1. Sinopse: Quando Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle.

Enfim chega aos cinemas a esperada sequência de Os Incríveis, a família de super-heróis mais simpática da Disney. Nada menos que empolgante, o filme começa dando sequência exatamente como havia terminado o anterior, fazendo diminuir a distância de quatorze anos entre um e outro e criando aquele sentimento de nostalgia, principalmente ao escutarmos a clássica música tema.

Tecnicamente falando, a animação é, sem dúvidas, um dos pontos mais impressionantes, porque traz o mesmo realismo surpreendente, ajudado pelo avanço de uma década da tecnologia, além do roteiro muito bem feito, que consegue dar um bom ritmo e não deixa que as quase duas horas fiquem cansativas, pelo contrário. Inclusive, Os Incríveis 2 chega batendo vários recordes, entre eles, o de maior filme de animação computadorizada já feito em todos os tempos. Interessante também mencionar a dublagem, cujas piadinhas e expressões mais brasileiras já eram vistas desde a primeira produção e agora seguem na mesma linha, contando com Raul Gil e Evaristo Costa entre as vozes escaladas.

Podemos trazer como tema principal da nossa análise a importância da família. É interessante olhar para os Pêra e encontrar um típico conjunto familiar, com dificuldades e desafios, mas que está sempre cercado com amor e cuidado. Isso é algo louvável, uma vez que vivemos um tempo onde muitas ideologias tentam destruir o conceito atual do indivíduo e, para isso, precisam desconstruir a pedra fundamental da sociedade, que é família, e assim conseguem seu objetivo final que é a relativização do mundo que conhecemos (recomendamos a leitura deste texto do blog “Dinossauros e Princesas” – 5 razões pelas quais Os Incríveis 2 detona a ideologia de gênero).

Diante dos desafios de cuidar dos filhos e da casa, Roberto descobre que existe uma missão ainda maior do que enfrentava enquanto super-herói, mas que todo sacrifício vale a pena quando se ama. Sobre isso, o Papa Francisco afirma no discurso realizado na vigília de oração com as famílias:

Os filhos dão trabalho. Nós, como filhos, demos trabalho. Às vezes, em casa, vejo alguns dos meus colaboradores que vêm trabalhar com olheiras. Eles têm um bebê de um mês, dois meses. Eu lhes pergunto: “Não dormiu?” Respondem: “Não, chorou a noite toda”. Na família há dificuldades, mas essas dificuldades são superadas com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Só o amor é capaz de superar a dificuldade. Amor é festa, o amor é a alegria, o amor é seguir em frente!

O filme, sem dúvidas, é garantia de muita diversão e boas risadas (ainda que a trama em si não seja das mais inovadoras nem traga grandes surpresas), mas para quem assistiu ao primeiro, só o fato da sequência trazer aquele clima nostálgico, vale a pena. Assistir em 3D não faz muita diferença.

Ao final, uma frase ecoa: “há poucas coisas no mundo menos heróicas do que ser pai”.

Ficha técnica:

Gênero: Animação.
Direção: Brad Bird.
Roteiro: Brad Bird.
Elenco: ob Odenkirk, Brad Bird, Catherine Keener, Craig T. Nelson, Holly Hunter, Huck Milner, Isabella Rossellini, John Ratzenberger, Jonathan Banks, Kimberly Adair Clark, Samuel L. Jackson, Sarah Vowell, Sophia Bush.
Produção: John Walker, Nicole Paradis Grindle.
Trilha Sonora: Michael Giacchino.
Duração: 118 min.
Ano: 2018.
País: Estados Unidos.
Classificação: 10 anos.

Trailer

robocopAtenção amigos nerds católicos e todos que cresceram nos anos 80 e que estão vendo os filmes que marcaram suas infâncias e adolescências sendo refilmados, refeitos e modificados, tenho uma notícia pra vocês: Robocop (2014) não é tão ruim como parece. Tenho visto muitas críticas ao trailer e uma expectativa baixa mas eu vi o filme e digo que é um filme legal.

O lançamento adota muito do espírito do filme original e o atualiza. A começar pelo conceito de robô que tínhamos no começo da década de 80 para a ideia de robô que temos hoje. O filme guarda a crítica forte à sociedade, ao mundo corporativo que está disposto a esquecer a ética e visa o lucro acima de tudo. As ideias do filme evoluíram com o tempo, mas o conceito ainda está lá. É uma crítica ferrenha à sociedade de hoje instrumentalizando até, e principalmente, o ser humano para servir aos seus interesses.

O filme da década de 80 criticava muitas coisas, dentre elas a violência e a ganância, nesse a crítica a violência é bem menor (leia-se não tem tantas cenas sangrentas) mas ainda muito evidente.  São tantos assuntos abordados, bioética, ganância,  livre arbítrio,  aproveitar-se do outro, manipulação das massas pela mídia parcial, que esse post ia ficar imenso se eu citasse um documento da Igreja pra cada tema. Sugiro ao leitor católico que assista sob a ótica da Igreja, tente prestar atenção aos detalhes colocados de propósito pelo diretor. Não é um filme perfeito, tem muitas falhas de roteiro, alguns problemas não são resolvidos, mas vale sim a reflexão.

Uma frase me vem ao coração ao escrever esse texto: “Pois que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9, 25)

Não é um filme pra qualquer um, como o original, precisa ter estomago pra aguentar algumas cenas, as cenas de ação são mais próximas dos vídeo games  que da realidade, mas faz parte da ficção científica. Para os que gostam de ação, acredito que dá pra satisfazer as expectativas, para os que querem crítica a sociedade também. As frases que marcaram o primeiro reaparecem mas em contextos diferentes.

Sinopse:

No ano de 2028 a Omnicorp (mudaram o nome da OCP) e seus robôs e drones ganham as guerras dos Estados Unidos no mundo inteiro, mas robôs e drones são proibidos nos EUA. O Policial Alex Murphy após ter sofrido um atentado tem a maior parte do seu corpo destruído. Graças a tecnologia da Omnicorp Alex é transformado em um super policial parte robô parte humano, mal sabe ele que está sendo usado como uma peça de marketing.

CONFERIR2

Ficha Técnica:

Estados Unidos, 2014, cor, 1211 min
Direção: José Padilha
Produção: Marc Abraham, Eric Newman
Roteiro: Joshua Zetumer
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams

Trailer:

Em outubro o agente secreto mais conhecido do mundo estará completando 50 anos. Temos motivos pra comemorar? Assistimos graças a ele muitas aventuras, nos seguramos nas nossas poltronas e incontáveis vezes pensamos, se não dissemos em alto e bom tom: Mentira! Faz parte da fantasia e da magia do cinema criar situações impossíveis das quais o nosso herói sai ileso e as vezes nem despenteia o cabelo. Escolhi esta cena de 007 contra Golden Eye como exemplo pra ilustrar. A física nunca vai dar uma explicação plausível para ela simplesmente por que não existe uma. Portanto, não tem problema em gritar, como eu muitas vezes fiz: Mentiraaa!

Normalmente o fato de sabemos que é mentira não nos faz deixarmos de assistir não é mesmo? Mas o que faz, ou deveria fazer, com que deixemos de assistir um filme?

Na minha educação, tanto familiar como comunitária (pertenço à Comunidade Shalom) aprendi que precisamos aproveitar o que é bom e deixar de lado o que não o é tanto de diálogos como de filmes. Na verdade tudo na vida, livros, imagens etc deve passar pelo filtro da nossa consciência. Ela tem um papel fundamental na nossa vida. Indubitavelmente para um católico a consciência precisa estar sempre sendo iluminada  pela palavra de Deus, pela sagrada tradição e pela moral católica.

O que acontece se alimentamos a nossa consciência com filmes que não se deixar reger por esses princípios? Nada. Desde que ela seja alimentada por fontes seguras e que saiba “bloquear” o que não vale a pena em um filme. Temos que manter a guarda levantada e de vez em quando analisar as nossas reações diante das nossas reações ao assistir um filme. Queria lhe convidar a refletir, quantas vezes você já se pegou dizendo ao “mocinho” diante do vilão: “mata ele!”? O caso não é você dizer isso o caso é você não se tocar que essa reação. Precisamos estar atentos para que as mentalidades dos filmes aos quais assistimos não se tornem as nossas. “Perante a morte de um homem, um cristão nunca se alegra”. Declarou a santa Sé sobre a morte de Osama Bin Laden.

007 (1)Não acredito que devemos deixar de assistir filmes como 007, por que claro que não vamos cair na promiscuidade do agente secreto se deitando com uma mulher em cada país, ou se deixar levar por sua “permissão para matar”. Mas ao assistir seus filmes devemos exercitar a consciência a sempre filtrar o que é só diversão do que é para ser aprendido.

Mas, cuidado! Seguir esse conselho significa segui-lo todo, não adianta só assistir ao filme e não se alimentar da sã doutrina católica. Acho que é um pouco como comer comida saudável todos os dias e de vez em quando comer aquele pratão de batata frita com Coca-Cola. O problema é que tem gente que passa a se alimentar só de “porcaria”, como diria minha mãe, e não comer comida saudável.

Ao tomarmos a iniciativa de ver um filme, ou mesmo uma novela (elas são incrivelmente mais perigosas), devemos manter sempre a guarda levantada para a mensagem que o escritor/diretor quer passar, para não corrermos o risco de torcer pela morte do bandido, pelo adultério, ou seja lá pelo que for. Uma grande quantidade de filmes parte para a legitima defesa como forma de justificar a morte do bandido mas isso é assunto de outro post. O mais importante é saber o que estamos “engolindo” para saber como digerir. Em alguns casos o melhor seria nem comer não é mesmo?

Gostaria de terminar pedindo a opinião dos leitores. Você já se pegou torcendo pela morte do bandido? Já ouviu a própria vós dizendo “Mata logo ele”? Você já tinha pensado nisso?

Ou ainda, comente qual filme/gênero você acha que é “veneno”, que não deve ser visto nem com uma visão crítica.