1. Sinopse: Quando Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle.

Enfim chega aos cinemas a esperada sequência de Os Incríveis, a família de super-heróis mais simpática da Disney. Nada menos que empolgante, o filme começa dando sequência exatamente como havia terminado o anterior, fazendo diminuir a distância de quatorze anos entre um e outro e criando aquele sentimento de nostalgia, principalmente ao escutarmos a clássica música tema.

Tecnicamente falando, a animação é, sem dúvidas, um dos pontos mais impressionantes, porque traz o mesmo realismo surpreendente, ajudado pelo avanço de uma década da tecnologia, além do roteiro muito bem feito, que consegue dar um bom ritmo e não deixa que as quase duas horas fiquem cansativas, pelo contrário. Inclusive, Os Incríveis 2 chega batendo vários recordes, entre eles, o de maior filme de animação computadorizada já feito em todos os tempos. Interessante também mencionar a dublagem, cujas piadinhas e expressões mais brasileiras já eram vistas desde a primeira produção e agora seguem na mesma linha, contando com Raul Gil e Evaristo Costa entre as vozes escaladas.

Podemos trazer como tema principal da nossa análise a importância da família. É interessante olhar para os Pêra e encontrar um típico conjunto familiar, com dificuldades e desafios, mas que está sempre cercado com amor e cuidado. Isso é algo louvável, uma vez que vivemos um tempo onde muitas ideologias tentam destruir o conceito atual do indivíduo e, para isso, precisam desconstruir a pedra fundamental da sociedade, que é família, e assim conseguem seu objetivo final que é a relativização do mundo que conhecemos (recomendamos a leitura deste texto do blog “Dinossauros e Princesas” – 5 razões pelas quais Os Incríveis 2 detona a ideologia de gênero).

Diante dos desafios de cuidar dos filhos e da casa, Roberto descobre que existe uma missão ainda maior do que enfrentava enquanto super-herói, mas que todo sacrifício vale a pena quando se ama. Sobre isso, o Papa Francisco afirma no discurso realizado na vigília de oração com as famílias:

Os filhos dão trabalho. Nós, como filhos, demos trabalho. Às vezes, em casa, vejo alguns dos meus colaboradores que vêm trabalhar com olheiras. Eles têm um bebê de um mês, dois meses. Eu lhes pergunto: “Não dormiu?” Respondem: “Não, chorou a noite toda”. Na família há dificuldades, mas essas dificuldades são superadas com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Só o amor é capaz de superar a dificuldade. Amor é festa, o amor é a alegria, o amor é seguir em frente!

O filme, sem dúvidas, é garantia de muita diversão e boas risadas (ainda que a trama em si não seja das mais inovadoras nem traga grandes surpresas), mas para quem assistiu ao primeiro, só o fato da sequência trazer aquele clima nostálgico, vale a pena. Assistir em 3D não faz muita diferença.

Ao final, uma frase ecoa: “há poucas coisas no mundo menos heróicas do que ser pai”.

Ficha técnica:

Gênero: Animação.
Direção: Brad Bird.
Roteiro: Brad Bird.
Elenco: ob Odenkirk, Brad Bird, Catherine Keener, Craig T. Nelson, Holly Hunter, Huck Milner, Isabella Rossellini, John Ratzenberger, Jonathan Banks, Kimberly Adair Clark, Samuel L. Jackson, Sarah Vowell, Sophia Bush.
Produção: John Walker, Nicole Paradis Grindle.
Trilha Sonora: Michael Giacchino.
Duração: 118 min.
Ano: 2018.
País: Estados Unidos.
Classificação: 10 anos.

Trailer

Deadpool-Promo-Poster-Low-ResQuando saiu a notícia de que seria realizado um filme do personagem Deadpool, houve um grande frisson por parte de muitos fãs de quadrinhos. Isso ocorreu porque se trata de uma figura que, pelos seus atos, poderia se enquadrar muito tranquilamente em nosso dia a dia.

Antes de falar sobre o filme, deixe-me falar um pouco dessas características tão admiradas. Deadpool é zoeiro, gozador, totalmente politicamente incorreto, sem o menor pingo de consideração por qualquer pessoa, machista, etc., etc., etc.. Muitos que habitam hoje especialmente nas redes sociais, com certeza, vão se identificar com tudo isso, até porque muitos agem ou pensam de forma igual, sendo, por isso que existe uma legião de fãs do personagem.

Observem que até agora em nenhum momento em o chamei de herói, e nem poderia, pois ele com certeza não é. Como já nos apontou o Padre Demétrio (veja seus vídeos curtos – não chega nem a 10min – publicados aqui no Projeções de Fé: “Filmes de heróis… por que assistir?”), os heróis são aqueles que nos mostram o certo e o errado, a diferença entre o bem e o mal, e que vale a pena decidir pelo certo e pelo bem. Sabe o Deadpool? Então… ele não é um herói, ele é um anti-herói. O personagem não se importa com o certo e o errado, ele apenas age ou faz aquilo que quer, sem pensar em consequências ou qualquer coisa que o valha.

E o filme? Bom, vamos colocar algumas coisas que aparecem na película para refletir:

– nos Estados Unidos veio com a classificação 18 anos, aqui no Brasil ficou em 16 anos. Para quem acompanha cinema, quando um filme tem uma classificação como esta, significa que tem excesso de violência e/ou sexo e/ou linguagem obscena e/ou etc., ou seja, não se trata de um filme leve ou moderado.

– há muita exposição sexual. Sim, muita. Não é igual a um filme pornográfico com tudo explícito, mas chega a ser mais exposto que filmes chamados “softporn”, em que há a simulação dos atos sexuais. Além disso, as piadas de cunho sexual são bem expostas. Isso sem falar em determinada cena em que há a exposição de nudez frontal de stripers e prostitutas.

– há muito palavrão. Não igual a filmes como “Cidade de Deus”, mas pior.

– a violência é generalizada. Muitos defendem que “bandido bom é bandido morto”, mas no filme isso vai além, pois na visão de Deadpool, qualquer um pode morrer, basta ele entender que merece morrer, e se for de forma humilhante, melhor ainda.

– uso de drogas. Ainda que não mostre (pelo menos não me recordo) os personagens principais usando drogas, temos a declaração de personagens que usam drogas.

– a zoação não tem limites. Este lema é muito divulgado nas redes sociais, inclusive por muitos católicos, mas Deadpool usa isso de forma literal. É realmente SEM limites.

É claro que o filme é uma grande piada, uma gozação do início ao fim, inclusive aos filmes de heróis, mas não é possível identificar nada que possa apontar como valor a ser destacado diante de tanta exposição de situações que são totalmente contrárias à fé cristã!

Sim, o filme é muito divertido se em nenhum momento você o levar a sério em nada (inclusive o próprio filme não se leva a sério e eu mesmo dei muita risada enquanto assistia), tem uma ótima produção se levarmos em conta o baixo orçamento, o roteiro segue uma linha muito boa, mas o Projeções de Fé não pode recomendar que assistam este filme; pelo contrário, temos o dever de alertar que se trata de uma produção que expõe quase tudo que é contrário à vivência do cristianismo. Neste aspecto, temos o dever de qualificar como péssimo.

Quer assistir? Ok, mas já sabe tudo o que vai encontrar pela frente. Se isso não lhe for um obstáculo, se tudo isso não for para você uma pedra de tropeço na sua fé, assista por sua conta e risco. Mas lembre-se do que nos diz o Catecismo da Igreja Católica:

  1. A prudência é a virtude que dispõe a razão prática a discernir, em qualquer circunstância, nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para realizá-lo. “O homem sagaz discerne os seus passos” (Pr 14,15). “Sede prudentes e sóbrios para entregardes às orações” (1 Pd 4,7). A prudência é a “regra certa da ação”, escreve Sto. Tomás citando Aristóteles. Não se confunde com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação. E chamada “auriga virtutum” (“cocheiro”, isto é “portadora das virtudes”), porque, conduz as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. E a prudência que guia imediatamente o juízo da consciência. O homem prudente decide e ordena sua conduta seguindo este juízo. Graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e superamos as dúvidas sobre o bem a praticar e o mal a evitar.

Ficha Técnica:

Gênero: Ação.
Direção: Tim Miller.
Roteiro: Paul Wernick, Rhett Reese.
Elenco: Anthony J Sacco, Ayzee, Ben Wilkinson, Brad Archie, Brianna Hildebrand, Dan Zachary, Ed Skrein, Fabiola Colmenero, Gina Carano, Hugh Scott, Jason William Day, Jed Rees, John Dryden, Karan Soni, Kyle Cassie, Kyle Rideout, Leslie Uggams, Morena Baccarin, Naika Toussaint, Olesia Shewchuk, Paul Lazenby, Rachel Sheen, Ryan Reynolds, Sean Quan, Stan Lee, Stefan Kapicic, Style Dayne, T.J. Miller, Taylor Hickson, Tommy Proctor, Tony Chris Kazoleas.
Produção: Kevin Feige, Lauren Shuler Donner, Simon Kinberg.
Fotografia: Ken Seng.
Montador: Julian Clarke.
Trilha Sonora: Junkie XL.
Duração: 106 min..
Ano: 2016.
País: Estados Unidos.
Cor: Colorido.
Estreia: 11/02/2016 (Brasil).
Distribuidora: Fox Film.
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios / Twentieth Century Fox Film Corporation.
Classificação: 16 Anos (18).

Não divulgamos o Trailer, pelos motivos mencionados acima.

UmSenhorEstagiárioNão desprezes os ensinamentos dos anciãos, dado que eles os aprenderam com os seus pais. Estudarás com eles o conhecimento e a arte de responder de modo oportuno.” (Eclo 8, 11-12)

Sinopse: A história acompanha Jules (Anne Hathaway), uma bem-sucedida dona de um site de moda, que é abalada pela notícia de que terá que contratar um estagiário. Por uma questão social, os idosos precisam voltar a ativa. Nesse contexto, a moça passa a contar com Ben (Robert de Niro), um senhor de 70 anos que busca novos desafios.

O filme tem dois atores consagrados, Robert de Niro (72 anos) e Anne Hathaway (32 anos) fazendo papéis de personagens com idades semelhantes às deles, mas com realidades diferentes.

Ben (de Niro) é um senhor de 70 anos que se sente sozinho e inútil, que encontrou uma chance de se tornar estagiário em uma empresa formada apenas por jovens e em um ramo que ele não conhecia. Não teve medo e foi à luta, decidido a “ser alguém” de novo. Este sentimento de solidão e de inutilidade acontece na vida de muitos idosos, que chegam a ser esquecidos (ou até mesmo jogados em algum lugar) porque eles atrapalham a vida corrida de seus filhos ou parentes. Não é à toa que muitos não querem parar de trabalhar, mesmo se tiverem condições financeiras para se aposentarem, e fazem isso para se sentirem úteis.

A indiferença aos idosos machuca sua vidas, logo eles que, assim como os jovens e adultos de hoje, muito lutaram para ser alguém para outras pessoas.  

Como muito bem colocou o Papa Francisco (audiência geral, 04/03/15), nós devemos pensar nos idosos como parte da sociedade, não podemos desprezá-los:

A Igreja não pode e não quer conformar-se com uma mentalidade de intolerância, e muito menos de indiferença e de desprezo, em relação à velhice. Devemos despertar o sentido comunitário de gratidão, de apreço e de hospitalidade, que levem o idoso a sentir-se parte viva da sua comunidade.

Os anciãos são homens e mulheres, pais e mães que antes de nós percorreram o nosso próprio caminho, estiveram na nossa mesma casa, combateram a nossa mesma batalha diária por uma vida digna. São homens e mulheres dos quais recebemos muito. O idoso não é um alieno. O idoso somos nós: daqui a pouco, daqui a muito tempo, contudo inevitavelmente, embora não pensemos nisto. E se não aprendermos a tratar bem os anciãos, também nós seremos tratados assim.

Este filme nos ajuda a ver que eles merecem nossa atenção, nosso respeito e nossos cuidados. Que após ver o filme, possamos notar que os idosos que estão em nossas vidas não estão mortos, não são como sofás velhos e gastos que devam ser descartados, mas que são pessoas vivas que precisam de atenção e carinho.

Só que o filme não é apenas sobre Ben, temos uma grande mulher moderna protagonizada por Anne Hathaway. Jules criou seu próprio negócio, em 1 ano e 6 meses transformou em uma grande empresa, mas para isso sacrificou muito de sua vida pessoal e afetou sua família (esposo e filha pequena), ainda que em alguns momentos a culpa não seja dela. Autossuficiente, não é de aceitar ajuda ou conselhos, e é aí que entra Ben, que, a seu modo, e com a experiência de vida adquirida pelos anos, resolve ajudá-la. 

O Papa Francisco (audiência geral, 11/03/15) já aponta que os idosos têm um papel fundamental para os jovens, fruto de sua experiência de vida, e auxiliar os mais jovens a evitar caminhos errados:

Podemos recordar aos jovens ambiciosos que uma existência sem amor é uma vida árida. Podemos dizer aos jovens medrosos que a angústia em relação ao futuro pode ser derrotada. Podemos ensinar aos jovens demasiado apaixonados por si mesmos que há mais alegria em dar do que em receber.

Esta produção serve para mostrar a importância que devemos dar aos idosos, ouvindo seus conselhos, dando-lhes carinho e, ao mesmo tempo, nos traz um alerta de que o trabalho e o sucesso não podem sacrificar nossa vida pessoal, muito menos nossa família.

Um filme gostoso de assistir, uma comédia sobre as nossas vidas com boas pitadas de humor. Vale muito a pena ser assistido e aprender com ele. Lembre-se da indicação para maiores de 10 anos

BOM

Ficha técnica:

Gênero: Comédia
Direção: Nancy Meyers
Roteiro: Nancy Meyers
Elenco: Adam DeVine, Anders Holm, Andrew Rannells, Anne Hathaway, Annie Funke, C.J. Wilson, Celia Weston, Christina Brucato, Christina Scherer, Christine Evangelista, Drena De Niro, Erin Mackey, Jason Orley, JoJo Kushner, Julee Cerda, Linda Lavin, Liz Celeste, Maria Di Angelis, Mary Kay Place, Molly Bernard, Nat Wolff, Nikki Granatell, Paulina Singer, Peter Vack, Reid Scott, Rene Russo, Robert De Niro, Steve Vinovich, Wallis Currie-Wood, Zack Pearlman
Produção: Nancy Meyers, Scott Rudin, Suzanne McNeill Farwell
Trilha Sonora: Theodore Shapiro
Duração: 121 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Worldview Entertainment
Classificação: 10 anos

Trailer

AEscolhaPerfeita2Sinopse: Após conquistarem o sucesso, as Barden Bellas ganham a oportunidade de se apresentar para o presidente dos Estados Unidos. No entanto, o show é um grande fiasco e as transformam em uma vergonha nacional. Diante do ocorrido, as Bellas são proibidas de participar de competições no meio acadêmico e até mesmo de aceitar novas integrantes. A única saída de Beca (Anna Kendrick), Fat Amy (Rebel Wilson) & cia é vencer o campeonato mundial a capela, o que apagaria as punições aplicadas ao grupo. Mas há um problema: nunca uma equipe americana venceu o torneio.

Em 2012 foi lançado o “A Escolha Perfeita” e tivemos a surpresa (pelo menos para o grande público) de ver algumas atrizes cantando e cantando bem, como foi o caso de Anna Kendrick e Rebel Wilson. Ver vários grupos cantando versões de várias músicas na modalidade “a cappella” foi algo interessante, até porque a “novidade” das atrizes cantando ficou legal.

Agora veio a sequência e o que tinha de surpresa no primeiro filme, virou “mais do mesmo”. O roteiro é previsível, morno, sem qualquer novidade e os novos personagens não são bem explorados. De novo mesmo, apenas as músicas escolhidas para serem interpretadas… apenas isso (ou seria pelo menos isso???).

Se alguém nos perguntar se vale ver no cinema, diríamos que não. Para quem tiver interesse recomendamos deixar para o DVD e gaste seu rico dinheirinho em outros filmes que parecem ser muito mais promissores.

No entanto, o que já não está muito bom, pode ficar até pior. Vamos lá!

O enredo é fraco. Ok, isso já foi dito acima; mas o pior são as personagens e suas escolhas nada perfeitas. O grupo das Barden Bellas tem a biscate, tem a latina que se acha discriminada, a lésbica, a obesa escrachada, ou seja, cheio de estereótipos que servem apenas para forçar piadas adultas, que me levam a crer que seria melhor terem colocado a classificação do filme para no mínimo 14 anos (ou mesmo 16 anos), e não 12 anos como foi colocado.

Além da parte musical (que não empolga), a única impressão tida do filme é que são moças pensando em sexo direto, de forma bem hedonista. Os exemplos do filme vão totalmente contra o que nos ensina a Santa Igreja: castidade como forma de vida.

Recentemente, o Papa Francisco falou aos jovens quando esteve em Turim, Itália:

E a vós jovens deste mundo, deste mundo hedonista, neste mundo onde só o prazer é publicitado, passar bem, levar uma vida descontraída, eu digo-vos: sede castos, sede castos.

Como o filme mostra (e, diríamos, que até mesmo incentiva) viver de forma contrária às palavras do Papa e, portanto, da Igreja; Não há como se recomendar que seja visto!

RUIM

Ficha técnica:

Gênero: Comédia
Direção: Elizabeth Banks
Roteiro: Kay Cannon
Elenco: Adam DeVine, Alexis Knapp, Anna Camp, Anna Kendrick, Austin Lyon, Ben Platt, Benjamin Wood, Birgitte Hjort Sørensen, Brea Grant, Brittany Snow, C.J. Perry, Chrissie Fit, Christopher Heskey, Elizabeth Banks, Elizabeth Caroline Branch, Ester Dean, Flula Borg, Freddie Stroma, Hailee Steinfeld, Hana Mae Lee, Jodi Lyn Brockton, John Michael Higgins, Karen Gonzalez, Katey Sagal, Kelley Jakle, Kristin McKenzie, Leticia Jimenez, Marisela Zumbado, Rebel Wilson, Shelley Regner, Skylar Astin
Produção: Elizabeth Banks, Jason Moore, Max Handelman, Paul Brooks
Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh
Duração: 115 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Estreia: 13/08/2015 (Brasil)
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Brownstone Productions / Gold Circle Films / Universal Pictures
Classificação: 12 anos
Informação complementar: Baseado no livro de Mickey Rapkin.

Trailer

A grande belezaO escritor napolitano Jep Gambardella chegou a Roma com 26 anos, trazendo na mala a ambição de tornar-se o rei da alta sociedade. Este sonho se realiza logo, na publicação de sua primeira e última obra, “O Aparato Humano”. Colunista de um jornal de prestígio, solteiro, colecionador de aventuras românticas, Jep passa a vida entre festas e eventos culturais, rodeado de gente rica, elegante, conservada em plásticas e botox. As pessoas mais próximas do jornalista são Dadina, a anã que é sua chefe no jornal, o escritor Romano e uma divertida diarista. Um tanto entediado, Gambardella sonda um importante Cardeal italiano sobre questões espirituais. Antes tivesse procurado um humilde sacerdote de aldeia. O príncipe da Igreja só se interessa por receitas culinárias.

Então chega a Roma certa religiosa centenária, precedida por uma fama de santidade. Ela dorme no chão e se alimenta de raízes. Dadina encarrega Jep de encontrar a missionária, que concorda em conceder uma raríssima entrevista, por ser fã do livro “Aparato Humano”. No terraço do apartamento de Gambardella, vizinho ao Coliseu, aves migratórias repousam antes da viagem, ante os olhos contemplativos da religiosa.

Assistir “A Grande Beleza” impressiona, pois Roma é capturada em total esplendor artístico, em imagens de palácios, esculturas e jardins encantadores onde correm crianças e freirinhas. Os créditos finais chegam à tela junto a um passeio de barco pelo rio Tibre. A trilha sonora é toda belíssima, mas também contagia, dançante, durante a festa de aniversário dos 65 anos de Jep. São magníficos os figurinos e cenários. No site Zingarate podem ser vistas 10 locações do filme. “A Grande Beleza” faz uma crítica risonha a certo estilo de arte moderna, visto como uma experiência infantil, se contrapondo a magnificência das obras clássicas que adornam a Cidade Eterna. Mas o que é essa Grande Beleza que permaneceu oculta aos olhos de Jep e não permitiu que escrevesse o próximo livro? Tendo namorado tantas mulheres, mas sem ter se comprometido com nenhuma, seria o compromisso com uma única companheira, e musa, a solução de seus problemas? Jep parece, momentaneamente, invejar o destino do casal que vai passar a noite em casa, em simples tarefas domésticas.

Mas o que seria a Grande Beleza capaz de inspirar o jornalista?  O que me ocorreu, ante a busca de sentido de Jep Gambardella, foram as palavras de um escritor antigo, natural de uma província africana do Império Romano – atual Argélia. Depois de converter-se ao cristianismo, Agostinho escreveu: “Tarde te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Estavas dentro de mim e eu estava fora e aí te procurava… Estavas comigo e eu não estava contigo… Mas Tu me chamaste, clamaste e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandescente e curaste a minha cegueira”. As palavras de Santo Agostinho parecem complementar a cena da religiosa centenária subindo de joelhos a Escada Santa, em direção à imagem de Cristo crucificado. “A Grande Beleza” ganhou o BAFTA e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014.

Curiosidade:
* A Escada Santa foi levada de Jerusalém para Roma no século IV, por ordem de Santa Helena, mãe do Imperador Constantino. Acredita-se que foi por essa escada, composta de 28 degraus em mármore branco, que Jesus subiu para ser interrogado por Poncio Pilatos, antes da Crucificação.

EXCELENTE

Ficha Técnica:

Diretor: Paolo Sorrentino.
Roteiro: Paolo Sorrentino & Umberto Contarello.
Música: Lele Marchitelli e Trilha sonora no IMDB.
Fotografia: Luca Bigazzi.
Designer de Produção: Stefania Cella.
Figurino: Daniela Ciancio.
Elenco: Toni Servillo, Carlo Verdone, Sabrina Ferilli, Giovanna Vignola, Serena Grandi, Giusi Merli, Isabella Ferrari, Aldo Ralli.
Distribuidora: Paramount.

Trailer

https://www.youtube.com/watch?v=MBYMEYI3qWM

os-estagiariosExistem comédias que assistimos apenas para nos divertir, dar risada de graça e sem qualquer compromisso, mas de vez em quando levamos algumas rasteiras.

Sinopse:

Billy (Vince Vaughn) e Nick (Owen Wilson) são vendedores quarentões, cujas carreiras foram bombardeadas pelo mundo digital. Ao tentar provar que não são obsoletos, eles desafiam as chances e conseguem um estágio na empresa Google, com um batalhão de brilhantes estudantes. Mas ganhar o estágio foi apenas o começo. Agora, eles devem competir com um grupo de elite de gênios da tecnologia e provar que necessidade é mesmo a mãe da reinvenção.

Os filmes em que Vince Vaughn e Owen Wilson estão juntos costumam ser comédias com muita palhaçada, mas esta vale muito ser vista, em especial para os que buscam algo mais em suas vidas.

Além do problema da adaptação de dois “senhores” em um mundo digital (que eles não tem nenhum contato), somos apresentados a uma situação cada vez mais frequente nos dias de hoje, que é a ansiedade dos jovens em conseguir se colocar logo no mercado de trabalho, porque se isso não acontecer rápido, “ficarão velhos” (e aqui estamos falando de idades a partir de 25 anos) e assim ficarão sem qualquer futuro.

Esta é uma mentalidade muito difundida hoje, o que causa uma grande ansiedade nos jovens que querem tudo ao mesmo tempo e agora, o seu sucesso não pode ser amanhã, tem que ser agora. Quando não conseguem, deixam de sonhar e podem entrar em depressão.

Em abril de 2013 o Papa Francisco se dirigiu aos jovens com estas palavras:

“A vocês, que estão no início do caminho da vida, peço: vocês pensaram nos talentos que Deus lhes deu? Pensaram em como podem colocá-los ao serviço dos outros? Não enterrem os talentos! Apostem em ideais grandes que alargam o coração, ideais de serviço que tornam fecundos os seus talentos. A vida não nos foi dada para que a conservemos para nós mesmos, mas nos foi dada para que a doemos. Caros jovens, tenham uma grande coragem! Não tenham medo se sonhar coisas grandes!”

Isto vale aos jovens e aos não tão jovens assim, sonhem, e sonhem com coisas grandes, sem medo. Devemos colocar em Deus nossos planos e sonhos e lutar para os conquistar, tendo a consciência de que as coisas não virão de uma hora para a outra.

O filme trata de desafios e superação, amizade e rivalidade, mas acima de tudo, de sonhar e conquistar. Vale pelas risadas e pela lição de vida.

OBS: em determinado momento do filme alguns personagens vão a uma boate de striptease, e embora contenham algumas cenas que entendo desnecessárias e apelativas, não retiram o mérito do que foi escrito acima. Então, diante desta parte, recomendamos que seja visto com moderação.

CONFERIR2

Ficha técnica:

Gênero: Comédia
Direção: Shawn Levy
Roteiro: Vince Vaughn
Elenco: Aasif Mandvi, Anna Enger, Brian F. Durkin, Callan Wilson, Chasty Ballesteros, Doris Morgado, Dylan O’Brien, Eric Andre, Jessica Szohr, Jimmy Ouyang, JoAnna Garcia Swisher, John Michael Weatherly, Josh Brener, Liana Loggins, Max Minghella, Michael Biddle, Nickolas Wolf, Owen Wilson, Rose Byrne, Sophie Levy, Tiya Sircar, Tobit Raphael, Valyn Hall, Vince Vaughn
Produção: Vince Vaughn
Trilha Sonora: Christophe Beck
Duração: 122 min.
Ano: 2013
País: Estados Unidos
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: 21 Laps Entertainment / Twentieth Century Fox Film Corporation / Wild West Picture Show Productions
Classificação: 12 anos

Trailer

OConcerto-Poster

Fundamentalmente este é um filme que toca sobre o tema da liberdade humana, sufocada na vida de artistas que vivem sob o regime comunista soviético. Fala sobre a Arte que jamais consegue ser suprimida na vida de quem recebeu de Deus algum dom artístico, por mais que se tente e por mais que os anos passem.

O enredo trata de uma orquestra de música clássica russa que é desmanteladas pelo regime comunista e seus membros se dispersam e passam 30 anos sobrevivendo a duras penas até que o maestro, que se tornara faxineiro do teatro Bolshoi, intercepta um fax fazendo um convite para a orquestra do teatro tocar em Paris. Ele resolve reunir os amigos e ressuscita a verdadeira orquestra de Bolshoi em meio a muitos desafios, temores e segredos de quem vive regido pelo medo.

O filme tem seu lado alegre e bem humorado ao colorar cidadãos experimentando novamente a liberdade e a força da música e da cultura russa. Denuncia mais uma vez a perseguição feita aos judeus e aponta para a Beleza buscada pela música como sinônimo de transcendência e de perfeição. Para quem gosta de Tchaikoviski e de violino é um prato cheio e para quem sabe que o maior dom dado por Deus a seus filhos é a liberdade, também. ·

Ficha Técnica:

Gênero: Comédia Dramática.
Direção: Radu Mihaileanu.
Roteiro: Alain-Michel Blanc, Matthew Robbins, Radu Mihaileanu.
Elenco: Dmitri Nazarov, François Berléand, Laurent Bateau, leksey Guskov, Lionel Abelanski, Mélanie Laurent,Miou-Miou, Valeriy Barinov.
Produção: Alain Attal.
Fotografia: Laurent Dailland.
Trilha Sonora: Armand Amar.
Duração: 123 min.
Ano: 2009.
País: Bélgica / França / Itália / Romênia / Rússia.
Cor: Colorido.
Estreia: 24/12/2010 (Brasil).
Distribuidora: Paris Filmes.
Estúdio: Wild Bunch.
Classificação: Livre.
 
Trailer:

CONFERIR2

Este é um daqueles textos que pode virar uma bomba, ou mudar a visão a respeito de uma obra. O filme A Vida de Brian foi lançado em 1979 pelo grupo inglês Monty Python e gerou muita discussão, chegando a ser acusado de blasfêmia. Hoje, passados quase 34 anos de seu lançamento, será que temos uma visão diferente da obra?

Sinopse

O filme conta a história de Brian, um homem da Judeia que vive uma vida paralela à de Jesus Cristo e se alia a grupos contra o domínio romano. Na segunda metade do filme, uma multidão pensa que ele é o salvador da humanidade e seguem-no como um grande sábio, mas ele nunca teve a intenção de dar essa impressão e apenas deseja ver-se livre de toda aquela gente. Mas Brian é um predestinado, e acaba por viver cenas bíblicas e ter que enfrentar desafios semelhantes aos do Messias (o que naturalmente são sátiras).

Sua aparição como “messias” começa quando ele finge ser um pregador para fugir da guarda romana, mas suas pregações são levadas a sério e ele ganha uma horda de seguidores. Brian acaba por se meter num monte de confusões ao ter suas tolas palavras entendidas como profecias e ser caçado pela guarda romana. Ele depara-se com diversas figuras históricas e bíblicas, que são satirizadas pelo filme.

 Brian acaba sendo crucificado a mando de um Pôncio Pilatos com dislalia, e os crucificados lançam-se em um número musical que se tornou popular, “Always Look On The Bright Side of Life”.

Pela sinopse já notamos que o filme retrata a vida de uma pessoa de forma paralela à de Jesus Cristo, e realmente isso é estabelecido desde as primeiras cenas. Ao contrário do que alguns podem pensar, não se trata de uma visão irônica sobre a vida de Jesus, pois em alguns momentos durante o filme é confirmado que Cristo curou e ao mesmo tempo era mestre de seus discípulos.

No entanto, a crítica social e religiosa é escancarada e isso não se pode negar. A respeito da religião se mostra bem que o homem está à busca de alguém que o conduza, que indique para ele o caminho certo a seguir, e acaba ouvindo qualquer um que apareça na sua frente e interpreta da forma que quer. Assim aconteceu com Brian (o personagem principal) que acabou sendo escolhido como o mestre por algumas pessoas, ainda que ele pedisse constantemente que o deixassem em paz. Interpretavam tudo o que ele dizia de forma errada ou contrária ao que ele disse, pois para eles o que importava era ouvir (ou entender) algo que lhe fosse interessante.

Hoje temos muitos que saem por aí batendo no peito e se autointitulando como os escolhidos de Deus para conduzir seu povo, e no final das contas usam isso apenas em seu benefício. Mudam seus discursos para “pegar” aqueles que estão perdidos no meio do caminho ou descontentes de onde estão, que acabam seguindo de forma cega os verdadeiros lobos que se fazem de pastores.

Recentemente o Papa Francisco foi claro ao dizer que somente a Igreja Católica é capaz de interpretar a Bíblia, tendo em vista seu mandato divino e a Sagrada Tradição que transmite a Palavra de Deus de forma plena. O filme em momento algum derruba esta premissa, pelo contrário, a confirma, pois ao mostrar uma situação paralela à vida de Jesus Cristo (e ao mesmo tempo reconhecer a divindade e atuação dEle), retira qualquer validade apenas de quem não seguiu os passos de Cristo.

O filme não pode ser visto com uma verdade, mas como uma sátira. Não pode ser visto como um ataque à Igreja Católica, mas mostra uma realidade que atualmente vemos: muitos se deixam levar pelo primeiro que diz qualquer coisa que ouvem sem pensar a respeito.

Vale ser conferido como uma comédia (para mim é muito engraçada) e ao mesmo tempo nos levar a pensar o que nos move a seguir a Cristo e à Igreja Católica: ouvir a verdade ou aquilo que queremos? ·

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Ficha Técnica

Diretor: Terry Jones.
Elenco: Graham Chapman, Terry Jones, John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Gilliam, , Spike Milligan, Sue Jones-Davies, Ken Colley.
Produção: John Goldstone.
Roteiro: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin.
Fotografia: Peter Biziou.
Trilha Sonora: Geoffrey Burgon, Eric Idle.
Duração: 94 min.
Ano: 1979.
País de origem: Inglaterra.
Gênero: Comédia.
Cor: Colorido.
Distribuidora: Sony Pictures.
Estúdio: Handmade Films Ltd.

Trailer

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FILME COMPLETO LEGENDADO

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“O homem está à procura de Deus. Pela criação, Deus chama todo ser do nada à existência. ‘Coroado de glória e esplendor’, o homem é, depois dos anjos, capaz de reconhecer que ‘é poderoso o Nome do Senhor em toda a terra’. Mesmo depois de ter perdido a semelhança com Deus por seu pecado, o homem continua sendo um ser feito à imagem de seu Criador. Conserva o desejo daquele que o chama à existência”. (CIC 2566)

“Jovens, arrisquem a vida por grandes ideais”. Papa Francisco em Homilia na Praça de São Pedro, 28.04.2013

O filme reconta de forma épica a fantástica história de João e o pé de feijão, mas com uma pitada impressionante e cheia de majestade a mais. O filme transforma-se num épico divertido e cheio de aventuras. As batalhas são impressionantemente bem feitas.

“Com semente de vagem tirada

Os monges criaram para Deus uma estrada

Mas quando pensaram à porta do céu ter chegado

Só um terrível destino encontraram

Entre o céu e a terra um lugar pavoroso

Gântua: lar de povo gigante tenebroso

Pela ponte que pro mundo dos homens desce

Um monte de gigantes aparece.”

Na história de Jack, os monges estavam em busca de Deus, e criaram sementes que fizessem um portal, uma ponte para o céu.

A nossa busca inconstante é por Deus! Já dizia Santo Agostinho que o coração do homem possui uma lacuna que nunca consegue hóspede até que Nosso Senhor venha nele, para sempre, habitar! E ao ver Jack o Matador de Gigantes, fica fácil perceber como a busca é o que move o homem. Os monges criaram sementes mágicas para poderem chegar a Deus, entretanto, a única ponte que nos leva aos céus é construída unicamente por Ele. Se religião é religar, só Deus pode fazer isso! E ele faz. Com a única semente de salvação que temos: Semina Verbi! O Verbo de Deus foi lançado na terra, como semente de Salvação, Árvore da Vida! NOSSA VIDA!

Em sua busca por tempos melhores, Jack encanta-se com os contos infantis, com o conto dos gigantes, exatamente surgido pela busca por Deus.

Com essa onde de filmes recontando contos de fadas, Hollywood acaba por reconhecer que o mundo anda concreto demais, e sem vínculo com o eterno. Readaptar Contos de fada tem sido uma mina de ouro para os diretores, roteiristas e toda a empresa cinematográfica.

Quando Jack sonha com tempos melhores, ele sonha com tempos que venham não sem luta, não sem aventura. E então, confiar na mudança é sempre um ato de desprendimento e coragem.

Quando as sementes mágicas transformam-se em ponte para Gântua, o mundo pavoroso entre o céu e a terra, habitado por gigantes tenebrosos que comem gente e aos humanos querem destruir, Jack parte em busca da princesa, que é levada ao mundo de terror. Ele simplesmente não se importa com os perigos, embora deles tenha muito medo. Mas encontrou algo por que lutar. Sua luta nunca é sem medo, mas é com coragem a despeito do dele.

Encontrar numa aventura a vida que procurava é muito parecido com o que vivemos. A nossa vida é uma aventura de fé. Enquanto Jack escala o pé de feijão, nós escalamos nossos muros de medos, de egoísmos, de falta de fé. E ao encontrar o que tanto buscamos, será que já é o fim? Em que momento nos deparamos com o que somos e assim, podemos fazer desse encontro um bem?

Os humanos são perseguidos por gigantes, habitantes do mundo entre o céu e a terra. Os gigantes são seres pavorosos, como o próprio filme faz questão de retratar.

Um fato interessante é que os gigantes são dominados somente por uma coroa forjada a pelos monges a partir do coração de um deles, um coração de pedra. Somente algo forjado a partir de um coração impenetrável seria capaz de dominá-los. Seria o famoso combate de igual para igual?

A fé em Deus é citada e testada constantemente no filme, e Seu nome, não em vão, é pronunciado nos mais interessantes momentos: na dor, no medo, na alegria, na gratidão. A versão dublada não traduz com a emoção do inglês, extremamente acentuado, diga-se de passagem. A ideia é ir para além das nuvens.

Mas o que mais me chamou à atenção e encantou-me sobremaneira além de Jack e sua aventura, foi a condição do Rei. O Rei, mesmo sendo de condição Real, monárquica, colocou-se entre seus soldados, e pôs-se a defender seu povo, sua gente com sua espada.

Ser rei não o excluiu da peleja, e nela ele reencontrou seu poder, sua coroa. E pôde testemunhar a lealdade de seus súditos e cavaleiros. Em uma analogia infinitamente menor, Cristo, sendo de condição divina, assumiu nossa carne, e nos salvou.

Todo o filme é repleto de simbolismos cristãos, e isso nos conduz a uma reflexão acerca de como anda nossa fé? Em que momento eu largo tudo o que tenho e sou e parto em busca do outro? O quanto os interesses dos outros podem me atrair para uma ação altruísta? Eu faria como Jack? Arriscaria minha vida para ir a um mundo que não conheço e salvar alguém a quem julgo amar? Eu teria a mesma atitude do Rei em deixar o que tenho, despojar-me de minha condição de riqueza e descer até onde o outro precisa?

Estas situações chamaram-se tanto a atenção, que o filme, de doce tornou-se célebre! Pude encontrar em suas cenas, momentos de diversão mas de uma tentativa de trazer às telas uma nova ligação com o sublime, com o eterno.

Em Jack o Caçador de Gigantes há os crentes, os incrédulos, os solitários, os monarcas, os plebeus, os monges! Toda uma sociedade retratada de modo a fazer com que entendamos uma coisa: todos precisam crer! Ah, e há também o vilão, que é morto pela própria ambição, pelos próprios medos e desesperos.

Eu estava sentindo falta disso nos filmes, e em Jack acontece: o mal é realmente mal; o bem é realmente bem e é aclamado.

Não se pode ir buscando uma história completamente original; é um conto de fadas! A princesa e o herói são feitos um para o outro. É interessante, porém, que se perceba as expressões nos atores, a força das personagens.

Num momento épico e surreal, os humanos enfrentam os gigantes no que parece uma disputa no cabo de guerra. Impressionantemente, os humanos (juntos) em força, equiparam-se aos tenebrosos habitantes de Gântua. E quando o rei ao povo se junta, a ideia que se passa é que a força fora renovada. Em nenhum momento o filme deixa de incutir em nós a verdade de que sozinho não há vitória.

Embora não seja um filme extraordinariamente perfeito, é um filme de coragem e fraquezas, personagens teoricamente tão antagônicas. Mas o que nos faz pensar que é na fraqueza que a força do Senhor soberano se manifesta!

Como eu disse há pouco, o que se pode notar neste filme em especial e na maioria dos filmes lançados ultimamente, é uma “religação” ao sublime, ao transcendental. Transferir abertamente a lenda inglesa para um ambiente medieval, no qual cavaleiros, princesas, reis, príncipes e os monges são protagonistas é, também, e sem dúvida, uma tentativa de religar. A magia já nos faz isso diariamente, mas é importante que percebamos essa necessidade que sempre houve, mas que já foi muito sufocada pela modernidade aparente, uma modernidade exterior. Hoje, vemos que o coração do homem precisa desse Hóspede, e em muito o cinema nos pode ajudar. Lembro-me sempre de Frank Capra, e da sua história de conversão ao ver seu filme e os efeitos que ele causou nas pessoas durante a estreia. Que possamos, então, apreciar os filmes e que tentemos enxergar nos bons filmes, ótimos caminhos de conversão diária. Acredito que vale a pena.

Jack já vale pela menção de Deus; vale ainda mais por ser um conto de fadas! É assim que retomamos o “Felizes para sempre”! ·

Assista legendado. Super vale pelo sotaque! Perfeito!

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Ficha Técnica:
Direção: Bryan Singer.
Elenco: Nocholas Hoult, Eleanor Tomlinson, Ewan McGregor.
Gênero: Aventura, Fantasia.
Origem: EUA.
Trailer: 
 
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Colaboração de Andreia Medrado.

juno1Juno é uma menina de dezesseis anos, que, em sua primeira relação sexual, engravida.

Ao descobrir que esta grávida, Juno considera abortar, afim de evitar os desafios próprios da maternidade da qual não se sente preparada para assumir.

Este filme, é portanto, num primeiro momento, um filme de morte. Morre a vida em função da adolescente não perder o que julga ser melhor: seu tempo.

Quando assisti a Juno, um certo desconforto encontrou-me: o cenário, as personagens, a “leveza” com a qual os roteiristas embrulharam o enredo deixaram-me, por um momento, inconsciente da gravidade do tema.

Entretanto, eis o dilema: Juno está assustada e não acredita que possa ter e criar um filho mas, na sua simplicidade, dentro de si algo lhe diz que se trata de uma vida, de uma pessoa. Essa luz interior que mostra a verdade – que todas as pessoas têm, independente de quão religiosas ou filosóficas são – ganha força na consciência de Juno quando, na porta da clínica de aborto, encontra uma colega de classe com um cartaz pró-vida, e esta lhe diz que o bebê que Juno espera já tem unhas.

Mesmo assim, querendo “livrar-se” da situação em que se encontra, ela entra na clínica; mas está confusa, pois sabe de uma coisa: o bebê já tinha unhas!

O que faz um bebê com suas unhas? Em que elas podem ser úteis? No caso do filho de Juno, lhe deram a vida! Foi esta informação que ajudou a adolescente a se dar plena conta de que seu bebê era uma pessoa – as unhas são sinais de humanidade e vida – e da gravidade que seria cometer um aborto.

Convencida de que não teria condições para ser mãe e de que não quer matar o bebê que leva dentro de si, Juno inicia a jornada em busca de uma família para seu filho.

De que lado se poderia olhar essa história? Doar o filho pode ser considerado um ato heróico?

“Isto não apaga sacudindo; não é uma coisa que você pode desfazer”, diz o comerciante à Juno, diante do resultado do terceiro teste que a moça faz.

Juno é um filme que pode colocar valores em conflito. Como cristãos, somos, inquestionavelmente, favoráveis à vida! E confesso que a ideia de doar o bebê diante da decisão de não abortar sempre pareceu-me a mais acertada, às vezes a única maneira de convencer a gestante a não matar seu filho. Quando Juno decide doar a criança, confesso que fiz juízo do filme. Não gostei. No entanto, é necessário perceber que, por outro lado, alguém seria mãe.

A trilha sonora, com melodia beirando ao universo infantil, nos conduz ao universo da protagonista. Ela, mesmo grávida, ainda mantém diversas características de uma adolescente, e até mesmo de criança. Sim, ela ainda é uma criança, embora tente manter uma posição madura, crescida e inerte à situação.

À primeira vista, não entendi a atitude de Juno: mesmo após se “apaixonar” pelo bebê, ela decide por não ficar com ele. Juno está decidida a não ser mãe. Causa-nos, sim, dor! Mas não somos nós que defendemos a vida sejam quais forem as circunstâncias? O filme traz um debate sensível a certos olhos.

Certamente que ficaríamos felizes com uma família formada pelo bebê e seus pais biológicos, mas no caso de Juno, isso não seria possível. Ela, lá dentro de sua pseudo-maturidade, não sabia de onde tirar forças para ser mãe. Se é o certo ou não, a verdade é que foi certo poupar a vida da criança.

Apesar do fato de colocar um filho para adoção pareça escandaloso – mesmo quando a mãe biológica sente-se justificada pelas circunstâncias em que se encontra – esta é uma decisão amorosa: Juno não tirou de seu filho a oportunidade de nascer e realizar a vida imaginada por Deus para ele; ela não aceitou ser mãe, mas deu à uma mulher estéril a possibilidade de ser.

Ainda que histórias como a de Juno não tenham um final perfeito, o bem causado em deixar o filho nascer é infinitamente maior, e por isso, ainda que por linhas tortas, trata-se de um enredo com final feliz.

“A vida, sobretudo a humana, pertence unicamente a Deus: por isso, quem atenta contra a vida do homem, de algum modo atenta contra o próprio Deus”. (Papa João Paulo IIEvangelium Vitae).

“É missão da Igreja reafirmar que o aborto procurado é morte, é matar uma criatura inocente. Por conseguinte, a Igreja considera toda a legislação, favorável ao aborto procurado, como gravíssima ofensa dos direitos primários do homem e do mandamento divino “Não matarás”.

Cristo disse: “Vim para que tenham a vida”. Para que todos os seres humanos mais pequenos, mais débeis e mais indefesos, tenham a vida, para que esta vida não lhes seja tirada antes que nasçam; para isto é que nós servimos e serviremos em união com o Bom Pastor, porque esta é uma causa santa.

Servindo esta causa, servimos o homem e servimos a sociedade. O serviço ao homem manifesta-se não só em defendermos a vida de um nascituro. Manifesta-se ao mesmo tempo em defendermos as consciências humanas. Defendemos a retidão da consciência humana, para que esta chame bem ao bem e mal ao mal, para que viva na verdade. Para que o homem viva na verdade, para que a sociedade viva na verdade.” (Papa João Paulo IIRegina Caeli).

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Ficha Técnica:
Título original: Juno.
Diretor: Jason Reitman.
País: Canadá, Estados Unidos.
Ano: 2007.
Duração: 96 min.
Gênero: Drama, Comédia.
Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons, Olivia Thirlby, Eileen Pedde, Rainn Wilson, Daniel Clark.
Distribuidora: Twentieth Century-Fox Film Corporation.
Produtora: Fox Searchlight Pictures, Mr. Mudd, Mandate Pictures, Dancing Elk Productions.

Trailer:

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“Pode um homem culto, um europeu dos nossos dias, acreditar, realmente acreditar, na divindade do Filho de Deus, Jesus Cristo?” (F.M. Dostoyevsky, em “Demônios”)

O mundo atual com a ciência aparentemente sem limites, a tecnologia de fácil acesso, IPods, IPads, celulares… pode, num primeiro momento, parecer capaz de preencher todas as necessidades do homem; e Deus, nesse cenário, vir a tornar-se um evento do passado, que não cabe mais no contexto de hoje.

O filme “The Way” nos apresenta este quadro através de quatro personagens, pessoas comuns ao nosso tempo: Tom, um oftalmologista acomodado à vida na Califórnia; Joost, de Amsterdam, que usa substâncias consideradas inofensivas para os padrões holandeses; Sarah, a canadense que carrega o peso de um aborto; e Jack, o escritor irlandês que não entra em Igrejas.
A história se desenlaça quando Tom Avery, interpretado por Martin Sheen, se opõe a decisão do filho Daniel (Emilio Estevez, que é também escritor e diretor do filme e filho de Sheen na vida real) de abandonar o doutorado para ver o mundo. Nesta nova direção de vida, Daniel convida o pai para fazerem juntos o “Camino de Santiago”, mas Tom, que não entende as escolhas do filho, o critica.
Após a primeira viagem de Daniel, Tom recebe o telefonema com a notícia que o filho morreu numa tempestade de neve repentina no Pirineus, sul da Franca, logo no início do Caminho. Tom imediatamente voa para Europa para identificar o corpo e ali, impulsivamente, decide continuar a jornada iniciada pelo filho.
Tom guarda para si a dor do luto e prefere não se relacionar com outros peregrinos, por isso, acaba se passando por ranzinza. Apesar de relutar contra as companhias durante as caminhadas, acaba fazendo amigos. Nenhum deles revela as verdadeiras razões que os levam em peregrinação, mas elas surgem ao longo do caminho.
El Camino de Santiago
No passado, as pessoas faziam o Caminho em busca de conversão. Nenhum dos personagens do filme diz estar ali para isso ou tem claro o que estão buscando, apesar das motivações superficiais que apresentam. Mas a longa caminhada lhes dá a oportunidade de descobrir isso através da sincera revisão da vida, escolhas passadas e reconhecimento de arrependimentos.
Tom mantém um ritmo quase a parte do grupo pois tem uma missão própria. Há muitos momentos em que ele vê o filho lhe fazendo companhia ao longo do Caminho; apenas os corações mais duros não se comovem com estas cenas.
Nesta trajetória, os peregrinos juntos se deparam com o vácuo da vida que não pode ser preenchida pelo mundo material, e reconhecem a necessidade da mudança de olhar como o único caminho para redenção. Nesse contexto, a presença do Catolicismo, longe de ser um folclore, tem no filme um espaço específico.
As Gravações 
Martin Sheen éum católico devotona vida real. A escolha de Estevez em coloca-lo no papel de um católico desgarrado e relapso, logo no início, antes das gravações, não agradou ao pai. Mas foi a escolha certa: isso permite ao público sem uma religiosidade definida a identificar-se com os personagens e acompanhar a silenciosa transformação interior de Tom que, com o evento da morte do filho, encontra no Caminho um sentido autêntico de vida.
O filme foi gravado no próprio Caminho de Santiago e possui várias cenas de trilhas através dos campos do norte da Espanha, mostrando paisagens verdadeiras e as vilas que se encontram ao longo da peregrinação.
Para ser a primeira equipe cinematográfica autorizada a gravar dentro da Catedral de Santiago, Estevez colocou toda a equipe do filme em novena. O resultado é maravilhoso: permite o expectador desfrutar de filmagens verdadeiras da Catedral em vez da de uma igreja falsa montada.
Ficha Técnica 
Diretor: Emilio Estevez
Roteiro: Emilio Estevez
Elenco: Emilio Estevez, Martin Sheen, Deborah Kara Unger, Yorick van Wageningen e James Nesbitt.
Duração: 1 hora e 55 minutos
Ano: 2011
País: EUA/Espanha
Gênero: Drama, Ação e Aventura, Comédia
Trailler 
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BOM

Está na categoria “Arte” da lista do Vaticano, então não dá pra procurar nesse filme “lições de vida”, ou uma base doutrinária muito forte. Minha sugestão é que você o assista esperando aquilo para o qual ele foi proposto: diversão. Claro que um artista como Chaplin não fazia nada apenas por fazer. Há indícios que ele passou vários dias supervisionando somente a trilha sonora. Muito importante notar que (fora paródias e outros filmes feitos propositalmente) esse foi o ultimo filme mudo, foi o encerramento de uma era. Mas o filme não é totalmente mudo, existem falas, mas elas são normalmente por meios eletrônicos, seja o rádio ou um reprodutor fonográfico; voz direta só ouvimos em duas ocasiões, mas vou deixar para o leitor descobrir ao assistir o filme.

Atenção contém spoilers!

Estamos na década de trinta, a recessão assola os Estados Unidos e Chaplin faz um filme que é exatamente o que as pessoas estão vendo fora do cinema. “A arte imita a vida”? Talvez, mas na minha humilde opinião a chave está na ultima cena onde o Carlitos (o vagabundo/the tramp) vira pra sua companheira e diz (dá para ler claramente os lábios dele) “Vamos lá, se anime vai dar tudo certo” (tradução livre de: “Buck up – never say die! We’ll get along.”). É um convite claro a rir da vida, dos problemas, um convite ao animo. Em diversas situações o nosso amigo, com seu jeito atrapalhado, parece só piorar a situação que já não está muito favorável pra ele. Chaplin é um mestre na arte de fazer rir e era isso que as pessoas precisavam naquele tempo. É o entre guerras a única diversão que as pessoas podiam pagar era o cinema que estava em plena expansão. Mas o filme não quis só fazer rir. Existem muitas criticas à realidade que cercava a época, a alienação no trabalho a ponto de enlouquecer.

O trabalhador que não era considerado gente, que estava prestes a perder até o direito ao descanso “graças” (?) a mais uma invenção tecnológica… Não é uma brincadeira, mas uma critica muito forte o fato de ele ter se metido maquina a dentro, os operários acabaram por se tornar “commodities”, produtos de baixo valor encontrados facilmente… Outra cena recheada de “protesto” é quando o protagonista, tomado por um comunista é encarcerado (Essa mesma cena foi usada contra Chaplin quando o House Un-American Activities Committee o acusou de Comunista). Com todo esse fundo de protesto achei por bem citar a Enciclica Quadragesimo Anno de 1931 uma das bases da doutrina social da Igreja:

Sobre o Capitalismo:

“A livre concorrência, ainda que dentro de certos limites é justa e vantajosa, não pode de modo nenhum servir de norma reguladora à vida econômica. Aí estão a comprová-lo os fatos desde que se puseram em prática as teorias de espírito individualista. Urge por tanto sujeitar e subordinar de novo a economia a um princípio directivo, que seja seguro e eficaz. A prepotência econômica, que sucedeu à livre concorrência não o pode ser; tanto mais que, indômita e violenta por natureza, precisa, para ser útil a humanidade, de ser energicamente enfreada e governada com prudência; ora não pode enfrear-se nem governar-se a si mesma. Força é portanto recorrer a princípios mais nobres e elevados : à justiça e caridade sociais.” (Quadragesimo Anno Cap II,5)

Sobre o Comunismo:

“Uma das facções seguiu uma evolução paralela à da economia capitalista, que antes descrevemos, e precipitou no comunismo, que ensina duas coisas e as procura realizar, não oculta ou solapadamente, mas à luz do dia, francamente e por todos os meios ainda os mais violentos: guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular. Na prossecução destes objectivos a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível e espantoso quão bárbaro e desumano se monstra. Aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas de que alastrou vastíssimas regiões da Europa oriental e da Ásia; e então o ódio declarado contra a santa Igreja e contra o mesmo Deus demasiado o provam essas monstruosidades sacrílegas bem conhecidas de todo o mundo. Por isso, se bem julgamos supérfluo chamar a atenção dos filhos obedientes da Igreja para a impiedade e iniquidade do comunismo (…)” (Idem Cap III,2)

Sobre o Socialismo:

“Mas não se vá julgar que os partidos socialistas, não filiados ainda no comunismo, professam já todos teórica e praticamente esta moderação. Em geral não renegam a luta de classes nem a abolição da propriedade, apenas a mitigam. Ora se os falsos princípios assim se mitigam e obliteram, pergunta-se, ou melhor perguntam alguns sem razão, se não será bem que também os princípios católicos se mitiguem e moderem, para sair ao encontro do socialismo e congraçar-se com ele a meio caminho? Não falta quem se deixe levar da esperança de atrair por este modo os socialistas. Esperança vã! Quem quer ser apóstolo entre os socialistas, é preciso que professe franca e lealmente toda a verdade cristã, e que de nenhum modo feche os olhos ao erro. Esforcem-se antes, se querem ser verdadeiros arautos do Evangelho, por mostrar aos socialistas, que as suas reclamações, na parte que tem de justas, se defendem muito mais vigorosamente com os princípios da fé e se promovem muito mais eficazmente com as forças da caridade.” (Ibiden)

Vale sempre a pena ler o documento na íntegra para ver o quão atual ele ainda é. O que você sabe da doutrina Social da Igreja? Já leu a Quadragésimo Anno? Qual encíclica social mais te marcou?

O filme fala de pobreza, não a Evangélica, mas aquela não escolhida mas vivida com bom humor, sempre temos uma escolha na vida, uma escolha que não depende das circunstâncias, uma escolha interior que é não um “O que” vamos experimentar (pobreza ou riqueza, saúde ou doença, liberdade ou prisão) mas “Como” vamos viver aquela situação que não escolhemos. Nesse sentido podemos ver o chamado concreto dos cristãos que “são pobres, mas enriquecem muita gente; de tudo carecem, mas em tudo abundam.” (Carta a Diogneto V)

Quero concluir esse post com um convite a alegria, que a nossa vida cristã possa encher de alegria e esperança todos os que nos cercam, que a nossa esperança seja contagiosa, que nossa alegria transborde, que o nosso amor seja sincero.

Você já assistiu esse filme? Qual a cena que mais te fez rir? Você sabia que faz parte da Lista de filmes recomendados pelo Vaticano

EXCELENTE

Ficha Técnica:
Diretor: Charles Chaplin
Elenco: Charlie Chaplin, Paulette Goddard, Henry Bergman, Chester Conklin, Hank Mann, Louis Natheaux, Allan Garcia.
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Ira H. Morgan, Roland Totheroh. Totheroh
Trilha Sonora: Charles Chaplin, Alfred Newman
Duração: 89 min.
Ano: 1936
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Preto e Branco
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Charles Chaplin Productions / United Artists

Trailer

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