Projeções de Fé

Vigilante do amanhã: Ghost in the shell

GhostInTheShellSinopse: A trama é centrada na equipe da Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública, Seção 9, e acompanha uma policial cibernética conhecida como Major (Scarlett Johansson), que comanda um esquadrão de elite e luta para levar justiça para as ruas de sua cidade, até que um terrorista hacker começa a aterrorizar a cidade. O mangá é famoso por abordar temas como inteligência artificial e consequências sociais derivadas do crescimento da tecnologia.

Ao assistir o filme somos jogados em uma maravilhosa obra de ficção científica, que é a adaptação live action do anime lançado em 1995, que por sua vez é a adaptação do mangá lançado de maio/89 a setembro/91. 

A grande discussão da obra é o limite ético do uso da tecnologia. A personagem principal, Major, é uma a consciência de uma pessoa que foi transferida para um corpo cibernético. Não é uma cópia ou simulação de uma pessoa, mas, a grosso modo, pode-se dizer que é “uma separação da alma em relação ao corpo de uma pessoa” que foi implantada neste novo receptáculo. Daí o título “Ghost in the shell” que, em português, literalmente traduzido, “fantasma em uma concha”.

Em alguns momentos do filme os cientistas apresentam que este será o futuro para a humanidade, pois assim não sofreríamos mais os dissabores e problemas com um corpo frágil, obtendo de certa forma a imortalidade.

E é aí que vem o grande questionamento (que toda boa ficção científica nos traz): o que nos faz sermos humanos?

Sabemos pelas Sagradas Escrituras que fomos feitos “à imagem e semelhança de Deus” (Cf. Gn 1,26) e, como fruto deste amor criativo fomos feitos compostos de corpo e alma. Não é à toa que “cremos na ressurreição da carne” (Cf. CIC 990-991) quando chegar o julgamento final, para que o homem, por completo, se apresente diante do criador.

O Papa Bento XVI, na Carta Encíclica Deus caritas est, nº 5, nos apresenta de forma clara a relação unitária que compõe o homem:

Isto depende primariamente da constituição do ser humano, que é composto de corpo e alma. O homem torna-se realmente ele mesmo, quando corpo e alma se encontram em íntima unidade; o desafio do eros pode considerar-se verdadeiramente superado, quando se consegue esta unificação. Se o homem aspira a ser somente espírito e quer rejeitar a carne como uma herança apenas animalesca, então espírito e corpo perdem a sua dignidade. E se ele, por outro lado, renega o espírito e consequentemente considera a matéria, o corpo, como realidade exclusiva, perde igualmente a sua grandeza. O epicurista Gassendi, gracejando, cumprimentava Descartes com a saudação: “Ó Alma!”. E Descartes replicava dizendo: “Ó Carne!”. Mas, nem o espírito ama sozinho, nem o corpo: é o homem, a pessoa, que ama como criatura unitária, de que fazem parte o corpo e a alma. Somente quando ambos se fundem verdadeiramente numa unidade, é que o homem se torna plenamente ele próprio. Só deste modo é que o amor — o eros — pode amadurecer até à sua verdadeira grandeza.

Uma ótima discussão nos traz o filme, que é uma “obra para adultos”. 

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Ficha técnica:

Gênero: Ficção científica.
Direção: Rupert Sanders.
Roteiro: Jamie Moss, Jonathan Herman.
Elenco: Chin Han, Chris Obi, Joseph Naufahu, Juliette Binoche, Michael Pitt, Michael Wincott, Peter Ferdinando, Pilou Asbæk, Rila Fukushima, Scarlett Johansson, Takeshi Kitano.
Produção: Ari Arad, Avi Arad, Steven Paul.
Fotografia: Jess Hall.
Duração: 106 min.
Ano: 2017.
País: Estados Unidos.
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil.
Estúdios: Dreamworks / Grosvenor Park Productions / Paramount Pictures / Reliance Entertainment / Seaside Entertainment.
Classificação: 14 anos.

Trailer

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Comentários

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  1. Realmente concordo sabe ressaltaria também os melhoramentos cibernéticos citados no filme como uma apelo e demonstração do vazio existente no interios humano, onde fica claro também que a imagem e semelhança de Deus supera a fisica e o amor no fim vence achei demais isso 🙂