O Natal se aproxima e nosso coração se enche de alegria pela beleza da Festa. Na origem da festa está a escolha de Maria que acolheu a beleza da vida mesmo em condições adversas.

Como as pessoas acolhem a notícia de uma gestação atualmente, é sinal de alegria ou de tristeza?

Infelizmente muitas pessoas ainda preferem colocar a lente do relativismo para determinar se uma vida é digna ou não ser acolhida. Mas, sabemos que a vida humana é sempre um bem, é sempre um dom de Deus.

Então, quais são as 5 lições podemos aprender com Maria, ao acolher o Menino Jesus mesmo em condições adversas?

Assista no vídeo abaixo e entenda.

 

 

 

Infelizmente vivemos numa sociedade que tem se tornado indiferente ao valor da vida humana.

Diante disso, precisamos reafirmar o valor da vida e onde reside seu verdadeiro valor. Uma vida humana nunca é mais vida do que outra, pois existe uma dignidade intrínseca em cada vida que nada nem ninguém pode modificar ou determinar, apenas reconhecer.

A Vida humana é sempre pois possui 4 características primordiais que nos levam a reconhecer esse valor:

1. A vida humana é um bem nela mesma
2. A vida humana tem valor inestimável.
3. A vida humana tem valor absoluto.
4. A vida humana é inviolável.

Entenda melhor cada um deles assistindo o vídeo acima.

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Cientistas norte-americanos registraram “fogos de artifício” sendo gerados do encontro do espermatozoide com o óvulo.

A vida humana começa com um clarão de luz, no momento em que o espermatozoide encontra o óvulo. Foi o que cientistas da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, mostraram pela primeira vez, capturando em vídeo os incríveis “fogos de artifício”.

Em reportagem do The Telegraph, os pesquisadores explicam que uma explosão de pequenas faíscas irrompe do óvulo no exato momento da concepção. Cientistas já viram o fenômeno em outros animais, mas é a primeira vez que se comprova que isso também acontece com os humanos.

O brilho ocorre porque quando o espermatozoide se insere no óvulo ocorre um súbito aumento de cálcio que desencadeia a liberação de zinco. Quando o zinco é solto, prende-se a pequenas moléculas que emitem uma fluorescência que pode ser captada por câmeras microscópicas.

 

Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédiro: Northwestern University)
Flash de luz emitido no momento em que o óvulo se encontra com o espermatozoide. (crédito: Northwestern University)

 

Não se trata apenas de um incrível espetáculo, que destaca o momento em que uma nova vida começa, como também o tamanho do brilho pode ser usado para determinar a qualidade do óvulo fertilizado.

Os pesquisadores reportaram que alguns óvulos brilham mais do que outros e isso se relaciona com a sua maior propensão a gerar um bebê saudável. “Foi memorável”, disse Teresa Woodruff, uma das autoras do estudo, ao jornal britânico. “Descobrimos as faíscas de zinco há apenas cinco anos em camundongos. Ver o mesmo acontecer em óvulos humanos foi de tirar o fôlego”.

“Toda a biologia começa na fecundação, mas ainda assim não sabemos quase nada sobre os eventos que acontecem na fecundação humana”, disse Woodruff.

No experimento, os cientistas usaram enzimas de espermatozoides em vez dos próprios espermatozoides para ver o que acontece no momento da concepção.

Leia também –  Quais são as bases biológicas que definem o início da vida humana?

                            O que a ciência diz sobre o início da vida humana?

O estudo foi publicado em 26 de abril na revista Scientific Reports.

Assista a um vídeo sobre a descoberta da Northwestern University:

 

 

Com informações de The Telegraph.

 

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/

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Na primeira parte deste artigo vimos que o fato de que a vida começa com a fecundação é uma certeza para a Biologia. No encontro do óvulo com o espermatozóide, se inicia uma nova vida, um novo programa de desenvolvimento. A escolha de outra data para o início da vida é arbitrária e sem sentido biológico.

Alguns argumentam que o embrião não é um ser humano antes de 5 a 7 dias, quando então se ligaria ao útero da mãe (nidação) e que sua morte não seria um aborto, já que ainda não houve ligação ao organismo materno. Mas a nidação é apenas um processo através do qual o embrião passará a receber alimento da mãe.

Nos primeiros dias, enquanto o embrião ainda não se implantou no útero materno, se alimenta daquilo que encontra no óvulo que foi fecundado, enquanto já passa por processos de desenvolvimento que lhe deixarão apto a realizar a nidação, ou seja, o embrião já está ativo. No momento posterior, se implanta para ser alimentado pelo corpo da mulher.

Assim, desde os primeiros momentos esse embrião já é tem uma identidade própria e já está ativo e se desenvolvendo. Não é uma massa de carne amorfa no corpo da mãe, nem é um outro animal qualquer. O que ele pode ser? Apenas um ser humano, já distinto, apenas ainda em formação.

Outros dizem que se o embrião implantado ainda pode se dividir em dois, então não temos certeza da sua identidade. Mas o momento da cisão, no caso de gêmeos, não deve modificar a identidade ontológica do ser humano. Há um indivíduo que dá origem a um outro indivíduo, sendo que ambos continuam sua existência do início: para o primeiro iniciada com a fecundação, para o outro qualquer dia depois, até o final de seu processo vital. Então temos o dobro das razões para defendê-los porque são dois embriões.

Outra afirmação sustenta que até os 15 dias ainda não se formaram os sinais daquilo que vai ser o cérebro. Mas sabemos que o cérebro se desenvolve não por ação da mãe, mas através dos genes que estão dentro do embrião desde o primeiro momento da fecundação. É possível garantir que ele não sente dor? E, se não sentir, isto justificaria matá-lo?

É possível identificar os movimentos do coração do embrião na primeira semana de atraso menstrual. Com vinte dias de existência já tem o sistema nervoso delineado. Na idade gestacional de sete semanas, ou seja, com o atraso de três semanas da primeira menstruação, já é possível gravar um eletrocardiograma e o embrião já tem movimentos e gesticulação espontâneos. Com nove semanas, embora pese três gramas, o embrião já pode ter o seu eletro encefalograma registrado.

Há, ainda, quem diga que dada a grande incidência de abortos espontâneos nas duas primeiras semanas da gravidez não haveria que se falar em vida neste período! Ora, a interrupção desta vida, isto é, um episódio de morte quer seja ele prematuro ou tardio não descaracteriza o fato que esta vida ocorreu. Seria o mesmo que dizer que não somos pessoas humanas porque um dia iremos morrer! Fatalidades ocorrem diariamente na vida das pessoas, seja nas nossas vidas, seja na vida intra-uterina. Essas fatalidades podem acabar em desventuras passageiras e remediáveis ou, ainda, irremediáveis, como a morte para todos nós e o aborto para a o feto. Isso jamais poderia nos desprover da condição de seres vivos e humanos.
Em todos esses argumentos existe uma discussão não a respeito da distinção da existência do embrião como um ser vivo distinto, pois a distinção entre a identidade materna e a identidade do embrião é universal no mundo biológico. O que se discute, ainda que implicitamente, é se essa vida é “humana”, isso é compartilha de todos os atributos de um indivíduo humano já independente.

O primeiro grupo de argumentos se baseia no pressuposto que essa identidade só seria “humana” a partir do momento em que se mostrasse claramente viável, por estar implantado no útero, por ter menores chances de morrer, por não poder mais se dividir em dois indivíduos, etc. O segundo grupo de argumentos (o desenvolvimento neurológico), já caracteriza a “humanidade” a partir de sua potência. É humano quem pode fazer alguma coisa.

Inicialmente, deve-se notar que esses dois tipos de argumento fogem totalmente da questão biológica. Se perguntarmos para um analista forense se um material biológico (ossos, restos de sangue ou outros tecidos) é “humano”, ele utilizará, para dar sua resposta, evidências de natureza bioquímica ou anatômica, decorrentes de um patrimônio genético reconhecido como “humano”. Assim, a “humanidade” – biologicamente constituída – é genética e não depende da viabilidade ou potência do organismo.
A questão que temos pela frente é, portanto, de índole ética e social. Devemos (ou queremos) reconhecer a “humanidade” em um ser que não tenha sua viabilidade e sua potência garantidas?

É preciso saber por qual motivo, ao longo de nossa história, passou-se a reconhecer o atributo de “humanidade” desde a fecundação, independentemente da viabilidade e da potência que aquele ser viria a demonstrar. Veremos que o problema está na garantia da universalidade da norma.

Em sociedades tribais e mesmo entre os povos que estão na origem da civilização ocidental, existe freqüentemente a dupla permissão para o aborto e o infanticídio. Essa dupla permissão é uma decorrência óbvia do princípio da continuidade da vida. O nascimento, ainda que se trate do evento por excelência de uma vida, não rompe o processo contínuo da vida. Assim, se era permitido abortar em determinadas condições, também é permitido praticar o infanticídio dos recém-nascidos nessas mesmas condições.
Essa, contudo, era a mesma lógica que legitimava a escravidão, a discriminação sexual e racial, a exclusão política dos pobres, etc. A pessoa só era dotada de direitos quando satisfazia certas condições.

A universalização do conceito de pessoa, o reconhecimento dos direitos humanos de todos, implica que não existam limites ou condições para que alguém seja pessoa. Isso vale tanto para os nascidos quanto para os ainda não-nascidos.

Por tudo isso, a sociedade até poderá assumir um critério de “humanidade” que se baseie na potencia e viabilidade do organismo, porém não poderá negar que essa opção (1) contraria o dado biológico, que caracteriza o “humano” por seus atributos genéticos e por sua expressão orgânica; (2) traz o perigo do casuísmo e da própria negação da dignidade da pessoa e da universalidade dos direitos humanos.

Prof. Dalton Luiz de Paula Ramos é professor titular de Bioética da Universidade de São Paulo, membro da equipe de assessores de bioética de CNBB e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa/CNS/MS, membro correspondente da Pontifícia Academia para a Vida, do Vaticano, coordenador do Projeto Ciências da Vida do Núcleo Fé e Cultura da PUC/SP

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Como sempre – mas, hoje, muito mais do que antes -, a consciência atual, despertada pela insensibilidade e pela indiferença do mundo tecnicista, começa, pouco a pouco, a se reencontrar com a mais primária e indeclinável de suas normas: o respeito pela vida humana. Até mesmo nos momentos mais graves, quando tudo parece perdido, dadas as condições mais excepcionais e precárias como nos conflitos internacionais, na hora em que o direito da força se instala, negando o próprio Direito, e quando tudo é paradoxal e estranho -, ainda assim o bem da vida é de tal grandeza que a intuição humana tenta protegê-lo contra a insânia coletiva, criando-se regras de conduta que impeçam a prática de crueldades inúteis e degradantes.

Quando a paz passa a ser apenas um momento entre dois tumultos, o homem – o Cristo da sociedade de hoje – tenta encontrar nos céus do amanhã uma aurora de salvação. A ciência, de forma desesperada, convoca os cientistas de todos os climas a se debruçarem sobre as mesas de seus laboratórios, na procura alucinada dos meios salvadores da vida. Nas mesas das conversações internacionais, mesmo entre intrigas e astúcias, os líderes do mundo inteiro procuram a fórmula mágica da concórdia, evitando, assim, o cataclismo universal.

Mesmo assim, e, mais ainda, na crista da violência que se instituiu em nosso país nesses últimos anos, levanta-se uma nova ordem: a da legalização do aborto, ou, eufemisticamente, a sua descriminalização. Tal fato nada mais revela senão a reverência ao abuso, o aplauso ao crime legalizado e a consagração à intolerância contra seres indefesos, cujo fim é a injustificável discriminação contra o concepto e as manobras sub-reptícias do controle da natalidade, como forma de preconceito do patriarcado industrial, do machismo científico e do colonialismo racial.

Quais as verdadeiras razões desse raciocínio tão implacável? Supõem os defensores do aborto que seria uma maneira radical de diminuir o número de abortamentos clandestinos e sua morbimortalidade. É argumento pouco consistente alguém simplesmente justificar um aborto porque a mulher não esperava uma gravidez ou porque admite uma remota probabilidade de malformação genética, quando venha se manifestar um possível gene autossômico recessivo.

O que assusta é imaginar que a gestante que não possa ou não tenha oportunidade de realizar exames pré-natais, e, portanto, direito ao aborto, não seja contemplada mais adiante com urna legislação que permita praticar impunemente o infanticídio.

Aceitar-se a legalização do aborto, projetando na realidade brasileira uma cifra aproximada de abortamentos criminosos praticados anualmente em torno de dois a três milhões -, ou pelo fato de ser essa prática contínua e progressiva, nos leva a graves e perversas contradições: Primeira, nada mais discutível que tais estatísticas sempre supra ou subestimadas ao sabor de cada paixão e, por isso mesmo, desconhecidas; depois, seria o caso, com todo respeito, de normatizar também o seqüestro, que é uma situação que se repete de maneira continuada e assustadora.

Após a legalização do aborto, será que surgiriam os defensores do infanticídio oficial do segundo ou do terceiro filho dos “indisciplinados sexuais”? Pelo menos, isso não seria nada original, pois já se utilizou de tais recursos, em época não muito distante, numa pretensa e cavilosa “política eugenista”. Admite-se, no Brasil, uma mortalidade materna em torno de. 4,5 por 100 mil nascimentos vivos, em abortos provocados, o que representa um fato lamentável e muito grave. No entanto, somente em João Pessoa morrem por dia cerca de doze crianças, entre 0 e 5 anos, por doenças tratáveis e evitáveis, agravadas pela fome.. E não se conhece nenhum movimento organizado que, pelo menos, manifeste, sobre isso, sua indignação.

Admitimos, ainda, que nos países que adotam o aborto livre, apenas uma pequena parcela dos médicos defensores e praticantes do abortamento seja consciente e honesta. A maioria, bem significativa, o faz por interesses meramente financeiros.

Ninguém se engane que o aborto oficial vai substituir o aborto criminoso. Ao contrário, vai aumentar. Ele continuará a ser feito por meio secreto e não controlado, pois a clandestinidade é cúmplice do anonimato e não exige explicações.

Podemos até admitir a discussão ampla do problema, convocando-se todos os segmentos organizados da sociedade para esse debate com vista a uma possível alteração dos códigos. Tudo bem. O que não se pode é instigar ou aplaudir, por razões ditas “humanitárias” e “ideológicas”, o simples desrespeito à lei e a pregação à desobediência civil. Uma coisa deve ficar bem clara: indiscutível é o direito inalienável de existir e de viver; outro, de limite discutível, é o direito de alguém dispor incondicionalmente da vida alheia.

Outra coisa: legalizado-se o aborto, estariam todos os obstetras disponíveis à prática abortiva? Acredito que não. Ninguém pode ser violentado na sua consciência. Ainda mais: os professores de obstetrícia estariam no dever de colocar no currículo de ensino de sua especialidade, não apenas os conhecimentos na assistência à gestante e ao feto, mas, também, conhecimentos de como matar com mais eficiência e destreza o embrião humano? E possível conciliar uma medicina que cura com uma medicina que mata? Onde levantaríamos o limite de dispor de uma existência? Ao que nos consta, a medicina sempre contou com o mais alto respeito humano pelo irrestrito senso de proteção à vida do homem e não como instrumento de destruição. Fora disso, é distorcer e aviltar a sua prática, a qual deve inclinar-se sempre ao bem do homem e da humanidade, prevenindo doenças, tratando dos enfermos e minorando os sofrimentos, sem restrições ou sem discriminações de qualquer natureza.

A oficialização do aborto nada resolve. Ele não é causa, mas conseqüência. Não é um fato isolado. Ë um fenômeno estritamente de ordem social, e como tal tem sua solução com propostas políticas bem articuladas, pois ele sempre teve na sua origem ou nas suas conseqüências uma motivação de caráter social. A primeira coisa que se deve fazer para se minimizar o aborto provocado é acudir os grupos desassistidos, por meio do esvaziamento dos vergonhosos bolsões de miséria, permitindo-lhes o acesso às suas necessidades primárias e imediatas: casa, comida, educação, saneamento básico e assistência médica. E necessário também fazer nascer a consciência sanitária na população, orientando-a para os movimentos organizados de saúde, na luta com os trabalhadores rurais e urbanos por melhores condições de vida e de saúde, além de uma política social justa e capaz de favorecer as suas necessidades mais elementares, no combate permanente à iniqüidade e à injustiça.

Dr. Genival de França

Fonte original: http://www.abcdocorposalutar.com.br/2016/04/aborto-reflexoes-sobre-o-direito-de.html

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Apesar de ter vivido apenas alguns minutos após o seu nascimento, por não ter nem mesmo 24 semanas de gestação, o testemunho do pequeno Walter Fretz comoveu o mundo e conseguiu até mesmo salvar vidas das garras do aborto.

Walter nasceu de forma prematura às 19 semanas de gestação, em 14 de junho de 2013, no hospital de Kokomo em Indiana (Estados Unidos).

Sua mãe, Lexi, fotógrafa profissional, divulgou na internet as imagens junto com o seu bebê, com a esperança de que “algo bom possa sair disto”.

“Rezo para que o Senhor continue usando as fotos de Walter para impressionar muitas pessoas”, assegurou em uma publicação em seu blog.

Segundo o site Live Action News, entre os diversos testemunhos compartilhados por Lexi Fretz está o de uma mulher que queria abortar por ter sido abandonada pelo seu companheiro, mas depois que viu as fotos de Walter mudou totalmente de ideia.

A mulher relatou que “fiz a minha primeira ultrassonografia na semana passada e é um menino”, mas “esta semana comecei a rezar para perdê-lo ou vou decidir abortar, já que o seu pai fugiu da responsabilidade”.

“Pedi a Deus hoje que me dê um sinal de que vai estar tudo bem, se não, seguiria adiante e buscaria um aborto amanhã”, confessou. Entretanto, “umas poucas horas depois, vi o link (do blog de Lexi) no Facebook. Comecei a chorar. Mas, ainda mais importante, eu entendi sem dúvida que não posso fazer isto com o meu bebê”.

Outra mulher contou-lhe que “costumava acreditar que havia razões para justificar alguns abortos”, assinalou, mas “agora olhando para Walter aí deitado sobre o seu peito me dá vergonha por minhas antigas opiniões, e angústia por cada mulher que decide abortar sem entender o valor da vida dentro delas”.

Um terceiro testemunho é o de uma mulher que assegurou que “sempre pensei que era a escolha da mulher abortar uma gravidez” devido a uma falta de compreensão ou de “chegar a acreditar que nessa etapa uma mulher estaria abortando uma massa de células”.

“Como eu estava errada! Estou contente por você ter escolhido compartilhar a sua história e as suas belas fotos de um tempo tão triste em sua vida, que me educaram”.

Outro testemunho apresentado por Lexi é o de uma mulher de 8 meses e 3 semanas de gravidez, que ainda considerava abortar por não estar ainda em condições de criar uma criança atualmente. A mulher assegura a Lexi que “enfrentei a minha vida e vi que posso amar este bebê e me ajeitar a esta situação, isso é suficiente para mim, ficarei com este bebê e vou leva-lo e vou entesourá-lo pela eternidade”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Aborto ilegal de bebês do sexo feminino é comum em certas partes do país. Número de garotas com menos de 6 anos caiu pela quinta década seguida.

 

O declínio no número de garotas indianas, causado pelo aborto ilegal de milhões de bebês, alcançou “proporções de emergência”, motivando um aumento de crimes como sequestros e tráfico de pessoas, alertou a ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça-feira (22).

Apesar de leis que proíbem pais de realizar testes para determinar o gênero de seus filhos ainda em gestação, o feticídio feminino permanece uma prática comum em partes da Índia, onde a preferência por filhos homens é muito maior.

“É tragicamente irônico que o mesmo gênero que cria a vida tenha negado o direito de nascer”, disse Lakshmi Puri, vice-diretora-executiva da ONU Mulheres, durante lançamento de um novo estudo sobre proporções de sexos e seleção orientada por gênero.

A cultura da Índia, tradicionalmente dominada por homens, vê garotos como ativos — provedores que irão sustentar a família, carregar o nome da família e realizar os últimos rituais para seus pais, algo importante em muitas religiões.

As garotas, no entanto, são frequentemente vistas como um passivo, e suas famílias precisam buscar consideráveis recursos para pagar o dote para que tenham um casamento desejável. Em uma cultura que enxerga o sexo antes do casamento, por parte de uma mulher, como uma vergonha para a família, os pais também se preocupam com a segurança delas.

Números
O censo de 2011 da Índia mostrou que, embora a proporção geral entre mulheres e homens tenha melhorado marginalmente desde o último censo, realizado há uma década, nasceram menos meninas do que meninos, e o número de garotas com menos de 6 anos caiu pela quinta década seguida.

“A aguda queda da proporção dos sexos na Índia alcançou proporções de emergência, e ação urgente deve ser tomada para aliviar essa crise”, disse Puri.

Um estudo de maio de 2011 publicado no periódico de medicina britânico “Lancet” descobriu que houve aborto de cerca de 12 milhões de fetos do sexo feminino nas últimas três décadas, resultando em uma proporção de 918 garotas para cada 1.000 garotos em 2011, ante 962 em 1981.

Ativistas culpam a ultrassonografia pelo aumento nos abortos, dizendo que a tecnologia é utilizada para descobrir o sexo dos filhos, o que é proibido.

Mas é um crime difícil de fiscalizar, dizem eles, resultando em poucas condenações. Houve 221 casos de feticídio registrados em 2013, enquanto em 2012 eram 210, segundo a Agência Nacional de Registro de Crimes.

Fonte: G1

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“O nascituro é um ser humano vivo com toda a dignidade que é própria à pessoa humana. Não é uma coisa. Não é uma víscera da mãe.” A afirmação é do estudioso Pedro Pais de Vasconcelos, professor na Faculdade de Direito de Lisboa, e foi usada como fundamento pelo Supremo Tribunal de Justiça de Portugal para decidir que um bebê tem direito de receber indenização por danos morais porque seu pai morreu antes dele nascer.

No julgamento, o STJ reconheceu em Portugal que, desde o momento da concepção até a morte, existe vida com personalidade jurídica, que deve ser protegida pelo Estado. Pelo entendimento consolidado, não cabe à lei nenhuma retirar qualquer direito de um nascituro.

O processo julgado trata do drama vivido por uma família: pai, mãe grávida e um filho de um ano e meio. O pai se envolveu em um acidente de trânsito e morreu. Era ele que sustentava toda a família, já que a mulher não trabalhava e ficava em casa para cuidar do filho. Dezoito dias depois da morte, nasceu a filha do casal.

Diante da situação, a mulher recorreu à Justiça pedindo indenização por danos materiais e morais para ela e para os filhos. Os danos

materiais foram reconhecidos para os três, mas o direito de reparação por danos morais foi negado à filha, que ainda não tinha nascido no momento do acidente. O argumento usado pela segunda instância foi o de que, pelo Código Civil português, uma pessoa só adquire personalidade jurídica a partir do nascimento. Antes disso, não.

A discussão girou em torno da interpretação do artigo 66 do Código Civil de Portugal. O dispositivo estabelece: “A personalidade adquire-se no momento do nascimento completo e com vida. Os direitos que a lei reconhece aos nascituros dependem do seu nascimento”. Para o tribunal de segunda instância, o artigo deixa claro que o nascituro não tem personalidade jurídica e não pode, por isso, ter a sua dignidade ofendida.

Os juízes do STJ, no entanto, entenderam de maneira diferente. Eles foram buscar na doutrina do Direito Civil uma interpretação menos literal ao dispositivo. Concluíram que a partir do momento da concepção, já existe um ser humano dotado de personalidade jurídica. Não cabe à lei retirar esse direito.

Direito em potencial

Assim, o que o artigo 66 do Código Civil estabelece é o momento que começa a capacidade jurídica, e não a personalidade. Isso significa que, enquanto ainda está no útero, o feto tem direito em potencial, que vai se consumar no momento em que nascer com vida. A partir daí, pode buscar reparação por danos vividos enquanto ainda estava no útero da mãe.

Por esse entendimento, um bebê pode pedir indenização se for prejudicado por algo que a mãe fez durante a gestação. Por exemplo, se a gestante consome álcool e isso gera problemas ao feto, depois do nascimento, ele tem o direito de ser reparado pelo dano sofrido. O assunto está sendo analisado pela Justiça da Inglaterra também, que vai decidir se mulheres que fumam ou ingerem álcool durante a gravidez podem ser condenadas criminalmente.

“O nascituro não é uma simples massa orgânica, uma parte do organismo da mãe ou, na clássica expressão latina, uma portio viscerum matris, mas um ser humano (ente humano) e, por isso, já com a dignidade da pessoa humana, independentemente de as ordens jurídicas de cada Estado lhe reconhecerem ou não personificação jurídica e da amplitude com que o conceito legal de personalidade jurídica possa ser perspectivado”, diz trecho da decisão do STJ português.

O tribunal citou doutrinadores que afirmam que o nascimento é apenas mais um marco na vida de uma pessoa, e não o seu início. Por essa teoria, a vida começa na concepção. O nascimento significa apenas que o feto vai passar a se relacionar com outras pessoas, além da sua mãe, e continuar progredindo para se tornar, de fato, um ser humano independente.

Ao decidir, a corte ainda considerou que seria discriminação negar indenização para a filha que não tinha nascido quando o pai morreu, mas garantir ao outro filho. A Constituição de Portugal garante a igualdade entre todos os filhos de um casal.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2014-abr-26/nascituro-personalidade-juridica-stj-portugal

Papa Francisco desfila pelo centro do RJ

O papa reafirmou hoje, perante o secretário-geral da ONU e responsáveis das agências da organização, a oposição radical da Igreja ao aborto, considerando que “a vida é inviolável desde a concepção ao termo natural”.

Ban Ki-moon, que falou em primeiro lugar, saudou o empenho pessoal do argentino Jorge Bergoglio “na erradicação da pobreza” e “na defesa da dignidade humana”.

O responsável da ONU convidou o papa a deslocar-se “assim que possível” a Nova Iorque para “expor a sua visão” do mundo na tribuna das Nações Unidas.

Na resposta, em que elogiou o trabalho e progressos conseguidos pela ONU, Francisco pediu às várias agências, que estiveram reunidas nos últimos dias em Roma para um encontro de coordenação, para “se oporem à economia de exclusão, à cultura do desperdício e à cultura da morte que, infelizmente, pode vir a ser aceite pela passividade”.

Francisco sublinhou “a dignidade de cada irmão, cuja vida é inviolável, da conceção até ao termo natural”, numa condenação clara do aborto e da eutanásia.

Esta semana, o Vaticano foi fortemente criticado, pelos peritos da comissão da ONU contra a tortura, pelos casos de pedofilia, mas também pela oposição à interrupção voluntária da gravidez.

Os peritos consideraram que a oposição da Igreja católica ao aborto configura uma forma de tortura.

O chefe da delegação do Vaticano, Silvano Tomasi, respondeu que o aborto também é tortura, e acrescentou que a Igreja condena “qualquer forma de tortura, nomeadamente por aqueles que são torturados e mortos antes de terem nascido”.

No pontificado de João Paulo II, durante o qual decorreram as conferências do Cairo sobre a população (1994) e de Pequim sobre as mulheres (1995), a ONU e o Vaticano opõe-se nos temas da contraceção, aborto, divórcio e direitos das mulheres.

As agências da ONU acusam o Vaticano de favorecer a natalidade excessiva nas sociedades que não conseguem responder às necessidades da população e de colocar em destaque o papel da Igreja, ao travar indiretamente o desenvolvimento.

O Vaticano acusa as agências das Nações Unidas de violar os “direitos naturais” à vida e à família, de favorecerem o planeamento familiar e o controlo do crescimento populacional, além de exercerem um “imperialismo cultural”, no qual as concepções das sociedades desenvolvidas do norte são impostas às culturas do sul.

 

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/

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Ela diante de mim, com um olhar cheio de dor, mas firme: “Eu decidi tê-la”.

Não tenho palavras, uma coisa assim não se pode dizer com a carne. Agora, o abraço. Decidiu tê-la, depois de dias de tormento, de perguntas e de lágrimas, compartilhados com seu esposo, com os pais, com os amigos.

Agora compartilhado também comigo, que acreditava apenas conhecê-la.

Anna espera seu segundo filho, uma menina, que é doente. Uma má-formação congênita, Trissomia 18, doença rara que deixa poucas esperanças de sobrevivência.

A notícia caiu como um raio sobre a pequena família deles, junto à necessidade de decidir se enfrentar os longos meses de espera pelo parto, na perspectiva de um percurso doloroso, ou interromper a gravidez, como muitos lhe sugeriram, repetindo os argumentos de sempre: “Mas por que você deveria sofrer ainda por tanto tempo assim?”, “E se levar até o fim, depois também o parto, para quê?”, “Não terá futuro, e se tiver, não será um futuro normal!”, “Não é apenas para o seu bem, é também para o dela, é uma questão de bom senso” etc.

A mãe suspira:

“Sabe, acho que foi o próprio apelo ao bom senso que me incomodou mais. É possível decidir uma coisa assim com base no bom senso? Agora, o Franco e eu somos considerados como pessoas sem bom senso porque queremos manter a gravidez? Não, eu acredito que são eles que não compreendem, com toda a lógica deles.”

Um momento de silêncio, depois continua:

“Se agora decido que não a quero, porque não é perfeita, como poderei contar ao seu irmão, quando for maior, que nós o recebemos como um dom, que sabíamos que o teríamos amado por si só, do jeito que ele fosse, e que o amaremos sempre da mesma maneira?”

(Artigo de Assunta Steccanello, publicado originalmente por Vino Nuovo)

Fonte: aleteia.org