Projeções de Fé

A Bela e a Fera

Por Pedro Menezes.

Sinopse: Versão com atores do clássico A Bela e a Fera. Em uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado por Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

A Bela e a Fera ensina pelo menos duas coisas. Uma (quem diz isso é Chesterton), que alguém deve ser amado antes de ser amável. Essa é a mensagem mais direta, mais Disney, e nem por isso menos verdadeira.

A outra é uma alegoria da Queda, também chamada de pecado original. Vivíamos como reis no Éden, sem necessitar de nada, em alegria perfeita e governo pleno do mundo. Mas a soberba nos derrubou: quisemos ser como deuses decidindo por nós mesmos o que é bom ou mal, feio ou bonito (o príncipe fez troça da mendiga por achá-la feia e repugnante) e perdemos a graça original.

O pecado é uma prisão amaldiçoada com ares de palácio. Achamos maravilhoso, mas, na verdade, é podre, sujo e decadente. Nos isola do mundo real, a Criação perfeita. E nos nivela por baixo, como se fôssemos somente o pior de nós: o que deveria ser belo e natural nos torna como animais e objetos, embaçando nossa dignidade.

A Fera é uma mensagem aos homens em particular: sem a Beleza vinda na forma de vocação, seja no matrimônio, seja na entrega sacerdotal à beleza divina, somos animais decaídos, perdidos, incapazes de governarmos a nós mesmos e sem esperança.

Não conseguimos resgatar a nós mesmos: somente a graça da perfeição divina é capaz de nos restaurar a condição digna na qual fomos criados. Não é à toa que ela é personificada na Bela: a beleza, junto com o bom e o justo, é uma das transcendentais — segundo von Balthasar, a primeira que nos revela a perfeição de Deus. E a Beleza vem com o ato de amor perfeito, muito diferente do amor de “ser feliz”, o amor da Globo: é o amor sacrifical.

Ficha técnica:

Gênero: Aventura.
Direção: Bill Condon.
Roteiro: Stephen Chbosky.
Elenco: Audra McDonald, Dan Stevens, Emma Thompson, Emma Watson, Gugu Mbatha-Raw, Ian McKellen, Josh Gad, Kevin Kline, Luke Evans.
Produção: David Hoberman, Don Hahn, Todd Lieberman.
Duração: 129 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Classificação: 10 anos

Trailer:

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Comentários

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  1. Irmãos, esse filme tem mensagens pró-causa LGBT e de ideologia de gênero (cenas passadas na taberna, na invasão do palácio e no baile final). Sugiro avaliar melhor. Deus abençoe e parabéns pelo blog!!!!

      1. Amigo, o filme, que é destinado principalmente às crianças, relativiza o homossexualismo (cenas na taberna e da valsa final) e o transexualismo (cena da invasão do palácio), como coisas “normais”, boas, inofensivas, libertadoras (“Vocês agora estão livres”, diz o guarda-roupa animado a homens que “viraram” mulheres)… e nós, aos olhos da fé, sabemos que não são. Se esse blog é de projeções DE FÉ, é estranho ter indicação deste filme. Este blog é muito bom, mas a indicação deste filme destoou de seu fim, que é indicar filmes que ajudam a viver a Fé.

        1. Irmãos, há este “release” no blog: “Cada produção muitas vezes apresenta elementos além das imagens de ação, romance, etc., alguns que até nos passam despercebidos (por serem sutis) e são contrários à fé católica, e a nossa pretensão é tentar ajudar ao fã de cinema a identificar essas situações e tomar alguns cuidados quando for assistir o filme, ou mesmo indicar algumas obras. Sabemos que não é algo muito simples, e não vamos dizer que estaremos sempre certos, mas acreditamos que será uma grande ajuda a muitos que buscam um referencial católico sobre os filmes.”. Irmãos, estou tentando chamar a atenção de vocês para sutilezas deste filme que são perigosas à formação das crianças nA Fé. Não é um post acusatório, mas que tenta ajudar vocês neste ministério tão importante. Muito obrigado por assumirem essa missão!!!!