Como medir a qualidade do amor de um casal? Humanae Vitae responde Nº5.

 

Se criássemos um dispositivo para medir a qualidade do amor de um casal, o que esse dispositivo estaria programado para procurar na vivência a dois do casal?

A Encíclica Humanae Vitae, no parágrafo 09 diz:

É depois, um amor total, quer dizer, uma forma muito especial de amizade pessoal, em que os esposos generosamente compartilham todas as coisas, sem reservas indevidas e sem cálculos egoístas. Quem ama verdadeiramente o próprio consorte, não o ama somente por aquilo que dele recebe, mas por ele mesmo, por poder enriquecê-lo com o dom de si próprio.

Quando um casal decide se casar, os esposos passam a viver uma comunhão de vida e não de coisas, ou seja, não dá para excluir da vida de alguém algo que não me agrada e ficar só com o que me convém. O amor verdadeiro sempre escolhe tudo! Se amo meu esposo ou minha esposa somente por causa do que recebo em troca, meu amor por ele (a) ainda me coloca em primeiro lugar e não está preparado para as grandes renúncias e exigências que a vida conjugal traz.

Neste vídeo podemos entender melhor como medir a qualidade do amor:

A grande transformação que o amor realiza em nosso coração é a libertação de nossa inclinação egoísta de querer usar o outro como instrumento de nossa auto-realização. Quando conseguimos reverter essa tendência, nos libertar do egoísmo, de querermos compensações pelo amor e pela vida que estamos dando, ai sim o amor conjugal nos forma para a santidade e se torna sólido como o amor de Cristo pela Igreja.

A arte da vida e do amor conjugal exige de nós um esforço para sempre nos colocarmos em último lugar. Sempre ensino aos homens a fazer a seguinte pergunta a si mesmo (ela também serve para as mulheres) na vida cotidiana quando as situações nos exigem tomar alguma decisão ou julgar alguma questão: “E ela, como é que fica?”. Isso também deve valer pros filhos e para todos que nos cercam.

Quando chegamos ao ponto de amar o outro não querendo nada em troca, até mesmo aquilo que antes me causava repulsa, dor, mágoa, ressentimento e raiva, passa a se transformar em combustível para alimentar meu amor. Essa é a única e mais santa forma de solidificar a vida conjugal e fazer crescer na família essa atmosfera de caridade que é capaz de levar a todos para o céu.

Por Renato Varges

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