O despertar da forçaO despertar da força pode nos ajudar a apreciar mais uma vez nossa herança religiosa e as histórias que guiam nossas escolhas.

Não há spoilers do último filme (VII) mas há muito dos filmes que antecederam.

George Lucas queria que Star Wars fosse uma nova mitologia que ensinasse a uma nova geração sobre a espiritualidade, o bem e o mal. Ele usou deliberadamente temas comuns nas histórias bíblicas e várias religiões em seus filmes. Aqui estão sete temas fundamentais para procurar no novo filme.

1. Vocação: O chamado, a recusa inicial e a aceitação do chamado. Luke é um simples garoto de fazenda em um planeta remoto. Mas o velho Obi-Wan o chama para aprender os caminhos da Força. Luke se recusa a princípio: “Eu não vou para Alderaan!” Mas, finalmente, deixa tudo para trás, seguindo o seu professor (e mais tarde Yoda) para se tornar um Jedi.

2. A existência de um poder superior invisível: O aprendiz Jedi precisa aprender a abrir-se a um poder superior que irá guiá-lo e que pode até mesmo realizar milagres. Não é bem o Espírito Santo por causa de sua natureza impessoal, mas ainda um princípio orientador que pode trazer luz, se você abrir o seu coração e sua mente para ela. “Use a força, Luke.”

3. Tentação: Para usar os talentos e dons por razões egoístas, por medo, raiva ou ódio. Darth Vader era um bom menino, mas ele foi seduzido pela maneira “fácil” do lado sombrio. Seguir o lado da luz é difícil e exige dedicação, desprendimento e sacrifício.

4. Mal: A realidade do mal que se origina a partir da escolha de recusar a luz e se voltar para a escuridão. Esta escolha de recusar a luz pode ter consequências tremendas para o resto do universo. Alguns personagens em Star Wars parecem encarnar esse mal de uma maneira pessoal, como Darth Maul, com sua aparência diabólica, e o Imperador.

5. Sacrifício redentor: Não há maior amor do que dar a vida por seus amigos. Às vezes, a busca para salvar pessoas da escuridão pode levar ao sofrimento e sacrifício. Obi-Wan se deixa matar por Darth Vader assim Luke, Leia e Han podem escapar.

6. Conversão: Apesar do poder que a escuridão pode ter sobre a alma de alguém, há sempre o bem em algum lugar profundo dentro de si. A conversão, o perdão e a redenção continuam a ser possíveis até o fim. Luke, diz Darth Vader: “Eu sinto o bem em você.” A fé finalmente ganha Vader de volta, e ele se torna o salvador, uma vez que foi chamado a ser exatamente isto.

7. Renascimento e ressurreição: A morte nem sempre é o fim; uma vida bem vivida pode continuar após a morte. Obi-Wan, Anakin e Yoda aparecem como espíritos depois que morrem. Star Wars está cheio de “despertares” de pessoas ou coisas que pareciam ter morrido, mas voltam à vida, como Han Solo depois que ele fica congelado em carbonite, ou C-3PO, que foi remontado depois que ele leva um tiro.

Star wars é uma metáfora dos nossos tempos. Nós nos esquecemos de nossa herança religiosa, as histórias que norteiam nossas escolhas. O que nos torna vulneráveis ​​à tentação do egoísmo, medo, raiva e ódio. Mas a fé sempre volta. Han Solo começa como um ateu, mas acaba transmitindo sua fé na força para uma nova geração que pensou que as velhas histórias eram apenas mitos e contos de fadas: “É verdade – tudo isso”, ele diz-lhes.

Pe. Roderick Vonhögen (@FatherRoderick) é sacerdote católico, podcaster e autoproclamado “Geekpriest.” Ele elaborou estes 7 temas, em uma conversa com Elizabeth Scalia, como pode-se assistir abaixo, em inglês:

Trad. e Adapt.: Felipe Bezerra.

 

E aí, meus amigos do PdF!!!
Hoje eu venho dividir com vocês minha experiência “carnavalesca”.  Minhas experiências sensoriais. Antes de mais nada; sim, sou brasileiro e não, não gosto de carnaval. Mas deixemos isso para outro momento. Nosso papo aqui, apesar de não ser coisa de proctologista, tem que ser reto. Então vamos falar de cinema.
Minha esposa e eu, há anos, estamos fartos de, nessa época do ano, ficarmos reféns da festa pagã que mina o bom senso de grande parte de habitantes de Pindorama. Sempre buscamos alternativas para nos apartar dessa loucura.  A Graça de Deus não tardou e surgiu a solução! Vamos ao Cinema! Maratona cinematográfica momesca!! Foi o que fizemos.
Como estamos às vésperas da “entrega do sujeito pelado em cima de um pedestal mais cobiçado do mundo”, fomos atrás dos dignos concorrentes. Sem tecer análises mais profundas, vou colocar para vocês como é andar pelos cinemas de Botafogo, aqui, na Cidade Maravilhosa, em dias de folia e sem dar a mínima para essa dita.

1º dia – Sexta-feira:
Iniciamos com o multi-indicado “O Lado Bom da Vida” em cartaz no Itaú Artplex – antigo  Unibanco – o cinema que já considerado o melhor da cidade sendo um dos poucos que não se rendeu aos shopping centers. Está passando por uma “repaginada” atualmente, mas suas confortáveis salas ainda estão entre as melhores do Rio de Janeiro. Foi, podemos dizer, uma segunda casa para mim e minha esposa, sendo a sala que mais vezes visitamos. Sobre o filme? Bom, “O Lado Bom da Vida” não é meu favorito ao Oscar, mas foi muto bom ver o “I´m back” do velho Robert de Niro.
2º Dia – Sábado:
E voltamos ao Artplex para um programa duplo: “O Voo” e, em seguida, “O Mestre“. Sobre “O Voo” tenho a dizer que, a magistral interpretação do fabuloso Denzel Washington e a presença esporádica na tela de John Goodman – inspiradíssimo – levam esse filme desnecessariamente longo (2h e 20 min) nas costas. Vale o ingresso, sem dúvida, mas tirou um fino em voo rasante, passando a milímetros de tornar-se um filme chato. Vale o ingresso com certeza.
Entre um filme e outro, um intervalo para visitar a livraria que funciona dentro do cinema  e que é especializada em livros de cinema (claro!) – a Blooks. Lá se vão mais uns caraminguás.
E vem o estupefaciente “O Mestre”. Nota: se houver  bom senso na Academia o Oscar já tem dono – Daniel Day-Lewis. Mas convenhamos, o Sr. Lewis deveria ser concorrente de honra já que está furos acima de todos os outros na arte da interpretação. Chega a ser covardia, o cara só sai de casa para ser o melhor – é uma espécie de Michael Schumacher do cinema (nos tempos áureos e sem o espírito “Dick Vigarista”), que só entra na pista para ganhar.   Fora isso, só vejo uma concorrência possível e aceitável ao big Daniel: Joaquim Phoenix. Para ele uma palavra; maravilhoso. Se big Daniel não estivesse na área “Ecce Homo!”. Para complementar, tem ainda o único outro ator que sobe pelas escadarias da glória no mercado atual que Daniel: Phillip Seymour-Hoffmann (acho que o segredo são esses nomes duplos).
3º dia – Domingo
Foi o único dia em que tivemos companhia além da nossa recíproca. Trocamos o Roxy de Copacabana pelo Artplex (Novamente) e fomos com os amigos Alexandre e Viviane do blog “O Catequista” assistir ao espetacular “Os Miseráveis“.
Pintou o campeão minha gente! Pelo Menos na minha opinião. A imorredoura obra de Victor Hugo – as peripécias de Jean Valjean e sua louca escapada do “pai de todos os exterminadores” Javert em forma de musical nunca chegou ás telas de forma tão rebuscada, delicada e inteligente. Amy Harthaway está perfeita e  o Wolverine mostrou que não precisa sacar as  garras e enfiar no bucho de alguém para ser notado. O brigão Russell Crowe também está muito bom, sua voz é que ficou um pouquinho esquisita e dissonante, mas não chega a comprometer.  Filme para a eternidade.
Depois desse espetáculo grandioso (som THX) fomos comer comida árabe e beber cerveja de laranja que ninguém é de ferro.
4º dia – Segunda-feira
Outro programa duplo, mas dessa vez vamos andar pelas ruas e não vamos ao artplex. Infelizmente, o filme mais bomba da minha lista surge aqui: o famigerado “O Amante da Rainha“. Trata-se de um filminho ateu, anticlerical, iluminista e muito do nojento. Pra lá de dispensável, além de todas essas “qualidades” é absurdamente chato e um tanto quanto cafona. Vimos no Estação Rio. Para compensar esse desperdício de dois bons pedaços de papel fomos tomar “micheladas” no “Taco & Wraps” que fica logo em frente. As ruas, durante esses dias, estavam bem tranquilas.
Partimos em direção ao Estação Botafogo, pequeno e com fama de sala “cult”, é a única na cidade que ainda  passa o multi-indicado (também) “Argo“. Salvou o dia. Como ator Ben Affleck não compromete, mas sua direção vez por merecer, realmente, o Globo de Ouro. Senti-me dentro de um filme (dos bons!) de Steve McQueen. Alan Arkin merece muito o Oscar de coadjuvante. John Goodman, assim como em “O Voo” está muito bem e é a cereja do bolo desse filmaço. Argo é azarão? Com certeza. Mas não seria uma injustiça se ganhasse.
Último dia –  Terça-feira:
O único não oscarizável dessa lista é esse nosso amiguinho aqui. Mas “Notas de Rodapé” não fica a dever a nenhum dos outros filmes mencionados (eu disse filmes, estou começando a desconsiderar “O Amante da Rainha” como tal). Foi a primeira vez que vi um filme israelense no cinema e não me arrependo. Esse tipo de cinema, outrora chamado de “cine-bureka”, rende coisas como essa pequena joia. A história de dois  sujeitos pesquisadores do “Talmud”, pai e filho e os conflitos nascidos a partir da concessão de um prêmio dado pela Academia Israelense são o ponto de partida desse pequeno grande filme. O nível de nerdice do pai beira o autismo, fazendo dele um impagável Sheldon Cooper judeu.
Terminamos nossa aventura com o também multi-indicado “Amour“. E estávamos de volta ao Artplex, nada mais justo do que terminar onde tudo começou. Sobre esse filme quero falar muito pouco. Para falar a verdade, quero deixá-los apenas com uma imagem: frequento cinema desde os meus quatro anos de idade. Nunca, na minha vida, vi uma platéia retirar-se ao fim de uma sessão de cinema em tão profundo e sepulcral silêncio quanto ao final da sessão deste filme, nem tampouco vi tantos semblantes tristes e carregados.
Para terminar, todas as sessões estavam lotadas, o que confortou-me o espírito. Meu desprezo pelo carnaval, ao que parece, é compartilhado por muitos.
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