troia

Sob a capa de benefícios à mulher, o Estado a tornou uma assassina em potencial e se propôs a custear, com dinheiro público do nosso cambaleante sistema de saúde, a prática do homicídio no ventre materno por meio do aborto

O cavalo de Troia foi um artefato de madeira utilizado pelos gregos na guerra contra os troianos. Sim, incapazes de vencer seus rivais, os helenos criaram um grande equino de tábuas e disseram aos habitantes de Troia que o animal era um presente a eles como reconhecimento pela sua invencibilidade nas batalhas.

Animados com a oferta, os troianos, ingenuamente, se apressaram a recolher o cavalo na cidade a fim de, talvez, deixá-lo exposto publicamente. Eis, porém, que, na hora oportuna, dele desceram muitos soldados gregos e atacaram Troia, de modo violento, vencendo a guerra. Daí, se usar até hoje a expressão “presente de grego” para qualificar algo que, à primeira vista, parece bom, mas, na realidade, é malévolo.

Pois bem, algo semelhante se deu, no início de 2013, com o antigo Projeto de Lei 60/1999, sorrateiramente, renomeado como PLC 3/2013, que foi, a pedido do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, colocado em votação em regime de urgência pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para começar sua rápida tramitação no Congresso Nacional.

Com efeito, em 5 de março, ele foi aprovado, devido à manobra regimental, no plenário da Câmara, e, rapidamente, encaminhado ao Senado onde a Comissão de Direitos Humanos o confirmou no dia 10 de abril. Renomeado, então, como PLC 3/2013 e colocado em votação, mais uma vez, recebeu aprovação por unanimidade, de modo relampejante, no dia 4 de julho, para, a seguir, ser encaminhado à presidente da República, Dilma Rousseff.

Eis que, no dia 1º de agosto, ela o sanciona sem vetos por meio da Lei 12845/2013. Daí a questão: por que se chama “Lei Cavalo de Troia”? – Porque, na aparência, trazia aspectos louváveis como, por exemplo, a atenção da rede pública de saúde do país à mulher vítima de violências sexuais. No entanto, ele sofreu reformulações a fim de ampliar a prática do aborto no Brasil nas ocorrências em que, embora ilegal, o ato de abortar não é punido: casos de mulheres vítimas de estupros ou que correm risco de vida no parto, conforme o artigo 128 do Código Penal.

Em outras palavras, sob a capa de benefícios à mulher, o Estado a tornou uma assassina em potencial e se propôs a custear, com dinheiro público do nosso cambaleante sistema de saúde, a prática do homicídio no ventre materno por meio do aborto. Teve, porém, o cuidado de usar o enganoso rótulo de “profilaxia da gravidez”, em vez de aborto, a fim de não despertar reações no sentimento da imensa maioria dos brasileiros contrários a esse crime que brada aos céus por vingança e é condenado no 5º Mandamento da Lei de Deus que preceitua: “Não matarás!” (Êx 20,13).

Afinal, agora, “todos os hospitais integrantes da rede do SUS” são obrigados a encaminhar a mulher que se disser “vítima de violência sexual” a um serviço de abortamento. Mais: esses hospitais devem prestar “informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”. Devem ainda oferecer “atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”. E por vítima de “violência sexual” a nova lei entende qualquer mulher que declare uma relação sexual “não consentida”, ainda que tenha sido com o próprio marido. Não há sequer obrigação de provar o fato, por exemplo, por meio de um laudo do Instituto Médico Legal, ou de apresentar boletim de ocorrência policial. Basta a declaração da gestante…

Não é preciso dizer que tal lei, assinada com o sangue dos inocentes e indefesos ameaçados no ventre materno, mereceu sadias reações pelo país, inclusive com o pedido de sua revogação por meio do PL 6033/2013 do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que deverá ser apreciado no plenário da Câmara dos Deputados nos próximos dias.

Apoiamos a nobilíssima iniciativa, pois se nem o estuprador merece, no Brasil, a pena de morte, por que as inocentes e indefesas crianças a mereceriam? Apenas para satisfazer um impopular programa vermelho que tenta dominar nosso país? Isso não!

(Com a colaboração de Enrico van Blarcum de G. Misasi, estudante de Direito e membro do Movimento Pró-Vida;)

 

Fonte: zenit.org

Violence victim

O mundo está cada vez mais confuso.
Um garoto cai na jaula de um gorila. Mesmo com a demora acontece o que, sem equívoco deveria acontecer: matam o animal para salvar o ser humano. Porém, uma reportagem mostrou a perplexidade dos responsáveis pelo zoológico e também a reação de algumas pessoas após o fato.

A direção do zoológico disse que foi UMA DECISÃO DIFÍCIL! Entre matar um gorila e salvaguardar a integridade física ou a vida da criança foi uma decisão difícil, ficaram em dúvida do que fazer!? Meus Deus, isso é possível?

Ainda não pára por aí. Além de fazerem uma estátua do gorila e as pessoas ridiculamente colocarem flores aos seus pés, grupos começaram a promover na internet protestos contra o fato ocorrido!
O que está em jogo nesse comentário? Não é a insensibilidade com os animais, mas sim a dignidade da pessoa humana! As confusões das ideologias são tão fortes hoje que as pessoas não conseguem perceber a superioridade da vida humana sobre a de um gorila!


O estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro também é um caso pra refletirmos sobre isso. A sociedade que planta a degradação da dignidade da pessoa humana se espanta com os frutos desse plantio.


Pensem comigo. Se existe uma militância reivindicando ser um direito matar uma mulher não nascida e indefesa por meio do aborto, como se pode reprimir quem a machuca e a viola? É um direito matar, mas um crime violar?
Estão dizendo que há uma cultura do estupro. Eu concordo, existe! E devemos lutar com todas as forças contra ela!
Poderíamos nos unir nessa causa!

O que acham? Vamos nos mobilizar para que se aprovem leis:
– proibindo músicas (principalmente em letras de funk)* a coisificação da mulher;
– proibindo a criação de banheiros unissex [1] (apoiados pela ideologia de gênero) que facilitam o acesso à intimidade de homens e mulheres num mesmo recinto escondido;
– proibindo na programação televisiva a exibição das mulheres como um objeto a ser adquirido;
– promovendo a extinção da ideologia de gênero no ensino escolar e promovendo uma educação que valorize a dignidade da sexualidade para crianças, adolescentes e jovens para que reconheçam o valor da vida conjugal e não a considerem como mera diversão.

É importante que a sociedade reflita sobre o que de fato é promover a mulher e a dignidade da pessoa humana. Gritos e bandeiras ideológicas não fazem o bem acontecer. O verdadeiro amor faz com que a verdade seja buscada acima da euforia caótica.
Enquanto houver dúvida se um gorila vale mais que uma criança, e se a morte de inocentes no ventre materno deve ser um direito ou um crime, não conseguiremos ser verdadeiramente e racionalmente humanos.

Por pe. Matheus Pigozzo – Arquidiocese de Niterói

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* Nota do Blog Vida sem Dúvida:

Não é nossa pretensão taxar o funk como único vilão da história em casos de estupro, mesmo porque também vemos apologia à pornografia em outros gêneros musicais. A temática do estupro é bem mais complexo e exige medidas sérias para evitar ou minimizar suas causas. No entanto, dado o contexto do fato ocorrido durante um baile funk no Rio de Janeiro, não podemos fechar os olhos para o fato de que existe uma apologia à pornografia, à pedofilia, ao estupro e ao crime em muitas letras de funks modernos, especialmente nos chamados “proibidões”. E quem vos escreve é um ex-frequentador destes bailes.

Não estamos propondo acabar com o funk, mas repensar a sua censura, a organização e a segurança dos bailes e principalmente o seu vínculo com o crime organizado e a pornografia. Para os que desejam nos taxar como conservadores e fundamentalistas, seguem alguns trechos de letras de funks atuais para que não reste dúvida. Quem realmente deseja levantar a bandeira da defesa das mulheres, que engrosse nosso discurso:

“Mas se liga aí novinha, por favor tu não se engane. Abre as pernas e relaxa. Que esse é o Bonde do Inhame. Que esse é o Bonde do Inhame. Esse é o bonde dos cria que enfogueta as novinhas. Esse é o bonde dos cria que enfogueta as novinhas. Vai na treta do Nem** que a Kátia tá também eeemmm. Larga o inhame na Silvinha”. (Trecho da música Bonde do Inhame – MC Smith)

**ex-chefe do tráfico da Rocinha

“Mas eu vou te dar um papo pois eu não tô de caô / Mais de 20 engravidou / Não quero mais casamento / Mulherada, estou solteiro / Não casem, casar é uma m…/Sou f…, na cama te esculacho, na sala ou no quarto/ No beco ou no carro”. (uma das versões da música “Mais de 20 engravidou”, que dizem estar ligada ao estupro coletivo no RJ)

Dominando as posições por tras de frente ou de ladinho
Te pego de lado de faço rolar gata senta no colinho
Pode ser beijo abraço ou ate no springlove
As novinha nois domina as cachorra nois promove
Levante a mão vai catucando colocando o pintinho
Sentindo toda pressão vai soltando o gemidinho
Não é propaganda enganosa o produto tu provo
Vem com vina e fandangos
Os galã de filme porno

(Galã de filme pornô – Mc Vina e Mc Fandangos)

[1] – Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais” publicou, no dia 12 de março, no Diário Oficial da União, a resolução que estabeleceu o seguinte: “As escolas e universidades, públicas e particulares, devem garantir o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”.

      – Escolas de BH adotam banheiros unissex para crianças e deixam pais revoltados

      – Projeto de lei para banheiro ‘unissex’ causa polêmica em Florianópolis

Emilia_Clarke_Blog

“Game of Thrones”, o seriado de maior sucesso atualmente no mundo, diz muito sobre a nossa cultura e sobre o modo como estamos tratando as nossas mulheres.

Por Noah Filipiak | Tradução: Equipe CNP — O seriado de sucesso Game of Thrones, da HBO, recebeu 26 estatuetas do Emmy, incluindo o prêmio de “melhor série dramática” em 2015, e tem 18,6 milhões de pessoas assistindo a cada episódio da série — um recorde para o canal HBO —, praticamente a mesma população de Nova Iorque, o terceiro estado mais populoso dos Estados Unidos. Esse é um número muito grande, que abrange muitas pessoas e indica uma forte influência cultural.

O que faz as pessoas assistirem a Game of Thrones? Certamente, a atuação artística, o enredo, as personagens, a trama, as batalhas, os dragões e, é claro, as cenas exageradas e gratuitas de nudez e de sexo (incluindo uma cena longa e explícita de estupro que virou notícia ano passado).

Assim como o fenômeno de “Cinquenta Tons de Cinza”, tudo isso traz à tona o problema do sexo como entretenimento de massa. O que faz um filme pornô ser “pornografia” e Game of Thronesser um ícone premiado e bem-sucedido da cultura popular?

Ambos têm uma história e ambos são eróticos. Eu suponho que a diferença esteja em Game of Thrones ter mais enredo do que sexo, razão pela qual ele é considerado um drama e não um “pornô”, já que pornografia tem mais sexo do que enredo. Alguém também poderá dizer que o propósito de Game of Thrones é artístico, enquanto o propósito de um filme pornô é o prazer sexual. Ainda que essa seja uma afirmação bem subjetiva, que muitos na indústria pornográfica poderiam facilmente refutar, o propósito de ambas as coisas, no fim das contas, é o dinheiro, mas essa é uma outra história.

Será que a população de todo o estado de Nova Iorque admitiria abertamente assistir a pornografia, “adorar” assistir, discutir o assunto com os amigos e até comentar as histórias de seus “pornôs” na linha do tempo do Facebook?

É óbvio que não.

Mas o que é pornografia, afinal? Você simplesmente sabe o que é antes de assistir? Então, por que ainda assiste, mesmo sabendo do que se trata?

Muitas pessoas diriam que folhear uma revista adulta é ver pornografia. Mais pessoas ainda, se descobrissem que os seus filhos estão na Internet procurando vídeos (com nudez ou sexo explícitos) ou fotos eróticas (em que a mente dos seus filhos estaria simplesmente fazendo o resto do serviço), certamente chamariam isso de “pornô”.

E se alguém cortasse uma das cenas de sexo explícito de Game of Thrones e pusesse só aquela cena online, separada em si mesma de toda a trama e enredo, e o seu filho baixasse esse vídeo, você chamaria isso de pornografia?

Sim, você chamaria.

Por que, então, quando se cobrem essas cenas com o glitz e o glamour da HBO, tudo de repente se torna socialmente aceitável? Será que é porque, na verdade, as pessoas adoram pornografia, mas não querem admitir publicamente? Elas não querem surfar nos sites obscenos da Internet, mas se conseguirem o seu “pornô” via HBO (ou via Netflix), tudo bem, o que elas querem é um jeito de guardar o bolo e comê-lo ao mesmo tempo. Querem ter “pornô” sem o estigma social; “pornô” que a sua esposa deixe você assistir; “pornô” que seja possível racionalizar.

Nós somos realmente muito bons em enganar-nos a nós mesmos e geralmente aproveitamos a primeira oportunidade que temos para fazê-lo. O que é triste e irônico a respeito de Game of Thrones é que, ainda que as atrizes recebam muito mais salário, prêmios e fama que as atrizes pornográficas, elas continuam sendo seres humanos e o efeito emocional que tudo isso tem nelas é o mesmo. A maioria delas jamais admitirá o fato, mas a verdade permanece.

Triste e irônico é que, vez ou outra, algumas dessas atrizes de renome admitam sentir nojo por estarem presentes nessas cenas de sexo, mas o insaciável vício da nossa cultura por pornografia é sempre demais para que pensemos em mudar a nossa forma de retratar o sexo.

Há pouco tempo, a atriz Emilia Clarke virou notícia ao revelar a um jornal britânico que “não suportava” as cenas de sexo das quais ela participou em Game of Thrones. O artigo conta que “Emilia, que interpreta a princesa exilada Daenerys Targaryen, se recusou a aparecer seminua de novo dois anos atrás”. Ela “teria dito aos diretores do programa que ‘queria ficar conhecida por sua atuação, e não por seus seios’.”

Há, evidentemente, muita hipocrisia nessas falas da atriz. Digo isso não como um julgamento pessoal, mas como prova do fato de que a nossa cultura quer “o melhor dos dois mundos” quando o assunto é sexo. Ficar nua nas telas foi o que fez a fama da atriz e o que explica em grande parte a popularidade desse seriado. É muita incoerência.

Se você quer descobrir a verdade e saber como as coisas realmente são vistas pelo público, basta entrar no “mundo mágico” dos comentários da Internet. Uma das respostas ao artigo sobre Emilia Clarke diz o seguinte: “Nós não assistimos a você por sua atuação, querida”.

Isso é o que realmente acontece quando essas atrizes de Hollywood pensam estarem fazendo “nu artístico” com seus corpos: na verdade, o que elas estão fazendo é criando um vínculo sexual com milhões de homens, assim como as Escrituras nos dizem que acontece durante o sexo: “Os dois serão uma só carne” ( Gn 2, 24; 1 Cor 6, 16). Nos Evangelhos, Jesus nos diz quepensar em ter sexo com outra mulher que não a sua esposa é o mesmo que cometer adultério no coração (cf. Mt 5, 28). Por isso, nós não deveríamos ficar surpresos com respostas desse tipo.

Assim como acontece com sexo casual, há milhões de homens por aí interessados em Clarke apenas pelo seu corpo. O anúncio feito pela atriz, de que não irá mais expor-se, equivale ao término de uma relação casual. Você pode cobrir esses episódios com o quanto de “arte” quiser, mas eles não passarão de um “corpo despido” para a maior parte dos homens que assistirem.

E se você acha que pode de alguma forma filtrar a pornografia e ter apenas a “arte”, você é tão iludido e incoerente quanto. Pornografia sempre faz o mesmo com as pessoas: assim que entra em cena, joga fora toda a sua humanidade e dignidade. Tudo o que resta são pedaços de carne sendo consumidos por outros seres humanos.

Você não pode ao mesmo tempo manter a dignidade de alguém enquanto a usa para o seu próprio prazer. Ou assiste a pornografia ou trata as pessoas dignamente.

Escolha com sabedoria.

Fonte: Covenant Eyes | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

Shelly (1)

Depois de oito anos estrelando filmes adultos, Shelley Lubben abandonou tudo para começar uma nova vida. Hoje, ela trabalha resgatando pessoas da pornografia e revelando a verdadeira face dessa que é uma “indústria da morte”.

“Se a pornografia é tão ruim quanto alguns dizem ser, por que há tantas pessoas trabalhando nisso?”

Há, evidentemente, muitas respostas para essa questão. Algumas mulheres fazem-no por desespero, porque precisam de dinheiro; muitas – se não a maioria – foram abusadas sexualmente; outras, ainda, foram enganadas pela mídia e levadas a acreditar que a indústria pornô seria um empreendimento sexy e cheio de glamour.

Mas, para descobrir em primeira mão qual é realmente a experiência das mulheres dentro da indústria pornográfica, nada como conhecer a história de alguém que experimentou na carne como é ser uma atriz pornô.

Shelley Lubben era estrela de filmes adultos nos anos 1990 e entrou nesse mundo muito cedo, como prostituta. “Trabalhar com sexo é um círculo vicioso”, ela conta ao repórter Jonathon van Maren, do sítio americano LifeSiteNews.com. “Depois que eu me destruí na prostituição, mentiram para mim que eu ficaria livre de DSTs e que eu faria muito dinheiro. Eu era mãe solteira, então, que diacho!, por que não fazer sexo em frente a uma câmera? Mas, absolutamente, foi a coisa pior e mais horrível na qual eu me envolvi em toda a minha vida.”

“Eu fui criada pela televisão”

No começo, Lubben pensava que, diferentemente da prostituição, onde maior parte dos homens não queriam usar preservativos, a indústria pornô pelo menos a manteria segura de DSTs. Mentira, não havia segurança nenhuma porque, como ela revela, a indústria do sexo toda está cheia dessas doenças.

“Nós não usávamos camisinha nos filmes pornô. Não são permitidos preservativos, somos forçadas a fazer sexo sem proteção – e eu nem seria capaz de avaliar a quantidade de pessoas que alteram os seus testes de HIV. (…) Nós sabemos que a maioria dos artistas pornô tiveram uma DST uma vez ou outra, e estima-se que a maioria deles tenha herpes. Não são feitos testes para herpes, então todas essas pessoas estão envolvidas em muitas doenças.

O próprio Departamento de Saúde Pública de Los Angeles vem fazendo uma monitoração e eles apareceram com milhares e milhares de casos de clamidíase e gonorreia. Eles são o maior grupo na Califórnia a ter tantas DSTs. Então, quando as pessoas consomem pornografia, elas estão contribuindo para o tráfico sexual, elas estão contribuindo para as DSTs, estão contribuindo com pessoas que são, em sua maioria, dependentes de álcool e drogas. Estou falando da maioria. Nem toda estrela pornô é viciada em drogas, mas a maioria é. E, só para dizer, quando eu passei pelo tratamento de recuperação, eu estava com transtorno de estresse pós-traumático. Eu tive todo tipo de desordens, traumas sérios.”

Como terminou se envolvendo com as indústrias de exploração sexual, é ela mesmo quem explica:

“Bem, eu fui abusada sexualmente com nove anos de idade por um adolescente e sua irmã. Experimentei atividade heterossexual e homossexual muito chocante com uma idade muito precoce. Ao mesmo tempo, eu fui criada pela televisão – eu era livre para assistir a filmes adultos, de terror e de conteúdo sexual. Basicamente, eu aprendi o que eram amor e sexo dos abusos e da negligência dos meus pais, porque eles simplesmente permitiam que assistíssemos a essas coisas.

Assim que eu cresci, revoltei-me com a ausência do meu pai na minha vida e comecei a procurar sexo com garotos porque eles diziam que me amavam. Então, eu criei esse ciclo na minha cabeça: de que eu seria amada se tivesse sexo com uma pessoa. Meu pai me chutou para a rua por isso, e eu terminei em San Fernando, Los Angeles, onde um cafetão me atraiu, e eu era muito ingênua. Na verdade, eu era rebelde, não ingênua. Ele me comprou por 35 dólares e, então… Você sabe, eu tive que escapar dele fisicamente, porque ele se tornou muito abusivo, e então uma ‘madame’ me achou e foi onde tudo começou.”

“Todo o mundo está anestesiado”

Uma vez dentro do sistema, Lubben ficou presa num ciclo de degradação e destruição:

“Eu odiava a prostituição, me sentia culpada. Então, comecei a fazer striptease para sobreviver. Eu não tinha educação alguma – a maioria dessas meninas que entram na pornografia não têm realmente uma educação, talvez haja algumas que digam ter diploma, mas eu nunca vi nenhuma –, mas a maior parte das garotas não vêm de famílias, digamos, muito saudáveis, de onde elas saiam com uma boa auto-estima. Na verdade, eu nunca encontrei estrelas pornôs com famílias realmente saudáveis. Isso não significa que elas não existam, mas provavelmente elas existem na mente delas, porque, é claro, elas vão querer dizer que o trabalho com sexo as ‘empoderou’, porque, na verdade, se você não pode com seu inimigo, você acaba se juntando a ele. Você não quer que as pessoas pensem que você é fraca quando você está na pornografia; você quer agir como se amasse o que faz, como se amasse ser violentada e ser chamada de nomes degradantes. Tudo não passa de um monte de mentiras. Pessoas fazem filmes pornô porque precisam do dinheiro e a maioria delas não tem outras opções ou educação.

A indústria pornô é obscura, má e incrivelmente violenta. É o que apontam as estatísticas e é o que Lubben percebeu na sua experiência:

“Tudo já era violento na minha época, mas eu me envolvi na pornografia hardcore só porque estava repleta de raiva contra os meus pais. Mas, no meu tempo, eu jamais deixaria alguém rasgar a minha boca ou colocar algum objeto estranho nela, ou fazer algo que causasse um prolapso retal. Eu nunca faria isso. Teria saído fora. Hoje em dia, as garotas acabam tendo que fazer essas coisas, porque é o que vende. Então, é muito triste que isso seja culpa da nossa sociedade, mas você sabe, agora todo o mundo está anestesiado ao sexo ‘mais leve’. Todos querem tudo mais forte, mais bruto e mais sombrio e, eu sequer consigo imaginar o que será da nossa sociedade daqui a 20 anos. Não vai dar, será…Teremos que nos mudar para as montanhas ou algo do tipo, porque eu duvido que qualquer moça normal será simplesmente capaz de andar pela rua a esse ponto.

“A pornografia é tráfico sexual”

É chocante de várias formas que a indústria pornográfica seja tão mainstream e popular, considerando que, ao mesmo tempo, tem havido várias vozes falando abertamente contra a exploração sexual. Perguntada se a indústria pornô alimenta essa realidade, Lubben é categórica:

“Muitas pessoas pensam que a pornografia é um combustível para o tráfico sexual, e elas estão certas. Mas isso só acontece porque a pornografia é tráfico sexual. Ela é considerada uma indústria de morte porque é exploradora; todas nós fomos coagidas a fazer alguma cena que não queríamos fazer. Nós íamos para médicos falsos e clínicas fraudulentas para as quais eles nos mandavam. De fato, as clínicas deles – a principal clínica de estrelas pornô foi fechada alguns anos atrás, por conta dos protestos de muitas de nós –, mas tínhamos uma ex-atriz pornô, com PhD em sexologia, que vestia um jaleco branco e dizia às garotas: ‘Me chamem de doutora Sharon Mitchell.’ Então, todas as garotas achavam que ela era uma médica, e elas iam lá para receber orientação médica e tratamento para DSTs e para testes. Essa é apenas uma das fraudes que acontecia.

Outra eram as falsas promessas: ‘Se você fizer esta cena, você vai conseguir tanto dinheiro, ou vai sair na capa do filme’ ou ‘Você não terá que fazer esse tipo de cena mais’. Tudo é baseado em mentiras. Você tem que ser forte para aguentar esse negócio.

Sabe, a maior parte desses filmes é feita em locais privados, em mansões privadas ou quartos de hotel aonde não haja nenhum acesso do governo. São, tipo, duas jovens garotas, com 18, 19, 20 anos de idade, em um set cheio de homens mais velhos. O produtor é homem, a equipe é de homens… então, é claro, somos intimidadas a fazer cenas que não queremos fazer. Não dá pra contar quantas vezes eu apareci e eles disseram: ‘Você tem que fazer esta cena’, e eu dizia: ‘Não, não foi o que o meu agente disse’, ou ‘Não foi o que me disseram’, e eles respondem: ‘Bem, ou você faz ou não lhe pagamos, nós processamos você.’ Agora, com a Internet, eles dizem às meninas: ‘Se você não fizer esta cena, vamos mandar o seu vídeo para os membros da sua família, vamos arruinar a sua reputação, você nunca vai conseguir outro emprego, vamos tomar o que você tem, vamos machucá-la fisicamente’, ou ameaçam processá-las. Isso é tráfico sexual. Toda estrela pornô já foi explorada uma vez ou outra na indústria do sexo.”

Foi por causa disso que, depois de oito anos, Shelley Lubben finalmente deixou a indústria pornográfica. Ela encontrou um pastor, que depois se casou com ela e permaneceu ao seu lado durante dez longos e dolorosos anos de recuperação. Em 2007, ela deu início à Fundação Pink Cross, que trabalha para tirar artistas da indústria pornô, oferecendo-lhes esperança e cura, e para advertir as pessoas afundadas nessa indústria da dor e da escuridão que os espera.

Shelley Lubben e seu marido Garrett, em foto de 2012.
Shelley Lubben e seu marido Garrett, em foto de 2012.

Antes de desligar o telefone, Jonathon von Maren fez uma última pergunta a Lubben: “Se você pudesse dizer uma última palavra a quem está assistindo a pornografia, o que você diria?” Ela não precisou pensar muito:

“Você está contribuindo para a sua própria morte, e para a morte da sua família e da sua esposa. Não dá para dizer quantos viciados em pornografia perderam as suas famílias e empregos. É realmente triste. E eles estão contribuindo para que crianças sejam abusadas. Se você quer uma boa razão para não ver pornografia, pense sobre a pornografia infantil. Apenas pense, neste exato momento em que eu estou falando com você, que há criancinhas pequenas que estão sendo drogadas e estupradas. Como qualquer um seria capaz de ver pornografia sabendo disso?”

Depois de ouvirem o testemunho de Shelley, muitas pessoas, de fato, chegaram à mesma conclusão: a pornografia é uma força destruidora, ela tem destruído e arruinado inúmeras vidas. Para o bem de nossas famílias, de nossa sociedade e de nós mesmos, é preciso romper o silêncio, calcular os danos e cortar essa praga de uma vez para sempre.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

pornografia

O Journal of Sex Reserach publicou um estudo que descobriu que, a longo prazo, os homens e as mulheres que assistem a pornografia são mais suscetíveis de apoiarem o aborto.

Pesquisadores da Western University, de Ontario, usaram um estudo americano de longo prazo que envolveu quase 11.000 homens e mais de 14.000 mulheres, que, a partir de 1973, foram entrevistados a cada dois anos.

O estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisas de Opinião, da Universidade de Chicago, fez perguntas aos participantes sobre seus hábitos de consumo de pornografia, bem como sobre diferentes tópicos relacionados à igualdade das mulheres na sociedade, incluindo o aborto.

Os especialistas em psicologia e sociologia Taylor Kohut, Jodie L. Baer e Brendan Watts, publicaram suas conclusões a respeito do estudo americano com o título: “A Pornografia realmente ‘Gera Ódio contra as Mulheres’?”

O que descobriram foi uma correlação entre o consumo de pornografia e o crescente apoio ao aborto. Dadas as descobertas, disseram eles, os usuários de pornografia poderiam ser “aliados úteis” daqueles que estão lutando pela “autonomia reprodutiva e pela integridade corporal”.

O apoio dos participantes ao aborto foi classificado em uma escala de 1 a 3, um significando forte apoio ao aborto e três significando forte oposição.

Entre os homens que assistiam a pornografia, o apoio ao aborto foi avaliado em 1.74, em oposição a 1.90 daqueles que não assistiam a pornografia – uma diferença estatisticamente significante. Entre as mulheres, as consumidoras de pornografia foram classificadas em 1.77, em comparação a 1.95 para as mulheres que não assistiam a pornografia.

Os pesquisadores especularam que a pornografia poderia estar “ativando scripts para o liberalismo sexual”.

Os pesquisadores descartaram a teoria de que os “usuários de pornografia talvez apoiem o aborto para que possam desfrutar de mais sexo recreativo, livre das consequências impostas criação de um filho”. Porque muitos usuários de pornografia ainda não estavam seguros sobre suas opiniões em relação ao aborto, ou porque tinham uma opinião negativa sobre ele, “não parece ser razoável argumentar, apenas com base em tais evidências, que a pornografia promove o apoio em larga escala ao aborto como um método alternativo de controle de natalidade”, eles argumentaram.

O Family Research Council há muito tem afirmado que o consumo de pornografia provoca um aumento nos números de aborto e no tráfico sexual. A diretora do Centro para a Dignidade Humana, Arina Grossu, observa que a ciência confirma essa alegação.

Mark Houck, co-fundador de The King’s Men, comentou: “A maioria dos abortos são feitos por mulheres em relacionamentos fora do contexto do matrimônio”, e ele liga a explosão de fornicação e adultério à indústria pornográfica. Houck afirma que a pornografia alimenta a infidelidade ao separar o prazer decorrente da atividade sexual do “contexto livre-fiel-frutífero-geral do amor esponsal”.

O ativista anti-pornografia Jonathon van Maren resume o efeito da pornografia na sociedade e sua possível relação com o aborto, dizendo: “A Pornografia reduziu as mulheres ao nível de objetos. E se a nossa cultura pornográfica cada vez mais vê as mulheres como objetos, o quão fácil não seria considerar seus filhos não nascidos como um ‘amontoado de células’?”

Fonte: http://notifam.com/