O dom para teatro, interpretação e música muito cedo se destacaram na pequena Clare Crockett. Desde criança ela queria ser uma grande atriz e todos acreditavam que ela iria longe. Com 14 anos Clare ingressou numa agência e, graças a seu excepcional talento, com 15 anos já apresentava programas de televisão na Irlanda – seu país de origem; aos 17 ganhou um programa no canal Nickelodeon e aos 18 estreou no cinema. Ela tinha um futuro visivelmente promissor diante das câmeras.

Um dia uma amiga a convidou para uma viagem à Espanha, Clare aceitou pensando nas praias de Ibiza, festas e bebedeira; porém, próximo à data de embarque, descobriu que a viagem se tratava de uma visita ao convento das Servas do Lar da Mãe. Clare quis desistir mas as passagens já estavam compradas.

Apesar de ir a contragosto, o tempo com as religiosas a impactou profundamente. Clare conta que foi aí que, pela primeira vez, encontrou o Senhor. “Se Ele morreu por mim na cruz, o que farei eu por Ele?”, começou a se questionar. Entretanto, ela não queria mudar seu estilo de vida nem abandonar os próprios planos. Ao voltar para Irlanda, Clare continuou como antes: fumando, indo a muitas festas e trabalhando no que seu agente lhe indicava para ascender na carreira. Foi numa bebedeira de discoteca que o Senhor se manifestou pela segunda vez: Clare sentia que Jesus a olhava e perguntava “Por que você continua me machucando?”.

Neste ano, Clare estava gravando um filme. Em uma das noites no hotel enquanto revisava o roteiro, Clare conta que começou a ponderar tudo o que tinha e poderia ter como atriz: sucesso, fama, dinheiro… e concluiu que tudo isso era nada, era insuficiente para que fosse feliz. Ela sabia que o Senhor a chamava para uma vida religiosa. Ela sabia que se quisesse ser feliz, tinha que dar esse passo.

Clare tomou essa decisão e, aos dezoito anos, ingressou na comunidade das Servas do Lar da Mãe. Seu agente continuou lhe procurando e telefonava para o convento dizendo para “parar de bobeira” e voltar ao trabalho; mas Clare não queria volta atrás. Ela estava feliz!

Em 2012, irmã Clare foi enviada a uma das casas das religiosas no Equador. Ali ela continuou sendo um furacão de alegria. Clare tinha presença e sua personalidade inundava de vida todos os que se aproximavam dela.

O terremoto que ocorreu dia 16 de abril no Equador fez várias vítimas. Entre as que morreram estavam seis jovens da comunidade das Servas do Lar da Mãe, e uma delas era a irmã Clare Crockett, com 33 anos.

Veja o vídeo em que a própria irmã Clare conta seu testemunho:

https://www.youtube.com/watch?v=06zWAoKD5G4%20

E hoje teremos a premiação do Oscar, que para muitos é a Copa do Mundo em termos de cinema. Já vimos muitos filmes serem premiados que na nossa opinião foi uma injustiça, o que para mim aconteceu quando na premiação do ano de 1999 o vencedor foi “Shakespeare Apaixonado” em vez de “O Resgate do Soldado Ryan”, ou então o que ocorreu no ano de 1977, em que “Rocky” saiu com o prêmio de melhor filme, ganhando de grandes obras como “Taxi Driver” ou “Todos os Homens do Presidente”.

Pode ser que alguns dos filmes não sejam “indicáveis” quanto ao aspecto de valores ou religiosos, mas temos que observar as obras também pelo seu lado artístico. Vejam que o Vaticano já fez isso quando lançou uma lista de filmes que indica, separando em três categorias: religiosos, valores e arte.
Por isso, recomendamos que assistam a premiação como sendo um reconhecimento pelo trabalho de vários profissionais, e não como uma valorização de algo que vocês não gostem.
Vale a sua torcida (com cartazes, aplausos, choros, risos, vaias, etc.) para os filmes, artistas, música, ou seja, todas as categorias premiadas.
Prepare a pipoca e o guaraná, ligue a TV e acompanhe a premiação. E não esqueça de depois nos contar como foi a sua experiência.
CONFERIR2
Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia Una 
Jack Nicholson, na famosa produção
“O Iluminado”, de Stanley Kubrick.
O mítico e influente ator de Hollywood, Jack Nicholson, decidiu entrar de vez no debate sobre o aborto. E de modo contundente, para surpresa de muitos. O ator se declarou a favor da vida e não recuou em contar a história do motivo pelo qual decidiu defender a vida do nascituro. 
Em declarações a diferentes meios dos Estados Unidos, Nicholson contou que sua mãe lhe concebeu quando ainda era uma adolescente. Ela recebeu numerosas pressões para que abortasse; contudo, decidiu seguir em frente e dar à luz o bebê, que mais tarde se chamaria Jack.
Por tudo isso, Nicholson confirmou que está decididamente contra o aborto e que, além disso, não poderia assumir outra postura, porque seria “hipócrita”, já que, se sua mãe tivesse aceitado o aborto, “estaria morto, não existiria”.
“Minha única emoção é a gratidão”
De fato, nascido em 1936, Nicholson cresceu crendo que sua avó era sua mãe, e considerava como sua irmã aquela que, na realidade, era sua mãe. O ator descobriu toda a verdade só em 1974.
Neste sentido, o premiado ator disse que “sou contrário a meu distrito eleitoral no tema do aborto, porque estou positivamente em sentido contrário. Não tenho direito a qualquer outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minha vida”.
A história de Andrea Bocelli
Mas Jack Nicholson não é o único personagem que está se manifestando contrário ao crime do aborto. Em um vídeo difundido no YouTube, o tenor italiano Andrea Bocelli revelou a história de seu nascimento e elogiou sua mãe por não abortá-lo, depois de saber que nasceria com uma deficiência.
No vídeo, intitulado “Andrea Bocelli conta uma ‘pequena história’ sobre o aborto”, o tenor contou que sua mãe grávida foi hospitalizada por “um simples ataque de apendicite”, mas os médicos, ao terminar os tratamentos, sugeriram-lhe o aborto porque “o bebê nasceria com alguma deficiência”.
“Esta valente jovem esposa decidiu não abortar, e o menino nasceu. Essa mulher era minha mãe, e eu era a criança. Talvez eu seja suspeito para falar, mas posso dizer que a decisão foi correta”, assegurou Bocelli, que sofre de glaucoma congênito e perdeu a visão aos 12 anos, por um golpe na cabeça, jogando futebol.
A persistência de Caviezel
Jim Caviezel, ator católico que interpretou Jesus em “A Paixão de Cristo”, assegurou ao Catholic Digest, em 2009, que “não amo minha carreira a ponto de dizer que ‘vou me silenciar sobre isto’”, referindo-se ao aborto. “Estou defendendo cada bebê que ainda não nasceu”, assinalou.
O músico adolescente Justin Bieber também manifestou sua resistência ao aborto. Em uma entrevista à revista Rolling Stone, Bieber assegurou que “realmente não creio no aborto”, pois “é matar um bebê”.
A mãe de Justin Bieber, Pattie Mallette, também se comprometeu recentemente com a causa pró-vida ao produzir o curta-metragem “Crescendo”, contra o aborto e a favor da vida. Pattie teve uma adolescência difícil, envolvida no mundo das drogas e do álcool, e tentou suicídio aos 17 anos, antes de converter-se ao cristianismo.
Com seu curta-metragem, disse, busca dar alento às “jovens mulheres de todo o mundo, como eu, para que saibam que têm um lugar para onde ir, pessoas que vão lhes cuidar e um lugar seguro onde viver se engravidam e creem que não há para onde ir”.
Concebida após um estupro
O ator católico veterano Martin Sheen também tem expressado repetidamente sua oposição ao aborto. Em uma entrevista em 2011, Sheen admitiu também que sua esposa, Janet, foi concebida em um estupro, pelo que, assinalou, se sua mãe tivesse abortado ou a jogado em um rio, como chegou a pensar, ele não a teria conhecido.
Se você não conhece nossa seção “rebobinando” sugiro que dê uma olhada no nosso primeiro “Rebobinando para dar Play de novo“. Mas vamos direto ao que interessa por que o mês de Janeiro foi animado.
Tivemos dois filmes que falam de realidades escondidas uma que mostra a beleza do “Grande Milagre” durante a Missa e outro que fala da feiura que alguém veria se pudesse ver a sua alma em estado de pecado, como no caso de Dorian Grey. Mais dois filmes da Lista de filmes indicados pelo Vaticano:  A festa de Babette que fala da beleza e do céu; e Tempos Modernos de Charles Chaplin um grande convite ao animo nos tempos de crise. Mantivemos a tradição de analisar uma série, desta vez foi o caso de Perception da TNT.
Além do roteiro foi Jim Caviezel que deixou o seu recado:
As Aventuras de Pi tiveram destaque esse mês por que também contaram com a análise em vídeo dos nossos colegas Knactados. Ainda nos lançamentos analisamos Os Miseráveis que é excelente e A Viagem que é ruim. Na estréia da nova colaboradora do Blog Tathiane Locatelli tivemos sua analise do filme The Way que fala muito do Caminho de Santiago. Por fim um filme mais light que vale conferir De repende 30.
E ai de qual desses você gostou mais? Você assistiu algum por nossa sugestão? Que tal deixar um comentário sobre ele? 
Noutro dia estava comentando no Twitter que ultimamente o cinema e a tv dos EUA têm investido no viés histórico do país, sob duas vertentes: factual e cômica. Ao mesmo tempo em que lançam um Lincoln pra falar da conquista da libertação dos escravos de lá, vem um Abraham Lincoln, o caçador de vampiros, o que parece meio estranho e até contraditório, sob o foco histórico. Porém, não deixa de ser burlesco.
Também reinventam/recriam as histórias infantis, sob a forma de filme, dando o tom “Teen“, que, além dos clássicos, deixam um tom mais atual e chamativo, próprio de uma boa jogada de marketing: 
João e o Pé de Feijão  Jack – O Caçador de Gigantes
Chapeuzinho Vermelho  A garota da capa vermelha
Branca de neve e os sete anões  Espelho, Espelho meu
A Bela e a Fera  A Fera… 
Por outro lado, outros bons filmes – alguns são continuação de séries e/ou livros – serão lançados neste ano (data de lançamento no Brasil), o que deixa os públicos adolescente, nerd e aventureiro com presença garantida:
Os Miseráveis” 01 de Fevereiro;
Oz: Mágico e Poderoso”  08 de Março; 
Homem de Ferro 3”  03 de Maio; 
Faroeste Caboclo”  30 de Maio; 
O Homem de Aço”  12 de Julho; 
“Wolverine 2”  26 de Julho; 
“Thor: o mundo sombrio”  11 de Agosto;
“Jogos Vorazes: Em Chamas”  22 de Novembro;
“O Hobbit: A Desolação de Smaug”  20 de Dezembro.  
Veja também outros filmes mais esperados para 2013:
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=XIfeX8c4dOQ]
É… estaremos bem presentes nos Cinemas neste ano… E, claro, o Projeções de Fé, dentro e fora do país estará com lugar marcado, nas primeiras filas das salas dos cinemas, para trazer sempre uma análise em primeira mão, à luz do Magistério da Igreja.

Coming soon!


Em colaboração com André Brandalise.

O filme é baseado no livro de mesmo nome de autoria de Oscar Wilde, obra que em sua época foi muito criticada por apresentar conteúdo homoerótico entre tantas outras situações. A obra do cinema também apresenta várias cenas com o mesmo conteúdo, que em muitos casos poderiam até mesmo ser mais leves, mas servem para demonstrar que para Dorian Grey não havia limites no mundo hedonista que decidiu abraçar sob a influência de um nobre inglês.
No livro consta o seguinte trecho que mostra a preocupação inicial do personagem:
“Eu irei ficando velho, feio, horrível. Mas este retrato se conservará eternamente jovem. Nele, nunca serei mais idoso do que neste dia de junho… Se fosse o contrário! Se eu pudesse ser sempre moço, se o quadro envelhecesse!… Por isso, por esse milagre eu daria tudo! Sim, não há no mundo o que eu não estivesse pronto a dar em troca. Daria até a alma!”
Atenção! Contém spoilers!
Seu desejo foi atingido e o quadro passou a receber todos os males físicos e da alma que lhe atingiam, a tanto que não mais envelhecia e nem mesmo permanecia ferido (seja no corpo ou na alma). Tudo era absorvido pela pintura, como se fosse o depósito de lixo do personagem.

Quando se dá conta desse fato passa a fazer o que queria, a testar todos os tipos de prazeres (drogas, sexo, violência física) sem se preocupar com as conseqüências, sejam para ele ou para outras pessoas. Passa a buscar o prazer pelo prazer, assim como passa a usar as pessoas como instrumentos de prazer.
Deixamos claro que se forem assistir este filme, deve-se ter a consciência que ele tem várias cenas eróticas e até mesmo “pesadas”, e não vale a pena passar num retiro ou no grupo de jovens. Achamos que realmente precisamos rezar depois de ver, e nos questionar muitas coisas, mas por ter um conteúdo muito denso pode tirar o foco de um retiro.

No entanto, a obra nos apresenta algo que não conseguimos ver: um raio-x da alma de uma pessoa. Como colocado anteriormente, a pintura passa a assumir todas as dores físicas e da alma do Dorian Grey, e por isso ele se torna uma pessoa fria e decidida quanto a sua busca pelo prazer, podendo ver no quadro o que sua alma se tornou: um monstro. Todos os seus atos em busca do prazer trouxeram conseqüências profundas em seu ser, destruindo a imagem daquele homem que no início do filme se mostrava belo física e moralmente.

Podemos destacar a brilhante interpretação de Colin Firth no papel daquele que muito influenciou Dorian Grey a mudar a sua vida. Ele é a personificação daquela vozinha que fica nos tentando, desafiando e impulsionando a irmos por um caminho errado, em geral um caminho de facilidades e prazeres sem o menor escrúpulo. 

O retrato de Dorian Grey é igual ao de muitos homens e mulheres de hoje que antes de terem suas fisionomias mudadas, distorcidas, esticadas pelo botox em uma busca interminável pela juventude sem fim e uma beleza constante, tem suas almas deformadas e destruídas pelo pecados de intemperança, tudo muito, com muita intensidade, hoje e agora. Esquecem que “Há coisas que são preciosas por não durarem.” (Dorian Grey) e do clamor de Santo Agostinho: “De que serve viver bem, se não nos é dado viver para sempre?” (Tratado sobre o Evangelho de João, 45, 2 (PL,  35, 1720) o do Senhor ele mesmo “Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?” (Mc 8, 36-37).
Algumas falas do filmes são muito interessantes e nos marcaram de forma especial, pelo significado atribuído a elas:
A única maneira de livrar-se da tentação é ceder a ela.” A esta grande besteira respondemos com Santo Tomás de Aquino:

Cristo quis ser tentado, primeiro, para nos dar auxílio contra as tentações. Segundo para nossa cautela: a fim de que ninguém, por santo que seja, se julgue seguro e imune da tentação Terceiro, para nos dar o exemplo de como devemos vencer as tentações do diabo. Quarto, para nos excitar à confiança na sua misericórdia” (Suma teológica IIIa Q41 a.1)

“Posso assegurar-lhe, o prazer é muito diferente de felicidade.” Em relação a isso o Papa João Paulo II referia-se incisivamente na audiencia geral de 19 de junho de 1991:

“Não é difícil, mesmo para um observador que fique apenas no nível da psicologia e da experiência, descobrir que a degradação no campo do prazer e do amor é proporcional ao vazio que deixam no homem as alegrias que enganam e defraudam, procuradas naquilo que São Paulo chamava as «obras da carne»: Fornicação, impureza, libertinagem […], bebedeiras, orgias e coisas semelhantes (Gál 5, 19.21). A estas alegrias falsas podem acrescentar-se, e às vezes vão juntas, as que se procuram na posse e no uso desenfreado da riqueza, no exibicionismo do luxo e na ambição de poder” (Não há no site do Vaticano versão em português aqui está a mesma audiencia em espanhol).

Enfim, o filme é uma oportunidade de vermos que nossos atos podem causar danos invisíveis à nossa alma, e que mesmo que não os vejamos eles existem e marcam profundamente.

ASSISTA POR SUA CONTA E RISCO

FICHA TÉCNICA

Diretor: Oliver Park

Elenco: Ben Barnes, John Hollingworth, Cato Sandford, Pip Torrens, Fiona Shaw, Ben Chaplin, Caroline Goodall, Maryam d’Abo, Michael Culkin, Colin Firth, Emilia Fox, Nathan Rosen, Jeff Lipman, Louise Kempton, Douglas Henshall, Rachel Hurd-Wood, Johnny Harris, George Potts, Grant Cook, David Sterne, Louise Rose, Aewia Huillet, Lisa Marie Cooke, Jo Woodcock, Robert Johnston, Max Irons, Julian Birch, Lily Garrett, Rebecca Hall, Kit Derbyshire, Seon Rogers, Emily Phillips, Tina Rath, Guillaume Grange, Hugh Ross, Andrew Harrison
Produção: Barnaby Thompson

Roteiro: Toby Finlay
Fotografia: Roger Pratt
Trilha Sonora: Charlie Mole
Duração: 112 min.
Ano: 2009
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Europa Filmes
Estúdio: Ealing Studios / Fragile Films / Alliance Films / UK Film Council / Aramid Entertainment Fund / Prescience
Classificação: 16 anos

TRAILER
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Mru54k4cgg4]
Texto de Rodrigo Salem [Folha de São Paulo]

O último musical indicado ao Oscar de melhor filme foi “Chicago”, em 2002. Os últimos grandes musicais (“Nine”, “Burlesque” e “Rock of Ages”) naufragaram em público e recepção da crítica.

Não é um cenário animador para “Os Miseráveis”, adaptação cinematográfica de Tom Hooper (“O Discurso do Rei”) para o musical homônimo, sucesso nos teatros americanos e ingleses há 28 anos. E o próprio protagonista do filme sabe disso.

“Adoraria dizer que teria coragem de investir meu dinheiro em um projeto assim, mas não é o caso”, brinca Hugh Jackman, indicado ao Globo de Ouro de melhor ator pelo papel de Jean Valjean, homem preso por roubar migalhas para garantir a sobrevivência da família.

“Sabia que era um projeto arriscado. No primeiro dia em que entrei no set de filmagens, pensei: ‘Que loucura. O que estamos fazendo?’.”
A perplexidade se deu por causa do aparato mobilizado por Hooper na França. O cineasta levou uma pequena equipe para Gourdon, uma cidade incrustada nas montanhas, onde o personagem criado pelo escritor Victor Hugo (1802- 1885) se esconde para começar uma nova vida.

O ator conta que a cidade parecia um cenário de ficção científica. “Você olhava para o céu e via fios de captação de som à sua volta.”

A razão de tanta tecnologia é o fato de Hooper ter decidido que, no musical de US$ 65 milhões (cerca de R$ 130 milhões), os atores precisariam cantar ao vivo. Não haveria mixagem de som na pós-produção, como a maioria dos musicais faz, convocando os atores para gravar as canções em estúdio.

“O set parecia um manicômio. Pessoas cantavam sozinhas, porque ouvíamos o piano só nos pontos eletrônicos. Mas Tom bateu o pé e disse que filmaria ao vivo”, conta Jackman, que só cantou uma sequência em estúdio –a de abertura, quando, preso, ajuda a puxar um galeão para o porto supervisionado pelo policial Javert (Russell Crowe).

“Era impossível cantar com galões d’água sendo jogados em mim. Nenhum microfone resistiria”, justifica.

ATUAÇÃO OSCARIZADA

À medida que Jean Valjean abre caminho entre a sociedade francesa, novos tipos surgem. Anne Hathaway vive Fantine, trabalhadora demitida quando se descobre que ela é mãe solteira.

Na tentativa de alimentar sua filha pequena, Fantine vira prostituta e vende não apenas o sexo, mas os dentes e o cabelo. A tragédia não apenas conduz a “I Dreamed a Dream”, a canção mais famosa do musical, como coloca Anne no topo das favoritas para o Oscar de coadjuvante.

“Fico feliz que as pessoas estejam reagindo assim à cena”, conta a atriz, que perdeu 12 quilos para o papel. “Estava assustada em fazê-la, mas o processo foi mais fácil porque a personagem sofre e eu pude extravasar um pouco o sentimento de fragilidade que eu tinha de verdade.”

Em seguida, “Os Miseráveis” muda de tom: mergulha em reflexão sobre liberdade e amor liderada por Cosette (Amanda Seyfried), a filha de Fantine, e o revolucionário Marius (Eddie Redmayne).

O longa perde força ao migrar da tragédia para o épico político. Na transição, os números passam a ser mais grandiosos –vale ressaltar que o filme não tem diálogos que não sejam cantados.

A mudança de tom não compromete o resultado final. “Os Miseráveis” deve estar na lista do Oscar e concorre ao Globo de Ouro em quatro categorias. Os prêmios podem ajudá-lo a superar a desconfiança do público.

“Não há nada pior do que um musical ruim”, afirma Jackman. “Ficarei feliz se alguém disser: ‘Odeio musicais, mas adorei ‘Os Miseráveis’.”
Não poderíamos deixar a data em branco e para tanto usamos as profundas palavras proferidas pelo nosso Padroeiro, Papa João Paulo II.

E que todos ganhem ótimos filmes como presentes de Natal!!!

“Nada do que não é eterno terá valor na eternidade” (C. S. Lewis)

“A Igreja ensina que cada alma espiritual é diretamente criada por Deus – não é “produzida” pelos pais – e é imortal: ela não perece quando da separação do corpo na morte e se unirá novamente ao corpo na ressurreição final”. (CIC 366).

Sinopse

Alegre, bem-sucedida e solteira por opção: em poucas palavras esta poderia ser a descrição da personagem Marley, vivida por Kate Hudson. Em Pronta para Amar, essa mulher independente só faz jus ao título do filme depois de ser diagnosticada com câncer.
Conhecer Julien (Gael García Bernal) também foi responsável pela mudança de pensamento da moça. Com ele, que é seu médico, Marley vê a possibilidade de ser feliz no amor e ainda superar a grave doença. Tudo isso com uma ajudinha, literalmente, vinda dos céus, já que Whoopy Goldberg interpreta Deus e aconselha a moça nessa fase de descobertas. 
Ficha Técnica
Direção: Nicole Kassel
Elenco: Kate Hudson, Kathy Bates, Lucy Punch, Gael García Bernal e Whoopi Goldberg
Original: A Little Bit of Heaven
Duração: 117 minutos
Ano: 2010
País: Estados Unidos
É um filme que ensina, sobretudo, a enxergar um pouco mais a vida com os olhos de quem já contempla o céu.
O título original é “A Little bit of Heaven”. Durante um procedimento médico, Marley (Kate Hudson) encontra-se com Deus (Whoopi Goldberg) no céu. Lá, em conversa com o Todo- Poderoso, faz dois pedidos. Mas quando volta à realidade, e conta a seus amigos e pais a gravidade de sua doença, ela passa a perceber que o que viu no céu, passa a ser verdade aqui na terra. E é a partir dessa visão, que Marley passa a encarar sua possível morte. 
Seus amigos tentam ajuda-la a passar por isso do jeito que ela quer: sem tantos sentimentos tristes! Contudo, para Renee, sua amiga, que está grávida, esse modo de passar pela doença não a agrada e principalmente, não a convence. Renne sofre pela morte iminente da amiga, com quem viveu momentos incríveis. A certeza da morte não parece incomodar Marley tanto quanto incomoda sua amiga Renee, que esta grávida, em contraponto ao drama principal, vive seu próprio drama com a iminência de perder uma amiga. As dores todas devem ser respeitadas, mas a de Renne, talvez bem pouco percebida, é uma das mais cortantes. Perder quem sem ama, mesmo com a certeza do reencontro, invade o coração e o arrebenta por dentro de sobremaneira! E talvez, só talvez, não estar presente na hora da partida, deve causar um sofrimento indizível. 
Como cristãos, acreditamos nas palavras de Cristo sobre a vida eterna. O filme não é nenhum primor de religiosidade; pelo contrário: Whoopi interpreta Deus!!! (Oh, For God sake!). A comédia até tenta encontrar espaço neste filme, contudo, o que predomina, é a sensibilidade característica dos dramas. 
A protagonista desvenda os mistérios da partida todos os momentos. Todo o egoísmo vai dando espaço, dia a dia, para a verdade da história: ela vai morrer e os seus a quem ama, ficarão aqui. 
O grande mote do filme é, além da despedida, aprender a se despedir. A morte sempre causará em nós, ou pelo menos na maioria, medo e desassossego. Mas, diante de pessoas que nos ensinam a encará-la de modo natural, o coração vai aprendendo, um pouco por dia, a recebe-la como amiga. Não dizia São Padre Pio de Pietrelccina: “ Desejo a morte apenas para me unir com laços indissolúveis ao celeste Esposo”? Ou mesmo São Francisco de Assis: “A irmã morte, nossa amiga”?
É diante dessa certeza, que o filme se torna ainda mais comovente. Em todos os momentos, as menções a Deus são típicas dos filmes americanos, mas são capazes de incitar à reflexão: como vivemos, o que amamos, o que desejamos. Imprime em nós um olhar mais sereno, mas ainda assim, mais apaixonante sobre a vida e sobre as pessoas que são-nos dadas para o caminho em busca do céu!
Marley só pôde mudar seu modo de viver, e em outros momentos, continuar com sua alegria tão característica, mesmo diante da morte, porque um dia contemplou, mesmo que por entre nuvens de sonhos, o céu com o Dono dele. 
O título original diz muito sobre o que faz aquele que olha para a vida com o coração que sente saudades do céu! De um céu que é logo, mas que as paixões, como diriam os Padres do Deserto, nos são, muitas vezes, mais fáceis de abraçar!
Assistir ao filme deu-me a possibilidade de rezar e perceber o quão distante estou de encarar a morte à maneira dos santos. E por isso mesmo, rezar e alcançar a intimidade com Deus tal qual Marley e Whoopi (God) é o melhor caminho a seguir!
Intimidade com Deus, contemplar o céu com nossas orações é o caminho para que possamos voltar para os braços do Pai. 
A little bit of heaven é o que temos sempre, como católicos, durante nossos momentos de intimidade com o Dono de Tudo! 
A little bit of heaven é o título original do filme com Kate Hudson que simula o encontro com Deus de uma pessoa que está prestes a ficar com ELE para sempre!
A little bit of heaven é o que desejo a todos nós!
Que a Virgem Santíssima nos ensine a viver a intimidade com o Senhor!
Trailer
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=FMAqKPbOOVM]