Mulher-MaravilhaSinopse: Antes de ser a Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada em uma ilha paradisíaca isolada, ela descobre que um enorme conflito assola o mundo exterior quando um piloto americano cai em suas terras. Diana deixa sua casa, convencida de que pode parar a ameaça. Lutando ao lado de homens em uma guerra para acabar com todas as guerras, Diana descobre a dimensão de seus plenos poderes… e seu verdadeiro destino.

Depois dos criticados filmes “Esquadrão suicida” e “Batman vs Superman“, chega para nós o mais novo filme baseado em super-heróis da DC Comics. Chegou e chegou muito bem.

Já fomos apresentados à heroína no filme em que o Batman encara o o herói kryptoniano, mas, neste novo filme, podemos ver a sua origem e a sua descoberta de um mundo muito diferente daquele que conhecia em sua casa, na ilha de Themyscira.

Embora a Mulher-Maravilha tenha a sua origem relacionada com a mitologia grega, bem como o vilão do filme ser o deus grego Ares, podemos perceber com certa clareza como é a atuação do demônio em nossas vidas.

No filme é posto que a ação de Ares junto aos homens é no sentido de induzi-los à guerra, mas a decisão de se cometer o erro é exclusivo deles, em razão de seu livre-arbítrio. Da mesma forma é a atuação do diabo junto aos homens, em que age como que ficasse “sussurrando em nossos ouvidos” para que pequemos.

Isso já foi muito bem colocado por São João Paulo II na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Reconciliatio et Paenitentia:

“(…)Deus é fiel ao seu desígnio eterno mesmo quando o homem, induzido pelo Maligno e arrastado pelo seu orgulho, abusa da liberdade que lhe foi dada para amar e procurar generosamente o bem, recusando a obediência ao seu Senhor e Pai; (…)

14. Se lermos a página bíblica da cidade e da torre de Babel à luz da novidade evangélica e a confrontarmos com a outra página da queda dos primeiros pais, podemos tirar daí elementos preciosos para uma tomada de consciência do mistério do pecado. Esta expressão, na qual se repercute o que São Paulo escreve acerca do mistério da iniquidade tem em vista fazer-nos perceber o que se esconde de obscuro e de inexplicável no pecado. Este, sem dúvida, é obra da liberdade do homem; mas por dentro da realidade desta experiência humana agem factores, pelos quais ela se situa para além do humano, na zona limite onde a consciência, a vontade e a sensibilidade do homem estão em contacto com forças obscuras que, segundo São Paulo, agem no mundo até ao ponto de quase o senhorearem.”

A influência do demônio na vida do homem nos leva a um duro combate, como descrito no Catecismo da Igreja Católica:

409. Esta dramática situação do mundo, que “está todo sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,19), transforma a vida do homem num combate:

“Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens. Tendo começado nas origens, há de durar – o Senhor no-lo disse – até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem vê-se na necessidade de lutar sem descanso para aderir ao bem. Só através de grandes esforços é que, com a graça de Deus, consegue realizar a sua unidade interior.”

Ainda que o demônio persista em sua ação junto ao homem, não devemos nos deixar abater, pois isso não acontece sem a permissão de Deus diante de uma plano divino, como bem nos lembra Santo Agostinho:

Deus onipotente, sendo sumamente bom, não deixaria mal algum em sua obra, se não fosse tão poderoso e bom que pudesse tirar até do mal o bem.

Assim como no filme vemos a Princesa Diana e tantos outros tentando combater o bom combate contra seu inimigo, da mesma forma devemos nós nos vestirmos da armadura de Deus como descrito em Efésios 6, 13-18:

13.Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14.Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
15.e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16.Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17.Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
18.Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.

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Ficha técnica:

Gênero: Ação
Direção: Michelle MacLaren
Roteiro: Allan Heinberg, Flor Ferraco
Elenco: Ann Ogbomo, Chris Pine, Connie Nielsen, Eleanor Matsuura, Emily Carey, Eugene Brave Rock, Ewen Bremner, Florence Kasumba, Gal Gadot, Lisa Loven Kongsli, Lucy Davis, Madeleine Vall, Mayling Ng, Robin Wright, Roman Green
Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 140 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Distribuidora: Warner Bros
Estúdio: Atlas Entertainment / Cruel & Unusual Films / DC Entertainment
Classificação: 12 anos

Trailer

robocopAtenção amigos nerds católicos e todos que cresceram nos anos 80 e que estão vendo os filmes que marcaram suas infâncias e adolescências sendo refilmados, refeitos e modificados, tenho uma notícia pra vocês: Robocop (2014) não é tão ruim como parece. Tenho visto muitas críticas ao trailer e uma expectativa baixa mas eu vi o filme e digo que é um filme legal.

O lançamento adota muito do espírito do filme original e o atualiza. A começar pelo conceito de robô que tínhamos no começo da década de 80 para a ideia de robô que temos hoje. O filme guarda a crítica forte à sociedade, ao mundo corporativo que está disposto a esquecer a ética e visa o lucro acima de tudo. As ideias do filme evoluíram com o tempo, mas o conceito ainda está lá. É uma crítica ferrenha à sociedade de hoje instrumentalizando até, e principalmente, o ser humano para servir aos seus interesses.

O filme da década de 80 criticava muitas coisas, dentre elas a violência e a ganância, nesse a crítica a violência é bem menor (leia-se não tem tantas cenas sangrentas) mas ainda muito evidente.  São tantos assuntos abordados, bioética, ganância,  livre arbítrio,  aproveitar-se do outro, manipulação das massas pela mídia parcial, que esse post ia ficar imenso se eu citasse um documento da Igreja pra cada tema. Sugiro ao leitor católico que assista sob a ótica da Igreja, tente prestar atenção aos detalhes colocados de propósito pelo diretor. Não é um filme perfeito, tem muitas falhas de roteiro, alguns problemas não são resolvidos, mas vale sim a reflexão.

Uma frase me vem ao coração ao escrever esse texto: “Pois que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9, 25)

Não é um filme pra qualquer um, como o original, precisa ter estomago pra aguentar algumas cenas, as cenas de ação são mais próximas dos vídeo games  que da realidade, mas faz parte da ficção científica. Para os que gostam de ação, acredito que dá pra satisfazer as expectativas, para os que querem crítica a sociedade também. As frases que marcaram o primeiro reaparecem mas em contextos diferentes.

Sinopse:

No ano de 2028 a Omnicorp (mudaram o nome da OCP) e seus robôs e drones ganham as guerras dos Estados Unidos no mundo inteiro, mas robôs e drones são proibidos nos EUA. O Policial Alex Murphy após ter sofrido um atentado tem a maior parte do seu corpo destruído. Graças a tecnologia da Omnicorp Alex é transformado em um super policial parte robô parte humano, mal sabe ele que está sendo usado como uma peça de marketing.

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Ficha Técnica:

Estados Unidos, 2014, cor, 1211 min
Direção: José Padilha
Produção: Marc Abraham, Eric Newman
Roteiro: Joshua Zetumer
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams

Trailer:

Em outubro o agente secreto mais conhecido do mundo estará completando 50 anos. Temos motivos pra comemorar? Assistimos graças a ele muitas aventuras, nos seguramos nas nossas poltronas e incontáveis vezes pensamos, se não dissemos em alto e bom tom: Mentira! Faz parte da fantasia e da magia do cinema criar situações impossíveis das quais o nosso herói sai ileso e as vezes nem despenteia o cabelo. Escolhi esta cena de 007 contra Golden Eye como exemplo pra ilustrar. A física nunca vai dar uma explicação plausível para ela simplesmente por que não existe uma. Portanto, não tem problema em gritar, como eu muitas vezes fiz: Mentiraaa!

Normalmente o fato de sabemos que é mentira não nos faz deixarmos de assistir não é mesmo? Mas o que faz, ou deveria fazer, com que deixemos de assistir um filme?

Na minha educação, tanto familiar como comunitária (pertenço à Comunidade Shalom) aprendi que precisamos aproveitar o que é bom e deixar de lado o que não o é tanto de diálogos como de filmes. Na verdade tudo na vida, livros, imagens etc deve passar pelo filtro da nossa consciência. Ela tem um papel fundamental na nossa vida. Indubitavelmente para um católico a consciência precisa estar sempre sendo iluminada  pela palavra de Deus, pela sagrada tradição e pela moral católica.

O que acontece se alimentamos a nossa consciência com filmes que não se deixar reger por esses princípios? Nada. Desde que ela seja alimentada por fontes seguras e que saiba “bloquear” o que não vale a pena em um filme. Temos que manter a guarda levantada e de vez em quando analisar as nossas reações diante das nossas reações ao assistir um filme. Queria lhe convidar a refletir, quantas vezes você já se pegou dizendo ao “mocinho” diante do vilão: “mata ele!”? O caso não é você dizer isso o caso é você não se tocar que essa reação. Precisamos estar atentos para que as mentalidades dos filmes aos quais assistimos não se tornem as nossas. “Perante a morte de um homem, um cristão nunca se alegra”. Declarou a santa Sé sobre a morte de Osama Bin Laden.

007 (1)Não acredito que devemos deixar de assistir filmes como 007, por que claro que não vamos cair na promiscuidade do agente secreto se deitando com uma mulher em cada país, ou se deixar levar por sua “permissão para matar”. Mas ao assistir seus filmes devemos exercitar a consciência a sempre filtrar o que é só diversão do que é para ser aprendido.

Mas, cuidado! Seguir esse conselho significa segui-lo todo, não adianta só assistir ao filme e não se alimentar da sã doutrina católica. Acho que é um pouco como comer comida saudável todos os dias e de vez em quando comer aquele pratão de batata frita com Coca-Cola. O problema é que tem gente que passa a se alimentar só de “porcaria”, como diria minha mãe, e não comer comida saudável.

Ao tomarmos a iniciativa de ver um filme, ou mesmo uma novela (elas são incrivelmente mais perigosas), devemos manter sempre a guarda levantada para a mensagem que o escritor/diretor quer passar, para não corrermos o risco de torcer pela morte do bandido, pelo adultério, ou seja lá pelo que for. Uma grande quantidade de filmes parte para a legitima defesa como forma de justificar a morte do bandido mas isso é assunto de outro post. O mais importante é saber o que estamos “engolindo” para saber como digerir. Em alguns casos o melhor seria nem comer não é mesmo?

Gostaria de terminar pedindo a opinião dos leitores. Você já se pegou torcendo pela morte do bandido? Já ouviu a própria vós dizendo “Mata logo ele”? Você já tinha pensado nisso?

Ou ainda, comente qual filme/gênero você acha que é “veneno”, que não deve ser visto nem com uma visão crítica.