As roupas são comuns a todas as culturas, mesmo nas mais rudimentares. A Teologia do Corpo de João Paulo II mergulha nas Sagradas Escrituras e nos ajuda a entender que nós passamos a usar roupas quando o amor entre homem e mulher, ferido pelo pecado original, perde a pureza e um passa a querer fazer do outro um escravo, um objeto.As roupas, então, tornam-se uma proteção contra um amor doente.

Mas não perdemos a esperança, Cristo redimiu nossa sexualidade. Mesmo feridos pelo pecado, sabemos que, quanto maior o amor entre duas pessoas, menor a ameaça, menor é a vergonha, maior a liberdade, mais livre a pessoa se torna para expor a sua intimidade sem se sentir ameaçada.

No vídeo abaixo isso é explicado de forma ainda mais bela, assista.

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Segundo a norte-americana Courtney Baker, o especialista disse que a criança dificultaria a qualidade de vida do casal. “A minha prece é para que nenhuma outra mãe tenha que passar pelo que passei”, disse na carta aberta, que já foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais.

Mais de um ano após o nascimento da pequena Emersyn Faith, a norte-americana Courtney Baker decidiu que era hora de responder ao médico que tentou encorajá-la a interromper a gestação.

Emmy, como foi apelidada ao nascer, foi diagnosticada com síndrome de Down durante o pré-natal. Assim que a notícia foi dada aos pais, Courtney diz ter sido aconselhada pelo médico a abortar. “Ele disse que a nossa qualidade de vida e a dela seria horrível”, escreveu em seu perfil do Facebook.

Ainda tomada por esta lembrança, Courtney decidiu escrever 15 meses depois do nascimento de sua filha uma carta ao especialista. O conteúdo foi publicado na página Parker Myles, que destaca conteúdos inspiradores sobre crianças com Down, e já foi compartilhada milhares de vezes. “Ele estava tão equivocado”, disse ela.

A seguir, leia a carta na íntegra:

“Caro Doutor,

Uma amiga me disse recentemente que, quando seu especialista em pré-natal via o seu filho nas ultrassonografias, ele sempre comentava: ‘Seu filho é perfeito’. Assim que seu filho nasceu com síndrome de Down, ela visitou o mesmo médico. Ele olhou para o bebê e voltou a dizer: ‘Eu te disse. Seu filho é perfeito’.

Essa história me tocou profundamente. Apesar de eu estar feliz pela experiência da minha amiga, me enchi de tristeza ao pensar no que eu deveria ter feito. Gostaria que você tivesse sido este médico.

Te procurei no momento mais difícil da minha vida. Eu estava assustada, ansiosa e completamente perdida. Ainda não sabia a verdade sobre meu bebê, e era isso que eu precisava desesperadamente de você. Mas em vez de apoio e coragem, você nos sugeriu acabar com nossa filha. Eu te disse o nome dela, e você nos perguntou novamente se havíamos entendido o quão baixa seria nossa qualidade de vida com um bebê com síndrome de Down. Sugeriu que a gente reconsiderasse nossa decisão de seguir com a gestação.

Deste encontro em diante, nós passamos a temer nossa responsabilidade. O momento mais difícil da nossa vida se tornou quase insuportável, porque você nunca nos disse a verdade.

Minha filha era perfeita.

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Não estou brava. Não estou amargurada. Só estou muito triste. Estou triste porque os corações minúsculos que você vê todos os dias não o enchem de admiração. Estou triste que os intrincados detalhes e o milagre daqueles pequenos dedos e pés doces, pulmões e olhos e orelhas nem sempre lhe dão uma pausa. Estou triste que você estava tão errado para dizer que um bebê com síndrome de Down iria diminuir a nossa qualidade de vida. E eu estou de coração partido por pensar que, ainda hoje mesmo, você pode ter dito a mesma coisa para uma mãe. Mas estou ainda mais triste porque você jamais terá o privilégio de conhecer a minha filha, Emersyn.

Porque, veja, Emersyn não só está dando mais qualidade à nossa vida, como também tocando os corações de milhares de pessoas. Ela nos deu um propósito e uma alegria que é impossível expressar. Nos deu sorrisos maiores, mais risadas e os beijos mais doces que já tivemos. Abriu os nossos olhos para a verdadeira beleza e o amor puro.

Assim, a minha prece é para que nenhuma outra mãe tenha que passar pelo que passei. Minha prece é para que você também veja agora a verdadeira beleza e o amor puro em toda ultrassonografia.

E a minha prece é para que, quando você se deparar com o próximo bebê com síndrome de Down, cuidadosamente escondido no ventre de sua mãe, você olhe para que mamãe, que me veja em seguida, e diga a verdade: ‘Seu filho é perfeito’”.

Em entrevista à ABC News, Courtney disse desconhecer o efeito que a carta possa ter surtido ao médico, mas espera que ele possa “ver a verdadeira beleza do amor puro em cada ultrassom”.

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Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932, narra a história de uma sociedade futurista, em que seus habitantes passam por um pré-condicionamento biológico e psicológico para que vivam em harmonia com as leis sociais e com um sistema de castas. O objetivo maior é manter a ordem, mesmo que para isso todos passem por uma grande lavagem cerebral, eliminando qualquer senso de individualidade ou de consciência crítica sobre a realidade. Apesar de ter sido escrito há mais de 80 anos, Admirável Mundo Novo se mostra, em muitos momentos, extremamente atual, levantando questionamentos sobre a vida contemporânea e sobre os desafios para o futuro da humanidade. Com personagens complexos, a narrativa envolve o leitor em um universo hipotético, mas passível de diversas comparações com todas as mudanças pelas quais o mundo tem passado ao longo das últimas décadas.
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Enredo

Todos os núcleos da história mostram a grande oposição entre o primitivo e o moderno. Com o grande avanço tecnocientífico, os personagens nascem em um ambiente controlado e preparado desde a sua gestação, que ocorre no “Centro de Incubação e Condicionamento de Londres Central”. Na trama, toda a população é gerada a partir de reprodução artificial e manipulada geneticamente para atender às especificidades necessárias para cada grupo de pertencimento pré-determinado (Alfa+, Alfa, Beta+, Beta, Gama, Delta ou Épsilon). Dentre todos os personagens, o livro destaca a história de Bernard Marx, que apesar de pertencer à elite genética, por um defeito durante a sua gestação acabou saindo diferente dos demais. Diante disso, o homem acaba por se sentir excluído, rebelando-se contra o sistema pelo qual se sente injustiçado. Em uma viagem a uma reserva primitiva, Bernard se depara com Linda, uma mulher que havia nascido na civilização, mas que fora banida para essa espécie de “tribo indígena” por estar grávida (fato jamais aceito ou pensado pela sociedade de Admirável Mundo Novo). Além de Linda, Bernard conhece seu filho, John, chamado de “Selvagem”, com quem se afeiçoou. Porém, não foi a empatia o que despertou o interesse de Bernard, já que levar o “Selvagem” para a civilização lhe renderia prestígio diante da sociedade científica. A chegada de Linda e John nas terras da modernidade causam horror e fascínio nos habitantes do “mundo novo”. Os dois eram vistos como verdadeiras aberrações, e John, com sua capacidade crítica, acaba por ameaçar a ordem e a estabilidade do ambiente ao qual não pertencia.

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Reprodução Humana  Fertilização in vitro

Em Admirável Mundo Novo, todos os bebês são gerados artificialmente, já que o sexo, na sociedade da história, serve unicamente para o prazer de seus habitantes. Dentro do “Centro de Incubação e Condicionamento”, há um laboratório especial de fecundação, onde os óvulos e os espermatozoides recebem uma série de cuidados, simulando um ambiente com condições ideais para que a fecundação ocorra. Essa previsão de Aldous Huxley é realmente impressionante. Para se ter dimensão da história da fertilização in vitro, o primeiro bebê de proveta nasceu em 1978, mais de 40 anos depois que o autor escreveu o seu livro de ficção científica. É evidente que há uma série de discrepâncias entre a história contada por Huxley e a realidade, já que, no livro, os embriões se desenvolviam no próprio laboratório, enquanto que, na realidade, os pré-embriões são transferidos para o útero da mãe para que possam se desenvolver. Porém, nos últimos anos, cientistas têm criado verdadeiros úteros artificiais, onde tem sido possível acompanhar o crescimento embrional fora do corpo da mãe. No Japão, por exemplo, uma equipe tem criado incubadoras com líquido amniótico artificial, onde fetos de cabras têm se desenvolvido por aproximadamente três semanas. Apesar das pesquisas na área ainda estarem em seus estágios iniciais, nada impede sua evolução para que a realidade seja semelhante à de Aldous Huxley.

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Manipulação genética

A sociedade hipotética e científica de Huxley, além da reprodução in vitro, manipulava geneticamente os embriões para que os bebês nascessem com características pré-determinadas, de acordo com a sua casta. Dessa forma, toda a hereditariedade era cuidadosamente selecionada a partir do uso de gametas de homens e mulheres padronizados. Enquanto esse assunto não passava de especulações oriundas da mente do autor, hoje em dia a comunidade científica mundial tem passado por uma série de debates sobre a ética da manipulação genética: mais uma profecia de Admirável Mundo Novo. Nos últimos anos, a possibilidade de manipular geneticamente seres humanos se tornou realidade, e, apesar de todo o embate dos pesquisadores sobre o tema, no ano passado cientistas chineses criaram embriões humanos geneticamente modificados. A ideia da pesquisa é que genes defeituosos sejam consertados para que os embriões possam se desenvolver livres de doenças. Apesar dos benefícios que a tecnologia pode proporcionar, há também uma tendência de manipulação para que bebês nasçam com determinadas características físicas, e este é o assunto de maior polêmica entre os cientistas. A discussão é tão séria que até mesmo no Brasil há uma lei de biossegurança que proíbe “engenharia genética em célula germinal humana, zigoto humano e embrião humano”.

Programação Neurolinguística

Durante seu desenvolvimento, os habitantes de Admirável Mundo Novo passavam por treinamentos para condicionar seus pensamentos. De acordo com sua casta, diariamente os personagens recebiam informações para que desenvolvessem consciência sobre como deveriam ser e agir. Os pertencentes às castas superiores, por exemplo, passavam por treinamentos que visavam modelar as suas ações de forma que pudessem se comportar como membros de elite. É evidente que a comparação entre o método de condicionamento do universo de Huxley e o desenvolvimento da Programação Neurolinguística (ou PNL) se diferem em uma série de questões, mas é bastante interessante perceber que o autor foi capaz de prever métodos capazes de modificar comportamentos através de modelos mentais. Os estudos da PNL tiveram início dos anos 1970, momento em que foi percebido que existem “padrões externos, como comportamentos e linguagens específicas que [pessoas de sucesso] utilizavam, que as ajudavam a realizar suas atividades com excelência e influenciavam seus resultados. Eles também observaram que existiam padrões internos, como crenças e pressupostos, que eram poderosos recursos para o alcance do sucesso”, segundo a Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística. O pressuposto básico dos estudos na área é que, por trás dos comportamentos, há uma estrutura interna de pensamentos e emoções que impactam diretamente as ações das pessoas e, portanto, a partir das técnicas desenvolvidas pelos profissionais, é possível reprogramar a estrutura interna com foco em resultados. É claro que a ideia da programação de Huxley era a alienação e a sugestão de comportamentos, enquanto os neurolinguistas têm como objetivo proporcionar a reflexão crítica. Porém não é forçoso notar que, no livro, há claramente indícios de uma ciência que seria descoberta décadas depois e que trabalha exatamente com a influência dos padrões externos sobre os padrões internos.

Cinema 4DX

Ao longo da narrativa, nota-se a presença de uma tecnologia bastante recente. Uma das fontes de lazer dos personagens, no livro, era o que eles chamavam de “cinema sensível”. Enquanto assistiam aos filmes, os habitantes de Admirável Mundo Novo podiam experimentar as sensações reproduzidas na tela através de seus próprios sentidos, em uma experiência completamente interativa. Levando em conta que o cinema surgiu no final do século XIX, sendo, portanto, novidade ainda na época em que a obra foi escrita, Aldous Huxley previu uma tecnologia nova até mesmo para nós, mais de 80 anos antes. O cinema 4D faz exatamente o mesmo que o “cinema sensível”: proporciona experiências imersivas e interativas do público com o filme em ambientes de cinema equipados com tecnologias que visam alcançar todos os sentidos dos espectadores através da simulação do filme, que salta para a realidade.

 

Psicotrópicos

Um dos principais pontos da sociedade de Admirável Mundo Novo é o uso de um comprimido chamado Soma, que atua reduzindo a ansiedade, estresse e outros sentimentos negativos dos personagens, deixando-os em estado de relaxamento e alegria. O problema com isso é que o que se percebe, durante a narrativa, é uma completa falta de capacidade para lidar com sentimentos completamente naturais dos seres humanos, como a tristeza e a angústia. Tudo isso se assemelha bastante a um movimento originado no final dos anos 1980, com o lançamento do Prozac, que coincidentemente foi apelidado como “pílula da felicidade”. O Prozac, na realidade, é um antidepressivo que revolucionou o setor por não causar efeitos colaterais como os outros. Como o próprio nome diz, no entanto, o antidepressivo é utilizado em tratamentos, sendo indicado o seu uso apenas por médicos. Acontece que, nos últimos anos, houve um verdadeiro boom na psiquiatria, e diversos estudos da área têm apontado para o uso de psicotrópicos em pessoas completamente saudáveis. Os argumentos apontam para a sociedade atual enquanto incapaz de lidar com frustrações e com a infelicidade, e que, portanto, qualquer manifestação humana de sofrimento tem se tornado passível de medicação. Pensando a partir dessa perspectiva, a sociedade de Huxley, completamente dependente de Soma, não parece tão distante do movimento contemporâneo, onde as pílulas muitas vezes são vistas erroneamente como facilitadoras e propulsoras do bem-estar.

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Pastilhas de Estimulação Sexual, Anticoncepcionais e Rejuvenescimento
Foi só nos anos 1990 que o Viagra chegou ao mercado, revolucionando a vida sexual dos homens, e mais recentemente outros compostos vêm sendo testados nas mulheres. Mas no início da década de 30, os personagens criados por Aldous Huxley já experimentavam pastilhas que estimulavam a sexualidade. Além disso, durante a trama, percebe-se uma série de cuidados das personagens femininas em relação aos métodos contraceptivos prescritos pelo governo local, garantindo que elas não corressem o risco de se tornarem mães. Outro ponto interessante é a preocupação com a aparência dos personagens. A valorização da beleza, da juventude e o envelhecimento tardio se assemelham em muito com a cultura atual. Na trama, as pessoas idosas são esteticamente jovens, profissional e sexualmente ativas e desfrutam da vida como qualquer outro. Nas últimas décadas, a ciência tem investido na melhoria da qualidade de vida para os idosos, mas essa é uma preocupação recente, não dos anos 1930.

Matéria completa:

http://canaltech.com.br/materia/geek/admiravel-mundo-novo-previsoes-para-um-mundo-contemporaneo-67205/

 

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À luz dos vídeos recentes expondo o tráfico de órgãos e tecidos de bebês abortados da Planned Parenthood, o Lepanto Institute entrevistou o ex-satanista Zachary King. Zachary era um menino comum de um bairro americano que cresceu em uma família batista. Ele começou a praticar magia aos 10 anos de idade, se juntou a uma seita satânica aos 13 anos e tinha quebrado todos os 10 Mandamentos quando tinha 15 anos. Desde sua adolescência até a idade adulta, ele se esforçou para chegar até a categoria de Sumo Sacerdote na seita e era um ativo divulgador do satanismo, incluindo abortos ritualísticos. Zachary está atualmente escrevendo sobre suas experiências em um livro intitulado “O aborto é um sacrifício satânico”.

LI – Zac, você tem muita história para contar. Poderia nos relatar um pouco sobre o modo como você entrou no satanismo?

King – Tudo começou com uma forte curiosidade de saber se a magia era real. Começou depois de assistir alguns filmes sobre feiticeiros e bruxos, por volta da década de 1970, quando eu cresci. Certo dia tivemos um jogo na escola chamado “Bloody Mary”, ou “I Hate You, Bloody Mary”, onde você ia a um banheiro e cantava essa frase um certo número de vezes com as luzes apagadas. Uma vez que o meu grupo fez isso, nós vimos uma face demoníaca no espelho. Não tínhamos ideia do que estávamos olhando, só que, de repente, todo mundo saiu correndo, morrendo de medo … exceto eu. Eu sempre achei isso muito interessante. Na mesma época, eu jogava no vídeo game o “Dungeons and Dragons” todo fim de semana, e eu era sempre o mago ou feiticeiro. Eventualmente, eu me perguntava se eu poderia fazer magia de verdade e tentei dois feitiços para ganhar dinheiro. Deu certo, mas poderia ter sido apenas uma coincidência, então eu fiz isso uma terceira vez, e na terceira vez que eu fiz isso, eu estava lá no banheiro, sozinho, em frente ao demônio e queria ver o que aconteceria. Eu ganhei $ 1.000 dólares no dia seguinte. A partir daí, eu estava convencido de que a magia era real.

Quando eu tinha uns 12 anos, um amigo me apresentou a um grupo que jogava “Dungeons and Dragons” e que também acreditavam que a magia era real. Descobri que esse grupo era uma seita satânica. (…) Eu amava as máquinas de pinball, vídeo games e ficção científica, como Star Trek e Star Wars, e esses caras tinham quase todos os filmes de ficção científica e fantasia que eu sempre queria ver. Eles tinham máquinas de pinball, uma piscina, uma grande churrasqueira, e era como um clube de meninos e meninas. Deixei-me entrosar desta forma, eles sabiam como recrutar. Eles sabiam tudo o que uma criança gostaria de fazer, então eu me envolvi com isso desta maneira.

(…) Eu estive lá até os 18 anos quando entrei para a Igreja Mundial de Satanás. A posição que eu alcancei é chamado de “Sumo Sacertode” (High Wizard). Em uma grande seita satânica eles são as pessoas que realizam a magia. Havia poucos, como uns 10. O número geral [de High Wizards em uma seita] está entre 2 e 5, e nosso trabalho era viajar pelo mundo fazendo o que as pessoas querem que você faça. Agora, quando eu digo pessoas, eu me refiro a estrelas do rock, estrelas de cinema, figuras políticas, pessoas muito ricas … São incontáveis as pessoas que pedem uma bruxaria e não há limites para o que eles estão dispostos a pagar por isso.

LI – Então, você era um “Sumo Sacerdote” dentro do satanismo… apenas muito brevemente, como você fez para se tornar um?

King – Há rumores de que os “Sumos Sacerdotes” são escolhidos a dedo por satanás. Eu não sei qual é o critério. Eu fazia magia desde os 10 anos de idade e tornei-me um “Sumo Sacerdote” quando eu tinha cerca de 21. Eu fui membro da Igreja Mundial de Satanás para volta de 3 anos. Eu já tinha visto um “Sumo Sacerdote” quando eu era criança, mas eu não sabia o que era isso, nem para o que eu estava olhando. O visual era muito original, com um chapéu alto, um bastão ou uma bengala e o rosto pintado como um cadáver.

Há um CEO e um conselho de administração na seita. Eles dizem que você foi escolhido e lhe dão um livro que informa quais são os seus deveres com um “Sumo Sacerdote”.

 

LI – Qual o papel do aborto em rituais satânicos, e quando você começou a se envolver com o aborto no que diz respeito ao satanismo?

King – Logo após eu completar 14 anos, os membros da seita me disseram que eu precisava me envolver com um aborto. Eles disseram que houve uma festa com todos os membros do sexo masculino entre 12 e 15 anos e uma do sexo feminino de 18 anos com o objetivo de ficar grávida e realizar o aborto aos 9 meses de gestação. Quando me disseram isso, eu disse “legal” em voz alta, mas não tinha ideia do que era um aborto. Na minha família, eu acho que eu ouvi meus pais sussurrarem essa palavra uma vez, por isso eu achava que era uma palavra suja. Quando perguntei pela primeira vez o que era um aborto foi aos membros da seita, eu disse que eu não sabia o que tinha que fazer. Eles me explicaram que há um bebê no útero e que eu estava indo para matá-lo. Haveria um médico e uma enfermeira lá para me ajudar porque se tratava de um procedimento médico. Perguntei: “isso é legal?” e a resposta foi: “sim, é, enquanto ele está no útero. Enquanto o bebê ainda está dentro da mulher você pode matá-lo”.

Isso é como foi explicado para nós. Também foi explicado que “você está matando um bebê”. Eles não disseram que seria matar “um feto” ou matar “algumas células em um corpo”. Nada disso. Era um bebê.

Eu não acho que eu teria concordado em matar um bebê fora do corpo de uma mulher, mas, sabendo que eu poderia matar, tanto quanto eu quisesse, desde que estivesse dentro do corpo… para o satanismo, o ato de matar algo ou a morte de algo é a maneira mais eficaz de ter o seu feitiço realizado. No que diz respeito de obter a aprovação de satanás, para dar-lhe algo que você quer, matar algo é o melhor caminho a percorrer. Matar algo é a oferta final a satanás, e se você pode matar um bebê no ventre materno, este é seu objetivo final.

LI – Conte-nos sobre o primeiro aborto que você fez como um ritual satânico.

King – O primeiro que fiz foi cerca de 3 meses antes de completar 15 anos. Isso aconteceu em uma casa de fazenda que estava surpreendentemente muito mais esterilizada do que muitas clínicas de aborto que eu frequentei. Havia um médico, uma enfermeira e uma mulher prestes a ter um bebê que estava cercada por 13 dos principais membros da nossa seita, que eram todos “Sumos Sacerdotes” e “sacerdotisas”. Eu estava dentro do círculo com a mulher e o médico. Todos os membros adultos da minha seita estavam lá. Havia várias mulheres ajoelhadas no chão, balançando-se para trás e gritando de vez em quando “nosso corpo e nós mesmos”. Ao lado estavam vários membros masculinos da nossa seita, todos cantando e “rezando”. O ritual começou às 11:45 da noite, e a feitiçaria começou à meia-noite, que é a “hora das bruxas”, e a morte real da criança aconteceu às 3:00 da manhã, que é chamada a “hora do diabo”.

O meu papel em tudo isso foi inserir o bisturi. Eu não necessariamente tinha que matar … o que era importante era ter sangue em minhas mãos, da mulher ou do bebê. Em seguida, o médico termina o procedimento. Foi provavelmente um dos mais hediondos abortos que eu já participei, o médico pegou o bebê e jogou-o no chão, onde estas mulheres estavam se balançando. As mulheres pareciam que estavam possuídas, e quando o médico jogou o bebê, elas o canibalizaram.

LI – Quantos rituais de abortos você participou?

King – Antes me tornar um High Wizar, eu fiz cinco. Depois, eu participei de mais 141 outros abortos.

LI – Você já fez ritual de aborto em alguma clínica de alto perfil?

King – Sim, fiz. Eu estimaria que eu fiz cerca de 20 rituais de abortos dentro dessas instalações, mas eu nunca contei. Eu só sei que eu estive em um monte delas. (…) Elas pareciam como casa de horrores, com sangue por todo o lado, incluindo, em alguns quartos, com sangue no teto.

LI – Como o senhor era convidado para fazer abortos satânicos nessas clinicas?

King – (…) A Igreja Mundial de Satanás não é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas clinicas. Há outras organizações de feitiçaria, tais como os wiccans, que realmente estão envolvidos em abortos cometidos dentro dessas instalações. Você às vezes é convidado a fazer o ritual de aborto pelo próprio diretor do estabelecimento ou algum alto administrador, ou, por vezes, o médico é um satanista e o convida para participar de um aborto que eles vão fazer no final do dia.

Agora, no final do dia, todos os dias, grupos satânicos fazem, como uma missa negra, geralmente em torno da meia-noite, que dura cerca de 2 ou 3 horas, onde eles oferecem para Satanás todos os bebês que foram abortados naquele dia. Não importa a razão das mulheres optarem pelo aborto, todos os bebês são oferecidos a satanás no final do dia.

LI – Como são esses rituais satânicos de abortos?

King – Há crianças que participam, mas elas geralmente não ficam na sala em que o aborto é praticado. Elas ficam separadas e há uma competição para ver quem consegue ficar acordado até às 3 horas. Quem ganha recebe uma recompensa. Os homens que não fazem parte do top 13 da seita ficam fazendo feitiços e cantando. Eles também lançam feitiços para protegê-los contra qualquer pessoa que possa estar rezando contra eles. Além disso, pagamos pessoas para nossa proteção, seja político ou policial, então sabemos que ninguém irá nos investigar naquele momento.

Uma vez veio o prefeito da cidade pedir um feitiço. Ele nos procurou porque queria passar um projeto de lei em sua cidade, ele havia tentado duas ou três vezes e nunca passou. Ele tinha sido um membro da seita por algum tempo. Ele havia tentado todas as vias legais para obter a aprovação de seu projeto e nunca funcionou, então ele teve que encontrar alguém que concordasse em fazer um aborto e durante uma noite na qual nós poderíamos realizar o aborto e o feitiço ao mesmo tempo. Mas também precisava encontrar um médico e uma enfermeira. Em clinicas de aborto de alto perfil, muitas pessoas que trabalham nesses locais são bruxos ou satanistas. Então, vai ser fácil encontrar gente lá disposta a participar do ritual satânico.

LI – Você diria que o aborto em clinicas de alto perfil atrai membros do ocultismo por causa da oportunidade de realizar rituais de abortos?

King – Eu diria que sim, que é absolutamente uma afirmação verdadeira. Você sabe, você tem as pessoas que pertencem a NOW [Organização Nacional de Mulheres], e muitas dessas pessoas pertencem a religião pagã wicca, e eles, embora professem ter uma postura para a preservação da vida, são permissivos em “ferir” quem vai contra eles de qualquer maneira, o que quer dizer que estão autorizados a destruir por qualquer meio necessário, que é, para eles, através da magia. (…) Eles veem a figura feminina, a mulher, como a Mãe Terra, ou Gaia. Eles têm esta figura feminina que eles adoram como uma deusa. (…) O aborto é um sacramento satânico por assim dizer (…) e uma clínica de aborto atrai satanistas para o sacerdócio satânico.

LI – Alguma vez você já experimentou uma incapacidade de completar um aborto ou os efeitos de seu ritual devido a pessoas rezando do lado de fora de uma clínica?

King – Mais de uma vez nós tivemos bebês que ameaçavam sobreviver ao aborto. Uma vez, eu cheguei na clínica de aborto e havia pessoas nos dois lados da rua. De um lado, pessoas rezando e clamando contra o aborto, e, no lado que eu estava, eram pessoas pró aborto que gritavam todos os tipos de obscenidades. Quando entrei, olhei para a rua novamente e vi algumas pessoas rezando de joelhos. Naquele dia, o aborto que tínhamos programado para um ritual não ocorreu. Eu acho que isso me aconteceu cerca de três vezes, e todas as três vezes … é engraçado, mas nunca havia me dado conta de que todos os três abortos que foram frustrados o foram devido às orações estavam sendo recitadas lá fora.

LI – Que conselho você daria para as pessoas que estão rezando fora das clínicas de aborto, especialmente se suspeitar que há algum tipo de atividade oculta acontecendo dentro?

King – Primeiro de tudo, não pare! Não há nada que está acontecendo nessa clínica de aborto que pode prejudicá-lo. Claro, haverá demônios ao redor, mas você tem que pensar que satanás é como um cachorro na coleira; se você não chegar perto, ele não pode mordê-lo. Esteja em estado de graça quando você for. Leve água benta com você. Não jogue-a sobre as pessoas que estão lá para se opor a você, porque você vai parar em tribunal. Você sabe, essas pessoas vão processá-lo sobre as coisas mais bobas. Se você pode receber a Santa Comunhão antes de chegar lá, seria o ideal. Se você for à missa nesse dia, depois passe alguns minutos para pedir ao Senhor que envie sua Mãe com você. Leve um rosário. Há coisas que o diabo tem medo. Ele tem medo de um católico bem formado; um católico que entende sua fé e sabe que está em uma guerra espiritual. Ele não quer lutar com alguém que tem a sua armadura completa.

Em janeiro de 2008, enquanto trabalhava em um quiosque de joias, Zachary teve um encontro com Nossa Senhora que mudou sua vida. No meio do shopping, através da Medalha Milagrosa, Zachary experimentou uma paz que excede todo o entendimento. Zachary começou a frequentar a Igreja de São Francisco Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008 (o mês de Maria), Zachary King entrou oficialmente para a Igreja Católica. Ele atualmente vive na Flórida com sua esposa.

Fonte: Lepanto Institute via ipco.org.br

 

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O “Seu Nery” acabou de partir para a Casa do Pai, mas com o coração repleto de gratidão, confira.

Um pedacinho de guardanapo viralizou nos últimos dias e nele o reconhecimento de um trabalho bem feito, o que para muitos é algo que não tem valor.

Nery dos Santos, de 84 anos, está internado no Pronto Socorro do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), no Rio Grande do Sul, para operar o fêmur, por causa de uma fratura, desde o dia 24 de abril.

Durante estas semanas, o técnico de enfermagem Eduardo de Campos tem dedicado tempo e cuidados para tornar melhor os dias do senhor, que chegou a ficar pelos corredores aguardando uma maca e depois um quarto.

Foi nesta época, em que Nery ainda estava pelos corredores, após um banho, que escreveu um bilhetinho para Eduardo agradecendo sua paciência. “Esse enfermeiro é bom, tem paciência com a gente pra dar banho”, diz o bilhete.

“Foi meu segundo contato com ele, o primeiro foi só para dar a medicação”, disse o enfermeiro em entrevista ao G1.

Durante o banho, a preocupação em perguntar sempre se estava tudo bem e também fez, gentilmente, a barba do senhor.

“O que diferenciou não foi técnica, mas contato com o paciente. O diferencial hoje, que falta, é conversar com o paciente. Não fiz nada de anormal. A gente fica tão mecanizado, perde contato com pacientes, pega braço e aplica medicação. Esse contato, com sorrisos, é fundamental”, explica Eduardo.

Muito agradecido por ser tão cuidadoso e atencioso, Nery escreveu o recado no guardanapo que veio junto com sua refeição logo após os cuidados que recebeu.

Pediu então que sua filha entregasse o papelzinho para Eduardo. Que após ficar comovido com o gesto, publicou em seu Facebook uma foto e mal imaginava ele a repercussão que teria, com 27 mil curtidas e mais de 3 mil compartilhamentos.

“Medicamentos aliviam a dor, tratam infecções, acalmam os nervos, mas nada supera o cuidado; o cuidado que às vezes para nós é como ‘só mais um paciente’ para ter que dar um banho numa emergência lotada, mas para quem o recebe, quando ainda consciente, observa tudo, faz julgamentos, uns expõem, outros comentam. E como este aí, escreveu para a sua esposa e ela veio me entregar”, escreveu no Facebook.

O jovem enfermeiro acredita que compartilhar atos como este servem de exemplo para quem está se formando e também para ele mesmo. “Serve para que eu também não perca a fé, afinal, sou humano e também tenho meus dias de irritação, angústias e esses outros mimimis… Não precisa me dar os parabéns e coisas do tipo, não fiz nada de exuberante, fiz o que é da competência da minha profissão”, desabafou.

Por fim, manda um recado para outros profissionais: “Antes de mais nada, se tu quiser cuidar de alguém, tem que gostar de gente. Eles estão fragilizados por estarem doentes. Estão no corredor amontoado de pessoas, têm medo do que outras pessoas têm a sua volta. Então eles têm esse medo, não sabem quando vão ser operados.”

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O Papa quis fazer esta visita surpresa dentro do Ano da Misericórdia – confira o vídeo

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No dia 13 de maio, o Papa Francisco fez uma visita surpresa a um centro para pessoas com deficiência mental nos arredores de Roma, revelou a página oficial do Jubileu da Misericórdia.

A iniciativa vai ao encontro do que o próprio Francisco tinha prometido, antes do início do Ano Santo extraordinário (dezembro 2015-novembro 2016), quando manifestou a intenção de cumprir um “gesto” simbólico durante cada mês do jubileu.

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O Pontífice argentino deslocou-se tarde da sexta-feira à comunidade ‘Il Chicco’ (O grão), associação que pertence ao projeto ‘A Arca’, fundado por Jean Vanier, com presença em mais de 30 países, incluindo Portugal, com o movimento ‘Fé e Luz’.

Francisco encontrou-se com 18 pessoas com “grave deficiência mental”, segundo a Santa Sé, em “mais um sinal contra a cultura do descarte”.

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“Não se pode privar ninguém do amor, da alegria e da dignidade só porque têm uma deficiência mental. Ninguém tem o direito de discriminar por causa de preconceitos que marginalizam”, refere a nota oficial.

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Francisco sentou-se para lanchar com os voluntários e as pessoas com deficiência que vivem na estrutura sediada em Ciampino, onde ouviu as “palavras simples” de vários deles, segundo a página oficial do Jubileu da Misericórdia.

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“Pôde ainda visitar as pessoas com deficiências mais graves, com gestos de profundo afeto e ternura”, informa a Santa Sé.

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Francisco passou ainda por uma oficina de artesanato e concluiu a visita de cerca de hora e meia com um momento de oração.

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O Papa deixou um donativo em dinheiro para comunidade ‘Il Chicco’, oferecendo ainda doces e frutas.

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Esta foi a quinta visita de Francisco no ano santo da misericórdia, depois de ter passado por um centro para idosos e doentes em estado vegetativo; uma comunidade de toxicodependentes; um centro de acolhimento para refugiados; e a vista à ilha grega de Lesbos.

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“Game of Thrones”, o seriado de maior sucesso atualmente no mundo, diz muito sobre a nossa cultura e sobre o modo como estamos tratando as nossas mulheres.

Por Noah Filipiak | Tradução: Equipe CNP — O seriado de sucesso Game of Thrones, da HBO, recebeu 26 estatuetas do Emmy, incluindo o prêmio de “melhor série dramática” em 2015, e tem 18,6 milhões de pessoas assistindo a cada episódio da série — um recorde para o canal HBO —, praticamente a mesma população de Nova Iorque, o terceiro estado mais populoso dos Estados Unidos. Esse é um número muito grande, que abrange muitas pessoas e indica uma forte influência cultural.

O que faz as pessoas assistirem a Game of Thrones? Certamente, a atuação artística, o enredo, as personagens, a trama, as batalhas, os dragões e, é claro, as cenas exageradas e gratuitas de nudez e de sexo (incluindo uma cena longa e explícita de estupro que virou notícia ano passado).

Assim como o fenômeno de “Cinquenta Tons de Cinza”, tudo isso traz à tona o problema do sexo como entretenimento de massa. O que faz um filme pornô ser “pornografia” e Game of Thronesser um ícone premiado e bem-sucedido da cultura popular?

Ambos têm uma história e ambos são eróticos. Eu suponho que a diferença esteja em Game of Thrones ter mais enredo do que sexo, razão pela qual ele é considerado um drama e não um “pornô”, já que pornografia tem mais sexo do que enredo. Alguém também poderá dizer que o propósito de Game of Thrones é artístico, enquanto o propósito de um filme pornô é o prazer sexual. Ainda que essa seja uma afirmação bem subjetiva, que muitos na indústria pornográfica poderiam facilmente refutar, o propósito de ambas as coisas, no fim das contas, é o dinheiro, mas essa é uma outra história.

Será que a população de todo o estado de Nova Iorque admitiria abertamente assistir a pornografia, “adorar” assistir, discutir o assunto com os amigos e até comentar as histórias de seus “pornôs” na linha do tempo do Facebook?

É óbvio que não.

Mas o que é pornografia, afinal? Você simplesmente sabe o que é antes de assistir? Então, por que ainda assiste, mesmo sabendo do que se trata?

Muitas pessoas diriam que folhear uma revista adulta é ver pornografia. Mais pessoas ainda, se descobrissem que os seus filhos estão na Internet procurando vídeos (com nudez ou sexo explícitos) ou fotos eróticas (em que a mente dos seus filhos estaria simplesmente fazendo o resto do serviço), certamente chamariam isso de “pornô”.

E se alguém cortasse uma das cenas de sexo explícito de Game of Thrones e pusesse só aquela cena online, separada em si mesma de toda a trama e enredo, e o seu filho baixasse esse vídeo, você chamaria isso de pornografia?

Sim, você chamaria.

Por que, então, quando se cobrem essas cenas com o glitz e o glamour da HBO, tudo de repente se torna socialmente aceitável? Será que é porque, na verdade, as pessoas adoram pornografia, mas não querem admitir publicamente? Elas não querem surfar nos sites obscenos da Internet, mas se conseguirem o seu “pornô” via HBO (ou via Netflix), tudo bem, o que elas querem é um jeito de guardar o bolo e comê-lo ao mesmo tempo. Querem ter “pornô” sem o estigma social; “pornô” que a sua esposa deixe você assistir; “pornô” que seja possível racionalizar.

Nós somos realmente muito bons em enganar-nos a nós mesmos e geralmente aproveitamos a primeira oportunidade que temos para fazê-lo. O que é triste e irônico a respeito de Game of Thrones é que, ainda que as atrizes recebam muito mais salário, prêmios e fama que as atrizes pornográficas, elas continuam sendo seres humanos e o efeito emocional que tudo isso tem nelas é o mesmo. A maioria delas jamais admitirá o fato, mas a verdade permanece.

Triste e irônico é que, vez ou outra, algumas dessas atrizes de renome admitam sentir nojo por estarem presentes nessas cenas de sexo, mas o insaciável vício da nossa cultura por pornografia é sempre demais para que pensemos em mudar a nossa forma de retratar o sexo.

Há pouco tempo, a atriz Emilia Clarke virou notícia ao revelar a um jornal britânico que “não suportava” as cenas de sexo das quais ela participou em Game of Thrones. O artigo conta que “Emilia, que interpreta a princesa exilada Daenerys Targaryen, se recusou a aparecer seminua de novo dois anos atrás”. Ela “teria dito aos diretores do programa que ‘queria ficar conhecida por sua atuação, e não por seus seios’.”

Há, evidentemente, muita hipocrisia nessas falas da atriz. Digo isso não como um julgamento pessoal, mas como prova do fato de que a nossa cultura quer “o melhor dos dois mundos” quando o assunto é sexo. Ficar nua nas telas foi o que fez a fama da atriz e o que explica em grande parte a popularidade desse seriado. É muita incoerência.

Se você quer descobrir a verdade e saber como as coisas realmente são vistas pelo público, basta entrar no “mundo mágico” dos comentários da Internet. Uma das respostas ao artigo sobre Emilia Clarke diz o seguinte: “Nós não assistimos a você por sua atuação, querida”.

Isso é o que realmente acontece quando essas atrizes de Hollywood pensam estarem fazendo “nu artístico” com seus corpos: na verdade, o que elas estão fazendo é criando um vínculo sexual com milhões de homens, assim como as Escrituras nos dizem que acontece durante o sexo: “Os dois serão uma só carne” ( Gn 2, 24; 1 Cor 6, 16). Nos Evangelhos, Jesus nos diz quepensar em ter sexo com outra mulher que não a sua esposa é o mesmo que cometer adultério no coração (cf. Mt 5, 28). Por isso, nós não deveríamos ficar surpresos com respostas desse tipo.

Assim como acontece com sexo casual, há milhões de homens por aí interessados em Clarke apenas pelo seu corpo. O anúncio feito pela atriz, de que não irá mais expor-se, equivale ao término de uma relação casual. Você pode cobrir esses episódios com o quanto de “arte” quiser, mas eles não passarão de um “corpo despido” para a maior parte dos homens que assistirem.

E se você acha que pode de alguma forma filtrar a pornografia e ter apenas a “arte”, você é tão iludido e incoerente quanto. Pornografia sempre faz o mesmo com as pessoas: assim que entra em cena, joga fora toda a sua humanidade e dignidade. Tudo o que resta são pedaços de carne sendo consumidos por outros seres humanos.

Você não pode ao mesmo tempo manter a dignidade de alguém enquanto a usa para o seu próprio prazer. Ou assiste a pornografia ou trata as pessoas dignamente.

Escolha com sabedoria.

Fonte: Covenant Eyes | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

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Cientistas norte-americanos registraram “fogos de artifício” sendo gerados do encontro do espermatozoide com o óvulo.

A vida humana começa com um clarão de luz, no momento em que o espermatozoide encontra o óvulo. Foi o que cientistas da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, mostraram pela primeira vez, capturando em vídeo os incríveis “fogos de artifício”.

Em reportagem do The Telegraph, os pesquisadores explicam que uma explosão de pequenas faíscas irrompe do óvulo no exato momento da concepção. Cientistas já viram o fenômeno em outros animais, mas é a primeira vez que se comprova que isso também acontece com os humanos.

O brilho ocorre porque quando o espermatozoide se insere no óvulo ocorre um súbito aumento de cálcio que desencadeia a liberação de zinco. Quando o zinco é solto, prende-se a pequenas moléculas que emitem uma fluorescência que pode ser captada por câmeras microscópicas.

 

Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédiro: Northwestern University)
Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédito: Northwestern University)

 

Não se trata apenas de um incrível espetáculo, que destaca o momento em que uma nova vida começa, como também o tamanho do brilho pode ser usado para determinar a qualidade do óvulo fertilizado.

Os pesquisadores reportaram que alguns óvulos brilham mais do que outros e isso se relaciona com a sua maior propensão a gerar um bebê saudável. “Foi memorável”, disse Teresa Woodruff, uma das autoras do estudo, ao jornal britânico. “Descobrimos as faíscas de zinco há apenas cinco anos em camundongos. Ver o mesmo acontecer em óvulos humanos foi de tirar o fôlego”.

“Toda a biologia começa na fecundação, mas ainda assim não sabemos quase nada sobre os eventos que acontecem na fecundação humana”, disse Woodruff.

No experimento, os cientistas usaram enzimas de espermatozoides em vez dos próprios espermatozoides para ver o que acontece no momento da concepção.

Leia também –  Quais são as bases biológicas que definem o início da vida humana?

                            O que a ciência diz sobre o início da vida humana?

O estudo foi publicado em 26 de abril na revista Scientific Reports.

Assista a um vídeo sobre a descoberta da Northwestern University:

 

 

Com informações de The Telegraph.

 

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/

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No fim do mês de abril, uma van levou dez deputados evangélicos do Partido Social Cristão (PSC) ao Palácio do Jaburu, a residência oficial do então vice-presidente, onde os parlamentares fizeram uma oração por Michel Temer. “A oração foi feita para ele, para que Deus lhe dê forças para conduzir o futuro do nosso país”, afirmou o líder do PSC na Câmara dos Deputados, André Moura.

Segundo Moura, Temer disse na ocasião que reza todas as noites. Mas qual é a relação do novo presidente interino do Brasil com a religião e com delicadas questões morais?

Temer, 75 anos, é filho de libaneses que cultivavam a tradição católica maronita. O vilarejo em que seus pais nasceram, Btaaboura, conta hoje com duzentos habitantes e é predominantemente ortodoxo. Em visita ao local em 2011, o recém-empossado vice-presidente fez uma doação de 20 mil dólares para a construção da Igreja de Santo Elias, segundo o site da própria igreja. De confissão ortodoxa, o templo ainda não foi finalizado.

Desde a visita de Temer, a rua principal do vilarejo se chama “Rua Michel Temer, Vice-Presidente do Brasil”. Uma estátua do seu pai também foi inaugurada na ocasião. Em 2014, a revista Executive, publicada na capital, Beirute, chamou o vice-presidente de “o libanês mais poderoso do mundo”. A reportagem diz que, naquela visita em 2011, o então presidente do Líbano, Michel Sleiman, brincou com Temer, se referindo à grande população de descendentes de libaneses no Brasil: “Você é mais presidente do Líbano do que eu, porque lá você tem oito milhões de libaneses, enquanto nós temos cinco milhões!”.

“Religioso, mas não praticante”

Em diversas ocasiões, Temer afirmou ter uma forte formação católica, mas é visível que o seu discurso muda de ênfase dependendo do interlocutor. Em uma entrevista à Folha Evangélica, quando era candidato à vice-presidência, fez questão de mostrar que boa parte da sua equipe era composta por evangélicos de diversas denominações. “Os valores cristãos constituem a pauta da minha conduta”, disse.

“A Lúcia Godói – chefe do gabinete –, muitas e muitas vezes, organiza orações no meu gabinete para me dar conforto. E este conforto se realiza na minha alma, no meu desempenho profissional e político”, contou o então presidente da Câmara dos Deputados.

Já em entrevista à revista Rolling Stone, em 2009, Temer confessou: “Sou tradicionalmente religioso, mas não praticante”.

Em outra ocasião, diante do papa Francisco, ao qual dirigiu um discurso na despedida de sua visita ao Brasil, em 2013, não poupou referências de cunho religioso. Disse que Francisco, “um verdadeiro evangelizador”, “voltou a despertar a fé em todos os brasileiros”. Falando da origem da palavra “religião”, o peemedebista lançou mão até do famigerado latim, que se tornaria piada depois de ser usado na abertura de sua carta à presidente Dilma Rousseff, no final do ano passado.

Temperança

Mas há um elemento da fé católica que realmente parece ter influenciado a sua conduta. Segundo uma reportagem do jornal Zero Hora, Temer viu, quando criança, a palavra “temperança” em um vitral de uma igreja em Tietê, no interior de São Paulo, onde nasceu. Pesquisou o significado no dicionário e descobriu tratar-se da qualidade ou virtude de quem modera apetites e paixões. Desde então, Temer teria adotado a temperança como filosofia de vida. Pelo menos é o que testemunham muitos dos que conhecem a vida privada do novo presidente do Brasil.

Para esses, Temer seria um homem que mais ouve do que fala, reservado, discreto, disciplinado e muito polido. Segundo o Zero Hora, ouvi-lo falar um palavrão significa que Temer está realmente muito irritado. Ainda assim, ao palavrão se segue um pedido de desculpas.

O próprio discurso de Temer ao papa Francisco pareceu refletir os seus ideais: o novo presidente elogiou o pontífice pelo “seu exemplo de moderação, temperança, equilíbrio, tolerância”.

Aborto e união civil homossexual

Virtude ou diplomacia, de fato Temer parece se esforçar o tempo todo para não desagradar ninguém. Isso se reflete na sua posição diante de temas como o aborto ou a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Já em 1997, quando tramitava na Câmara dos Deputados um projeto de reconhecimento da união civil homossexual, o então presidente da Câmara disse: “Esse projeto da união civil é extremamente polêmico, mas interessa a grande parte da sociedade. Darei curso imediato a ele. Estamos diante de uma nova realidade social. A função do legislador é focalizar a realidade social e legislar sobre ela. Não tenho objeção ao projeto. Pessoalmente acho que ele não está disciplinando relações sentimentais entre as pessoas, mas uma situação civil”.

Ele reafirmou a posição em 2010, em um debate entre candidatos à vice-presidência: “Trata-se de uma relação de natureza civil. Então, diante da nova realidade social do mundo, precisamos ter uma legislação que faça o reconhecimento dessa relação civil”. Temer apontou ainda que falar de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo é uma “terminologia equivocada”. “Se as pessoas vão casar, se vão fazer solenidade, não importa”, disse ele, que se casou em 2003 com Marcela Tedeschi Araújo, depois de quatro meses de namoro. Marcela, 43 anos mais nova que Temer, tinha 20 anos na época. A cerimônia, somente civil, foi reservada, com a presença de apenas vinte convidados.

Nas mesmas eleições, Temer defendeu Dilma na controvérsia sobre o aborto que veio à tona durante a campanha. “Dilma já declarou que é contra o aborto”, afirmou o então candidato. Ele também se disse contrário ao aborto, mas defendeu a laicidade do Estado, considerando “grave” e “inadequada” a intromissão de uma questão, segundo ele, “de fé”. Além disso, declarou não se opor à realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto.

Na ocasião, Temer disse ainda que não é contrário à realização de pesquisas com células-tronco embrionárias.

Maçom?

A imagem do novo presidente também está muito vinculada ao rótulo de maçom. Numa reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 2013, Marcos José da Silva, grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil – a principal organização da maçonaria do país – listou alguns dos maçons famosos da história do Brasil e terminou dizendo: “Não falemos em Michel Temer, senão o vice-presidente pode ficar até aborrecido com relação a isso”.

Já Antonio Carlos Mendes, maçom oficial de gabinete do Grande Oriente paulista, afirmou: “Faz tempo que ele não aparece por aqui, acho que está inativo”. A reportagem diz que Temer “não costuma ser citado com muito entusiasmo” no meio maçom, embora seja considerado o membro mais ilustre do país atualmente.

O peemedebista nunca negou pertencer à sociedade, mas também nunca confirmou publicamente. O mistério a respeito desse possível vínculo talvez seja o principal responsável pelo boato de que Temer teria relações com o satanismo. Entre cristãos críticos à maçonaria, contudo, é bastante disseminada a ideia de que a maçonaria tem relação com o satanismo, o que seria suficiente para motivar os políticos a manterem discrição sobre a proximidade com a sociedade.

Fonte original: http://www.semprefamilia.com.br/o-que-michel-temer-pensa-sobre-religiao-aborto-e-casamento-gay/

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Se não fosse a capacidade da ideologia de gênero de tornar muitas pessoas infelizes, vivendo em uma trágica confusão, a verdade é que ela seria fonte de momentos memoráveis, dignos de uma antologia de humor. O papo-furado dos ideólogos de gênero se presta a piadas de todo o tipo. Eles se empenham em impor um autêntico disparate: os sexos não existem, são construções culturais e, por isso, podemos redefinir a nossa identidade sexual como quisermos.

Essa loucura, uma alucinação completamente desconectada da realidade, é chamada por eles de direito. É como se alguém se empenhasse em dizer que a lei da gravidade é uma construção cultural, uma imposição do “terrenismo” que não quer nos deixar voar, e então defender o direito de abrir a janela e sair passeando pelo ar, se assim quisermos. Mas é claro: quem sofre as previsíveis consequências de abrir a janela e dar um passo no ar nunca é o sisudo teórico, mas algum desavisado que lhe deu crédito.

Um dos âmbitos que acabou de deixar ainda mais claro a falta de sentido da ideologia de gênero são os Jogos Olímpicos. Uma nova normativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu que atletas “transgêneros” participassem das competições do sexo com qual dizem se identificar, sem necessidade de cirurgia. Não entraremos na questão da cirurgia (como se uma operação, que mutile ou acrescente algo, somada à ingestão de alguns hormônios, fosse capaz de transformar por mágica um homem em uma mulher ou vice-versa).

Porém, alguém percebeu que as competições femininas poderiam acabar inundadas de homens que, devido à diferença de compleição física, conquistassem a maioria das medalhas. Então, o COI teve que acrescentar as letrinhas pequenas do contrato: para que Rio 2016 não seja uma piada, as mulheres que dizem se sentir homens poderão competir nas provas masculinas, mas o caso contrário ganhou restrições adicionais. Os homens que dizem se sentir mulheres deverão manter, por exemplo, os níveis de testosterona dentro de certos limites, pelo menos durante um ano antes da competição. Ou seja: iguais, mas não tanto. O sexo é uma construção cultural… Exceto se você for homem e quiser competir em categorias femininas.

A realidade acaba se impondo sobre a ideologia de gênero. Os homens que alimentaram o sonho de ganhar uma medalha olímpica, mesmo que fosse em uma categoria feminina, podem tirar o cavalinho da chuva.

Jorge Soley, presidente de European Dignity Watch

Tradução: Felipe Koller

A versão original deste artigo publicado em espanhol está disponível no site Actuall.

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/