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O bispo auxiliar da diocese siro-malabar de Palai (Índia), Dom Jacob Muricken, foi submetido a uma operação para doar um de seus rins a um jovem hindu, no dia 1º de junho de 2016.

“Nossa Igreja e o Papa Francisco acreditam e apoiam verdadeiramente atos de doação de órgãos”, explicou Dom Muricken ao canal de televisão índio NDTV. “Acredito que esta deve ser uma forte mensagem para as pessoas ao meu redor, a fim de que se abram à doação de órgãos”, disse.

Sooraj, de 30 anos, recebeu a doação do rim do bispo indiano. O jovem perdeu o pai há quatro anos, devido à mordida de uma serpente, e seu irmão mais novo morreu de um ataque cardíaco.

Quando foi diagnosticado com o sério problema em seus rins, há quase um ano e meio, Sooraj era o único que sustentava economicamente sua mãe e sua esposa.

O Pe. Davis Chiramel, fundador da Federação do Rim na Índia, que coordenou a doação, assinalou que esta “é a primeira vez que um bispo doa seu rim a um homem hindu”.

Em declarações ao jornal ‘The New Indian Express’, o sacerdote destacou que este gesto acontece “no Ano da Misericórdia, seguindo o apelo do Papa Francisco de amar-nos uns aos outros sem a barreira da casta ou do credo”.

“O bispo também pediu a bênção do Papa por seu gesto”, indicou.

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Sooraj assinalou que começou a fazer o tratamento para sua doença “somente quando a situação piorou, aproximadamente há um ano e meio”.

“Agora, fiquei sabendo que um bispo me doará o seu rim. Para mim, não é nada menos que a intervenção de Deus”, disse o jovem a NDTV, antes da cirurgia.

Fonte: ACIdigital

morte cerebral

Evocamos a situação histórica na qual se elaborou uma das primeiras definições de morte cerebral: uma comissão em Harvard, em 1968, que tinha entre seus objetivos determinar os parâmetros que permitem ter certeza de estar diante de um cadáver, para facilitar a extração dos seus órgãos.

Com esses parâmetros, pensou-se, seria possível deixar de “manter” artificialmente (com aparelhos caros, não nos esqueçamos) aqueles corpos de pessoas falecidas, mas que conservavam funções vitais graças à tecnologia. Por outro lado, haveria segurança de que a extração dos órgãos desses corpos mantidos artificialmente em condições “vitais” não provocaria sua morte, dado que já estariam mortos.

O relatório de Harvard de 1968 estabelecia uma série de parâmetros a partir dos quais se poderia constatar que o cérebro havia deixado de coordenar e manter a unidade do organismo, razão pela qual a pessoa estaria morta, apesar da aparência de vitalidade, o que seria simplesmente resultado do uso dos modernos aparelhos de reanimação e sustentação da vida.

É preciso constatar que existem no mercado diversas teorias sobre quais são os critérios para constatar a morte cerebral; alguns preferem falar especificamente de morte encefálica. Da mesma forma, nem todos concordam na hora de indicar que partes do encéfalo deveriam ser consideradas para ver se a pessoa está morta ou não.

Alguns, por exemplo, supõem que haveria morte quando há dano no córtex do cérebro. Outros, no entanto, consideram que só há morte quando há danos irreversíveis em todas as partes do encéfalo: cérebro, cerebelo e tronco cerebral.

O panorama se torna mais complexo se recordamos que um filósofo como Hans Jonas considerou eticamente incorreto usar a ideia de morte cerebral para extrair órgãos de um corpo humano enquanto ele continua unido aos aparelhos que o mantêm com certas funções “vitais”.

Segundo o autor, a morte não é algo que pode ser identificado com um momento concreto nem a partir de sinais de dano cerebral irreversível, mas um processo. Para Jonas, só seria lícito extrair órgãos naqueles corpos que foram desconectados dos aparelhos, quando já fosse evidente que não tinham nenhuma atividade cardíaca nem respiratória autônoma.

Existem pensadores do âmbito católico, como Josef Seifert e Robert Spaemann, que também se opõem ao uso da ideia de morte cerebral para permitir a extração de órgãos vitais de um corpo cuja morte não teria sido constatada com a suficiente certeza, mas por meio de parâmetros inseguros, insuficientes ou mal utilizados, como o da morte cerebral.

Outros autores, também do âmbito católico, como o cardeal Elio Sgreggia, mostram-se mais abertos a um uso eticamente correto da constatação da morte a partir do critério neurológico (morte encefálica), ou seja, partindo de uma série de parâmetros que indicam a perda da unidade mínima necessária para que um organismo esteja dotado de vida autônoma. Tais parâmetros, quando determinam que houve um cessar irreversível de todas as funções encefálicas, seriam suficientes para estar seguros de que estamos diante de um cadáver.

Como se pode ver, estamos diante de um tema complexo e com muitas perspectivas. Há, no entanto, alguns critérios fundamentais que não podem ser deixados de lado e que, infelizmente, não são compartilhados pelos que abordam esta temática.

Tais critérios são:

– É preciso respeitar sempre a pessoa humana.

– É preciso ajudá-la a conservar sua vida na medida do possível e sem menoscabo do respeito aos outros.

– Promover tudo aquilo que proteja a saúde e que permita uma atenção adequada às pessoas doentes.

Fonte: Aleteia

marlise
Erich e Malise Muñoz com seu primeiro filho, nascido antes do acidente

Em 26 de novembro de 2013, Marlise Muñoz, 33 anos, foi encontrada inconsciente no chão da cozinha de sua casa em Haltom City (possivelmente por causa de uma embolia pulmonar) e levada por seu marido Erich Muñoz ao Hospital John Peter Smith, na cidade de Fort Worth, Texas, Estados Unidos. Os médicos constataram duas coisas: que Marlise Munõz estava “cerebralmente morta” e que estava grávida de um bebê de 14 semanas. Erich pediu ao hospital que desligasse o “suporte vital” de sua esposa. Os médicos se recusaram, alegando que, segundo uma lei do Texas, “ninguém pode retirar ou suspender o tratamento de suporte vital… de uma paciente grávida”[1]. Erich recorreu então ao Tribunal Estadual. Os verdadeiros motivos de Erich parecem ter sido eugênicos. Segundo seu advogado, a criança (“feto”) teria sofrido alguma lesão devido à privação de oxigênio de sua mãe: os membros inferiores estariam deformados, haveria acúmulo de líquido no crânio e, provavelmente, problemas cardíacos[2]. Isso explicaria a pressa em desligar o respirador da mãe antes que o bebê atingisse a maturidade suficiente para sobreviver após ser extraído por cesariana.

Em 24 de janeiro de 2014, o juiz R. H. Wallace Jr. determinou que o Hospital deveria desconectar o suporte vital de Marlise Muñoz até as 17 horas do dia 27 de janeiro. O argumento da decisão é que a lei não se aplicava a pacientes “mortos” como Marlise. Às 11h30min do dia 27 de janeiro, o hospital cumpriu a ordem judicial, que teve como consequência a morte da criança, já com a idade de 22 semanas.

Segundo Jennifer Mason, diretora de comunicação da instituição Personhood USA, esse foi o primeiro caso de um aborto forçado no Texas, ou seja, contra a vontade da mãe, que não havia decidido praticá-lo. Mason argumenta que Marlise havia optado pela vida de seu bebê, quando estava em pleno uso de suas faculdades[3].

O problema da “morte cerebral”

Antes de 1968, diz o neonatalogista Paul Byrne, um médico atestava a morte quando não havia respiração nem batimentos cardíacos nem resposta a estímulos. Hoje uma pessoa pode ser declarada “cerebralmente morta” mesmo que o coração esteja batendo e estejam normais sua pulsação, sua pressão sanguínea, sua cor e sua temperatura[4].

A mudança do critério cardiorrespiratório para o critério neurológico de certificação da morte ocorreu logo após o primeiro transplante de coração, realizado pela equipe do cirurgião Christiaan Barnard em 3 de dezembro de 1967 na Cidade do Cabo, África do Sul. No mês seguinte reuniu-se nos Estados Unidos um Comitê ad hoc da Escola de Medicina de Harvard para redefinir a morte como “morte cerebral”. Em menos de seis meses, o trabalho do Comitê já estava pronto. Seu relatório foi publicado na edição de agosto de 1968 da Revista da Associação Médica Americana[5], começando com as seguintes palavras: “A nossa intenção principal é definir o coma irreversível como novo critério de morte”. Parece, porém, que a intenção última do Comitê era criar um novo critério de morte que permitisse a extração de órgãos vitais (como o coração, pulmões ou fígado) de pacientes comatosos conectados a respiradores. Isso evitaria que fossem acusados de homicídio aqueles que retirassem tais órgãos de pessoas que tivessem o coração ainda batendo. O novo critério, dito neurológico, considera a morte equivalente à “parada total e irreversível da atividade encefálica”[6], ou então, à “cessação total e irreversível de toda a atividade encefálica (cérebro, cerebelo e tronco encefálico)”[7]. Embora a aceitação do novo critério tenha sido quase universal, não faltaram nem faltam vozes dissidentes. Eis alguns problemas:

1º) Não há apenas um, mas dezenas de diferentes conjuntos de critérios usados para a certificação “da morte cerebral”, cada um menos exigente que o outro. Segundo Paul Byrne, um paciente poderia ser considerado cerebralmente “morto” usando um conjunto de critérios, mas vivo usando outro conjunto.

2º) Os exames e testes atuais, segundo Robert Truog e James Fackler, não são capazes de verificar a ausência de todas as funções encefálicas, mas apenas de algumas.

3º) Ainda que houvesse meios de verificar a ausência de todas as funções encefálicas, isso não significaria que o paciente está morto. Segundo Alan Shewmon, o encéfalo não é, como se afirma, uma condição necessária para a existência de um organismo integrado. De um ponto de vista biológico-sistêmico, diz Rainer Beckmann, não apenas o encéfalo mantém vivos o coração, os pulmões e os rins, mas também esses órgãos mantêm vivo o encéfalo. Portanto, o encéfalo não pode ser visto como o elemento absolutamente decisivo para a manutenção da vida do ser humano.

4º) Não caberia à alma racional, em vez de algum órgão como o encéfalo, servir de princípio integrador do organismo? Ora, ela está presente desde a concepção, e não somente após o aparecimento do sistema nervoso ou do cérebro.

5º) Os pacientes “cerebralmente mortos”, embora sejam considerados cadáveres, apresentam sinais vitais: respiram (com o auxílio de um ventilador), conservam o corpo corado e quente, mantêm o coração batendo, os músculos e nervos reagindo a estímulos, a pulsação e a pressão sanguínea estáveis.

6º) Quando a incisão é feita sobre o paciente “cerebralmente morto”, a fim de extrair-lhe os órgãos, frequentemente o “cadáver” reage movendo-se, franzindo o rosto e contorcendo-se, a menos que previamente seja aplicada uma droga paralisante. Mesmo paralisado, sua pressão sanguínea e seu ritmo cardíaco crescem dramaticamente. Segundo Byrne, o coração continua batendo até que o cirurgião o pare, imediatamente antes de extraí-lo.

7º) Segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra, o “teste da apneia”, que consiste no desligamento do ventilador por 10 minutos, a fim de verificar se há respiração espontânea, acaba agravando o estado do paciente, que muitas vezes poderia recuperar-se através de um procedimento simples chamado hipotermia (resfriamento do corpo de 37°C para 33°C por apenas 12 a 24 horas).

Um cadáver pode gestar uma criança?

Um dos argumentos mais fortes contra o critério neurológico é o fato de que gestantes declaradas “cerebralmente mortas”, como Marlise Muñoz, continuam alimentando, oxigenando e protegendo seus filhos. Na Hungria, outra gestante declarada “cerebralmente morta” foi mantida conectada ao respirador por três meses (103 dias) até dar à luz por cesariana em julho de 2013, na 27ª semana, uma criança de 1,4 kg[8].

Conclusão:

Os órgãos vitais individualmente só podem ser removidos após a morte”, ou seja: somente diante da “certeza moral” de que o indivíduo está morto, é lícito remover tais órgãos para fins de transplante[9]. A julgar pelos fatos relatados acima, estamos muito longe de ter a “certeza moral” de que alguém morreu porque seu encéfalo deixou de funcionar.

Segundo Paul Byrne, Marlise Munõz estava viva até ser desligado o respirador. A desconexão do aparelho causou, então, duas mortes: a da mãe (por ser considerada morta) e a da criança (por ser considerada de “má qualidade”).

Anápolis, 12 de fevereiro de 2014

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[5] “A Definition of Death. Report of the Ad Hoc Committe of the Harvard Medical School to Examine the Definition of Brain Death”, in “Journal of the American Medical Association”, 205, 1968, p. 337-340.

[6] RESOLUÇÃO CFM nº 1.480/97, à qual faz remissão a Lei dos Transplantes (Lei 9434/97, art. 3º).

[7] JOÃO PAULO II. Discurso no 18º Congresso Internacional da Sociedade dos Transplantes, 29 ago. 2000.

[8] O parto teve que ser antecipado por causa de problemas circulatórios da mãe.
Cf. http://www.lifesitenews.com/news/hungarians-welcome-baby-born-to-brain-dead-mother

[9] Cf. JOÃO PAULO II. Discurso no 18º Congresso Internacional da Sociedade dos Transplantes, 29 ago. 2000.

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Nos bancos privados, foram feitos 11 transplantes desde 2003, diz relatório. Paciente que recebeu 1º transplante do tipo no Brasil completou 18 anos.

Desde 2004, quando foi criada a rede que reúne os bancos públicos de sangue de cordão umbilical no Brasil, 166 transplantes foram realizados a partir desse material. A primeira paciente a receber esse tipo de transplante no país, há 9 anos, acabou de se formar no ensino médio e aguarda os resultados do vestibular para o curso de Odontologia. As células-tronco de cordão recebidas por Vanessa Barro Canal, hoje com 18 anos, proporcionaram a cura de um quadro reincidente de leucemia linfoide aguda.O sangue de cordão umbilical pode ser usado em transplantes principalmente para casos de pacientes com doenças do sangue. Trata-se de uma alternativa ao transplante de medula óssea. Assim como a medula, o sangue do cordão também é rico em células-tronco hematopoiéticas, ou seja, que são capazes de originar ou regenerar todos os tipos de células que circulam no sangue.

Os bancos de sangue de cordão armazenam esse material em condições especiais. No caso dos bancos públicos, as células podem ser utilizadas por qualquer paciente com indicação para transplante que tenha compatibilidade. Já nos bancos privados, a família solicita o armazenamento do sangue do cordão do bebê para o caso de ele precisar dessas células no futuro.

Até setembro, a Rede Nacional de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BrasilCord), que reúne os bancos públicos, contava com 16.389 unidades congeladas, das quais 11.154 já estão liberadas para busca, segundo o coordenador da entidade, Luis Fernando Bouzas, que também é diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca). São 12 bancos em funcionamento em várias regiões do país e a expectativa é de que, nos próximos meses, mais uma unidade seja inaugurada, em Minas Gerais.

Bancos privados
Os bancos privados de sangue de cordão são responsáveis pela maior quantidade de material armazenado no país. São 19 serviços em 11 estados brasileiros que armazenam 77.049 unidades de sangue de cordão umbilical. Desde 2003, eles proporcionaram 11 transplantes: 4 para uso autólogo (da própria criança de quem foi coletado o sangue) e 7 para uso de parentes.

As informações são do Relatório de Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, divulgado no mês passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os dados numéricos mostram que 0,01% dos cordões armazenados nos bancos de cordão privados foi utilizado em transplantes durante o período. Nos bancos públicos, 1,5% das unidades armazenadas resultaram em transplantes.

Para o médico Dimas Tadeu Covas, vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), essa diferença justifica a posição da associação, contrária à existência de bancos privados de cordão umbilical no país. Ele considera que os bancos privados oferecem às famílias “possibilidades de tratamentos que ainda não são verdadeiras”.

Um dos fatores que diminuem o aproveitamento do sangue de cordão armazenado em bancos privados é o fato de que algumas leucemias – causa mais comum de transplantes na infância – têm origem genética. O sangue do cordão do paciente, portanto, carregará em seus genes os mesmos defeitos responsáveis pela doença.

Para a cirurgiã vascular Adriana Homem, diretora médica do Banco de Cordão Umbilical (BCU-Brasil), uma das institutições privadas, os bancos particulares não prometem tratamentos, mas informam que existe a possibilidade de fazê-los no futuro. “A procura está aumentando muito, as pessoas estão tomando a consciência de que é importante e que precisa guardar”, diz.

O serviço de armazenamento de sangue de cordão em estabelecimentos privados pode ser contratado por a partir de R$ 3 mil. A taxa de manutenção do material no banco é de cerca de R$ 600 por ano.

Doenças do sangue
Entre as doenças que atualmente podem ser tratadas com esse material estão os cânceres que acometem o sangue – como leucemias, linfomas e mielomas -, além de doenças genéticas que comprometem a produção sanguínea.

Sempre que um paciente recebe a indicação de transplante de medula e não encontra um doador compatível no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), a equipe médica passa a buscar a compatibilidade na rede BrasilCord.

“A vantagem é que o sangue de cordão já foi colhido e testado, e está dentro do tanque pronto para ser utilizado. No caso dos doadores de medula, eles têm de ser localizados e realizar uma série de testes”, diz Bouzas.

Como desvantagem, o sangue de cordão apresenta uma quantidade de células menor do que a que pode ser coletada de um doador de medula. É preciso verificar se o material coletado é suficiente para o paciente. Por isso, o sangue de cordão é geralmente adequado para o tratamento de crianças.

Transplante pioneiro
Foi o caso de Vanessa Barro Canal. Ela tinha 9 anos quando recebeu o primeiro transplante de sangue de cordão umbilical proveniente de banco público do país. A leucemia mieloide aguda tinha sido diagnosticada pela primeira vez aos 2 anos e 9 meses de idade. “Apareceram algumas manchas na perna e achei que fosse alérgico. Fomos ao pediatra e ele pediu alguns exames”, conta a gerente financeira Mary Regina Barro Canal, mãe de Vanessa.

No mesmo dia, o laboratório ligou para avisar sobre os resultados e a garota já foi internada no Hospital Amaral Carvalho, instituição especializada em câncer de Jaú, interior de São Paulo.

Foram 6 meses de quimioterapia intensiva, seguidos de um período de acompanhamento próximo da paciente. Quando Vanessa tinha 7 anos, a doença voltou. Foi mais uma maratona de sessões de quimioterapia e seu corpo já começou a reagir mal aos medicamentos. Quando a doença voltou pela terceira vez, os médicos já começaram a buscar um doador de medula compatível, sabendo que a quimio não seria mais viável.

“O Inca tinha inaugurado o banco de cordão umbilical havia pouco tempo. Nem eles acreditavam que com poucos cordões já iria aparecer um compatível”, contra Mary. O transplante foi feito em outubro de 2004 e o tratamento continuou para evitar uma rejeição ao sangue transplantado. “Depois de quatro meses, a medicação já foi diminuindo. Hoje, passou tudo e ela leva uma vida normal”, diz a mãe.

Vanessa conta que nem ela, nem sua família, sabiam que seu caso era pioneiro na época do transplante. “No passado, eu não entendia que era um caso diferente dos outros. Mas hoje me sinto vitoriosa e gosto muito de passar para as outras pessoas que vivem essa situação que pode dar certo.”

 

Depois do transplante e dos tratamentos contra rejeição, ela passou a viver uma vida mais parecida com a de seus colegas de escola. “Foi um grande alívio. Antes, a rotina de ir de casa para o hospital e do hospital para casa era normal. Minha realidade era essa, não conhecia outra”, conta. Atualmente, ela só faz exames de sangue duas vezes por ano para checar se está tudo bem.

Fonte: G1

Neste vídeo, Prof Felipe de Aquino explica porque a Igreja concorda com a doação voluntária de órgãos e transplantes. Assista!

http://youtu.be/wZOp0bPXOTg