sptlQuando a criança se machuca nas primeiras vezes, é natural que ela se assuste por qualquer pequeno corte que sofra. No entanto, faz parte do processo de maturação que ela se torne mais forte e tolerante para tratar ela mesma as feridas que acompanham todo processo de aprendizado. Acredito que foi isso que tenha me motivado a assistir ao filme Spotlight.

Desde o início do século XXI, nós católicos vivemos um verdadeiro Calvário acerca dos casos de pedofilia que explodiram repentinamente nos jornais do mundo inteiro. Em resposta a isso, a Igreja criou penas canônicas mais rígidas, pediu perdão publicamente, pagou pelos crimes de seus membros, recebeu vítimas de abuso sexual e esclareceu a postura que os bispos deveriam tomar em relação a seu clero. Apesar de nada disso apagar as cicatrizes de sofrimento das vítimas, sem dúvida, é uma possibilidade de cura e perdão.

Spotlight é um filme que tinha tudo para ser polêmico, explorando sem piedade o filão que o assunto representa para difamar a Igreja Católica e religião. Mas para a minha própria surpresa, tudo foi tratado com muita delicadeza e seriedade. Você sai do cinema sabendo que errou enquanto Igreja (quando um membro sofre, todo o corpo sofre), mas, ao mesmo tempo, pronto para aceitar o perdão de Deus e sair da “lama”.

O enredo trata da história de uma equipe de jornalismo investigativo dentro do jornal Boston Globe chamada Spotlight. A pauta dos abusos sexuais volta à mesa da equipe com a contratação de um novo editor. Como todo bom jornalista, ele aposta no seu instinto e dá todo o apoio para que a Spotlight volte a investigar casos de abuso sexual por parte de clérigos na cidade de Boston, nos Estados Unidos.

O que começa como uma investigação sem muita expectativa, cresce ao se depararem com a pesquisa de um ex-padre psicólogo chamado Richard Sipe. A pesquisa de Sipe aponta que cerca de 6% do clero praticava pedofilia na Igreja Católica naquela cidade. A partir de uma pesquisa no próprio diretório eclesiástico da diocese de Boston, constataram que cerca de 6% dos padres estavam afastados por motivos de doença ou motivos não declarados. A investigação se aprofunda ao ponto de chegarem à cifra de mais de 200 padres pedófilos, que simplesmente foram transferidos de paróquia ou que ainda celebravam missas normalmente. O resultado foi publicado numa matéria bombástica que suscitou uma onda de investigações em todos os Estados Unidos e no mundo.

Até aí o filme não traz muita novidade. Poderia ser apenas documentário hollywoodiano feito para ganhar prêmios. O que dá a delicadeza e a leveza na história é a exposição dos sentimentos dos investigadores da Spotlight em relação aos dados encontrados. O exemplo mais tocante é o da jornalista Sacha Pfeiffer, católica de missa, que revela ser obrigada a parar de frequentar a Igreja por não conseguir mais olhar os padres da mesma forma. O sentimento de Pfeiffer é interessante porque levanta o seguinte questionamento: pedimos perdão às vítimas, pedimos perdão à sociedade, mas será que tivemos o cuidado suficiente de pedir perdão às almas simples e piedosas que ainda beijam as mãos do padre como se beija as mãos do próprio Cristo?!

Ficha Técnica:

Gênero: Suspense.
Direção: Thomas McCarthy.
Roteiro: Josh Singer, Thomas McCarthy.
Elenco: Billy Crudup, Brian Chamberlain, Brian d’Arcy James, Doug Murray, Duane Murray, Elena Wohl, Gene Amoroso, Jamey Sheridan, John Slattery, Liev Schreiber, Mark Ruffalo, Michael Cyril Creighton, Michael Keaton, Neal Huff, Paul Guilfoyle, Rachel McAdams, Robert B. Kennedy, Sharon McFarlane, Stanley Tucci.
Produção: Blye Pagon Faust, Michael Sugar, Nicole Rocklin, Steve Golin.
Fotografia: Masanobu Takayanagi.
Montador: Tom McArdle.
Trilha Sonora: Howard Shore.
Duração: 128 min..
Ano: 2015.
País: Estados Unidos.
Cor: Colorido.
Estreia: 07/01/2016 (Brasil).
Distribuidora: Sony Pictures.
Estúdio: Anonymous Content / Participant Media / Rocklin / Faust.
Classificação: 12 anos.

Trailer:

 

land-terra-de-maria-headerO documentário espanhol de 2013 que foi sucesso em 25 países só chegou este ano ao Brasil mas também causou um grande frisson nas salas de cinema, passando da terceira semana de exibição (o requisito da programação era a procura).

Sinopse: Era uma vez… Deus. E viveram felizes para sempre. Adeus, Pai Nosso. Até nunca, seres celestiais. Se não os vemos, não acreditamos. Decidimos viver assim, como se não existissem. Contudo… milhões de pessoas continuam a falar de Jesus Cristo, a quem chamam “Irmão”. E com a Virgem Maria, a quem chamam “Mãe”. Acreditam que somos filhos de Deus e, por isso, chamam-no de “Pai”. O Advogado do Diabo recebe uma nova missão: investigar, sem medo, esses que ainda confiam nas receitas do céu. São uns enganadores ou foram enganados? Se as suas crenças forem falsas, a nossa vida continuará igual. Mas… e se não for um conto de fadas?

Terra de Maria não vem para comprovar cientificamente as aparições de Nossa Senhora, mas para confirmar no coração dos fiéis que a conversão por intermédio da Virgem é sentida e vivida por milhões de pessoas todos os dias. Como afirmou o próprio diretor do filme, o jornalista Juan Manuel Cotelo, “é dificil definir o gênero do filme, pois mistura documentário com ficção, humor com religiosidade, drama com mistério… você chora, ri e pensa na mesma medida.” A parte ficcional do longa tem como maior objetivo dar movimento à história, quebrando a sequência dos vários testemunhos presentes.

Abordando a vida de várias pessoas em 10 países diferentes, cada um conta informalmente sua história e como teve a experiência de conversão diretamente ligada à Virgem Maria. Aborto, prostituição, doenças e grandes mazelas sociais marcam muitos dos depoimentos de católicos e não-católicos que, por muito tempo, viveram longe de Cristo mas que foram alcançados por Sua imensa misericórdia.

Ouvimos na fala do sacerdote, do médico, da modelo, da ex-dançarina, do missionário, entre outros, o quão importante é a intercessão de Nossa Senhora, que os atraiu muitas vezes sem que eles ainda estivessem sequer buscando a Deus. Terra de Maria não pretende explicar a devoção mariana por uma ótica teológica, mas visa apresentar a Mãe de Deus de forma simples para quem não a conhece, por meio da vida transformada de muitos. “Para mim a chave é fugir da artificialidade (…). Contemos a realidade da fé, sem acessórios, nos centremos na beleza das coisas, com certeza há gente boa em todo lugar”, conta o cineasta. A parte cômica fica por conta das entrevistas curiosas do “advogado do Diabo”, que trabalha para uma agência de espiões que quer descobrir quem é esta Virgem que liga os crentes à Deus… que fé é esta que ainda atrai tantos? Que revolução é esta que mesmo nos dias de hoje não perde a força?

Em meio à polêmica da confirmação das aparições de Medjugorje, o local é o elo de praticamente todas as histórias, contando a relação de curas interiores e físicas de muitos dos que testemunham. Mas também Fátima, Lourdes e o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe têm espaço na história. Porque, afinal, o centro do filme é, de fato, a mão intercessora da Virgem Maria na vida de seus amados filhos. É a certeza de que Deus não ama a todos, mas a cada um, e nós temos esta necessidade de encontrá-Lo. E  que forma melhor de chegar ao Pai senão através da Mãe?

A obra mostra a importância de Nossa Senhora na vida de Jesus, da Igreja e da nossa, e inflama sinceramente os corações a uma devoção pura e verdadeira, como a de um filho que encontra amor e consolo nos braços da mãe.

EXCELENTE

Ficha técnica:

Elenco: Clara Cotelo, Juan Manuel Cotelo, Carmen Losa
Direção: Juan Manuel Cotelo
Gênero: Documentário
Duração: 111 min.
Classificação: 12 Anos

Maiores informações, leia o que já publicamos: Terra de Maria

Trailer

land-terra-de-maria-headerO documentário espanhol “Terra de Maria” – relato de ficção, estilo triller, que se mistura com depoimentos reais – estreia em outubro, na rede Cinemark. A produção será exibida nos dias 12 (segunda-feira), 14 (quarta-feira) e 17 (sábado), às 14, 19h30 e 17 horas, respectivamente em 26 salas das principais cidades do país. De acordo com a procura, o longa poderá ficar por mais tempo em cartaz.

Lançado em 23 países, “Terra de Maria” ficou por mais de sete meses em cartaz na Espanha, superando títulos como o infantil “Frozen”. O mesmo sucesso de bilheteria se repetiu no Paraguai, no México e na Polônia. A produção teve captações em 10 nações e tenta fazer com que o espectador possa rir, se emocionar mas também pensar e refletir.

Na aventura, um agente secreto fará investigações percorrendo diferentes países para revelar um mistério: o que está acontecendo no mundo que provoca as aparições da Virgem Maria na Terra? O que faz com que pessoas do século 21 acreditem que Jesus existe e que podem falar com Ele? O que aconteceria se a história de que Maria e Jesus existem… não fosse um conto de fadas? O filme conta também com uma carta de recomendação da Conferência Episcopal do Chile.

Transformação pela fé

Responsável pela idealização e realização do documentário “Terra de Maria”, a produtora espanhola Infinito Mas Uno utiliza plataformas de divulgação massiva e abrangente – internet, televisão e cinema – para difundir as transformações que a fé e a religião podem causar na vida do homem. Outro diferencial está na escolha das cidades onde as produções serão exibidas: os espectadores demonstram interesse pelos canais de comunicação – no Brasil, hoje, já são 26 municípios confirmados, atendendo aos pedidos das redes sociais.

Até o momento, mais de 240 mil pessoas já foram alcançadas pela Infinito Mas Uno no Facebook, com o registro de 11 mil interações. Outros longa-metragens e séries com a temática espiritual, que tiveram grandes bilheterias em países europeus, também estão na lista de produções e podem ser assistidos na íntegra pelo portal www.infinitomasuno.org.

Locais onde será exibido:

Terra de Maria - programação

Caso em sua cidade não tenha programado o filme, você pode cadastrar tua solicitação no link abaixo:

http://www.terrademaria.com/peca-o/

Mobilize outros amigos e irmãos da sua cidade para assinar o cadastro; de acordo com a procura, o Cinemark poderá abrir salas na sua cidade em uma próxima etapa.

Depoimento de quem assistiu: 

“É um filme maravilhoso,tanto no conteúdo cristão, como na arte, onde com criatividade, diversão e emoção, é passada uma mensagem cristocêntrica.” (Wilde Fábio, leigo consagrado e coordenador do Ministério das Artes da Comunidade Católica Shalom, autor de várias peças teatrais, especialista em artes; suas obras já foram apresentadas em vários países).

“Uma obra de ficção permeada de relatos verdadeiros. Uma organização de poder está preocupada com os rumores de um poder paralelo que está na boca do povo, das pessoas mais simples ou sem poder: os rumores se referem a uma Mãe que aparece em todos os continentes e interage com várias dessas pessoas; segundo rumores há ainda um Pai e um Filho, que estão no topo e a Mãe é intermediária deles com o povo. Convocam um investigador meio trapalhão (Juan Manuel Cutelo, que é o Diretor do filme), que sai para pesquisar, encontrar e entrevistar pessoas que declararam ter tido experiência com a Mãe; é nessas entrevistas que o filme apresenta relatos verdadeiros, testemunhos de casos reais de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pelo encontro com a Mãe; verdadeiras conversões de vida, de propósito e significado, além mesmo de curas. Para assegurar o contexto da missão da Mãe, o filme, com criatividade, apresenta nos primeiros minutos, a história da salvação, onde pode-se perceber o kerigma complementado com o papel da Mãe. Divertido e emocionante.” (Paulo Neves)

Recomendação de Dom Orani João Tempesta:

Recomendação

Trailer

thevaticantapes thevaticanexorcismsExorcistas do Vaticano (The Vatican Tapes) e Exorcismo no Vaticano (The Vatican Exorcisms) estão no mesmo patamar de classificação: não são filmes ruins, mas péssimos! Lançados em 2015, o primeiro teve certa divulgação, inclusive está em alguns cinemas; o segundo, nem aos cinemas chegou, pois foi lançado para locação e compra digital neste ano, já que é de 2012. O primeiro, quase um “thriller-terror” – se assim podemos chamar – com estrelas de renome, como Kathleen Robertson, Michael Peña, Djimon Hounsou, Dougray Scott, e John Patrick Amedori, baseado na história de Chris Morgane Christopher Borrelli. De acordo com alguns críticos, “tem pouco exorcismo, zero Vaticano e nenhum susto”. E isso tudo é fato! O segundo, um pseudo-documentário, apresenta os relatos do cineasta Joe Marino, quando passou na Itália para realizar um documentário sobre exorcismo e a presença demoníaca nas pessoas. “Ele descobriu e registrou casos perturbadores: missas negras, rituais pagãos e exorcismos, revelando estranhas verdades sobre os segredos do Vaticano. Um lugar onde o sagrado e o profano sempre viveram juntos. Não há cenas cortadas, não existem efeitos especiais o que existe apenas, é a verdade sobre o diabo.” Filmes assim, tentam (mesmo sendo fictícios) encontrar algo de errado dentro do Vaticano (pois neste, o próprio poster diz que o mal mora lá), além de falar que uma garota sumiu lá dentro dizendo que ela realizava orgias sexuais com pessoas lá de dentro. Esses tipos de películas tendem a conquistar o público pela polêmica que o mesmo traz e não por o conteúdo ser verdadeiro ou falso. A curiosidade é que alimenta as expectativas.

Sobre filmes de exorcismos, já falamos demoradamente em outra publicação. Mas esta aqui merece a ênfase a respeito do ritual em si que, em ambos os filmes, são bem aquém do que se previa e se prevê nos livros para tal coisa. Tudo bem que, em se tratando de filmes, temos que dar o desconto da parte romântica-ficcional que todo roteirista implanta. Porém, como são filmes que tratam erroneamente da nossa Mãe, a Igreja, procurando mais uma vez denigrir sua imagem, vamos à apologética, nos referindo aos principais focos, sem contar spoilers, com as referências a alguns dos documentos do Magistério da Igreja a respeito dos Exorcismos e do seu Ritual.

Para começar, o Padre Paulo Ricardo, por meio de sua equipe, nos alerta que os “filmes de terror” – mesmo os mais equilibrados – geralmente inculcam nas pessoas um temor bobo e vazio. Zumbis não existem, assassinos em série não chegam para todos, e demônios, por sua vez, não saem por aí querendo possuir todo o mundo. Eles estão, é verdade, “como um leão a rugir, à procura de quem devorar” (1Pd 5, 8). Hoje, quando se põe em dúvida a realidade demoníaca, é necessário fazer referência (…) à fé constante e universal da Igreja e à sua maior fonte: o ensinamento de Cristo”, diz o documento Fé Cristiana y Demonología, da Congregação para a Doutrina da Fé. “Com efeito, a existência do mundo demoníaco se revela como um dado dogmático na doutrina do Evangelho e no coração da fé vivida.”

O mesmo Padre Paulo Ricardo, em uma recente homilia diária, nos ensina que “as pessoas que não acreditam na existência do Demônio, têm também dificuldade de avaliar o que é que significa realmente ser liberto por Cristo.”

Em referência aos exorcismos em si, também nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, no número 1673 que:

Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a ação do Maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus praticou-o e é d’Ele que a Igreja obtém o poder e encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo. Deve proceder-se a ele com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo tem por fim expulsar os demônios ou libertar do poder diabólico, e isto em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Por isso, antes de se proceder ao exorcismo, é importante ter a certeza de que se trata duma presença diabólica e não duma doença.

A respeito do sacerdote que tem a prerrogativa de exorcizar, diz o Cânon 1172 do Direito Canônico:

“Ninguém pode legitimamente exorcizar os possessos, a não ser com licença especial e expressa do Ordinário do lugar. Esta licença somente seja concedida pelo Ordinário do lugar a um presbítero dotado de piedade, ciência, prudência e integridade de vida.”

Já o Youcat, no número 273:

o que é apresentado como ‘Exorcismo’ nos filmes de Hollywood não corresponde geralmente à Verdade de Jesus e da Igreja. […] No exorcismo está em questão a defesa contra a tentação e a opressão, e a libertação do poder do mal.

Bom, aparentemente, tudo isso é muito claro para nós… Mas, para a indústria cinematográfica, parece que não é bem assim. O que ela pretende, a cada novo filme desse tipo, é mostrar o quanto as pessoas são curiosas a respeito da sua própria fé, no que se refere à existência e presença do Demônio. O cinema brinca demais com o que não deve e muito menos com o que não conhece, mas apenas especula.

Por se tratar de especulações, então, inventam cenas e rituais que não estiveram presentes nos livros de exorcismos anteriores ao Concílio Vaticano II e muito menos nos posteriores a ele. Não bastasse isso, ainda se fantasia com certos poderes paranormais que possessos aparentam possuir.

No fundo, o que se pretende é provar a fé dos padres que executam os exorcismos, elevando infantilmente quase que ao mesmo patamar de uma doença física, este mal que é espiritual. Para se falar do Demônio é preciso crer em sua existência. Um ateu, como o cineasta Joe Marino se apresenta[va] não é capaz de compreender o que se passa na vida de quem é ou está possuído pelo Mal. Prova clara disso é o que a mídia, em geral, divulgou em relação ao “exorcismo” feito pelo Papa Francisco, quando impôs as mãos sobre um enfermo, na Praça de São Pedro, no dia 21 de Maio de 2013.

Se o que era pretendido com os filmes era apenas o lucro, com o seu fracasso, mostra-se claramente o quanto se está carente de referenciais religiosos… o suficiente para se falar de algo tão caro à nossa fé: salvação das almas. Não à toa, já no sacramento do batismo é feito o primeiro exorcismo da vida de todo cristão, professando a fé católica (o Creio) e renunciando ao Demônio, “autor e princípio de todo pecado”.

Apesar de os trailers serem muito bem feitos, não compensa nem perdermos tempo expondo-os e nem suas fichas técnicas. Isso deixamos por conta e risco de cada leitor.

O Demônio existe e ele está no meio de nós! Para a Igreja não é um “tabu” falar de Exorcismos. O fato é que não se deve mexer com o que não se conhece! Creiamos nisso e não necessitaremos de alimentar a nossa imaginação com filmes como esses, que não compensam gastar um centavo sequer para assisti-los.

 

 

 

LoveCosts“Lembrai-vos dos encarcerados, como se vós mesmos estivésseis presos com eles. E dos maltratados, como se habitásseis no mesmo corpo com eles”. (Hebreus 13, 3)

Fui convidada por uns amigos do movimento Comunhão e Libertação em Madri a assistir o filme “Love Costs Everything” em uma exibição promovida pela organização MadridManá em associação com a “Delegación de Cultura del Arzobispado de Madrid”.

Ao ver trailer do filme na internet, perdi a vontade de ir! Parecia ser um filme sobre o massacre de cristãos na atualidade e com cenas reais de violência. Me embrulhou o estômago!

Mas empurrada por meu marido fui à sessão… e, ao contrário, do que imaginava, não saí da sessão com um nó no estômago mas com o coração cheio de esperança!! 

A perseguição é uma realidade que acompanha os cristãos desde a origem da Igreja e permanece presente ao longo de toda história. Entretanto, é no século XX que se encontram os maiores números de assassinatos e extermínio de cristãos.

Neste panorama, como é possível que alguém escolha seguir Jesus mesmo sabendo que tal decisão a coloca em perigo de morte? É possível uma conversão do Islamismo para o Cristianismo? Até que ponto pessoas no ambiente muçulmano, hindu ou ateu são livres e estão seguras para seguir o Cristianismo?

Atualmente, os cristãos são o grupo religioso mais perseguido no mundo; cerca de 200 milhões de pessoas temem e arriscam a própria vida tão somente por acreditar em Jesus. Eles poderiam se converter, negar Jesus ou simplesmente desistir; mas o amor a Jesus vai além do sacrifício e, para muitos, a fé é uma estrada que custa tudo – inclusive a própria vida.

Entre a apresentação da situação dos cristãos no mundo hoje, o filme enfoca sete histórias de quem se comprometeu com Jesus mesmo em face às condições de risco e extrema violência.

Filmado no Iraque, Colômbia, Índia, Egito, França e Estados Unidos; o documentário traz, além de informações, o testemunho de quem encontrou Jesus. De pessoas que abriram mão de tudo por causa da fé, mas que também afirmam que ganharam muito mais. São testemunhos de fé verdadeira, extraordinária, de martírio e de amor a Jesus acima de qualquer preço – porque “o Amor custa tudo!”

BOM

Nota: No Brasil o filme ainda não está disponível. É possível assisti-lo apenas em inglês, fazendo download ou comprando-o pelo site oficial do Filme.

Ficha técnica:

Título Original: Love Costs Everything.
Ano de Lançamento: 2011.
Gênero: Documentário / Drama.
País de Origem: EUA / Colômbia / França / Índia / Egito / Iraque.
Duração: 105 minutos.
Direção: M.D. Neely.

Trailer

OPapaBomSão João XXIII, o Papa bom. Você conhece a história da vida dele?

O Papa João XXIII: um homem de origem humilde que se tornou o Papa mais influente do século passado. O filho de um camponês que viria a influenciar a política mundial do seu tempo. Um homem de caráter modesto mas que revolucionou a igreja. João XXIII foi Papa durante um dos mais extraordinários capítulos da história contemporânea. Foi o tempo da Guerra Fria, da construção do Muro de Berlim, da crise dos mísseis, da conquista do espaço, da guerra do Vietname e do assassinato de John Kennedy. No curto período como Papa, João XXIII tocou os corações de todas as raças e credos, sendo batizado pelo povo como O Bom Papa. Este filme vai ajudar-nos a compreender porque razão milhares de pessoas viajaram para Roma para estar mais perto dele e partilhar os seus últimos momentos de vida e porque milhões de pessoas em todo o mundo choram a sua morte. Trata-se de um relato tocante sobre o humanismo de um homem, face ao sofrimento de toda a espécie humana. A história vista pelos olhos de um homem comum cujo grande objetivo era trazer a paz a um mundo á beira da destruição.

Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi batizado com o nome de Ângelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.

Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no “Diário da alma”. No dia 1 de Março de 1896, o seu diretor espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.

De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redação do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Ação Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.

Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores: São Carlos Borromeu (de quem publicou as Actas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Pade Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.

Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a “Casa do estudante” e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado diretor espiritual do Seminário.

Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.

Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areopolis.

Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Atuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela táctica pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.

Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença ativa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a “permissão de trânsito” fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.

Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.

Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores: São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.

Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas “Pacem in terris” e “Mater et magistra”.

Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o “o Papa da bondade”. Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963.

Como Franciscano que era, certa vez disse:

“Amo a São Francisco e aos seus filhos, desde a minha infância. Sou terciário franciscano desde os quatorze anos, quando recebi a sagrada tonsura. Tomei o caminho do clero secular, mas São Francisco era o mais familiar dos meus Santos, junto com outros Santos que eram seus amigos. Que consolo para o meu espírito quando, em minhas viagens pelo mundo, em todas as partes, me encontrei com São Francisco nas casas de seus filhos, tanto na Europa quanto nas terras da Ásia e África.

Me agradam as recordações do seu caminho, as igrejas e altares erigidos em sua honra; Mas, sobretudo, me agradam seus filhos: humildes, bons, trabalhadores, pacíficos e alegres, empenhados em construir a paz e o bem, cooperadores válidos da minha intensa atividade pastoral.” 

Em resumo: Foi Franciscano Secular (Hoje a OFS), beatificado em 1º de outubro de 2000, pelo Beato João Paulo II e hoje, junto com este último, foi Canonizado pelo Papa Francisco.

EXCELENTE

Ficha Técnica

Título no Brasil: O Papa João XXIII
Título Original: Il papa buono
Ano de Lançamento: 2003
Gênero: Documentário
País de Origem: Itália
Duração: 180 minutos
Direção: Ricky Tognazzi

Filme completo (dublado)

https://www.youtube.com/watch?v=o84EjwVAuwo

KarolHoje a Igreja e o mundo recebeu a graça da canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II, e este último é o nosso padroeiro, foi aquele a quem colocamos a intercessão junto a Deus pelos nossos trabalhos.

Para celebrar a vida deste grande homem e Santo da Igreja, nada melhor do que  assistir um filme (documentário) sobre ele.

Aos 18 anos, o jovem polonês Karol Wojtyla dedicava-se aos estudos e ao desejo de ser ator e escritor. Mas quando as consequências da Segunda Guerra Mundial passam a assombrar seu país, Karol presencia os horrores de um povo cruelmente perseguido e destruído. Diante de tanta dor, decide se tornar padre a ajudar àqueles que precisam. Tem início sua jornada rumo à devoção e à esperança. Wojtyla aceitou seu destino e tornou-se Papa João Paulo II, o mais querido e popular de todos os tempos, e que esteve determinado até o fim a amenizar os sofrimentos e as angústias do homem.

Desde jovem se vê um homem fiel ao projeto de Deus para a sua vida, e permaneceu fiel a Deus e à Igreja até o último momento. Não cedeu às pressões de alterações na Igreja, não cedeu aos desejos equivocados de um mundo desgovernado, e mesmo com a saúde debilitada mostrou a sua força e determinação.

Um exemplo de vivência evangélica. Sempre do sorriso fácil e da palavra certa, inspirou a tantos a voltar-se para Deus. Este filme mostra tudo isso e não pode deixar de ser visto.

EXCELENTE

Ficha Técnica:

Título no Brasil: Karol – O Homem que se Tornou Papa
Título Original: Karol, un uomo diventato Papa
Ano de Lançamento: 2005
Gênero: Drama / Documentário
País de Origem: Polônia / Itália
Duração: 186 minutos
Direção: Giacomo Battiato
Estúdio/Distrib.: Universal
Idade Indicativa : 16 anos

Filme completo (dublado)

https://www.youtube.com/watch?v=KRiwUy1ryXE

Rio de feRio de Janeiro – Quando ainda morava em Cracóvia, o Bispo Karol Józef Wojtyla tinha o hábito de reunir-se com jovens universitários. Mais tarde, já como Papa João Paulo II, quis retomar esses encontros mas foi dissuadido, com o argumento de que eram difíceis os universitários romanos. Quem disse que era fácil desencorajar o Papa polonês? Por sua iniciativa nasceu a Jornada Mundial da Juventude, em 1986.

Seu sucessor, o Papa Bento XVI, escolheu o Rio de Janeiro como sede da 28ª Jornada. Entre 23 e 28 de julho de 2013, nossa cidade foi invadida por uma horda fiel, entusiasmada e ordeira de jovens de todas as idades, que veio saudar o Papa Francisco, da Argentina, o primeiro pontífice jesuíta e latino-americano. Calcula-se que estavam presentes, nas areias da praia de Copacabana, três milhões e setecentas mil pessoas para a Missa de Envio. O documentário “Rio de Fé” resultou alegre como a semana do evento, que deixou saudade nos cariocas.

Cinco equipes de cinegrafistas cobriram a Jornada para o diretor Carlos Diegues. Filmaram a multidão saudando o Papa sorridente, alguns de seus discursos, e a generosidade das famílias e comunidades que receberam os jovens. Tanto havia acolhedores cristãos, como umbandistas e ateus. As câmeras também registraram o diálogo entre judeus, muçulmanos e católicos, assim como o protesto de um grupo radical de feministas exaltadas.

Mas um de meus momentos favoritos foi a chegada do peregrino cearense ao Rio. Ele saiu de Fortaleza e percorreu 3 mil quilômetros até chegar à Catedral Metropolitana – 4 meses e 3 dias depois. Sacudida por muitos risos, dança e oração, a cidade do Rio viveu seus melhores dias. O documentário de Cacá Diegues emociona e revive belos momentos da JMJ-2013. Também vale a pena assistir a entrevista com o diretor, nos extras do DVD.

ATENÇÃO: no vídeo temos várias pessoas dando depoimento e opiniões, inclusive ateus e Leonardo Boff. A nossa indicação em momento algum tem por objetivo referendar qualquer palavra deste senhor que excomungado, que somente fala besteiras contra a fé católica. Mesmo assim, entendemos que o filme valha a pena ser visto, apenas sendo desconsideradas as palavras deste que já se mostrou um inimigo da Igreja Católica.

EXCELENTE

Ficha Técnica:

Título: Rio de Fé – Um Encontro com Papa Francisco
Diretor: Carlos Diegues
Estúdio: H2O Films
País de produção: Brasil
Duração: 85 minutos
Formato de tela: 16:9
Idiomas: Português
Site oficial: RIO DE FÉ

Trailer

“Há dois tipos de pessoas que trabalham em clínicas de aborto: os que estão lá por um longo tempo – aqueles que o coração acabou endurecido – e os que ficam por três ou quatro meses, e que não aguentam mais isso e precisam ir embora”.

Depoimento de Kathy Sparks, ex-provedora de aborto

BloodMoneyPor fazer parte do movimento Pró-Vida nos Estados Unidos participo de ações como o “40 Days For Life”, que consiste em ir rezar (por 40 dias) na porta das clínicas de aborto. Em uma dessas vezes, enquanto rezava o terço, uma mulher parou para conversar comigo (e nos tornamos amigas!). Ela me contou ter feito um aborto quando tinha 19 anos. Ela era solteira, estudava e estava assustada; então o namorado a levou até a clínica de aborto. Ela me contou que imediatamente sentiu o peso do que tinha feito; saiu da clínica chorando e até hoje, 20 anos depois, pensa nessa criança todos os dias.

O documentário, escrito e dirigido por David Kyle, examina a trajetória do aborto nos Estados Unidos, a invenção da Planned Parenthood, o caso Roe versus Wade, a negação de quando começa a vida pela movimento pró-aborto e histórias de mulheres que, como esta americana que conheci, passaram pelo aborto.

Apesar do movimento pró-aborto apresentar-se como defensor da mulher, na realidade, não passa de um negócio altamente lucrativo. A propaganda abortista é indiferente aos efeitos devastadores que o aborto causa na mulher e ainda tenta abafar o testemunho de profunda dor que essas mulheres dão. O real interesse dos que trabalham com o aborto é a exorbitante rentabilidade (muito deste dinheiro não é declarado e foge às regulações fiscais) e isto faz com que a barbárie continue.

Narrado por Alveda King, sobrinha de Martin Luther King, o filme chama a atenção para o chamado “Genocídio Negro” nos Estados Unidos. Uma vez que Margaret Sanger, fundadora da Planned Parenthood, era racista e eugenista e pretendia, através do aborto, diminuir a população negra (ao instalar clínicas e promover o aborto em áreas de maioria negra).

“BloodMoney: Aborto Legalizado” expõe a verdadeira agenda por detrás da indústria que terminou com a vida de mais de 50 milhões de bebês em todos os estágios de gestação (apesar de um bebe já ser viável aos 7 meses; o aborto nos Estados Unidos é legal em qualquer momento, mesmo aos 9 meses).

O depoimento de várias mulheres que abortaram revelam sequelas físicas, psicológicas e espirituais que estas carregam pela vida toda; experiências que frontalmente contradizem os argumentos (enganosos) em que se apoiam a propaganda abortista.

O filme apresenta também entrevistas com ex-funcionários de clínicas de aborto e líderes pró-vida (como Padre Frank Pavone, Joe Scheidler e outros) e dos contínuos esforços para salvar a vida de bebês.

Importante dizer que não há nenhuma cena de aborto na produção. Esse aviso serve para aqueles que não gostam de ver tais imagens (que realmente são chocantes). Portanto, não deixe de ver este filme no cinema, e de preferência no dia da estreia.

Comentários da Andréia Medrado:

O que penso é que o filme é de extrema importância, de fato. Ele tenta ser neutro, realmente, deixando (tentando) de lado a questão religiosa e dando ênfase à questão científica e do direito natural. Eu gostei do filme, sim. Mas penso sempre que é muito bom denunciar a cultura de morte de todos os seus lados. Claro que o filme nos abre portas imensas, talvez nunca imaginadas por nós nesses tempos tão sombrios. Blood Money, embora seja um filme que denuncie a indústria sangrenta do dinheiro mal ganho, ainda é pouco para o que se precisa denunciar. A questão financeira (embora pareça o cerne da situação, é apenas um dos males.

Penso que seja como uma abertura, uma introdução, de fato, a levar as pessoas às verdadeiras causas da cultura de morte. Assistindo ao filme, foi bom perceber a consciência e (também uma estratégia) do diretor, que, ao colocar também a mãe que aborta como uma vítima do aborto, desbanca os argumentos dos pro-choice, quando estes dizem que os pro-life defendem só a vida do bebê e não se importam com as mães. Aliás, um dos argumentos mais ardilosos que eles usam é o de dizerem-se também pro-life. Eles partem do princípio que a única vida em questão seja a da mulher, que tem seu corpo “mutilado” por uma gravidez indesejada!.

Blood Money precisa se amplamente difundido, sim. Ele é o nosso cartão, a nossa porta de entrada, uma vez que chegou ao Brasil num momento tão difícil e importante: Quando o aborto, tal qual em RoexWade, entra no país. É necessário que estejamos dispostos a divulgar e prontos a rebater os argumentos dos que estão se organizando para destruir a família, destruir, de fato, a sociedade da forma que conhecemos. Os valores judaico-cristãos estão em xeque, e o aborto é o segundo grande movimento desses ativistas (o primeiro foi a revolução sexual, prevista e apoiada por Marcuse).

É um excelente documentário, e embora o povo brasileiro não tenha, culturalmente, o costume de assistir a esse gênero cinematográfico, o longa foi feito com tanta dinamicidade (nos depoimentos, com o enredo e a trama de um drama típico americano), que fica fácil assistir. Claro, há um choque com os depoimentos das mães; há uma necessidade de identificação real com as “personagens” reais. E isso transforma o documentário em um candidato a best seller!

O fato de a sobrinha de Martin Luther King narrar a história, mexe com o americano e com os grandes ativistas em prol da liberdade, da igualdade. Ao escolhê-la, também penso ser uma estratégia de David, que quis, embora se trate de um embasamento científico, mexer com a memória sentimental dos espectadores.

Vale a pena ver por vários motivos, mas mais ainda porque pode te dar argumentos para vencermos as militâncias pró-morte, que em nada se parecem com mulheres que abortam. São apenas mensageiros globalistas que pretendem, de vez, destruir a família!

EXCELENTE

Ficha técnica:

Gênero: Documentário
Direção: David K. Kyle
Roteiro: David K. Kyle
Produção: David K. Kyle, John Zipp, Roman Jaquez
Fotografia: Jeff Butler, Roman Jaquez
Montador: Roman Jaquez, Steve Taylor
Trilha Sonora: Eric Genuis, John Wenger, Nathan Kohrs
Duração: 80 min.

Trailer

http://www.youtube.com/watch?v=mx3ZHc54RE4

BloodMoneyMuitos veículos de comunicação estão falando sobre este filme, e nós do Projeções de Fé entendemos que seria nosso dever ajudar na divulgação desta produção.Para tanto vamos replicar o texto que publicado no Blog da Vida, que faz parte do jornal Gazeta do Povo (do estado do Paraná).

Filme sobre a indústria do aborto nos EUA chega ao Brasil em novembro

Ontem tive a satisfação de receber a visita do ex-deputado federal Luiz Bassuma, autor do Estatuto do Nascituro. Ele e sua equipe passaram pela redação para divulgar o documentário Blood Money – Aborto Legalizado, uma produção norte-americana que apresenta as consequências da legalização do aborto nos Estados Unidos. O filme chega ao Brasil em novembro.

A obra do diretor David Kyle trata do funcionamento da indústria criada em torno do lucrativo negócio das clínicas de aborto, mostra de que forma as estruturas médicas disputam sua clientela e quais os métodos aplicados pelas clínicas para realização de cirurgias abortivas.

O filme também faz denúncias sobre a prática de eugenia e de controle da natalidade por meio do aborto – especialmente em comunidades afro-americanas – trata de aspectos científicos e psicológicos relacionados ao tema e sobre as sequelas deixadas em mulheres que se submeteram ao procedimento.

Blood Money – Aborto Legalizado é apresentado pela ativista do movimento de negros dos EUA, Alveda King, sobrinha do pacifista  Martin Luther King Jr., além de contar com depoimentos de médicos, profissionais de saúde, pacientes e cientistas.

O lançamento será feito em São Paulo, no próximo dia 5 de novembro, pela Europa Filmes e a Estação Luz Filmes, distribuidora e produtora cinematográfica. Depois, deve ocorrer uma série de pré-estreias pelo país, passando por Rio de Janeiro (6), Goiânia (7), Brasília (8), Belém (9), Curitiba (11), Salvador (12), Recife (13) e Fortaleza (14). No dia 15 de novembro a produção entra em cartaz em todo o país, nos principais cinemas.

É claro que estarei na pré-estreia e prometo aos leitores do blog uma resenha logo que assistir ao filme. A expectativa é a melhor possível.

Para receber notícias sobre a produção, curtam a página do Blood Money – Aborto Legalizado no Facebook.

Confiram o trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=mx3ZHc54RE4