Mulher-MaravilhaSinopse: Antes de ser a Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada em uma ilha paradisíaca isolada, ela descobre que um enorme conflito assola o mundo exterior quando um piloto americano cai em suas terras. Diana deixa sua casa, convencida de que pode parar a ameaça. Lutando ao lado de homens em uma guerra para acabar com todas as guerras, Diana descobre a dimensão de seus plenos poderes… e seu verdadeiro destino.

Depois dos criticados filmes “Esquadrão suicida” e “Batman vs Superman“, chega para nós o mais novo filme baseado em super-heróis da DC Comics. Chegou e chegou muito bem.

Já fomos apresentados à heroína no filme em que o Batman encara o o herói kryptoniano, mas, neste novo filme, podemos ver a sua origem e a sua descoberta de um mundo muito diferente daquele que conhecia em sua casa, na ilha de Themyscira.

Embora a Mulher-Maravilha tenha a sua origem relacionada com a mitologia grega, bem como o vilão do filme ser o deus grego Ares, podemos perceber com certa clareza como é a atuação do demônio em nossas vidas.

No filme é posto que a ação de Ares junto aos homens é no sentido de induzi-los à guerra, mas a decisão de se cometer o erro é exclusivo deles, em razão de seu livre-arbítrio. Da mesma forma é a atuação do diabo junto aos homens, em que age como que ficasse “sussurrando em nossos ouvidos” para que pequemos.

Isso já foi muito bem colocado por São João Paulo II na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Reconciliatio et Paenitentia:

“(…)Deus é fiel ao seu desígnio eterno mesmo quando o homem, induzido pelo Maligno e arrastado pelo seu orgulho, abusa da liberdade que lhe foi dada para amar e procurar generosamente o bem, recusando a obediência ao seu Senhor e Pai; (…)

14. Se lermos a página bíblica da cidade e da torre de Babel à luz da novidade evangélica e a confrontarmos com a outra página da queda dos primeiros pais, podemos tirar daí elementos preciosos para uma tomada de consciência do mistério do pecado. Esta expressão, na qual se repercute o que São Paulo escreve acerca do mistério da iniquidade tem em vista fazer-nos perceber o que se esconde de obscuro e de inexplicável no pecado. Este, sem dúvida, é obra da liberdade do homem; mas por dentro da realidade desta experiência humana agem factores, pelos quais ela se situa para além do humano, na zona limite onde a consciência, a vontade e a sensibilidade do homem estão em contacto com forças obscuras que, segundo São Paulo, agem no mundo até ao ponto de quase o senhorearem.”

A influência do demônio na vida do homem nos leva a um duro combate, como descrito no Catecismo da Igreja Católica:

409. Esta dramática situação do mundo, que “está todo sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,19), transforma a vida do homem num combate:

“Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens. Tendo começado nas origens, há de durar – o Senhor no-lo disse – até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem vê-se na necessidade de lutar sem descanso para aderir ao bem. Só através de grandes esforços é que, com a graça de Deus, consegue realizar a sua unidade interior.”

Ainda que o demônio persista em sua ação junto ao homem, não devemos nos deixar abater, pois isso não acontece sem a permissão de Deus diante de uma plano divino, como bem nos lembra Santo Agostinho:

Deus onipotente, sendo sumamente bom, não deixaria mal algum em sua obra, se não fosse tão poderoso e bom que pudesse tirar até do mal o bem.

Assim como no filme vemos a Princesa Diana e tantos outros tentando combater o bom combate contra seu inimigo, da mesma forma devemos nós nos vestirmos da armadura de Deus como descrito em Efésios 6, 13-18:

13.Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14.Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
15.e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16.Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17.Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
18.Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.

CONFERIR2

Ficha técnica:

Gênero: Ação
Direção: Michelle MacLaren
Roteiro: Allan Heinberg, Flor Ferraco
Elenco: Ann Ogbomo, Chris Pine, Connie Nielsen, Eleanor Matsuura, Emily Carey, Eugene Brave Rock, Ewen Bremner, Florence Kasumba, Gal Gadot, Lisa Loven Kongsli, Lucy Davis, Madeleine Vall, Mayling Ng, Robin Wright, Roman Green
Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 140 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Distribuidora: Warner Bros
Estúdio: Atlas Entertainment / Cruel & Unusual Films / DC Entertainment
Classificação: 12 anos

Trailer

StarTrekSemFronteiras-cartazSinopse: Se passaram três anos da lendária missão de cinco anos da USS Enterprise. Capitão Kirk (Chris Pine) começa a questionar o motivo de se juntar à frota estelar e Spock (Zachary Quinto) também passa por uma crise existencial. Enquanto ambos tomam atitudes para mudar o rumo de suas vidas em breve, um pedido de socorro os obriga a sair em uma última missão, mas com consequências desastrosas.

Chegamos ao terceiro filme da franquia Star Trek com a nova roupagem trazida por JJ Abrams em 2009, e encontramos o mesmo tipo de aventura dos dois anteriores e uma discussão moral acerca da união entre os povos como instrumento de paz.

Esse tema é recorrente nos filmes de Star Trek, até porque faz parte do objetivo da Federação dos Planetas Unidos: promover os valores da liberdade, igualdade, paz e cooperação entre os seus membros.

Esta união é essencial para que se evite que o individualismo não isole cada um, da mesma forma que nos alertou o Papa Francisco em sua mensagem por ocasião do XXXVII Meeting papa a amizade entre os povos:

“Ao contrário, o individualismo afasta das pessoas, realçando sobretudo os seus limites e defeitos, enfraquecendo o desejo e a capacidade de uma convivência na qual cada um possa ser livre e feliz em companhia dos outros com a riqueza da sua diversidade.”

É claro que esta união não pode ser usada para suprimir as diferenças entre os povos, mas para que estes saibam conviver de acordo com as diversidades, entre elas, as diferenças religiosas. O Papa Bento XVI, em mensagem pela celebração do XLIV Dia Mundial da Paz, destacou a importância da união da política e diplomacia para se promover a verdade moral no mundo:

“A política e a diplomacia deveriam olhar para o patrimônio moral e espiritual oferecido pelas grandes religiões do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princípios e valores universais que não podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos práticos, que significa promover a verdade moral no mundo da política e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira responsável com base no conhecimento objectivo e integral dos factos; quer dizer desmantelar ideologias políticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princípios da lei natural.”

Não há como se pensar em união entre os povos sem se respeitar suas individualidades e a liberdade religiosa, demostrará a força da humanidade no combate de tantos males que a assola.

É claro que essa discussão do filme (união faz a força) não alcança a profundidade que os antigos filmes e o seriado da década de 60 traziam, mas nos ajuda a pensar sobre este assunto, o que devemos fazer sob a luz do Evangelho e orientação da Santa Mãe Igreja.

Passado este ponto, há uma discussão sobre o fato de transformarem um personagem clássico em homossexual, e cremos que valha a pena falar sobre isso trazendo algo escrito em outro local.

Quando a série de TV nasceu em 1967, além da discussão científica que o criador Gene Roddenberry tinha como objetivo, teve um papel importante o fato de colocar a primeira mulher negra em um papel de grande relevância na televisão, algo que, para a época, nos Estados Unidos, era algo muito desafiador, sendo este mais um dos motivos que tornou o seriado um grande marco.

Da mesma forma, segundo George Takei (ator que interpretou o tenente Hikaru Sulu no seriado e nos primeiros filmes da franquia), era a intenção de Roddenberry colocar um personagem homossexual, não o fazendo porque acreditava que não seria o melhor momento para isso.

Pois bem, este novo filme traz um personagem que é homossexual e o escolhido foi… o tenente Hikaru Sulu. A escolha deste personagem foi como uma homenagem ao ator George Takei, que é homossexual, mas o que não esperavam é que o homenageado dissesse que não achou uma boa ideia, se posicionando assim porque estavam mudando a caracterização de um personagem que foi criado por Roddenberry como heterossexual.

O que está incomodando a muitos é a mania atual do cinema de que os filmes devem cumprir as “cotas” para se ter as “minorias” todas ao mesmo tempo, muitas vezes forçando a existência de um personagem ou de uma situação só para agradar seja lá quem for. Este é o caso que se vê neste filme, já que resolveram mudar um personagem para homenagear um ator e, para isso, forçam uma mudança desnecessária em um personagem. 

É uma cena rápida que, segundo George Takei, se você piscar não nota (inclusive ele clamou de”sussurro de cena”). Para ele, teria sido melhor criarem um novo personagem em vez do que fizeram.

Este “detalhe”, que inclusive desagradou muito fãs (os conhecidos “trekkers“), não afeta de forma nenhuma o filme, que vale a pena ser visto se possível no cinema.

CONFERIR2

Ficha técnica:

Gênero: Ficção Científica
Direção: Justin Lin
Roteiro: Doug Jung, Gene Roddenberry, Simon Pegg
Elenco: Adam DiMarco, Anton Yelchin, Ashley Edner, Chris Pine, Christian Sloan, Deep Roy, Fiona Vroom, Idris Elba, Jake Foy, Jason Matthew Smith, Jodi Haynes, Joe Taslim, John Cho, Joseph Gatt, Karl Urban, Lydia Wilson, Natalie Moon, Priya Rajaratnam, Rebecca Husain, Simon Pegg, Sofia Boutella, Thomas Cadrot, Zachary Quinto, Zoe Saldana.
Produção: Bryan Burk, J.J. Abrams, Roberto Orci
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Duração: 122 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Bad Robot / Paramount Pictures / Skydance Productions
Classificação: 12 anos

Trailer

Por Kayo Baptista Carlos.

caça-fantasmasSinopse: Uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo. 

Quando o trailer-reboot do clássico dos anos ’80, “Caça-fantasmas” foi lançado, milhares de pessoas criticaram. O trailer no YouTube é, atualmente, o que tem mais “Não gostei” da história, neste gênero. Ou seja, já existem muitas pessoas, não só com o pé, mas com as pernas totalmente atrás a respeito desse filme.

A maior crítica feita foi a substituição do quarteto original formado por homens por um quarteto feminino.  A mudança não foi para levantar uma bandeira feminista, mas sim para evitar comparações com os atores originais que, em certa medida, é impossível não fazê-las.

E o que isso tudo gerou? Uma diminuição na bilheteria do filme, prejudicando o seu desempenho.

A pergunta que não quer calar: O filme é bom ou ruim?

O filme é extremamente divertido, repleto de referências ao mundo pop e com homenagens divertidas ao original. Não é um filme perfeito, temos algumas piadas que soam forçadas e o roteiro poderia ser um pouco mais criativo, a base pode ser igual ao clássico, porém, mais inovações são sempre bem-vindas.

Vale a pena a ida ao cinema? SIM, especialmente em 3D. A batalha final do filme na terceira dimensão é extremamente divertida!

Assista sem compromisso, apenas por diversão!

Ficha Técnica:

Gênero: Ação.
Direção: Paul Feig.
Roteiro: Katie Dippold, Paul Feig.
Elenco: Andy Garcia, Annie Potts, Bill Murray, Cecily Strong, Chris Hemsworth, Dan Aykroyd, Elizabeth Perkins, Ernie Hudson, Kate McKinnon, Kristen Annese, Kristen Wiig, Leslie Jones, Mark Burzenski, Matt Walsh, Melissa McCarthy, Michael Kenneth Williams, Sigourney Weaver, Susan Park, Toby Huss.
Produção: Amy Pascal, Ivan Reitman.
Fotografia: Robert D. Yeoman.
Montador: Don Zimmerman.
Trilha Sonora: Theodore Shapiro.
Duração: 116 min..
Ano: 2016.
País: Estados Unidos.
Cor: Colorido.
Estreia: 14/07/2016 (Brasil).
Distribuidora: Sony Pictures.
Estúdio: Pascal Pictures / Sony Pictures Entertainment.
Classificação: 10 anos.

Trailer:

IndependenceDayRessurgimentoBuscando o mesmo sucesso que o filme “Independence Day” de 1996, lançam a sequência vinte anos depois.

Sinopse: A Terra volta a ser alvo de um ataque alienígena aproximadamente 20 anos após a invasão retratada em Independence Day (1996). Na verdade, do ponto de vista dos aliens, são passadas poucas semanas, mas o que para eles são dias de viagem no espaço, para a Terra são muitos anos.

Sem mais delongas, no máximo se deve considerar este filme apenas para diversão. Não há lições a serem tiradas deste filme.

O roteiro é fraco, não há como se identificar com os personagens, inclusive verificamos que tinha personagens demais e alguns sem utilidade para a trama. Ainda, se for em 3D, não assistam.

Vale a pena ver? Pela nostalgia com o primeiro filme e por voltar a ver alguns dos seus personagens, até vale assistir, mas não dá para esperar um bom filme. Outro atrativo seria ver a humanidade vencendo novamente os extraterrestres que querem nos destruir.

Como qualificação do Projeções de Fé… apenas por diversão… Ou nem isso!

JUST FOR FUN

Ficha técnica:

Gênero: Ficção Científica
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Carter Blanchard, James A. Woods, Nicolas Wright
Elenco: Alice Rietveld, Angelababy, Ava Del Cielo, Bill Pullman, Brent Spiner, Charlotte Gainsbourg, Chin Han, Garrett Wareing, Gbenga Akinnagbe, Grace Huang, James A. Woods, Jason E. Hill, Jeff Goldblum, Jessie Usher, Joey King, Judd Hirsch, Katrina Kavanaugh, Liam Hemsworth, Maika Monroe, Mckenna Grace, Morse Bicknell, Nicolas Wright, Otis Winston, Patrick St. Esprit, Ron Yuan, Ryan Cartwright, Sela Ward, Travis Tope, Vivica A. Fox, William Fichtner
Produção: Dean Devlin, Harald Kloser, Roland Emmerich
Trilha Sonora: Harald Kloser, Thomas Wanker
Duração: 120 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation
Classificação: 10 anos

Trailer

1430_perdidoemmarteSinopse: O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.

O lendário Ridley Scott, diretor de clássicos como “Alien”, “Blade Runner” e “Gladiador”, acaba de lançar Perdido em Marte, seu mais novo filme de ficção científica. Scott é, sem dúvida, uma das maiores referências desse gênero no cinema e, dessa vez, não se limita a reproduzir padrões comuns de um usual thriller espacial, trazendo elementos novos e um ritmo mais dinâmico.

O astronauta Mark Whatney (Matt Damon), após sofrer um acidente, tem que se virar sozinho para sobreviver em Marte, contrariando todas as expectativas e a escassez de alimentos. Nesse aspecto, especialmente no início, Perdido em Marte nos remete ao filme “Gravidade”, destacando que o personagem viverá uma dura e longa jornada para voltar à Terra. De fato, como espectador, não há como não se colocar nas diversas situações difíceis em que Mark se encontra e pensar: “Eu não duraria um dia naquele planeta!”

É justamente nesse ponto que o filme cresce bastante em qualidade. Como cientista/biólogo, Mark usará de todo o seu conhecimento científico para prolongar sua sobrevivência, produzindo água através de reações químicas e plantando batatas no solo de Marte! O mais interessante é que toda a ciência utilizada no filme é explicada de forma muito simples, através de um formato “vlog”, como se o personagem conversasse conosco.

Além disso, na Terra, há um considerável esforço científico da NASA em criar as condições necessárias para que Mark possa se salvar. A colaboração da CNSA, agência espacial chinesa, com a NASA, mostrando o interesse comum de toda a humanidade em resgatar um ser humano perdido em outro planeta, é também notável.

Outro aspecto muito interessante em Perdido em Marte é a referência religiosa. Mark é um personagem incrivelmente persistente, cuja fé também vai sendo apresentada sutilmente ao longo da trama. Se a ciência é fundamental para garantir o maior número de dias possível em Marte, até que venham resgatá-lo, se não fosse sua fé, ele certamente não teria determinação e força para acreditar no seu retorno. O filme, inclusive, faz uma referência a um pequeno crucifixo, sem o qual Mark não teria feito a reação de combustão para criar água.

O considerável progresso que a humanidade alcançou através da expansão do conhecimento científico e do advento das novas tecnologias é ressaltado pelo Papa Francisco, em sua mais recente Encíclica Laudato Si (nº 102). Segundo o Santo Padre:

“Somos herdeiros de dois séculos de ondas enormes de mudanças: a máquina a vapor, a ferrovia, o telégrafo, a eletricidade, o automóvel, o avião, as indústrias químicas, a medicina moderna, a informática e, mais recentemente, a revolução digital, a robótica, as biotecnologias e as nanotecnologias. É justo que nos alegremos com estes progressos e nos entusiasmemos à vista das amplas possibilidades que nos abrem estas novidades incessantes, porque a ciência e a tecnologia são um produto estupendo da criatividade humana que Deus nos deu”.

Jamais nos esqueçamos que a Ciência e a Fé caminham juntas em benefício do ser humano, a fim de que este alcance a contemplação da Verdade. Perdido em Marte é a Ciência e a Fé aplicadas em prol da Vida!

Ficha Técnica:

Gênero: Ficção Científica.
Direção: Ridley Scott.
Roteiro: Drew Goddard.
Elenco: Aksel Hennie, Brian Caspe, Chen Shu, Chiwetel Ejiofor, Donald Glover, Eddy Ko, Enzo Cilenti, Geoffrey Thomas, Greg De Cuir, Gruffudd Glyn, Jeff Daniels, Jessica Chastain, Jonathan Aris, Kate Mara, Kristen Wiig, Lili Bordán, Mackenzie Davis, Mark O’Neal, Matt Damon, Matt Devere, Michael Peña, Mike Kelly, Naomi Scott, Narantsogt Tsogtsaikhan, Nick Mohammed, Peter Linka, Sean Bean, Sebastian Stan, Szonja Oroszlán, Yang Haiwen
Produção: Mark Huffam, Michael Schaefer, Ridley Scott, Simon Kinberg.
Fotografia: Dariusz Wolski.
Montador: Pietro Scalia.
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams.
Duração: 141 min..
Ano: 2015.
País: Estados Unidos.
Cor: Colorido.
Estreia: 01/10/2015 (Brasil).
Distribuidora: Fox Film do Brasil.
Estúdios: Genre Films / International Traders / Mid Atlantic Films / Scott Free Productions / Twentieth Century Fox Film Corporation.
Classificação: 12 anos.

Trailer:

“O problema da natalidade, como qualquer outro problema que diga respeito à vida humana, deve ser considerado numa perspectiva que transcenda as vistas parciais – sejam elas de ordem biológica, psicológica, demográfica ou sociológica – à luz da visão integral do homem e da sua vocação, não só natural e terrena, mas também sobrenatural e eterna.”
(Papa Paulo VI – Humanae Vitae)

2295. As investigações ou experiências sobre o ser humano não podem legitimar atos em si mesmos contrários à dignidade das pessoas e à lei moral. O eventual consentimento dos sujeitos não justifica tais atos.
(Catecismo da Igreja Católica)

2222. Os pais devem olhar para os seus filhos como filhos de Deus.
(Catecismo da Igreja Católica)

Gattaca poster

Sinopse: Nada de discriminação por raça, dinheiro: na sociedade do futuro mostrada nesse filme quem manda mesmo é o código genético de cada um. O protagonista é Vincent Freeman (Ethan Hawke), um cara comum e com genes imperfeitos que sonha tomar parte numa viagem tripulada à lua. Vai atrás de seus objetivos e com a ajuda de um médico, assume a identidade genética de Jerome (Jude Law), um ex-atleta genéticamente perfeito que depois de um acidente vive numa cadeira de rodas às voltas com o alcoolismo. Consegue ser escalado para a viagem à lua, mas as coisas se complicam quando o diretor da missão é assassinado e todos começam a ser investigados.

Gattaca é ambientado num futuro próximo, onde a ciência é capaz de manipular os componentes genéticos na constituição de cada ser humano. A fim de gerar indivíduos geneticamente superiores, todo o casal recorre à ciência para seleção de seus melhores gametas e assim conceber o melhor filho que são capazes de gerar.

Esse procedimento, generalizado na sociedade, traz uma visão que separa os seres humanos entre os geneticamente melhorados (titulados como “Válidos”) e os que herdam toda a humanidade dos pais – incluindo as enfermidades potenciais e toda sorte de fatores que são considerados disfunções; por isso, seus portadores são classificados como “Não-Válidos”.

Nesse ambiente, uma mãe deseja conceber sem a intervenção de laboratórios e convence o seu companheiro, Anton, a gerar com ela um filho pela via natural. O resultado é alguém que ao nascer recebe a tarja de não válido – pois possui problemas de visão, insuficiência cardíaca e uma previsão de vida de até 32 anos. Com esse diagnóstico feito e determinado logo após seu nascimento, o pai não consegue esconder a decepção, ainda na sala de parto, e nega ao primogênito o próprio nome que queria lhe dar e o chama então de Vicent Anton, guardando o nome Anton para o próximo filho, a ser gerado através da manipulação genética.

Vicent (Ethan Hawke) cresce e desde criança sonha em ser astronauta. Porém, numa sociedade onde currículo genético determina as posições que um indivíduo pode ocupar, Vicent é aceito somente para o trabalho de faxineiro. Ainda assim, uma imensa vontade e força de espírito o impulsiona a buscar a realização do seu sonho.

Apesar de não contar com as mesmas qualidades genéticas dos outros candidatos gerados especificamente para isso, Vicent se esforça, inventa caminhos e se arrisca; mas basta que um recrutador consiga um fio de cabelo, uma amostra de sangue, ou qualquer coisa que dê acesso ao seu perfil genético, que as portas se fecham.

A exigência da predisposição genética parece ser finalmente contornada quando Vicent encontra Jerome Morrow (Jude Law), um nadador olímpico de alto potencial, que tem tudo para conseguir o que quiser – mas que está paralisado da cintura para baixo. Em um acordo, Vicent passa a usar a identidade de Jerome em troca de pagar o aluguel e lhe fazer companhia. O plano parece dar certo: Vicent empresta a digital de Jerome, amostras de sangue, fios de cabelo, descamações da derme e até a urina; e assim ascende a uma posição de destaque em uma corporação.

Como Vicent assume o nome de Jerome, Jerome pede então a Vicent para que o chame por seu nome do meio, Eugene. O nome Eugene deriva da palavra grega eugénios, composta por eu (“bem, bom”) e génos (“raça, família”); e é o que Jerome Eugene Morrow representa no filme. A Eugenia, ciência de melhorar as qualidades hereditárias de uma raça ou grupo, é o tema central do roteiro.

Gattaca

Além deste simbolismo, o filme possui vários outros como as imagens arquitetadas em forma de DNA – em especial a escada que Eugene tem que escalar (esta cena possui um significado mais profundo que somente o de atender o investigador na sala do andar superior); ou ainda a medalha de prata de Eugene, com dois nadadores – Eugene, apesar de contar com os genes para ser o campeão, é o segundo atrás daquele que tem mais vontade para ganhar (que, na vida, é Vicent). O próprio nome do filme (e da companhia espacial) GATTACA se refere às letras utilizadas pelas bases nitrogenadas do DNA – Guanina Adenina Timina Timina Adenina Citosina Adenina.

A tensão levantada pela trama do filme requer nervos; o tema levanta questionamentos e provoca a reflexão do espectador.

Gattaca foi indicado para o Oscar de Melhor Direção de Arte (mas perdeu para o Titanic) e conta com excelentes atuações de Ethan Hawke e Jude Law.

CONFERIR2

Ficha técnica:

Gênero: Ficção Cientifica
Direção: Andrew Niccol
Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg, Stacey Sher
Roteiro: Andrew Niccol
Elenco: Ethan Hawke, Uma Thurman, Jude Law, Gore Vidal, Xander Berkeley, Jayne Brook, Maya Rudolph, Una Damon, Elizabeth Dennehy, Blair Underwood, Mason Gamble
Trilha Sonora: Michael Nyman
Direção de arte: Sarah Knowles
Efeitos especiais: Gary D’Amico
Figurino: Colleen Atwood
Duração: 106 min.
Ano: 1997
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês, Esperanto
Distribuidora: Columbia Pictures
Classificação: 14 anos

Trailer:

ODestinodeJúpiter

Sinopse: Jupiter Jones (Mila Kunis) nasceu sob um céu noturno, com sinais de que estava destinada a algo maior. Agora já crescida, Jupiter sonha com as estrelas, mas acorda para a realidade fria do seu trabalho de limpar banheiros e uma interminável luta contra o mau caminho. É somente quando Caine (Channing Tatum), um caçador ex-militar geneticamente modificado, chega à Terra para localizá-la que Jupiter começa a vislumbrar o destino reservado à ela desde o início – sua assinatura genética a marca como a próxima na fila para uma herança extraordinária que poderia alterar o equilíbrio do cosmos.

O filme é dos mesmos criadores de Matrix, e apresenta diversos elementos que podemos identificar em outros filmes. Embora não tenha a mesma pegada filosófica da trilogia “Matrix”, podemos ver alguns conceitos semelhantes. Também podemos identificar influência de “Star Wars” e algumas naves com design próximo ao se viu em “John Carter: Entre dois mundos”.

Isso significa que o filme é um emaranhado de ideias de outros filmes? Não, o filme vai além disso, mas destaquemos três pontos bem relevantes e que merecem a sua atenção.

Muitos têm por hábito rotular as pessoas pelo que fazem, e não pelo que são. Ao mesmo tempo, existem pessoas que rotulam a si mesmos por uma condição específica, como se isso definisse quem elas são. No filme vemos Júpiter que se julga uma perdedora (que odeia a sua vida) pela condição social que tem, sem saber que, na verdade, é muito mais do que a aparência mostra. Seu valor não está no banheiro que limpa ou no quarto que arruma, mas em algo interior que nem ela mesma se dá conta. Esta é uma lição muito importante para todos nós: não importa o que você faz, mas quem você é na verdade – filho (a) de Deus!

Quando reconhecemos e assumimos esta verdade, até mesmo o “limpar um banheiro” pode se tornar algo mais fácil e valorizado, além do que não devemos ser cristãos apenas no nome, mas também no dia a dia. Não basta bater no peito e autoproclamar-se cristão, devemos agir como tal, como já nos exortou o Papa Francisco:

SerCristão

Outro ponto interessante está no sacrifício (vamos tentar explorar a situação sem dar spoiler). Todos nós buscamos conforto e defender os nossos amigos e parentes, mas até que ponto você está disposto a sacrificar a si mesmo e os seus amigos e parentes, pensando na coletividade? Este é um desafio complicado para todos nós, ainda mais levando em conta que podemos sacrificar quem mais amamos em defesa de quem não conhecemos.

E, finalmente, e não menos importante, temos muitos na sociedade que gostam de “sugar” os outros para seu próprio proveito. Pode ser uma relação de emprego, amizade, parentesco, etc., em que alguém serve apenas como objeto útil que será descartado assim que perder a sua utilidade. Existem pessoas que fazem isso sem o menor pudor, achando que é algo necessário para que sejam felizes e para se manterem “por cima da carne seca”. Esta mentalidade utilitarista já foi duramente criticada pelo Papa Bento XVI (homilia de 3 de junho de 2012):

“A mentalidade utilitarista tende a estender-se também às relações interpessoais e familiares, reduzindo-as a precárias convergências de interesses individuais e minando a solidez do tecido social.”

O filme é divertido, agitado, como ótima produção gráfica, mas tem algumas falhas de roteiro (existem situações que acontecem muito rápido) ainda que não estraguem a produção. O que desanima um pouco é a atuação forçada e caricata demais do ator Eddie Redmayne. Mas vale pela ação, romance, atuação de Channing Tatum e Mila Kunis, e o belíssimo visual gráfico.

Atenção 1: eu vi em 3D e digo que é completamente desnecessário, chegando, inclusive, a atrapalhar. Quando temos muitas cenas rápidas e com muitos elementos visuais, o 3D se perde e incomoda especialmente quem já usa óculos e tem que usar o do cinema também. Se puderem evitar, melhor.

Atenção 2: o filme tem indicação de idade para 12 anos, e é importante que isso seja destacado. Têm duas cenas de nudez de costas que, em si, não são agressivas, mas é importante que isso seja destacado para se evitar surpresas desagradáveis. Também, há uma cena em que se sugere um tipo de relação sexual de um homem com várias alienígenas. Apesar de não mostrar “nada demais”, é outro momento em que os mais descuidados poderão se assustar. Apesar dessas considerações é um filme interessante a ser visto.

CONFERIR2

Ficha técnica:

Gênero: Ficção Científica.
Direção: Andy Wachowski, Lana Wachowski.
Roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski.
Elenco: Channing Tatum, Douglas Booth, Eddie Redmayne, Gugu Mbatha-Raw, Mila Kunis, Sean Bean, Terry Gilliam, Tuppence Middleton.
Produção: Andy Wachowski, Lana Wachowski.
Trilha Sonora: Michael Giacchino.
Duração: 127 min.
Ano: 2014.
País: Estados Unidos.
Estreia: 05/02/2015 (Brasil).
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Pictures / Warner Bros.
Classificação: 12 anos

Trailer

Interestelar“Nós sempre nos definimos pela capacidade de superar o impossível.” (Cooper)

Sinopse: A Terra está à beira do colapso. Boa parte de suas reservas naturais acabaram e um grupo de astronautas recebe a missão de encontrar um planeta para receber a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa.

Christopher Nolan “brinca” com ficção científica há algum tempo, em bons filmes como “Amnésia” (2000), “O Grande Truque” (2006) e “A Origem” (2010), mas em Interestelar supera e muito seus limites. Ao contrário do que possa parecer, não se trata de uma discussão sobre se estamos sozinhos no universo ou não (como já vimos no filme Contato – que já foi analisado e recomendado por nós), mas todo o enredo é sobre a sobrevivência da espécie humana e até que ponto estamos dispostos a arriscar ou lutar por ela.

Durante todo o filme são exploradas várias teorias da física, como o buraco negro, buraco de minhoca e relatividade, tudo com apoio e embasamento trazido pelo físico teórico Kip Thorne. Buscou-se uma “fidelidade científica” em todas as teorias físicas apresentadas, o que traz maior mérito à produção, mas alguns questionamentos sociais e morais feitos são o grande motor do filme: o quanto você estaria disposto a arriscar ou sacrificar pela humanidade ou pelos que lhe são próximos?

Em um mundo já condenado, com a comida escassa e as mínimas chances de sobrevivência, aparece uma chance de salvar a humanidade. Se você … sim, meu caro leitor, VOCÊ … pudesse fazer algo neste projeto, até onde iria? Arriscaria a sua vida? 

Vale lembrar as palavras do Papa Francisco em sua homilia na Missa de Ramos de 2013:

“E não devemos ter medo do sacrifício. Pensai numa mãe ou num pai: quantos sacrifícios! Mas porque os fazem? Por amor! E como os enfrentam? Com alegria, porque são feitos pelas pessoas que amam. Abraçada com amor, a cruz de Cristo não leva à tristeza, mas à alegria.”

Claro que não é a melhor produção de ficção científica já feita, mas não pode ser desconsiderada e muito menos seus questionamentos. Vale ser visto de preferência no cinema (IMAX ou XD – não precisa ser 3D) e depois se questionar sobre até onde vai a sua capacidade de “superar o impossível”.

 BOM

 Ficha Técnica:

Gênero: Ficção Científica.
Direção: Christopher Nolan.
Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan.
Elenco: Anne Hathaway, Benjamin Hardy, Casey Affleck, Collette Wolfe, David Gyasi, Ellen Burstyn, Jessica Chastain, John Lithgow, Mackenzie Foy, Matt Damon, Matthew McConaughey, Michael Caine, Timothée Chalamet, Topher Grace, Wes Bentley, William Devane.
Produção: Christopher Nolan, Emma Thomas, Linda Obst.
Trilha Sonora: Hans Zimmer.
Duração: 169 min.
Ano: 2014.
País: Estados Unidos.
Estreia: 06/11/2014 (Brasil).
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Lynda Obst Productions / Paramount Pictures / Syncopy / Warner Bros. Pictures.
Informação complementar: Baseado nas teorias do físico Kip Thorne.

Trailer

robocopAtenção amigos nerds católicos e todos que cresceram nos anos 80 e que estão vendo os filmes que marcaram suas infâncias e adolescências sendo refilmados, refeitos e modificados, tenho uma notícia pra vocês: Robocop (2014) não é tão ruim como parece. Tenho visto muitas críticas ao trailer e uma expectativa baixa mas eu vi o filme e digo que é um filme legal.

O lançamento adota muito do espírito do filme original e o atualiza. A começar pelo conceito de robô que tínhamos no começo da década de 80 para a ideia de robô que temos hoje. O filme guarda a crítica forte à sociedade, ao mundo corporativo que está disposto a esquecer a ética e visa o lucro acima de tudo. As ideias do filme evoluíram com o tempo, mas o conceito ainda está lá. É uma crítica ferrenha à sociedade de hoje instrumentalizando até, e principalmente, o ser humano para servir aos seus interesses.

O filme da década de 80 criticava muitas coisas, dentre elas a violência e a ganância, nesse a crítica a violência é bem menor (leia-se não tem tantas cenas sangrentas) mas ainda muito evidente.  São tantos assuntos abordados, bioética, ganância,  livre arbítrio,  aproveitar-se do outro, manipulação das massas pela mídia parcial, que esse post ia ficar imenso se eu citasse um documento da Igreja pra cada tema. Sugiro ao leitor católico que assista sob a ótica da Igreja, tente prestar atenção aos detalhes colocados de propósito pelo diretor. Não é um filme perfeito, tem muitas falhas de roteiro, alguns problemas não são resolvidos, mas vale sim a reflexão.

Uma frase me vem ao coração ao escrever esse texto: “Pois que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9, 25)

Não é um filme pra qualquer um, como o original, precisa ter estomago pra aguentar algumas cenas, as cenas de ação são mais próximas dos vídeo games  que da realidade, mas faz parte da ficção científica. Para os que gostam de ação, acredito que dá pra satisfazer as expectativas, para os que querem crítica a sociedade também. As frases que marcaram o primeiro reaparecem mas em contextos diferentes.

Sinopse:

No ano de 2028 a Omnicorp (mudaram o nome da OCP) e seus robôs e drones ganham as guerras dos Estados Unidos no mundo inteiro, mas robôs e drones são proibidos nos EUA. O Policial Alex Murphy após ter sofrido um atentado tem a maior parte do seu corpo destruído. Graças a tecnologia da Omnicorp Alex é transformado em um super policial parte robô parte humano, mal sabe ele que está sendo usado como uma peça de marketing.

CONFERIR2

Ficha Técnica:

Estados Unidos, 2014, cor, 1211 min
Direção: José Padilha
Produção: Marc Abraham, Eric Newman
Roteiro: Joshua Zetumer
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams

Trailer:

Ender's GameO medo pode estagnar as pessoas em sua vida, mas também pode fazer com que saiam de onde estão e reajam … nem sempre da maneira correta.

Sinopse

Em um futuro próximo, extraterrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham. Desde então, o respeitado coronel Graff e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin, um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Não demora para Graff considerá-lo a maior esperança das forças humanas. Falta apenas um treinamento com o grande Mazer Rackham, e depois garoto estará pronto para a batalha épica que decidirá o futuro da Terra e da humanidade.

O filme nos apresenta diversos pontos de reflexão, e resolvi pegar apenas alguns para conversarmos. 

Um das coisas que logo me chamou atenção foi que a família de Ender tem três filhos, mas o terceiro somente veio após autorização do governo. Será que aquilo que se pratica na China comunista vai se tornar uma regra mundial? Interessante que não é a primeira obra futurista que coloca essa situação, sob a justificativa de controle populacional em razão da escassez de comida e problemas habitacionais. Este tipo de imposição vai totalmente contra os planos de Deus, tentando limitar a ação de Deus na vida do homem.

No caso do filme o terceiro filho foi justamente Ender, o menino que no final das contas veio para salvar a humanidade (por favor, sem qualquer comparação a Cristo), um jovem que é o ponto de equilíbrio entre seus irmãos. O mais velho é agressivo, sempre reagindo com força, e a irmã é muito sentimental e tem maior intimidade com Ender, que por sua vez consegue unir o sentimento e a força, mesmo que em uma mente tão jovem ainda seja algo tão difícil de lidar.

Ender é jovem muito inteligente, com uma grande visão lógica que usa este dom para se defender. Sabe a diferença entre impor a liderança e ser seguido pelas suas qualidades de líder. Não exita em vencer os jogos que disputa e tenta cada um que esteja em seu lado. Ao mesmo tempo sente compaixão de seus adversários, sejam eles quem forem.

No entanto, assim como todas as crianças e jovens da sociedade, sofrem a pressão de se tornarem grandes guerreiros, e suas reações e emoções são fruto disso. O medo de uma nova invasão e a maciça formação de ódio contra os alienígenas faz com que todos se sintam pressionados para ser ajudar nessa luta, para dar o sangue e até mesmo a vida para destruir o inimigo. Ender cresce nesse mundo, sofre esta pressão, mostra que é o melhor para conduzir o exército, mas seu lado sentimental conseguiria dizimar uma raça?

Vemos todos os dias notícias de mortes fruto de ódio, pegando em especial a perseguição que cristão estão sofrendo em países de maioria muçulmana, nos cabe o questionamento de qual seria a nossa postura se pudéssemos contra atacar. O Papa Francisco tem pedido cada vez mais amor e respeito entre os povos, em especial diante dos problemas entre cristãos e muçulmanos, mas se você pudesse encerrar entre conflito matando todos os inimigos e salvando a vida dos seus, qual seria a sua postura?

Como todo filme de ficção científica, este também nos leva à reflexão.

BOM

Ficha Técnica

Gênero: Ficção Científica
Direção: Gavin Hood
Roteiro: Gavin Hood
Elenco: Abigail Breslin, Andrea Powell, Aramis Knight, Asa Butterfield, Ben Kingsley, Brandon Soo Hoo, Hailee Steinfeld, Han Soto, Harrison Ford, Jimmy Pinchak, Kyle Russell Clements, Moises Arias, Nonso Anozie, Suraj Partha, Viola Davis
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 114 min.
Ano: 2013
País: Estados Unidos
Classificação: 10 anos
Informação complementar: Baseado na obra de Orson Scott Card

Trailer

GravidadeO filme é baseado em uma possibilidade científica a chamada sindrome de Kessler. Donald J. Kessler foi um cientista da NASA que propôs uma teoria onde falava que se uma estação espacial explodisse poderia causar uma reação em cadeia que impediria o lançamento de qualquer missão de exploração espacial durante décadas. Nerds querem saber: Tem barulho de explosão no filme? Não! No trailer eu acredito que deixaram pra ficar mais chamativo, pra mim foi muito agoniante ver tudo se destroçando atras dos personagens e eles sem se tocar por que não tem nada que avise. Sem querer soltar spoilers digo que em geral as leis da física são respeitadas, não há barulhos de explosões (não confundir com a trilha sonora), a impressão da gravidade zero é muito boa, só uma coisa chamou minha atenção em um momento do filme, uma morte “necessária” para a trama seria evitada se o roteirista tivesse se dedicado um pouco mais a entender as leis da inercia numa situação de gravidade zero.

“Ninguém nunca me ensinou a rezar”

Diante da morte, clama a alma por oração. Chamado que eu sou a anunciar o amor de Deus aos homens essa frase foi muito inquietante para mim nesse filme. Infelizmente ele não desce mais profundamente nas questões de vida e morte embora toque o assunto. A morte está do lado, é quase um personagem dentro do filme. Não como em “Premonição” mas é muito evidente a sua presença, seja ela por um acidente banal, por aceitar que chegou a hora ou por uma reação em cadeia da qual não se pode escapar.

Eu imaginava que ia ser um filme “parado”, mais psicológico meio no estilo de “127 horas”, mas não é. Na verdade é um filme onde você tem que se lembrar de respirar de vez em quando e relaxar a mão que está apertando a poltrona. Um dica sobre o 3D; não vá esperando que as coisas venham em sua direção, o diretor explorou a sensação de profundidade e foi muito bem sucedido, várias vezes objetos chamaram a atenção no filme graças a essa sensação de profundidade de distância do 3D e imagino que seriam perdidas numa reprodução tradicional.

Numa perspectiva cristã eu ofereço uma reflexão do Papa Bento XVI no dia 2 de Novembro de 2011:

…”Temos medo diante da morte, porque temos medo do nada, este partir rumo a algo que não conhecemos, que nos é desconhecido. E então em nós existe um sentido de rejeição, porque não podemos aceitar que tudo quanto de belo e grande foi realizado durante uma existência inteira seja repentinamente eliminado e precipite no abismo no nada. Sobretudo, nós sentimos que o amor evoca e exige a eternidade, e não é possível aceitar que ele seja destruído pela morte num só instante.”

Mas nós cristãos temos a certeza de que “Cristo sustém-nos através da noite da morte que Ele mesmo atravessou; é o Bom Pastor, a cuja guia podemos confiar sem qualquer temor, porque Ele conhece bem o caminho, até através da obscuridade.” (idem)

Vale a pena ir ao cinema, a classificação só não é excelente por que não aprofunda tanto o tema e não gera uma reflexão mais profunda, mas atuações, fotografia, efeitos especiais, tudo muito bem cuidado, merece as indicações para o Oscar que estão falando que vai ter.·

3D

BOM

Ficha técnica: 

Direção:  Alfonso Cuarón
Produção:  David Heyman, Alfonso Cuáron
Roteiro:  Alfonso Cuáron, Jonás Cuarón
Elenco original:  Sandra Bullock, George Clooney
Gênero:  Ficção científica, Drama

 Trailer
(é possível ativar as legendas em português)

GravidadeGravity (no Brasil: Gravidade) é um filme de ficção científica co-escrito, produzido, co-editado e dirigido por Alfonso Cuarón. O filme é estrelado por Sandra Bullock e George Clooney como dois astronautas sobreviventes em uma estação espacial danificada.

O filme já vem com fortíssima indicação ao Oscar, e o Projeções de Fé com certeza fará uma análise desta produção.

Sinopse

Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) é uma engenheira de médicos em sua primeira missão de ônibus espacial e é acompanhada pelo astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney), que está no comando do ônibus espacial, em sua última missão. Durante uma caminhada espacial, o ônibus espacial é quase destruído após colidir com um asteróide, deixando Stone controlando o veículo e Kowalsky no espaço sideral, com oxigênio limitado, e nenhuma comunicação do chão, forçando-os a confiar em si mesmos.

CONFERIR2

Informações Técnicas:

Título no Brasil: Gravidade
Título Original: Gravity
País de Origem: EUA / Reino Unido
Gênero: Ficção / Suspense
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Estreia no Brasil: 11/10/2013
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. Pictures
Direção: Alfonso Cuarón

Trailer

Elysium-posterSinopse

No ano 2154, onde os muito ricos vivem em uma estação espacial, enquanto o resto da população reside em uma terra arruinada, um homem assume uma missão que poderia trazer a igualdade para esses mundos polarizados.

Análise

Algum atrás eu escrevi sobre esse filme com muitas (e boas) expectativas. Posso dizer que que não fui decepcionado, em se tratando de Neill Blomkamp a vez passada também foi assim, Distrito 9 também me fez esperar algo diferente e surpreendeu. Surpreendeu pela “realidade” retratada em uma ficção. É um filme de ação mas não se limita a um roteiro inventado, modelado e pensado para que os personagens simplesmente explodam tudo que vem pela frente. É verdade que a maioria das pessoas que paga para ver um filme de ação só está interessado neste tipo de cena, e, se tiver um roteiro interessante melhor.

O caso é que Blomkamp não pensa assim, a ação é uma desculpa para passar uma mensagem. Foi assim com Distrito 9 e não mudou com Elysium.

É um filme muito forte com cenas de violência perturbadoras, mas elas estão lá para reforçar a mensagem. Não é uma mensagem coesa, existe a mensagem clara do problema da imigração, mas não é só isso. Enquanto católicos vale muito a pena ir além do filme, além das cenas de ação e meditar sobre os valores expostos e escondidos no filme.

Diante do problema da imigração e daqueles que morrem tentando chegar a uma nova terra, buscando uma vida melhor pra si e para os seus filhos o Papa Francisco nos questiona:

«Quem de nós chorou por este facto e por factos como este?» Quem chorou pela morte destes irmãos e irmãs? Quem chorou por estas pessoas que vinham no barco? Pelas mães jovens que traziam os seus filhos? Por estes homens cujo desejo era conseguir qualquer coisa para sustentar as próprias famílias? Somos uma sociedade que esqueceu a experiência de chorar, de «padecer com»: a globalização da indiferença tirou-nos a capacidade de chorar! No Evangelho, ouvimos o brado, o choro, o grande lamento: «Raquel chora os seus filhos (…), porque já não existem». Herodes semeou morte para defender o seu bem-estar, a sua própria bola de sabão. E isto continua a repetir-se… Peçamos ao Senhor que apague também o que resta de Herodes no nosso coração; peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que há no mundo, em nós, incluindo aqueles que, no anonimato, tomam decisões socioeconómicas que abrem a estrada aos dramas como este. «Quem chorou?» Quem chorou hoje no mundo? (Homilia na Santa missa pelas vítimas dos naufrágios em Lampedusa Itália 8/07/2013)

Diante das injustiças sociais, da  discriminação e morte do nosso próximo, ainda somos capazes de chorar? Esse filme recheado de cenas muito bem feitas de ação, com um enredo bem elaborado, uma aventura que nos deixa na beira da poltrona também deve servir para uma grande e profunda reflexão.

Considerações finais

Sobre os atores, sentimentos misturados, é legal ver brazucas nas grandes produções mas é uma pena vê-los falando espanhol. Eu estava esperando do Wagner Moura um capitão nascimento falando inglês de cara com o Spider, personagem totalmente novo, enfatizando o quão bom ator o cara é não importando a língua, já a Alice Braga, ficou no automático, eu vi a mesma personagem que ela fez em “Eu sou a Lenda” (2007), legal ver a Judie Foster falando francês mas ela também não convence muito no papel de durona. Diego Luna é bom, eu espero que um dia ele pegue um papel a altura da sua capacidade de interpretação.

As cenas de ação são muito boas, os efeitos especiais convencem, mas se você não gosta de cenas fortes de violência cuidado algumas cenas são bem exagerada no mesmo estilo de Distrito 9.

Foi muito difícil não soltar muitos spoilers, mas preferi para dar a liberdade do leitor acompanhar até o fim do post. O que fez com que eu perdesse muitas oportunidades de aprofundar mais os temas abordados. Meu objetivo foi lhe abrir os olhos para assistir ao filme de forma atenta. ·

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Ficha técnica

Direção:    Neill Blomkamp
Produção: Simon Kinberg, Bill Block
Roteiro:    Neill Blomkamp
Elenco original: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, Wagner Moura, Alice Braga
Gênero:    Ficção científica
Idioma original: Inglês

Trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=hThZkWfWiWk

PacificRim - posterSinopse:

Ameaçada por uma série de ataques por monstros gigantes (Kaiju) a humanidade se reuniu para construir robôs proporcionalmente grandes (Jaegers) para lutar contra essas feras.

Comecemos avisando que esse filme não entra em questões de religião e apenas toca a questão de Deus muito de leve. Não é o objetivo do filme entrar nessas discussões mais profundas, na minha opinião faltou no roteiro frases mais fortes ou reflexões sobre o sentido dos acontecimentos.

O nome de Deus é tocado logo no começo mas numa expressão quase como nosso “graças a Deus” que no Brasil falamos quase no automático sem pensar realmente do que dizemos. O piloto fala que tem coragem de enfrentar até a “fúria de Deus” se referindo a um furacão, sinceramente não vi aqui nenhuma intenção de blasfêmia ou desafio ao divino.

Mais lá na frente, em alguns poucos quadros e não mais que três linhas de texto, o filme fala sobre uma religião que vê os “Kaiju” como enviados pelos “céus” para punir o comportamento da humanidade. Nos dias de hoje tudo é motivo para criar novas religiões imaginem monstros gigantes vindos de outro planeta. Acho que vale a pena fazer uma referência a um outro texto aqui do PdF sobre o filme “Contato” e uma reflexão sobre “meu irmão extraterrestre” falando que embora não citado no magistério não há nada contra, na doutrina da Igreja, a existência de vida em outros planetas.

Voltando ao filme, e aqui eu dou minha opinião de cinéfilo e meio “nerd”. Não fui esperando uma historia bem elaborada, ainda bem, a história é uma desculpa pra mostrar robôs gigantes lutando contra monstros fantásticos. A lutas são homéricas, os monstros são bem trabalhados, os robôs convencem. Se você for ao cinema procurando isso garanto que não vai se decepcionar, mas se você for procurando algo mais da história ou da trama é melhor pagar a mais pelo 3D pelo menos a diversão é garantida.

Quero destacar a atuação de Mana Ashida (Mako criança) ela consegue transparecer de uma forma extraordinária os sentimentos da criança diante da ameaça do monstro e da heroicidade do Jeager, nota dez.

Em relação à fé não tem problema assistir, se você for jovem pode juntar os amigos e boa diversão. ·

E a partir de hoje, estreiamos uma nova categoria de avaliação: JUST FOR FUN, ou seja, APENAS POR DIVERSÃO. Este filme mostra bem esta situação, pois é apenas para diversão mesmo, pura simples. Então…

JustForFun

Ah, e é claro, mais uma dica:

3D

Ficha Técnica:

Título Original: Pacific Rim.

Título no Brasil: Círculo de Fogo.
País de Origem: Estados Unidos.
Gênero: Ficção.
Classificação etária: 12 anos.
Tempo de Duração: 131 minutos.
Ano de Lançamento: 2013.
Estúdio/Distribuidora: Warner Bros. Pictures.
Direção: Guillermo del Toro.

Elenco: Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi, Ron Perlman, Idris Elba, Burn Gorman, Charlie Day, Robert Maillet, Clifton Collins Jr., Heather Doerksen , Herc Hansen, Jake Goodman.

Trailer

Poster

(Colaboração de Cleiton Robsonn.)

Nós do PdF ouvimos, lemos e vimos algumas comparações deste filme do Superman com Jesus Cristo (tanto o que se refere  à natureza humana, quanto à divina), mas será que efetivamente existe algum fundamento neste sentido? Chegou a hora de analisarmos esta obra e expormos o que pensamos, à luz da Fé Católica.

Primeiro, temos que dizer que para a imensa maioria de fãs de quadrinhos e super-heróis, os filmes de 1978 e 1980 com Christopher Reeve são (ou seriam) insuperáveis. Este filme lançado neste ano de 2013 não deixa a desejar mesmo com todas as suas imperfeições de roteiro, ainda mais, levando em conta que se trata de uma nova forma de contar a origem do personagem.

Em segundo lugar, é preciso dizer que as únicas situações em que podemos fazer uma comparação deste personagem com Cristo, está no fato de ser “alguém que não é deste mundo” e que “aos 33 anos recebe a missão de salvar o mundo”. Perdoem-nos, mas é muito pouco para se estabelecer uma comparação direta com Jesus Cristo. Algumas semelhanças? Sem dúvida. Relação direta, não.

Isto nos leva para um muito importante e muitas vezes mal entendido método de interpretação bíblica conhecido como ‘tipologia’. O termo é derivado da palavra grega ‘typos’ que significa ‘modelo’ ou ‘figura’. Assim, afirmar como alguns que “o Superman pode ser um tipo de Jesus Cristo” é um erro colossal! Até porque os Tipos sempre se originam na realidade e ao longo de fatos históricos, sendo todos eles proféticos em sua natureza e apontando adiante a alguma pessoa ou evento que há de vir. Eles são, em sua imensa maioria, dirigidos para o “Mashiach” (Heb. para o Messias).

É bom deixar claro que também em nada se refere ao “Super-homem” de Nietzsche que, superficialmente explicando, o sentido é de ser um “Super-humano”. Tampouco há ligação alguma com a sua ideia de que “Deus está morto!” (Cf. Assim falou Zaratustra).

Ao pensarmos nas duas pessoas em questão, vemos que Cristo veio ao mundo por ordem do Pai já com a missão de salvar os homens do pecado, já Kal-El foi enviado à Terra para ser salvo da destruição do seu planeta. Ainda, desde criança Cristo já sabia quem era e para o que veio ao mundo, já Clark Kent não sabia e não entendia como poderia se adaptar a este planeta.

Sobre os 33 anos, basta lembrar que Cristo iniciou sua vida pública com 30 anos, morreu e ressuscitou aos 33. o Superman iniciou aos 33 e não morreu.Uma outra analogia é com a terminação do seu nome (EL), que no original hebraico significa “Deus”; Aliás, todos os nomes com tal terminologia tem este significado. Assim como “EmanuEL” significa “Deus-Conosco”, no caso de Kal-El não tem o mesmo senso, porém, a comparação é quase que imediata, tendo em vista o que ficou dito acima. Forçando a barra, é possível aproximar o “Kal” com o prenome e título em grego “Christós”, o Ungido, o Escolhido pelo Pai.Outras situações que estão sendo colocadas como referências são a barba que ele usa, e “poses de crucifixo”. Vamos lá… a barba é típica de um homem que está no mar trabalhando com pesca, ou ainda, de um homem que está tentando se esconder do mundo. Sobre a pose de crucifixo, estamos falando de uma cena com uma imagem interessante para um herói.

Fora isso, não se vê mais nada que pudesse ser usado em eventual comparação, pois Martha Kent (ainda que uma pessoa de caráter) não pode ser comparada a Santa Maria, e o mesmo vale para Jonathan Kent e São José. Basta lembrar o detalhe de que Maria ficou grávida de Jesus e Martha o recebeu do céu, e mesmo que alguns possam dizer que foi um “presente do céu”, não dá para estabelecer um paralelo.

De qualquer forma, o filme não trouxe nada de novo, pois os quadrinhos já fizeram uma comparação deste personagem com Jesus Cristo, como reconheceu o diretor do filme – Zack Snyder – em entrevista publicada no site OMELETE, mas pelos motivos que colocamos acima, não dá para dizer que o Superman é a “versão alienígena” de Jesus Cristo, e por isso condenar o filme ou o personagem.Terceiro ponto interessante a ser levantado: Krypton está prestes a explodir, mas a sociedade evoluída do planeta revela algo de trágico aos olhos cristãos: controle de natalidade da população, em que todos são criados artificialmente.

Atenção! O próximo parágrafo contém um spoiler do filme. Então, leia por sua conta e risco!

Quando Zod provoca Kal-El para que se apresente a ele para evitar  a destruição da Terra, ele vai procurar conselho em uma igreja cristã (diretamente com o sacerdote que estava lá). Alguns até poderiam fazer um paralelo com o momento em que Cristo vai ao Horto das Oliveiras orar antes de ser preso, mas é possível enxergar de uma forma bem diferente. Cristo foi rezar pedindo forças ao Pai para cumprir a sua missão, já o Superman queria conselhos sobre o que fazer. Ou seja, são situações bem distintas e, portanto, as semelhanças são muito superficiais. ·

A nossa avaliação do filme está apenas em relação aos aspectos da Fé e, diante disso, apenas podemos dizer que

CONFERIR2

Ficha Técnica:

Título no Brasil: O Homem de Aço.
Título Original: Man of Steel.
Países de Origem: EUA / Canadá / Reino Unido.
Gênero: Aventura.
Tempo de Duração: 143 minutos.
Ano de Lançamento: 2013.
Estreia no Brasil: 12 de Julho de 2013.
Estúdio/Distribuidora: Warner Bros. Pictures.
Direção: Zack Snyder.

Trailer:

Filme - Distrito 9

Discriminação, racismo, apartheid. Acreditamos que essas palavras, e os conceitos por trás delas, estão aos poucos ficando desatualizados. Mas se uma nave cheia de extraterrestres feios e parecidos com insetos viesse pedir asilo aqui na terra como os trataríamos?

É essa a trama desse filme um pouco perturbador de Neil Blomkamp. Com um orçamento relativamente baixo comparado com as superproduções de Hollywood o diretor consegue efeitos convincentes em cima de uma trama muito interessante. Gosto muito de ficção científica e confesso que tenho buscado filmes de ficção científica que não mostre sempre um cenário pós-apocalíptico, Contato, analisado recentemente, é outro exemplo de filme assim.

Poucos filmes ultimamente mostram um cenário futuro onde um vírus destruiu a humanidade, ou os alienígenas ou nós mesmos nos destruímos. Não sei o que esses autores tem na cabeça mas minha visão de futuro não é tão negativa.

Como eu ia dizendo, esse filme é diferente dos outros filmes de ficção científica pois é filmado em uma perspectiva de futuro imediato ou presente e que não tem uma visão de fim do mundo, mas mostra a capacidade humana de desvalorizar a vida, de discriminar, excluir o desconhecido.

Este filme pode ser apresentado aos jovens em retiros e grupos de movimentos jovens para gerar uma discussão saudável sobre a discriminação o valor da pessoa humana e se realmente a ciência tem o direito de avançar ao custo da vida humana, seja de uma só pessoa ou de vários embriões (não procurem embriões no filme, usei porque a discussão pode ser levada para esse lado).

É um filme muito bom, que não toca questões fundamentais da fé mas que toca questões de humanidade e a Igreja como “especialista em humanidade” (Papa Paulo VI) tem muito a contribuir nessa discussão. Sugiro o estudo do Compêndio da Doutrina Social da Igreja como base de estudo e discussão.

O amor tem diante de si um vasto campo de trabalho e a Igreja, nesse campo, quer estar presente também com a sua doutrina social, que diz respeito ao homem todo e se volve a todos os homens. Tantos irmãos necessitados estão à espera de ajuda, tantos oprimidos esperam por justiça, tantos desempregados à espera de trabalho, tantos povos esperam por respeito: “Como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome, quem esteja condenado ao analfabetismo, quem viva privado dos cuidados médicos mais elementares, quem não tenha uma casa onde abrigar-se? E o cenário da pobreza poderá ampliar-se indefinidamente, se às antigas pobrezas acrescentarmos as novas que freqüentemente atingem mesmo os ambientes e categorias dotadas de recursos econômicos, mas sujeitos ao desespero da falta de sentido, à tentação da droga, à solidão na velhice ou na doença, à marginalização ou à discriminação social. […] E como ficar indiferentes diante das perspectivas dum desequilíbrio ecológico, que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta? Ou em face dos problemas da paz, freqüentemente ameaçada com o íncubo de guerras catastróficas? Ou frente ao vilipêndio dos direitos humanos fundamentais de tantas pessoas, especialmente das crianças?”(Compêndio da Doutrina Social da Igreja N.5)

Para quem gosta de ação, ficção científica que sai dos padrões e da mesmice, mesmo que não queira aprofundar as questões sociais é um filme que cumpre os seus objetivos. Cuidado com as cenas de violência que podem ser um pouco chocantes especial pela indiferença ao sofrimento do outro. Mas, mesmo assim, a classificação é positiva. ·

CONFERIR2
Ficha Técnica:
Gênero: Ficção Científica.
Direção: Neill Blomkamp.
Roteiro: Neill Blomkamp, Terri Tatchell.
Elenco: Absalom Dikane, Alan Glauber, Andre Odendaal, Anthony Bishop, Anthony Fridjohn, Antony Sarak, Barry Strydom, Beauty Setai, Billy Somagaca, Bongo Mbutuma, Brandon Auret, Claudine Bennent, Craig Jackson, Daniel Hadebe, Danny Datnow, David Clatworthy, David Dukas, David James, David Mikhethi, Den Antonakas, Donalson Rabisi, Elizabeth Mkandawie, Eugene Khumbanyiwa, Fernando Saraiva, Gideon Thodane, Greg Melvill-Smith,Hlengiwe Madlala, Jacques Gombault, Jason Cope, Jed Brophy, Jeffries Simelane, Johan van Schoor, John Ellis, John Jacob, John Sumner, Johnny Selema, Justin Duplessis, Justin Strydom, Kenneth Nkosi, Kuda Rusike, Leigh Mashupye, Louis Minnaar, Louise Saint-Claire, Mahendra Raghunath, Mampho Brescia, Mandla Gaduka, Marian Hooman, Mashabela Galane, Matt Stern, Mdu Mthabela, Melt Sieberhagen, Mfazwe Sekobane, Michelle Ayden, Mike Huff, Monthandazo Thomo, Morena Busa Sesatsa, Morena Setatsa, Morne Erasmus, Mpho Molao, Mzwandile Nqoba, Nathalie Boltt, Nicholas Ratlou, Nick Blake, Nick Boraine, Nicolas Herbstein, Nkiyase Mondlana, Norman Anstey, Norman Thabalala, Ntombi Nkuua, Phillip Mathebula, Robert Hobbs, Rodney Downey, Ryan Whittal, Saint Gregory Nwokedi, Shafique Allan, Sharlto Copley, Sharon Waugh, Shiela Nene, Sibulele Gcilitshana, Simo Mogwaza, Siphiwe Mbuko, Siyabonga Radebe, Sonni Chidiebere, Stella Steenkamp, Sylvaine Strike, Themba Nkosi, Theunis Nel, Tim Gordon, Vanessa Haywood, Vittorio Leonardi, Wendy Mbatha, Wikus Van De Merwe,William Allen Young, Wisani Mbokota, Yashik Maharaj, Zephania Sibanda.
Produção: Carolynne Cunningham, Peter Jackson.
Fotografia: Trent Opaloch.
Trilha Sonora: Clinton Shorter.
Duração: 112 min.
Ano: 2009.
Países: Canadá / Estados Unidos / Nova Zelândia / África do Sul.
Cor: Colorido.
Estreia: 16/10/2009 (Brasil).
Distribuidora: Sony Pictures.
Estúdio: Block / Hanson / District 9 / TriStar Pictures / WingNut Films.
Classificação: 14 anos.
Trailer:
 
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=hKB9YBIAcVc?rel=0]

Atendendo a pedidos, analisaremos Contato (1997). Fiquei feliz quando o pedido apareceu, demorei meses pra responder, mas aqui estamos nós.

Sinopse:

Desde menina, Ellie (Jodie Foster) buscou indícios de outras vidas no universo. Quando recebe uma mensagem com uma máquina capaz de levar um ser humano e fazer contato com extraterrestres, reinvidica o direito de ser escolhida para a missão.

Começando pelo final: Tem algo contra fé nesse filme? Não. Agora vamos às implicações católicas do filme.

Quem pode negar que a responsabilidade pelo futuro da humanidade, e com efeito, o respeito pela natureza e pelo mundo ao nosso redor, exija hoje mais do que nunca observação atenta, julgamento crítico, paciência e disciplina que são essenciais para o método científico moderno? Ao mesmo tempo, os grandes cientistas da época da descoberta também nos recordam que o conhecimento verdadeiro é sempre dirigido para a sabedoria, e em vez de limitar os olhos da mente, convida-nos a elevar o nosso olhar para o mais alto domínio do espírito. (Papa Bento XVI)

Antes de mais, preciso começar falando que sou muito interessado por astronomia e já pesquisei no magistério da Igreja sobre alguma declaração, mas não encontrei nada falando sobre isso, mas não quer dizer que o Vaticano não tenha se pronunciado. O Padre Jose G. Funes Diretor do Observatório do Vaticano deu uma entrevista (só encontrei a tradução para o inglês) para o Jornal L’Osservatore Romano no dia 14 de Maio de 2008. O que ele fala? Que não vê nenhum problema para a fé em haver vida em outros planetas. Ele fala da possibilidade de esses seres não terem cometido o pecado original. Seria uma referência ao livro “Além do planeta silencioso”, de CS Lewis? Não posso afirmar, não li o livro ainda. O Sacerdote vai além e respondendo a pergunta sobre a possibilidade de eles, como nós, serem pecadores: Jesus morreu por todos, inclusive para os extraterrestres! Parafraseando São Francisco de Assis ele chega a expressão “Meu irmão extraterrestre”. Lembro-me de uma entrevista que a Co-fundadora da Comunidade Católica Shalom deu no Colégio Shalom no ano seguinte ao lançamento desse filme onde perguntaram pra ela se ela achava que havia vida em outros planetas e ela respondeu mais ou menos assim: Não temos como saber se há ou não e essa agora não é uma preocupação que eu tenho mas eu posso lhe dizer uma coisa, Se houver Vida em outros planetas também é nossa missão evangelizarmos.

Mas vamos ao Filme.

Muito se discute sobre a fé, pois a personagem principal é ateia, mas tem uma fé muito grande na vida em outros planetas. Nas suas viagens de pesquisa ela encontra um ex-seminarista que é contra a tecnologia e o caminho dos dois se cruza várias vezes. Sim ela faz contato com os extraterrestres. Isso não é spoiler faz parte da sinopse do filme. O que vale a pena prestar atenção é que tudo gira em torno da fé. Convido o leitor a assistir esse filme observando quanto mesmo em segundo plano ela está sempre presente na trama, na verdade poderíamos dizer que ela é o fio condutor do tecido do filme.

Fé que não impede que busquemos respostas objetivas. Quando as provas não suficientes para a descoberta da Verdade só nos resta a fé.

Voltando a falar sobre a pesquisa astronômica e o Vaticano, o Observatório deste hospedou equipes multidisciplinares para estudos sobre a vida em outros planetas em 2009 (Artigo de Zenit em inglês) e na escola de verão do Observatório Vaticano em 2007.

Segue um trecho do discurso do Papa Bento XVI  no ano Internacional da Astronomia.

Queridos amigos, a cosmologia moderna mostrou-nos que não somos nós, nem a terra onde vivemos, o centro do nosso universo, composto por milhões de galáxias, cada uma delas com inumeráveis estrelas e planetas. Além disso, enquanto procuramos responder ao desafio deste Ano levantar os nossos olhos para o céu a fim de redescobrir o nosso lugar no universo como não ser alcançados pela admiração expressa pelo Salmista há tanto tempo? Contemplando o céu estrelado, ele chorou com maravilha diante do Senhor: “Quando contemplo os céus, obra das Vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós fixastes; que é o homem, para Vos lembrardes dele, o Filho do homem, para dele cuidardes?” (Sl 8, 4-5). É minha esperança que a maravilha e a exaltação que devem ser os frutos deste Ano Internacional da Astronomia conduzam além da contemplação das maravilhas da criação à contemplação do Criador, e do Amor que é o motivo subjacente da sua criação o Amor que, nas palavras de Dante Alighieri “move o sol e todas as estrelas” (Paraíso, XXXIII, 145). A Revelação diz-nos que, no tempo destinado, a Palavra através de quem criou todas as coisas veio para viver no meio de nós. Em Cristo, o novo Adão, nós reconhecemos o verdadeiro centro do universo e de toda a história, e n’Ele, o Logos encarnado, vemos a medida total da nossa grandeza como seres humanos, dotados de razão e chamados para um destino eterno. (Discurso do Papa Bento XVI aos participantes no encontro promovido pelo observatório Vaticano por ocasião do ano Internacional da Astronomia)

Repito o que sempre escrevo quando falo de temas mais “polêmicos”: vale a pena estudar mais e descobrir como realmente a Igreja lida com essas questões. ·

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Ficha Técnica:

Direção: Robert Zemeckis.
Roteiro: Carl Sagan (romance e argumento), Ann Druyan (argumento), James V. Hart (roteiro), Michael Goldenberg (roteiro).
Gênero: Drama/Ficção Científica
Origem: Estados Unidos.
Duração: 153 minutos.
Elenco: Jodie Foster (Dr. Eleanor Ann Arroway), Matthew McConaughey (Palmer Joss), Tom Skerritt (David Drumlin), Jena Malone (Ellie – jovem), David Morse (Theodore Arroway), William Fichtner (Dr. Kent Clark), Sami Chester (Vernon), Timothy McNeil (Davio), Thomas Garner (Ian Broderick), James Woods (Michael Kitz), Vance Valencia (Senador Valencia), Angela Bassett (Rachel Constantine), Jay Leno (Jay Leno), Rob Lowe (Richard Rank), Jake Busey, John Hurt.
Trailer:

Hoje (10/04/13) foi o lançamento mundial, quase uma redundância nesses tempos de internet, do trailer de Elysium. E aí, o que temos a ver com isso? Temos Wagner Moura a ver com isso. Nosso conterrâneo Tupiniquim está atuando e, pelo visto, bem como de costume, nesse Blockbuster da Sony.

Então, o pessoal do PdF está “gastando” um post em homenagem a um ator brasileiro que chegou a Hollywood? “Grande coisa”, você pode dizer. Na verdade, Elysium promete e promete muito. Pelo que a crítica internacional está falando, vai cumprir.

Do mesmo escritor e diretor de Distrito 9, Neil Blomkamp, esse novo filme de ficção científica tem muita coisa nova. Antes de continuar queria dizer que esse cara foi cogitado pra usar o chapéu de ninguém menos que George Lucas e dirigir Star Wars VII, é pouco ou quer mais?

Pois é; Tem muita coisa nova sobre esse filme que está deixando muito nerd de plantão [por exemplo, eu] pra colher as migalhas que a produção vem soltando. Gente, agora que lançaram o trailer, o filme vai sair nos EUA em agosto (aqui na Áustria também), no Brasil, em setembro – quatro meses é muito em cima nos padrões Hollywoodianos. Além do trailer, a produção só liberou mais material sobre o filme hoje, passei a noite garimpando, claro. Eu já tinha curtido a página do Facebook, que até hoje era a página da empresa que construiu Elysium numa sacada muito legal, porque dá o gosto da realidade do filme sem revelar absolutamente nada do filme. Hoje também foi o lançamento do site do filme; Antes esse endereço pousava em uma página institucional da Armadyne a já referida empresa.

Sim mas o filme é sobre o quê mesmo?

Tudo acontece em um futuro não muito distante, nem muito impossível de acontecer, foi construído um complexo residencial literalmente inalcançável para os que não são multimilionários. Aonde? Em uma estação espacial acima da terra. Os ricos moram em um lugar lindo e sem problemas, enquanto nós que não temos mais de seis dígitos na conta bancária, ficamos em uma terra superpopulosa, superpoluída, violenta e cheia de doenças. Sim, esse filme vai trazer muito da crítica social de Distrito 9.

Nosso personagem principal Max (Matt Damon) é um cara que viveu a vida toda digamos, “não ortodoxamente”, agora está com os dias (ou horas) contados para salvar a própria pele e, de quebra, trazer uma chance à humanidade vai ter que entrar em Elysium. É ai que entra Spider (Wagner Moura); ele é meio que um “atravessador”, leva gente de maneira ilegal pra Elysium. É ele quem transforma nosso “herói” nesse “Iron Man dos pobres”, montando nele o exoesqueleto que a gente vê no cartaz. A gente também escuta muito do sotaque Brasileiro dele durante o Trailer.

Então, o que esperar?

Um filme de ficção científica, cheio de crítica social, filmado com realidade aumentada (no lugar das telas verdes) o que faz o filme parecer mais realista. Assim que o filme sair, a gente traz a crítica dele pra você. Até lá, vou começar a ler material sobre a Doutrina Social da Igreja.

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Ficha Técnica:
País de Origem: Estados Unidos, Agosto de 2013.
Direção: Neill Blomkamp.
Produção: Simon Kinberg, Bill Block.
Roteiro: Neill Blomkamp.
Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, Wagner Moura, Alice Braga.
Gênero: Ficção científica.
Idioma original: Inglês.

Trailer:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=hThZkWfWiWk]

Lendo, cavando e vasculhando na blogosfera encontrei uma reportagem falando que o diretor Ridley Scott está “pirando” pra fazer a continuação de Prometheus (2012).

Pois é o cara não planejou direito… primeiro pensou em fazer só o que antecederia a “Alien o oitavo passageiro” aí, na produção, se empolgou e mudou pra fazer um filme independente mas com ligação àquele filme, depois quis fazer um trilogia e não sabe mais como vai fazer e tá deixando os roteiristas doidos…

Aproveitando o ensejo achei por bem falar um pouco das minhas impressões sobre o filme.

Alguma críticas falam que Scott não queria fazer só um filme de suspense/fantasia/aliens mantando gente, ele queria dar uma história, pra muita gente ele falhou… Realmente tudo que eu ouvi antes falando que a história era muito importante gerou em mim uma expectativa que não foi satisfeita em relação a essa história.

Então o filme é ruim?

Não se você gostar de suspense e de não saber o que vai sair do próximo buraco em um planeta alienígena. Só não assista esperando o melhor filme de aliens que você já viu.

E a história?

Bem… é uma tentativa de fazer um filme que se passa antes da sequência “Alien o oitavo passageiro” mas com um tom de origem. O filme busca entrar na discussão “de onde viemos?” e os cientistas vão para o outro lado do universo pra tentar achar uma explicação.

Sobre isso um trecho do Catecismo da Igreja Católica pode nos ajudar:

“A catequese sobre a criação reveste-se duma importância capital. Diz respeito aos próprios fundamentos da vida humana e cristã, porque torna explícita a resposta da fé cristã à questão elementar que os homens de todos os tempos têm vindo a pôr-se: “De onde vimos?” “Para onde vamos?” “Qual a nossa origem?” “Qual o nosso fim?” “Donde vem e para onde vai tudo quanto existe?” As duas questões, da origem e, do fim, são inseparáveis. E são decisivas para o sentido e para a orientação da nossa vida e do nosso proceder.

A questão das origens do mundo e do homem tem sido objeto de numerosas investigações científicas, que enriqueceram magnificamente os nossos conhecimentos sobre a idade e a dimensão do cosmos, a evolução dos seres vivos, o aparecimento do homem. Tais descobertas convidam-nos, cada vez mais, a admirar a grandeza do Criador e a dar-Lhe graças por todas as suas obras, e pela inteligência e saber que dá aos sábios e investigadores. Estes podem dizer com Salomão: “Foi Ele quem me deu a verdadeira ciência de todas as coisas, a fim de conhecer a constituição do Universo e a força dos elementos […], porque a Sabedoria, que tudo criou, mo ensinou” (Sb 7, 17-21).

O grande interesse atribuído a estas pesquisas é fortemente estimulado por uma questão de outra ordem, que ultrapassa o domínio próprio das ciências naturais. Porque não se trata apenas de saber quando e como surgiu materialmente o cosmos, nem quando é que apareceu o homem; mas, sobretudo, de descobrir qual o sentido de tal origem: se foi determinada pelo acaso, por um destino cego ou uma fatalidade anónima, ou, antes, por um Ser transcendente, inteligente e bom, chamado Deus. E se o mundo provém da sabedoria e da bondade de Deus, qual a razão do mal? De onde vem ele? Quem é por ele responsável? E será que existe uma libertação do mesmo?” (Catecismo da Igreja Católica 282-284).

Deixamos só um gostinho para que você continue lendo no próprio Catecismo.

Como não queremos deixar nenhum spoiler fica a dica: Não busque nada Cristão por que não tem o que achar. Pra quem gosta do gênero é um filme que demora a ganhar ritmo, não é tão assustador como o resto da franquia mas tem cenários muito bem trabalhados (vale a pena assistir em alta definição). Quem assiste não ganha nada e quem não assiste não perde nada. Filme pra passar o tempo.

CONFERIR2

Ficha Técnica:
 
Diretor: Ridley Scott.
Elenco: Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, Idris Elba, Guy Pearce, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott, “Vladimir “Furdo” Furdik”, Benedict Wong, James Embree.
Produção: David Giler, Walter Hill, Ridley Scott, Tony Scott.
Roteiro: Jon Spaihts, Damon Lindelof.
Fotografia: Dariusz Wolski.
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld.
Duração: 126 min.
Ano: 2012.
País: EUA.
Gênero: Ficção Científica.
Cor: Colorido.
Distribuidora: Fox Film.
Estúdio: Dune Entertainment / Scott Free Productions / Brandywine Productions.
Classificação: 14 anos. 

Trailer:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=uOlfJ0wLGVQ]

Enquanto a grande maioria dos filmes de ficção científica sobre o fim da civilização humana se apoiam largamente sobre efeitos especiais, “Filhos da Esperança” surpreende por apoiar-se no próprio enredo – brilhante e inexplorado por este viés – para manter a ação. Aqui, o fim da civilização humana não ocorre por causa de catástrofes naturais ou vindas do espaço; ela vem de dentro da própria sociedade: da incapacidade humana em criar descendência.
Por o filme levar tão a sério um tema que é amplamente defendido e incentivado na cultura moderna – a redução populacional no planeta – vem a ser extremamente realista e, por isso mesmo, aterrorizante; pois mostra o reverso que não é discutido na mídia sobre este fato.
A história, baseada no livro “The Children of Men” de PD James, tem lugar em Londres de 2027. Após anos de declínio populacional no planeta – inicialmente bem visto e apoiado e pelas Nações Unidas, governos de estados e pela própria população – a raça humana, por razões desconhecidas, alcança o ponto de total esterilidade.
O livro lança maiores detalhes sobre o que a falta de crianças causa na sociedade: as infindáveis pesquisas para dar luz à uma nova geração, a frustração das autoridades em não conseguir solucionar o problema por meio da ciência e a condição de desesperança e desespero em que a as pessoas são deixadas quando nenhum esforço humano parece ser capaz de reverter a condição de esterilidade.
Como consequência, não existe mais qualquer razão para preservar o meio ambiente, as obras de artes ou os grandes monumentos históricos; o mundo é entregue a poluição e ao desinteresse de construir qualquer legado; a falta de esperança de futuro toma conta do presente e ataques terrorista, a anarquia e bombardeamentos tornam-se males comuns.
O filme do diretor Alfonso Cuarón, apesar de não entrar em todas as questões discorridas pela autora PD James, apresenta um cenário bastante convincente para uma sociedade sem filhos. Exatamente por não trazer nenhuma reação inacreditável, a história vem ser bastante plausível – e por isso chocante – pois evidencia a necessidade de bebês para um mundo sustentável (e quão tolo é o desprezo da cultura moderna aos recém-nascidos não são planejados e de gestações vulneráveis).
De acordo com a história, a pessoa mais jovem do mundo tem 18 anos e há um mal-estar geral de desordem e desespero instalado no mundo. O único governo que mantém relativa organização é a Grã-Bretanha – agora liderada por um ditador – que, para defender a vida em sociedade contra a falta esperança generalizada na população, oferece a seus cidadãos pílulas de suicídio grátis. Além disso, por ser a única nação que resiste ao caos, atrai um enorme contingente de imigrantes ilegais a procura de refúgio, mas que são perseguidos pela polícia local e, uma vez presos em jaulas como animais, são mandados para Bexhill, uma ilha do território britânico transformada em campo de concentração.
Neste cenário, o foco volta-se sobre Theo Faron (interpretado por Clive Owen), um ex-manifestante que ao chegar na meia-idade conforma-se em ser um funcionário público de baixo escalão (só mais um pobre coitado em um mundo decadente).
Para conseguir sobreviver psicologicamente nesta realidade, a maior parte das pessoas entrega-se a desordem pois veem a morte da sociedade como fim inevitável e, portanto, sentem-se no direito de fazerem o que quiserem – o que inclui ataques terroristas, bombas e muita violência; parte da população volta-se para religião em suas diversas formas – umas das apresentadas no filme são os “Renunciantes” (que se auto-flagelam pedindo perdão para a humanidade) e outra são os “Arrependidos” (penitentes que passam meses de joelhos para serem salvos). A estratégia de Theo é a de evitar confrontar-se com a realidade e não pensar sobre o que esta acontecendo.
A vida Theo torna-se ainda mais abalada quando é seqüestrado por um grupo terrorista chamado “Peixes”, liderada por sua ex-mulher Julian (interpretada por Julianne Moore), uma ativista que o procura para ajudá-la a contrabandear Kee, uma jovem imigrante, para fora do país.
Kee guarda um segredo sensacional que os terroristas querem usar para seus próprios fins, e busca em Theo – um herói pouco promissor – ajuda.
Nesta missão, Theo recupera algum do seu idealismo perdido e também uma razão que lhe dá verdadeiro sentido para prosseguir.
Ficha Técnica:
Título original: Children of Men
Diretor: Alfonso Cuarón
Elenco: Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine, Clare-Hope Ashitey, Chiwetel Ejiofor, Pam Ferris, Danny Huston
Produção: Marc Abraham, Eric Newman, Iain Smith, Hilary Shor, Tony Smith, Thomas Bliss, Armyan Bernstein
Roteiro: Alfonso Cuarón, Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus, Hawk Ostby
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Trilha Sonora: John Tavener
Duração: 105 minutes
Ano: 2006
País: Grã-Bretanha
Gênero: Ficção científica, Suspense, Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Strike Entertainment, Hit and Run Productions
Trailer:
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BOM