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Os fundamentos utilizados pelo movimento pró-aborto, na tentativa de legalização desta prática no Brasil, estão se configurando cada vez mais esdrúxulos, a cada dia que passa. Parece que os bilhões de dólares investidos na engenharia abortista não são o suficiente para virar o jogo para o lado pró-aborto. A população brasileira continua defensora da vida, mesmo com o escasso acesso a informações científicas corretas, muitas delas falsificadas pelos abortistas. Então, já que não conseguem conscientizar a sociedade civil que o aborto é algo benéfico à mulher e à própria sociedade, concentram seus esforços no Judiciário, e é lá que as atrocidades jurídicas e argumentativas acontecem, para espanto geral.
 
Na última investida pela legalização do aborto, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) encaminhou ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a descriminalização do aborto nos casos de gravidez de até 12 semanas. Uma das alegações utilizadas nesta ação (ADPF 442) protocolada pelo PSOL, é que o bebê em gestação não teria o amplo direito à vida pois NÃO SERIA PESSOA CONSTITUCIONAL. Menos tecnicamente, a ideia por trás desta alegação é que POR AINDA NÃO TER NASCIDO, O BEBÊ EM GESTAÇÃO NÃO ESTARIA PROTEGIDO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ou seja, não devendo ser considerada PESSOA CONSTITUCIONAL, consequentemente não tendo acesso ao direito constitucional à vida. Mas notem como esta lógica é totalmente equivocada.
 
Sabe-se que o bebê em gestação é um ser humano em desenvolvimento, inclusive este ponto sendo afirmado na própria ação protocolada pelo PSOL. Estando em desenvolvimento físico e psicológico, o bebê em gestação encontra-se em momento único de sua vida inicial em que, por aspectos inerentes ao seu próprio estágio de desenvolvimento intrauterino, deva ser tratado juridicamente de forma diversa em relação aos seres humanos já nascidos. Mas aos afirmarmos que o bebê em gestação deva ser tratado de forma diferente dos seres humanos já nascidos, não estamos sequer cogitando que ele seja desprovido de suas principais proteções legais. Aqui aplica-se um velho ditado do Direito, que corresponde à equidade: tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual.
 
Este tratamento diferenciado ocorre em diversas situações em nossa sociedade, diariamente. Como exemplo, temos os menores de idade (crianças e adolescentes), que não são responsabilizados, como os maiores de idade, em diversos atos civis e criminais. Da mesma forma, o servidor público militar, que por sua condição específica não pode, por exemplo, se candidatar a cargo eletivo. Outro caso é o do Juiz de Direito e do Promotor de Justiça que, em face de suas funções ocupadas, não podem advogar, tendo suspenso seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Outro exemplo é o do preso ou do estrangeiro não naturalizado, que por suas condições específicas não podem se utilizar de alguns direitos civis, como votar e ser votado, respectivamente. Assim se repetem em diversos outros exemplos, todos os dias!
 
Vejam nestes casos exemplificados que TODOS os personagens são seres humanos (iguais), mas são tratados de modo desigual, por sua peculiar e temporária situação de vida em determinado momento da sua existência. Mas do tratamento desigual, da restrição de direitos diversos, um permanece intacto, sem qualquer limitação: o direito à vida. Nem para o caso de criminosos em estado de prisão pode-se limitar o seu direito à vida. O Estado, em face da proteção constitucional a ser dada ao ser humano que cumpre pena de prisão, por sua situação de vulnerabilidade e dependência, deve garantir que lhe sejam assegurados direitos mínimos de sobrevivência e que sua vida seja preservada, a todo custo.
Então por que esta mesma proteção estatal não se aplica A TODOS OS BEBÊS EM GESTAÇÃO, como outro ser humano em condição temporária de vulnerabilidade e dependência? Por uma situação específica de sua existência, os bebês em gestação devem ser tratados de modo diferente dos demais, com algumas situações civis limitadas, obviamente, MAS SEM QUE TENHAM SEU DIREITO MAIS NATURAL RESTRINGIDO, por qualquer fundamento jurídico ou outro direito, seja constitucional ou não!
 
É natural que um bebê em gestação não possa usufruir de vários direitos civis aplicados aos seres humanos já nascidos, como votar em eleições, candidatar-se a cargo público, ser responsabilizado por crime, ou mesmo julgar seus pares. Mas seu DIREITO NATURAL À VIDA DEVE SER USUFRUÍDO POR COMPLETO, SEM QUALQUER RESTRIÇÃO ESTATAL. Assim como não se admite a limitação do direito à vida do militar, do estrangeiro, do menor de idade, do juiz, do promotor, do preso, por suas condições peculiares e passageiras, não se pode limitar o direito à vida dos bebês em gestação, por sua condição peculiar e passageira. O Estado (leia-se Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) deve realizar todos os esforços para proteger este período peculiar do desenvolvimento do ser humano, ainda em gestação. Desse modo, não há outro caminho que não tratar os seres em gestação como PESSOAS CONSTITUCIONAIS, COM AMPLA PROTEÇÃO LEGAL e detentores do principal direito existente: o direito à vida!
 
Pensar diferente é fazer uso de um discurso vazio da morte para encher os bolsos de dinheiro com a indústria abortiva.
Por George Mazza – http://www.georgemazza.com.br

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Na última semana, pesquisadores chineses editaram, pela primeira vez, genes de embriões humanos. A prática levanta questões éticas fundamentais. A principal: é seguro criar mutantes cujas sequências genéticas são selecionadas em laboratório e, assim, desafiar a natureza?

Em um laboratório de cidade chinesa de Guangzhou foram criados os primeiros embriões humanos geneticamente modificados. Em tubos de ensaio, pesquisadores da Universidade Sun Yeat-sen manipularam o DNA das células para apagar o gene da beta talassemia, doença hereditária que origina anemias graves e pode ser fatal. É a primeira vez na história que a ciência intervém nas próximas gerações humanas de modo tão rápido e direto. Os chineses mostraram ao mundo que, em poucos anos, teremos o poder de modificar nossa espécie de maneira irreversível – para o bem ou para o mal. O que fará com que a interferência humana supere de vez o processo natural de seleção natural. Não seria mais a natureza, mas os cientistas, que definiria como viriam a ser as futuras gerações de animais, plantas e indivíduos.

O estudo com os detalhes do experimento, publicado em 18 de abril na obscura revista Protein & Cell, revelou que apenas uma mínima fração dos embriões foi bem-sucedida na manipulação. O resultado foi um “mosaico genético”, ou seja, o DNA apresentou várias alterações que não as visadas pelos cientistas. Para esses primeiros estágios das células, isso pode ser mortal. No entanto, de acordo com os especialistas, esse é um obstáculo que está prestes a ser superado. Com o avanço das pesquisas e da tecnologia, a técnica será aperfeiçoada a ponto de possibilitar a edição completa dos genes em embriões humanos.

Esse é mais um indício de que vivemos um momento crucial para o que alguns cientistas chamam de Antropoceno, a era em que as ações humanas são responsáveis pela alteração do planeta. Outra prova recente: na última semana, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, inseriram o DNA do mamute em células vivas de um elefante, tornando muito próxima a volta do animal que foi, naturalmente, extinto. O experimento dos cientistas chineses sugere que, em um futuro próximo, além de intervir em espécies de animais e vegetais e escolher indiretamente algumas características interessantes para nossa permanência no globo, atuaremos de maneira certeira e definitiva na seleção natural humana. A questão é se antes superaremos as discussões éticas relativas à prática e se estamos preparados para suas consequências.

É uma nova era para a biomedicina. Só que ainda não se sabe se o esforço humano em controlar seu destino genético causará benefícios ou danos”, definiu o biomédico americano George Daley, da Universidade Harvard.

Fetinhos

Quanto mais se pesquisa, mais se percebe como a vida humana, desde o momento da concepção, é rica e detalhada. Por isso, é importante iniciar frisando, como aspecto metodológico, que para ter uma visão mais precisa da realidade é necessário que tenhamos acesso ao máximo de informações, de elementos daquela realidade.

A Genética e a Embriologia, por exemplo, são ciências muito complexas. Os cientistas que delas se ocupam precisam se aprimorar em inúmeros aspectos de sua área de conhecimento para que possam ter uma visão mais clara desta realidade. Ora, o público leigo não necessariamente tem esta clareza até que seja informado pelos que se dedicam a estes temas. Enquanto não tem esta clareza pode, de boa fé, se deixar levar por informações parciais, sendo induzido a erros de interpretação.

Uma nova vida humana, a partir dos conhecimentos da Genética, começa no exato momento da fecundação, ainda que se empregue diferentes terminologias para caracterizar os vários estágios do desenvolvimento, tais como zigoto, embrião. No momento da fecundação, cria-se um patrimônio genético diferente daquele do pai e da mãe. São 23 cromossomos com informações genéticas do pai, outros 23 com informações da mãe, formando um novo conjunto de 23 pares de cromossomos, que se combinam criando uma realidade que logicamente não pode ser considerada igual a nenhuma das anteriores. Portanto, a identidade dessa nova vida se cria já naquele exato momento.

A Biologia Comparada também nos demonstra esse fato. Ao longo da evolução, a reprodução sexuada sempre gerou novos organismos, diferentes dos pais. Nos organismos aquáticos, com fecundação externa, isso é claro. Ninguém pensaria que um alevino de peixe ou um girino de sapo é parte do corpo de sua mãe. Sua alteridade é evidente. Mas seu “status” embriológico é comparável ao de um feto humano.

E o que os estudiosos de Embriologia poderiam nos dizer sobre o embrião? Um elemento importante é que ao embrião não se pode dispensar o tratamento conferido a uma entidade biológica qualquer. Ele não é um simples aglomerado de células, porque o comportamento dessas primeiras células embrionárias, chamadas embrião, é totalmente diferente do comportamento de outras células agrupadas.

Pensemos, por exemplo, nas culturas de células. Basicamente, lhes é oferecido um ambiente protegido onde possam dispor dos alimentos necessários. Nestas condições de suporte de vida, esta cultura de células permanecerá como tal enquanto os recursos tecnológicos o permitirem. E já há pesquisadores conseguindo que estas culturas se viabilizem por muitos anos.

Fazendo o paralelo com um embrião, se lhe for oferecido condições de proteção, acolhida e alimentação necessárias, vai se desenvolver como um processo contínuo (desde a fecundação até a morte, seja ela aos dois dias, seja aos cem anos), coordenado (auto-suficiente no próprio projeto) e progressivo (as várias etapas de desenvolvimento se sucedem sem interrupção).

Esse é um conhecimento que nós todos temos, a partir da experiência da vida humana: estamos refletindo sobre algo que diz respeito ao nosso próprio ser. Podemos constatar essas categorias a partir do momento em que, independentemente do nosso conhecimento científico, elas se tornam evidentes: é a mesma evolução da vida que continua, desde o parto da criança que se transforma em adolescente, adulto, idoso: um início e um fim.

Precisamos nos ajudar a olhar a realidade com clareza e coragem, para poder fazer as escolhas também nós como pessoas humanas, no sentido pleno do termo, conhecendo o que estamos fazendo e o porque, qual a finalidade. Com certeza estamos todos perplexos, principalmente quem está na “linha de frente”, diante das situações de miséria que se perpetuam e do poder com que a biotecnologia nos dotou. O que fazer? Para tentar passos que nos levem, como sociedade, a nos aproximarmos da meta, antes de tudo é preciso ter clareza sobre qual é a meta.

Se a complexidade é tamanha, não se pode pensar em resolver a situação agindo só em um fator, por exemplo, eliminando a parte mais frágil. Talvez nenhum de nós tenha a resposta na ponta da língua, de como resolver, mas podemos nos ajudar no caminho: aconteça o que acontecer, a meta é o direito de cada pessoa humana à vida, e a uma vida que tenha beleza e sentido, mesmo na dor e na dificuldade.

Leia aqui a parte 2 deste artigo

Prof. Dr. Dalton Luiz de Paula Ramos é professor tutular de Bioética da USP, membro da equipe de assessores de bioética de CNBB e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa/CNS/MS, membro correspondente da Pontifícia Academia para a Vida, do Vaticano, coordenador do Projeto Ciências da Vida do Núcleo Fé e Cultura da PUC/SP.

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O português Cristiano Ronaldo vai se submeter a um tratamento com células-tronco para estar apto a atuar no jogo de volta da semifinal da Liga dos Campeões, contra o Manchester City, na próxima semana. A informação é da rádio espanhola “Cope”. Segundo a rádio, o atacante do Real Madrid teve uma ruptura muscular na coxa direita.

Cristiano Ronaldo esteve na manhã desta quarta-feira em uma clínica de Madri, onde uma ressonância magnética apontou a lesão na coxa direita do português. Ele está praticamente descartado da partida deste fim de semana, contra a Real Sociedad, pelo Campeonato Espanhol, e pode não ter condições de voltar a tempo do jogo decisivo contra o Manchester City, na próxima quarta-feira.

O tratamento com células-tronco a que o português vai se submeter, segundo a rádio espanhola, é semelhante ao já feito pelo tenista Rafael Nadal para curar problemas nos joelhos.

O Real Madrid, por enquanto, não se pronuncia oficialmente sobre o problema físico de Cristiano Ronaldo. O português não foi utilizado no empate sem gols com o Manchester City, na terça-feira, pelo jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões. CR7 chegou a afirmar que, se fosse uma final, ele atuaria no sacrifício.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino explica por que a Igreja incentiva a pesquisa e uso de células-tronco adultas e rejeita a manipulação de células-tronco embrionárias.

 

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Há algumas semanas o Blog Vida sem Dúvida publicou um artigo relatando o pioneirismo do Hospital do Vaticano nas pesquisas com células-troncoOntem o excelente Blog Tubo de Ensaio publicou um artigo sobre os resultados surpreendentes destas pesquisas e sua repercussão na comunidade científica, cujas partes principais reproduzimos aqui para nossos leitores, bem como a .

Em resumo, pesquisadores do Hospital Pediátrico Bambino Gesù  estudaram a possibilidade de transplante de células-tronco adultas em crianças com doenças genéticas, tumores no sangue e problemas de imunodeficiência. A notícia é especialmente animadora para os portadores de leucemia, em que é amplamente conhecida a dificuldade de se encontrar doadores compatíveis para um transplante de medula óssea. Os pesquisadores do Bambino Gesù descobriram que é possível manipular e transplantar células-tronco adultas, retiradas dos pais do paciente, mesmo que eles não tenham a compatibilidade genética “clássica” exigida para o transplante de medula. No caso de doenças raras do sangue, a técnica foi experimentada em 23 crianças, com um índice de sucesso de 90%. Os pesquisadores também aplicaram a técnica em mais de 70 crianças com leucemia aguda, com sucesso de 80%. Os resultados foram, primeiro, apresentados em dezembro do ano passado em um congresso nos Estados Unidos, e posteriormente publicados na edição de 28 de maio da revista Blood , da Sociedade Americana de Hematologia.

Pois é, enquanto a Igreja levava (e ainda leva) pedras por se opor à pesquisa com embriões, suas instituições estão trabalhando em alternativas eticamente aceitáveis para evitar a destruição de seres humanos em laboratório. Já falamos aqui da parceria entre o Vaticano e um grande laboratório para promover a pesquisa com células-tronco adultas, e agora surge esse resultado espetacular do Bambino Gesù. E entre os críticos da Igreja podemos colocar a geneticista Mayana Zatz; em 2006, no programa Roda Viva, ela culpou o Vaticano  pela não aprovação, na Itália, de uma lei que permitisse a pesquisa com embriões. E reparem nas alfinetadas que ela dá nessa entrevista de 2010 ao jornal O Globo . Aliás, no melhor estilo “esqueçam o que eu escrevi”, na entrevista ela celebra a pesquisa com células iPS, a mesmíssima pesquisa da qual ela fez pouco em seu blog em 2008  para argumentar que era preciso investir no uso de embriões. E, por fim, na matéria que a Gazeta publicou semana passada, está lá a Mayana dizendo à Agência Estado “Não trabalho com células embrionárias. Já me ofereceram embriões várias vezes, mas no momento não estou fazendo nada com elas”. Isso sem que tenhamos visto um mea culpa ou qualquer coisa do tipo. Claro, muito melhor que ela esteja hoje fazendo pesquisas com células-tronco adultas em vez de usar embriões. Mas fica óbvio que, nessa história toda, é a Igreja que merece reconhecimento pela sua coerência.

Veja o artigo completo no Blog Tubo de Ensaio

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A maioria das pesquisas com células-tronco no Brasil é feita com células adultas – obtidas, por exemplo, da medula óssea ou de tecido adiposo – ou com células de iPS (pluripotência induzida ) – geneticamente reprogramadas para se comportarem como células embrionárias, com capacidade para se diferenciar em qualquer tipo de tecido do organismo. São alternativas que evitam as complicações éticas de trabalhar com células de embriões humanos, cuja demanda foi bastante reduzida nos últimos sete anos, após a invenção das iPS.

“Não trabalho com células embrionárias”, diz a geneticista Mayana Zatz, pesquisadora do Instituto de Biociências da USP e coordenadora do Instituto Nacional de Células-tronco em Doenças Genéticas Humanas, que trabalha principalmente com células-tronco adultas.

“Desconheço laboratórios de pesquisa no Rio que tenham usado embriões humanos para pesquisa”, disse Stevens Rehen, pesquisador da UFRJ e coordenador da Rede Nacional de Terapia Celular do Ministério da Saúde.

As células-tronco de embriões humanos continuam sendo de grande interesse para a ciência, principalmente para pesquisas básicas sobre diferenciação celular e desenvolvimento embrionário. Elas ainda são consideradas as células “padrão ouro”, usadas como referência para pesquisas com iPS e outros tipos de células pluripotentes. Para fins de aplicação em terapia celular, porém, as iPS são as mais promissoras atualmente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 Nota do Blog Vida sem Dúvida:

A utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas fatalmente leva a morte de um embrião viável e sadio, sendo, portanto, uma prática que tira uma vida humana com a alegação de favorecer pesquisas e terapias que só podem ser realizadas com este tipo celular. No entanto, não há no mundo qualquer pesquisador que apresente resultados eficazes e aplicáveis terapeuticamente utilizando células-tronco embrionárias, no entanto, milhões de embriões são mortos para manter estas linhas de pesquisa.

Quanto às pesquisas com células-tronco adultas, além da extração destas células não gerar qualquer conflito do ponto de vista ético, estas tem apresentado resultados terapêuticos muito mais aplicáveis e viáveis no Brasil e no mundo quando comparadas às células-tronco embrionárias, o que faz com que os pesquisadores prefiram utilizá-las em suas linhas de pesquisa. A desvantagem é que sua capacidade de diferenciação é limitada, ou seja, estas células não podem se “transformar” em qualquer tecido do corpo como as células-tronco embrionárias são capazes, logo, não podem curar doenças em certos sistemas do organismo.

Uma solução ética e cientificamente viável para isso foi o desenvolvimento das células de iPS (pluripotência induzida), estas são oriundas de células adultas que sofrem alterações induzidas em laboratório para se transformarem em células pluripotentes tal qual as células-tronco embrionárias. Esta é a razão dos estudos das iPS serem os mais promissores, mais eticamente corretos e preferidos entre os pesquisadores da área.

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A Argentina busca um milagre para tentar ter um dos seus principais jogadores dentro de campo na fase final da Copa do Mundo. Segundo informações do diário As, da Espanha, a equipe médica da seleção faz um tratamento com células-tronco em Ángel di María para ter o jogador em campo ao menos na decisão da competição, isso se a seleção conseguir passar pela Holanda na semifinal.

O meia sofreu uma contusão muscular na coxa direita e, assim como Neymar, tem tudo para ficar fora da competição. O tratamento com células-tronco serve para reparar o tecido, reduzir a dor e a inflamação. É um método para regenerar células danificadas.

O argentino se lesionou aos 30 minutos do primeiro tempo do jogo contra a Bélgica, no Mané Garrincha, Brasília, ao ser travado por Kompany durante uma tentativa de finalização. Sentiu um problema na parte posterior da coxa direita, tentou voltar para o jogo e não conseguiu. Saiu chorando de campo.

Holanda e Argentina se enfrentam na próxima quarta-feira, no Itaquerão e brigam por uma vaga na grande final, a ser realizada no próximo dia 13. Caso os hermanos vençam os holandeses, esse será o tempo que Di María terá para se recuperar.

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Células-tronco humanas podem ser geneticamente modificadas para atuarem como verdadeiros soldados na luta contra o HIV. 

A descoberta, feita por cientista da UCLA, espera partir para o próximo passo, tentando erradicar completamente os vírus em um paciente infectado.
Existem muitas vacinas e medicamentos que retardam o progresso da doença, diminuindo a taxa de vírus no corpo ou retardando a sua proliferação. A nova terapia promete ir além de tudo isso. Alguns pesquisadores já usam o termo “cura” caso a técnica consiga realizar o que for programado.
O estudo, publicado dia 12 de abril na PLoS ONE, demonstra pela primeira vez que as células estaminais frutos da engenharia biológica podem detectar e destruir os vírus do HIV em tecidos vivos.
Acreditamos que este estudo estabelece as bases para o uso potencial desse tipo de abordagem no combate à infecção pelo HIV em indivíduos que já foram infectados, sendo uma esperança de erradicação total do vírus do corpo”, comentou o pesquisador Scott Kitchen G.
Os cientistas usaram células chamadas linfócitos T CD8, denominadas genericamente de “assassinas” para ajudarem na luta contra o HIV, identificando moléculas que orientam a célula T no trabalho de reconhecimento e destruição das células infectadas pelo HIV.
No entanto, estas células T, enquanto capazes de destruir células infectadas pelo HIV, não existem em quantidade suficiente no corpo humano para conseguir eliminar todos os vírus.
Assim, os pesquisadores clonaram os receptores e utilizaram manipulação genética das células estaminais humanas do sangue. Em seguida, colocaram as células-tronco derivadas da bioengenharia no tecido humano que foi implantado em ratos, permitindo-lhes estudar as reações de um organismo vivo.
Os cientistas também descobriram que o HIV consegue reconhecer os receptores específicos das células T adaptadas, do mesmo modo que um órgão se comporta em situações de transplante.
No presente estudo, os investigadores projetaram igualmente células-tronco humanas e descobriram que elas podem formar células T maduras com potencial de atacarem o HIV nos tecidos vivos.
Em uma série de testes periféricos com plasma sanguíneo de camundongos, realizados por mais de seis semanas, verificou-se que o número de células T coligadas com CD4 se esgotou completamente, enquanto os níveis de HIV no sangue diminuíram.
Acreditamos que este é o primeiro passo no desenvolvimento de uma abordagem mais agressiva na correção dos defeitos nas respostas de células T humanas que permitem que o HIV persista em pessoas infectadas”, comentou Kitchen.

Por: Cleber Almeida

Fonte: movimentojovemcar.com / Jornal da Ciência

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O “Bambino Gesù” descobre técnica de manipulação que permite o transplante de medula para crianças com leucemia sem necessidade de doador compatível.

A descoberta científica do hospital do Vaticano promete salvar a vida de milhões de crianças no mundo inteiro. A notícia foi divulgada pelo hospital pediátrico da Santa Sé, “Bambino Gesù” (“Menino Jesus”), com sede em Roma. Segundo a direção do hospital, os resultados foram apresentados à revista científica internacional “Blood”, e poderiam ser “um marco na cura de muitas doenças no sangue”.

O hospital anunciou, em uma coletiva de imprensa, que a manipulação decélulas-tronco, em ausência de um doador compatível, permite otransplante de um pai ou mãe ao seu filho. A descoberta é importante para curar crianças com problemas de imunodeficiência, doenças genéticas, leucemia e tumores no sangue.

“Estamos orgulhosos de apresentar este sucesso dos pesquisadores do Hospital ‘Bambino Gesù’, conscientes de que o protocolo dos nossos laboratórios é um marco na terapia de muitas doenças no sangue”, confirmou o professor Bruno Dallapiccola, diretor científico do hospital da Santa Sé.

Para a aplicação no campo da leucemia, a técnica aplicada pela equipe do professor Franco Locatelli, responsável pela Onco-hematologia e Medicina Transfusional do hospital, foi apresentada no último mês de dezembro em New Orleans, durante o congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH).

O transplante de células-tronco adultas é uma cura que salva a vida de milhões de crianças que sofrem tumores do sangue, bem como de crianças que nascem sem as adequadas defesas do sistema imunológico. Por muitos anos, o único doador que se podia ter era um irmão ou irmã do paciente. O problema é que dois irmãos são idênticos somente em 25% dos casos.

Diante da impossibilidade de ter doadores na família, existem bancos de dados internacionais com 20 milhões de doadores voluntários de medula óssea. Mesmo assim os bancos de sangue para estes casos dão disponibilidade de apenas 600 mil unidades no mundo.

O problema se agrava quando 30 ou 40% dos pacientes não encontram um doador compatível, além do mais, considerando o tempo de seleção de um doador e a conclusão de todos os exames para identificar outro doador fora da família.

A técnica do hospital da Santa Sé foi aplicada em 23 pequenos pacientes. Os resultados, segundo afirmou a instituição, demonstram que a probabilidade de cura definitiva para estas crianças doentes é de 90%, ou seja, igual à técnica que emprega a medula de um irmão do paciente completamente compatível geneticamente.

A descoberta da manipulação das células-tronco é uma esperança para milhões de crianças que podem ser salvas com um transplante de medula. É possível salvar crianças na Ásia, África ou América do Sul, que não têm “representantes” nos registros de doadores de medula óssea e que, por meio desta técnica, poderão finalmente ter acesso a um transplante de maneira rápida e “virtualmente aplicável a todos os casos”.