É indiscutível que a maior vocação de um casal é ter filhos e educá-los! Os filhos são o maior dom na vida de um casal. Eles nos alegram, dão novo sentido a nossa vida, mudam nossas perspectivas, nos fazem mergulhar num profundo auto-conhecimento e elevam enormemente nossa capacidade de amar e sermos amados!

Mas filhos são dons que recebemos por meio de um ato próprio que nos foi dado por Deus para gerá-los. Não somos seus donos, mas somos responsáveis por sua chegada e esse discernimento passa pelo que chamamos de PATERNIDADE RESPONSÁVEL.

Quando ter filhos? Quantos filhos ter? Como fazer para manter o controle sobre isso sem agir de forma imoral? É o exercício da paternidade responsável que nos ajuda nessa vivência.

A encíclica Humanae Vitae diz o seguinte em seu parágrafo 10:
“Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas.”

Como lidar com as paixões? Como colocar ordem em nossos instintos para que não nos tornemos escravos deles? É preciso ser LIVRE!

Como viver a liberdade diante de nossas paixões e sermos donos de nós mesmos?

Assista e entenda!

Compartilhe!

 

Por Renato Varges

Clique aqui e assine nosso canal

 

Quantos filhos devemos ter? Quando ter? Se a decisão é espaçar um pouco os nascimentos, como fazer para viver a necessária e sadia vida sexual de forma lícita e moral, mas evitando a chegada de novos herdeiros?
Quando o assunto é filhos, entra em cena o que chamamos de PATERNIDADE RESPONSÁVEL. É por meio dela que o casal determina os meios e as ações que lançarão mão para decidir a respeito dos filhos, evitando a contracepção e as armadilhas da mentalidade contraceptiva.

 

 

Neste vídeo daremos início a uma sequência onde falaremos sobre a paternidade responsável e tudo aquilo que a envolve para que seja vivida corretamente pelo casal.

A encíclica Humanae Vitae começa sua explicação sobre a Paternidade responsável da seguinte maneira:

Sendo assim, o amor conjugal requer nos esposos uma consciência da sua missão de “paternidade responsável”, sobre a qual hoje tanto se insiste, e justificadamente, e que deve também ela ser compreendida com exatidão. De fato, ela deve ser considerada sob diversos aspectos legítimos e ligados entre si.Humanae Vitae, n.10

Por Renato Varges

Inscreva-se em nosso canal!

Quando nos casamos, sem dúvida queremos ser felizes e o matrimônio é, por excelência, um caminho de comprovada felicidade e realização para quem é chamado a vivê-lo. Fazer quem nós amamos feliz é um projeto de vida nobre e excelente.

Quando homem e mulher prometem mutuamente uma aliança de amor por toda vida, este compromisso é sacramentado diante de Deus e dos homens e os dois tornam-se UMA SÓ CARNE!

 

Mas, quando é que se consuma o SER UMA SÓ CARNE do casal? No ato conjugal! Ali os esposos se unem, afirmam, renovam, fortalecem e edificam o amor prometido no altar. No entanto, o amor de um casal, na sua expressão mais bela e elevada, realizada por meio do ato conjugal, não está apontado apenas um ou para outro, mas para os frutos desse amor e dessa união. O SER UMA SÓ CARNE DE UM CASAL se concretiza e se expressa na geração e educação dos filhos. Eles são o maior dom na vida de um casal.

A encíclica Humanae Vitae diz no parágrafo 9:
“O matrimônio e o amor conjugal estão por si mesmos ordenados para a procriação e educação dos filhos. Sem dúvida, os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos pais”.

Neste vídeo explico por que os filhos são este dom tão maravilhoso e excelente. Falo também do sentido que os filhos dão ao matrimônio, à vida conjugal e motivo aos casais que não tenham medo de se abrir aos filhos, pois foi pra isso que se uniram em santo matrimônio!

 

Por Renato Varges
Inscreva-se: https://goo.gl/I6JO66
Facebook – https://www.facebook.com/vidasemduvida

anticoncepcional veneno

Na base do crânio existe uma glândula em forma de pera chamada hipófise. Na mulher, a hipófise é responsável por lançar no sangue a cada mês o hormônio folículo-estimulante (FSH), que provoca o amadurecimento de um óvulo no ovário. Sem o FSH, não há ovulação.

Durante a gravidez, a mulher não ovula. Por quê? Porque a hipófise deixa de enviar o FSH, uma vez que o organismo está esperando o nascimento da criança que já foi concebida.

O que a pílula (ou injeção) anticoncepcional faz é enganar a hipófise, dando-lhe uma mensagem falsa de gravidez. A droga anticoncepcional é constituída de dois hormônios: estrógeno e progest erona. Quando são lançados na corrente sanguínea, eles vão até a hipófise e informam (falsamente) a essa glândula que a mulher está grávida. Enganada por essa mensagem, a hipófise deixa de produzir o FSH, à espera de que a criança – que não existe – venha a nascer. Assim, a mulher para de ovular. Deixando de produzir um óvulo, ela deixa de conceber.

De tudo o que foi dito, percebe-se que a pílula anticoncepcional não é um remédio, mas um veneno. Ela não cura um organismo doente. Ao contrário, ela faz com que o ovário – que está funcionando bem – pare de funcionar.

Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer que o coração – que está batendo – parasse de bater; nem a uma injeção que alguém tomasse para fazer que o pulmão – que está respirando – deixasse de respirar; nem a uma pomada que alguém aplicasse para que os olhos – que estão enxergando – parassem de enxergar.

Pelo mesmo motivo, não é coerente que se chame de “remédio” a uma combinação de hormônios que se toma para paralisar os ovários. A pílula anticoncepcional é um veneno no sentido próprio da palavra.

O efeito dela, porém, não se limita aos ovários. A ingestão artificial de hormônios desequilibra o sistema endócrino e causa danos a todo o organismo. Alguns desses danos são narrados a seguir.

Trombose, acidente vascular cerebral (AVC), embolia pulmonar

Em janeiro de 2014, Carla Simone de Castro, 41 anos, moradora de Goiânia, procurou uma ginecologista a fim de operar-se de miomas uterinos que lhe causavam cólicas. A médica aconselhou não a cirurgia, mas o uso de um anticoncepcional (Yasmin) como forma de tratamento. Após alguns dias, Carla sofreu fortes dores de cabeça, que foram diagnosticadas como sintoma de sinusite. Durante 55 dias ela sofreu diplopia nos dois olhos e via as imagens duplas e embaçadas. Somente um exame de ressonância magnética revelou que, na verdade, ela sofrera uma trombose venosa cerebral, que lhe causou três AVCs (acidentes vasculares cerebrais ou “derrames”). Suspendeu então o anticoncepcional e começou a fazer um tratamento anticoagulante, para evitar uma embolia cerebral, que poderia levá-la à morte[1]. Como a trombose foi muito extensa, ela foi obrigada a fazer cirurgias de altíssimo risco a fim de minimizar as sequelas.

Em setembro de 2014, Carla publicou um vídeo em que aparecia com um tampão em um dos olhos, ainda impossibilitada de escrever, e contava sua dolorosa história. O vídeo teve um sucesso excepcional e Carla criou no Facebook uma página chamada “Vítimas de anticoncepcionais – unidas a favor da vida”[2]. Ao relato de Carla associaram-se os depoimentos de inúmeras outras mulheres com reações adversas graves causadas pelo uso de anticoncepcionais.

Daniele Medeiros, 33 anos, moradora de São João de Meriti (RJ), procurou uma ginecologista para tratar de cistos ovarianos, que causavam fortes cólicas menstruais. Em vez de oferecer à sua cliente o tratamento inofensivo e eficaz da metformina (um remédio para diabete, que ajuda muito no tratamento de ovário policístico), prescreveu-lhe um anticoncepcional (Yasmin) como tratamento. Após três meses de uso, Daniele sofreu uma embolia pulmonar, com consequências gravíssimas: três paradas cardíacas, dois meses de internação, 40 dias em coma e a amputação dos dez dedos dos pés, necrosados por causa dos medicamentos que a mantiveram viva[3].

Daniele apresentava tendência à trombose (trombofilia), o que aumentava o risco trombótico associado ao uso de anticoncepcionais. Além disso, ela utilizou uma droga (Yasmin) que contém um tipo de progesterona chamado drospirenona, que elevava ainda mais o risco (ver tabela abaixo).

Simone Vasconcelos, 34 anos, moradora de São Caetano do Sul, fez todos os exames e seu médico não encontrou nenhum fator que aumentasse o risco do uso de anticoncepcionais. Após três meses de uso da pílula Iumi, em julho de 2014, ela sofreu embolia pulmonar, com risco de morte. Passou dois dias na UTI e seis no quarto do hospital. Como o coágulo era pequeno, o tratamento de seis meses com anticoagulante e restrições alimentares foi bem sucedido[4].

Qualquer mulher, mesmo que não tenha trombofilia e mesmo que use pílulas com outro tipo de progesterona, diverso da drospirenona, está sujeita a sofrer tromboses. É o que relata um extenso estudo feito na Holanda entre 1999 e 2004 e publicado em 2009 na revista médica The BMJ. A pesquisa abrangeu 1.524 pacientes e um grupo de controle de 1.760 mulheres. Como resultado, “os contraceptivos orais atualmente disponíveis aumentaram em cinco vezes o risco de trombose venosa, comparado ao não uso”. Esse risco variou com o tipo de progesterona:

Tipo de progesterona usado     Aumento do risco de trombose venosa

Levonorgestrel                                                        3,6 vezes

Gestodeno                                                                5,6 vezes

Desogestrel                                                              7,3 vezes

Acetato de ciproterona                                        6,8 vezes

Drospirenona                                                          6,3 vezes

 

“Confirmou-se ainda – diz o estudo – um alto risco de trombose venosa durante os primeiros meses de uso do contraceptivo oral,independentemente do tipo de contraceptivo oral [destaque nosso]” [5].

Câncer de mama

Um estudo feito nos Estados Unidos em 1.102 mulheres, de 20 a 49 anos, diagnosticadas com câncer de mama invasivo, de 1990 a 2009, usando um grupo de controle de 21.952 mulheres, foi publicado em 2014 na revista Cancer Research. A originalidade do estudo é que ele se baseou não em relatos pessoais, mas em registros eletrônicos de farmácias. A descoberta foi de um aumento global de 50% na incidência de câncer de mama nas mulheres que tinham usado qualquer contraceptivo oral durante o ano anterior[6]. Comentando o resultado, a médica Dra. Denise Hunnell observa que o câncer de mama em mulheres de 20 a 49 anos é mais agressivo e menos sensível à terapia que o câncer de mama após a menopausa. O aumento do risco dessa doença em mulheres jovens significa, portanto, um aumento do risco de morte dessas mulheres[7].

Glaucoma

Em 2013, foi apresentado na reunião anual da Academia Americana de Oftalmologia, em Nova Orleans, o resultado de um estudo que envolveu 3.406 mulheres de 40 anos ou mais. Os pesquisadores descobriram que as mulheres que haviam usado contraceptivos por três anos ou mais, eram duas vezes mais propensas a terem tido um diagnóstico de glaucoma. Esse resultado não dependia do tipo de anticoncepcional usado[8]. O glaucoma caracteriza-se pelo aumento da pressão intraocular, que determina o endurecimento do globo e a compressão do nervo ótico, podendo levar à cegueira.

Conclusão

O anticoncepcional, além de privar o ato conjugal de sua abertura à vida, convertendo-o num ato de egoísmo a dois, traz terríveis malefícios para a saúde da mulher, que podem levá-la à morte. No entanto, quase ninguém se atreve a dizer que as mulheres não devem usar tal droga ou que o Estado deve proibir sua comercialização. Mesmo as vítimas de anticoncepcionais acima citadas limitam-se a advertir que a pílula deve ser usada “com cuidado” e levando-se em conta os riscos. Por que essa resistência em condenar os anticoncepcionais? Por dois motivos: 1º. Porque essa droga livra os cônjuges do fardo dos filhos e não exige qualquer sacrifício (como o exige a continência periódica admitida pela Igreja em casos de real necessidade); 2º. Porque até hoje nenhuma outra droga trouxe tanto lucro para as indústrias farmacêuticas.

[1] Cf. http://g1.globo.com/ goias/noticia/2014/09/ professora-diz-que-teve- trombose-apos-usar-pilula- anticoncepcional.html
[2] https://www.facebook.com/ pages/Vítimas-de- anticoncepcionais-Unidas-a- favor-da-Vida/279481195591370? fref=photo
[3] Cf. http://epoca.globo. com/vida/noticia/2015/03/ quando-pilula- anticoncepcional-e-pior- escolha.html
[4] Cf. https://www.youtube. com/watch?feature=player_ embedded&v=Fk-ESFV8_FQ
[5] ROSENDAAL, F.R. et al. The venous thrombotic risk of oral contraceptives, effects of oestrogen dose and progestogen type: results of the MEGA case-control study. BMJ 2009;339:b2921 in: http://www.bmj.com/ content/339/bmj.b2921.full
[6] Cf. BEABER, Elizabeth et al. Recent oral contraceptive use by formulation and breast cancer risk among women 20 to 49 years of age. Cancer Research; 74(15) August 1, 2014, p. 4078-4089, in: http://cancerres. aacrjournals.org/content/74/ 15/4078.full.pdf
[7] HUNNELL, Denise. Link between breast cancer and contraceptives, too big to ignore, in:

http://www. truthandcharityforum.org/link- between-breast-cancer-and- contraceptives-too-big-to- ignore/
[8] THE HUFFINGTON POST. Prolonged Use Of The Contraceptive Pill Double The Risk Of Glaucoma, Study Finds, in: http://www. huffingtonpost.co.uk/2013/11/ 18/glaucoma-contraceptive- pill-risk_n_4295553.html

Fonte: zenit.org

planejamento natural

Quem propõe o “controle da natalidade” por meios artificiais o fazem movidos por vários mitos à respeito dos métodos naturais de regulação da natalidade:

“são antiquados e poucos eficazes”
“são muito complicados”
“são inviáveis”

Mas a Verdade é outra:

Os métodos naturais, especialmente os mais modernos, têm o suporte científico mais desenvolvido e consistente.

Dado que respeitam os ritmos naturais da pessoa, uma vez aprendidos, os métodos naturais se incorporam facilmente ao ritmo da vida das pessoas.

Os métodos naturais não têm nada de inviáveis. Certamente supõem o diálogo, o autodomínio e a corresponsabilidade do casal, mas isto, em vez de uma desvantagem, é o grande benefício comparativo dos métodos naturais que nenhum método artificial poderá jamais dar: compreensão, respeito mútuo, diálogo do casal e a conseqüente contribuição ao desenvolvimento integral de cada uma das pessoas.

Controle Natal vs. Regulação Natural

Eficácia dos métodos naturais

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, os métodos naturais de planejamento familiar demonstraram possuir uma ampla superioridade sobre os métodos artificiais (anticoncepcionais-abortivos) em diversos aspectos. Em tais estudos demonstrou-se que eram fáceis de aprender e de aplicar pela mulher em qualquer que fosse seu nível cultural (demonstrou-se que podem ser aprendidos e aplicados com êxito inclusive por mulheres carentes de instrução mínima), que eram aceitos com preferência aos métodos artificiais e, o mais importante, revelaram-se sumamente eficazes em evitar a gravidez. A todas estas vantagens agrega-se que por sua natureza respeitam a integridade e dignidade da pessoa humana sem lesionar seus direitos.

Um estudo multicêntrico, que abarcou importantes cidades de diversos pontos do mundo e distantes entre si (Auckland, Bangalore, Manila e El Salvador) demonstrou que 93% das mulheres férteis estava em condições de reconhecer e interpretar o momento de fertilidade desde seu primeiro ciclo menstrual (destaca que o grupo de El Salvador incluía 48% de analfabetas). O estudo conclui que as probabilidades de concepção nos períodos determinados como inférteis era de 0,004%, quer dizer, menos de meio por cento.
Em contraposição aponta-se que o índice de gravidezes utilizando métodos artificiais para o controle da natalidade, varia de 1% (pílulas combinadas estrógeno-progesterona) até 20-23% em usuárias de anticoncepcionais orais.

Em um estudo realizado em Calcutá, Índia, sobre a eficácia do Método da Ovulação, informou-se de uma porcentagem próxima a 0 (zero) sobre uma população total de 19.843 mulheres pobres e de diversas crenças religiosas (57% hindús, 27% islâmicas, 21% cristãs).

As conclusões do estudo da Organização Mundial da Saúde sobre a eficácia do Método da Ovulação foram as seguintes:

Por meio de ecografia ovárica determinou-se que os sintomas do muco cervical identificam com precisão o momento da ovulação.

Todas as mulheres, de qualquer nível cultural e educacional podem aprender o método da observação do muco cervical para reconhecer quando ocorre a ovulação.

A evidência mundial sugere que os métodos de controle natal, abstendo-se da relação sexual na fase fértil identificada pelos sintomas da ovulação, são equivalentes àqueles dos anticoncepcionais artificiais.

O estudo realizado entre 20.000 mulheres pobres em Calcutá, com uma porcentagem de gravidez próxima a zero, complementado com outros estudos em países em desenvolvimento, demonstram a efetividade do Planejamento Familiar com Métodos Naturais.

Os usuários do método estavam satisfeitos com a freqüência da relação sexual sugerida por este método de planificação familiar, o qual é econômico e pode ser especialmente valioso para os países em desenvolvimento (Cf. R.E.J. Ryder, British Medical Journal, Vol. 307, edição de 18 de setembro de 1993, pp. 723-725).

Comparando os dois métodos naturais mais seguros, os índices de efetividade são bastante parecidos (Cf. Dra. Zelmira Bottini de Rey, Dra. Marina Curriá, Instituto de Ética Biomédica, Curso de Planificação familiar natural, Universidad Católica Argentina Santa Maria dos Buenos Aires, abril de 1999):

-o índice para o Método da Ovulação ou Billings é 99.8% (Cf. American Journal of Obstretics and Gynecology, 1991).

-o índice para o Método Sintotérmico é de 97.7% (idem).

-o índice para o Método Sintotérmico em matrimônios altamente motivados para evitar a gravidez é de 97.2% (Cf. Guia para a prestação de serviços de PFN. OMS. Genebra, 1989).

Estes são índices muito altos e certamente não só alcançam mas que superam a muitos dos métodos artificiais mais eficazes. Lamentavelmente, as campanha de descrédito dos métodos naturais respondem não a bases científicas mas a preconceitos ideológicos e interesses econômicos.

family with children on hands, sunset sky

Um hábito 100% natural, com fundamento científico, sem riscos para a saúde, que tem altíssimos índices de eficácia e respeita o corpo da mulher.

 

O planejamento natural da família (PNF) compreende uma série de métodos para adiar a gravidez ou para consegui-la, baseando-se, por um lado, na observação da fertilidade da mulher e, por outro, na educação da atividade sexual do casal. É uma ajuda para viver a paternidade de maneira responsável, tanto para conceber quanto para espaçar ou limitar os nascimentos dos filhos.

Como funciona o PNF?

Há vários meios de fazer um planejamento familiar com métodos naturais: o sintotérmico, o Método de  Ovulação Billings, o método do ritmo, entre outros. O que os assemelha é que todos partem de fatos cientificamente constatáveis:

– Que o homem é fértil todos os dias da vida, enquanto a mulher só o é em alguns dias do mês.

– Que a fertilidade da mulher tem sinais que o casal pode aprender a reconhecer, para que, abstendo-se de relações sexuais em tais dias, possa evitar uma gravidez – ou, pelo contrário, conseguir planejar a geração de uma nova vida.

Como se aprende o PNF moderno?

Os cursos, livros e oficinas que informam e ensinam sobre o PNF são orientados ao casal, para que, juntos, marido e mulher aprendam a reconhecer os sinais fisiológicos da fertilidade feminina (aumento do fluxo e viscosidade da mucosa vaginal, aumento da temperatura basal da mulher, pequenas pontadas no abdômen etc.) e possam regular sua atividade sexual de acordo com tais sinais, que a própria natureza oferece sem a necessidade de fecharem-se à transmissão da vida..

Esta aprendizagem é muito simples e sua prática exige apenas observação e o relato do que se observa. É importante ressaltar que não se trata de intuições ingênuas, sinais subjetivos ou observações abstratas do próprio corpo, mas a constatação de sinais fisiológicos claros, incontestáveis e confiáveis e que independem da duração do ciclo menstrual de cada mulher, ou seja, os métodos naturais se aplicam com a mesma eficácia científica para todas as mulheres e quando realizados com rigor e segundo a autenticidade dos métodos tem eficácia maior do que a maioria dos métodos artificiais, com a vantagem de não colocar a saúde da mulher e alma dos filhos em risco.

É importante ressaltar que existem pessoas capacitadas e autorizadas pela Igreja para oferecer estes cursos, bem como aquelas designadas pelos diversos departamentos para a família, em muitas dioceses do mundo. No Brasil, um dos centros de capacitação mais conhecidos é o CENPLAFAM. Cada casal, seja de namorados, noivos ou casados, que deseja aprender esses métodos deve procurar em sua região instrutores que os ajudem no aprendizado, tomando sempre muito cuidado com a fidelidade e rigor que cada método exige para ter sua eficiência garantida.

Quais são as vantagens do PNF?

O PNF não oferece nenhum risco para a saúde das pessoas e é altamente eficaz, quando aplicado com verdadeira motivação e consistência, por parte do casal. Ele não requer o uso de medicamentos, aparelhos ou cirurgias.

Quanto à vida do casal, seus benefícios são incomparáveis. Os cônjuges se preservam de artifícios químico-mecânicos e permanecem fiéis às dimensões unitiva e procriativa do ato conjugal, sem ferir sua beleza intrínseca e seu ciclo natural, pois

um ato de amor recíproco, que prejudique a disponibilidade para transmitir a vida que Deus Criador de todas as coisas nele inseriu segundo leis particulares, está em contradição com o desígnio constitutivo do casamento e com a vontade do Autor da vida humana. Usar deste dom divino, destruindo o seu significado e a sua finalidade, ainda que só parcialmente, é estar em contradição com a natureza do homem, bem como com a da mulher e da sua relação mais íntima; e, por conseguinte, é estar em contradição com o plano de Deus e com a sua vontade. 

(Humanae Vitae n.13).

Além disso, pelo uso de métodos naturais, os cônjuges exercitam um grau mais elevado de autodomínio e um respeito mútuo mais profundo, que gera mais intimidade, união e consequente felicidade ao casal. Finalmente, marido e mulher se tornam mais conscientes da sua extraordinária e generosa contribuição e responsabilidade como cocriadores com Deus. Por isso, o fato de o PNF envolver sacrifícios e períodos de abstinência sexual, ao contrário de ser considerado um fator negativo, na verdade configura-se um imenso bem aos cônjuges.

O que é a paternidade responsável?

A Igreja Católica nos ensina que o dom da fertilidade é uma bênção para o casal, mas também uma grave responsabilidade, porque implica em acolher com amor, criar com responsabilidade e educar os filhos.

Por isso, a Igreja, no documento Humanae Vitae  (n. 8), nos recorda que “o exercício responsável da paternidade implica que os cônjuges reconheçam plenamente os próprios deveres, para com Deus, para consigo próprios, para com a família e para com a sociedade, numa justa hierarquia de valores”.

Por que a Igreja Católica não aceita a anticoncepção?

Os anticoncepcionais separam o ato conjugal, de forma arbitrária e até negativa, em suas dimensões intrínsecas de união e abertura natural à vida, destruindo ou obstaculizando a fertilidade e, com ela, o poder criador de Deus. São João Paulo II escreveu às famílias dizendo: “Quando os cônjuges, mediante o recurso à contracepção, separam estes dois significados que Deus Criador inscreveu no ser do homem e da mulher e no dinamismo da sua comunhão sexual, comportam-se como «árbitros» do plano divino e «manipulam» e aviltam a sexualidade humana, e com ela a própria pessoa e a do cônjuge, alterando desse modo o valor da doação «total». Assim, à linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges, a contracepção impõe uma linguagem objetivamente contraditória, a do não doar-se ao outro: deriva daqui, não somente a recusa positiva de abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal.” (Familiaris consortio, n.32)

Em contrapartida, os métodos naturais, não interferem deliberadamente na abertura à vida, mas ajustam a união conjugal ao ritmo da fertilidade, levando o casal a evitar as relações sexuais quando desejem espaçar os nascimentos dos filhos ou, planejando-se, quando decidem acolher responsavelmente o dom de uma nova vida.

Por “anticoncepcionais” se compreende o aborto e todo tipo de método que interrompa ou impeça a dimensão procriativa do ato conjugal. Isso inclui todo uso antinatural do ato conjugal e a utilização de qualquer anticoncepcional, seja de barreira (como preservativos), químico (pílulas anticoncepcionais, injeções, implantes etc.) ou mecânico (como os dispositivos intrauterinos). Os métodos químicos e mecânicos podem ser abortivos e isso torna seu uso mais grave ainda.

anticoncepcional2

As leitoras de um grande site reagiram a uma publicação que promovia o uso de anticoncepcionais.

Em uma dos sites mais acessados do momento, o BuzzFeed, um mix de notícias e material produzido e compartilhado entre os usuários, 22 mulheres que trabalham no site postaram fotos delas mesmas com um cartaz na mão. No cartaz estava especificada a razão pela qual usam anticoncepcionais.

Em resposta ao post, 24 leitoras, com outras fotos e cartazes, expuseram o motivo pelo qual não usam anticoncepcionais. É possível ver as fotos aqui.

Traduzimos os cartazes sobre o “não usamos” anticoncepcionais(alguns uma resposta direta ao “sim”):

1) Porque posso evitar uma gravidez sem envenenar meu corpo

2) Porque apesar das cólicas e da possibilidade de aparecerem espinhas, isso faz parte do ser mulher

3) Porque vale totalmente a pena

4) Porque o meu corpo é um dom para o meu futuro marido, e este dom inclui a maternidade

5) Porque sou responsável e tomo decisões aceitando as consequências das minhas ações

6) Porque quero um corpo saudável e natural

7) Porque ser fértil não é uma condição à qual preciso remediar

8) Sexo = doação TOTAL de si #NFP (Natural Family Planning, ou seja, métodos naturais de regulação da fertilidade)

9) Porque não preciso renunciar minha maternidade para ser uma feminista

10) Porque consigo me controlar

11) Porque os anticoncepcionais permitem aos homens usar as mulheres SEM consequências

12) Porque atingem os sintomas, NÃO o problema

13) Não quero colocar algo de artificial no meu corpo para impedir que aconteça algo natural

14) Porque o sexo é mais que diversão… gera a vida!

15) Porque tenho a PCOS (Síndrome do Ovário Policístico) e a pílulaé menos eficaz que as alternativas naturais, mas as companhias farmacêuticas querem ganhar dinheiro

16) Porque os filhos NÃO são algo inconveniente, são um dom

17) Porque é mais legal ter dois filhos do que cães ou gatos

18) Porque o câncer de mama, câncer de colo de útero e infertilidade… não valem a pena

19) Porque NINGUÉM NUNCA está verdadeiramente pronto para ter filhos – e são uma das MELHORES e mais excitantes coisas, além da satisfação que podem causar

20) Porque ser mulher e a fertilidade são um dom lindo e eu quero um amor que seja doação de si e doação da vida

21) Porque me orgulho da minha feminilidade e porque conheço muitas jovens que têm problemas reprodutivos por causa dos anos de anticoncepcionais

22) Porque a vida é uma coisa linda, sempre

23) Porque quero um sistema reprodutivo 100% saudável e intacto quando estiver pronta para ter filhos

24) Porque a capacidade de gerar a vida é um super poder que sou orgulhosa de possuir

billings

Dra Evelyn Billings AM, de 94 anos de idade, é uma mulher inspiradora com uma longa lista de realizações. 64 anos junto com seu esposo, o Dr. John Billings — ela foi pioneira do Método de Ovulação Billings, a qual ensinou as mulheres, casais, estudantes de medicina e médicos desde a década de 50 em mais de 100 países — de fato, é o único método natural oficial para a regulação da fertilidade na China e foi exitosamente aprovado pela Organização Mundial da Saúde.

 

Também conta com o apoio da Igreja Católica, dada sua metodologia natural para a regulação da fertilidade. Dra. Billings junto com John, que conheceu em uma aula de anatomia enquanto estudava medicina na Universidade de Melbourne foram os médicos pioneiros do método de Ovulação Billings, e também criaram a nove filhos.

 

Leia partes da entrevista concedida em maio deste ano a jornalista Fiona Basile, do diário católico Kairos’s:

 

Olhando em retrospectiva sua vida, o que é que mais lhe surpreende?

 

“Me surpreendi pelo exito do método e do bem que pude fazer ajudando a John em seu trabalho. Ele me pediu que o ajudasse com as pacientes femininas porque este era um território estranho para ele como um homem casado, na realidade, simplesmente por ser homem. Eu sabia coisas que ele não sabia e ele sabia coisas que eu não sabia. Assim que éramos uma verdadeira equipe.”

 

Quais os principais desafios na aplicação e ensino do Método de Ovulação?

Do ponto de vista acadêmico, foi bastante sensível, não tivemos nenhuma oposição entre os estudantes de medicina; cooperavam muito bem. Creio que algumas mulheres estavam mais a favor do que contra da idéia e que estávamos justo nessa etapa da medicina na qual havia grande interesse nos avanços da tecnologia para o controle da fertilidade.

As pessoas confiavam muito na nova tecnologia, apesar de alguns pensarem que estávamos no caminho equivocado e que ficaríamos para traz neste campo. John também tinha muita oposição por parte dos obstetras e ginecologistas que estavam contra sua opinião de que o meio natural era o caminho correto e o melhor caminho a seguir para as mulheres. Porém ele não acreditava nisto simplesmente devido ao ensino da igreja, algumas pessoas entenderam mal, achando que tratava-se de um “método católico”, porém por trata-se de um método biológico. Portanto, pouco importava se o casal era Muçulmano, Hinduísta ou Budista: só queríamos que as mulheres conhecessem sobre si mesmas e que utilizassem este método natural de regulação da fertilidade para seu próprio benefício. Sentimos-nos muito satisfeitos quando as taxas de êxito e evidências falaram por si mesmas.

 

Por que você e Dr. John Billings fizeram este trabalho?

Éramos médicos — era nosso trabalho ver que as pessoas eram saudáveis e felizes. Dava-nos muita felicidade quando ajudávamos aos casais estressados ou que sofriam porque acreditavam que eram inférteis, talvez a mulher tivesse sofrido alguns danos como resultado do uso prévio de métodos tecnológicos, ou talvez simplesmente não entendessem os ciclos naturais do corpo feminino — e logo foram capazes de conceber usando Método de Ovulação. Foi simplesmente maravilhoso. Encantam-me os bebês.

 

Que papel tem a fé em sua vida e trabalho?

Quando me casei me converti de Anglicana para a Igreja Católica Romana. John acreditava que a Igreja Católica tinha a autoridade e a verdade, e nunca se deu por vencido. Não é que eu perdera muito — ao contrário, estava obtendo muito mais. Creio que a fé alimenta a família, é onde fazem e respondem as perguntas. Nestes tempos, encontramos com tantas pessoas que não tem fé. Não crêem que haja uma influência do amor no mundo. Não entendem o principio de amar que simplesmente é buscar o bem da outra pessoa. Agora se todos estiverem de acordo de que está é uma boa ideia e que faz com que o mundo seja um lugar melhor, —não haveria aborto, guerras e as pessoas amariam aos mais débeis, vulneráveis da comunidade.

 

Você e seu esposo se casaram faz 64 anos. Qual é o segredo para um bom matrimônio?

Tem que ser sensato e escolher bem desde o princípio, o matrimônio é uma coisa muito prática. Nem sempre tudo corre com o vento em popa, e algumas vezes, há tempos difíceis. Os votos matrimoniais indicam isto. Mas se realmente ama a uma pessoa, poderão superar tudo. Quando conheci John, ele era muito inteligente, muito amável e cavalheiro, todas essas coisas que realmente necessita uma mulher no homem que ela escolhe.Amar a outra pessoa é buscar seu bem e sua felicidade — isto resume o que eu penso.

 

Trabalhamos estreitamente com Fr. Maurice Catarinich, que sempre dizia: “Deus todo poderoso não deixaria a seu povo sem uma solução e, portanto são as diretivas da igreja a seguir porque são o que faz as pessoas serem felizes”. E nós acreditávamos nisto. Mas é inútil ensinar as pessoas como serem felizes se não lhes damos a verdade e a muitos jovens nesta época não lhes dão a verdade.

 

É necessário estar informado, valente e recordem que a procriação é a tarefa mais importante na vida e o amor é mais forte que o ódio.

 

Dra. Evelyn Billings AM, foi nomeada membro da ordem da Austrália em 1991 e Dama Comandante de São Gregório Magno em 2003. Publicou amplamente sobre o Método de Ovulação, incluindo o Método Billings: controle da fertilidade sem drogas ou dispositivos, que vendeu mais de um milhão de cópias em 22 idiomas. Os Drs. John e Evelyn Billings estabeleceram a Organização Mundial do Método de Ovulação Billings, que segue ensinando o Método de Ovulação em todo o mundo.

 

Para obter mais informações, consulte: www.woombinternational.org

found_birthcontrol_f

Os filhos, além de serem uma bênção para o casal, fazem falta num mundo que já dá sinais de encolhimento da população. Neste breve artigo, Paul Gallagher fala de como é bom rebelar-se contra o imperativo da família pequena e contra a cultura do egoísmo.

 Reparando no meu aspecto você nunca perceberia, mas eu sou um rebelde da contracultura. Sei que é difícil de acreditar, com essa minha cara arrumada, com essas minhas roupas conservadoras, e com a bandeira americana tremulando em frente à minha casa. Não tenho tatuagens nem piercings. Nunca fui preso nem tenho ficha na polícia. Mas isso não é nada comparado com ter cinco filhos.

É bem verdade que o número 5 ainda não chegou (mas está tão próximo que quando você estiver lendo essas linhas ele — ou ela — já terá chegado), mas isso não atenuou o pasmo — o mais completo assombro, com queixos caindo — que minha esposa e eu provocamos entre os nossos amigos e conhecidos quando lhes demos a notícia de que em breve seríamos uma família de sete pessoas.

CINCO filhos? Uau! E que idade tem o mais velho? Oito? Ui! E entre eles não há gêmeos? Bem, vocês dois certamente já não podem mais realizar seus planos!

É difícil, contudo, repreendê los por reagirem dessa maneira. Para onde quer que eles olhem, dos programas de televisão aos adesivos dos carros, a nossa cultura incute-lhes com insistência a idéia de prolongar a adolescência tanto quanto possível, de casar tarde, e de ter um ou talvez dois – tudo bem, talvez três – filhos. Um filho a mais… e o seu futuro dourado estará seriamente comprometido.

É interessante notar que essa forma de pensar é um fenômeno do fim do século XX. Num certo sentido, pode-se dizer que é o resultado do trabalho desenvolvido nas primeiras décadas desse século por Margaret Sanger, fundadora da Planned Parenthood (*). Como os leitores bem informados sabem, os métodos artificiais de contracepção não eram aceitos nem mesmo entre os protestantes, até que a Conferência Lambert cuidadosamente declarou, em 1930, que poderiam ser usados nas relações matrimoniais.

(*) Instituição norte-americana, com atuação em vários países, que financia e promove programas de redução da natalidade, incluindo distribuição massiva de anticoncepcionais (N. do T.).

Como é óbvio, basta um furinho na barragem para que ela venha abaixo. Em 1965, a Suprema Corte norte-americana (ao julgar o caso Griswold X Connecticut) declarou serem inconstitucionais as leis que proibiam a venda de anticoncepcionais a pessoas de qualquer idade ou estado civil. Daí para frente, foi só mais um passo até se chegar, em 1973, à mais infame decisão legal de todos os tempos: permitir o aborto.

Hoje parece difícil de acreditar, mas até há pouco tempo atrás as famílias grandes eram comuns. Minha mãe, por exemplo, é a sexta de sete irmãos, e alguns dos seus irmãos e irmãs têm oito ou nove filhos.

Que efeitos o imperativo de família pequena provocou em nosso mundo? Entre outras coisas, trouxe-nos aquilo que Benjamin Wattemberg — professor do Instituto Empresarial Americano e conhecido por suas aparições na televisão — chamou de “o maior ponto de inflexão da história da espécie humana”: a perspectiva da subpopulação. Trata-se de uma tendência sobre a qual ele tem alertado o mundo desde que publicou o seu livro The Birth Dearth (A escassez de nascimentos) em 1987.

Numa resenha sobre os trabalhos de Wattemberg, publicada na revista The American Expecator (setembro/outubro de 2001), Tom Bethel escreveu: “As taxas de fertilidade estão atualmente abaixo do nível de reposição em toda a Europa, exceto na Albânia, e isso vem persistindo há tanto tempo que nos últimos dois anos a população total da Europa começou a declinar em termos absolutos… Isso irá se acelerar dramaticamente nos próximos anos”.

Entretanto, as pessoas ainda continuam muito propensas a aceitar o mito da superpopulação. Talvez já não seja mais uma idéia que atormente a imaginação popular, mas o slogan “estão nascendo pessoas demais” ainda faz com que muitíssimos casais — católicos ou não — rejeitem a bênção que significa ter uma família numerosa.

As responsabilidades do cuidado de uma família grande tornam você espiritual, mental e fisicamente maduro. Você cria o melhor clima possível para o desenvolvimento do caráter. Você torna-se capaz de cultivar vocações para uma vida de entrega a Deus e aos outros.

O meu argumento favorito em favor das famílias numerosas é aquele dado por Lawrence Lovasik num livro chamado Catholic Family Handbook : “Em vez de gastar os 20 ou 25 anos de fertilidade mútua trabalhando como escravos para construir um negócio, conquistar posições na sociedade ou entregar-se a prazeres e confortos egoístas, vocês podem fazer a coisa melhor e mais grandiosa possível: trabalhar por Deus, criando filhos cujas almas estão destinadas a serem felizes com Ele (e com vocês) por toda a eternidade”.

É por isso que vale a pena ser um rebelde.

Fonte: Publicado no site da Human Life International

Tradução: Quadrante

muitos-filhos-480

Outro dia lí a afirmação de alguém que me fez pensar. Dizia que os pais da nossa época não querem ter filhos, mas sim filhotes. De fato há algo de muito sábio nessa afirmação. E não é a toa que o Papa Bento XVI, ainda quando cardeal, em uma entrevista cedida a um jornalista alemão, disse com ar de pesar que enxergava, infelizmente, uma mudança radical na visão que o mundo tinha dos descendentes. Filho, passara de sinônimo de benção para sinônimo de ameaça. Impossível discordar. Está em nossa volta, está na reação das pessoas, no olhar apavorado diante da hipótese de se ter algum filho nesta vida. Filho no singular, porque no plural, a reação passa de medo para um ar reacionário de quem julga irresponsabilidade ter vários filhos nos dias atuais.

A sociedade do bem-estar parece que colocou como valor supremo, digno de menção no Código dos Direitos Humanos, a expressão “qualidade de vida” como sublime direito e dever magno de todas as sociedades. Digo magno, porque se atreve a ocupar o lugar da verdade, da razão fundamental pelas quais as sociedades ditas democráticas devem estar calcadas. Por isso, a partir dessa mentalidade, qualquer evento que se oponha a esse valor supremo deve ser eliminado.

Um idoso que sofre com problemas degenerativos se encaixa nos padrões de uma vida de qualidade? Não? Pode desligar os aparelhos. Um bebê que é gerado no seio de uma família modesta terá a oportunidade de calçar Nike, estudar em colégio particular e gozar de conforto desde a mais tenra idade? Não? Pode abortar. Um casal pobre que passa por dificuldades financeiras poderá dar a possíveis filhos uma faculdade, plano de previdência privada, lazer e cultura? Não? Pode laquear as trompas uterinas.

Graças ao pragmatismo vigente, que faz o mundo enxergar tudo sobre a relação útil/ inútil, serve/ não serve, presta/ não presta, graças a essa sublimação do bem estar social, não poderemos encontrar sentido para essas vidas se estas não se encaixarem dentro deste ideal materialista. Mais do que nunca a vida humana foi agregada ao valor da coisa e não demora para que seja tratada e vista como objeto. Quer dizer, o sentido da vida em nosso tempo foi relativizado aos dogmas da sociedade de consumo.

É por isso que o hedonismo, a busca do prazer como fim último, tão enraizado em nossa cultura, não tolera a presença de um tirano, como um filho. Dentro desta visão aonde filho é ameaça, ótica essencialmente cética e pessimista, no melhor estilo de Nietsch, a paternidade é realçada apenas pela característica que fere justamente o bem-estar e o conforto, seguindo a contra-mão da suposta “qualidade de vida”.

Eles, os filhos, chegam para atrapalhar a carreira, fazendo os pais voltarem para casa antes das 20h, para onerar a família e diminuir a renda no fim do mês, impedindo a troca de carro para aquele ano, para adiar os planos daquela viagem para a Europa etc.

É verdade que exigem bem mais cuidados que um animal de estimação. Um animal precisa de um banho por semana, os filhos precisam de um por dia. Um animal precisa de uma tigela com ração, filhos precisam de pelo menos 3 refeições diárias. Um animal precisa de passeios eventuais, filhos precisam sair de casa todos os dias. Um animal agüenta passar o dia sozinho, filhos precisam de afeto. Realmente, é muito mais difícil. Mas não tem problema. Pagando uma escola integral abaca o problema das refeições. Pagando um motorista acaba o problema com os passeios. Pagando uma babá acaba o problema com os banhos e com a companhia. E também com alguns mimos extras acaba o afeto perdido. Pronto. Até que é possível.

“Mas como gastam esses filhos! Realmente é melhor não tê-los.”

Não seria melhor dizer “como gastam esses pais”? Não seria melhor afirmar que a lei do menor esforço é que tem o preço mais alto de todos, e que esses gastos são para preservar a qualidade de vida dos pais a qualquer preço? E que o que se busca realmente é uma fuga das responsabilidades inerentes a paternidade, que exigem uma renúncia ao egoísmo e um abertura para a humanidade dos filhos, bem diferentes dos filhotes? E que uma verdadeira educação baseada no amor, na liberdade responsável, no ensino das virtudes da personalidade e de caráter exige pais dispostos a levantarem dos sofás, a renunciarem a balada pós-trabalho e a uma presença exigente?

Sem dúvida seria mais sincero e bem menos hipócrita.

Não, filhos não são filhotes da quais se possam dispor como objeto de serviço e mero entretenimento. Filhos são uma nova oportunidade dessa família dar certo; uma nova chance de fazer a vida valer a pena e ter sentido; uma nova chance para a humanidade chegar a ser aquilo que deveria. Cada novo filho neste mundo é uma nova realidade completamente original, que jamais existiu e que jamais existirá novamente, capaz de mudar a sí mesmo e o mundo ao seu redor. Cada novo filho no mundo é uma nova chance de redimirmos nossa sociedade corrompida pelo egoísmo.

É por isso que não existem razões para se acovardar diante dos filhos, pelo contrário, a abertura a eles deve nos recobrar a coragem e a fortaleza de sermos definitivamente humanos novamente. Porque dar um filho amado ao mundo é passar o bastão da vida que recebemos de nossos pais e dizer bem alto que a vida ainda vale a pena. Dar ainda, vários filhos amados ao mundo, de acordo com nossas sinceras possibilidades, é multiplicar a força criativa que caduca nas nossas sociedades, é injetar bolsas de sangue no organismo sedento do nosso mundo. Negar a verdadeira paternidade é negar a sí mesmo e decretar a falência da humanidade, é dizer que o desespero venceu e que a esperança morreu.

Um ótimo professor pode dar ao mundo, se tiver sorte, talvez 1 bom cidadão a cada classe com 50. Um ótimo pai e mãe, podem certamente, se assim desejarem, dar ao mundo 3,5,7 ótimos cidadãos capazes de transformar o mundo e o futuro. E que vão dizer aos filhos deles, que vovô e vovó fizeram o mundo valer a pena.

Fonte: Cultura da Vida