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A primeira coisa que se deve investigar em um candidato, antes mesmo de sua atuação passada ou de suas promessas, é o partido político a que pertence. Dos 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, muitos são amorfos. Seus estatutos dizem pouco ou quase nada. Tais partidos não trazem ameaças aos cristãos que a ele se filiam. Há uns pouquíssimos partidos que se propõem explicitamente à defesa da vida humana e da família. E há, por fim, doze partidos que constituem um verdadeiro exército organizado contra os valores cristãos. São eles:

Partido dos Trabalhadores (PT) 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB 23
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 65
Partido da Causa Operária (PCO) 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) 33
Partido Pátria Livre (PPL) 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 50
10º Partido Socialista Brasileiro (PSB) 40
11º Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) 16
12º Partido Verde (PV)[1] 43

Com exceção do PV, todos os partidos acima se declaram socialistas. Ora, como explica São João Paulo II, “o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. […] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral[2] . O Concílio Vaticano II já havia ensinado que “o homem é a única criatura na terra que Deus quis por si mesma[3] .

O cristianismo vê na criança por nascer alguém que deve ser respeitado como pessoa e amado independentemente de sua “qualidade”, beleza ou utilidade. Há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista.

Vejamos agora, brevemente, cada um dos doze partidos fatais:

1º) Partido dos Trabalhadores (PT) – n.º 13

No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4] . Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c)[5] . Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6] . Não deve causar espanto que o PT defenda o aborto, já que o artigo 1º de seu Estatuto põe como objetivo do Partido “construir o socialismo democrático”.

2º) Partido Comunista Brasileiro (PCB) – nº. 21

Os militantes do Partido Comunista Brasileiro são obrigados a aceitar “seu Estatuto e Programa[7] . São seus deveres “cumprir as deliberações partidárias, aplicar a linha política do Partido e difundir os ideais comunistas” (art. 11, a, Estatuto do PCB). O Programa Político do PCB defende como um dos “pontos iniciais de uma alternativa socialista para o Brasil” a “garantia do direito ao aborto[8] .

3º) Partido Popular Socialista (PPS) – nº. 23

É o sucessor do Partido Comunista Brasileiro. O PPS se declara “humanista, socialista e ambientalista” e pretende resgatar “a melhor tradição do pensamento marxista e do humanismo libertário[9] . A Coordenação de Mulheres do PPS, um órgão previsto no artigo 26 do Estatuto do Partido, repetidas vezes manifestou sua adesão à causa abortista. Uma delas foi a Nota pública sobre o aborto[10] , de 18/04/2007, em que se relata três vezes em que o PPS se havia manifestado publicamente em favor da legalização/descriminalização do aborto, por considerá-la uma “questão de saúde pública” e de “direito e autonomia das mulheres”. A Plataforma Política das Mulheres do PPS[11]  previa em 2009 a “legalização do aborto”, a “garantia de todas as formas de contracepção e interrupção da gravidez” e a “consolidação pelo SUS do serviço de aborto nos casos previstos em lei [?]”.

4º) Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – nº. 65

Nas Resoluções da 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher[12]  realizada entre os dias 18 e 20 de maio de 2012 em Brasília, encontra-se o desafio de “desenvolver ações mais ofensivas à garantia do direito ao abortocomo questão de saúde pública” (p. 44, n. 76, k). Essas Resoluções foram ratificadas pelo Comitê Central, conforme prevê o Estatuto do PCdoB[13]  (art. 24, §2º). Portanto, são “válidas e obrigatórias para todo o Partido”.

5º) Partido da Causa Operária (PCO) – n.º 29

O Programa do Partido da Causa Operária (PCO)[14]  defende a “liberdade para a mulher decidir sobre seu corpo com a legalização do aborto e sua realização, em condições dignas, pela rede pública de saúde” (X.11).

Segundo o Estatuto do PCO[15] , os filiados têm o dever de “defender em todos os lugares e ocasiões o programa do partido” (art. 7, I). Se o “eleito pelo Partido para cargo executivo ou legislativo” agir contra “as deliberações, o Estatuto ou o Programado PCO”, será punido com “expulsão” e “cancelamento da filiação” (art. 30, §3º, b). Essa é a sanção que espera o político do PCO que lutar contra o aborto.

6º) Partido Democrático Trabalhista (PDT) – nº. 12

O Partido Democrático Trabalhista tem como objetivo é a “construção de uma sociedade democrática e socialista[16] . Ele “adota como símbolo a rosa vermelha” (art. 1º, § 2º), símbolo da Internacional Socialista.

O Movimento de Mulheres do PDT no item “Nossas Conquistas” diz: “… temos que continuar lutando para que se efetive a descriminalização do aborto, pois só as mulheres pobres serão banidas por sua prática, já que as com melhores condições podem fazê-lo sem necessidade do aparato estatal. A saúde integral é uma luta de todos nós e o aborto não é uma questão de polícia e sim de saúde pública[17] .

7º) Partido da Mobilização Nacional (PMN) – n.º 33

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) […] “orientar-se-á por seu Manifesto, seu Programa e seus Estatutos e demais diretrizes de ação política, social e econômica, de conteúdo nacional, democrático e socialista[18] .

8º) Partido Pátria Livre (PPL) – n.º 54

O Partido Pátria Livre (PPL) “se orienta pelos princípios e pela teoria do socialismo científico[19] , como é chamado o socialismo de Marx e Engels.

9º) Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – n.º 50

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tem por objetivo a “construção de umasociedade socialista[20] . Coerentemente com sua doutrina socialista, ele defende o direito ao aborto. Segundo resolução aprovada no 4º Congresso Nacional do Partido em 29/01/2014 denominada Conjuntura Nacional, “é tarefa do PSOL […] barrar o estatuto do nascituro [criança por nascer] e sua ‘bolsa estupro’, defendendo aautonomia das mulheres sobre seus corpos e os direitos sexuais e reprodutivos[21] . Qual o valor dessa resolução? Diz o Estatuto do PSOL: “As resoluções do Congresso representam a posição oficial do Partido e são válidas para todos os órgãos e filiados” (art. 36).

10º) Partido Socialista Brasileiro (PSB) – nº. 40

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) tem por finalidade a “implantação da democracia e do socialismo no País[22] , com a “gradual e progressiva socialização dos meios de produção[23]  e a “abolição de todos os privilégios de classe” (Manifesto, VIII). Entre as reivindicações imediatas do Partido está a estatização da educação: “Plano nacional de educação que atenda à conveniência de transferir-se gradativamente o exercício desta ao Estado e de suprimir-se, progressivamente, o ensino particular de fins lucrativos[24]  . Note-se que o PSB é muito mais explícito que o PT em expor seus propósitos socialistas. Nem mesmo oculta seu desejo urgente de extinguir as instituições educativas não estatais (incluindo as religiosas), obrigando as crianças a se submeterem à ideologia do Estado.

11º) Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – nº. 16

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) “não prioriza as eleições, mas a ação direta como meio de transformar a realidade em que vivemos”. Através da luta e da revolução, defende a instalação de uma “ditadura do proletariado” sobre a burguesia[25] .

Seu candidato à Presidente da República, José Maria, promete “atender demandas democráticas históricas das mulheres como a legalização do aborto, e da juventude, como a legalização da maconha e descriminalização das drogas[26] .

12º) Partido Verde (PV) – n.º 43

O candidato filiado ao Partido Verde está comprometido a “respeitar e cumprir seu Programa e Estatuto[27] . É seu dever “obedecer ao Programa, ao Estatuto e às resoluções do Partido” (art. 11, I, Estatuto do PV).

Ora, este Programa, ao qual ele está obrigado a obedecer, defende:

a.       o aborto: “legalização da interrupção voluntária da gravidez[28] .

 Anápolis, 4 de setembro de 2014.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do  Pró-Vida de Anápolis.


[1]  O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf

  [2]  JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13.

[3]  Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 24.

[4]  Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://old.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

 [5]  Partido dos Trabalhadores. Estatuto, art. 140, c in: http://old.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL_registrada.pdf
  [6]  DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
  [7]  Partido Comunista Brasileiro. Estatuto, art. 6º in: http://pcb.org.br/portal/docs/estatuto230308.pdf
  [8]  Partido Comunista Brasileiro. Programa. ponto 21.18, in: https://docs.google.com/file/d/0B9OkSrCIvhFlWVh0eDM4dmlUQTk0M2tvLTFKVW9hZTlPbnFB/edit
  [16]  Partido Democrático Trabalhista. Estatuto, art. 1º, in: http://www.pdt.org.br/index.php/pdt/estatuto/do-partido/dos-objetivos
  [18]  Partido da Mobilização Nacional. Estatuto, art. 2º, in: http://pmn.org.br/estatuto.aspx
  [19]  Partido Pátria Livre. Estatuto, art. 3º, in: http://www.partidopatrialivre.org.br/Documentos/Estatuto.htm
  [20]  Partido Socialismo e Liberdade, Estatuto, art. 5º, in: http://www.psol50.org.br/site/paginas/39/estatuto
  [22]  Partido Socialista Brasileiro. Estatuto, art. 2º, in: http://www.psb40.org.br/downloads/estatuto.pdf
  [23]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, VII, in: http://www.psb40.org.br/fixa.asp?det=1
  [24]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, Reivindicações Imediatas, 9ª

 [25]  Cf. http://www.pstu.org.br/partido

  [26]  A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária in: http://www.pstu.org.br/pstu16/20832
  [27]  Partido Verde. Estatuto, art. 5º, in: http://pv.org.br/wp-content/uploads/estatuto_pv.pdf

O STF está prestes a dar um golpe em 87% dos brasileiros radicalmente contrários à prática do aborto. O ativismo judiciário usado como rota de fuga do Congresso, onde nossos representantes eleitos também são contra o aborto, é abusivo e amplamente financiado por Fundações Internacionais que querem impor sua agenda também em nosso país.

Nesse vídeo esclarecemos o que se passa na cabeça dos Ministros do STF a respeito do Aborto e as suas pobres justificativas para legalizar essa prática em nosso país.

Assista, curta e compartilhe!

 

Vamos lutar contra esse absurdo.

LEIA NA ÍNTEGRA O VOTO MINISTRO BARROSO

Assista o Vídeo sobre os números e as ESTRATÉGIAS PRÓ-ABORTO NO BRASIL

Veja a Pesquisa que relata que APENAS 13% DOS BRASILEIROS SÃO FAVORÁVEIS AO ABORTO

CONHEÇA O PROJETO DE LEI QUE PODE IMPEDIR O ABUSO DO STF, NESTE ARTIGO ENCONTRA-SE A LISTA DE CONTATOS PARA NOS MANIFESTARMOS A FAVOR DESTE PROJETO

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Grupo de estudo para implantar o aborto

Já em 2007, foi criado o GEA (Grupo de Estudos sobre o Aborto) que diz em seu próprio site, que é “uma entidade multidisciplinar que reúne médicos, juristas, antropólogos, movimentos de mulheres, psicólogas, biólogos e outras atividades. Não é uma OnG e não tem verbas próprias. Conta com inestimável apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Seu foco é capilarizar a discussão do tema ABORTO sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime.”.

Ainda em 2010, o coordenador do Grupo de Estudos para legalizar o aborto no Brasil, constituído pelo governo brasileiro, pago com recurso público, disse que a intenção não é apenas despenalizar o aborto, mas “a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime”. Grupo este formado por militantes e OnGs que promovem o aborto no Brasil, inclusive fez parte o Dr. Adson França, representante do Ministério da Saúde.

A reeleição de Dilma e as últimas cartadas

Em 26 de agosto de 2010, a Comissão Episcopal Representativa do Regional Sul 1 da CNBB acolheu e recomendou a “ampla difusão” do documento intitulado “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, alertando a população sobre a agenda abortista do Partido dos Trabalhadores. Na ocasião, o documento recebeu o pleno apoio de diversos bispos, entre eles Dom João Wilk, Bispo Diocesano de Anápolis.

Mas, infelizmente a candidata do PT foi eleita presidente da República e pudemos presenciar quatro anos de investidas da cultura da morte. Foi durante o seu governo que o Supremo Tribunal Federal (cujos ministros em sua maioria foram nomeados por Lula ou Dilma), usurpando função do Congresso Nacional, legalizou a “união estável” de pessoas do mesmo sexo e o aborto de crianças anencéfalas. Foi durante o governo Dilma (junho de 2012) que o Ministério da Saúde anunciou que iria “restringir os danos” do aborto através da oferta às mulheres do abortivo misoprostol (Cytotec) e do atendimento hospitalar às gestantes após terem provocado aborto em si mesmas. O plano, porém, foi barrado pela bancada pró-vida do Congresso Nacional, que solicitou ao Ministério da Saúde informações sobre o contrato celebrado – e várias vezes prorrogado – com a Fundação Osvaldo Cruz para “despenalizar o aborto no Brasil”.

Em 1º de agosto de 2013, logo após a saída de Papa Francisco do nosso país, Dilma sancionou a Lei 12.845/2013, que “dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”. Essa lei, que ficou conhecida com Lei Cavalo de Tróia, tinha sido proposta em 1999 pela deputada petista Iara Bernardi (PT/SP), mas foi o Ministro da Saúde Alexandre Padilha que em 20/02/2013 pediu ao presidente da Câmara deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) que votasse e aprovasse a proposta em regime de urgência, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O texto foi aprovado às pressas, tanto na Câmara como no Senado, sem que os parlamentares pudessem perceber que, na verdade, o único objetivo da proposição era expandir o aborto ilegal por todo o país[1]. Com a lei agora em vigor, “todos os hospitais da rede integrante do SUS” deverão fornecer às (supostas) vítimas de violência a informação falsa de que elas têm direito ao aborto e deverão indicar “todos os serviços sanitários” disponíveis para praticá-lo.

Para “regulamentar” a lei de expansão do aborto ilegal, o Ministério da Saúde, editou a Portaria n. 415, de 21 de maio de 2014, que “inclui o procedimento interrupção da gestação / antecipação terapêutica do parto previstas em lei (!?) e todos os seus atributos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS”[2]. Para cada aborto ilegal a portaria prevê o financiamento de R$ 443,40, a serem extraídos dos nossos impostos.

Talvez percebendo o impacto negativo dessa portaria sobre a população neste ano eleitoral, o governo resolveu revogá-la por meio da Portaria 437, de 28 de maio de 2014[3].

Comentando sobre a Lei 12.845/2013, que continua em vigor, Dilma disse que ela passou a garantir que o “atendimento” (que inclui o abortamento) seja “imediato e obrigatório” em todos os hospitais do SUS[4].

Em caso de reeleição, porém, o Ministério da Saúde deve editar uma nova portaria para “regulamentar” a lei de expansão do aborto ilegal. É o que pensa a União de Juristas Católicos de São Paulo:

A União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP) previu que após as eleições de 2014, caso Dilma fosse reeleita, os brasileiros seriam surpreendidos com uma nova portaria do Ministério da Saúde regulamentando o aborto nos hospitais conveniados com o SUS.

Segundo o Dr. Ives Gandra Martins, presidente da entidade católica que atualmente reúne 80 sócios entre desembargadores, juízes e advogados, “não devemos nos iludir com a revogação da portaria 415 por parte do Governo Federal, que pressionado pela má repercussão política da medida, atuou em modo de evitar desgaste político eleitoral”.

E foi o que aconteceu, em 21 de maio de 2014, Dilma Rousseff publicação a Portaria nº 415, que sancionou a Lei 12.845, abrindo assim brechas para a prática do aborto no sistema SUS, com recurso público.

Existem atualmente em trâmite no Congresso Legislativo cerca de seis diferentes projetos de lei que visam regulamentar a matéria do aborto no Brasil. Em parte, o efeito político negativo se deu porque a Portaria 415 do Ministério da Saúde foi baixada a revelia do debate que ocorre no Legislativo. ‘Na eventualidade de ser veiculada nova portaria após as eleições, os projetos em tramitação no Congresso Nacional simplesmente perderão relevância em face do fato consumado, sem passar pelo necessário debate público’, explicou o jurista[5].

O deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), depois de ter pedido publicamente perdão por ter votado pela aprovação da Lei 12845/2013, apresentou um projeto para revogá-la. É o Projeto de Lei 6033/2013. O deputado Givaldo Carimbão (PROS/AL) apresentou um requerimento de urgência para a votação do PL 6033/2013.

No dia Internacional das Mulheres deste ano, um ato com o tema: “Mulheres nas ruas por liberdade, autonomia e democracia para lutar pela legalização do aborto, contra o ajuste fiscal e reforma da previdência e o fim da violência” foi amplamente apoiado e promovido pelo PT. Mas, felizmente, o tema sequer foi novamente adiado para votação na Câmara dos Deputados.

Em 2015, o O deputado federal Victório Galli (PSC) denunciou que o Governo do PT patrocinava o ativismo de extrema-esquerda. “Além de defender a legalização de drogas, o desarmamento civil e a liberdade sexual, incluem como bandeira a legalização do aborto”, disse o parlamentar mato-grossense que vê no governo a defesa de um lado só do debate.

“Estão patrocinando a destruição de valores que permearam a construção da civilização ocidental”, disparou Galli. O deputado denuncia que muitos destes movimentos patrocinados pelo governo usam do direito de se manifestar para agredir a sociedade. O último caso grave foi produzido pela Parada Gay, “que debochou do próprio Deus, Jesus Cristo”, disse.

Segundo ele, “perderam a noção”. Galli denuncia ainda que estão usando de crianças nestes manifestos, como ocorrido na “marcha das vadias”. O parlamentar afirmou que atitudes como estas contrariam o próprio estatuto da criança e do adolescente. Estes movimentos defendem a legalização de drogas, do aborto e da prostituição. “Isso destrói lares, famílias e vai contra os princípios cristãos”, disparou.

O parlamentar denuncia que o governo do PT está apoiando, financiando e patrocinando ONGs ligadas a grupos abortistas internacionais, como Cfemea; Instituto Patrícia Galvão; Cunhã Coletiva Feminista entre outras.

Galli lembrou que a maioria esmagadora dos brasileiros é contra o aborto. Pesquisas de opinião avaliaram diversas bandeiras ideológicas do PT e, mesmo o Governo apoiando instituições abortistas, tendo diversos veículos de comunicação na mesma linha de pensamento, a população continua firme na proteção da vida e dos valores cristãos. “Recentemente tivemos uma propaganda onde atores da Rede Globo declaram apoio a causa abortista e anti-cristã, além de debochar de Maria, mãe de Jesus Cristo, o vídeo postado no Youtube foi um dos mais rejeitados, pelos internautas, no ano de 2015, com mais de 206 mil cliques de repúdio contra 35 mil curtidas”, informou.

Um decreto pró-totalitarismo

A agenda abortista do PT seria muito mais facilmente posta em prática se não houvesse a oposição do Congresso Nacional. O Decreto 8243, assinado pela Presidente Dilma em 23 de maio de 2014, pretende, na opinião do jurista Ives Gandra, tornar inexpressivo o Congresso Nacional e aparelhar o Executivo com movimentos sociais aliados do governo (por exemplo, o MST e a UNE)[6]. Esse decreto institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS)[7]. Tudo isso para “consolidar a participação social como método de governo” (art. 4º, I), fortalecendo a “atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil” (art. 1º, caput). No conceito de “sociedade civil” estão incluídos os “movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados” (art. 2º, I). Serão criados “conselhos” e “comissões” de políticas públicas, compostos por “representantes eleitos ou indicados pela sociedade civil” (art. 10, I; art. 11, I). Não se diz o modo como se dará essa eleição ou indicação, mas certamente não será pelo “sufrágio universal” nem pelo “voto direto e secreto, com valor igual para todos” (art. 14, caput, CF), como prevê nossa Constituição. Segundo editorial do jornal O Estado de S. Paulo, “a mensagem subliminar em toda essa história é a de que o Poder Legislativo é dispensável”[8].

Com a intenção de sustar os efeitos desse decreto pró-totalitarismo, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) apresentou em 2 de junho de 2014 o Projeto de Decreto Legislativo n. 117 (PDS 117/2014). O relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Senador Pedro Taques (PDT/MT), deu parecer favorável ao projeto. Aguarda-se a entrada na pauta para votação.

A Ideologia de Gênero e a luta do Governo para destruir a família brasileira

Além da luta para aprovar amplamente o aborto no Brasil, o Governo trabalhou com afinco em busca da criação de leis que ameaçam a família, exemplo disso é o Projeto de Lei da Câmara n. 122/2006, conhecido nos meios cristãos como lei da “mordaça gay”e originariamente apresentado pela deputada Iara Bernardi (PT-SP) modificando várias normas do Direito brasileiro e criminalizando a chamada “homofobia”, recebeu um substitutivo, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS).

O relatório do parlamentar petista pretende colocar panos quentes em toda a discussão gerada pelo projeto original. “Ouvimos todos e não entramos na polêmica da homofobia. Essa foi a primeira mudança para elaboração desse relatório”[9], diz o texto do novo projeto. No entanto, mesmo sem entrar “na polêmica da homofobia”, o novo PLC 122 traz uma arma perigosa e ainda mais letal: a ideologia de gênero. O instrumento para ludibriar a população continua sendo a manipulação da linguagem, pelo qual é inoculado em termos aparentemente inofensivos um conteúdo ideológico e revolucionário. Assim, se o antigo texto disfarçava sob a expressão “homofobia” qualquer discordância da agenda homossexual, o novo texto esconde a ideia de que as pessoas não apenas recebem sua sexualidade como um dado biológico, mas são responsáveis por construir sua “identidade de gênero” – o termo aparece 5 vezes no substitutivo do senador Paulo Paim. Ou seja, embora a ênfase tenha mudado, a perversão continua.

As modificações introduzidas no texto do projeto de lei integram um script pré-concebido para desestabilizar totalmente a família tradicional. Ao contrário do que os meios de comunicação mostram, este processo de subversão não é algo “automático”, como se o reconhecimento de “novas configurações” de família fosse uma expressão do zeitgeist (“espírito dos tempos”) ou do “progresso” da civilização. Trata-se de um programa de ação sistemática idealizado justamente para destruir a família, já que esta, da forma como é concebida pela moral judaico-cristã, é um empecilho para que aconteça a revolução comunista tanto querida por Karl Marx. Para identificar isto, basta que se leia o famoso “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, iniciado por Marx, mas concluído por Engels; basta que se procurem as obras dos ideólogos de gênero, para descobrir quais são seus verdadeiros intentos.

Já que a família tradicional não está tragicamente fadada a desaparecer, a menos que os seus defensores fiquem de braços cruzados, é importante que os cristãos e conservadores deste país se juntem neste esforço político comum: combater a implantação da agenda de gênero na sociedade brasileira.

O que os socialistas realmente querem é a destruição da moral judaico-cristã, e não o reconhecimento de supostos “direitos homossexuais”. Os marxistas estão a utilizar os homossexuais como “ponta de lança”, pois é sabido que, nos regimes comunistas de Stálin, Mao e Fidel Castro, foram justamente os homossexuais os primeiros a morrer, ora fuzilados em “paredões”, ora oprimidos em campos de concentrações. Isto explica por que, diante de padres e pastores tentando ser fiéis à sua religião, o movimento gayzista faz um alarde, mas, diante dos crimes perpetrados pelas ditaduras socialistas contra os homossexuais, eles se calam: o movimento LGBT é amplamente subvencionado pelo marxismo cultural.

Em resumo, muitas foram as ações do governo e dos partidos aliados da esquerda para promover uma cultura contra a vida e contra a família. Continuaremos nossa luta em favor da vida contra toda e qualquer influência política e ideológica que deseje promover a nefasta cultura de morte em nosso país e no mundo inteiro.

______________

[1] Falo em aborto ilegal por redundância, uma vez que no Brasil, todo aborto é proibido por lei. O artigo 128, II do Código Penal contém apenas uma escusa absolutória, ou seja, uma não aplicação da pena após o delito consumado quando a gravidez resulta de estupro, mas nunca uma permissão prévia para abortar.
[2]http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=22/05/2014& jornal=1&pagina=60&totalArquivos=104
[3]  http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=40&
data=29/05/2014
[4] http://oglobo.globo.com/brasil/dilma-defende-aborto-na-saude-publica-por-motivos-medicos-legais-12712379
[5] Padre Michelino ROBERTO. União dos Juristas Católicos de São Paulo adverte: ‘Teremos surpresas após as eleições’, O São Paulo, Edição 3006 – 10 a 16 de junho de 2014, p. 11.
[6] http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/06/1467665-ives-gandra-da-silva-martins-por-um-congresso-inexpressivo.shtml
[7] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8243.htm
[8] http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,mudanca-de-regime-por-decreto-imp-,1173217

[9] Substitutivo do Projeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006 – Senado

Não se trata de discutir quem é contra ou a favor do aborto, nem se é legal ou ilegal. Trata-se de discutir a lógica moral do discurso abortista, que reverbera pelas mídias com ares de verdade formando e direcionando as opiniões.

Estas 5 perguntas, extraídas direta ou indiretamente do vídeo abaixo nos fazem questionar as raízes das intenções escondidas por trás do movimento abortista.

  1. Um ser vivo tem que ser uma pessoa a fim de ter valor moral intrínseco e seus direitos garantidos?
  2. Com que base moral só a mãe decide o valor e o direito de viver de um feto? É assim com um recém-nascido?
  3. Ao encontrar uma gestante você pergunta: como está seu corpo ou como está seu bebê?
  4. Como se explica matar uma vida humana antes do nascimento ser um direito e depois do nascimento ser assassinato?
  5. Você pode consegue provar que o embrião e o feto não são vida humana para justificar sua eliminação?

 

Veja também: Blog Vida sem Dúvida responde 5 perguntas sobre o aborto

                          Os graves riscos do aborto “legal e seguro”

Obianuju Ekeocha é nascida e criada na Nigéria. Ela tem Licenciatura em Microbiologia pela Universidade da Nigéria e Mestrado em Ciências Biomédicas da Universidade de East London. Atualmente vive e trabalha como Especialista em biomedicina cientifica em Canterbury, na Inglaterra. Apaixonada por preservar, promover e apresentar a cultura Africana da Vida.

No último dia 17 de Março, nas Nações Unidas, palestrantes e especialistas discutiam as oportunidades e os obstáculos nas políticas de ajuda externa para reduzir a mortalidade materna na África. Ekeocha responde as criticas da membro do Parlamento Dinamarquês, Mette GJERSKOV, favorável ao aborto.

A abortista dinamarquesa quis sustentar uma lógica torta de que lutar contra o assassinato da vida humana em formação (vulgo “aborto”) seria “neocolonialismo” e levou uma resposta massacrante da africana presente na mesa. Vale a pena assistir e compartilhar.

 

Obianuju Ekeocha: “O aborto é um ataque direto sobre a vida humana”.

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De tempos em tempos a questão do aborto volta à cena pública no Brasil, aparentemente cada vez com maior força para os seus defensores. Para os abortistas, essa força cada vez maior é um sinal da veracidade de sua posição (sim, da veracidade, pois nesses tempos relativistas ainda se usa a verdade como justificativa – porém uma verdade que é definida pela maioria, isso é, por quem tem a hegemonia). Na verdade, o aumento do apoio ao aborto é sinal do crescimento, em nossa sociedade, de uma antropologia – uma visão de homem – que cada vez menos acolhe a pessoa humana em sua totalidade e na fragilidade inerente a ela.

O que significa o aborto para as pessoas diretamente envolvidas (a própria criança que vai nascer, sua mãe e, nem sempre, seu pai)? Significa que essa criança só será aceita se estiverem dadas certas condições inerentes a ela (ser sadia, por exemplo) ou ao meio no qual se encontra (a mãe tiver condições sócio-econômicas evidentes para recebê-la, por exemplo). Nesse caso, aceitação não é equivalente a acolhimento: a acolhida se dá num contexto dominado pela gratuidade, onde o outro não deve ser, nem demonstrar nada, onde sua existência tem um valor superior a qualquer condição material.

No mundo do aborto, a aceitação de qualquer criança deixa de ser uma acolhida: mesmo aqueles que nascem, puderam fazê-lo porque “passaram no teste de viabilidade” da família que os aceita. Se sua primeira aceitação implicou nesse primeiro teste, todos os dias eles terão que passar por esse teste, pois cada um de nós aceita e é aceito pelo outro todos os dias – a aceitação é um acontecimento que se repete a cada dia, a cada novo embate com a realidade. A antropologia e a cultura dos quais nasce o aborto caracterizam-se pela não-gratuidade, pela necessidade permanente de cada um de nós estarmos correspondendo a alguma coisa para podermos sobreviver e gozarmos minimamente do ungüento do carinho de nosso próximo.

Por tudo isso, a questão do aborto não é um problema individual da gestante, ou quando muito um problema compartilhado entre ela e o seu filho. É um problema de toda a sociedade, porque todos nós, quando nos posicionamos em relação a uma lei referente ao aborto, estamos nos posicionando em relação a cada pessoa com a qual nos deparamos na vida.

Aborto e violência

Em um trabalho sobre a violência urbana, suas causas e formas de enfrentá-la, realizado pelo Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, ficou patente que a causa última dessa violência pode ser entendida como a dificuldade da sociedade urbana em acolher a pessoa, particularmente a pessoa pobre. Não se sentindo acolhida, essa pessoa reage com violência para com os demais. Essa acolhida, nesse caso específico, se materializa em condições dignas para sobreviver e se desenvolver como pessoa. Porém, dentro de uma sociedade que abriga objetivamente estruturas injustas, é a posição cultural de acolhida, de abertura gratuita ao outro, que cria os espaços capazes de uma transformação efetiva da sociedade.

A primeira violência contra uma pessoa é fazer com que ela tenha que passar por um teste para ganhar o direito à vida antes mesmo de nascer. E essa violência se perpetuará ao longo de sua vida, pois ela será educada e olhará aos demais nessa perspectiva. Talvez nem todos perderão o direito de viver só porque não passam em seu teste particular de adequação, mas todos – inclusive ele próprio – dependerão de um teste assim para se perceberem amados.

Só uma cultura da acolhida, que valoriza a cada um por aquilo que ele é, que percebe que acolher o outro é a maior exaltação que podemos fazer a nós mesmos, é capaz de vencer a violência. Sem isso, vivemos uma realidade paradoxal: cada vez mais a psicologia e o desenvolvimento das instituições democráticas nos dão condições de compreender e superar os distúrbios individuais e as situações de injustiça, mas – ao mesmo tempo – cada vez mais criaremos uma sociedade de violência e desamor para com cada um de nós.

Um olhar sobre a mãe

No contexto atual, a luta contra essa cultura de violência passa sem dúvida por questões jurídico-legais. É importante perceber que uma cultura que não se materializa em leis é uma cultura que pouco incide na sociedade contemporânea. Porém, essa dimensão, por si só, não é suficiente para responder a todo o problema. Não basta dizer “o aborto não é legal” e deixar aquelas mulheres que optariam por um aborto legal jogadas à própria sorte.

A resposta verdadeira – isso é, que corresponde ao desejo mais profundo do nosso coração – ao problema da gravidez indesejada ou aparentemente inviável não é o aborto, mas sim a acolhida à mãe e a seu filho que está para nascer. Realmente, como dizem os próprios defensores do aborto, ele não é uma coisa boa e aparece sempre como a última saída. Mas é uma última saída falsa. A última saída (porque mais radical) e ao mesmo tempo a primeira (porque é aquela que no fundo todos desejam) é a acolhida da mãe por uma companhia viva e operativa no mundo.

Sozinha, mãe alguma poderia enfrentar todos os desafios implicados na educação de um novo ser humano. Quanto maiores as dificuldades enfrentadas, maior a necessidade de uma companhia e de que também aqueles que acompanham essa mãe sejam acompanhados. Assim, cada pessoa se torna o centro de uma grande rede de solidariedade (a palavra cristã, mais forte e radical, seria caridade, isso é, amor gratuito). Essa rede de solidariedade é a resposta cristã às dificuldades concretas que levam ao aborto. Cristã? Mas e os não-cristãos? Essa rede de solidariedade é a proposta de humanidade verdadeira, de caminho para a própria felicidade, que os cristãos lançam para todos os homens. É o fator que viabiliza uma cultura da acolhida, uma sociedade capaz de enfrentar a violência e dar um sentido adequado à vida de cada ser humano.

Esse é o sentido mais amplo das “Famílias para a Acolhida”, aquilo que faz dela umas das mais belas e comoventes “pontas de lança” da batalha por um mundo mais humano que o carisma de Dom Giussani gerou entre nós.

Por Francisco Borba Ribeiro Neto.

Fonte original: http://www.pucsp.br/fecultura/textos/bio_ciencias/aborto_confronto.html

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Médicos que fizeram o parto de Jaxon Emmett Buell informaram aos pais que ele só viveria por alguns dias.

Quando deu à luz, Brittany Buell ouviu dos médicos que seu filho não tinha muito tempo de vida. Durante a gestação, ela foi aconselhada a realizar um aborto por conta da condição de saúde do bebê – que desenvolvia uma malformação do cérebro e do crânio – que poderia morrer no parto . Apesar das indicações, a mulher decidiu ter o filho e, contra todas as estimativas médicas, o pequeno Jaxon já completou 1 ano de vida.

Durante a gravidez, Jaxon foi diagnosticado com Anencefalia, uma deficiência no tubo neural, que faz com que a criança nasça sem partes do cérebro e do crânio. Mesmo sabendo do quadro clínico, os médicos não tinham certeza da gravidade da doença.

“Depois do segundo ultrassom, na 17ª semana, quando descobrimos que era um menino, percebemos que algo estava errado, pois o técnico de ultrassom observou o crânio e ficou muito quieto”, contou o pai do bebê, Brandon. “No dia seguinte, Brittany recebeu uma ligação dos médicos dizendo que estavam preocupados com o resultado da ressonância”.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Controle e Prenvenção de Doenças, uma a cada 5 mil crianças nascem com Anencefalia nos Estados Unidos.

Brittany afirmou que ficou devastada com a notícia da doença do filho. “Meu coração estava em pedaços porque a coisa que eu mais queria na vida estava acontecendo até me dizerem que havia a possibilidade de nascer morto. Isso acabou com a minha alegria. Toda felicidade que uma mulher tem na gravidez – eu não tive isso”.

Os médicos aconselharam que Brittany realizasse um aborto quando ela estava grávida de 23 semanas, mas o casal recusou. “Nós fomos para casa naquela noite pensando que se fizéssemos um aborto nós nunca saberíamos como Jaxon seria e se ele teria sobrevivido”, desabafou Brandon. “Nós fizemos tudo o que foi possível para dar a ele a chance de lutar e ele tem se saído muito bem”.

Jaxon nasceu dia 27 de agosto de 2014, e sobreviveu. Ele passou as três primeiras semanas de vida conectado a diversos tubos em uma clínica intensiva.

“Foi um dia muito emotivo. Eu me lembro de segurá-lo em meus braços e ouvir os médicos dizerem que meu filho provavelmente nunca iria andar, falar, ver ou ouvir. Eles realmente não esperavam que ele sobrevivesse ao parto”, declarou Brandon.

Após o nascimento, o casal levou o filho em vários hospitais até que receberam o diagnóstico exato da doença e foram indicados tratamentos que suavizaram a condição de saúde de Jaxon.

Ainda assim, Brittany e Brandon acordam diariamente sabendo que o filho pode não sobreviver até o dia seguinte. “Isso está sempre na minha cabeça. Eu sei que hoje pode ser seu último dia. Tento me manter positiva em 99% do tempo, mas há o 1% que sempre me traz para a realidade da situação”, afirmou a mãe.

Para ajudar com os remédios e tratamentos caros, os amigos de Brandon criaram uma campanha online para arrecadar dinheiro. Até o momento cerca de US$55 mil (R$ 221 mil) já foram doados.

Brandon afirmou que, com o dinheiro da doação, eles conseguem que Brittany fique em casa oferecendo os cuidados diários que Jaxon precisa.

“Isso está sendo muito positivo porque as pessoas nos olham e dizem ‘É o Jax Strong’ – o apelido do Jaxon!. É realmente incrível o impacto que ele causou nas pessoas”, afirma Brittany.

Fonte: Portal Terra

 

 

 

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Diante de assuntos polêmicos que envolvem a moral e os costumes, uma argumentação comum contra os cristãos é a falta de rigor científico em suas afirmações, como se religião e ciência fossem rivais e não o contrário.

Em vista disso, estamos postando algumas (dentre muitas) citações de artigos e livros científicos com autores respeitados e que afirmam a verdade sobre o início da vida humana: ELA COMEÇA NA CONCEPÇÃO!

 

“O desenvolvimento do embrião começa no estágio 1 quando o espermatozoide fertiliza um ovócito e juntos eles formam o zigoto”

Marjorie A. – Life Before Birth, 2ª edição. Página 31. 1996.

 

O desenvolvimento humano começa com a união dos gametas masculino e feminino durante o processo conhecido como fertilização (concepção). A fertilização é uma sequência de eventos que começa com o contato do esperma com um ovócito secundário (óvulo) e termina com a fusão de um espermatozoide com um óvulo, e a mistura de seus cromossomos que formam uma nova célula. Esse óvulo fertilizado, conhecido como zigoto, é uma grande célula diploide que é o início, ou “primordium”, da vida humana“.

Keith L. Moore –  Essentials of Human Embriology. Página 2. 1988.

 

Embrião: o organismo em desenvolvimento desde a hora da fertilização até que significante diferenciação ocorra, quando o organismo se torna um feto

Cloning Human Beings, Report and recommendations of the national bioethics advisory comission. Apêndice 2. 1997.

 

Embrião: o organismo em seu mais cedo estágio de desenvolvimento, começa na concepção e vai até o segundo mês no útero“.

Dox, Ida G. “The harper Collins Illustrated Medical Dictionary. Pág. 146. 1993.

 

O desenvolvimento humano começa na fertilização, um processo onde duas células altamente especializadas, o espermatozoide e o óvulo, se unem pra dar origem a um novo organismo: o zigoto“.

Langman, Jan. “Medical Embriology”. 3ª edição. Página 3. 1975.

 

Embrião: o indivíduo em desenvolvimento devido a união das células reprodutoras de um homem e de uma mulher, que se caracteriza por virar um organismo separado: o zigoto. No momento em que o zigoto é formado, uma nova vida começa“.

Considine, Douglas. “Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia”. 5ª edição. Pág. 943. 1976.

 

O desenvolvimento do humano começa com a fertilização, um processo onde o espermatozoide do homem e o óvulo da mulher se unem pra dar origem a um novo organismo: o zigoto“.

Sadler, T.W. “Langman’s Medical Embryology”, 7ª edição, pág. 3. 1995.

 

A vida é um processo contínuo, mas a fertilização é um marco crítico porque, sob circunstâncias ordinárias, um novo e geneticamente diferente humano é formado. A combinação de 23 cromossomos presentes em cada célula que participa da fertilização formam os 46 cromossomos que definem a existência de um ser. Depois elas se unem, formando o genoma“.

O’Rahilly, Ronan e Moller, Fabiola. “Human Embryology & Teratology”. 2ª edição. pág.8.

 

Mais referências aqui, caso queira

 

É vida / Não é vida.
Logo, temos 50% de chances de acertar em nossa decisão, caso queiramos fazer a coisa certa.
VOCÊ APROVARIA UMA LEI QUE TEM 50% DE CHANCES DE PERMITIR ASSASSINATOS?

 

Seja prudente!

 

Fonte: http://www.princeton.edu/~prolife/articles/embryoquotes2.html

 

Quem quer o aborto no Brasil? De onde vem o financiamento para essa causa?

Padre Paulo Ricardo denuncia a estratégia para legalizar o aborto no Senado Federal – CDH

Descubra o que está por trás da agenda abortista. 06/08/2015 – CDH – Senado Federal

Audiência Pública – CDH : Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

Documentos citados: https://goo.gl/w4cNr2

 

 

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Apesar de ter vivido apenas alguns minutos após o seu nascimento, por não ter nem mesmo 24 semanas de gestação, o testemunho do pequeno Walter Fretz comoveu o mundo e conseguiu até mesmo salvar vidas das garras do aborto.

Walter nasceu de forma prematura às 19 semanas de gestação, em 14 de junho de 2013, no hospital de Kokomo em Indiana (Estados Unidos).

Sua mãe, Lexi, fotógrafa profissional, divulgou na internet as imagens junto com o seu bebê, com a esperança de que “algo bom possa sair disto”.

“Rezo para que o Senhor continue usando as fotos de Walter para impressionar muitas pessoas”, assegurou em uma publicação em seu blog.

Segundo o site Live Action News, entre os diversos testemunhos compartilhados por Lexi Fretz está o de uma mulher que queria abortar por ter sido abandonada pelo seu companheiro, mas depois que viu as fotos de Walter mudou totalmente de ideia.

A mulher relatou que “fiz a minha primeira ultrassonografia na semana passada e é um menino”, mas “esta semana comecei a rezar para perdê-lo ou vou decidir abortar, já que o seu pai fugiu da responsabilidade”.

“Pedi a Deus hoje que me dê um sinal de que vai estar tudo bem, se não, seguiria adiante e buscaria um aborto amanhã”, confessou. Entretanto, “umas poucas horas depois, vi o link (do blog de Lexi) no Facebook. Comecei a chorar. Mas, ainda mais importante, eu entendi sem dúvida que não posso fazer isto com o meu bebê”.

Outra mulher contou-lhe que “costumava acreditar que havia razões para justificar alguns abortos”, assinalou, mas “agora olhando para Walter aí deitado sobre o seu peito me dá vergonha por minhas antigas opiniões, e angústia por cada mulher que decide abortar sem entender o valor da vida dentro delas”.

Um terceiro testemunho é o de uma mulher que assegurou que “sempre pensei que era a escolha da mulher abortar uma gravidez” devido a uma falta de compreensão ou de “chegar a acreditar que nessa etapa uma mulher estaria abortando uma massa de células”.

“Como eu estava errada! Estou contente por você ter escolhido compartilhar a sua história e as suas belas fotos de um tempo tão triste em sua vida, que me educaram”.

Outro testemunho apresentado por Lexi é o de uma mulher de 8 meses e 3 semanas de gravidez, que ainda considerava abortar por não estar ainda em condições de criar uma criança atualmente. A mulher assegura a Lexi que “enfrentei a minha vida e vi que posso amar este bebê e me ajeitar a esta situação, isso é suficiente para mim, ficarei com este bebê e vou leva-lo e vou entesourá-lo pela eternidade”.

Fonte: http://www.acidigital.com/