troia

Sob a capa de benefícios à mulher, o Estado a tornou uma assassina em potencial e se propôs a custear, com dinheiro público do nosso cambaleante sistema de saúde, a prática do homicídio no ventre materno por meio do aborto

O cavalo de Troia foi um artefato de madeira utilizado pelos gregos na guerra contra os troianos. Sim, incapazes de vencer seus rivais, os helenos criaram um grande equino de tábuas e disseram aos habitantes de Troia que o animal era um presente a eles como reconhecimento pela sua invencibilidade nas batalhas.

Animados com a oferta, os troianos, ingenuamente, se apressaram a recolher o cavalo na cidade a fim de, talvez, deixá-lo exposto publicamente. Eis, porém, que, na hora oportuna, dele desceram muitos soldados gregos e atacaram Troia, de modo violento, vencendo a guerra. Daí, se usar até hoje a expressão “presente de grego” para qualificar algo que, à primeira vista, parece bom, mas, na realidade, é malévolo.

Pois bem, algo semelhante se deu, no início de 2013, com o antigo Projeto de Lei 60/1999, sorrateiramente, renomeado como PLC 3/2013, que foi, a pedido do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, colocado em votação em regime de urgência pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para começar sua rápida tramitação no Congresso Nacional.

Com efeito, em 5 de março, ele foi aprovado, devido à manobra regimental, no plenário da Câmara, e, rapidamente, encaminhado ao Senado onde a Comissão de Direitos Humanos o confirmou no dia 10 de abril. Renomeado, então, como PLC 3/2013 e colocado em votação, mais uma vez, recebeu aprovação por unanimidade, de modo relampejante, no dia 4 de julho, para, a seguir, ser encaminhado à presidente da República, Dilma Rousseff.

Eis que, no dia 1º de agosto, ela o sanciona sem vetos por meio da Lei 12845/2013. Daí a questão: por que se chama “Lei Cavalo de Troia”? – Porque, na aparência, trazia aspectos louváveis como, por exemplo, a atenção da rede pública de saúde do país à mulher vítima de violências sexuais. No entanto, ele sofreu reformulações a fim de ampliar a prática do aborto no Brasil nas ocorrências em que, embora ilegal, o ato de abortar não é punido: casos de mulheres vítimas de estupros ou que correm risco de vida no parto, conforme o artigo 128 do Código Penal.

Em outras palavras, sob a capa de benefícios à mulher, o Estado a tornou uma assassina em potencial e se propôs a custear, com dinheiro público do nosso cambaleante sistema de saúde, a prática do homicídio no ventre materno por meio do aborto. Teve, porém, o cuidado de usar o enganoso rótulo de “profilaxia da gravidez”, em vez de aborto, a fim de não despertar reações no sentimento da imensa maioria dos brasileiros contrários a esse crime que brada aos céus por vingança e é condenado no 5º Mandamento da Lei de Deus que preceitua: “Não matarás!” (Êx 20,13).

Afinal, agora, “todos os hospitais integrantes da rede do SUS” são obrigados a encaminhar a mulher que se disser “vítima de violência sexual” a um serviço de abortamento. Mais: esses hospitais devem prestar “informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”. Devem ainda oferecer “atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”. E por vítima de “violência sexual” a nova lei entende qualquer mulher que declare uma relação sexual “não consentida”, ainda que tenha sido com o próprio marido. Não há sequer obrigação de provar o fato, por exemplo, por meio de um laudo do Instituto Médico Legal, ou de apresentar boletim de ocorrência policial. Basta a declaração da gestante…

Não é preciso dizer que tal lei, assinada com o sangue dos inocentes e indefesos ameaçados no ventre materno, mereceu sadias reações pelo país, inclusive com o pedido de sua revogação por meio do PL 6033/2013 do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que deverá ser apreciado no plenário da Câmara dos Deputados nos próximos dias.

Apoiamos a nobilíssima iniciativa, pois se nem o estuprador merece, no Brasil, a pena de morte, por que as inocentes e indefesas crianças a mereceriam? Apenas para satisfazer um impopular programa vermelho que tenta dominar nosso país? Isso não!

(Com a colaboração de Enrico van Blarcum de G. Misasi, estudante de Direito e membro do Movimento Pró-Vida;)

 

Fonte: zenit.org

Prof. Hermes Rodrigues Nery, Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família explica a relação entre aborto, eugenia e eutanásia e como a cultura de morte tem entrado em nosso país.

 

 

 

Fonte original

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O papa Francisco concluiu no último sábado sua viagem à Campânia, que o levou a Pompéia e a Nápoles, com um encontro com mais de 100 mil napolitanos, segundo os organizadores, no qual pediu que lutassem pelo futuro dos jovens e oferecessem atenção aos idosos.
Com o ato realizado no passeio marítimo Caracciolo de Nápoles, Francisco encerrou uma visita marcada por suas críticas à criminalidade e à corrupção, precisamente em uma cidade que tradicionalmente foi o berço da máfia local, a Camorra.
Visivelmente cansado, o papa se desculpou aos presentes por permanecer sentado no último evento de sua viagem, e falou de temas como o futuro dos jovens, a crise econômica, a eutanásia e o casamento.
Em relação à eutanásia, o pontífice ressaltou que é uma “palavra técnica” que se utiliza nas sociedades atuais para esconder uma ação que considera condenável, a de “deixar alguém morrer”.
“Este costume, me perdoem pelo uso desta palavra, de deixar os idosos morrerem, mas utilizamos uma palavra técnica para isso, eutanásia”, lamentou.
Nesse sentido, encorajou os presentes a “realizarem um exame de consciência” e a se questionarem se oferecem atenção necessária a seus familiares mais velhos ou se os marginalizam e os afastam da sociedade.
Aos jovens, lhes enviou uma mensagem de esperança para que lutem por seu futuro e “sigam sempre em frente”.
“Uma sociedade que não oferece trabalho aos jovens e que marginaliza os idosos, não tem futuro. Se queremos que tenha futuro, temos que ajudá-los a encontrar trabalho, temos que oferecer uma saída para esta crise, e também temos que dar afeto aos idosos”, frisou.
Em relação à família, Francisco afirmou que essa “instituição” vive “momentos de crise”, já que muitos jovens preferem viver juntos durante anos, ao invés de se casarem e formalizarem seu compromisso.
O papa Francisco foi recebido no passeio marítimo Caracciolo com gritos e aplausos das mais de 100 mil pessoas que compareceram ao local para se despedir e acompanhar o pontífice no final desta viagem ao sul da Itália.
Minutos antes do último evento, Francisco se reuniu durante alguns minutos com um grupo de doentes na Basílica Gesù Nuovo.
Em sua viagem à Campânia, Francisco rezou no Santuário de Pompéia, visitou os moradores de Scampia, um dos bairros mais ligados à máfia local, celebrou uma missa na Praça Plebiscito e almoçou com os internos de uma prisão napolitana.

Fonte: EFE

Suicidio assistido

Não muito distante da Holanda, na vizinha Bélgica, temos também a eutanásia legalizada e na Suíça, o chamado “suicídio assistido”. Fixemos nossa atenção do que vem ocorrendo atualmente na Suíça. Sua legislação contempla a prática do suicídio assistido e uma das principais organizações que ajuda a pessoas a praticá-lo, chama-se “Dignitas”.

Recentes pesquisas revelam que o número de “turistas do suicídio” que vão à Suíça para terminar com suas vidas dobrou nos últimos quatro nos. Alemães e Britânicos são a maioria. Com condições neurológicas tais como paralisia, doenças do motor neuronal, Parkinson e esclerose múltipla, constituem quase a metade dos casos. Entre 2008 e 2012 611 não residentes suíços foram ajudados a abreviar suas vidas.

A idade varia de 23 a 97, com uma media de 69 anos, dos quais a mais da metade (58%) dos turistas eram mulheres e 40% homens. No total, pessoas de 31 países foram a Suíça entre 2008 a 2012 para utilizar serviços de suicídio assistido. Alemães somam 268 casos e pessoas do Reino Unido 126. Outros países (os dez mais) incluem a França, com 66, Itália, 44, EUA, com 21 casos, Áustria, 14, Canada, 12, Espanha e Israel, com 8 casos cada. O números de pessoas que optaram pelo suicídio assistido na Suíça dobrou entre 2009 e 2012.

Segundo os pesquisadores, uma a cada três pessoas apresentava mais de uma justificativa médica para solicitar o suicídio, mas as condições neurológicas constituíram quase a metade de todos os casos, seguida pelo câncer e doenças reumáticas.

Este fenômeno do turismo suicida na Suíça tem provocado mudanças na legislação e sérios debates parlamentares na Alemanha, Inglaterra e Franca, países com maior número de casos. Intensas discussões também ocorrem na própria sociedade Suíça, que começa a acordar deste pesadelo de ser considerada a terra do turismo, mas não de suas incríveis belezas naturais, mas desgraçadamente, de tristes finais de vida!

Um comentário final relacionado à argumentação ética da chamada “escada escorregadia”. No inicio de 2002, quando foi aprovada a lei, basicamente, os que procuravam procedimentos de eutanásia eram pacientes em fase terminal de câncer. Os candidatos à eutanásia seriam mais pessoas que tem um “sofrimento intolerável” (unberable suffering) no final de sua existência, como pacientes em fase final de vida. Hoje, situações existenciais tais como, sentir-se só, não ter sentido de vida, solidão, dor pela perda de um ente querido, passando por um luto, ser portador de uma doença crônica degenerativa, tal como Alzheimer ou Parkinson, tornaram-se motivos para a prática da eutanásia.

Não se menciona mais uma ação terapêutica ou medica para “cuidar ou aliviar a dor ou sofrimento da pessoa”, de dar novo significado à vida frente a estes desafios existenciais, denominadas “as doenças da alma do século XXI”.

Por que não se potencializa a filosofia dos cuidados paliativos, isto é, dos cuidados integrais, que visem atender à pessoa humana na sua integralidade de ser, ou seja nas suas necessidades humanas, físicas, psíquicas, sociais e espirituais (necessidade de um significado de vida, de uma esperança maior)?

Por causa desta dor incurável ou este sofrimento intolerável, tira-se a vida da pessoa. Não esqueçamos que neste caso estamos diante de pessoas que poderiam viver ainda muito tempo, anos, ou mesmo décadas. É necessário refletir!

Fonte: a12.com

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Seminarista responde a jovem que recorreu à morte assistida: “Eu sinto por ela e entendo sua difícil situação, mas nenhum diagnóstico justifica o suicídio”

No último mês, a história da norte-americana Brittany Maynard ganhou as manchetes e os noticiários do mundo inteiro. Diagnosticada com um glioblastoma multiforme – a forma mais agressiva e letal de câncer de cérebro –, a jovem de 29 anos de idade publicou um vídeo na Internet, anunciando a sua decisão de morrer [1]. Para conseguir o “direito” de fazê-lo, Brittany se mudou da Califórnia para o Oregon, onde o “suicídio assistido” é permitido para pacientes terminais.

Mesmo afirmando que a sua escolha poderia ser adiada, no último dia 1º de novembro, Brittany pôs fim à própria vida. “Adeus a todos os meus queridos amigos e parentes que amo”, escreveu ela no Facebook, horas antes de morrer. “Hoje é o dia que escolhi partir com dignidade diante de minha doença terminal, este terrível câncer cerebral que tirou tanto de mim… mas que poderia ter tirado muito mais”. Os últimos dias da vida de Brittany foram dedicados a uma campanha pela legalização do “suicídio assistido”, chamado eufemisticamente de “morte com dignidade”.

Em inglês, a expressão utilizada pelos veículos de comunicação e pelos adeptos da campanha é “death-with-dignity”. Deste modo, a modernidade tenta abrandar, com palavras bonitas, aquilo que é intrinsecamente mau e condenável – como se a alteração das palavras pudesse mudar a substância das coisas. O “suicídio assistido”, por mais que se queira pintá-lo com novos nomes, é o que é: um suicídio, “o mal extremo e absoluto; a recusa de interessar-se pela existência; a recusa de fazer um juramento de lealdade à vida”. Como bem escreve Chesterton, “o homem que mata um homem, mata um homem”, mas “o homem que se mata, mata todos os homens; no que lhe diz respeito, ele elimina o mundo” [2].

Quando se condena com veemência a atitude de Brittany, não se pretende ignorar ou menosprezar o sofrimento pelo qual a jovem passou após descobrir o tumor no seu cérebro. As pessoas e famílias que lidam dia a dia com o drama do câncer – e de qualquer outra enfermidade – sabem que não é nada fácil enfrentar a doença e, principalmente, as suas consequências espirituais, que tocam as profundezas da existência humana. A opção da jovem norte-americana, no entanto, mais do que um “não” ao sofrimento, trata-se de um “não” à própria existência e à dignidade humana. E o pior é que tudo isso recebe o amparo do Estado, como se a liberdade humana fosse onipotente e intocável, até mesmo quando destrói e degrada a si mesma.

A Igreja, ao assumir o papel profético de defesa da vida, não fica à margem do mistério da dor e da morte. O Papa São João Paulo II, em 1984, por meio da carta apostólica Salvifici Doloris, procurou perscrutar o “sentido do sofrimento”, que ele classificava como uma experiência “quase inseparável da existência terrena do homem”. Na ocasião, o Papa afirmava que, pela Cruz, “o homem está (…) ‘destinado’ a superar-se a si mesmo” e que “o Amor é ainda a fonte mais plena para a resposta à pergunta acerca do sentido do sofrimento” [3]. De fato, nos anos finais de seu pontificado, após a entrada no terceiro milênio, ele mesmo enfrentaria com coragem a cruz de uma doença, a qual, vivida com amor e entrega a Deus, elevá-lo-ia à honra dos altares.

A santificação do sofrimento, no entanto, não é uma obra restrita ao Papa ou a um ou outro membro do clero, mas um chamado pessoal a todos os cristãos. Quando Brittany prenunciou ao mundo o seu suicídio, em outubro, o jovem Philip Johnson, seminarista da Diocese de Raleigh, na Carolina do Norte, respondeu à sua iniciativa com um bonito artigo, publicado na Internet [4]. A sua história, muito parecida com a de Brittany nos detalhes – também ele foi diagnosticado com um câncer terminal no cérebro, com apenas 24 anos de idade –, tem, todavia, um final bem diferente.

Quando descobriu o câncer, Philip servia como oficial da marinha norte-americana no Golfo Pérsico. “Recordo o momento em que vi as imagens computadorizadas dos scanners cerebrais. Fui à capela da base e caí no chão chorando. Perguntei a Deus: ‘Por que eu?’”. Depois de consultar os médicos, ele foi informado de que perderia gradualmente o controle de suas funções corporais – “desde paralisia até incontinência” – e que muito provavelmente também as suas faculdades mentais desapareceriam.

Ele conta, porém, que nada disso o faria procurar o chamado “suicídio assistido”. “Eu acho que ninguém quer morrer dessa maneira”, declara. “A minha vida significa algo para mim, para Deus e para a minha família e amigos, e, salvo uma recuperação milagrosa, continuará significando muito, mesmo depois de paralisado em uma cama de hospital”.

O seminarista reconhece a tentação de Brittany de acabar com a sua vida “por seus próprios termos”, mas não pode aceitar a sua decisão. “Eu concordo que o seu estado é duro, mas a sua decisão é tudo, menos corajosa”, afirma. “Eu sinto por ela e entendo sua difícil situação, mas nenhum diagnóstico justifica o suicídio”.

Philip também assegura que, com sua doença, pôde experimentar “incontáveis milagres”. Ele aprendeu, sobretudo, que “o sofrimento e a dor de coração, que fazem parte da condição humana, não devem ser desperdiçados ou interrompidos por medo ou procurando controle em uma situação aparentemente incontrolável”. “Não procuramos a dor em si mesma – explica Philip –, mas o nosso sofrimento pode ter grande significado se tentamos uni-lo à Paixão de Cristo e oferecê-lo pela conversão ou intenções dos outros”.

Mesmo passando por momentos de grande dificuldade, Johnson mantém a confiança em Deus e segue em seus estudos para tornar-se padre. “Ainda fico triste, ainda choro”, escreve. “Ainda peço a Deus que mostre a Sua vontade através de todo este sofrimento e me permita ser Seu sacerdote (…), mas sei que não estou sozinho no meu sofrimento”.

Eis o exemplo de quem se configurou à redenção de Cristo e, com isso, deu sentido ao próprio sofrimento. Que Deus tenha misericórdia da alma de Brittany Maynard. E que todos os que sofrem ouçam, com esperança, o apelo de Nosso Senhor: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós (…), porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.” [5].

 

  1. The Brittany Maynard Fund – YouTube
  2. Ortodoxia, V, p. 76
  3. Salvifici Doloris, 2. 3. 13
  4. Dear Brittany: Our Lives Are Worth Living, Even With Brain Cancer | Diocese of Raleigh
  5. Mt 11, 28-30

 

Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere

Com apenas dois dias faltando para a data que Brittany Maynard, doente terminal, havia planejado para sua morte, aos 29 anos de idade e recém-casada, a americana divulgou um novo vídeo explicando, bastante emocionada, como se sente agora que 1º de novembro está tão perto. A paciente foi diagnosticada com câncer de cérebro e sente a doença debilitando seu corpo. Mas conta que ainda reflete sobre se este é o momento certo para o fim.

“E se 2 de novembro vier e eu ainda estiver viva, eu sei que nós vamos ainda estar seguindo, e, como uma família, com amor um pelo outro, essa decisão virá mais tarde”, afirma em vídeo de seis minutos.

Brittany parece muito realista sobre o seu futuro e está passando todos os dias com o marido, Dan Diaz, e seus pais, aproveitando ao máximo o tempo que tem.

A psicóloga americana começou a ter enxaquecas fortes e recorrentes no final de 2013, pouco depois de se casar com Dan. Em janeiro deste ano ela teve o diagnóstico de um dos tipos mais graves de tumor cerebral maligno, chamado glioblastoma. Brittany logo foi submetida a duas cirurgias, que contiveram o câncer e renderam-lhe um prognóstico de mais dez anos de vida. No entanto, em abril, os médicos constataram que o tumor voltou maior e mais agressivo. O prognóstico de vida mudou para só seis meses.

A paciente tomou a decisão de recorrer ao suicídio assistido, prática médica que permite, em termos legais, o paciente com câncer terminal a tirar a própria vida no momento em que desejar. O procedimento é permitido em cinco estados americanos: Montana, Novo México, Vermont, Washington e Oregon.

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Uma tendência observada por ativistas pró-vida próximos de estudantes universitários nos EUA, é a crescente aceitação do “aborto pós-nascimento”, ou seja, matar a criança depois que ele ou ela nasceram, afirmam líderes pró-vida ao “The Fix College”.

A evidência anedótica constatada por líderes dos grupos pró-vida como “Criados Iguais” e “Sobreviventes ao Holocausto do Aborto” disseram em entrevistas que não só eles vêem mais estudantes universitários que dizem apoiar o aborto pós-nascimento, mas alguns estudantes ainda sugerem que as crianças até 4 ou 5 de idade também podem ser mortos, porque eles ainda não são “auto-conscientes”.

“Nós encontramos pessoas que pensam que é moralmente aceitável matar bebês após o nascimento em quase todos os campus visitados”, disse Mark Harrington, diretor de “Criados Iguais”. “Enquanto este ponto de vista ainda é considerado absurdo pela esmagadora maioria das pessoas, a idéia está se tornando cada vez mais popular.”

Os campi onde ativistas locais e membros da equipe dos “Criados Iguais” encontraram estudantes com esta opinião incluem Purdue, da Universidade de Minnesota e a Universidade Central da Florida. No estado de Ohio, no início deste ano, o Grupo exibiu um debate entre um dos seus membros e uma senhora no campus que defendia claramente o infanticídio.

“Este é problema que surge quando se desvaloriza a vida humana em alguma de suas fases de desenvolvimento – e esta tendência crescerá e incluirá outras “categorias” de seres humanos; neste caso, já estão incluídos os seres humanos nascidos, bem como os seres humanos ainda não nascidos”. Disse Harrington: ” Eu conversei com um jovem na Universidade de Minnesota, que disse ser correto matar as crianças se fossem menores de 5 anos de idade, pois ele não as considerava pessoas até essa idade.”

Kristina Garza, porta-voz de “Sobreviventes do Holocausto do Aborto”, uma organização pró-vida, que muitas vezes distribui material anti-aborto nos campi ao longo da Costa Oeste, disse que seu grupo também encontra freqüentemente estudantes universitários que aceitam infanticídio.

“Para aqueles que são firmemente a favor do aborto sob qualquer condição, não é difícil achar normal e aceitar matar um ser humano mesmo após o seu nascimento”, disse Garza. “Há essa mentalidade comum no campus, que “tudo bem” matar bebês porque, de alguma forma, não somos humano até que sejamos auto-conscientes. A idade de consenso para isso é em torno de 4 anos de idade”, acrescenta ela.

Quanto à esta tendência, Garza disse que não há uma explicação clara para isso. No entanto,  argumentos apresentados por Peter Singer e outros filósofos que defendem o infanticídio são dados como tarefas de leitura para estudantes universitários.

Singer escreveu em 1979 que “os bebês humanos não nascem dotados de auto-conhecimento, ou capazes de compreender que existem ao longo do tempo. Eles não são pessoas … [portanto] a vida de um recém-nascido é de menos valor do que a vida de um porco, um cão ou um chimpanzé. “

“Ele vem dizendo coisas como esta desde os anos 70, mas somente agora este tipo de ideologia está sendo promovido nos campus universitários”, disse Garza. “Quando ele fez esta afirmação, houve um grupo seleto que o aceitou. Mas hoje em dia, nós nos tornamos tão insensíveis, e a maior parte dos estudantes universitários carecem de fibra moral e acabam aceitando facilmente esse estranho tipo de ideologia. “

Mas os grupos pró-vida presentes nos campi tem ajudado a transformar esta realidade e levado os estudantes para longe de mentalidade pró-escolha e outras tendências abortistas, acrescenta.

“Embora o número de alunos que acreditam não haver problemas com a matança de crianças após o nascimento esteja crescendo, o número de estudantes que aceitam que a vida humana começa na concepção também está crescendo, e está crescendo a uma taxa maior e mais rápida do que aqueles que aceitam o infanticídio, “, disse Garza.

“As tendências que observamos não é tanto uma questão dos alunos estarem com uma moral mais bem fundamentada, é que nós, como um movimento pró-vida estamos trabalhando para apresentar um argumento melhor, e estamos empurrando as pessoas para fora desta confusão”, disse ela. “Estamos vendo mais alunos que vêem a lógica e optam por ser anti-aborto”.

No entanto, a oposição firme à filosofia pró-vida continua.

Questionado sobre o incidente no estado de Ohio, em que uma mulher respondeu a uma exibição pró-vida defendendo o infanticídio, um grupo ativista pró-aborto do campus se pronunciou de forma semelhante à mulher do clipe.

Devin Deitsch, líder do VOX: Vozes para Planned Parenthood na Universidade Estadual de Ohio, disse em um e-mail para The Fix College: “Falando como o líder principal da VOX, garanto-vos que são muito pró-escolha”, Deitsch também notou. “… Nós não estamos aqui para defender as mulheres a fazer aborto, defendemos por sua capacidade de fazer essa escolha sem medo, apartes ou barreiras. Essencialmente, nós pedimos para uma mulher (e seu corpo) para ser respeitado. Nada mais, nada menos. “

O reporter da College Fix, Mairead McArdle, é aluno do Thomas Aquinas College.

Fonte: http://www.thecollegefix.com/post/19896/

brittany

Kara Tippetts é esposa de um pastor e mãe de quatro filhos. Ela é autora do livro “The Hardest Peace” (A paz mais difícil), além de ter um blog. Após saber da história de Brittany Maynard, a norte-americana de 29 anos que decidiu realizar a eutanásia logo após descobrir que um tumor no cérebro poderia matá-la em dois meses, resolveu escrever uma carta. Eis a carta:

O meu oncologista e eu permanecemos com o meu coração entristecido pela sua história. Falamos do difícil caminho que nos foi pedido percorrer. Cheguei em casa, eu e meu amigo nos sentamos na cama da minha filha de cinco anos e rezamos por você. Rezamos simplesmente para que você pudesse escutar minhas palavras, que nascem do lugar mais sensível do meu coração. Rezamos para que pudesse escutar as palavras que escrevi, que partem de um lugar de amor sensível e sábio. Sabendo o que quer dizer o horizonte dos seus dias que, um dia pareciam ilimitados, e agora parecem escurecer.

Escute estas palavras de um coração cheio de amor por você. Brittany, a sua vida é importante, a sua história e o seu sofrimento são importantes. Obrigada por ter saído da privacidade da sua história e tê-la compartilhado abertamente.

Nós a vemos, vemos a sua história, e existem inúmeras pessoas que a amam e estão rezando para que você mude de ideia.

Brittany, amo você e sinto muito por você estar morrendo. Sinto muito que a ambas de nós tenha sido pedido seguir uma estrada que parece simplesmente impossível de percorrer. Acredito que contar a sua história seja importante. Acredito que seja positivo para a nossa cultura saber o que está acontecendo em Oregon. É uma discussão que deve ser levada além dos pontos de vista cômodos e levada à luz. Compartilhando a sua história aconteceu isto. É imensamente importante. Obrigada.

Digo de forma muito simples que não concordamos. O sofrimento não é inexistência da bondade, não é inexistência da beleza, mas talvez pode ser o lugar onde conhecer a verdadeira beleza. Escolhendo a sua morte, você está retirando daqueles que a amam com tanta ternura a oportunidade de estar com você nos seus últimos momentos e de poder lhe oferecer amor no último suspiro. Enquanto eu estava sentada na cama da minha filha rezando por você, perguntei-me sobre a impossibilidade de entender que um dia a história da minha pequena será bonita, porque presenciou a minha morte.

Aquele último beijo, aquela última carícia, aquele último respiro contam, mas nunca pensamos em decidir quando seria exalado o último respiro. Conhecer Jesus, saber que Ele conhece o meu difícil partir, que Ele caminha comigo na minha agonia, meu coração deseja que você O conheça na Sua morte. Porque na Sua morte, Ele protegeu a minha vida. A minha vida para além deste mundo.

Brittany, quando confiamos no fato de que Jesus toma sobre Si, protege e redime o nosso coração, a morte não é mais uma agonia. O meu coração deseja que você conheça esta verdade, este amor, esta vida eterna. Eu lhe disse uma mentira. Uma terrível mentira. Que a sua morte não será bonita. Que o sofrimento será muito grande.

O meu oncologista e eu falamos hoje da sua agonia, da minha e da bela colaboração que tenho com os meus médicos, que me acompanham nestes últimos momentos com cuidados amorosos. Por dois mil anos os médicos estiveram ao lado da defesa da vida, cuidando com amor dos pacientes que morrem na graça. O médico que lhe prescreveu a pílula que irá acelerar a sua morte se desviou do Juramento de Hipócrates, que diz que primeiramente não se deve fazer o mal. Ele, ou ela, se desviou do juramento que defende a vida e o morrer bem que nos é concedido.

Há pessoas que falam, em tons desagradáveis, que nós que acreditamos em Jesus nos sentimos inseguros, não desejados e não amados. Mas no meu sussurro, na minha súplica, minha querida, escutará o meu coração que lhe pede, lhe pede por favor, lhe suplica, para não tomar esta pílula. Sim, a sua morte será difícil, mas não será privada de beleza.

Por favor, você confiaria em mim nesta verdade? E, algo ainda mais importante, você escutará do seu coração que Jesus a ama? Ama. Sofreu uma morte horrível sobre uma cruz para que você o conhecesse hoje, para que nós não precisássemos viver separados Dele na nossa morte. Morreu e a Sua morte aconteceu; não é simplesmente uma história.

Morreu e venceu a morte três dias depois, e vencendo a morte venceu a morte que você e eu estamos enfrentando com o nosso câncer. Quer lhe conhecer, guiá-la na sua agonia e lhe dar vida e em abundância: a vida eterna. Para cada ser vivente a morte é iminente – todos a enfrentarão um dia -, e a pergunta mais importante é: “Quem é este Jesus, e o que tem a ver com a minha agonia?” Por favor, não tome esta pílula antes de se fazer esta pergunta. É uma pergunta que precisamos fazer, visto que todos morreremos.

Recentemente escrevi um livro: The Hardest Peace (A paz mais difícil), e escrevi também em meu blog sobre meu percurso de vida e minha viagem em direção ao meu último respiro. Não é simplesmente uma história sobre o fato de morrer de câncer, mas de viver aquele respiro. É um livro sobre cada um de nós que tem ainda a possibilidade de respirar, de abraçar a vida e de olhar a morte com graça. Viver no Grande Amor e encontrar meu fim no amor. Surpreendente, importante, o amor.

Subiria em um a avião amanhã mesmo para ir vê-la e compartilhar minha história e encontrar-lhe na sua casa, se você quiser me receber. Rezo para que estas palavras cheguem até você. Rezo para que cheguem a multidões que estão olhando a sua história e acreditando na mentira de que o sofrimento é um erro, que morrer não é ser corajoso, mas que escolher a nossa morte é ser corajoso.

 Não, acelerar a morte nunca foi a intenção de Deus. Mas na nossa agonia, Ele nos doa a Sua graça. O Juramento de Hipócrates é importante, e aqueles que escolhem se afastar precisam ser desafiados. Me faz mal ao coração saber que decidiram se afastar da proximidade da graça que protege a nossa vida e a nossa morte.

Decidi cooperar com o meu médico na minha agonia, e será uma viagem bela e dolorosa para todos nós. Mas me escute: não é um erro. A beleza nos encontrará no nosso último suspiro.

Fonte: aleteia.org

eutanasia cancer

Há alguns meses o site ACI/EWTN Noticias postou uma notícia, informando que o Dr. Luis Ráez, diretor médico do Memorial Cancer Institute e ganhador do Prêmio ao Desenvolvimento da Carreira da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, refutou os promotores da eutanásia no programa Cala na CNN em Espanhol, deixando claro que esta prática é o assassinato de um ser humano e isto é contrário à profissão médica.

“A eutanásia é quando alguém ativamente mata uma pessoa, pode ser desconectando um respirador ou injetando-lhe algo. Parece-se um pouco ao suicídio assistido, que é quando alguém dá para a pessoa um remédio para que se suicide”, indicou.

Ráez precisou que “quando falamos de eutanásia ou de suicídio assistido, estamos falando de pessoas vivas, mas com pessoas que as querem matar”.

Defendendo a eutanásia, Alfonso Ramírez participou do programa o autodenominado “tanatólogo e terapeuta”, e assegurou que seu ofício consiste em ajudar “as pessoas a bem morrer”.

“Este é um aspecto 100 por cento humanitário e de empatia pelos seres humanos. Ajudá-lo a bem morrer, justo como o conceito da eutanásia. Isto é a eutanásia, ajudar a bem morrer, eu estou a favor da eutanásia”, assegurou Ramírez.

O tanatólogo reconheceu que “nós não somos médicos”, para logo acrescentar que “somos médicos, mas de almas”.

“Nós apoiamos desde o ponto de vista psicológico, emocional que é tão importante e familiar”.

Por sua parte, o Dr. Luis Ráez assinalou que “eu sou oncologista e pesquisador, dediquei minha vida inteira a pesquisar remédios para lutar contra o câncer, para mim não tem nenhum sentido matar pessoas”.

Embora tenha reconhecido que existem quatro países no mundo onde “se pode matar os pacientes”, Ráez assinalou que “para mim, que sou oncologista, não há uma sociedade americana que esteja a favor da eutanásia. Para nós a eutanásia é um assassinato, o assassinato do ser humano, e é irreversível, não se pode de repente mudar de ideia e no futuro já não fazer a eutanásia”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26614

turismo suicida

A lei sobre suicídio assistido na Suíça não é a coisa mais clara do mundo. Por conta disso, muitas pessoas aproveitam essa brecha para viajar à Zurique com o único propósito de cometer suicídio. Esse é o chamado “turismo do suicídio” e, coerentemente, essas pessoas recebem o nome de “turistas suicidas”.

Além do problema óbvio de que a rotatividade desse tipo de turista não é a mais alta – afinal, quem vai não costuma voltar -, alguns dados coletados nos últimos anos têm chamado atenção. Entre 2008 e 2012, 611 “turistas” foram para a Suíça para cometer suicídio assistido, segundo uma análise publicada. Eles chegaram de 31 países diferentes, embora a grande maioria fosse proveniente da Alemanha e do Reino Unido.

Essa prática se tornou comum a ponto de o termo “ir para a Suíça” ter se transformado em um eufemismo para “suicídio assistido” no Reino Unido. Uma daquelas expressões populares que, daqui alguns anos, a gente vai ter que pesquisar um pouco para saber de onde veio.

O mais chocante de tudo é que seis organizações diferentes ajudam as pessoas a cumprir esse propósito. Elas “promovem” cerca de 600 casos de suicídio por ano, sendo que, desses, 200 são de turistas suicidas. Será que esse é um exemplo de economia criativa?

Suicídio assistido se transforma em turismo

Dos 611 suicídios assistidos identificados durante o período em que esses dados foram levantados, 58% eram de mulheres. A idade variou de 23 a 97 anos, e os pesquisadores responsáveis pelo levantamento descobriram que a idade média foi de 69. Outro dado chama muita atenção: algo em torno de 50% dos pacientes tinham alguma doença neurológica. Outros disseram que tinham câncer, doença reumática ou doença cardiovascular. Muitos tinham mais de uma dessas condições.

O número total de casos de turismo de suicídio caiu de 123 em 2008 para 86 em 2009, mas em seguida dobrou entre 2009 e 2012, indo para 172 – o que só aumentou a polêmica em torno do assunto.

As leis de suicídio assistido em todo o mundo estão em debate de prós e os contras para permitir que os médicos ajudem doentes terminais, ou pacientes que sentem muita dor, a morrer.

Na Suíça, de acordo com autores responsáveis pelo levantamento de todos esses dados, não há regras para regular as condições em que uma pessoa pode receber o suicídio assistido, embora os códigos profissionais médicos o permitam em determinadas circunstâncias. Na Alemanha, por exemplo, não há linguagem jurídica formal no código penal sobre o suicídio assistido, mas os médicos não são eticamente permitidos a ajudar um paciente a cometer suicídio.

No Reino Unido, Irlanda e França, o suicídio assistido também é ilegal, apesar de casos recentes terem sido apresentados em tribunais superiores.

Uma pesquisa internacional com 12 países europeus concluiu que a maioria das pessoas é a favor da legalização do suicídio assistido, de acordo com os autores desse levantamento. Mas outros argumentam que legalizar o suicídio assistido não é uma medida que aborda o problema central da questão, que é a necessidade de melhorar cuidados paliativos. Além disso, quem é contra levanta uma outra questão: as leis de suicídio assistido, caso aprovassem a prática, colocariam populações vulneráveis em risco.

Alison Twycross, da London South Bank University, na Inglaterra, em um editorial que acompanha esse levantamento, escreveu que os defensores do suicídio assistido muitas vezes têm um amigo ou parente que sofreu uma morte longa e dolorosa. Assim, a questão pode realmente ser a necessidade de prestar um bom atendimento de fim de vida de todo e qualquer paciente.

Fonte: http://hypescience.com/