Em mais uma investida para a legalização do aborto no Brasil o Psol, partido ultra esquerdista, protocolou ação junto ao Superior Tribunal Federal -STF para que o crime seja permitido até a décima segunda semana de gestação. A relatora será a ministra Rosa Weber.

Movimento em favor da vida -Movida lançou um vídeo baseado em um experimento social que reflete a vontade da maioria dos brasileiros. A peça “A vida não tem defeito” foi desenvolvida pela Delantero Comunicação, uma das agências de publicidade mais premiadas do país. 

 

 

“É senso comum que a sociedade precisa tratar melhor as pessoas com deficiência. Neste sentido, já existem vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso, elevadores. Curiosamente, algumas pessoas que defendem corretamente esta causa querem cercear o direto mais básico das pessoas com deficiência: o direito à vida. É o chamado aborto eugênico. Pretende-se matar crianças no ventre da mãe, caso os bebês não sejam perfeitos.

É uma medida preconceituosa, de uma sociedade esquizofrênica que, ao mesmo tempo que diz defender as minorias, quer esmagá-las antes de nascer“, explica o diretor de criação da agência, Marcel Pinheiro.  A produção do vídeo é da Black Jack Films.

 

Fonte: http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/

 

Na semana em que comemoramos a solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o Supremo Tribunal Federal ameaçou os cidadãos brasileiros com a legalização do aborto de bebês cujas mães estão infectadas com zika vírus, mesmo sem a comprovação de que o feto possui qualquer grau de microcefalia. Por hora, a ameaça foi adiada, mas não vencida. O que está por trás desse ativismo jurídico do STF? Ele não é uma novidade e esconde uma raiz de pensamento eugenista. Entenda um pouco melhor esse pensamento nesta entrevista do Prof. Renato Varges no encerramento do 1º Congresso Online sobre o Matrimônio Católico.

 

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Na última semana, pesquisadores chineses editaram, pela primeira vez, genes de embriões humanos. A prática levanta questões éticas fundamentais. A principal: é seguro criar mutantes cujas sequências genéticas são selecionadas em laboratório e, assim, desafiar a natureza?

Em um laboratório de cidade chinesa de Guangzhou foram criados os primeiros embriões humanos geneticamente modificados. Em tubos de ensaio, pesquisadores da Universidade Sun Yeat-sen manipularam o DNA das células para apagar o gene da beta talassemia, doença hereditária que origina anemias graves e pode ser fatal. É a primeira vez na história que a ciência intervém nas próximas gerações humanas de modo tão rápido e direto. Os chineses mostraram ao mundo que, em poucos anos, teremos o poder de modificar nossa espécie de maneira irreversível – para o bem ou para o mal. O que fará com que a interferência humana supere de vez o processo natural de seleção natural. Não seria mais a natureza, mas os cientistas, que definiria como viriam a ser as futuras gerações de animais, plantas e indivíduos.

O estudo com os detalhes do experimento, publicado em 18 de abril na obscura revista Protein & Cell, revelou que apenas uma mínima fração dos embriões foi bem-sucedida na manipulação. O resultado foi um “mosaico genético”, ou seja, o DNA apresentou várias alterações que não as visadas pelos cientistas. Para esses primeiros estágios das células, isso pode ser mortal. No entanto, de acordo com os especialistas, esse é um obstáculo que está prestes a ser superado. Com o avanço das pesquisas e da tecnologia, a técnica será aperfeiçoada a ponto de possibilitar a edição completa dos genes em embriões humanos.

Esse é mais um indício de que vivemos um momento crucial para o que alguns cientistas chamam de Antropoceno, a era em que as ações humanas são responsáveis pela alteração do planeta. Outra prova recente: na última semana, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, inseriram o DNA do mamute em células vivas de um elefante, tornando muito próxima a volta do animal que foi, naturalmente, extinto. O experimento dos cientistas chineses sugere que, em um futuro próximo, além de intervir em espécies de animais e vegetais e escolher indiretamente algumas características interessantes para nossa permanência no globo, atuaremos de maneira certeira e definitiva na seleção natural humana. A questão é se antes superaremos as discussões éticas relativas à prática e se estamos preparados para suas consequências.

É uma nova era para a biomedicina. Só que ainda não se sabe se o esforço humano em controlar seu destino genético causará benefícios ou danos”, definiu o biomédico americano George Daley, da Universidade Harvard.

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De tempos em tempos a questão do aborto volta à cena pública no Brasil, aparentemente cada vez com maior força para os seus defensores. Para os abortistas, essa força cada vez maior é um sinal da veracidade de sua posição (sim, da veracidade, pois nesses tempos relativistas ainda se usa a verdade como justificativa – porém uma verdade que é definida pela maioria, isso é, por quem tem a hegemonia). Na verdade, o aumento do apoio ao aborto é sinal do crescimento, em nossa sociedade, de uma antropologia – uma visão de homem – que cada vez menos acolhe a pessoa humana em sua totalidade e na fragilidade inerente a ela.

O que significa o aborto para as pessoas diretamente envolvidas (a própria criança que vai nascer, sua mãe e, nem sempre, seu pai)? Significa que essa criança só será aceita se estiverem dadas certas condições inerentes a ela (ser sadia, por exemplo) ou ao meio no qual se encontra (a mãe tiver condições sócio-econômicas evidentes para recebê-la, por exemplo). Nesse caso, aceitação não é equivalente a acolhimento: a acolhida se dá num contexto dominado pela gratuidade, onde o outro não deve ser, nem demonstrar nada, onde sua existência tem um valor superior a qualquer condição material.

No mundo do aborto, a aceitação de qualquer criança deixa de ser uma acolhida: mesmo aqueles que nascem, puderam fazê-lo porque “passaram no teste de viabilidade” da família que os aceita. Se sua primeira aceitação implicou nesse primeiro teste, todos os dias eles terão que passar por esse teste, pois cada um de nós aceita e é aceito pelo outro todos os dias – a aceitação é um acontecimento que se repete a cada dia, a cada novo embate com a realidade. A antropologia e a cultura dos quais nasce o aborto caracterizam-se pela não-gratuidade, pela necessidade permanente de cada um de nós estarmos correspondendo a alguma coisa para podermos sobreviver e gozarmos minimamente do ungüento do carinho de nosso próximo.

Por tudo isso, a questão do aborto não é um problema individual da gestante, ou quando muito um problema compartilhado entre ela e o seu filho. É um problema de toda a sociedade, porque todos nós, quando nos posicionamos em relação a uma lei referente ao aborto, estamos nos posicionando em relação a cada pessoa com a qual nos deparamos na vida.

Aborto e violência

Em um trabalho sobre a violência urbana, suas causas e formas de enfrentá-la, realizado pelo Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, ficou patente que a causa última dessa violência pode ser entendida como a dificuldade da sociedade urbana em acolher a pessoa, particularmente a pessoa pobre. Não se sentindo acolhida, essa pessoa reage com violência para com os demais. Essa acolhida, nesse caso específico, se materializa em condições dignas para sobreviver e se desenvolver como pessoa. Porém, dentro de uma sociedade que abriga objetivamente estruturas injustas, é a posição cultural de acolhida, de abertura gratuita ao outro, que cria os espaços capazes de uma transformação efetiva da sociedade.

A primeira violência contra uma pessoa é fazer com que ela tenha que passar por um teste para ganhar o direito à vida antes mesmo de nascer. E essa violência se perpetuará ao longo de sua vida, pois ela será educada e olhará aos demais nessa perspectiva. Talvez nem todos perderão o direito de viver só porque não passam em seu teste particular de adequação, mas todos – inclusive ele próprio – dependerão de um teste assim para se perceberem amados.

Só uma cultura da acolhida, que valoriza a cada um por aquilo que ele é, que percebe que acolher o outro é a maior exaltação que podemos fazer a nós mesmos, é capaz de vencer a violência. Sem isso, vivemos uma realidade paradoxal: cada vez mais a psicologia e o desenvolvimento das instituições democráticas nos dão condições de compreender e superar os distúrbios individuais e as situações de injustiça, mas – ao mesmo tempo – cada vez mais criaremos uma sociedade de violência e desamor para com cada um de nós.

Um olhar sobre a mãe

No contexto atual, a luta contra essa cultura de violência passa sem dúvida por questões jurídico-legais. É importante perceber que uma cultura que não se materializa em leis é uma cultura que pouco incide na sociedade contemporânea. Porém, essa dimensão, por si só, não é suficiente para responder a todo o problema. Não basta dizer “o aborto não é legal” e deixar aquelas mulheres que optariam por um aborto legal jogadas à própria sorte.

A resposta verdadeira – isso é, que corresponde ao desejo mais profundo do nosso coração – ao problema da gravidez indesejada ou aparentemente inviável não é o aborto, mas sim a acolhida à mãe e a seu filho que está para nascer. Realmente, como dizem os próprios defensores do aborto, ele não é uma coisa boa e aparece sempre como a última saída. Mas é uma última saída falsa. A última saída (porque mais radical) e ao mesmo tempo a primeira (porque é aquela que no fundo todos desejam) é a acolhida da mãe por uma companhia viva e operativa no mundo.

Sozinha, mãe alguma poderia enfrentar todos os desafios implicados na educação de um novo ser humano. Quanto maiores as dificuldades enfrentadas, maior a necessidade de uma companhia e de que também aqueles que acompanham essa mãe sejam acompanhados. Assim, cada pessoa se torna o centro de uma grande rede de solidariedade (a palavra cristã, mais forte e radical, seria caridade, isso é, amor gratuito). Essa rede de solidariedade é a resposta cristã às dificuldades concretas que levam ao aborto. Cristã? Mas e os não-cristãos? Essa rede de solidariedade é a proposta de humanidade verdadeira, de caminho para a própria felicidade, que os cristãos lançam para todos os homens. É o fator que viabiliza uma cultura da acolhida, uma sociedade capaz de enfrentar a violência e dar um sentido adequado à vida de cada ser humano.

Esse é o sentido mais amplo das “Famílias para a Acolhida”, aquilo que faz dela umas das mais belas e comoventes “pontas de lança” da batalha por um mundo mais humano que o carisma de Dom Giussani gerou entre nós.

Por Francisco Borba Ribeiro Neto.

Fonte original: http://www.pucsp.br/fecultura/textos/bio_ciencias/aborto_confronto.html

Confira a conversa dos especialistas e forme sua opinião com fundamentos claros sobre o tema.

Estamos passando por um momento de grande preocupação quanto ao Zika vírus e o estímulo ao aborto. Ainda não foi comprovado cientificamente a ligação entre esse vírus e os casos de microcefalia, mas os grandes defensores da liberação do aborto estão aproveitando-se deste momento.

Será que a Igreja admite alguma exceção nos casos de aborto?

Confira neste vídeo uma conversa do Padre Paulo Ricardo e o Prof. Felipe Aquino sobre Zika vírus e eugenia.

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                         Discriminação sexual pré-natal e a alarmante verdade sobre abortos seletivos.