seus filhos no seu crescimento: quando jogam e quando se empenham, quando estão sem preocupações e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando estão taciturnos, quando ousam e quando têm medo, quando fazem um passo errado e quando reencontram o caminho. Pai presente sempre.” (Catequese da Audiência Geral, 04 de fevereiro de 2015).

Num mundo esvaziado de figuras paternas, o exemplo de José é imprescindível, pois nos mostra a necessidade da presença do pai no cotidiano da família, no atendimento eficaz as suas necessidades urgentes e no acolhimento e na educação dos filhos. O feminismo, cuja retórica distorce o papel do homem na sociedade e especialmente no ambiente familiar, exige o protagonismo das mulheres em prejuízo das figuras masculinas, enfraquecendo-as e minimizando a sua influência e a sua importância. Numa sociedade sem pais ou com pais vacilantes e impotentes, a formação dos indivíduos é seriamente prejudicada, quando não anulada. Não há referenciais varonis em que possam se espelhar os homens em processo de amadurecimento e essa carência incide diretamente na formação da sua afetividade e sexualidade. Por esta razão, aparecem e ganham força as ideologias que relativizam o gênero, os papeis sexuais e a importância da família na sociedade, enfraquecendo a identidade dos indivíduos e as suas relações interpessoais.

Na encíclica Redemptoris Custos, o Papa João Paulo II nos ensinava: “São José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele ‘coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos’ [S. João Crisóstomo, In Matth. Hom., V, 3: PG 57, 57-58], e é verdadeiramente ‘ministro da salvação’. A sua paternidade expressou-se concretamente ‘em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor familiar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa’ [Paulo VI, Alocução (19 de março de 1966): Insegnamenti, IV (1966), p. 110.]” (n. 8). A paternidade, conforme o exemplo de São José, é serviço ofertado generosamente a Deus como exercício pleno da vocação pessoal do homem como pai de família; é entrega de si para o bem do outro, para a construção da família e para a renovação da sociedade; é vocação dada por Deus como regalo especial para cada homem (também para sacerdotes e celibatários, em sentido espiritual), chamado a vivê-la como dom gratuito e como caminho de santificação.

Na mesma encíclica, o santo pontífice polonês acentuava uma característica muito especial de São José: o silêncio. Diz-nos São João Paulo II: “Também quanto ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré se estende o mesmo clima de silêncio, que acompanha tudo aquilo que se refere à figura de José. Trata-se, contudo, de um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José ‘fez’; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas ‘ações’, envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava cotidianamente em contato com o mistério ‘escondido desde todos os séculos’, que ‘estabeleceu a sua morada’ sob o teto da sua casa.” (n. 25). No acolhimento de Maria em sua casa, como sua esposa, e no exercício da paternidade de Jesus, percebe-se na discrição de José um perfil eminentemente interiorizado, voltado para si, como sinal de uma profunda vida interior. O silêncio de José permite identificá-lo como homem de ação e de atitudes simples, de profunda humildade, cujo ser estava ordenado apenas para cumprir a vontade de Deus, com quem mantinha uma reservada e profunda relação filial. José era homem de escuta, não de discursos vazios; era homem de ações efetivas, não apenas de intenções.

São José, por seu exemplo de santidade varonil, convida-nos a ser verdadeiros discípulos de Cristo, com simplicidade e disponibilidade. A sua paternidade espiritual é caminho seguro que nos leva ao Pai celeste, como nos ensina Santa Teresa de Jesus em seu Livro da Vida“Assim, tomei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele. Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma. Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito. Espantam-me muito os muitos favores que Deus me concedeu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou. Se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mostra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos”. Cada um de nós, especialmente os homens, somos chamados a aprender dele o caminho do serviço desinteressado a Deus, atentos a Sua Palavra e dóceis as suas disposições, e a vida contemplativa, alicerçada no silêncio, no qual o próprio Cristo modela em nós a Sua imagem e semelhança.

Autor: Breno Alves

O corpo não é apenas biológico, mas também teológico, nos ensina São João Paulo II. O corpo conta uma história divina. Deus inscreveu em nossos corpos a vocação de amar como Ele ama. Criou-nos homem e mulher e chamou-nos a tornarmo-nos “uma só carne.”

O corpo é bom

Deus modelou o homem com as próprias mãos (…) e imprimiu na carne modelada sua própria forma, de modo que até o que fosse visível tivesse a forma divina”

CIC § 704

Muitas pessoas estão acostumadas a rejeitar o corpo como se ele fosse mau. Contudo, viver uma vida espiritual nunca significou separar-se do mundo físico.

Muitos sentem-se até desconfortáveis diante do relevo que às vezes se dá ao corpo. O espírito, claro, tem primazia sobre a matéria. No entanto, o Catecismo da Igreja Católica ensina que “sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais através de sinais e de símbolos materiais” (n. 1146).

Deus não nos fez só espírito, mas deu-nos um corpo. E, não só deu-nos um como também Ele próprio assumiu um corpo quando encarnou-Se.

Existe uma heresia chamada maniqueísmo que condena o corpo e todas as coisas sexuais porque acredita que o mundo material é mau.

A Escritura é muito clara ao dizer que tudo o que Deus criou “é bom” (cf Gn 1,32). Tão bom que São João Paulo II fala do corpo como um sacramento. Isso quer dizer que este corpo é um sinal que torna visível o mistério invisível de Deus.

“O corpo, de fato, e só ele é capaz de tornar visível o que é invisível: o espiritual e o divino. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus e assim d’Ele ser sinal.”

São João Paulo II. Teologia do Corpo.

Este corpo não é divino, é claro. Mas ele é o sinal mais potente do mistério divino em toda a criação. Um sinal é algo que nos aponta para uma realidade que está além de si mesmo. Infelizmente, Por causa do pecado o “corpo perde o caráter de sinal”

São João Paulo II. Teologia do Corpo. 40, 4.

A união de Adão e de Eva no Paraíso, antes de o projeto de Deus ser distorcido pela desobediência, logo no início da Bíblia, reflete um outro enlace narrado no último Livro, as núpcias do Cordeiro, o casamento entre Deus e o homem. É interessante notar o desejo de Deus em unir-se à humanidade.

O ser humano foi feito para este casamento último. É por isso que nenhum homem ou mulher encontrará em seu companheiro aqui na Terra o preenchimento do coração, porque somente em Deus será saciado o anseio do coração humano.

Com o pecado original começou a desordem do corpo. Segundo a fé, essa desordem que dolorosamente constatamos não vem da natureza do homem e da mulher, nem da natureza de suas relações, mas do pecado. Tendo sido uma ruptura com Deus, o primeiro pecado tem, como primeira consequência, a ruptura da comunhão original do homem e da mulher.

Suas relações começaram a ser deformadas por acusações recíprocas, sua atração mútua, dom do próprio Criador, transforma-se em relações de dominação e de cobiça; a bela vocação do homem e da mulher para ser fecundos, multiplicar-se e sujeitar a terra é onerada pelas dores de parto e pelo suor do ganha-pão. (1607)

O Cristianismo diviniza o corpo

Pelo contrário, o cristianismo não rejeita o corpo mas o diviniza como podemos ver através das ricas citações a seguir.

“A carne é o eixo da salvação. Cremos em Deus que é o Criador da carne; cremos no Verbo feito carne para redimir a carne; cremos na ressurreição da carne, consumação da criação e da redenção da carne”.

(CIC 1015)

“Pelo fato do Verbo de Deus se ter feito carne, o corpo entrou pela porta principal na teologia.”

São João Paulo II. Teologia do Corpo.

“No corpo de Jesus nós vemos nosso Deus feito visível e então somos tomados de amor pelo Deus que não podemos ver”.

(CIC)

“O traje revela a pessoa”, disse Hamlet. Acentua nossa dignidade de filhos de Deus.

Apesar de ser bom, o corpo não deve ser cultuado e colocado acima do espírito. E, sendo de tão alto valor, o corpo será na ressurreição, glorificado.

Autora: Rayhanne Simon

O corpo antes do pecado original

Usamos roupas. Isso é uma constatação. Mas, será que algo tão normal, ou nem tão normal assim já que atualmente a moda é despir-se, tem alguma finalidade?

Para entender porque nos vestimos é preciso voltar lá atrás, na história da Criação. É necessário entender como era o corpo segundo o plano original de Deus para então captar o que mudou e que forças entraram em cena depois do pecado original.

Compreendendo assim a raiz e a essência desse acontecimento fundamental, seremos capazes de entender a decadência moral em que vivemos e como podemos revertê-la!

No princípio, Deus criou o homem e a mulher. Em Gênesis 2,25 está escrito: Estavam ambos nus mas não sentiam vergonha.” O que significa o fato de não sentirem vergonha de estarem nus? Isto descreve o estado de consciência de ambos; e, mais ainda, a sua recíproca experiência do corpo.

É necessário salientar que se trata de uma verdadeira “não-presença” da vergonha, e não de uma carência (falta de vergonha) ou subdesenvolvimento dela (perspectiva infantil do corpo). As palavras de Gênesis servem para indicar a plenitude de consciência e de compreensão do fato de “estarem nus”.

Aqui estamos tratando da criação do corpo como Deus o pensou e antes do pecado original. Na criação, o corpo, através da própria visibilidade apresenta o homem e, manifestando-o, o faz de intermediário, isto é, faz com que o homem e a mulher, desde o princípio, “comuniquem-se” entre si segundo aquela comunhão pessoal querida pelo Criador.

Diante de toda a criação, Adão não reconheceu nada semelhante e ele. Mas, ao ver a mulher, ficou admirado e reconheceu nela sua semelhante. Ao concluir Sua obra, Deus decide dar ao homem um auxiliar que lhe correspondesse; por isso, conduz a Adão todas as feras selvagens e todas as aves do céu e fá-las desfilar ante seus olhos para ver como ele as chamaria (cf. Gn 2, 18-9). Este trecho da narrativa bíblica já delineia uma peculiaridade muito significativa do modo de ser do varão, a saber: ele se guia sobretudo pela visão. Tendo enfim contemplado toda a criação e dado nomes às feras selvagens, Adão não encontrou entre os animais nenhuma companheira que lhe estivesse à altura. O Senhor então fez cair sobre ele um torpor, tomou “uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois da costela que tirara do homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem” (Gn2, 20-1); vendo-a, Adão exclama, admirado: “Esta, sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela será chamada ‘mulher’ [‘îsha], porque foi tirada do homem [‘îsh]” (Gn 2, 23).

Simples e singela, a admiração de Adão ao ver Eva pela primeira nos dá a conhecer tanto o desejo de Deus para a relação entre eles quanto a dinâmica deste relacionamento antes da queda: há na mulher, como dissemos, uma beleza própria e fundamental que, traduzindo ao seu modo a própria beleza divina, encanta e eleva o homem.

Desta forma, o corpo nu não era um empecilho para a visão do homem ou da mulher, mas sim um meio, um intermédio que apontava, que encaminhava para Deus. Adão e Eva viam através de seus corpos o interior , a ”alma”, um do outro. A nudez original não era simplesmente do corpo, mas expressava também a plenitude interior da “imagem de Deus”.

Deus, segundo as palavras da Sagrada Escritura, penetra na criatura que diante dele está “nua”. Todas as coisas diante Dele estão descobertas. Segundo esta medida o homem está verdadeiramente nu, antes ainda de o reconhecer.

Esta nudez nos mostra que, antes do pecado, homem e mulher não olhavam-se como objetos de desejo, mas sim como sendo um dom de um para outro. Sabiam que, de certa forma, sempre estariam <sós> pois só Deus seria capaz de saciá-los. E, estando cheios de Deus, eram livres e capazes de serem dom de um para o outro.

Estavam nus pois sua visão não era turva. Os olhos contemplavam o mistério da criação. Estavam diante um do outro como estavam diante de Deus.

Dava-se à nudez o significado de bem original da visão divina. Significa toda a simplicidade e plenitude da visão através da qual se manifesta o valor “puro” do homem (criatura), como varão e mulher, o valor puro do corpo e do sexo.

O corpo não conhece ruptura interior nem contraposição entre o que é espiritual e o que é sensível. Ao verem-se, homem e mulher não se enxergam apenas com o próprio sentido da vista, mas vêem-se no sentido de que se conhecem interiormente, intimamente. Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro, mesmo de seus órgãos reprodutores, não era capaz de causar excitação, a menos que a vontade consentisse segundo a reta razão. Por isso, não havia necessidade de se cobrir o corpo.

Este olhar interior indica não somente a visão de um corpo, mas de um corpo que revela um mistério pessoal e espiritual.

O corpo após o pecado original

Alguns versículos depois está escrito: “Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, prenderam folhas de figueira umas às outras e colocaram-mas como se fossem cinturões.” (Gn 3, 7)

O aparecer da vergonha e, em particular, do pudor sexual está relacionado com a perda da plenitude original a respeito do corpo. Se a vergonha traz consigo uma específica limitação do ver através dos olhos do corpo, isso acontece sobretudo porque a intimidade pessoal é como que perturbada e ameaçada pela visão pós pecado original.

A partir dessas duas citações vemos que houve uma mudança radical no significado da nudez da mulher diante do homem e do homem diante da mulher. O texto segue com a pergunta de Deus: “Quem te deu a conhecer que estás nu? Comeste, porventura, algum dos frutos da árvore que te proibi comer?” (Gn 3,11).

A partir deste momento, começa a haver uma profunda distorção seja no modo como o homem vê o corpo feminino, seja na forma em que a mulher se apresenta aos olhos masculinos. Por isso, o Senhor tece-lhes túnicas de pele para se cobrirem.

Dessa forma, podemos ver que esta mudança de significado diz respeito não ao corpo, mas à consciência, como fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Uma mudança que se refere ao significado do próprio corpo diante do Criador e das criaturas.

O corpo humano, na criação, é, na ordem natural, fonte de fecundidade e de procriação, mas além disso, carrega desde “o princípio” o atributo “esponsal”, isto é, a capacidade de exprimir o amor e, mediante este dom, pratica o sentido do seu ser e existir.

“Nessa altura, aperceberam-se de que o Senhor Deus percorria o jardim pela suavidade do entardecer e o homem e a sua mulher logo se esconderam do Senhor Deus por entre o arvoredo do jardim.” (Gn 3,8)

A necessidade de se esconderem indica que, na experiência da vergonha, surgiu um sentimento de medo diante de Deus. Um medo que não existia antes.

“O Senhor Deus chamou o homem e disse-lhe: “Onde estás ?” Ele respondeu: “Ouvi o ruído dos Teus passos no jardim e, cheio de medo, porque estou nu, escondi-me.” (Gn 3,9-10)

Entra aqui uma tomada de consciência da própria nudez. O homem perde, de alguma maneira, a certeza original da “imagem de Deus” tal como expressa no seu corpo: perde também, em certo modo, o sentido do seu direito a participar da visão divina do mundo e da própria humanidade. Perde então o que lhe dava profunda paz e alegria em viver a verdade e o valor do próprio corpo.

Referências

  • Teologia do Corpo, São João Paulo II
  • Teologia do Corpo para principiantes, Cristopher West
  • Teologia do Corpo, curso do Padre Paulo Ricardo
  • O brilho da castidade, padre Lodi

Fonte : Lírio entre Espinhos