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A primeira coisa que se deve investigar em um candidato, antes mesmo de sua atuação passada ou de suas promessas, é o partido político a que pertence. Dos 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, muitos são amorfos. Seus estatutos dizem pouco ou quase nada. Tais partidos não trazem ameaças aos cristãos que a ele se filiam. Há uns pouquíssimos partidos que se propõem explicitamente à defesa da vida humana e da família. E há, por fim, doze partidos que constituem um verdadeiro exército organizado contra os valores cristãos. São eles:

Partido dos Trabalhadores (PT) 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB 23
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 65
Partido da Causa Operária (PCO) 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) 33
Partido Pátria Livre (PPL) 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 50
10º Partido Socialista Brasileiro (PSB) 40
11º Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) 16
12º Partido Verde (PV)[1] 43

Com exceção do PV, todos os partidos acima se declaram socialistas. Ora, como explica São João Paulo II, “o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. […] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral[2] . O Concílio Vaticano II já havia ensinado que “o homem é a única criatura na terra que Deus quis por si mesma[3] .

O cristianismo vê na criança por nascer alguém que deve ser respeitado como pessoa e amado independentemente de sua “qualidade”, beleza ou utilidade. Há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista.

Vejamos agora, brevemente, cada um dos doze partidos fatais:

1º) Partido dos Trabalhadores (PT) – n.º 13

No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4] . Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c)[5] . Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6] . Não deve causar espanto que o PT defenda o aborto, já que o artigo 1º de seu Estatuto põe como objetivo do Partido “construir o socialismo democrático”.

2º) Partido Comunista Brasileiro (PCB) – nº. 21

Os militantes do Partido Comunista Brasileiro são obrigados a aceitar “seu Estatuto e Programa[7] . São seus deveres “cumprir as deliberações partidárias, aplicar a linha política do Partido e difundir os ideais comunistas” (art. 11, a, Estatuto do PCB). O Programa Político do PCB defende como um dos “pontos iniciais de uma alternativa socialista para o Brasil” a “garantia do direito ao aborto[8] .

3º) Partido Popular Socialista (PPS) – nº. 23

É o sucessor do Partido Comunista Brasileiro. O PPS se declara “humanista, socialista e ambientalista” e pretende resgatar “a melhor tradição do pensamento marxista e do humanismo libertário[9] . A Coordenação de Mulheres do PPS, um órgão previsto no artigo 26 do Estatuto do Partido, repetidas vezes manifestou sua adesão à causa abortista. Uma delas foi a Nota pública sobre o aborto[10] , de 18/04/2007, em que se relata três vezes em que o PPS se havia manifestado publicamente em favor da legalização/descriminalização do aborto, por considerá-la uma “questão de saúde pública” e de “direito e autonomia das mulheres”. A Plataforma Política das Mulheres do PPS[11]  previa em 2009 a “legalização do aborto”, a “garantia de todas as formas de contracepção e interrupção da gravidez” e a “consolidação pelo SUS do serviço de aborto nos casos previstos em lei [?]”.

4º) Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – nº. 65

Nas Resoluções da 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher[12]  realizada entre os dias 18 e 20 de maio de 2012 em Brasília, encontra-se o desafio de “desenvolver ações mais ofensivas à garantia do direito ao abortocomo questão de saúde pública” (p. 44, n. 76, k). Essas Resoluções foram ratificadas pelo Comitê Central, conforme prevê o Estatuto do PCdoB[13]  (art. 24, §2º). Portanto, são “válidas e obrigatórias para todo o Partido”.

5º) Partido da Causa Operária (PCO) – n.º 29

O Programa do Partido da Causa Operária (PCO)[14]  defende a “liberdade para a mulher decidir sobre seu corpo com a legalização do aborto e sua realização, em condições dignas, pela rede pública de saúde” (X.11).

Segundo o Estatuto do PCO[15] , os filiados têm o dever de “defender em todos os lugares e ocasiões o programa do partido” (art. 7, I). Se o “eleito pelo Partido para cargo executivo ou legislativo” agir contra “as deliberações, o Estatuto ou o Programado PCO”, será punido com “expulsão” e “cancelamento da filiação” (art. 30, §3º, b). Essa é a sanção que espera o político do PCO que lutar contra o aborto.

6º) Partido Democrático Trabalhista (PDT) – nº. 12

O Partido Democrático Trabalhista tem como objetivo é a “construção de uma sociedade democrática e socialista[16] . Ele “adota como símbolo a rosa vermelha” (art. 1º, § 2º), símbolo da Internacional Socialista.

O Movimento de Mulheres do PDT no item “Nossas Conquistas” diz: “… temos que continuar lutando para que se efetive a descriminalização do aborto, pois só as mulheres pobres serão banidas por sua prática, já que as com melhores condições podem fazê-lo sem necessidade do aparato estatal. A saúde integral é uma luta de todos nós e o aborto não é uma questão de polícia e sim de saúde pública[17] .

7º) Partido da Mobilização Nacional (PMN) – n.º 33

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) […] “orientar-se-á por seu Manifesto, seu Programa e seus Estatutos e demais diretrizes de ação política, social e econômica, de conteúdo nacional, democrático e socialista[18] .

8º) Partido Pátria Livre (PPL) – n.º 54

O Partido Pátria Livre (PPL) “se orienta pelos princípios e pela teoria do socialismo científico[19] , como é chamado o socialismo de Marx e Engels.

9º) Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – n.º 50

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tem por objetivo a “construção de umasociedade socialista[20] . Coerentemente com sua doutrina socialista, ele defende o direito ao aborto. Segundo resolução aprovada no 4º Congresso Nacional do Partido em 29/01/2014 denominada Conjuntura Nacional, “é tarefa do PSOL […] barrar o estatuto do nascituro [criança por nascer] e sua ‘bolsa estupro’, defendendo aautonomia das mulheres sobre seus corpos e os direitos sexuais e reprodutivos[21] . Qual o valor dessa resolução? Diz o Estatuto do PSOL: “As resoluções do Congresso representam a posição oficial do Partido e são válidas para todos os órgãos e filiados” (art. 36).

10º) Partido Socialista Brasileiro (PSB) – nº. 40

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) tem por finalidade a “implantação da democracia e do socialismo no País[22] , com a “gradual e progressiva socialização dos meios de produção[23]  e a “abolição de todos os privilégios de classe” (Manifesto, VIII). Entre as reivindicações imediatas do Partido está a estatização da educação: “Plano nacional de educação que atenda à conveniência de transferir-se gradativamente o exercício desta ao Estado e de suprimir-se, progressivamente, o ensino particular de fins lucrativos[24]  . Note-se que o PSB é muito mais explícito que o PT em expor seus propósitos socialistas. Nem mesmo oculta seu desejo urgente de extinguir as instituições educativas não estatais (incluindo as religiosas), obrigando as crianças a se submeterem à ideologia do Estado.

11º) Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – nº. 16

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) “não prioriza as eleições, mas a ação direta como meio de transformar a realidade em que vivemos”. Através da luta e da revolução, defende a instalação de uma “ditadura do proletariado” sobre a burguesia[25] .

Seu candidato à Presidente da República, José Maria, promete “atender demandas democráticas históricas das mulheres como a legalização do aborto, e da juventude, como a legalização da maconha e descriminalização das drogas[26] .

12º) Partido Verde (PV) – n.º 43

O candidato filiado ao Partido Verde está comprometido a “respeitar e cumprir seu Programa e Estatuto[27] . É seu dever “obedecer ao Programa, ao Estatuto e às resoluções do Partido” (art. 11, I, Estatuto do PV).

Ora, este Programa, ao qual ele está obrigado a obedecer, defende:

a.       o aborto: “legalização da interrupção voluntária da gravidez[28] .

 Anápolis, 4 de setembro de 2014.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do  Pró-Vida de Anápolis.


[1]  O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf

  [2]  JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13.

[3]  Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 24.

[4]  Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://old.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

 [5]  Partido dos Trabalhadores. Estatuto, art. 140, c in: http://old.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL_registrada.pdf
  [6]  DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
  [7]  Partido Comunista Brasileiro. Estatuto, art. 6º in: http://pcb.org.br/portal/docs/estatuto230308.pdf
  [8]  Partido Comunista Brasileiro. Programa. ponto 21.18, in: https://docs.google.com/file/d/0B9OkSrCIvhFlWVh0eDM4dmlUQTk0M2tvLTFKVW9hZTlPbnFB/edit
  [16]  Partido Democrático Trabalhista. Estatuto, art. 1º, in: http://www.pdt.org.br/index.php/pdt/estatuto/do-partido/dos-objetivos
  [18]  Partido da Mobilização Nacional. Estatuto, art. 2º, in: http://pmn.org.br/estatuto.aspx
  [19]  Partido Pátria Livre. Estatuto, art. 3º, in: http://www.partidopatrialivre.org.br/Documentos/Estatuto.htm
  [20]  Partido Socialismo e Liberdade, Estatuto, art. 5º, in: http://www.psol50.org.br/site/paginas/39/estatuto
  [22]  Partido Socialista Brasileiro. Estatuto, art. 2º, in: http://www.psb40.org.br/downloads/estatuto.pdf
  [23]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, VII, in: http://www.psb40.org.br/fixa.asp?det=1
  [24]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, Reivindicações Imediatas, 9ª

 [25]  Cf. http://www.pstu.org.br/partido

  [26]  A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária in: http://www.pstu.org.br/pstu16/20832
  [27]  Partido Verde. Estatuto, art. 5º, in: http://pv.org.br/wp-content/uploads/estatuto_pv.pdf

family with children on hands, sunset sky

Um hábito 100% natural, com fundamento científico, sem riscos para a saúde, que tem altíssimos índices de eficácia e respeita o corpo da mulher.

 

O planejamento natural da família (PNF) compreende uma série de métodos para adiar a gravidez ou para consegui-la, baseando-se, por um lado, na observação da fertilidade da mulher e, por outro, na educação da atividade sexual do casal. É uma ajuda para viver a paternidade de maneira responsável, tanto para conceber quanto para espaçar ou limitar os nascimentos dos filhos.

Como funciona o PNF?

Há vários meios de fazer um planejamento familiar com métodos naturais: o sintotérmico, o Método de  Ovulação Billings, o método do ritmo, entre outros. O que os assemelha é que todos partem de fatos cientificamente constatáveis:

– Que o homem é fértil todos os dias da vida, enquanto a mulher só o é em alguns dias do mês.

– Que a fertilidade da mulher tem sinais que o casal pode aprender a reconhecer, para que, abstendo-se de relações sexuais em tais dias, possa evitar uma gravidez – ou, pelo contrário, conseguir planejar a geração de uma nova vida.

Como se aprende o PNF moderno?

Os cursos, livros e oficinas que informam e ensinam sobre o PNF são orientados ao casal, para que, juntos, marido e mulher aprendam a reconhecer os sinais fisiológicos da fertilidade feminina (aumento do fluxo e viscosidade da mucosa vaginal, aumento da temperatura basal da mulher, pequenas pontadas no abdômen etc.) e possam regular sua atividade sexual de acordo com tais sinais, que a própria natureza oferece sem a necessidade de fecharem-se à transmissão da vida..

Esta aprendizagem é muito simples e sua prática exige apenas observação e o relato do que se observa. É importante ressaltar que não se trata de intuições ingênuas, sinais subjetivos ou observações abstratas do próprio corpo, mas a constatação de sinais fisiológicos claros, incontestáveis e confiáveis e que independem da duração do ciclo menstrual de cada mulher, ou seja, os métodos naturais se aplicam com a mesma eficácia científica para todas as mulheres e quando realizados com rigor e segundo a autenticidade dos métodos tem eficácia maior do que a maioria dos métodos artificiais, com a vantagem de não colocar a saúde da mulher e alma dos filhos em risco.

É importante ressaltar que existem pessoas capacitadas e autorizadas pela Igreja para oferecer estes cursos, bem como aquelas designadas pelos diversos departamentos para a família, em muitas dioceses do mundo. No Brasil, um dos centros de capacitação mais conhecidos é o CENPLAFAM. Cada casal, seja de namorados, noivos ou casados, que deseja aprender esses métodos deve procurar em sua região instrutores que os ajudem no aprendizado, tomando sempre muito cuidado com a fidelidade e rigor que cada método exige para ter sua eficiência garantida.

Quais são as vantagens do PNF?

O PNF não oferece nenhum risco para a saúde das pessoas e é altamente eficaz, quando aplicado com verdadeira motivação e consistência, por parte do casal. Ele não requer o uso de medicamentos, aparelhos ou cirurgias.

Quanto à vida do casal, seus benefícios são incomparáveis. Os cônjuges se preservam de artifícios químico-mecânicos e permanecem fiéis às dimensões unitiva e procriativa do ato conjugal, sem ferir sua beleza intrínseca e seu ciclo natural, pois

um ato de amor recíproco, que prejudique a disponibilidade para transmitir a vida que Deus Criador de todas as coisas nele inseriu segundo leis particulares, está em contradição com o desígnio constitutivo do casamento e com a vontade do Autor da vida humana. Usar deste dom divino, destruindo o seu significado e a sua finalidade, ainda que só parcialmente, é estar em contradição com a natureza do homem, bem como com a da mulher e da sua relação mais íntima; e, por conseguinte, é estar em contradição com o plano de Deus e com a sua vontade. 

(Humanae Vitae n.13).

Além disso, pelo uso de métodos naturais, os cônjuges exercitam um grau mais elevado de autodomínio e um respeito mútuo mais profundo, que gera mais intimidade, união e consequente felicidade ao casal. Finalmente, marido e mulher se tornam mais conscientes da sua extraordinária e generosa contribuição e responsabilidade como cocriadores com Deus. Por isso, o fato de o PNF envolver sacrifícios e períodos de abstinência sexual, ao contrário de ser considerado um fator negativo, na verdade configura-se um imenso bem aos cônjuges.

O que é a paternidade responsável?

A Igreja Católica nos ensina que o dom da fertilidade é uma bênção para o casal, mas também uma grave responsabilidade, porque implica em acolher com amor, criar com responsabilidade e educar os filhos.

Por isso, a Igreja, no documento Humanae Vitae  (n. 8), nos recorda que “o exercício responsável da paternidade implica que os cônjuges reconheçam plenamente os próprios deveres, para com Deus, para consigo próprios, para com a família e para com a sociedade, numa justa hierarquia de valores”.

Por que a Igreja Católica não aceita a anticoncepção?

Os anticoncepcionais separam o ato conjugal, de forma arbitrária e até negativa, em suas dimensões intrínsecas de união e abertura natural à vida, destruindo ou obstaculizando a fertilidade e, com ela, o poder criador de Deus. São João Paulo II escreveu às famílias dizendo: “Quando os cônjuges, mediante o recurso à contracepção, separam estes dois significados que Deus Criador inscreveu no ser do homem e da mulher e no dinamismo da sua comunhão sexual, comportam-se como «árbitros» do plano divino e «manipulam» e aviltam a sexualidade humana, e com ela a própria pessoa e a do cônjuge, alterando desse modo o valor da doação «total». Assim, à linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges, a contracepção impõe uma linguagem objetivamente contraditória, a do não doar-se ao outro: deriva daqui, não somente a recusa positiva de abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal.” (Familiaris consortio, n.32)

Em contrapartida, os métodos naturais, não interferem deliberadamente na abertura à vida, mas ajustam a união conjugal ao ritmo da fertilidade, levando o casal a evitar as relações sexuais quando desejem espaçar os nascimentos dos filhos ou, planejando-se, quando decidem acolher responsavelmente o dom de uma nova vida.

Por “anticoncepcionais” se compreende o aborto e todo tipo de método que interrompa ou impeça a dimensão procriativa do ato conjugal. Isso inclui todo uso antinatural do ato conjugal e a utilização de qualquer anticoncepcional, seja de barreira (como preservativos), químico (pílulas anticoncepcionais, injeções, implantes etc.) ou mecânico (como os dispositivos intrauterinos). Os métodos químicos e mecânicos podem ser abortivos e isso torna seu uso mais grave ainda.

anticoncepcional2

As leitoras de um grande site reagiram a uma publicação que promovia o uso de anticoncepcionais.

Em uma dos sites mais acessados do momento, o BuzzFeed, um mix de notícias e material produzido e compartilhado entre os usuários, 22 mulheres que trabalham no site postaram fotos delas mesmas com um cartaz na mão. No cartaz estava especificada a razão pela qual usam anticoncepcionais.

Em resposta ao post, 24 leitoras, com outras fotos e cartazes, expuseram o motivo pelo qual não usam anticoncepcionais. É possível ver as fotos aqui.

Traduzimos os cartazes sobre o “não usamos” anticoncepcionais(alguns uma resposta direta ao “sim”):

1) Porque posso evitar uma gravidez sem envenenar meu corpo

2) Porque apesar das cólicas e da possibilidade de aparecerem espinhas, isso faz parte do ser mulher

3) Porque vale totalmente a pena

4) Porque o meu corpo é um dom para o meu futuro marido, e este dom inclui a maternidade

5) Porque sou responsável e tomo decisões aceitando as consequências das minhas ações

6) Porque quero um corpo saudável e natural

7) Porque ser fértil não é uma condição à qual preciso remediar

8) Sexo = doação TOTAL de si #NFP (Natural Family Planning, ou seja, métodos naturais de regulação da fertilidade)

9) Porque não preciso renunciar minha maternidade para ser uma feminista

10) Porque consigo me controlar

11) Porque os anticoncepcionais permitem aos homens usar as mulheres SEM consequências

12) Porque atingem os sintomas, NÃO o problema

13) Não quero colocar algo de artificial no meu corpo para impedir que aconteça algo natural

14) Porque o sexo é mais que diversão… gera a vida!

15) Porque tenho a PCOS (Síndrome do Ovário Policístico) e a pílulaé menos eficaz que as alternativas naturais, mas as companhias farmacêuticas querem ganhar dinheiro

16) Porque os filhos NÃO são algo inconveniente, são um dom

17) Porque é mais legal ter dois filhos do que cães ou gatos

18) Porque o câncer de mama, câncer de colo de útero e infertilidade… não valem a pena

19) Porque NINGUÉM NUNCA está verdadeiramente pronto para ter filhos – e são uma das MELHORES e mais excitantes coisas, além da satisfação que podem causar

20) Porque ser mulher e a fertilidade são um dom lindo e eu quero um amor que seja doação de si e doação da vida

21) Porque me orgulho da minha feminilidade e porque conheço muitas jovens que têm problemas reprodutivos por causa dos anos de anticoncepcionais

22) Porque a vida é uma coisa linda, sempre

23) Porque quero um sistema reprodutivo 100% saudável e intacto quando estiver pronta para ter filhos

24) Porque a capacidade de gerar a vida é um super poder que sou orgulhosa de possuir

contraceptivo

É recomendável que freiras tomem anticoncepcionais buscando assim evitar certos tipos de tumores?

Por Justo Aznar e Julio Tudela
Artigo publicado no Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência

Seria conveniente que as freiras pudessem utilizar anticoncepcionais para diminuir o risco de ter algum tipo de tumor? Isso quando falamos de tumores como os que aparecem no útero e ovário.

O Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência não recomenda.

“Acreditamos que a relação risco/benefício médico não sustenta o uso preventivo de anticoncepcionais para as celibatárias”, isso buscando reduzir o risco de câncer no útero ou ovário, afirmam os especialistas Justo Aznar e Julio Tudela.

Eles ressaltam que “naturalmente isso, ao fim, se submete à vontade das interessadas, sempre que sejam bem aconselhadas por médicos”.

“Aquilo que parece mais claro é que, se seguramente não terão relações sexuais, moralmente não existiria um grande inconveniente em tomar anticoncepcionais orais com fins médicos.”

O Observatório tocou neste assunto polêmico por causa de uma questão recentemente divulgada no Los Angeles Time, em um artigo de opinião assinado por Malcolm Potts, professor de Obstetrícia e Ginecologia na Universidade de Berkeley.

No artigo, Potts sustenta a conveniência de que freiras utilizem métodos anticoncepcionais para reduzir o risco de surgir alguns tipos de tumores genitais.

O autor afirma que nas populações de mulheres que têm pouca gravidez ou nenhuma, tendo completado muito mais ciclos menstruais ovulatórios – diz que mulheres com longos períodos de amamentação podem ter tido não mais de 40 ciclos ovulatórios em suas vidas férteis, diante de 400 que se podem verificar emmulheres que não têm filhos – o risco de ter câncer no ovário ou no útero aumenta significativamente.

Potts é um defensor do direito ao aborto e foi o primeiro diretor da influente “Planned Parenthood Federation” americana, voltada ao planejamento familiar.

“O autor inicia oferecendo informações científicas – parciais, como demonstraremos agora – para passar depois por uma avaliação moral demolidora no Magistério da Igreja sobre os métodos contraceptivos e a sexualidade humana”, explicam os especialista do Observatório de Bioética.

“Mas estão certas as afirmações de Potts sobre o benefício inquestionável que representa a utilização do anticoncepcional oral, no caso de mulheres sem filhos, para reduzir o risco de sofrimento com um possível futuro tumor?”

Em um artigo de réplica, a doutora Rebecca Peck, professora da Universidade de Daytona Beach, na Flórida (EUA), diz que “as afirmações de Potts estão certas, mas somente em partes”, observa.

Segundo Peck, os tumores de ovário e de útero são muito menos frequentes que os de mama. Estima-se uma ocorrência de câncer no útero em 1 entre 39 mulheres no curso da vida, enquanto o de ovário é 1 em cada 72.

Por outro lado, o câncer de mama atinge 1 entre 8 mulheres. Potts cita como fonte para sustentar as próprias afirmações o Instituto Nacional do Câncer, a principal agência norte-americana de pesquisa sobre esta doença.

A mesma agência informa que, contrariamente ao caso dos tumores de útero e ovário, o risco de ter um tumor nas mamas, colo de útero ou fígado aumenta com o uso de contraceptivos orais.

O câncer de mama é mais frequente nas mulheres que começaram a usar anticoncepcionais orais na fase da adolescência.

Nas mulheres sem filhos e que consequentemente não amamentaram, o predomínio do câncer de mama é superior àquele de mães que amamentaram os próprios filhos.

Neste caso, como aquele das referidas freiras, a utilização de anticoncepcionais orais elevaria ainda mais o risco do câncer.

Os dados de uma recente pesquisa liderada por Elisabeth F. Beaber, cientista da Divisão de Saúde Pública do Centro de Pesquisa Oncológica Fred Hutchinson em Seattle, Washington confirma o aumento do risco de câncer de mama entre as usuárias de anticoncepcionais orais. Mesmo diante das ressalvas da pesquisadora nas conclusões do trabalho e da justificativa que a interrupção do uso da “pílula” reduz esse risco, é fato que a ação hormonal dos contraceptivos orais potencializam o desenvolvimento de câncer de mama e colo do útero e que dificilmente usuárias de contraceptivos orais suspendem seu uso dentro da idade reprodutiva.
Leia aqui a reportagem sobre a pesquisa referida acima.

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Um novo método contraceptivo deve aparecer em 2018, caso tudo dê certo com os testes clínicos. Desenvolvido pela empresa norte-americana MicroCHIPS, trata-se de um chip instalado por baixo da pele que pode ser ativado e desativado através de um controle remoto, sem necessidade de ir ao médico. Com doses de hormônio liberadas diariamente, o chip pode durar até 16 anos, quase a metade do período reprodutivo da mulher.

 

O chip mede 20x20x7 mm e pode ser implantado sob a pele das nádegas, abdômen ou antebraço. Todos os dias, caso o chip esteja ativado, será liberada uma dose de 30 microgramas de levonorgestrel, um hormônio já usado em outros métodos contraceptivos. O levonorgestrel fica armazenado em um reservatório de 1,5 cm de largura selado com titânio e platina.

A qualquer momento, caso queira engravidar, a mulher será capaz de desativar o chip com um toque no controle remoto. Um médico poderá ainda controlar a dosagem do levonorgestrel sem precisar fazer nenhum tipo de cirurgia. Quando o hormônio acabar, após 16 anos de uso, o chip pode ser removido ou substituído.

O chip ainda não está totalmente pronto porque, além da necessidade de se fazer testes para comprovar a segurança e eficácia do método, os pesquisadores estão trabalhando com criptografia do sinal do controle remoto para garantir que apenas o próprio usuário seja capaz de desativar o chip. Só depois é que ele será submetido para aprovação pela Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês).

Curiosamente, a ideia para o chip surgiu há dois anos, em uma visita de Bill Gates ao laboratório do engenheiro Robert Langer no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT). Bill Gates e seus colegas perguntaram se seria possível fazer um contraceptivo controlado remotamente que durasse anos. Pelo visto, foi possível sim. O projeto está recebendo investimentos da Fundação Bill e Melinda Gates.

Fonte: tecnoblog.net

 

Notas do Blog Vida sem Dúvida:

 

A contracepção é um ato reprovável, seja ela feita por métodos reversíveis ou irreversíveis. Alguns pretendem, pela contracepção, separar artificialmente os fins do matrimônio (procriação/educação dos filhos – ajuda mútua entre os esposos). Pois bem, esses dois fins estão unidos e hierarquizados, e o homem não pode separá-los nem opor-se a eles. A contracepção se opõe a todo o matrimônio, natural ou cristão.

O princípio fundamental do espírito anticonceptivo pode resumir-se nas seguintes palavras: o prazer a todo custo. Por meio da técnica, o homem pretende livrar-se de suas responsabilidades. Busca aumentar suas satisfações sensíveis sem nunca se expor a sofrer as consequências de seus atos – neste caso, uma provável geração como consequência de seu ato conjugal. Este espírito anticonceptivo, que busca o prazer custe o que custar, conduz mais tarde, logicamente, a admitir o aborto, a homossexualidade e todo tipo de práticas contra a natureza. Se o único critério de ação é a autossatisfação, todos os meios acabam por ser lícitos sempre e quando se obtenha o prazer.

 
Certamente, muitos dos que admitem a contracepção não aceitam o aborto nem as outras práticas contra a natureza; porém já puseram seu dedo em uma engrenagem que os conduzirá necessariamente, queiram ou não, na prática ou no pensamento, a admitir todas as depravações morais, ou pelo menos a não mais se opor a elas.
 
10. Quais são as consequências da contracepção?
 
Alguns anticonceptivos têm efeitos abortivos.
 
Alguns anticonceptivos (por exemplo, a pílula abortiva RU-486) têm certo efeito abortivo; melhor dizendo, eles são usados unicamente por este motivo. Nestes casos, o aborto precoce é aquele buscado diretamente, e é um homicídio direto (embora não se possa determinar com certeza se se cometeu ou não).
 
Em relação às pílulas anticonceptivas, sua ação é diferente: algumas suspendem a ovulação (sob o efeito dos estrógenos); outras impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo ao produzir uma mucosidade que obstaculiza ou impede a nidificação do óvulo, caso esteja fecundado, fazendo com que a matriz não tenha aptidões para esta missão (sob o efeito de progestativos). Assim, a última “segurança” oferecida por algumas pílulas é o aborto, caso haja a fecundação. Neste último caso, a pílula é um mau refúgio para as boas consciências que dizem que deste modo evitam o aborto.
 
Atualmente, em geral, as pílulas anticonceptivas têm um duplo efeito: anovulatório, isto é, impedem a ovulação, e abortivo, ou seja, caso o primeiro efeito falhe e haja a fecundação, há um impedimento da nidificação do óvulo fecundado, provocando, assim, um aborto].
 
A contracepção é um trampolim para o aborto.
 
A mentalidade anticonceptiva, da qual já falamos (9.3), conduz a desprezar a vida real do feto depois de haver desprezado a vida em potência pela contracepção. A criança já não é mais desejada, e ela se converte em um perigo, um peso mortal e uma praga.
 
Este “perigo” é excluído com maior segurança pelo aborto do que pela contracepção: “a contracepção, seja qual for o procedimento, obriga a mulher a uma vigilância sem par. O aborto, na medida em que é legal e favorecido, se converte em uma solução fácil. É menos difícil dizer um dia ‘sim ao aborto’ do que todos os dias ‘não à procriação’”.
 
A contracepção destrói o amor humano.
 
O verdadeiro amor, que difere da satisfação temporal das paixões, se funda na responsabilidade. O amor é um dom recíproco de si mesmo ao outro. Exige renúncia e sacrifício da própria comodidade para agradar a quem se ama. Por outro lado, o amor não tem sua única expressão no plano corporal, pois é também, e sobretudo, uma união de corações e almas. O que isso tem a ver com a atitude daqueles que recorrem à contracepção? Dizem os defensores desta prática que, antes do surgimento dos métodos anticonceptivos, os homens eram uns irresponsáveis, pois toda a responsabilidade da maternidade recaía sobre a mulher, e que agora, graças à contracepção, a mulher também se converte em uma irresponsável. Podemos, pois, falar de progresso?
 
A contracepção conduz ao desprezo da mulher, como esposa e como mãe.
 
A contracepção despoja a mulher daquilo para o qual ela está feita fisiológica, psicológica e espiritualmente. Em todas as civilizações, o respeito e a honra dados à mulher provinham da sua qualidade de esposa e mãe, a tal ponto que aquela que não podia ser mãe era desprezada. Despojar a mulher daquilo que lhe dá sua glória e sua honra é reduzi-la ao nível de um objeto de prazer. A pílula, de fato, libertou a mulher de algum mal? Não, “a contracepção não libertou as mulheres, mas liberou os homens; e às mulheres sobrepôs uma responsabilidade permanente”. Assim como a Teologia da Libertação é uma ideologia fabricada em países ricos e aplicada em países pobres, também a libertação da mulher por meio da contracepção é uma ideologia forjada por homens e imposta às mulheres.
 
A contracepção é o sinal de uma sociedade decrépita.
 
A mentalidade anticonceptiva manifesta o envelhecimento de uma sociedade: é viver em uma sociedade de velhos antes do tempo, de velhos egoístas, da qual tudo foi eliminado, todo risco e toda obra de educação. Vive-se entre o seu clã esperando morrer o mais tarde possível, sendo que uma sociedade tem uma projeção para o futuro graças às crianças. O dinamismo da vida tira do homem o medo do amanhã e o exorta a assumir os riscos de hoje para os filhos de amanhã.

familia numerosa

Eu nasci numa família de nove irmãos. Perto da minha casa, morava um tio, que tinha quinze filhos. Um pouco mais longe, morava o senhor Guatura com seus 24 filhos e mais um adotivo. Era assim há uns cinquenta anos. E que festa era! Faltava bola para jogarmos futebol no quintal; então, fazíamos bolas de pano.

No aniversário de cada filho, bastava convidar os primos para a casa já ficar cheia. Minha mãe fazia um delicioso “pão de ló” coberto com suspiro. Era o manjar dos deuses! Cada um tinha o direito – só naquele dia – de tomar um guaraná “caçula”. Para acabar devagar, pedíamos ao papai para fazer um furinho na tampa. Que tempo bom!

Não tínhamos quase nada, só um rádio. Não havia TV, internet, fogão a gás, geladeira, batedeira, freezer, nem micro-ondas, mas não nos faltava nada, havia muitos irmãos e muito amor.

É por isso que o Catecismo da Igreja diz que “a Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem, nas famílias numerosas, um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (n.2373). E ainda: “O filho não é algo devido, mas um dom. O “dom mais excelente do matrimônio” e uma pessoa humana’” (n. 2378).

Ora, se Deus diz, pela boca da Sua Igreja, que “os filhos são o dom mais excelente do matrimônio”, então, dentro dessa lógica, quanto mais filhos melhor. Ninguém rejeita um dom de Deus, certo? Nunca vi alguém rejeitar um presente. É por isso que, no altar, o padre pergunta aos noivos: “Prometem receber os filhos que Deus lhes enviar, educando-os na fé de Cristo e da Igreja”?

Bem, sabemos que o mundo mudou muito nesses cinquenta anos. A vida ficou mais cara e os pais têm mais dificuldades para criar e educar os filhos. Mas não há justificativa para irmos ao outro extremo, pois há muitos casais que já não querem ter filhos ou adiam o nascimento destes por muitos motivos.

Todos os países da Europa já estão com a população diminuindo, e muitos deles fazendo fortes campanhas para aumentar a natalidade. O Japão, por exemplo, está investindo três bilhões de ienes para fomentar o nascimento de mais crianças.

O Brasil tem somente 20 pessoas por km2, enquanto o Japão tem 330; dezesseis vezes mais. E eles querem aumentar a população, pois esta está envelhecendo. E o Brasil quer diminuí-la.

A Igreja ensina que cada casal deve viver segundo a “paternidade responsável”, isto é, deve ter todos os filhos que puder criar adequadamente. O critério de natalidade não deve ser o egoísmo, o medo ou o comodismo, mas o amor a Deus e ao filho, “o dom mais excelente do matrimônio”. Num casal cristão não pode faltar “a fé que move montanhas”. A Bíblia diz que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6) e que o “justo vive pela fé” (Rom 1,17, Hab 2,4). Hoje faltam filhos porque falta fé.

Quanto maior uma família tanto mais alegria há nela. Como é gostoso, nos fins de semana, os cinco filhos, o genro e as quatro noras, mais os onze netos! É uma festa que não tem preço! É claro que tudo isso custou caro, muito trabalho, suor e lágrimas. Mas é uma festa contínua. Só quem dela participa sabe o seu significado.

Nós damos valor a uma família grande sobretudo na hora da dor e do sofrimento, quando todos se juntam para ajudar aquele que sofre. Como foi bom ver meus filhos e noras acompanhando, todos os dias, em revezamento, a minha esposa no hospital, em São Paulo, em um mês de internação, antes de Deus a chamar! Como é bom compartilhar as alegrias e as lágrimas com aqueles que têm o nosso sangue!

Portanto, mesmo com as dificuldades da vida moderna, o casal deve, na fé, não negar a Deus os filhos que puder ter. Afinal, o Catecismo diz que “os pais devem considerar seus filhos como filhos de Deus e respeitá-los como pessoas humanas” (n.2222).

A maior glória que podemos dar ao Senhor é gerar um filho, pois nada neste mundo é tão grande e belo quanto ele. A nossa liturgia reza que “tudo o que criastes proclama o Vosso louvor”. Pode a criação dar mais glória a Deus do que quando surge uma vida humana? Um cientista disse que “o Cosmos chorou quando viu o homem surgir”.

Infelizmente, caiu sobre o mundo todo um pavor estranho, um medo enorme de ter filhos; mas o casal cristão não deve se deixar levar pelo pânico de muitos ecologistas exagerados e de outros catastrofistas de plantão.

Prof. Felipe Aquino

familia fecunda
1. O matrimônio é necessário?
O homem ao nascer, ao contrário dos animais, não está provido de meios que lhe assegurem, por si só, sua alimentação, sua moradia, nem sua defesa contra os ataques externos. Sua inteligência é como um papel em branco, e só uma longa educação lhe permitirá converter-se em um ser autônomo. Daí a necessidade de uma instituição capaz de criar e educar a criança, e que tenha duas características essenciais: a unidade e a indissolubilidade. A criança necessita de um meio estável e equilibrado para poder crescer em harmonia no plano físico, intelectual, moral e espiritual. O matrimônio uno e indissolúvel é, pois, uma necessidade da natureza. A deficiência das sociedades modernas sobre o divórcio, a união livre e a família monoparental é a melhor contraprova.
2. Deus manifestou, na Sagrada Escritura, sua vontade de fundar o matrimônio?
Sim, diversos textos nos falam do matrimônio. Entre eles, destacamos os seguintes:
“E criou Deus o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, e criou-os varão e fêmea. E Deus os abençoou, e disse: Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gênesis I, 27-28).
“Não lestes que quem criou o homem no princípio, criou um só homem e uma só mulher, e disse: Por isso deixará o homem pai e mãe, e juntar-se-á com uma mulher, e os dois serão uma só carne? Por isso não mais são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus juntou” (S. Mateus XIX, 4-6).
Cristo mesmo santificou, com sua própria presença, as bodas de Caná, conforme escrito em São João II, 1-12.
Concluamos, pois, que o matrimônio é, ao mesmo tempo, uma instituição natural para o homem e querida por Deus. As leis essenciais do matrimônio serão, pois, comuns a crentes e incrédulos, a católicos e não católicos.
3. Qual é a finalidade do matrimônio?
Perguntar qual é a finalidade do matrimônio é perguntar qual é a sua natureza. A natureza é o que recebemos por nascimento; é o que a coisa é de fato, e aquilo para o qual ela foi feita.
Perguntar a natureza de uma coisa é perguntar por que foi feita e para que finalidade.
Qual é a finalidade à qual se ordena o matrimônio? Qual é a sua natureza? Permitir a transmissão da vida, isto é, dá-la e fazê-la crescer com harmonia. Assim como o olho tem por função natural a de ver, e as pernas a de mover-nos, os órgãos genitais têm por função natural a de transmitir a vida.
“O homem é o único ser vivo que sabe que entre o amor e a procriação existe uma unidade de natureza, e isto não é uma ideia simplesmente cristã. Os pagãos representavam o deus-amor sob o aspecto de um menino. Este conhecimento relaciona o coração à inteligência, e é o que dá dignidade ao comportamento sexual do homem” (Professor Jérôme Lejeune).
Porém, não basta só transmitir a vida. É também necessário dispor ao novo ser um grau de desenvolvimento suficiente. Por isso, o fim principal do matrimônio é a procriação e a educação dos filhos.
Um fim secundário se relaciona e se subordina ao fim principal do matrimônio: a ajuda mútua dos esposos. Os esposos devem sustentar um ao outro na obra da geração e da educação, convertendo-se nos cooperadores de Deus. Assim caminham juntos até o Céu.
Os filhos a quem os esposos dão a vida e vão educar são, em certo modo, a recordação viva do amor entre ambos, tanto no presente como para o futuro.
Se a Providência de Deus privar os esposos de poder transmitir a vida; se a esterilidade torna o fim primário inacessível, seu matrimônio segue tendo pleno sentido graças ao fim secundário: a ajuda mútua dos esposos na obra da santificação pessoal.
4. A Igreja tem competência para legislar nestas matérias?
Depois do pecado original, nossa natureza está ferida: a inteligência está afetada pela ignorância, a vontade pela malícia e a sensibilidade pela debilidade e concupiscência. A lei natural e divina pode seguir sendo conhecida, porém com dificuldade, por poucos homens, após um lapso de tempo e mesclada com muitos erros (Concílio Vaticano I, Constituição Dei Filius, cap. II, DS 3005; São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I, qu. 1, a.1).
Para dar um remédio a estes defeitos, Deus recordou os Dez Mandamentos no Antigo Testamento (Êxodo XX, 1-17), e Cristo continuou a esclarecer-nos sobre o bem que se deve fazer e o mal que se deve evitar (S. Mateus V, 27-32; XIX, 3-9, por exemplo). Finalmente, Nosso Senhor instituiu a Igreja fundada sobre São Pedro e seus sucessores para recordar, explicar e precisar aos homens de todos os séculos as exigências da lei divina.
Se admitirmos que o Sumo Pontífice, Vigário de Jesus Cristo, pode equivocar-se em matérias de fé (verdades que se devem crer) e de moral (verdades que se devem praticar), deveríamos dizer que as forças do inferno prevaleceram contra a promessa divina (S. Mateus XVI, 18), e isso seria duvidar da ordem divina: “o que vos ouve, a mim ouve, e o que vos despreza, a mim despreza” (S. Lucas X, 18).
Em 1870, o Concílio Vaticano I fazia-se ouvir por esta ordem divina:
“O Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, ou seja, quando, cumprindo seu cargo de pastor e doutor de todos os cristãos, define, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, que uma doutrina sobre a fé e os costumes deve ser crida por toda a Igreja, goza, pela assistência que lhe foi prometida na pessoa de São Pedro, desta infalibilidade da qual o divino Redentor quis que fosse provida a sua Igreja, quando ela define a doutrina sobre a fé ou os costumes” (Constituição Pastor Aeternus, cap. IV, DS 3074).
Pois bem, o caso do matrimônio e de suas leis entra nestes limites, como sugere S.S. Pio XI na Encíclica Casti Connubii, de 31 de dezembro de 1930:
“(…) Cristo Senhor Nosso quem constituiu a Igreja Mestra da verdade também nestas coisas respeitantes à direção e à regulamentação dos costumes, apesar de muitas delas não serem, por si mesmas, inacessíveis à inteligência humana. E assim como o Senhor, quanto às verdades naturais respeitantes à fé a aos costumes, quis acrescentar à simples luz da razão a Revelação, para que estas coisas justas e verdadeiras, ‘ainda nas condições presentes da natureza humana, possam por todos ser conhecidas facilmente, com certeza absoluta e sem sombra de erro’ (Concílio Vaticano I, sess. III, cap. 2), assim com o mesmo fim constituiu a Igreja guarda e mestra de todas as verdades que dizem respeito à religião e aos costumes. A ela, por conseguinte, devem os fiéis, se quiserem conservar-se imunes de erros de inteligência e da corrupção moral, obedecer e submeter a inteligência e o coração. E, a fim de não se privarem de um auxílio prestado com tão larga benignidade por Deus, devem prestar a devida obediência não só às definições mais solenes da Igreja, mas também, guardadas as devidas proporções, às outras constituições e decretos por que certas opiniões são proscritas e condenadas por perversas ou perigosas”.
Podem ainda aparecer algumas objeções:
Eu casei pela Igreja. Que o Papa agora me deixe fazer o que eu quero!
R – Um direito pode ser adquirido honestamente e depois ser mal usado. Por exemplo, um homem pode ganhar sua vida honestamente, através do seu trabalho, porém ele pode fazer mau uso do seu salário, entregando-se à má vida, à embriaguez, à paixão por jogos etc. O matrimônio contraído perante Deus deve seguir sendo um matrimônio vivido perante Deus.
A Igreja não pode ensinar algo diferente do que ensina; mas para mim é a mesma coisa; não faço qualquer caso; que me deixem em paz!
R – É missão da Igreja cumprir com seu dever, recordando a lei divina. Mas isso é feito para iluminar as inteligências obscurecidas e para animar as vontades debilitadas. Aquele que pensa deste modo não faz senão agravar seu pecado: conhece o bem, porém persiste em fazer o mal, como se a Igreja não se dirigisse a ele.
5. O que é contracepção?
Por contracepção entende-se todo método cujo fim é impedir uma gravidez através de procedimentos irreversíveis, sendo eles mecânicos ou químicos. A contracepção rompe, pois, a natureza essencial do ato conjugal. Opõe-se ao fim primário do matrimônio: a procriação dos filhos.
6. O que a Sagrada Escritura nos diz sobre a contracepção?
Um texto muito claro do Antigo Testamento nos mostra o horror que Deus tem deste pecado:
“Disse, pois, Judá a Onan, seu filho: Desposa-te com a mulher de teu irmão, e vive com ela, para suscitares descendência a teu irmão. Ele, porém, sabendo que os filhos que nascessem não seriam seus, quando se juntava com a mulher de seu irmão, impedia que ela concebesse, a fim de que não nascessem filhos em nome de seu irmão. E, por isso, o Senhor o feriu de morte, porque fazia uma coisa detestável” (Gênesis XXXVIII, 8-10).
[Nota da tradução: Por isso que esse pecado, tomando Onan como referência, denomina-se Onanismo].
7. O que os Padres da Igreja pensam sobre a contracepção?
Citaremos, a título de exemplo, Santo Agostinho, que nos disse que em um casamento onde se recorre à contracepção, “a esposa é a prostituta de seu esposo, e o esposo é o adúltero de sua mulher” (De nuptiis et concupiscentia, XV, 79). Ademais, o mesmo Padre da Igreja confirma sua primeira sentença: “Mesmo com a esposa legítima, o ato matrimonial torna-se ilícito e vergonhoso quando se evita a concepção dos filhos. É o que fazia Onan, filho de Judá. E por isso, Deus o fez morrer” (De Conj. Adult., II, 12).
São Cesário de Arles sustentava a mesma doutrina: “Nenhuma mulher deve ingerir drogas para provocar um aborto, nem matar seus filhos que vão nascer ou já nasceram, pois a mulher que faz isto deve saber que terá que debater-se ante o tribunal de Cristo com aqueles que matou. Nem tampouco devem ingerir misturas diabólicas que as tornem incapazes de conceber posteriormente. Toda mulher que faz isto deve saber que é culpada de tantos assassinatos quantos filhos houvesse podido dar à luz” (Sermão 54).
8. O que os Papas declararam sobre a contracepção?
Os Papas condenaram esta prática em diversas ocasiões:
A contracepção masculina (retirar-se, preservativo…): nas respostas da Sagrada Penitenciária de 23 de abril de 1882 (DS 2715) e de 8 de junho de 1842 (DS 2758), assim como nos decretos do Santo Ofício de 21 de maio de 1851 (DS 2791-2792) e de 19 de abril de 1858 (DS 2795).
A contracepção feminina (diafragma, creme espermicida, pílula…): no decreto do Santo Ofício de 2 de abril de 1955 (DS 3971a).
Esses decretos particulares foram repetidos em sua globalidade pelo Papa Pio XI nestes termos: “Qualquer uso do matrimônio em que, pela malícia humana, o ato seja destituído da sua natural força procriadora, infringe a lei de Deus e da natureza, e aqueles que ousarem cometer tais ações se tornam réus de culpa grave” (Encíclica Casti Connubii; DS 3717).
9. Por que a Igreja reprova esses métodos?
9.1 Porque se opõem à natureza do matrimônio.
Alguns pretendem, pela contracepção, separar artificialmente os fins do matrimônio (procriação/educação dos filhos – ajuda mútua entre os esposos). Pois bem, esses dois fins estão unidos e hierarquizados, e o homem não pode separá-los nem opor-se a eles dialeticamente sem recorrer em falta grave (Decreto do Santo Ofício de 1 de abril de 1944; DS 1818). Que o homem não separe, pois, o que Deus uniu! Entre os animais irracionais, não existe a contracepção; para eles, união e geração estão indissoluvelmente unidas sem que eles mesmos o saibam. Para os homens, este vínculo, que lhes é conhecido, pode ser rompido pela liberdade humana. Mas, romper por meio da liberdade humana a obra de Deus é pecar. Podemos, pois, concluir dizendo que a contracepção se opõe a todo o matrimônio, natural ou cristão.
9.2 Porque conduzem a um abuso pecaminoso das satisfações sensíveis.
Para satisfazer as necessidades naturais da natureza (por exemplo: alimentação, geração etc.), Deus uniu a certos deveres uma satisfação sensível, um prazer corporal. Este prazer será tanto mais intenso quanto o dever for mais grave. Podemos perceber, por exemplo, que aqueles que perderam o sentido do paladar já não têm como comer. Embora conheçam teoricamente a necessidade de sustentar-se, ante a ausência de qualquer prazer sensível já não sentem nenhum gosto no comer.
É contrário à ordem das coisas separar o prazer do cumprimento do dever que deve favorecer. Pois bem, esta é precisamente a característica de toda contracepção. Que todos os atos conjugais não sejam fecundos, isto depende das disposições da natureza; porém, que o ato conjugal seja viciado por precauções anteriores ou posteriores, isto depende da liberdade do homem e é aí onde o pecado se insinua. A contracepção é, pois, um pecado, inclusive para as pessoas que não são casadas; para elas, é um pecado suplementar que se une aos pecados próprios das relações sexuais fora da legítima união.
9.3 Porque criam um espírito anticonceptivo.
O princípio fundamental do espírito anticonceptivo pode resumir-se nas seguintes palavras: o prazer a todo custo. Por meio da técnica, o homem pretende livrar-se de suas responsabilidades. Busca aumentar suas satisfações sensíveis sem nunca se expor a sofrer as consequências de seus atos – neste caso, uma provável geração como consequência de seu ato conjugal. Este espírito anticonceptivo, que busca o prazer custe o que custar, conduz mais tarde, logicamente, a admitir o aborto, a homossexualidade e todo tipo de práticas contra a natureza. Se o único critério de ação é a autossatisfação, todos os meios acabam por ser lícitos sempre e quando se obtenha o prazer.
Certamente, muitos dos que admitem a contracepção não aceitam o aborto nem as outras práticas contra a natureza; porém já puseram seu dedo em uma engrenagem que os conduzirá necessariamente, queiram ou não, na prática ou no pensamento, a admitir todas as depravações morais, ou pelo menos a não mais se opor a elas.
10. Quais são as consequências da contracepção?
10.1 Alguns anticonceptivos têm efeitos abortivos.
Alguns anticonceptivos (por exemplo, a pílula abortiva RU-486) têm certo efeito abortivo; melhor dizendo, eles são usados unicamente por este motivo. Nestes casos, o aborto precoce é aquele buscado diretamente, e é um homicídio direto (embora não se possa determinar com certeza se se cometeu ou não).
Em relação às pílulas anticonceptivas, sua ação é diferente: algumas suspendem a ovulação (sob o efeito dos estrógenos); outras impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo ao produzir uma mucosidade que obstaculiza ou impede a nidificação do óvulo, caso esteja fecundado, fazendo com que a matriz não tenha aptidões para esta missão (sob o efeito de progestativos). Assim, a última “segurança” oferecida por algumas pílulas é o aborto, caso haja a fecundação. Neste último caso, a pílula é um mau refúgio para as boas consciências que dizem que deste modo evitam o aborto.
[Nota da tradução: Atualmente, em geral, as pílulas anticonceptivas têm um duplo efeito: anovulatório, isto é, impedem a ovulação, e abortivo, ou seja, caso o primeiro efeito falhe e haja a fecundação, há um impedimento da nidificação do óvulo fecundado, provocando, assim, um aborto].
10.2 A contracepção é um trampolim para o aborto.
A mentalidade anticonceptiva, da qual já falamos (9.3), conduz a desprezar a vida real do feto depois de haver desprezado a vida em potência pela contracepção. A criança já não é mais desejada, e ela se converte em um perigo, um peso mortal e uma praga.
Este “perigo” é excluído com maior segurança pelo aborto do que pela contracepção: “a contracepção, seja qual for o procedimento, obriga a mulher a uma vigilância sem par. O aborto, na medida em que é legal e favorecido, se converte em uma solução fácil. É menos difícil dizer um dia ‘sim ao aborto’ do que todos os dias ‘não à procriação’”.
10.3 A contracepção destrói o amor humano.
O verdadeiro amor, que difere da satisfação temporal das paixões, se funda na responsabilidade. O amor é um dom recíproco de si mesmo ao outro. Exige renúncia e sacrifício da própria comodidade para agradar a quem se ama. Por outro lado, o amor não tem sua única expressão no plano corporal, pois é também, e sobretudo, uma união de corações e almas. O que isso tem a ver com a atitude daqueles que recorrem à contracepção? Dizem os defensores desta prática que, antes do surgimento dos métodos anticonceptivos, os homens eram uns irresponsáveis, pois toda a responsabilidade da maternidade recaía sobre a mulher, e que agora, graças à contracepção, a mulher também se converte em uma irresponsável. Podemos, pois, falar de progresso?
10.4 A contracepção conduz ao desprezo da mulher, como esposa e como mãe.
A contracepção despoja a mulher daquilo para o qual ela está feita fisiológica, psicológica e espiritualmente. Em todas as civilizações, o respeito e a honra dados à mulher provinham da sua qualidade de esposa e mãe, a tal ponto que aquela que não podia ser mãe era desprezada. Despojar a mulher daquilo que lhe dá sua glória e sua honra é reduzi-la ao nível de um objeto de prazer. A pílula, de fato, libertou a mulher de algum mal? Não, “a contracepção não libertou as mulheres, mas liberou os homens; e às mulheres sobrepôs uma responsabilidade permanente”. Assim como a Teologia da Libertação é uma ideologia fabricada em países ricos e aplicada em países pobres, também a libertação da mulher por meio da contracepção é uma ideologia forjada por homens e imposta às mulheres.
10.5 A contracepção é o sinal de uma sociedade decrépita.
A mentalidade anticonceptiva manifesta o envelhecimento de uma sociedade: é viver em uma sociedade de velhos antes do tempo, de velhos egoístas, da qual tudo foi eliminado, todo risco e toda obra de educação. Vive-se entre o seu clã esperando morrer o mais tarde possível, sendo que uma sociedade tem uma projeção para o futuro graças às crianças. O dinamismo da vida tira do homem o medo do amanhã e o exorta a assumir os riscos de hoje para os filhos de amanhã.
11. A contracepção é pecado grave?
Para avaliar a gravidade de um delito, é necessário ter em conta a importância do bem que está ameaçado. “Quanto mais necessária é uma coisa, tanto mais se deve regular bem, e maior é o vício se a razão negligencia as suas condições” (R. P. Sertillanges, OP, La Philosophie morale de S. Thomas d’Aquin, Paris, 1916, p. 476).
A contracepção destrói o dinamismo da perpetuidade da espécie, e assim se opõe diretamente ao bem comum da humanidade. “O uso do matrimônio contra a natureza é sempre pecado mortal, pois com isso os filhos não podem ser gerados e se frustra totalmente a intenção da natureza” (São Tomás de Aquino, IV Sent., d.32, init.). Os Sumo Pontífices recordaram sucessivas vezes a gravidade particular deste pecado (cf. nº 8).
O Doutor Angélico, São Tomás de Aquino, chega a declarar que, “depois do pecado do homicídio, pelo qual a natureza humana já existente é destruída, o pecado mais grave é o de impedir que seja gerada uma nova natureza humana” (Contra os Gentios, III, 122).
12. Qual é a conclusão?
A doutrina dos Sumo Pontífices vem somente para confirmar o que nossa razão, longe das paixões humanas, pode descobrir de luz e verdade nestas matérias. Segue sendo verdade que a meditação da Cruz de Cristo e a graça que nos fortifica, assim como a oração e a frequente prática dos sacramentos, são preciosos socorros oferecidos aos esposos para ajudá-los a observar a lei de Deus e chegar a ser santos. Pelo exemplo de sua fé viva, de sua firme esperança, de sua caridade ardente, manifestarão diante da corte celestial e diante dos homens a graça onipotente que atua neles.
“A moral cristã é uma moral de Cruz e não de facilidade, porém é uma moral possível e praticável, porque Aquele que é o vencedor da morte e do pecado obra em nosso interior para dar-nos a graça de levar Sua Cruz e conduzir-nos à glória” (R. P. Calmel, OP, Au sujet du Mariage, na revista Itineraires, 1959, p. 26).
Oxalá se todos exaltassem a maternidade por suas palavras e seus atos: “Porque a mulher, proclama o grande Apóstolo São Paulo, se salvará em sua missão de mãe, desde que permaneça na fé e na caridade e na santidade, unidas à modéstia (1 Timóteo II, 15)… Um berço consagra a mãe de família, e muitos berços a santificam e glorificam ante o marido e os filhos, ante a Igreja e a Pátria” (Pio XII, Discurso aos jovens esposos, 25 de abril de 1942).
Fonte: http://www.catolicidade.com/

billings

Dra Evelyn Billings AM, de 94 anos de idade, é uma mulher inspiradora com uma longa lista de realizações. 64 anos junto com seu esposo, o Dr. John Billings — ela foi pioneira do Método de Ovulação Billings, a qual ensinou as mulheres, casais, estudantes de medicina e médicos desde a década de 50 em mais de 100 países — de fato, é o único método natural oficial para a regulação da fertilidade na China e foi exitosamente aprovado pela Organização Mundial da Saúde.

 

Também conta com o apoio da Igreja Católica, dada sua metodologia natural para a regulação da fertilidade. Dra. Billings junto com John, que conheceu em uma aula de anatomia enquanto estudava medicina na Universidade de Melbourne foram os médicos pioneiros do método de Ovulação Billings, e também criaram a nove filhos.

 

Leia partes da entrevista concedida em maio deste ano a jornalista Fiona Basile, do diário católico Kairos’s:

 

Olhando em retrospectiva sua vida, o que é que mais lhe surpreende?

 

“Me surpreendi pelo exito do método e do bem que pude fazer ajudando a John em seu trabalho. Ele me pediu que o ajudasse com as pacientes femininas porque este era um território estranho para ele como um homem casado, na realidade, simplesmente por ser homem. Eu sabia coisas que ele não sabia e ele sabia coisas que eu não sabia. Assim que éramos uma verdadeira equipe.”

 

Quais os principais desafios na aplicação e ensino do Método de Ovulação?

Do ponto de vista acadêmico, foi bastante sensível, não tivemos nenhuma oposição entre os estudantes de medicina; cooperavam muito bem. Creio que algumas mulheres estavam mais a favor do que contra da idéia e que estávamos justo nessa etapa da medicina na qual havia grande interesse nos avanços da tecnologia para o controle da fertilidade.

As pessoas confiavam muito na nova tecnologia, apesar de alguns pensarem que estávamos no caminho equivocado e que ficaríamos para traz neste campo. John também tinha muita oposição por parte dos obstetras e ginecologistas que estavam contra sua opinião de que o meio natural era o caminho correto e o melhor caminho a seguir para as mulheres. Porém ele não acreditava nisto simplesmente devido ao ensino da igreja, algumas pessoas entenderam mal, achando que tratava-se de um “método católico”, porém por trata-se de um método biológico. Portanto, pouco importava se o casal era Muçulmano, Hinduísta ou Budista: só queríamos que as mulheres conhecessem sobre si mesmas e que utilizassem este método natural de regulação da fertilidade para seu próprio benefício. Sentimos-nos muito satisfeitos quando as taxas de êxito e evidências falaram por si mesmas.

 

Por que você e Dr. John Billings fizeram este trabalho?

Éramos médicos — era nosso trabalho ver que as pessoas eram saudáveis e felizes. Dava-nos muita felicidade quando ajudávamos aos casais estressados ou que sofriam porque acreditavam que eram inférteis, talvez a mulher tivesse sofrido alguns danos como resultado do uso prévio de métodos tecnológicos, ou talvez simplesmente não entendessem os ciclos naturais do corpo feminino — e logo foram capazes de conceber usando Método de Ovulação. Foi simplesmente maravilhoso. Encantam-me os bebês.

 

Que papel tem a fé em sua vida e trabalho?

Quando me casei me converti de Anglicana para a Igreja Católica Romana. John acreditava que a Igreja Católica tinha a autoridade e a verdade, e nunca se deu por vencido. Não é que eu perdera muito — ao contrário, estava obtendo muito mais. Creio que a fé alimenta a família, é onde fazem e respondem as perguntas. Nestes tempos, encontramos com tantas pessoas que não tem fé. Não crêem que haja uma influência do amor no mundo. Não entendem o principio de amar que simplesmente é buscar o bem da outra pessoa. Agora se todos estiverem de acordo de que está é uma boa ideia e que faz com que o mundo seja um lugar melhor, —não haveria aborto, guerras e as pessoas amariam aos mais débeis, vulneráveis da comunidade.

 

Você e seu esposo se casaram faz 64 anos. Qual é o segredo para um bom matrimônio?

Tem que ser sensato e escolher bem desde o princípio, o matrimônio é uma coisa muito prática. Nem sempre tudo corre com o vento em popa, e algumas vezes, há tempos difíceis. Os votos matrimoniais indicam isto. Mas se realmente ama a uma pessoa, poderão superar tudo. Quando conheci John, ele era muito inteligente, muito amável e cavalheiro, todas essas coisas que realmente necessita uma mulher no homem que ela escolhe.Amar a outra pessoa é buscar seu bem e sua felicidade — isto resume o que eu penso.

 

Trabalhamos estreitamente com Fr. Maurice Catarinich, que sempre dizia: “Deus todo poderoso não deixaria a seu povo sem uma solução e, portanto são as diretivas da igreja a seguir porque são o que faz as pessoas serem felizes”. E nós acreditávamos nisto. Mas é inútil ensinar as pessoas como serem felizes se não lhes damos a verdade e a muitos jovens nesta época não lhes dão a verdade.

 

É necessário estar informado, valente e recordem que a procriação é a tarefa mais importante na vida e o amor é mais forte que o ódio.

 

Dra. Evelyn Billings AM, foi nomeada membro da ordem da Austrália em 1991 e Dama Comandante de São Gregório Magno em 2003. Publicou amplamente sobre o Método de Ovulação, incluindo o Método Billings: controle da fertilidade sem drogas ou dispositivos, que vendeu mais de um milhão de cópias em 22 idiomas. Os Drs. John e Evelyn Billings estabeleceram a Organização Mundial do Método de Ovulação Billings, que segue ensinando o Método de Ovulação em todo o mundo.

 

Para obter mais informações, consulte: www.woombinternational.org

gravida

Neste artigo você vai encontrar 50 conselhos e dicas do que esperar quando se está aguardando a vinda de um bebezinho para o lar. Leia e divirta-se. O desejo de ter um filho às vezes é tão forte que deixamos de lado o fato de que a vida que levamos vai mudar no mesmo instante da entrada na porta da maternidade.

Então, se você é mãe ou pai de primeira viagem, gestante ou está se preparando para uma gravidez, anote as dicas de quem já passou pela experiência e agora vive o primeiro ano do filho.

  1. Vá ao cinema, teatro, shows. O tempo vai ficar escasso. Mas não deixe o tempo se tornar um ídolo, use-o livremente para fazer o que te faz feliz.
  2. Os amigos sem filhos vão ficar distantes por um tempo.
  3. O seu assunto durante a gravidez será a gravidez, principalmente com outras mães.
  4. O seu assunto depois do nascimento será o filho, isso durará uns 50 anos.
  5. Durma bastante. Quando o bebê nascer você vai entender a importância desse conselho.
  6. Faça exercícios se estiver liberada pelo médico.
  7. Faça o pré-natal corretamente.
  8. Se não sentir confiança no médico, troque-o.
  9. Suco de limão ajuda a equilibrar o enjoo e tudo o que vem junto com ele nos primeiros meses da gestação.
  10. Você vai ter medo de não gostar do seu bebê.
  11. As roupas não vão servir mais de uma hora para outra.
  12. As roupas para gestantes são caras. Prepare-se.
  13. Compre só o necessário. Elas não vão ter serventia por muito tempo.
  14. Você vai descobrir que as suas roupas antigas não são adequadas para amamentar.
  15. Amamentar não dói. Isso só acontece se o bebê estiver pegando o peito de forma errada.
  16. Chá de camomila ameniza qualquer desconforto na mama.
  17. Você vai entender melhor a sua mãe.
  18. Leve seu marido ou outro acompanhante nos exames de ultrassom. É bom compartilhar felicidade.
  19. Não tenha vergonha de pedir para a visita lavar as mãos quando for a sua casa.
  20. Tire fotos durante a gestação.
  21. Amamentar emagrece sim, e muito, aproveite!
  22. Leve o pai do seu filho nas consultas médicas mensais. Isso vai deixá-los mais unidos e fortalecer os laços matrimoniais.
  23. O seu sono vai se tornar leve como uma pluma e ao mais leve choro do bebê vai levantar como uma flecha.
  24. Sim, você vai colocar a mão na barriga do seu filho para ver se ele está respirando.
  25. Às vezes, você vai sentir falta da liberdade que tinha antes da chegada do bebê.
  26. Você tem vergonha de ligar para o obstetra? Isso não vai acontecer com o pediatra.
  27. A primeira noite em casa depois da maternidade é a mais assustadora, isso é normal!
  28. É nela que você vai fazer o seu filho passar calor, por causa de muita roupa, ou frio, pela falta dela.
  29. Parece que não, mas você vai saber cuidar dele. É instinto materno.
  30. Você vai receber muitos conselhos. Escute com paciência. Siga o que achar melhor, mas siga também o que o dia a dia ensina, pois cada criança é única.
  31. Sim, a sua sogra só quer te ajudar, sua mãe também, creia!
  32. O seu nome vai mudar para “mãe do João” ou “pai da Maria”.
  33. Você é o centro das atenções durante a gestação e a ignorada depois do parto.
  34. Você vai querer fazer mágica para o seu bebê dormir a noite toda, aguarde, com o tempo isso acontecerá!
  35. Depois que o bebê nascer, todos darão atenção só para ele por um bom tempo.
  36. Amamentar é um grande momento de amor, mas, se você não conseguir não se culpe.
  37. A intimidade do casal vai mudar. Mas com o tempo volta ao normal. Não se culpe e dialogue sobre isso.
  38. Você vai fazer amigos por causa do seu filho, muitas e divertidas!
  39. Você vai se surpreender com a energia que tem mesmo depois de uma noite em claro, mas procure descansar.
  40. Quando o bebê chorar desesperadamente, fique calma, ele só tem essa linguagem. Encontre a causa por eliminação, fome, desconforto, fralda, dor…
  41. Você vai fazer as coisas que a sua mãe fazia com maior naturalidade e vai se lembrar com amor do que ela fazia por você.
  42. Você vai “morder a língua” e vai deixá-lo dormir na sua cama, isso não é recomendado, mas tem noites que a criança vence a razão.
  43. Depois da gravidez o corpo muda, não tem jeito, lembre-se, você foi criada para isso! Corpo de mãe tem o contorno da felicidade.
  44. Você vai se tornar uma “fotógrafa profissional” mesmo só usando o Smartphone.
  45. No mercado, 80% das coisas compradas serão para ele e a farmácia terá lugar privilegiado no orçamento familiar.
  46. Não compre roupas com esperança de emagrecer.
  47. Emagreça primeiro. Normalmente acontece no primeiro ano do bebê.
  48. Você vai ter medo de perdê-lo, saiba, é recíproco.
  49. Você vai pensar “como vivi até hoje sem ele?”, saiba, é recíproco!
  50. Pare e fique vendo seu filho brincar. É lindo ver as novas descobertas que ele faz.

Aproveite cada minuto da preparação, da gravidez e do bebê. É amor para a vida toda.

 

Texto adaptado pelo Blog Vida sem Dúvida da fonte original em familia.com.br

coreia

Colóquio com Teresa Lee, que ensina o método Billings na Coreia do Sul ·

«Há uns dez anos vinham ter comigo mulheres casadas, na casa dos trinta, queriam saber como não ficarem grávidas usando métodos naturais». Quem fala é Teresa Lee, cinquenta e dois anos, licenciada na Universidade Católica de Seul com a tese «Como um conhecimento profundo da fertilidade influi na consciência bioética».

Teresa trabalha há dezasseis anos na Happy Family Movement, a sua actividade consiste em instruir e aconselhar as mulheres, ou os casais, sobre os métodos naturais de regulação da fertilidade, de modo particular o método Billings e a NaPro Technology (um método de monitorização e manutenção da saúde reprodutiva e ginecológica da mulher). «Hoje, ao contrário, vêm ter comigo mulheres que me pedem exactamente o oposto: como ficar grávidas através de sistemas naturais. Em dez anos a situação inverteu-se!». Estamos sentados num bar a dois passos da catedral de Myeongdong, a intérprete é Agnes, que trabalha na arquidiocese de Seul na Comissão para a vida.

Comecemos pelo princípio…

 

Há dez anos as mulheres que vinham ao consultório eram mulheres que tinham ficado grávidas contra a sua vontade, muitas tinham abortado. Isto porque nem sempre os anticoncepcionais tradicionais funcionam. Eu instruía-as sobre o método Billings, cuja eficácia é superior a noventa por cento. Muito depende da atitude que a mulher tem em relação a estas técnicas. A abordagem psicológica é muito importante. A mulher que tem a intenção de experimentar o método Billings deve saber que isto requer empenho e muita dedicação. O problema é que muitas mulheres ainda desconfiam dos métodos naturais e apresentam-se diante de mim já com um preconceito negativo.

Uma boa contradição se pensarmos no sucesso comercial de produtos biológicos de todos os tipos: naquele caso tudo o que é natural é saudável.

Trabalho neste campo há muitos anos e posso dizer que o método Billings é muito mais científico que os métodos anticoncepcionais de tipo tradicional. Mas as mulheres não estão suficientemente informadas. Nos jornais ou na televisão não se fala sobre isso. A própria Igreja aqui na Coreia é céptica, falta um apoio financeiro real: de certo modo, custa-me dizê-lo, também a Igreja parece que se adequou ao espírito dos tempos.

A razão está na pouca vantagem prática do método?

Muitas mulheres acham que a praxe do método seja exigente demais. Pode-se demorar entre seis meses e um ano para implementar o método natural. Quando, pelo contrário, para um preservativo não serve nenhum tipo de preparação. Mas hoje as mulheres vêm ter connosco porque têm o problema oposto: não conseguem ter filhos. Por um lado, a idade dos matrimónios aumentou muito, as mulheres que hoje vêm ter comigo têm mais de quarenta anos e não tiveram nenhum filho, apesar de estarem casadas há diversos anos. O paradoxo é que muitas destas mulheres, no passado, usaram a pílula e agora que gostariam de ter um filho descobrem-se incapazes. Mas há também problemas a nível psicológico. Além de ensinar métodos naturais para aumentar as chances de ficarem grávidas, tentamos estabelecer uma harmonia natural no casal.

Na Coreia do Sul, durante muitos anos, a política governativa incentivou o uso dos anticoncepcionais e até mesmo a esterilização.

Até 1996 havia uma política que encorajava as mulheres a submeterem-se à esterilização, a operação era completamente grátis. E havia os incentivos para terem um único filho. Agora de repente o Governo descobre que a população coreana está a envelhecer muito rapidamente e lança o alarme. Mas não há nenhuma avaliação de ordem moral nisto, tudo se reduz a um mero cálculo económico: se hoje há menos crianças significa que daqui a uma ou duas gerações será escasso o número dos contribuintes que servirão para apoiar o sistema das reformas sobrecarregado por uma população cada vez mais idosa. É a economia que dita os valores da ética comum.

Que incentivos usou o Governo no passado para controlar os nascimentos?

Antes ia-se a um centro de saúde e havia pílulas e preservativos grátis. Enquanto que hoje o Governo incentiva a difusão da inseminação artificial, uma mudança de rumo a cento e oitenta graus!

A este ponto intervém Agnes. Trabalha na Comissão para a vida, fundada em 2005, que organiza seminários de quatro semanas cujos ensinos se baseiam nos valores centrais da doutrina católica. Agnes, como muitos jovens coreanos que têm possibilidades económicas, estudou durante dois anos na Austrália. Na Coreia, ter uma boa familiaridade com a língua inglesa é essencial para obter uma pontuação elevada nos testes de língua cujos certificados devem ser apresentados nas várias entrevistas para obter um emprego.

Conto-te em breve a minha história e do meu marido. Conhecemo-nos muito jovens no liceu, mas formamos um casal estável somente na universidade. Casámo-nos em 2005, com trinta anos: não éramos muito jovens mas também não éramos velhos. Durante os três anos sucessivos tentamos ter um filho, sem conseguir. Então perguntámo-nos se por acaso não tivéssemos algum problema de tipo físico. Fizemos alguns exames mas não veio fora nada de anormal.

A este ponto decidiram tentar a inseminação artificial?

Sim. E a coisa durou cinco anos. Durante esse período fizemos onze tentativas, mas nunca funcionou. O Governo financia quase completamente os primeiros quatro. Recebemos por volta de um milhão de won por cada tentativa (por volta de setecentos euros), mas actualmente o Governo está disposto a contribuir com muito mais. São processos muito caros mas muitos casais estão de tal modo desesperados que estão dispostos a tudo. É um paradoxo que o Governo hoje gaste tanto dinheiro para obter exactamente o mesmo resultado (ou seja ter mais crianças) que até há poucos anos combatia até com incentivos económicos. E não se entende como um processo que tem uma percentagem de sucesso tão baixa possa ser promovida e financiada pelo Estado.

Agora está a pensar em usar métodos de fertilidade natural?

Só soube desta possibilidade há pouco tempo. Conheci Teresa recentemente e agora estou a aprender com mais detalhes no que consistem estes métodos naturais. É certamente uma via que quero explorar.

Muitas mulheres – conclui Teresa – que tentaram, sem sucesso, a inseminação artificial, hoje vêm ter comigo. Sou a sua última esperança. Por sorte também a Igreja hoje começa a mostrar interesse pela NaPro Technology que poderia realmente representar uma séria alternativa à inseminação no laboratório.

Coreana, Teresa Lee, casada e com dois filhos, tem cinquenta e dois anos. Licenciou-se na Universidade Católica de Seul, há dezasseis anos trabalha na Happy Family Movement onde ensina o método Billings. Método que aprendeu com os casais australianos em 1998, durante um seminário de cinco dias que teve lugar na cidade de Daegu.

Cristian Martini Grimaldi

Fonte: http://www.osservatoreromano.va/pt/news