Mulher-MaravilhaSinopse: Antes de ser a Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada em uma ilha paradisíaca isolada, ela descobre que um enorme conflito assola o mundo exterior quando um piloto americano cai em suas terras. Diana deixa sua casa, convencida de que pode parar a ameaça. Lutando ao lado de homens em uma guerra para acabar com todas as guerras, Diana descobre a dimensão de seus plenos poderes… e seu verdadeiro destino.

Depois dos criticados filmes “Esquadrão suicida” e “Batman vs Superman“, chega para nós o mais novo filme baseado em super-heróis da DC Comics. Chegou e chegou muito bem.

Já fomos apresentados à heroína no filme em que o Batman encara o o herói kryptoniano, mas, neste novo filme, podemos ver a sua origem e a sua descoberta de um mundo muito diferente daquele que conhecia em sua casa, na ilha de Themyscira.

Embora a Mulher-Maravilha tenha a sua origem relacionada com a mitologia grega, bem como o vilão do filme ser o deus grego Ares, podemos perceber com certa clareza como é a atuação do demônio em nossas vidas.

No filme é posto que a ação de Ares junto aos homens é no sentido de induzi-los à guerra, mas a decisão de se cometer o erro é exclusivo deles, em razão de seu livre-arbítrio. Da mesma forma é a atuação do diabo junto aos homens, em que age como que ficasse “sussurrando em nossos ouvidos” para que pequemos.

Isso já foi muito bem colocado por São João Paulo II na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Reconciliatio et Paenitentia:

“(…)Deus é fiel ao seu desígnio eterno mesmo quando o homem, induzido pelo Maligno e arrastado pelo seu orgulho, abusa da liberdade que lhe foi dada para amar e procurar generosamente o bem, recusando a obediência ao seu Senhor e Pai; (…)

14. Se lermos a página bíblica da cidade e da torre de Babel à luz da novidade evangélica e a confrontarmos com a outra página da queda dos primeiros pais, podemos tirar daí elementos preciosos para uma tomada de consciência do mistério do pecado. Esta expressão, na qual se repercute o que São Paulo escreve acerca do mistério da iniquidade tem em vista fazer-nos perceber o que se esconde de obscuro e de inexplicável no pecado. Este, sem dúvida, é obra da liberdade do homem; mas por dentro da realidade desta experiência humana agem factores, pelos quais ela se situa para além do humano, na zona limite onde a consciência, a vontade e a sensibilidade do homem estão em contacto com forças obscuras que, segundo São Paulo, agem no mundo até ao ponto de quase o senhorearem.”

A influência do demônio na vida do homem nos leva a um duro combate, como descrito no Catecismo da Igreja Católica:

409. Esta dramática situação do mundo, que “está todo sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,19), transforma a vida do homem num combate:

“Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens. Tendo começado nas origens, há de durar – o Senhor no-lo disse – até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem vê-se na necessidade de lutar sem descanso para aderir ao bem. Só através de grandes esforços é que, com a graça de Deus, consegue realizar a sua unidade interior.”

Ainda que o demônio persista em sua ação junto ao homem, não devemos nos deixar abater, pois isso não acontece sem a permissão de Deus diante de uma plano divino, como bem nos lembra Santo Agostinho:

Deus onipotente, sendo sumamente bom, não deixaria mal algum em sua obra, se não fosse tão poderoso e bom que pudesse tirar até do mal o bem.

Assim como no filme vemos a Princesa Diana e tantos outros tentando combater o bom combate contra seu inimigo, da mesma forma devemos nós nos vestirmos da armadura de Deus como descrito em Efésios 6, 13-18:

13.Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14.Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
15.e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16.Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17.Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
18.Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.

CONFERIR2

Ficha técnica:

Gênero: Ação
Direção: Michelle MacLaren
Roteiro: Allan Heinberg, Flor Ferraco
Elenco: Ann Ogbomo, Chris Pine, Connie Nielsen, Eleanor Matsuura, Emily Carey, Eugene Brave Rock, Ewen Bremner, Florence Kasumba, Gal Gadot, Lisa Loven Kongsli, Lucy Davis, Madeleine Vall, Mayling Ng, Robin Wright, Roman Green
Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 140 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Distribuidora: Warner Bros
Estúdio: Atlas Entertainment / Cruel & Unusual Films / DC Entertainment
Classificação: 12 anos

Trailer

Recentemente publicamos um texto sobre o filme Encontrarás Dragões, e dentro das nossas pesquisas também encontramos esta entrevista dada pelo ator Charlie Cox, pouco antes da estreia da produção nos cinemas. Diante das experiências pessoais do ator que interpretou São Josemaría Escrivá (e atualmente faz o papel de Matthew Murdock/Demolidor na serie de TV “Demolidor”), entendemos que seria interessante divulgar o texto.

Vamos a ele!

CharlieCox“Pessoas com fortes crenças podem ser impelidas por sua (de São Josemaría Escrivá) força, integridade e fé.”

Charlie Cox, 28 anos, vindo recentemente na série inglesa “Downtown Abbey”, falou com o Catholic Digest como está trabalhando no promissor filme “Encontrarás Dragões” que fala de passagens da vida de São Josemaría Escrivá – Santo espanhol do século XX e fundador da Opus Dei – e como isto afetou sua fé como católico.

JR – Eu ouvi dizer que você ficou em retiro para preparar-se para as filmagens. Como você saiu dessa experiência?

Santo Deus! Eu não saberia como começar. Foi extraordinário! Eu comecei em Barcelona e encontrei-me com um homem realmente maravilhoso chamado Dámaso Expeleta, que é um historiador e membro da Opus Dei, ele levou-me a dois centros diferentes da cidade. Depois, fomos nos encontrar com o Padre John Wauck, que é um sacerdote da Opus Dei, e passei cinco ou seis dias em um retiro sacerdotal do lado de fora de Barbastro. Eu tinha entrado na rotina do Padre John de acordar muito cedo e colocando uma sotaina seguindo para a meditação da manhã, a oração e então tomar café. Então, talvez andássemos nos arredores e rezássemos juntos, ou recitávamos o rosário, e então nós almoçávamos. Depois íamos para diferentes locais onde São Josemaría também tinha estado, quando fez primeira comunhão, tudo isso foi muito gentil. Eu falei que um grande negócio sobre Josemaría, sua vida e sobre o que as pessoas pensavam dele, sobre a controvérsia e o tempo todo eu estava viajando subindo e descendo escadas em minha sotaina. (risos)

JR – Então, como foi a experiência para você, pessoalmente, emocionalmente e espiritualmente?

Bem, eu sempre achei muito difícil saber porque os benefícios são sutis e não tangíveis, você não pode vê-los. Eu me lembro de estar falando com o Padre John cedo sobre a jornada que eu estava tendo com minha fé. Eu fui criado como católico. Eu fui para uma escola protestante, que tinha noventa por cento de protestantes e dez por cento de católicos. Quando você está na escola, algumas coisas são compulsórias, em algumas ocasiões, não são legais. Ir para a igreja todos os domingos era compulsório, então muitos de nós passávamos grande parte do tempo tentando cair fora dali. E assim foi até próximo ao fim da minha carreira escolar, quando eu reconheci que eu gostava de determinados aspectos.

JR – Que aspectos você gostava?

Eu esperava para passar o tempo ouvindo o Padre falar de Jesus ou sobre sua vida, ou ler a Bíblia, e eu gostava do tempo sentado e com o telefone desligado, como nós nunca fazemos. Eu sempre amei ficar em igrejas. Eu encontrei nelas O Extraordinário. Então eu lembro de estar falando com o Padre John, senti-me como parte deste trabalho era assim como um presente, você sabe, de muitas formas, eu queria me aproximar, abrir minha mente tanto quanto possível para restabelecer algum tipo de fé que eu talvez não tinha perdido mas não estava realmente fazendo algo a respeito.

Tendo um relacionamento com Deus não é uma coisa que eu realmente possa relatar, eu acho. Eu digo às pessoas que acredito em Deus porque cresci desse jeito, e eu fiz minha primeira comunhão e crisma, mas novamente, você faz isso relativamente jovem, geralmente você não sabe o que está fazendo.

JR – Então, você esperava que o retiro fosse…

Bem, a experiência em si, eu estava realmente aberto para ela e até hoje está tendo um efeito duradouro na minha fé, eu suponho. Eu queria ter conhecimento de Josemaría tanto quando eu pudesse e, para conseguir isso, eu mergulhei na experiência. Estava realmente animado com a perspectiva do que isso talvez significasse apenas para o Charlie.

JR – E você por acaso encontrou?

Uma coisa que eu acho que descobri é que quando o Padre John e eu íamos para nossa meditação matinal, nós nos ajoelhávamos na pequena capela e uma das coisas que ele dizia toda manhã – e eu nunca esqueci isso, embora eu quase sempre estivesse muito sonolento – ele dizia, “Estou aqui Senhor” e então, “Eu acredito firmemente que Você está aqui, e que Você pode ouvir-me”. Eu acho isso maravilhoso, acho muito bonito. Mas isso me atingiu como não sendo necessariamente verdade para mim ou para qualquer um. Eu vi que a fé é tanto um presente quanto um tipo de trabalho para nós. Eu penso que temos que nos colocar do lado de fora, você tem que trabalhar isto, e ainda tentar relatar sua vida para seu Deus. Mas era interessante, para mim, notar que a fé era um presente, isto é, uma graça e não um atalho para uma que você não tem, necessariamente, entende? Eu atualmente sinto que minha fé cresce imensamente, sendo capaz de reconhecer que dentro de mim há uma parte que não acredita.

Padre John contou-me essa história da Bíblia sobre alguém a quem Jesus essencialmente pergunta: “Você acredita?”, e sua resposta foi: “Eu acredito, ajude minha descrença!” (Marcos 9,24). E o que eu entendi disso foi: “Você pode ajudar-me a tirar essas dúvidas?” Para mim, reconhecer que parte de mim mesmo tem dúvidas tem sido de imensa ajuda, então, não posso me sentir mal quando sou cético, entende? E Josemaría falou sobre isso. Eu acho que foi em uma de suas leituras que ele disse: “o que Deus quer é que você envolva-se nele em sua descrença. Mesmo que ao acordar você não esteja disposto a falar com Deus ou nesse dia, em particular, você esteja furioso e frustrado ou você tenha dúvidas, ou qualquer coisa assim, o que você precisa mesmo fazer é falar com Ele sobre isso, envolvê-Lo nisso.” Isso foi uma revelação pra mim.

JosemariaEscrivaO que mais aprendi de Josemaría e da Opus Dei, bem como das pessoas que encontrei ali dentro – e foram muitas – é que eu estava propenso a crer que ele era realmente um homem especial. Ele era realmente extraordinário, extraordinário homem, e o trabalho – que a Opus Dei chama de trabalho de Deus – é realmente um conceito bonito.

JR – O que essa ideia fala para a sua personalidade – a filosofia de Escrivá que diz que a sacralidade pode ser encontrada no trabalho de todos os dias e na vida rotineira? Por exemplo, isso deu a você novos insumos ao seu trabalho de ator? Deu a você algumas novas perspectivas no trabalho que você faz?

Eu sei disso e certamente aconteceu algo assim em minha vida. A ideia de que você pode doar-se fazendo a sua cama de manhã, ou um exercício – indo correr no parque – você pode oferecer essas coisas para Deus, ou para um ser humano – Eu faço isso o tempo todo agora. Eu amo fazê-lo. Eu não admitiria necessariamente para todos (risos), mas eu amo essa ideia.

O que eu amei sobre o trabalho de Josemaría era o motivo pelo qual ele estava fazendo isso – uma busca sagrada através da vida diária. Qualquer que fosse sua vocação. Se fosse ser ator, músico, escriturário, mãe, pai, não importa, pela busca da santidade, o que quer que faça, eu acho, é preciso começar a divorciar-se de si mesmo por vontade própria, e isso é incrível. E se você pode lentamente começar a divorciar de si pelo “Eu, Eu, Eu. O que há comigo?” e começar a desenvolver um estado de pensamento sobre os outros e colocando os outros antes de você mesmo… Eu não sei se alguma outra religião do mundo ou ensinamento não indica o que fazer em muitos caminhos as respostas para felicidade e liberdade – saindo de si mesmo de dentro de seus companheiros ou Deus.

JR – Eu penso na abertura disso muito também, você começa a pensar em seu próprio trabalho e nas coisas em torno como sagradas. Isso ajuda você a ver a bondade em outras pessoas e em tudo que você faz. Pode fazer a vida muito mais alegre, eu acho.

Sim, você começa a ver o seu dia como recheado de oportunidade para humilhar a si mesmo por Deus e por seus companheiros… é uma maravilha, completa mudança de consciência. E se isso significa pegar um pouco de lixo na rua, ou segurar a porta para alguém, não importa. Se você faz essas coisas como expressão desse pensamento, eu considero que você começa a mudar o seu caráter.

JR – O que você espera que a plateia leve do filme?

A grande maioria que irá assistir ao filme será provavelmente de católicos. Eu acho que boa parte deles vai, esperançosamente, gostar. Mas, para as pessoas que não sabem nada sobre Josemaría ou quem não tem inclinações religiosas, então, que eles sejam capazes de assistir com a mente e o pensamento aberto. Independentemente do que eu acredite que esse homem significou, independentemente se eu tenho alguma convicção ou pensamento a respeito da religião, ele foi um homem extraordinário. As pessoas que não têm, necessariamente, o dom da fé; as pessoas como eu, que lutam com a fé, podem assistir o filme e serem motivadas pela força, integridade e crença desse homem.

Fonte: Catholic Digest, por Julie Rattey

Tradução: Paulo Ricardo Costa Roquegambit

DavidHenrie
Selfie logo após a Missa das Cinzas, em 18/02/15

Este texto mostra que as boas influências podem evitar que as pessoas caiam nas ciladas da vida… basta querer. E, neste caso, vemos que se trata de um ator que “foge” do estereótipo da “estrela que perde a cabeça com o sucesso”, tanto pela influência dos amigos quanto pela fé.

O ator veio ao Brasil para acompanhar a Jornada Mundial da Juventude e é comum vê-lo em eventos católicos, sendo mais um que não esconde a sua fé mesmo diante de um grande preconceito por parte da indústria de Hollywood, como é o caso do ator mexicano Eduardo Verástegui, a quem o Papa Francisco pediu para “não se esquecer dos jovens“.

A foto ao lado é uma demonstração de que publicamente se expõe, e no seu Facebook podemos conferir outros exemplos disso.

Que outros sigam o mesmo exemplo.

David Henrie, ex-colega de Selena Gomez na Disney, afirma que sua fé católica o salva de cair na loucura de Hollywood.

Por Jessica Martinez, Repórter do CP 

24 de Julho de 2014

Ex-astro do Disney Channel, David Henrie lançou seu filme de curta-metragem “Catch” em junho de 2014.

O ator David Henrie, que estrelou com Selena Gomez na série “Os Feiticeiros de Waverly Place” e em outros shows de televisão, facilmente poderia ter abraçado o conhecido estilo de vida festeiro e descontrolado de Hollywood. No entanto, ele reconhece em sua fé católica a força para sobreviver em Tinseltown com seus valores morais intactos.

Henrie, 25, fez sua estreia como diretor recentemente no curta “Catch“, e admite que não é fácil ser parte do showbiz por causa das tentações constantes.

“Tenho sorte de ter amigos que não estão no show business, que não entram nesse estilo de vida louco que muitas vezes se tem em Hollywood… acho que as pessoas de Hollywood que estão sempre trabalhando na sua arte são mais bem-sucedidas, porque elas não acompanham esse estilo de vida que vem junto”, disse Henrie numa entrevista com Billy Hallowell e Raj Nair publicada no site The Blaze.

Henrie, católico devoto, admite que é muito mais fácil “ir para a farra toda noite e fazer coisas ridículas” e destaca a diferença entre “um cara virtuoso e um cara que só satisfaz suas emoções ou paixões”.

Minhas morais e minha crença são muito importantes para mim e sempre terão impacto nas escolhas que faço“, disse.

Quando era estrela-mirim, Henrie nunca soube como Hollywood seria difícil, especialmente a parte de evitar os aspectos negativos da indústria de entretenimento. Segundo Henrie, foi graças à sua fé, família e amigos que ele manteve os pés no chão, e reconhece a realidade de várias celebridades, que muitas vezes se perdem pelo caminho porque a tentação está em todo lugar.

“Algumas vezes você começa algo com intenções nobres, mas a partir do momento que você passa a ganhá-las, as coisas mudam quando a tentação aparece”, disse Henrie.

Estrelas como ele são raridade em Hollywood, principalmente em uma geração que inclui celebridades como Miley Cyrus e Selena Gomez, que despedaçaram suas personagens Disney para apresentar uma imagem mais provocadora e picante.

Quando os entrevistadores perguntam se Cyrus e Gomez são exemplos da essência do estilo de vida hollywoodiano, Henrie responde que elas vivem suas vidas sem se preocupar com o fato de que outras pessoas as veem como exemplos.

“Não sei dizer o que elas pensam disso ou como se sentem, mas, na minha experiência pessoal, eu não pedi às pessoas que me vissem como exemplo ou que eu tivesse um público quando comecei a atuar. Eu só queria ser ator. Muitos atores dizem: ‘Não pedi este peso nos ombros, não pedi para ser um modelo a se seguir, então vou fazer tudo o que eu quiser’ “, disse Henrie.

Fonte: The Christian Post.

Trad. e Adapt.: Pedro Gontijo.

martin-freemanO ator Martin Freeman é muito conhecido no meio “nerd” por seus papéis como Dr. Watson do seriado Sherlock, Arthur Dent do filme O Guia do Mochileiro das Galáxias, ou como Bilbo da trilogia O Hobbit. No entanto, atrás destes personagens existe uma pessoa que deu uma declaração um pouco assustadora, e ao mesmo tempo reforça a nossa esperança no ensino católico.

Em uma entrevista dada antes do lançamento do filme O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, Martin Freeman disse ser ele uma das poucas pessoas que conhece que acredita em Deus. Esta afirmação é assustadora ao se pensar que uma pessoa famosa como ele conheça tão poucas pessoas que acreditem em Deus. Claro que nos perguntamos se realmente não acreditam ou é algo que não é importante a ponto de dizer isso aos outros.

Ao mesmo tempo, podemos dizer que a formação (ele estudou em um colégio salesiano) que o ator teve foi essencial para que ele continuasse a crer em Deus. Diante de uma sociedade que não valoriza a crença em Deus (ou em uma religião), as escolas católicas tem se tornado um grande instrumento de evangelização, como pudemos ver no caso do ator Pierce Brosnan. Ok, nenhum dos dois tem o mesmo testemunho que o ator Jim Caviezel, mas o fato dele crer em Deus já é o primeiro passo. Quem sabe não aparece alguém que o traz de volta à fé católica?

Bom, segue a entrevista para que cada um possa avaliar:

Martin Freeman de “O Hobbit”: “Eu sou uma das poucas pessoas que conheço que acreditam em Deus”

O ator britânico estudou com os salesianos. Jesus foi a “primeira pedra de toque moral”, e sua história é a “maior jamais contada.”

Sua aparência, sua altura, sua voz, caracteriza muitos dos papéis que ele tem desempenhado. Martin Freeman faz do cotidiano uma arte, e a melhor prova desta capacidade é o papel de Bilbo Bolseiro, o famoso “Hobbit” protagonista da história de JRR Tolkien, que o diretor Peter Jackson lhe deu e chegará na próxima dia telas de todo o mundo. 

Freeman nasceu em 1971, em Aldershot, Hampshire, e é mais novo de família de cinco irmãos. Com apenas 10 anos, seu pai, um oficial da Marinha, morreu de um ataque cardíaco. Quando ele morreu, os pais de Freeman já haviam se separado. 

O ator quando adolescente
O ator quando adolescente

Ele foi criado por sua mãe, Filomena, como católico. Desde criança foi para a escola Cardeal Newman e mais tarde foi aluno dos Padres Salesianos: “Minha primeira pedra de toque moral foi Jesus“, diz Freeman. “Mesmo que a minha relação com a minha fé nunca tenha sido fácil – eu não sou o que se diz um católico praticante – sou uma das poucas pessoas que conheço que acreditam em Deus”, disse ele. “O filme Jesus de Nazaré de Zeffirelli, com o ator Robert Powell no papel de Jesus, foi a primeira encarnação de Jesus que eu vi. Eu tinha cinco anos, e eu me lembro de pensar: isto é incrível, brilhante. Esse filme me deixou absolutamente admirado.” 

Desde tenra idade, a atuação foi sua via de fuga. Quando no Natal de 2009 estreou sua comédia família Nativity!, disse: “A ideia de que o mais humilde será exaltado é, sem dúvida, uma ótima ideia, por isso, talvez, é dito que a vida de Jesus é a maior história jamais contada. É uma história com um começo realmente belo. Quando assistimos a um filme sempre nos colocamos do lado mais desvalido. Pois bem, “quem é Jesus senão o mais desvalido? Seja crente ou não, sua história é a melhor lição sobre como devemos olhar para o mundo, e é realmente difícil aplicá-la no dia a dia, ser cristão é muito difícil”, diz ele. 

“Para mim a religião é válida na medida em que traz boas idéias e fornecer outras coisas, como a ideia da redenção, que é possível mudar, e mudar as coisas ao nosso redor“, ele admite. Uma ideia, da transformação e redenção, que melhor do que ninguém soube desenvolver o professor Tolkien na história de O Senhor dos Anéis e seu predecessor, O Hobbit . Talvez não a maior já contada, mas uma das maiores.

Fonte: Religión en Libertad

O texto a seguir foi traduzido de uma entrevista publicada originalmente em 10 de dezembro de 2003, mas pelo seu conteúdo a equipe do Projeções de Fé  entendeu por trazer aos seus leitores mais um exemplo de verdadeira catolicidade do ator Jim Caviezel e sua esposa.

Então vamos a ela …

interview-jim-kerri-caviezelEntrevista com Jim e Kerri Caviezel. Jim protagoniza o recente filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson e organizou uma apresentação particular da versão ainda inacabada do longa para a “Aldeia Mãe”, em Medjugorje, no sábado, 6 de dezembro de 2003.

No mesmo fim de semana, o filme foi assistido por membros da Secretaria de Estado do Vaticano, o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e da Congregação para a Doutrina da Fé, o grupo que supervisiona questões doutrinárias católicas. De forma unânime, gostaram e aprovaram o filme.

A entrevista dada ao padre Mario Knezovic, da rádio “Mir” Medjugorje, é a primeira entrevista em que Jim e sua esposa Kerri falam publicamente sobre este filme.

Pe. Mario Knezovic: Como você ficou sabendo sobre Medjugorje e o que Medjugorje significa para você?

Jim Caviezel: eu ouvi pela primeira vez sobre Medjugorje na quinta ou  sexta série. Eles disseram que era como as aparições de Fátima, Guadalupe, Lourdes, e rapidamente disseram que o bispo disse que ela era falsa, então – como católico obediente – eu aceitei o que ele estava dizendo. Muitos anos depois, eu conheci minha esposa, nos casamos, e depois de alguns anos ela foi a Medjugorje. Enquanto ela estava lá, eu estava filmando “O Conde de Monte Cristo” na Irlanda. Ela me ligou da Irlanda, eu senti que houve uma mudança em sua voz, mas eu escrevi muito rapidamente, pensando: “Isso é bom para você, querida, quem sou eu para tirar a sua experiência espiritual”. Ela disse que Ivan Dragicevic estava vindo para a Irlanda… Eu encontrei com ele algumas vezes e, durante uma aparição, senti uma presença física. Ivan me disse duas coisas que realmente me atingiram: “Jim, o homem sempre arranja tempo para o que ele ama”, e “A razão pela qual o homem não dá tempo para Deus é que ele não ama a Deus“. Então, ele me falou sobre a oração do coração. Isso se tornou como um início de uma missão para mim – sempre rezar do meu coração.

Kerri Caviezel: Eu estava na sétima série e o nosso pároco nos mostrou um filme de uma criança durante uma aparição. Fomos informados de que era verdade. Nós éramos de uma comunidade católica mista – a maioria croatas e italianos. Minha avó é 100% croata. Não parece difícil de acreditar. Eu levei 15 anos para vir. Quando eu cheguei, eu soube imediatamente – pelo que eu estava sentindo no meu coração – que era real. Eu não vi sinais ou qualquer coisa, mas – eu tenho sido católica por toda a minha vida -, e eu nunca havia sentido na confissão como eu me sentia quando eu estive aqui. Foi uma enorme cura.

Pe. Mario Knezovic: O que você espera de sua passagem por  Medjugorje e por qual intenção você reza aqui?

Jim Caviezel: Eu rezo pela paz no mundo, pela minha família para que Deus possa continuar me fazendo segui-lo, para me tornar um católico melhor e um bom marido.

Kerri Caviezel: Eu oro para que estejamos abertos para onde quer que Maria esteja nos guiando, e que em todos os lugares onde formos e para as pessoas que encontrarmos ao redor do mundo, nós possamos levar essas mensagens.

Pe. Mario Knezovic: “A Paixão de Cristo”, filme no qual você está interpretando Jesus Cristo, está quase terminado. Como foi interpretar Jesus? Como você ajusta o seu corpo e sua alma ao corpo e à alma de Jesus? Como foi ser Jesus?

Jim Caviezel: A catarse para eu interpretar esse papel foi através de Medjugorje, através da Gospa (Senhora da Paz). Na preparação, eu usei tudo o que Medjugorje me ensinou. Mel Gibson e eu íamos diariamente à Missa juntos. Alguns dias eu não podia ir para a missa, mas eu estava recebendo a Eucaristia. Em algum lugar, ouvi dizer que o Papa estava indo para a confissão todos os dias, então eu pensei que eu deveria ir para a confissão tantas vezes quanto possível. Eu não queria que Lúcifer tivesse qualquer controle sobre o meu desempenho. Todos temos atos de pecado, mas também os filhos desse pecado. Meu pecado de omissão é que continuamente eu não amo o suficiente. Assim, a confissão era a preparação para a Eucaristia. Ivan Dragicevic e sua esposa Lorraine me deram um pedaço da verdadeira cruz. Eu o mantive em mim o tempo todo. Eles fizeram um bolso especial na minha roupa para ele. Eu também tive relíquias de Padre Pio, Santo Antônio de Pádua, Santa Maria Goretti e São Genésio, o santo padroeiro dos atores. Outra coisa: eu estava em jejum. Eu lia muitas mensagens continuamente. Todos os dias todas as pessoas me viam com o rosário na mão.

interview-jim-kerri-caviezel-jimPe. Mario Knezovic: Mrs Kerri, o seu marido mudou desde que ele desempenhou esse papel?

Kerri Caviezel: A primeira vez que eu vi a cruz sobre ele, quando ele tinha toda a maquiagem, ele não se parecia com o meu marido, ele se parecia com Cristo. Eles tomaram a imagem do Sudário de Turim, e eles usaram maquiagem para criar aquela imagem, exatamente aquele rosto. Era tão real, que as pessoas olhavam para ele da maneira que as pessoas devem ter reagido a Cristo: alguns estavam cheios de reverência, alguns eram indiferentes e outros debochavam dele. Isso nos chocou; entendemos em um pequeno caminho que ele deve ter sido. Foi pessoal em nossas vidas, acho que ele percebeu o peso deste papel. Nunca haverá uma coisa mais importante que ele já tenha feito.

Pe. Mario Knezovic: Pe. Svetozar Kraljevic, o diretor de “Cidade de Maria” e os de “St. Jardim Francis “organizou a exibição do filme para um pequeno círculo de amigos na ” Cidade de Maria “. De onde vem esta inciativa?

Pe. Svetozar Kraljevic: Jim e Kerri estão aqui como peregrinos há alguns dias. Jim trouxe 95% da versão final do “Filme da Paixão”, que já foi visto por alguns no Vaticano e por algumas outras pessoas. Ele nos pediu para encontrar um grupo de pessoas que quisessem orar conosco, e que estivessem prontos para ver este filme. Ele nos convidou para reunir a “Aldeia da Mãe” e ver o filme depois da oração do Rosário. Convido todos a rezar para o sucesso do plano de Deus com este filme, que Deus, com a sua graça e os seus dons possa acompanhar este filme.

Pe. Mario Knezovic: Como levar a mensagem de Nossa Senhora para o mundo de hoje? Como abrir os corações humanos para a palavra de Deus?

Jim Caviezel: Através de sua própria vida. Não é o que dizemos, mas o que fazemos. Dedico o meu trabalho para o Filho dela, eu dedico tudo o que eu posso fazer para Seu Filho. Peço à Maria que guie a mim e à minha carreira. Você pode converter as pessoas só por viver a sua vida. Este filme é algo que eu acredito que foi feito por Maria para o seu Filho. Porque foi feito por ela, será atacado pelo inimigo. Nos EUA, este filme está sob forte “aprovação” por causa da verdade que ela traz. Ao viver a verdade, você também será perseguido, o inimigo vai atacá-lo, mas não tenha medo, Nosso Senhor enviará a sua ajuda e lhe dará força. E você vai herdar o céu.

Kerri Caviezel: Completando o que Jim estava dizendo, isso tem de ser na forma como você vive. Quando caminhamos para um novo filme, as pessoas no set já sabem que somos cristãos Católicos. Então, elas observam, elas olham para ver como nós somos, em situações boas ou ruins. Tente fazer o melhor que puder; e você usa oportunidades que surgirem para trazer as mensagens e o poder do amor para o que você estiver fazendo.

Fonte: Medjugoje WebSite