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A primeira coisa que se deve investigar em um candidato, antes mesmo de sua atuação passada ou de suas promessas, é o partido político a que pertence. Dos 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, muitos são amorfos. Seus estatutos dizem pouco ou quase nada. Tais partidos não trazem ameaças aos cristãos que a ele se filiam. Há uns pouquíssimos partidos que se propõem explicitamente à defesa da vida humana e da família. E há, por fim, doze partidos que constituem um verdadeiro exército organizado contra os valores cristãos. São eles:

Partido dos Trabalhadores (PT) 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB 23
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 65
Partido da Causa Operária (PCO) 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) 33
Partido Pátria Livre (PPL) 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 50
10º Partido Socialista Brasileiro (PSB) 40
11º Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) 16
12º Partido Verde (PV)[1] 43

Com exceção do PV, todos os partidos acima se declaram socialistas. Ora, como explica São João Paulo II, “o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. […] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral[2] . O Concílio Vaticano II já havia ensinado que “o homem é a única criatura na terra que Deus quis por si mesma[3] .

O cristianismo vê na criança por nascer alguém que deve ser respeitado como pessoa e amado independentemente de sua “qualidade”, beleza ou utilidade. Há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista.

Vejamos agora, brevemente, cada um dos doze partidos fatais:

1º) Partido dos Trabalhadores (PT) – n.º 13

No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4] . Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c)[5] . Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6] . Não deve causar espanto que o PT defenda o aborto, já que o artigo 1º de seu Estatuto põe como objetivo do Partido “construir o socialismo democrático”.

2º) Partido Comunista Brasileiro (PCB) – nº. 21

Os militantes do Partido Comunista Brasileiro são obrigados a aceitar “seu Estatuto e Programa[7] . São seus deveres “cumprir as deliberações partidárias, aplicar a linha política do Partido e difundir os ideais comunistas” (art. 11, a, Estatuto do PCB). O Programa Político do PCB defende como um dos “pontos iniciais de uma alternativa socialista para o Brasil” a “garantia do direito ao aborto[8] .

3º) Partido Popular Socialista (PPS) – nº. 23

É o sucessor do Partido Comunista Brasileiro. O PPS se declara “humanista, socialista e ambientalista” e pretende resgatar “a melhor tradição do pensamento marxista e do humanismo libertário[9] . A Coordenação de Mulheres do PPS, um órgão previsto no artigo 26 do Estatuto do Partido, repetidas vezes manifestou sua adesão à causa abortista. Uma delas foi a Nota pública sobre o aborto[10] , de 18/04/2007, em que se relata três vezes em que o PPS se havia manifestado publicamente em favor da legalização/descriminalização do aborto, por considerá-la uma “questão de saúde pública” e de “direito e autonomia das mulheres”. A Plataforma Política das Mulheres do PPS[11]  previa em 2009 a “legalização do aborto”, a “garantia de todas as formas de contracepção e interrupção da gravidez” e a “consolidação pelo SUS do serviço de aborto nos casos previstos em lei [?]”.

4º) Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – nº. 65

Nas Resoluções da 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher[12]  realizada entre os dias 18 e 20 de maio de 2012 em Brasília, encontra-se o desafio de “desenvolver ações mais ofensivas à garantia do direito ao abortocomo questão de saúde pública” (p. 44, n. 76, k). Essas Resoluções foram ratificadas pelo Comitê Central, conforme prevê o Estatuto do PCdoB[13]  (art. 24, §2º). Portanto, são “válidas e obrigatórias para todo o Partido”.

5º) Partido da Causa Operária (PCO) – n.º 29

O Programa do Partido da Causa Operária (PCO)[14]  defende a “liberdade para a mulher decidir sobre seu corpo com a legalização do aborto e sua realização, em condições dignas, pela rede pública de saúde” (X.11).

Segundo o Estatuto do PCO[15] , os filiados têm o dever de “defender em todos os lugares e ocasiões o programa do partido” (art. 7, I). Se o “eleito pelo Partido para cargo executivo ou legislativo” agir contra “as deliberações, o Estatuto ou o Programado PCO”, será punido com “expulsão” e “cancelamento da filiação” (art. 30, §3º, b). Essa é a sanção que espera o político do PCO que lutar contra o aborto.

6º) Partido Democrático Trabalhista (PDT) – nº. 12

O Partido Democrático Trabalhista tem como objetivo é a “construção de uma sociedade democrática e socialista[16] . Ele “adota como símbolo a rosa vermelha” (art. 1º, § 2º), símbolo da Internacional Socialista.

O Movimento de Mulheres do PDT no item “Nossas Conquistas” diz: “… temos que continuar lutando para que se efetive a descriminalização do aborto, pois só as mulheres pobres serão banidas por sua prática, já que as com melhores condições podem fazê-lo sem necessidade do aparato estatal. A saúde integral é uma luta de todos nós e o aborto não é uma questão de polícia e sim de saúde pública[17] .

7º) Partido da Mobilização Nacional (PMN) – n.º 33

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) […] “orientar-se-á por seu Manifesto, seu Programa e seus Estatutos e demais diretrizes de ação política, social e econômica, de conteúdo nacional, democrático e socialista[18] .

8º) Partido Pátria Livre (PPL) – n.º 54

O Partido Pátria Livre (PPL) “se orienta pelos princípios e pela teoria do socialismo científico[19] , como é chamado o socialismo de Marx e Engels.

9º) Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – n.º 50

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tem por objetivo a “construção de umasociedade socialista[20] . Coerentemente com sua doutrina socialista, ele defende o direito ao aborto. Segundo resolução aprovada no 4º Congresso Nacional do Partido em 29/01/2014 denominada Conjuntura Nacional, “é tarefa do PSOL […] barrar o estatuto do nascituro [criança por nascer] e sua ‘bolsa estupro’, defendendo aautonomia das mulheres sobre seus corpos e os direitos sexuais e reprodutivos[21] . Qual o valor dessa resolução? Diz o Estatuto do PSOL: “As resoluções do Congresso representam a posição oficial do Partido e são válidas para todos os órgãos e filiados” (art. 36).

10º) Partido Socialista Brasileiro (PSB) – nº. 40

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) tem por finalidade a “implantação da democracia e do socialismo no País[22] , com a “gradual e progressiva socialização dos meios de produção[23]  e a “abolição de todos os privilégios de classe” (Manifesto, VIII). Entre as reivindicações imediatas do Partido está a estatização da educação: “Plano nacional de educação que atenda à conveniência de transferir-se gradativamente o exercício desta ao Estado e de suprimir-se, progressivamente, o ensino particular de fins lucrativos[24]  . Note-se que o PSB é muito mais explícito que o PT em expor seus propósitos socialistas. Nem mesmo oculta seu desejo urgente de extinguir as instituições educativas não estatais (incluindo as religiosas), obrigando as crianças a se submeterem à ideologia do Estado.

11º) Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – nº. 16

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) “não prioriza as eleições, mas a ação direta como meio de transformar a realidade em que vivemos”. Através da luta e da revolução, defende a instalação de uma “ditadura do proletariado” sobre a burguesia[25] .

Seu candidato à Presidente da República, José Maria, promete “atender demandas democráticas históricas das mulheres como a legalização do aborto, e da juventude, como a legalização da maconha e descriminalização das drogas[26] .

12º) Partido Verde (PV) – n.º 43

O candidato filiado ao Partido Verde está comprometido a “respeitar e cumprir seu Programa e Estatuto[27] . É seu dever “obedecer ao Programa, ao Estatuto e às resoluções do Partido” (art. 11, I, Estatuto do PV).

Ora, este Programa, ao qual ele está obrigado a obedecer, defende:

a.       o aborto: “legalização da interrupção voluntária da gravidez[28] .

 Anápolis, 4 de setembro de 2014.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do  Pró-Vida de Anápolis.


[1]  O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf

  [2]  JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13.

[3]  Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 24.

[4]  Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://old.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

 [5]  Partido dos Trabalhadores. Estatuto, art. 140, c in: http://old.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL_registrada.pdf
  [6]  DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
  [7]  Partido Comunista Brasileiro. Estatuto, art. 6º in: http://pcb.org.br/portal/docs/estatuto230308.pdf
  [8]  Partido Comunista Brasileiro. Programa. ponto 21.18, in: https://docs.google.com/file/d/0B9OkSrCIvhFlWVh0eDM4dmlUQTk0M2tvLTFKVW9hZTlPbnFB/edit
  [16]  Partido Democrático Trabalhista. Estatuto, art. 1º, in: http://www.pdt.org.br/index.php/pdt/estatuto/do-partido/dos-objetivos
  [18]  Partido da Mobilização Nacional. Estatuto, art. 2º, in: http://pmn.org.br/estatuto.aspx
  [19]  Partido Pátria Livre. Estatuto, art. 3º, in: http://www.partidopatrialivre.org.br/Documentos/Estatuto.htm
  [20]  Partido Socialismo e Liberdade, Estatuto, art. 5º, in: http://www.psol50.org.br/site/paginas/39/estatuto
  [22]  Partido Socialista Brasileiro. Estatuto, art. 2º, in: http://www.psb40.org.br/downloads/estatuto.pdf
  [23]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, VII, in: http://www.psb40.org.br/fixa.asp?det=1
  [24]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, Reivindicações Imediatas, 9ª

 [25]  Cf. http://www.pstu.org.br/partido

  [26]  A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária in: http://www.pstu.org.br/pstu16/20832
  [27]  Partido Verde. Estatuto, art. 5º, in: http://pv.org.br/wp-content/uploads/estatuto_pv.pdf

É indiscutível que a maior vocação de um casal é ter filhos e educá-los! Os filhos são o maior dom na vida de um casal. Eles nos alegram, dão novo sentido a nossa vida, mudam nossas perspectivas, nos fazem mergulhar num profundo auto-conhecimento e elevam enormemente nossa capacidade de amar e sermos amados!

Mas filhos são dons que recebemos por meio de um ato próprio que nos foi dado por Deus para gerá-los. Não somos seus donos, mas somos responsáveis por sua chegada e esse discernimento passa pelo que chamamos de PATERNIDADE RESPONSÁVEL.

Quando ter filhos? Quantos filhos ter? Como fazer para manter o controle sobre isso sem agir de forma imoral? É o exercício da paternidade responsável que nos ajuda nessa vivência.

A encíclica Humanae Vitae diz o seguinte em seu parágrafo 10:
“Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas.”

Como lidar com as paixões? Como colocar ordem em nossos instintos para que não nos tornemos escravos deles? É preciso ser LIVRE!

Como viver a liberdade diante de nossas paixões e sermos donos de nós mesmos?

Assista e entenda!

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Por Renato Varges

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Quando ter filhos? Quantos filhos ter? Como fazer para manter o controle sobre isso sem agir de forma imoral? É o exercício da paternidade responsável que nos ajuda nessa vivência.

A encíclica Humanae Vitae diz o seguinte em seu parágrafo 10:

Em relação com os processos biológicos, paternidade responsável significa conhecimento e respeito pelas suas funções: a inteligência descobre, no poder de dar a vida, leis biológicas que fazem parte da pessoa humana.” (HV,10)

Como colocar isso em prática? Que leis biológicas são essas e para que servem? Como usar bem a minha inteligência para viver a paternidade responsável?

Assista a mais um vídeo de nossa série sobre a Paternidade Responsável:


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Quantos filhos devemos ter? Quando ter? Se a decisão é espaçar um pouco os nascimentos, como fazer para viver a necessária e sadia vida sexual de forma lícita e moral, mas evitando a chegada de novos herdeiros?
Quando o assunto é filhos, entra em cena o que chamamos de PATERNIDADE RESPONSÁVEL. É por meio dela que o casal determina os meios e as ações que lançarão mão para decidir a respeito dos filhos, evitando a contracepção e as armadilhas da mentalidade contraceptiva.

 

 

Neste vídeo daremos início a uma sequência onde falaremos sobre a paternidade responsável e tudo aquilo que a envolve para que seja vivida corretamente pelo casal.

A encíclica Humanae Vitae começa sua explicação sobre a Paternidade responsável da seguinte maneira:

Sendo assim, o amor conjugal requer nos esposos uma consciência da sua missão de “paternidade responsável”, sobre a qual hoje tanto se insiste, e justificadamente, e que deve também ela ser compreendida com exatidão. De fato, ela deve ser considerada sob diversos aspectos legítimos e ligados entre si.Humanae Vitae, n.10

Por Renato Varges

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Quando nos casamos, sem dúvida queremos ser felizes e o matrimônio é, por excelência, um caminho de comprovada felicidade e realização para quem é chamado a vivê-lo. Fazer quem nós amamos feliz é um projeto de vida nobre e excelente.

Quando homem e mulher prometem mutuamente uma aliança de amor por toda vida, este compromisso é sacramentado diante de Deus e dos homens e os dois tornam-se UMA SÓ CARNE!

 

Mas, quando é que se consuma o SER UMA SÓ CARNE do casal? No ato conjugal! Ali os esposos se unem, afirmam, renovam, fortalecem e edificam o amor prometido no altar. No entanto, o amor de um casal, na sua expressão mais bela e elevada, realizada por meio do ato conjugal, não está apontado apenas um ou para outro, mas para os frutos desse amor e dessa união. O SER UMA SÓ CARNE DE UM CASAL se concretiza e se expressa na geração e educação dos filhos. Eles são o maior dom na vida de um casal.

A encíclica Humanae Vitae diz no parágrafo 9:
“O matrimônio e o amor conjugal estão por si mesmos ordenados para a procriação e educação dos filhos. Sem dúvida, os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos pais”.

Neste vídeo explico por que os filhos são este dom tão maravilhoso e excelente. Falo também do sentido que os filhos dão ao matrimônio, à vida conjugal e motivo aos casais que não tenham medo de se abrir aos filhos, pois foi pra isso que se uniram em santo matrimônio!

 

Por Renato Varges
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Se criássemos uma máquina para calcular a qualidade do amor de um casal, o que programaríamos essa máquina para procurar na vivência a dois de cada casal?

O matrimônio é escolha de compartilhar a vida com outra pessoa. Mas não podemos selecionar o que e o quanto vamos compartilhar de nossa vida e o quanto e o que acolher da vida do outro! Santa Teresinha do Menino Jesus dizia: “Quem ama não sabe calcular”.

A encíclica Humanae Vitae diz:
“É depois, um amor total, quer dizer, uma forma muito especial de amizade pessoal, em que os esposos generosamente compartilham todas as coisas, sem reservas indevidas e sem cálculos egoístas. Quem ama verdadeiramente o próprio consorte, não o ama somente por aquilo que dele recebe, mas por ele mesmo, por poder enriquecê-lo com o dom de si próprio.”

Assista o vídeo e entenda como medir a qualidade do amor!

De fato, o amor cresce em nós e através de nós quando fazemos o exercício de amar sem calcular, sem esperar nada em troca, sem pensar primeiro em nós mesmos, ou seja, quando amamos simplesmente pela necessidade de amar o outro e não pelo que o outro tem para nos retribuir.

Por isso, podemos afirmar que o amor conjugal cresce na medida que o casamento cumpre a sua missão de santificar os cônjuges e a família inteira.

Por Renato Varges

A construção do relacionamento de um casal poderia ser comparado à forma como acendemos uma lareira. Por baixo a palha, por cima a madeira mais grossa. A palha acende fácil, rápido e eleva fortemente o fogo, mas rapidamente apaga e sequer aquece o ambiente; a lenha mais grossa não acende rápido nem tão fácil, nem eleva tanto o fogo, mas quando é acesa pela palha, é capaz de manter a lareira aquecida por horas e horas levando calor para todo ambiente.

Por analogia, a palha seriam os sentimentos, o amor seria a madeira mais grossa! Qual a importância de cada um na construção de um relacionamento?

O matrimônio precisa de investimento, o amor conjugal maduro e duradouro não nasce pronto. É preciso o sentimento para aquecer a relação em vista de um amor que sustenta o matrimônio.

Veja o que diz a Encíclica Humanae Vitae:

“É, antes de mais, um amor plenamente humano, quer dizer, ao mesmo tempo espiritual e sensível. Não é, portanto, um simples ímpeto do instinto ou do sentimento; mas é também, e principalmente, ato da vontade livre, destinado a manter-se e a crescer, mediante as alegrias e as dores da vida cotidiana, de tal modo que os esposos se tornem um só coração e uma só alma e alcancem juntos a sua perfeição humana.” (HV, n.9)

Portanto, a dimensão física e afetiva do relacionamento é de extrema importância. No início do namoro é comum aquele amor apaixonado, aquele friozinho na barriga, aquele desejo de se encontrar e fazer tudo na companhia do outro. Com o tempo, isso arrefece um pouco, mas não acaba, apenas se transforma.

Como o passar dos anos, vamos conhecendo melhor o outro e da mesma forma que vem os encantos, vem também as decepções, as desilusões, os desentendimentos e tantos outros desafios que as paixões facilmente escondiam. Essa não é a hora de desistir, ao contrário, é a hora de amar! Se com o passar dos anos vamos perdendo aquele sentimento que aquece, não podemos perder as oportunidades que a vida oferece para deixarmos que o amor sustente o relacionamento.

Esse amor não nasce pronto, ele se constrói às custas de nossa decisão de escolher e reescolher o outro a quem nós demos a nossa vida e prometemos um amor fiel, total e para sempre. Se nas primeiras crises e dificuldades nós abandonamos o barco e desistimos, estamos fazendo como aquelas crianças que não tem paciência, perseverança, persistência e nem um olhar de esperança sobre si e acham que jamais aprenderão a fazer algo que hoje lhes parece impossível e irrealizável.

Que a decisão de amar nos cative e nos impulsione a determinadamente reinvestir em nossos relacionamentos de amor. Deixemo-nos surpreender pela alegria de ver o outro sendo alvo de nosso amor! Qua saibamos cultivar os sentimentos e os momentos que nos levam a eles, mas que nossas famílias não vivam levadas pelos ventos das paixões e dos sentimentos, mas sim pela firmeza de um amor maduro e decidido que tudo espera e tudo suporta.

Por Renato Varges

Quem é o homem? Qual a sua origem e seu destino? Qual o sentido da vida humana?

Perguntas tão importantes não podem ser respondidas de forma superficial, nem a partir de uma visão utilitarista e materialista do homem! Diante de questões tão decisivas é preciso ter uma visão integral do homem, olhar para suas verdadeiras aspirações e anseios. Sendo o homem um ser de natureza material e espiritual, olhá-lo apenas a partir de uma dessas duas dimensões é reduzi-lo e comprometê-lo em suas mais altas aspirações à felicidade.

Na origem da natureza humana uma sábia e essencial opção do Criador – FAZÊ-LO HOMEM E MULHER PARA VIVEREM NUMA UMA SÓ CARNE!

Isso não é um detalhe! Isso não é acidental, nem opcional! É uma escolha de Deus que aponta seu desígnio de amor para nossa natureza. Deus nos fez para o casamento! Em primeiro lugar para um casamento eterno com Ele, as núpcias do Cordeiro do Apocalipse, e para que compreendêssemos essa vocação altíssima, Deus nos criou vocacionados a um outro casamento, o casamento de Gênesis, de ordem natural, elevado em Cristo à sacramento entre os batizados. Não podemos ignorar que Deus inscreveu em nossa alma a esponsalidade, a inclinação à comunhão de vida, ESSA É UMA BELEZA QUE SÓ ENCONTRAMOS NO AMOR HUMANO! O casamento da terra aponta para o casamento do Céu e de certa forma é uma prefiguração dele.

Por que isso é tão importante? Simples… porque se não entendemos esse plano, essa analogia, faremos do casamento algo infinitamente mais baixo e mais rasteiro, mais mundano e superficial, mais natural e menos edificante do que ele é chamado a ser na sua origem.

O Papa Paulo VI, muito corajosamente, escreveu em 1968, uma encíclica magnífica e absurdamente importante para casados e não casados! Ela se chama Humanae Vitae e fala sobre a Vida Humana e o Controle da Natalidade. Diz o Papa:

O problema da natalidade, como de resto qualquer outro problema que diga respeito à vida humana, deve ser considerado numa perspectiva que transcenda as vistas parciais – sejam elas de ordem biológica, psicológica, demográfica ou sociológica – à luz da visão integral do homem e da sua vocação, não só natural e terrena, mas também sobrenatural e eterna.“(Humanae Vitae, n.7)

O Papa começa o documento falando sobre a origem do amor conjugal, do amor de um casal e revela coisas maravilhosas…

Esse é o primeiro de uma série de publicações e vídeos sobre esse documento tão importante!

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Por Renato Varges

Quando se fala em aborto, baseada em que princípio a mãe decide sobre o filho ter ou não direito à vida?!

 

O aborto é sempre um assunto polêmico, cercado de paixões e argumentações! Isso todos percebem facilmente. Os pró-aborto, as feministas e a grande mídia financiada por grandes fundações, sempre recorrem aos direitos reprodutivos da mulher para justificar a descriminalização do aborto.

Os pró-vida, amparados pelos mais diversos campos da ciência, alegam que a vida humana merece respeito e deve ter seus direitos reconhecidos desde a concepção, o que faz do aborto um crime conforme nossa Constituição. Nos vemos então entre dois indivíduos humanos em conflito de direitos: os da mãe e os do feto!

A pergunta é: será que essa solicitação do aborto como um direito da mulher sobre o seu filho é correta?

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Para que a mãe tenha direito de ceifar a vida do filho, mediante aborto, alega direito sobre o próprio corpo. A pergunta é: O CORPO DO FILHO É PROPRIEDADE DA MÃE? Absolutamente NÃO! E ainda que fosse, se uma pessoa não tem autonomia e liberdade para fazer tudo que quiser com o próprio corpo sem causar-lhe dano grave (uso de drogas e suicídio, por exemplo), por que o teria para agir deliberadamente contra um corpo que não é seu, como no caso do aborto?

Para nos ajudar a entender um pouco essa questão, lançaremos mão de um importante princípio da bioética chamado “Princípio da Autonomia”, que é o princípio que garante as decisões do paciente visando seus interesses e sua integridade. Eis o conceito de autonomia:

Significa autogoverno, autodeterminação da pessoa de tomar decisões que afetem sua vida, sua saúde, sua integridade físico-psíquica, suas relações sociais. Refere-se à capacidade de o ser humano decidir o que é “bom”, ou o que é seu “bem-estar”. (Conselho Federal de Medicina, Iniciação à Bioética, 1998, p. 57)

Fica evidente que o princípio da autonomia é uma referência ao próprio indivíduo e não se estende a outros. No caso do aborto, a mãe não pode atribuir valor e direitos ao filho pelo simples fato de não desejá-lo. Isso é absolutamente injustificável sob qualquer ponto de vista. O próprio princípio da autonomia não é de forma alguma absoluto, por isso, o livro destaca os limites deste princípio:

 

Há um temor que a absolutização da autonomia individual gere um culto ao privativismo moral, um incentivo ao individualismo que seja insensível aos outros seres humanos, dificultando a existência de solidariedade entre as pessoas…. A autonomia não deve ser convertida em direito absoluto; seus limites devem ser dados pelo respeito à dignidade e à liberdade dos outros e da coletividade. A decisão ou ação de pessoa, mesmo que autônoma, que possa causar dano a outra(s) pessoa(s) ou à saúde pública poderá não ser validada eticamente. (Conselho Federal de Medicina, Iniciação à Bioética, 1998, p.60)

Portanto, não podemos de forma alguma justificar que o desejo da mãe determine o direito de viver de seu filho, basta analisar que, após o parto, esse direito é determinado pela sociedade e suas leis civis.

Certa vez li essa frase, que recordo aqui e deixo como reflexão: boas sociedades podem sobreviver com indivíduos que fazem coisas imorais. Mas uma boa sociedade não sobrevive se ela chama de moral algo declaradamente imoral!

Por Renato Varges

O discurso pró-aborto é apelativo e desonesto. Com 10 segundos de boa lógica os melhores argumentos pró-aborto vão por água a baixo!

Uma máxima comum entre os abortistas é a insistência em minimizar a óbvia condição viva e humana do embrião e do feto a fim de justificar sua morte. No entanto, mesmo dando margem a argumentação abortista, eles mesmos tratam de se enrolar nas suas justificativas.

Quem defende o aborto costuma argumentar que a vida humana só começa quando o embrião/feto atinge o estágio de desenvolvimento em que é considerado PESSOA. A pergunta é: É PRECISO SER PESSOA PARA TER DIREITO À VIDA?

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