É indiscutível que a maior vocação de um casal é ter filhos e educá-los! Os filhos são o maior dom na vida de um casal. Eles nos alegram, dão novo sentido a nossa vida, mudam nossas perspectivas, nos fazem mergulhar num profundo auto-conhecimento e elevam enormemente nossa capacidade de amar e sermos amados!

Mas filhos são dons que recebemos por meio de um ato próprio que nos foi dado por Deus para gerá-los. Não somos seus donos, mas somos responsáveis por sua chegada e esse discernimento passa pelo que chamamos de PATERNIDADE RESPONSÁVEL.

Quando ter filhos? Quantos filhos ter? Como fazer para manter o controle sobre isso sem agir de forma imoral? É o exercício da paternidade responsável que nos ajuda nessa vivência.

A encíclica Humanae Vitae diz o seguinte em seu parágrafo 10:
“Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas.”

Como lidar com as paixões? Como colocar ordem em nossos instintos para que não nos tornemos escravos deles? É preciso ser LIVRE!

Como viver a liberdade diante de nossas paixões e sermos donos de nós mesmos?

Assista e entenda!

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Por Renato Varges

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Quando ter filhos? Quantos filhos ter? Como fazer para manter o controle sobre isso sem agir de forma imoral? É o exercício da paternidade responsável que nos ajuda nessa vivência.

A encíclica Humanae Vitae diz o seguinte em seu parágrafo 10:

Em relação com os processos biológicos, paternidade responsável significa conhecimento e respeito pelas suas funções: a inteligência descobre, no poder de dar a vida, leis biológicas que fazem parte da pessoa humana.” (HV,10)

Como colocar isso em prática? Que leis biológicas são essas e para que servem? Como usar bem a minha inteligência para viver a paternidade responsável?

Assista a mais um vídeo de nossa série sobre a Paternidade Responsável:


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O que é a Ideologia de Gênero e quais são suas armadilhas?

Nos dias de hoje temos ouvido isso mais comumente. Isso é um movimento considerado anticatólico, que diz o seguinte: a criança nasce sem um sexo definido. Quando a criança nasce não deve ser considerada do sexo masculino ou sexo feminino; depois ela fará esta escolha. Essa é a chamada Identidade de gênero ou Ideologia de gênero.

Inclusive, já existem escolas para crianças na Suécia e na Holanda, onde não se pode chamar o aluno de menino ou menina, chama-os apenas de crianças, porque eles devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres, o que é antinatural.

Neste vídeo, prof. Renato Varges explica as raízes e as armadilhas desta ideologia.

 

 

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Cientistas norte-americanos registraram “fogos de artifício” sendo gerados do encontro do espermatozoide com o óvulo.

A vida humana começa com um clarão de luz, no momento em que o espermatozoide encontra o óvulo. Foi o que cientistas da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, mostraram pela primeira vez, capturando em vídeo os incríveis “fogos de artifício”.

Em reportagem do The Telegraph, os pesquisadores explicam que uma explosão de pequenas faíscas irrompe do óvulo no exato momento da concepção. Cientistas já viram o fenômeno em outros animais, mas é a primeira vez que se comprova que isso também acontece com os humanos.

O brilho ocorre porque quando o espermatozoide se insere no óvulo ocorre um súbito aumento de cálcio que desencadeia a liberação de zinco. Quando o zinco é solto, prende-se a pequenas moléculas que emitem uma fluorescência que pode ser captada por câmeras microscópicas.

 

Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédiro: Northwestern University)
Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédito: Northwestern University)

 

Não se trata apenas de um incrível espetáculo, que destaca o momento em que uma nova vida começa, como também o tamanho do brilho pode ser usado para determinar a qualidade do óvulo fertilizado.

Os pesquisadores reportaram que alguns óvulos brilham mais do que outros e isso se relaciona com a sua maior propensão a gerar um bebê saudável. “Foi memorável”, disse Teresa Woodruff, uma das autoras do estudo, ao jornal britânico. “Descobrimos as faíscas de zinco há apenas cinco anos em camundongos. Ver o mesmo acontecer em óvulos humanos foi de tirar o fôlego”.

“Toda a biologia começa na fecundação, mas ainda assim não sabemos quase nada sobre os eventos que acontecem na fecundação humana”, disse Woodruff.

No experimento, os cientistas usaram enzimas de espermatozoides em vez dos próprios espermatozoides para ver o que acontece no momento da concepção.

Leia também –  Quais são as bases biológicas que definem o início da vida humana?

                            O que a ciência diz sobre o início da vida humana?

O estudo foi publicado em 26 de abril na revista Scientific Reports.

Assista a um vídeo sobre a descoberta da Northwestern University:

 

 

Com informações de The Telegraph.

 

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/

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Grupo de médicos dos EUA emite declaração explicando, cientificamente, por que ideologia de gênero é nociva para as crianças.

Uma associação de pediatras dos Estados Unidos declarou, no último dia 21 de março, através de seu site na Internet, que “a ideologia de gênero é nociva às crianças” e que “todos nascemos com um sexo biológico”, sendo os fatos, e não uma ideologia, que determinam a realidade.

A declaração da American College of Pediatricians expõe 8 razões para os “educadores e legisladores rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem” a teoria de gênero. A iniciativa dos médicos se soma a inúmeras outras, provindas das mais diversas áreas de informação, para conter o que o Papa Francisco chamou de “colonização ideológica”. Em 2010, por exemplo, um importante documentário conseguiu desmontar, pelo menos em parte, a estrutura universitária que financiava essa ideologia na Noruega. O programa trouxe o parecer de vários especialistas, dos mais diversos campos científicos, que expuseram a farsa da teoria de gênero.

Agora, a medicina vem respaldar mais uma vez a verdade sobre a família.

A íntegra da nota escrita pelos pediatras norte-americanos pode ser lida a seguir.

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: “XY” e “XX” são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design humano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design humano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como “se sentindo do sexo oposto” ou “em algum lugar entre os dois sexos” não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às “clínicas de gênero”, onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão “escolher” uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital

barriga

Por favor, socorra-me! Há algo estranho acontecendo comigo e com meu marido: queremos um filho! Sei que não é nada comum alguém querer um filho hoje em dia, por isso estou pedindo socorro. Ocorre que queremos um filho. Queremos dar a vida, dar à luz, pôr no mundo, como você quiser chamar, mas queremos um filho.

O mais espantoso é que queremos um filho não para nós mesmos, nem para nossa realização nem para nos sentirmos bem ou curtirmos a experiência de sermos pais. Queremos um filho por ele mesmo! Não é incrível?!? Não o queremos para ter uma experiência gratificante. Queremos um filho como uma pessoa única, por quem ele é, seja ele como for.

Não me entendo, devo estar ficando maluca, mas queremos um filho seja ele feio ou bonito, inteligente ou burro, alto ou baixo, verde, azul, marrom, branco, vermelho, amarelo, não importa. Queremos por ele mesmo, não por nós, entende? Isso me deixa preocupada. Sou diferente de todas. Acho que influenciei meu marido. Por favor, ajude-me!

A coisa é tão grave, que queremos um filho mesmo que seja anencéfalo, mesmo que seja fruto de um estupro, mesmo que seja Down, mesmo que não ouça, não veja, não ande, não fale… Sim, sei que é grave, mas queremos um filho por ele mesmo!!!

Do mais profundo de nós mesmos, sobe um grito: queremos um filho para amá-lo, para nos entregarmos a ele, para servi-lo em sua dependência e fragilidade, em sua vulnerabilidade inicial. Queremos, em Deus, dar a vida para que ele tenha vida, você entende? Sei que é insano, mas queremos seguir seu crescimento, seu desenvolvimento vida afora, queremos gerá-lo para Deus e para a humanidade, ainda que isso nos custe a saúde, a beleza, a vida. Estranho, mas queremos um filho não por nós, mas por ele mesmo, não para nosso prazer, mas para que ele seja quem Deus quer que ele seja e queremos colaborar para isso com todas as nossas forças, em meio a alegrias e dores.

Está vendo como é grave? A imagem de Deus segundo a qual fomos criados nos empurra a fazer a oferta de nós mesmos a um filho, me empurra a ser mãe de um filho por ele mesmo. É mais forte do que eu! Ajude-me, o que faço?

Não sei explicar direito, mas é como se a fecundidade que Deus pôs em nós fosse mais que biológica, semelhante à dos animais. É como se fosse… deixe-me ver… ahn… uma participação do poder criador de Deus que é Pai e não somente continuador … preservador de espécie, entende? Que horror! Estou tão doente que só de falar em ter filho para preservar a espécie, para continuar a família, me sinto mal! Ajude-me! Sou chamada a ser mãe como Deus é Pai e não como uma gata é mãe! É grave, já lhe disse! Não me negue sua ajuda!

Para agravar mais ainda meu caso, queremos um filho de nossas entranhas, gerado em um ato conjugal, um belo presente-surpresa de Deus que não só participa, mas governa nosso matrimônio! É, ainda tem essa: meu marido e eu casamos virgens. Sou casada sempre com o mesmo homem, e casada na Igreja, como se diz.

 

Por favor, não se espante demais! Tenho medo de que me abandone, de que desista de me ajudar, mas preciso ser verdadeira: minhas entranhas são raham, como dizem os hebreus. São entranhas para dar a vida… Não me olhe assim, por favor. Acho que errei quando mencionei os hebreus, mas é que eles são meus irmãos mais velhos… Perdão se tenho que mencionar João Paulo II, sei que lhe desagrado.

Posso continuar?

Queremos um filho que não seja programado em um consultório médico. Queremos um filho home made, que não seja manipulado em laboratório. Não queremos escolher a cor de seus olhos, de sua pele, de seus cabelinhos. Não queremos programar ou aprimorar seu DNA, queremo-lo como Deus o quiser, queremos estender as mãos para o céu e recebê-lo como um presente de Deus colocado por meu marido em minhas entranhas. As entranhas raham têm de participar, entende?

Perdoe-me. Sei que não estou sendo moderna, nem emancipada, nem dona do meu próprio filho, como se faz hoje em dia. Sei que estou fora da mentalidade e fora da lei. É exatamente por isso que peço ajuda. Estou diferente demais dos outros. Devo estar doente.

Não tomo anticoncepcionais, não uso DIU, não aplico compressas hormonais, não fico como histérica preocupada a contar dias para lá e para cá, meu marido não usa preservativos. Sei que é extraordinário, mas queremos um filho que venha como fruto de sabermos que nossa fecundidade humana é apenas parcial e que a verdadeira fecundidade vem de Deus e não queremos inverter isso. Deus vem primeiro com relação ao meu filho. Eu até já digo a Ele que é o nosso filho. Não é de preocupar? Queremos um filho que não nasça da vontade da carne, que controla tudo, que pretende ter nas mãos as rédeas da criação. Queremos um filho que nasça do Espírito e no Espírito seja educado para Deus.

Será que estou com aquela doença de quem tem mania de ser Deus? Porque, na verdade, queremos um filho por ele mesmo porque, como disse João Paulo II … ops, desculpe! Mencionei outra vez… Bem, como ele disse, Deus nos quis por nós mesmos, únicos aos seus olhos, dons Dele dados ao mundo pela mediação das leis biológicas e desejo dos nossos pais. Como é mesmo o nome desta enfermidade na qual a pessoa pensa que é Deus ou um santo qualquer? Será que é ela que nos aflige, que nos faz tão diferentes das outras pessoas?

Ocorre que queremos entrar na alegria e experimentar o riso de Sara, participando da alegria de Deus ao acolher um filho por ele mesmo, sabendo que todas as criaturas de Deus são boas, como diz Timóteo. Queremos um filho para viver com ele a experiência da fecundidade que transcende a fecundidade biológica. Queremos um filho para nos darmos a ele e para recebê-lo gratuitamente e, juntos a ele, ordenarmos nossa vida para o amor.

Queremos um filho para criá-lo juntos, na mesma casa, sob o mesmo teto, sob as mesmas alegrias e dores, com um monte de outros irmãos. (É isso mesmo, esqueci de mencionar que, para tornar meu estado ainda pior, queremos muitos, muitos filhos). Não queremos uma “produção independente” ou um fruto de “gravidez assistida”. Não o queremos para entregar para que outros criem. Queremos criá-lo! Queremos vê-lo tornar-se santo e dar a nossa vida para que isso realmente aconteça! Oh meu Deus, devo estar maluca!

Você vê a que ponto cheguei? Vê a que ponto me tornei esdrúxula com relação às outras mulheres? Vê o perigo que corro de não ser aceita, de não ser compreendida, de não ser considerada normal?

Você percebe a que ponto influenciei o meu marido a pensar como eu? Percebe como sou um perigo para a sociedade, para o progresso da ciência e para a saúde financeira dos laboratórios, clínicas de fertilização e hospitais? Vê como sou uma ameaça à eugenia disfarçada que estamos a praticar? Vê como sou perigosa para algumas idéias nazistas que se vêm espalhando sorrateiramente? Percebe como me tornei fora da lei do nosso país que, na prática, permite o aborto sob vários disfarces? Entende como sou um perigo para a modernidade relativista, hedonista, individualista? Então, você tem ou não como ajudar-me a não ser tão perigosa?

Você me acusa de irônica, de desrespeitosa, de insolente… seu olhar enche-se de ódio… Ei! … O que está fazendo? Por que esta seringa? Por que este vidro de veneno? … Vai injetá-lo em mim!… É a solução que encontrou?!? Sim, entendo. É preciso matar-me para eu não atrapalhar, não ameaçar, não estragar tudo planejado e gotejado nas consciências há tantas décadas. Sei que não tenho como correr daqui. As portas estão fechadas. Não há janelas. Só você, grande e forte, com a seringa mortífera na mão, nesta sala minúscula.

Você me segura com muita força. Estou imóvel. Sei que você vai me matar. Esta é a solução encontrada: matar. Matar sempre, matar de várias formas, matar sob vários disfarces. Sei que vai me matar. Deus perdoe. Mas, preciso dizer-lhe, esta doença que trago é tão perigosa, é tão poderosa que, quando se mata um portador, ela se espalha, misteriosamente, em milhares de outros. É o vírus que inocula os que se sabem amados por Deus. É bom você catalogá-lo e especificar sua ação antes de acabar comigo, pois não há como constatar sua presença através de exames. Guarde bem o nome em sua memória e digite-o assim que meu corpo cair sem o que você chama de vida. É o perigoso vírus do martírio.

Artigo baseado em texto de Georgette Blaquière
Em “Femmes sélon le Coeur de Dieu”, ed. Fayard

Maria Emmir Oquendo Nogueira

Cofundadora da Comunidade Católica Shalom

em “Entrelinhas” da Revista Shalom Maná
TT @emmiroquendo
Facebook/ mariaemmirnogueira
Coluna da Emmir – www.comshalom.org

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As leitoras de um grande site reagiram a uma publicação que promovia o uso de anticoncepcionais.

Em uma dos sites mais acessados do momento, o BuzzFeed, um mix de notícias e material produzido e compartilhado entre os usuários, 22 mulheres que trabalham no site postaram fotos delas mesmas com um cartaz na mão. No cartaz estava especificada a razão pela qual usam anticoncepcionais.

Em resposta ao post, 24 leitoras, com outras fotos e cartazes, expuseram o motivo pelo qual não usam anticoncepcionais. É possível ver as fotos aqui.

Traduzimos os cartazes sobre o “não usamos” anticoncepcionais(alguns uma resposta direta ao “sim”):

1) Porque posso evitar uma gravidez sem envenenar meu corpo

2) Porque apesar das cólicas e da possibilidade de aparecerem espinhas, isso faz parte do ser mulher

3) Porque vale totalmente a pena

4) Porque o meu corpo é um dom para o meu futuro marido, e este dom inclui a maternidade

5) Porque sou responsável e tomo decisões aceitando as consequências das minhas ações

6) Porque quero um corpo saudável e natural

7) Porque ser fértil não é uma condição à qual preciso remediar

8) Sexo = doação TOTAL de si #NFP (Natural Family Planning, ou seja, métodos naturais de regulação da fertilidade)

9) Porque não preciso renunciar minha maternidade para ser uma feminista

10) Porque consigo me controlar

11) Porque os anticoncepcionais permitem aos homens usar as mulheres SEM consequências

12) Porque atingem os sintomas, NÃO o problema

13) Não quero colocar algo de artificial no meu corpo para impedir que aconteça algo natural

14) Porque o sexo é mais que diversão… gera a vida!

15) Porque tenho a PCOS (Síndrome do Ovário Policístico) e a pílulaé menos eficaz que as alternativas naturais, mas as companhias farmacêuticas querem ganhar dinheiro

16) Porque os filhos NÃO são algo inconveniente, são um dom

17) Porque é mais legal ter dois filhos do que cães ou gatos

18) Porque o câncer de mama, câncer de colo de útero e infertilidade… não valem a pena

19) Porque NINGUÉM NUNCA está verdadeiramente pronto para ter filhos – e são uma das MELHORES e mais excitantes coisas, além da satisfação que podem causar

20) Porque ser mulher e a fertilidade são um dom lindo e eu quero um amor que seja doação de si e doação da vida

21) Porque me orgulho da minha feminilidade e porque conheço muitas jovens que têm problemas reprodutivos por causa dos anos de anticoncepcionais

22) Porque a vida é uma coisa linda, sempre

23) Porque quero um sistema reprodutivo 100% saudável e intacto quando estiver pronta para ter filhos

24) Porque a capacidade de gerar a vida é um super poder que sou orgulhosa de possuir

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1. O matrimônio é necessário?
O homem ao nascer, ao contrário dos animais, não está provido de meios que lhe assegurem, por si só, sua alimentação, sua moradia, nem sua defesa contra os ataques externos. Sua inteligência é como um papel em branco, e só uma longa educação lhe permitirá converter-se em um ser autônomo. Daí a necessidade de uma instituição capaz de criar e educar a criança, e que tenha duas características essenciais: a unidade e a indissolubilidade. A criança necessita de um meio estável e equilibrado para poder crescer em harmonia no plano físico, intelectual, moral e espiritual. O matrimônio uno e indissolúvel é, pois, uma necessidade da natureza. A deficiência das sociedades modernas sobre o divórcio, a união livre e a família monoparental é a melhor contraprova.
2. Deus manifestou, na Sagrada Escritura, sua vontade de fundar o matrimônio?
Sim, diversos textos nos falam do matrimônio. Entre eles, destacamos os seguintes:
“E criou Deus o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, e criou-os varão e fêmea. E Deus os abençoou, e disse: Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gênesis I, 27-28).
“Não lestes que quem criou o homem no princípio, criou um só homem e uma só mulher, e disse: Por isso deixará o homem pai e mãe, e juntar-se-á com uma mulher, e os dois serão uma só carne? Por isso não mais são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus juntou” (S. Mateus XIX, 4-6).
Cristo mesmo santificou, com sua própria presença, as bodas de Caná, conforme escrito em São João II, 1-12.
Concluamos, pois, que o matrimônio é, ao mesmo tempo, uma instituição natural para o homem e querida por Deus. As leis essenciais do matrimônio serão, pois, comuns a crentes e incrédulos, a católicos e não católicos.
3. Qual é a finalidade do matrimônio?
Perguntar qual é a finalidade do matrimônio é perguntar qual é a sua natureza. A natureza é o que recebemos por nascimento; é o que a coisa é de fato, e aquilo para o qual ela foi feita.
Perguntar a natureza de uma coisa é perguntar por que foi feita e para que finalidade.
Qual é a finalidade à qual se ordena o matrimônio? Qual é a sua natureza? Permitir a transmissão da vida, isto é, dá-la e fazê-la crescer com harmonia. Assim como o olho tem por função natural a de ver, e as pernas a de mover-nos, os órgãos genitais têm por função natural a de transmitir a vida.
“O homem é o único ser vivo que sabe que entre o amor e a procriação existe uma unidade de natureza, e isto não é uma ideia simplesmente cristã. Os pagãos representavam o deus-amor sob o aspecto de um menino. Este conhecimento relaciona o coração à inteligência, e é o que dá dignidade ao comportamento sexual do homem” (Professor Jérôme Lejeune).
Porém, não basta só transmitir a vida. É também necessário dispor ao novo ser um grau de desenvolvimento suficiente. Por isso, o fim principal do matrimônio é a procriação e a educação dos filhos.
Um fim secundário se relaciona e se subordina ao fim principal do matrimônio: a ajuda mútua dos esposos. Os esposos devem sustentar um ao outro na obra da geração e da educação, convertendo-se nos cooperadores de Deus. Assim caminham juntos até o Céu.
Os filhos a quem os esposos dão a vida e vão educar são, em certo modo, a recordação viva do amor entre ambos, tanto no presente como para o futuro.
Se a Providência de Deus privar os esposos de poder transmitir a vida; se a esterilidade torna o fim primário inacessível, seu matrimônio segue tendo pleno sentido graças ao fim secundário: a ajuda mútua dos esposos na obra da santificação pessoal.
4. A Igreja tem competência para legislar nestas matérias?
Depois do pecado original, nossa natureza está ferida: a inteligência está afetada pela ignorância, a vontade pela malícia e a sensibilidade pela debilidade e concupiscência. A lei natural e divina pode seguir sendo conhecida, porém com dificuldade, por poucos homens, após um lapso de tempo e mesclada com muitos erros (Concílio Vaticano I, Constituição Dei Filius, cap. II, DS 3005; São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I, qu. 1, a.1).
Para dar um remédio a estes defeitos, Deus recordou os Dez Mandamentos no Antigo Testamento (Êxodo XX, 1-17), e Cristo continuou a esclarecer-nos sobre o bem que se deve fazer e o mal que se deve evitar (S. Mateus V, 27-32; XIX, 3-9, por exemplo). Finalmente, Nosso Senhor instituiu a Igreja fundada sobre São Pedro e seus sucessores para recordar, explicar e precisar aos homens de todos os séculos as exigências da lei divina.
Se admitirmos que o Sumo Pontífice, Vigário de Jesus Cristo, pode equivocar-se em matérias de fé (verdades que se devem crer) e de moral (verdades que se devem praticar), deveríamos dizer que as forças do inferno prevaleceram contra a promessa divina (S. Mateus XVI, 18), e isso seria duvidar da ordem divina: “o que vos ouve, a mim ouve, e o que vos despreza, a mim despreza” (S. Lucas X, 18).
Em 1870, o Concílio Vaticano I fazia-se ouvir por esta ordem divina:
“O Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, ou seja, quando, cumprindo seu cargo de pastor e doutor de todos os cristãos, define, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, que uma doutrina sobre a fé e os costumes deve ser crida por toda a Igreja, goza, pela assistência que lhe foi prometida na pessoa de São Pedro, desta infalibilidade da qual o divino Redentor quis que fosse provida a sua Igreja, quando ela define a doutrina sobre a fé ou os costumes” (Constituição Pastor Aeternus, cap. IV, DS 3074).
Pois bem, o caso do matrimônio e de suas leis entra nestes limites, como sugere S.S. Pio XI na Encíclica Casti Connubii, de 31 de dezembro de 1930:
“(…) Cristo Senhor Nosso quem constituiu a Igreja Mestra da verdade também nestas coisas respeitantes à direção e à regulamentação dos costumes, apesar de muitas delas não serem, por si mesmas, inacessíveis à inteligência humana. E assim como o Senhor, quanto às verdades naturais respeitantes à fé a aos costumes, quis acrescentar à simples luz da razão a Revelação, para que estas coisas justas e verdadeiras, ‘ainda nas condições presentes da natureza humana, possam por todos ser conhecidas facilmente, com certeza absoluta e sem sombra de erro’ (Concílio Vaticano I, sess. III, cap. 2), assim com o mesmo fim constituiu a Igreja guarda e mestra de todas as verdades que dizem respeito à religião e aos costumes. A ela, por conseguinte, devem os fiéis, se quiserem conservar-se imunes de erros de inteligência e da corrupção moral, obedecer e submeter a inteligência e o coração. E, a fim de não se privarem de um auxílio prestado com tão larga benignidade por Deus, devem prestar a devida obediência não só às definições mais solenes da Igreja, mas também, guardadas as devidas proporções, às outras constituições e decretos por que certas opiniões são proscritas e condenadas por perversas ou perigosas”.
Podem ainda aparecer algumas objeções:
Eu casei pela Igreja. Que o Papa agora me deixe fazer o que eu quero!
R – Um direito pode ser adquirido honestamente e depois ser mal usado. Por exemplo, um homem pode ganhar sua vida honestamente, através do seu trabalho, porém ele pode fazer mau uso do seu salário, entregando-se à má vida, à embriaguez, à paixão por jogos etc. O matrimônio contraído perante Deus deve seguir sendo um matrimônio vivido perante Deus.
A Igreja não pode ensinar algo diferente do que ensina; mas para mim é a mesma coisa; não faço qualquer caso; que me deixem em paz!
R – É missão da Igreja cumprir com seu dever, recordando a lei divina. Mas isso é feito para iluminar as inteligências obscurecidas e para animar as vontades debilitadas. Aquele que pensa deste modo não faz senão agravar seu pecado: conhece o bem, porém persiste em fazer o mal, como se a Igreja não se dirigisse a ele.
5. O que é contracepção?
Por contracepção entende-se todo método cujo fim é impedir uma gravidez através de procedimentos irreversíveis, sendo eles mecânicos ou químicos. A contracepção rompe, pois, a natureza essencial do ato conjugal. Opõe-se ao fim primário do matrimônio: a procriação dos filhos.
6. O que a Sagrada Escritura nos diz sobre a contracepção?
Um texto muito claro do Antigo Testamento nos mostra o horror que Deus tem deste pecado:
“Disse, pois, Judá a Onan, seu filho: Desposa-te com a mulher de teu irmão, e vive com ela, para suscitares descendência a teu irmão. Ele, porém, sabendo que os filhos que nascessem não seriam seus, quando se juntava com a mulher de seu irmão, impedia que ela concebesse, a fim de que não nascessem filhos em nome de seu irmão. E, por isso, o Senhor o feriu de morte, porque fazia uma coisa detestável” (Gênesis XXXVIII, 8-10).
[Nota da tradução: Por isso que esse pecado, tomando Onan como referência, denomina-se Onanismo].
7. O que os Padres da Igreja pensam sobre a contracepção?
Citaremos, a título de exemplo, Santo Agostinho, que nos disse que em um casamento onde se recorre à contracepção, “a esposa é a prostituta de seu esposo, e o esposo é o adúltero de sua mulher” (De nuptiis et concupiscentia, XV, 79). Ademais, o mesmo Padre da Igreja confirma sua primeira sentença: “Mesmo com a esposa legítima, o ato matrimonial torna-se ilícito e vergonhoso quando se evita a concepção dos filhos. É o que fazia Onan, filho de Judá. E por isso, Deus o fez morrer” (De Conj. Adult., II, 12).
São Cesário de Arles sustentava a mesma doutrina: “Nenhuma mulher deve ingerir drogas para provocar um aborto, nem matar seus filhos que vão nascer ou já nasceram, pois a mulher que faz isto deve saber que terá que debater-se ante o tribunal de Cristo com aqueles que matou. Nem tampouco devem ingerir misturas diabólicas que as tornem incapazes de conceber posteriormente. Toda mulher que faz isto deve saber que é culpada de tantos assassinatos quantos filhos houvesse podido dar à luz” (Sermão 54).
8. O que os Papas declararam sobre a contracepção?
Os Papas condenaram esta prática em diversas ocasiões:
A contracepção masculina (retirar-se, preservativo…): nas respostas da Sagrada Penitenciária de 23 de abril de 1882 (DS 2715) e de 8 de junho de 1842 (DS 2758), assim como nos decretos do Santo Ofício de 21 de maio de 1851 (DS 2791-2792) e de 19 de abril de 1858 (DS 2795).
A contracepção feminina (diafragma, creme espermicida, pílula…): no decreto do Santo Ofício de 2 de abril de 1955 (DS 3971a).
Esses decretos particulares foram repetidos em sua globalidade pelo Papa Pio XI nestes termos: “Qualquer uso do matrimônio em que, pela malícia humana, o ato seja destituído da sua natural força procriadora, infringe a lei de Deus e da natureza, e aqueles que ousarem cometer tais ações se tornam réus de culpa grave” (Encíclica Casti Connubii; DS 3717).
9. Por que a Igreja reprova esses métodos?
9.1 Porque se opõem à natureza do matrimônio.
Alguns pretendem, pela contracepção, separar artificialmente os fins do matrimônio (procriação/educação dos filhos – ajuda mútua entre os esposos). Pois bem, esses dois fins estão unidos e hierarquizados, e o homem não pode separá-los nem opor-se a eles dialeticamente sem recorrer em falta grave (Decreto do Santo Ofício de 1 de abril de 1944; DS 1818). Que o homem não separe, pois, o que Deus uniu! Entre os animais irracionais, não existe a contracepção; para eles, união e geração estão indissoluvelmente unidas sem que eles mesmos o saibam. Para os homens, este vínculo, que lhes é conhecido, pode ser rompido pela liberdade humana. Mas, romper por meio da liberdade humana a obra de Deus é pecar. Podemos, pois, concluir dizendo que a contracepção se opõe a todo o matrimônio, natural ou cristão.
9.2 Porque conduzem a um abuso pecaminoso das satisfações sensíveis.
Para satisfazer as necessidades naturais da natureza (por exemplo: alimentação, geração etc.), Deus uniu a certos deveres uma satisfação sensível, um prazer corporal. Este prazer será tanto mais intenso quanto o dever for mais grave. Podemos perceber, por exemplo, que aqueles que perderam o sentido do paladar já não têm como comer. Embora conheçam teoricamente a necessidade de sustentar-se, ante a ausência de qualquer prazer sensível já não sentem nenhum gosto no comer.
É contrário à ordem das coisas separar o prazer do cumprimento do dever que deve favorecer. Pois bem, esta é precisamente a característica de toda contracepção. Que todos os atos conjugais não sejam fecundos, isto depende das disposições da natureza; porém, que o ato conjugal seja viciado por precauções anteriores ou posteriores, isto depende da liberdade do homem e é aí onde o pecado se insinua. A contracepção é, pois, um pecado, inclusive para as pessoas que não são casadas; para elas, é um pecado suplementar que se une aos pecados próprios das relações sexuais fora da legítima união.
9.3 Porque criam um espírito anticonceptivo.
O princípio fundamental do espírito anticonceptivo pode resumir-se nas seguintes palavras: o prazer a todo custo. Por meio da técnica, o homem pretende livrar-se de suas responsabilidades. Busca aumentar suas satisfações sensíveis sem nunca se expor a sofrer as consequências de seus atos – neste caso, uma provável geração como consequência de seu ato conjugal. Este espírito anticonceptivo, que busca o prazer custe o que custar, conduz mais tarde, logicamente, a admitir o aborto, a homossexualidade e todo tipo de práticas contra a natureza. Se o único critério de ação é a autossatisfação, todos os meios acabam por ser lícitos sempre e quando se obtenha o prazer.
Certamente, muitos dos que admitem a contracepção não aceitam o aborto nem as outras práticas contra a natureza; porém já puseram seu dedo em uma engrenagem que os conduzirá necessariamente, queiram ou não, na prática ou no pensamento, a admitir todas as depravações morais, ou pelo menos a não mais se opor a elas.
10. Quais são as consequências da contracepção?
10.1 Alguns anticonceptivos têm efeitos abortivos.
Alguns anticonceptivos (por exemplo, a pílula abortiva RU-486) têm certo efeito abortivo; melhor dizendo, eles são usados unicamente por este motivo. Nestes casos, o aborto precoce é aquele buscado diretamente, e é um homicídio direto (embora não se possa determinar com certeza se se cometeu ou não).
Em relação às pílulas anticonceptivas, sua ação é diferente: algumas suspendem a ovulação (sob o efeito dos estrógenos); outras impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo ao produzir uma mucosidade que obstaculiza ou impede a nidificação do óvulo, caso esteja fecundado, fazendo com que a matriz não tenha aptidões para esta missão (sob o efeito de progestativos). Assim, a última “segurança” oferecida por algumas pílulas é o aborto, caso haja a fecundação. Neste último caso, a pílula é um mau refúgio para as boas consciências que dizem que deste modo evitam o aborto.
[Nota da tradução: Atualmente, em geral, as pílulas anticonceptivas têm um duplo efeito: anovulatório, isto é, impedem a ovulação, e abortivo, ou seja, caso o primeiro efeito falhe e haja a fecundação, há um impedimento da nidificação do óvulo fecundado, provocando, assim, um aborto].
10.2 A contracepção é um trampolim para o aborto.
A mentalidade anticonceptiva, da qual já falamos (9.3), conduz a desprezar a vida real do feto depois de haver desprezado a vida em potência pela contracepção. A criança já não é mais desejada, e ela se converte em um perigo, um peso mortal e uma praga.
Este “perigo” é excluído com maior segurança pelo aborto do que pela contracepção: “a contracepção, seja qual for o procedimento, obriga a mulher a uma vigilância sem par. O aborto, na medida em que é legal e favorecido, se converte em uma solução fácil. É menos difícil dizer um dia ‘sim ao aborto’ do que todos os dias ‘não à procriação’”.
10.3 A contracepção destrói o amor humano.
O verdadeiro amor, que difere da satisfação temporal das paixões, se funda na responsabilidade. O amor é um dom recíproco de si mesmo ao outro. Exige renúncia e sacrifício da própria comodidade para agradar a quem se ama. Por outro lado, o amor não tem sua única expressão no plano corporal, pois é também, e sobretudo, uma união de corações e almas. O que isso tem a ver com a atitude daqueles que recorrem à contracepção? Dizem os defensores desta prática que, antes do surgimento dos métodos anticonceptivos, os homens eram uns irresponsáveis, pois toda a responsabilidade da maternidade recaía sobre a mulher, e que agora, graças à contracepção, a mulher também se converte em uma irresponsável. Podemos, pois, falar de progresso?
10.4 A contracepção conduz ao desprezo da mulher, como esposa e como mãe.
A contracepção despoja a mulher daquilo para o qual ela está feita fisiológica, psicológica e espiritualmente. Em todas as civilizações, o respeito e a honra dados à mulher provinham da sua qualidade de esposa e mãe, a tal ponto que aquela que não podia ser mãe era desprezada. Despojar a mulher daquilo que lhe dá sua glória e sua honra é reduzi-la ao nível de um objeto de prazer. A pílula, de fato, libertou a mulher de algum mal? Não, “a contracepção não libertou as mulheres, mas liberou os homens; e às mulheres sobrepôs uma responsabilidade permanente”. Assim como a Teologia da Libertação é uma ideologia fabricada em países ricos e aplicada em países pobres, também a libertação da mulher por meio da contracepção é uma ideologia forjada por homens e imposta às mulheres.
10.5 A contracepção é o sinal de uma sociedade decrépita.
A mentalidade anticonceptiva manifesta o envelhecimento de uma sociedade: é viver em uma sociedade de velhos antes do tempo, de velhos egoístas, da qual tudo foi eliminado, todo risco e toda obra de educação. Vive-se entre o seu clã esperando morrer o mais tarde possível, sendo que uma sociedade tem uma projeção para o futuro graças às crianças. O dinamismo da vida tira do homem o medo do amanhã e o exorta a assumir os riscos de hoje para os filhos de amanhã.
11. A contracepção é pecado grave?
Para avaliar a gravidade de um delito, é necessário ter em conta a importância do bem que está ameaçado. “Quanto mais necessária é uma coisa, tanto mais se deve regular bem, e maior é o vício se a razão negligencia as suas condições” (R. P. Sertillanges, OP, La Philosophie morale de S. Thomas d’Aquin, Paris, 1916, p. 476).
A contracepção destrói o dinamismo da perpetuidade da espécie, e assim se opõe diretamente ao bem comum da humanidade. “O uso do matrimônio contra a natureza é sempre pecado mortal, pois com isso os filhos não podem ser gerados e se frustra totalmente a intenção da natureza” (São Tomás de Aquino, IV Sent., d.32, init.). Os Sumo Pontífices recordaram sucessivas vezes a gravidade particular deste pecado (cf. nº 8).
O Doutor Angélico, São Tomás de Aquino, chega a declarar que, “depois do pecado do homicídio, pelo qual a natureza humana já existente é destruída, o pecado mais grave é o de impedir que seja gerada uma nova natureza humana” (Contra os Gentios, III, 122).
12. Qual é a conclusão?
A doutrina dos Sumo Pontífices vem somente para confirmar o que nossa razão, longe das paixões humanas, pode descobrir de luz e verdade nestas matérias. Segue sendo verdade que a meditação da Cruz de Cristo e a graça que nos fortifica, assim como a oração e a frequente prática dos sacramentos, são preciosos socorros oferecidos aos esposos para ajudá-los a observar a lei de Deus e chegar a ser santos. Pelo exemplo de sua fé viva, de sua firme esperança, de sua caridade ardente, manifestarão diante da corte celestial e diante dos homens a graça onipotente que atua neles.
“A moral cristã é uma moral de Cruz e não de facilidade, porém é uma moral possível e praticável, porque Aquele que é o vencedor da morte e do pecado obra em nosso interior para dar-nos a graça de levar Sua Cruz e conduzir-nos à glória” (R. P. Calmel, OP, Au sujet du Mariage, na revista Itineraires, 1959, p. 26).
Oxalá se todos exaltassem a maternidade por suas palavras e seus atos: “Porque a mulher, proclama o grande Apóstolo São Paulo, se salvará em sua missão de mãe, desde que permaneça na fé e na caridade e na santidade, unidas à modéstia (1 Timóteo II, 15)… Um berço consagra a mãe de família, e muitos berços a santificam e glorificam ante o marido e os filhos, ante a Igreja e a Pátria” (Pio XII, Discurso aos jovens esposos, 25 de abril de 1942).
Fonte: http://www.catolicidade.com/

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A identidade do amor autêntico está estampada na Cruz: quando se ama, não se mata, mas, verdadeiramente, se morre.

O amor entre o homem e a mulher, firmado desde o princípio como união indissolúvel[1] e antes de ser elevado por Cristo à dignidade de sacramento, foi, de algum modo, perturbado pelo pecado original. As consequências da desobediência do homem afetaram profundamente a comunhão conjugal. “Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio”[2], diz Deus à primeira mulher. Assim, “sua atração mútua, dom do próprio Criador, transforma-se em relações de dominação e cobiça”[3] e aquele projeto primeiro do Criador, ainda subsistente, encontrou um inimigo na própria carne, deformada pelo mal.

A simples observação da realidade faz notar que as desordens entre homem e mulher “parecem ter um caráter universal”[4]. A literatura bíblica oferece o exemplo de Susana, que, coagida por dois anciãos, foi vítima de falso testemunho e quase morreu injustamente. O escritor sagrado diz que “os dois anciãos, que a observavam (…), puseram-se a desejá-la”, “perverteram assim a sua mente e desviaram seus próprios olhos, de modo a não olharem para o Céu e não se lembrarem dos seus justos julgamentos”[5].

Na peça “Titus Andronicus”, de William Shakespeare, os corações de outros dois homens – Demetrius e Chiron – também são corrompidos pelo desejo de dominação. Ao revelar o seu plano de possuir Lavínia, Demetrius diz os seguintes versos: ” She is a woman, therefore may be woo’d; / She is a woman, therefore may be won; / She is Lavinia, therefore must be loved. – Ela é mulher, deve ser cortejada; / Ela é mulher, deve ser conquistada; / Ela é Lavínia, e deve ser amada”[6]. A verdade de que a mulher deve ser “cortejada, conquistada, amada” serve, aqui, de pretexto para a defesa de um amor egoísta e cruel, como se vê ao longo da tragédia. Após estuprar Lavínia, os dois godos cortam-lhe a língua e as mãos, mostrando que “a aparente exaltação do corpo pode bem depressa converter-se em ódio à corporeidade”, como indica o Papa Bento XVI:

“O eros degradado a puro ‘sexo’ torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma ‘coisa’ que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria. Na realidade, para o homem, isto não constitui propriamente uma grande afirmação do seu corpo. Pelo contrário, agora considera o corpo e a sexualidade como a parte meramente material de si mesmo a usar e explorar com proveito. Uma parte, aliás, que ele não vê como um âmbito da sua liberdade, mas antes como algo que, a seu modo, procura tornar simultaneamente agradável e inócuo. Na verdade, encontramo-nos diante duma degradação do corpo humano, que deixa de estar integrado no conjunto da liberdade da nossa existência, deixa de ser expressão viva da totalidade do nosso ser, acabando como que relegado para o campo puramente biológico.”[7]

Ao contrário do que sucedeu a Lavínia – e quase aconteceu a Susana –, a mulher não deve ser subjugada, mas verdadeiramente amada, em sua integridade e liberdade. O esposo do Cântico dos Cânticos, por exemplo, refere-se à sua esposa como a um “jardim fechado”, uma “fonte lacrada”[8]. O bem-aventurado João Paulo II, ao comentar esse trecho das Escrituras, escreve que essas metáforas indicam que o homem está disposto a receber sua mulher como “dona de seu próprio mistério”[9]. “Se o amante quer entrar nesse ‘jardim’ e participar do mistério da mulher, não pode invadi-lo à força ou tentar arrombar a porta”[10], como fizeram os dois anciãos do livro de Daniel[11], mas, esperar o “sim”, imagem do consentimento matrimonial, dado livremente pela mulher: “Eu sou do meu amado”[12].

O amor que Deus tem pelo homem, respeitando a sua liberdade, esperando com paciência o seu “sim”, é a imagem da comunhão que deve existir entre o homem e a mulher. A partir da redenção de Cristo, este amor chega ao grande sacrifício da Cruz, no qual está estampada a identidade do autêntico “amor livre”: quando se ama, não se mata, mas, verdadeiramente, se morre.

Os relatos trágicos de “amores” humanos advindos de uma liberdade mutilada demonstram até onde o homem pode chegar, fechando-se em si mesmo; ao contrário, o retrato de até onde ele pode chegar, com Deus, não se encontra frequentemente na literatura comum, senão na vida dos santos. É no exemplo de suas vidas que se manifesta o excelso modelo do matrimônio: o amor esponsal de Cristo por Sua Igreja.

  1. Cf. Gn 2, 24
  2. Gn 3, 16
  3. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1608
  4. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1606
  5. Dn 13, 8-9
  6. Original disponível na íntegra, Act II, Scene I. Cf. SHAKESPEARE, William. Tragédias e comédias sombrias. Trad.: Barbara Heliodora. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006. p. 46
  7. Papa Bento XVI, Carta encíclica Deus caritas est, 25 de dezembro de 2005, n. 5
  8. Ct 4, 12
  9. Papa João Paulo II, Audiencia General, 30 de maio de 1984, n. 4
  10. Christopher West. Teologia do corpo para principiantes (Trad. Cláudio A. Casasola). Porto Alegre: Editora Myrian, 2008. p. 110
  11. Cf. Dn 13, 16
  12. Ct 6, 3

Fonte: padrepauloricardo.org

ortotanásia

No dia 13 de fevereiro, passado, o Parlamento da Bélgica aprovou uma lei permitindo eutanásia em crianças de todas as idades sofrendo de doenças terminais, embora os médicos tenham que afirmar que as crianças estão sofrendo dores incuráveis e insuportáveis. A Igreja Católica considera este procedimento totalmente inaceitável. Especialmente quando hoje em dia há cuidados paliativos disponíveis em condições de amenizar praticamente todos os sistemas físicos que causam sofrimento.

Com a justiça brasileira autorizando a prática da ortotanásia, através da resolução 1805/2006 do Conselho Federal de Medicina, a sociedade mostrou novo interesse no tema. O Padre Dr. Léo Pessini define a palavra assim: “Ortotanásia é a síntese ética entre o morrer com dignidade e o respeito à vida humana, que se caracteriza pela negação da eutanásia e da distanásia”. É preciso diferenciar quatro conceitos e condutas: eutanásia, suicídio assistido, distanásia e ortotanásia. Eutanásia, no sentido estrito, significa o médico adotar medidas visando deliberadamente abreviar a vida do paciente terminal com sofrimento insuportável.

Considera-se suicídio assistido quando o médico fornece a substância ou o mecanismo letal para o próprio paciente administrá-lo. O suicídio assistido tanto quanto a eutanásia são proibidos pela Igreja Católica e a lei civil. Distanásia significa o uso de meios extraordinários ou desproporcionais para prolongar a vida do moribundo. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, ainda que não haja esperança alguma de cura ou que isso signifique mais sofrimento para o enfermo.

Ortotanásia significa uma morte normal, no tempo certo. Implica dispensar o uso de recursos extraordinários quando não há a mínima esperança de cura ou de melhoria da qualidade da vida. A prudência e a ética exigem que os médicos e os parentes mais próximos (especialmente quando o paciente é inconsciente e não reúne condições para oferecer uma opinião) concordam com o processo. A despedida digna da vida é ética e aprovada pela Igreja Católica. A ortotanásia permite ao doente que se encontra diante da morte iminente e inevitável enfrentar com naturalidade a realidade dos fatos encarando o fim da vida não como uma doença para qual se deve achar a cura a todo custo, mas sim como condição que faz parte do nosso ciclo natural.

Freqüentemente há pacientes com doenças terminais entubados em UTIs, isolados de sua família e amigos, quando seria mais humano ter essas pessoas em casa morrendo em sua própria cama cercado com o amor de seus amigos e familiares. A perspectiva da ortotanásia é a de integrar na vida a dimensão da mortalidade e de distinguir o que significa curar e cuidar. Ortotanásia tem o sentido de morte “no tempo certo” sem cortes bruscos nem prolongamentos desproporcionais do processo de morrer. É um interesse em humanizar o processo de morte de um paciente terminal, em aliviar suas dores, em não pretender prolongar abusivamente sua existência pela aplicação de meios desproporcionais. Para o católico nada ou ninguém pode autorizar que se dê a morte a um ser humano seja ele feto ou embrião, criança ou adulto, idoso, doente incurável ou agonizante ou mentalmente deprimido, porque tal gesto é uma violação da lei Divina, é uma ofensa à dignidade da pessoa e um crime contra a vida. Portanto, rejeitamos a eutanásia, o suicídio assistido, a distanásia e endossamos a ortotanásia, perspectiva defendida pela ética cristã.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Professor Titular aposentado da UFC.

Fonte: http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/