clonagem

Falamos de clonagem quando nos referimos à produção de muitas copia idênticas a um fragmento concreto do DNA.

Os peritos nos falam de 2 tipos de clonagem:

– Clonagem reprodutiva: que é a que se utiliza para obter indivíduos clones entre si ou entre seus progenitores. (esta é a propaganda que a seita dos raelianos pôs em moda)

– Clonagem não reprodutiva: que é a aplicação de técnicas de clonagem em cultivos celulares ou em embriões sem intenção de produzir um indivíduo vivo, mas sim com objetivo de estabelecer cultivos de tecidos, e se fosse possível de órgãos, a partir de células, que são células imaturas com capacidade de regeneração e de diferenciação. Estes últimos podem ser estabelecidos com fins de pesquisa básica ou clínica na reparação de órgãos ou tecidos danificadOs, em cujo caso falamos de clonagem terapêutica.

Ambos os tipos de clonagem têm uma série de aspectos éticos e morais importantes a ressaltar.

Sobre a clonagem reprodutiva diremos:

– O homem é um fim em si mesmo, não um meio.

– O homem tem direito a não ser programado geneticamente.

– O homem tem direito a ser geneticamente único e irrepetível (propriedade de unicidade)

– A clonagem humana responde a uma trajetória eugênica, que quer clonar os fortes.

Segundo Hans Jonas é “no método a forma mais despótica e, de uma vez, mais escravizante de manipulação genética; seu objetivo não é a modificação arbitrária de uma substância, mas sim precisamente, sua arbitrária fixação em oposição à estratégia dominante na natureza”.

– A clonagem humana produz uma instrumentalização da mulher, reduzida a mera portadora de óvulos e de útero, passando posteriormente à criação de úteros artificiais.

– desvirtuam-se as relações mais próprias da pessoa, a maternidade, a paternidade,… podendo ser uma mulher gêmea  de sua mãe ou filha de seu avô. Rompemos de novo a família, núcleo da sociedade e da solidariedade.

– Alimenta a idéia de que alguns homens podem ter o domínio total e absoluto sobre a existência de outros.

– Favorece a idéia de que o valor do homem e da mulher não dependem de sua identidade como pessoas, mas sim das qualidades biológicas que podem ser apreciadas, e que portanto, podem ser selecionadas.

– O homem não é só um conjunto de células, órgãos, gens. É corpo e alma. Tem motivações, ideais, experiências vivenciais e não só físicas.

Ainda não há uma experiência suficiente nem com animais, além disso os ensaios que se realizaram não chegaram a bom final.

As tentativas realizados no momento foram infrutíferas. Por exemplo, para clonar a ovelha Dolly se requereram 200 tentativas. O êxito não superou 3% dos experimentos. Produziram-se anormalidades, abortos, e todo tipo de defeitos e mutações. Não se sabe se o indivíduo clonado pode ser portador de graves anomalias genéticas.

A valoração ética deste tipo de clonagem é negativa, e da comunidade científica se apela ao sentido da responsabilidade.

Sobre a clonagem não reprodutiva ou terapêutica diremos:

Poderia-se pensar que neste tipo de clonagem não existem reparos éticos, entretanto, a obtenção de um embrião artificial com o propósito de fazer cultivos, expõe o problema de tê-los criado. Ter criado um embrião humano que tem que ser destruído para poder estabelecer os cultivos celulares desejados. Teria sido criado um embrião para experimentação.

Aqui voltamos para tema do aborto, desde quando uma pessoa é pessoa?.

Constata-se que poderia ser desnecessária a utilização da clonagem não reprodutiva se chegarem a fazer-se realidade clínica os dados experimentais emergentes que parecem indicar a possibilidade de estabelecer cultivos de tecidos a partir de células-tronco que estão presentes em órgãos de pessoas adultas. Aqui contribuímos por exemplo o caso do paciente de cardiologia que saiu há poucas semanas no meios de comunicação, no que, a partir de células de seu próprio corpo, puderam-se reconstruir os tecidos danificados de seu coração depois de um enfarte de miocárdio.

São tantos os aspectos éticos negativos quanto à clonagem que nem sequer a comunidade científica  deixa claro. Para maquiá-lo um pouco, inventaram a figura do pré-embrião, mas não está claramente definido, por que? Ao melhor não tem resposta.

O homem se apodera da “liberdade” de brincar com a vida do homem ao não considerar o embrião como uma vida humana em desenvolvimento. A Igreja nos lembra que estas técnicas, que se introduzem em nome da saúde e do bem-estar, supõem uma autêntica discriminação entre os seres humanos em virtude de seu tempo de desenvolvimento. Deste modo, um embrião vale menos que um feto, um feto menos que uma crianças, uma criança menos que um adulto. Transtornando o imperativo moral que impõe, pelo contrário, a máxima tutela e respeito precisamente aos mais fracos, a quem não está em condições de se defender e manifestar sua dignidade intrínseca.

Poderíamos concluir afirmando que estes três aspectos: aborto, eutanásia e clonagem, atentam contra a vida humana, vulneram os direitos humanos fundamentais, em virtude do fato de ser homem e eximem o direito de igualdade, o direito à vida e à integridade física e mental, do primeiro até o último momento de sua existência.

Fonte: cleofas.com.br