O Papa quis fazer esta visita surpresa dentro do Ano da Misericórdia – confira o vídeo

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No dia 13 de maio, o Papa Francisco fez uma visita surpresa a um centro para pessoas com deficiência mental nos arredores de Roma, revelou a página oficial do Jubileu da Misericórdia.

A iniciativa vai ao encontro do que o próprio Francisco tinha prometido, antes do início do Ano Santo extraordinário (dezembro 2015-novembro 2016), quando manifestou a intenção de cumprir um “gesto” simbólico durante cada mês do jubileu.

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O Pontífice argentino deslocou-se tarde da sexta-feira à comunidade ‘Il Chicco’ (O grão), associação que pertence ao projeto ‘A Arca’, fundado por Jean Vanier, com presença em mais de 30 países, incluindo Portugal, com o movimento ‘Fé e Luz’.

Francisco encontrou-se com 18 pessoas com “grave deficiência mental”, segundo a Santa Sé, em “mais um sinal contra a cultura do descarte”.

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“Não se pode privar ninguém do amor, da alegria e da dignidade só porque têm uma deficiência mental. Ninguém tem o direito de discriminar por causa de preconceitos que marginalizam”, refere a nota oficial.

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Francisco sentou-se para lanchar com os voluntários e as pessoas com deficiência que vivem na estrutura sediada em Ciampino, onde ouviu as “palavras simples” de vários deles, segundo a página oficial do Jubileu da Misericórdia.

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“Pôde ainda visitar as pessoas com deficiências mais graves, com gestos de profundo afeto e ternura”, informa a Santa Sé.

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Francisco passou ainda por uma oficina de artesanato e concluiu a visita de cerca de hora e meia com um momento de oração.

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O Papa deixou um donativo em dinheiro para comunidade ‘Il Chicco’, oferecendo ainda doces e frutas.

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Esta foi a quinta visita de Francisco no ano santo da misericórdia, depois de ter passado por um centro para idosos e doentes em estado vegetativo; uma comunidade de toxicodependentes; um centro de acolhimento para refugiados; e a vista à ilha grega de Lesbos.

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No fim do mês de abril, uma van levou dez deputados evangélicos do Partido Social Cristão (PSC) ao Palácio do Jaburu, a residência oficial do então vice-presidente, onde os parlamentares fizeram uma oração por Michel Temer. “A oração foi feita para ele, para que Deus lhe dê forças para conduzir o futuro do nosso país”, afirmou o líder do PSC na Câmara dos Deputados, André Moura.

Segundo Moura, Temer disse na ocasião que reza todas as noites. Mas qual é a relação do novo presidente interino do Brasil com a religião e com delicadas questões morais?

Temer, 75 anos, é filho de libaneses que cultivavam a tradição católica maronita. O vilarejo em que seus pais nasceram, Btaaboura, conta hoje com duzentos habitantes e é predominantemente ortodoxo. Em visita ao local em 2011, o recém-empossado vice-presidente fez uma doação de 20 mil dólares para a construção da Igreja de Santo Elias, segundo o site da própria igreja. De confissão ortodoxa, o templo ainda não foi finalizado.

Desde a visita de Temer, a rua principal do vilarejo se chama “Rua Michel Temer, Vice-Presidente do Brasil”. Uma estátua do seu pai também foi inaugurada na ocasião. Em 2014, a revista Executive, publicada na capital, Beirute, chamou o vice-presidente de “o libanês mais poderoso do mundo”. A reportagem diz que, naquela visita em 2011, o então presidente do Líbano, Michel Sleiman, brincou com Temer, se referindo à grande população de descendentes de libaneses no Brasil: “Você é mais presidente do Líbano do que eu, porque lá você tem oito milhões de libaneses, enquanto nós temos cinco milhões!”.

“Religioso, mas não praticante”

Em diversas ocasiões, Temer afirmou ter uma forte formação católica, mas é visível que o seu discurso muda de ênfase dependendo do interlocutor. Em uma entrevista à Folha Evangélica, quando era candidato à vice-presidência, fez questão de mostrar que boa parte da sua equipe era composta por evangélicos de diversas denominações. “Os valores cristãos constituem a pauta da minha conduta”, disse.

“A Lúcia Godói – chefe do gabinete –, muitas e muitas vezes, organiza orações no meu gabinete para me dar conforto. E este conforto se realiza na minha alma, no meu desempenho profissional e político”, contou o então presidente da Câmara dos Deputados.

Já em entrevista à revista Rolling Stone, em 2009, Temer confessou: “Sou tradicionalmente religioso, mas não praticante”.

Em outra ocasião, diante do papa Francisco, ao qual dirigiu um discurso na despedida de sua visita ao Brasil, em 2013, não poupou referências de cunho religioso. Disse que Francisco, “um verdadeiro evangelizador”, “voltou a despertar a fé em todos os brasileiros”. Falando da origem da palavra “religião”, o peemedebista lançou mão até do famigerado latim, que se tornaria piada depois de ser usado na abertura de sua carta à presidente Dilma Rousseff, no final do ano passado.

Temperança

Mas há um elemento da fé católica que realmente parece ter influenciado a sua conduta. Segundo uma reportagem do jornal Zero Hora, Temer viu, quando criança, a palavra “temperança” em um vitral de uma igreja em Tietê, no interior de São Paulo, onde nasceu. Pesquisou o significado no dicionário e descobriu tratar-se da qualidade ou virtude de quem modera apetites e paixões. Desde então, Temer teria adotado a temperança como filosofia de vida. Pelo menos é o que testemunham muitos dos que conhecem a vida privada do novo presidente do Brasil.

Para esses, Temer seria um homem que mais ouve do que fala, reservado, discreto, disciplinado e muito polido. Segundo o Zero Hora, ouvi-lo falar um palavrão significa que Temer está realmente muito irritado. Ainda assim, ao palavrão se segue um pedido de desculpas.

O próprio discurso de Temer ao papa Francisco pareceu refletir os seus ideais: o novo presidente elogiou o pontífice pelo “seu exemplo de moderação, temperança, equilíbrio, tolerância”.

Aborto e união civil homossexual

Virtude ou diplomacia, de fato Temer parece se esforçar o tempo todo para não desagradar ninguém. Isso se reflete na sua posição diante de temas como o aborto ou a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Já em 1997, quando tramitava na Câmara dos Deputados um projeto de reconhecimento da união civil homossexual, o então presidente da Câmara disse: “Esse projeto da união civil é extremamente polêmico, mas interessa a grande parte da sociedade. Darei curso imediato a ele. Estamos diante de uma nova realidade social. A função do legislador é focalizar a realidade social e legislar sobre ela. Não tenho objeção ao projeto. Pessoalmente acho que ele não está disciplinando relações sentimentais entre as pessoas, mas uma situação civil”.

Ele reafirmou a posição em 2010, em um debate entre candidatos à vice-presidência: “Trata-se de uma relação de natureza civil. Então, diante da nova realidade social do mundo, precisamos ter uma legislação que faça o reconhecimento dessa relação civil”. Temer apontou ainda que falar de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo é uma “terminologia equivocada”. “Se as pessoas vão casar, se vão fazer solenidade, não importa”, disse ele, que se casou em 2003 com Marcela Tedeschi Araújo, depois de quatro meses de namoro. Marcela, 43 anos mais nova que Temer, tinha 20 anos na época. A cerimônia, somente civil, foi reservada, com a presença de apenas vinte convidados.

Nas mesmas eleições, Temer defendeu Dilma na controvérsia sobre o aborto que veio à tona durante a campanha. “Dilma já declarou que é contra o aborto”, afirmou o então candidato. Ele também se disse contrário ao aborto, mas defendeu a laicidade do Estado, considerando “grave” e “inadequada” a intromissão de uma questão, segundo ele, “de fé”. Além disso, declarou não se opor à realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto.

Na ocasião, Temer disse ainda que não é contrário à realização de pesquisas com células-tronco embrionárias.

Maçom?

A imagem do novo presidente também está muito vinculada ao rótulo de maçom. Numa reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 2013, Marcos José da Silva, grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil – a principal organização da maçonaria do país – listou alguns dos maçons famosos da história do Brasil e terminou dizendo: “Não falemos em Michel Temer, senão o vice-presidente pode ficar até aborrecido com relação a isso”.

Já Antonio Carlos Mendes, maçom oficial de gabinete do Grande Oriente paulista, afirmou: “Faz tempo que ele não aparece por aqui, acho que está inativo”. A reportagem diz que Temer “não costuma ser citado com muito entusiasmo” no meio maçom, embora seja considerado o membro mais ilustre do país atualmente.

O peemedebista nunca negou pertencer à sociedade, mas também nunca confirmou publicamente. O mistério a respeito desse possível vínculo talvez seja o principal responsável pelo boato de que Temer teria relações com o satanismo. Entre cristãos críticos à maçonaria, contudo, é bastante disseminada a ideia de que a maçonaria tem relação com o satanismo, o que seria suficiente para motivar os políticos a manterem discrição sobre a proximidade com a sociedade.

Fonte original: http://www.semprefamilia.com.br/o-que-michel-temer-pensa-sobre-religiao-aborto-e-casamento-gay/

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Cidade do Vaticano, 08 abr 2016 – A exortação apostólica do Papa Francisco com as conclusões das últimas assembleias do Sínodo dos Bispos, divulgada hoje, alerta para as consequências da eutanásia e do aborto na vida familiar.

“A eutanásia e o suicídio assistido são graves ameaças para as famílias, em todo o mundo. A sua prática é legal em muitos Estados. A Igreja, ao mesmo tempo que se opõe firmemente a tais práticas, sente o dever de ajudar as famílias que cuidam dos seus membros idosos e doentes”, refere o documento intitulado ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor).

Em relação ao aborto, Francisco observa que “é tão grande o valor duma vida humana e inalienável o direito à vida do bebé inocente” que de “modo nenhum” se pode afirmar como um direito sobre o próprio corpo “a possibilidade de tomar decisões sobre esta vida”.

“O que nos faz grandes é o amor que compreende, cuida, integra, está atento aos fracos”, defende.

A exortação pós-sinodal recorda que os participantes nas duas últimas assembleias sinodais dedicaram especial atenção “às famílias das pessoas com deficiência, já que tal deficiência, ao irromper na vida, gera um desafio profundo e inesperado e transtorna os equilíbrios, os desejos, as expectativas”.

“Merecem grande admiração as famílias que aceitam, com amor, a prova difícil dum filho deficiente. Dão à Igreja e à sociedade um valioso testemunho de fidelidade ao dom da vida”, sublinha o Papa.

Francisco convida à descoberta de “novos gestos e linguagens” para o acolhimento e cuidado do “mistério da fragilidade”.

“A família que aceita, com os olhos da fé, a presença de pessoas com deficiência poderá reconhecer e garantir a qualidade e o valor de cada vida, com as suas necessidades, os seus direitos e as suas oportunidades”, realça.

Segundo o Papa, a atenção prestada tanto aos migrantes como às pessoas com deficiência é um “sinal do Espírito”.

“Ambas as situações são paradigmáticas: põem especialmente em questão o modo como se vive, hoje, a lógica do acolhimento misericordioso e da integração das pessoas frágeis”, explica.

As preocupações do pontífice argentino estendem-se depois às dificuldades vividas pelas “mães solteiras, as crianças sem pais, as mulheres abandonadas”, os jovens que “lutam contra uma dependência”, as pessoas solteiras, separadas ou viúvas que “sofrem a solidão”, bem como “os idosos e os doentes que não recebem o apoio dos seus filhos”.

A ‘Amoris laetitia’ elogia também a “escolha da adoção” como “caminho para realizar a maternidade e a paternidade de uma forma muito generosa”.

“Desejo encorajar aqueles que não podem ter filhos a alargar e abrir o seu amor conjugal para receber quem está privado de um ambiente familiar adequado”, escreve Francisco.

Os temas da família estiveram no centro de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, por decisão do Papa Francisco, antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo.

Leia aqui o documento completo

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Carta do Santo Padre a Mons. Fisichella, esclarecendo a indulgência, a absolvição de pecados graves e a possibilidade dos membros da Comunidade São Pio X de confessar-se válida e licitamente.

O Papa Francisco enviou uma carta ao arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, na qual especifica alguns particulares sobre o Jubileu da Misericórdia.

Na carta, o Santo Padre explica desde como obter uma indulgência jubilar plena – até mesmo para os defuntos, fruto do próprio acontecimento que se celebra e se vive com fé, esperança e caridade, e para as pessoas que não podem mover-se livremente, como anciãos ou presos – até o perdão que poderão administrar os sacerdotes àqueles que cometeram ou estiveram envolvidos em abortos, “sabendo conjugar palavras de genuína acolhida com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um itinerário de conversão verdadeira”.

Além disso, àqueles que fazem parte da Comunidade de São Pio X, que não estão em plena comunhão com a Igreja, o Papa concede-lhes a possibilidade de confessar-se durante este ano jubilar da Misericórdia, recebendo licitamente a absolvição.

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Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Nova Evangelização

A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito,  desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.

O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também  transformar as grades em experiência de liberdade.

Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De fato, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.

Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.

Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto  semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença.

Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.

Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua protecção a preparação deste Jubileu Extraordinário.

Vaticano, 1 de Setembro de 2015

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NOTA DO BLOG VIDA SEM DÚVIDA

EXPLICANDO O QUE FEZ O PAPA FRANCISCO…

Na Igreja Católica, o aborto é algo tão abominável que é considerado: 1) Pecado mortal e 2) Delito Canônico, cuja pena é a excomunhão automática, e esta pena pode ser remida apenas pelo bispo diocesano ou pelos padres aos quais ele der esta faculdade.

Para cometer o DELITO DE ABORTO, são necessárias três condições:
1) O réu deve ser maior de dezoito anos;
2) O aborto deve ser seguido de efeito, ter acontecido com certeza;
3) A pessoa deve ter conhecimento dessa pena.

Caso contrário, não se cometeu o DELITO, mas somente o PECADO MORTAL DE ABORTO (que, obviamente, pode levar à condenação eterna), e qualquer padre já poderia absolver.

Lembrando que o delito é aplicado também a todo aquele que coopera com o aborto, não somente à mulher que abortou.

Quando se comete o DELITO, o penitente, arrependido, caso o confessor tenha a faculdade, recebe duas absolvições (uma do pecado e outra do delito) e duas penitências. O sacerdote pode também dar apenas a absolvição sacramental, com intenção de absolver também do delito.

A maior parte dos bispos concede a todos os sacerdotes de suas dioceses a faculdade de absolver o delito de aborto, deixando-lhes apenas o ônus de informá-lo quando isso acontece.

O Papa Francisco, ontem, apenas estendeu automaticamente a todos os padres esta jurisdição, durante o ANO SANTO, sem necessidade de terem nenhuma faculdade dada pelo bispo (ou seja, durante este ano, o DELITO de aborto não ficaria reservado aos bispos). Na prática, como a maior parte dos sacerdotes já tinham essa faculdade, a mudança foi muito, muito pequena.

Infelizmente, a mídia se serve disso para semear confusão, e dar a impressão de que o aborto teria sido “perdoado”, ou seja, teria deixado de ser pecado… Se a MÍDIA não sabe nem o que é PECADO, quanto menos sabe o que seria um DELITO CANÔNICO!!!

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O papa Francisco concluiu no último sábado sua viagem à Campânia, que o levou a Pompéia e a Nápoles, com um encontro com mais de 100 mil napolitanos, segundo os organizadores, no qual pediu que lutassem pelo futuro dos jovens e oferecessem atenção aos idosos.
Com o ato realizado no passeio marítimo Caracciolo de Nápoles, Francisco encerrou uma visita marcada por suas críticas à criminalidade e à corrupção, precisamente em uma cidade que tradicionalmente foi o berço da máfia local, a Camorra.
Visivelmente cansado, o papa se desculpou aos presentes por permanecer sentado no último evento de sua viagem, e falou de temas como o futuro dos jovens, a crise econômica, a eutanásia e o casamento.
Em relação à eutanásia, o pontífice ressaltou que é uma “palavra técnica” que se utiliza nas sociedades atuais para esconder uma ação que considera condenável, a de “deixar alguém morrer”.
“Este costume, me perdoem pelo uso desta palavra, de deixar os idosos morrerem, mas utilizamos uma palavra técnica para isso, eutanásia”, lamentou.
Nesse sentido, encorajou os presentes a “realizarem um exame de consciência” e a se questionarem se oferecem atenção necessária a seus familiares mais velhos ou se os marginalizam e os afastam da sociedade.
Aos jovens, lhes enviou uma mensagem de esperança para que lutem por seu futuro e “sigam sempre em frente”.
“Uma sociedade que não oferece trabalho aos jovens e que marginaliza os idosos, não tem futuro. Se queremos que tenha futuro, temos que ajudá-los a encontrar trabalho, temos que oferecer uma saída para esta crise, e também temos que dar afeto aos idosos”, frisou.
Em relação à família, Francisco afirmou que essa “instituição” vive “momentos de crise”, já que muitos jovens preferem viver juntos durante anos, ao invés de se casarem e formalizarem seu compromisso.
O papa Francisco foi recebido no passeio marítimo Caracciolo com gritos e aplausos das mais de 100 mil pessoas que compareceram ao local para se despedir e acompanhar o pontífice no final desta viagem ao sul da Itália.
Minutos antes do último evento, Francisco se reuniu durante alguns minutos com um grupo de doentes na Basílica Gesù Nuovo.
Em sua viagem à Campânia, Francisco rezou no Santuário de Pompéia, visitou os moradores de Scampia, um dos bairros mais ligados à máfia local, celebrou uma missa na Praça Plebiscito e almoçou com os internos de uma prisão napolitana.

Fonte: EFE

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Durante sua visita à Coreia do Sul, o Papa Francisco evitou questões polêmicas como o aborto, mas visitou um monumento para os bebês abortados em uma comunidade dedicada a cuidar de pessoas com tipos de deficiências genéticas graves, que são muitas vezes usadas para justificar o procedimento.

Francisco abaixou a cabeça em oração diante do monumento -um jardim repleto de cruzes brancas de madeira simples- e falou com um ativista contra o aborto sem braços e sem pernas. Ele também passou uma hora abençoando dezenas de coreanos com deficiência que vivem na comunidade Kkottongnae, fundada por um padre em 1970 para acolher crianças e adultos com deficiência e abandonadas por suas famílias.

O Papa acariciou e abraçou cada um dos moradores da comunidade e parecia satisfeito quando um idoso com paralisia cerebral, Kim Inja Cecilia, o presenteou com um origami feito com os pés.

A Coreia do Sul proibiu o aborto em 1953, com exceções para estupro, incesto ou doenças genéticas graves. O Tribunal Constitucional confirmou a proibição em 2012.

Ativistas, no entanto, dizem que as autoridades fecharam os olhos ao aborto por décadas até reprimi-lo nos últimos anos, devido à baixa taxa de natalidade da Coreia do Sul, uma das mais baixas do mundo. Durante os anos 1970 e 1980, o governo do país viu grandes famílias como um obstáculo ao crescimento econômico e incentivou famílias a terem apenas dois filhos.

Francisco se referiu à “cultura da morte” que aflige a Coreia do Sul durante a homilia na última sexta-feira.

Em uma entrevista de 2013 para uma revista jesuíta, Francisco reconheceu que ele tinha sido “repreendido” por não pressionar comunidades sobre o assunto, mas que não era necessário falar sobre o aborto o tempo todo.

Um dia após a entrevista ser publicada, porém, Francisco ofereceu um ramo de oliveira para os mais conservadores na igreja, denunciando o aborto como um sintoma da “cultura descartável” e incentivou médicos católicos a recusar-se a executá-lo.

Fonte: Folhapress

Papa Francisco desfila pelo centro do RJ

O papa reafirmou hoje, perante o secretário-geral da ONU e responsáveis das agências da organização, a oposição radical da Igreja ao aborto, considerando que “a vida é inviolável desde a concepção ao termo natural”.

Ban Ki-moon, que falou em primeiro lugar, saudou o empenho pessoal do argentino Jorge Bergoglio “na erradicação da pobreza” e “na defesa da dignidade humana”.

O responsável da ONU convidou o papa a deslocar-se “assim que possível” a Nova Iorque para “expor a sua visão” do mundo na tribuna das Nações Unidas.

Na resposta, em que elogiou o trabalho e progressos conseguidos pela ONU, Francisco pediu às várias agências, que estiveram reunidas nos últimos dias em Roma para um encontro de coordenação, para “se oporem à economia de exclusão, à cultura do desperdício e à cultura da morte que, infelizmente, pode vir a ser aceite pela passividade”.

Francisco sublinhou “a dignidade de cada irmão, cuja vida é inviolável, da conceção até ao termo natural”, numa condenação clara do aborto e da eutanásia.

Esta semana, o Vaticano foi fortemente criticado, pelos peritos da comissão da ONU contra a tortura, pelos casos de pedofilia, mas também pela oposição à interrupção voluntária da gravidez.

Os peritos consideraram que a oposição da Igreja católica ao aborto configura uma forma de tortura.

O chefe da delegação do Vaticano, Silvano Tomasi, respondeu que o aborto também é tortura, e acrescentou que a Igreja condena “qualquer forma de tortura, nomeadamente por aqueles que são torturados e mortos antes de terem nascido”.

No pontificado de João Paulo II, durante o qual decorreram as conferências do Cairo sobre a população (1994) e de Pequim sobre as mulheres (1995), a ONU e o Vaticano opõe-se nos temas da contraceção, aborto, divórcio e direitos das mulheres.

As agências da ONU acusam o Vaticano de favorecer a natalidade excessiva nas sociedades que não conseguem responder às necessidades da população e de colocar em destaque o papel da Igreja, ao travar indiretamente o desenvolvimento.

O Vaticano acusa as agências das Nações Unidas de violar os “direitos naturais” à vida e à família, de favorecerem o planeamento familiar e o controlo do crescimento populacional, além de exercerem um “imperialismo cultural”, no qual as concepções das sociedades desenvolvidas do norte são impostas às culturas do sul.

 

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/

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O papa agradeceu ao “Movimento per la Vita”, influente movimento pró-vida, por seu trabalho, insistindo para que continuem com “coragem e amor” pela vida “em todos os seus estágios”, conforme relatado por Hilary White, do site Breaking Christian News.

“Por isso é necessário reiterar a mais forte oposição a qualquer ataque direto a vida, especialmente aquela indefesa e inocente, uma criança não nascida no ventre é um inocente por excelência”, disse o papa ao grupo de políticos e ativistas pró-vida no Vaticano.

 “Se você olhar para a vida como algo que é consumível”, disse o papa, “logo vai ser algo que cedo ou tarde você pode descartar, a começar, com um aborto”.

A vida humana, no entanto, “é um dom de Deus” e se é aceita como tal, “então você tem algo valioso e intangível, para ser protegido por todos os meios e nunca ser descartado”.

Em uma conduta diferente dos outros papas, Francisco aproveitou a oportunidade para fazer uma ponte entre a mensagem pró-vida da igreja e sua crítica da economia global, o tema principal de seu pontificado. “Essa economia mata. Ela considera o ser humano, uma mercadoria em si mesma, uma mercadoria que você pode usar e depois jogar fora.” E acrescentou citando o recente documento de sua autoria, o Evangelii Gaudium, que afirma “Começamos a cultura do desperdício que, em verdade, é promovida pelo aborto, no qual até a vida é material descartável”.

Um dos “riscos mais sérios” do mundo moderno, ele disse, “é o divórcio entre economia e moralidade”. Em um mundo que oferece um “mercado equipado com todo tipo de inovação tecnológica, os padrões éticos mais elementares da natureza humana são cada vez mais negligenciados”.

Em sua breve fala, o papa também citou o documento Gaudium et Spes, do segundo concílio do Vaticano, que diz, “A vida, uma vez concebida, deve ser protegida com extremo cuidado. O aborto e o infanticídio são crimes hediondos”. Ele encorajou os obreiros pró-vida a lutar pela vida ‘com um estilo e proximidade’ com as mulheres, para que “cada mulher se sinta respeitada como uma pessoa, ouvida, aceita e acompanhada”.

E um discurso no dia 04 de Abril ao Escritório Internacional Católico para a Infância (o BICE), o papa também falou da necessidade de reafirmar o direito dos pais em decidir sobre a “educação moral e religiosa dos seus filhos” e rejeita todo tipo de “experimentação educacional com crianças e jovens”.

Toda criança, ele diz, tem o direito de crescer em uma família composta de “um pai e uma mãe” capazes de criar um “ambiente propício ao desenvolvimento e maturidade emocional da criança”. O pontífice também alertou ao esforço de forçar uma “ditadura de apenas uma forma de pensamento” em crianças comparando isso com os “horrores da manipulação da educação que experimentamos durante as ditaduras genocidas do século 20”.

Esses impulsos totalitários, ele disse, “não desapareceram, eles se mantém relevantes ainda hoje sob diversos disfarces e propostas”.

Os comentários do papa seguem a um movimento de parlamentares e grupos que defendem os direitos dos pais contra uma recente onda de incursões da chamada “ideologia de gênero” nas escolas italianas. Um grupo de ministros apresentou um projeto de lei no parlamento para reforçar a proteção constitucional do direito dos pais de guiar o conteúdo “ético” da educação de seus filhos, mesmo em escolas públicas.

Fonte: http://primeiraigrejavirtual.com.br/

Papa Francisco

Santo Padre recebe os participantes do encontro internacional sobre o tráfico humano realizado no Vaticano

O Santo Padre recebeu nesta manhã os participantes da II Conferência Internacional sobre o Combate ao Tráfico de Seres Humanos: Internacional Combating Human Trafficking: Church and Law Enforcement in partnership, organizado pela Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales. O encontro teve lugar hoje na Aula Magna da Pontifícia Academia das Ciências, na Casina Pio IV, no Vaticano.

Ao iniciar o discurso, o Papa Francisco disse que este era um encontro muito importante, mas também um gesto, “um gesto da Igreja, um gesto das pessoas de boa vontade que querem gritar: Basta!”. Em seguida, destacou que “o tráfico de seres humanos é uma chaga no corpo da humanidade, uma ferida na carne de Cristo, um crime contra a humanidade. E o fato de nos encontramos para unir esforços significa que desejamos estratégias e competências, sim, mas coadjuvadas pela compaixão evangélica pelos homens e mulheres vítimas deste crime”.

Como recordado pelo Papa, no encontro estavam presentes autoridades policiais, que combatem o fenômeno utilizando os instrumentos e o rigor da lei”, e agentes humanitários, cuja principal tarefa é “oferecer acolhimento, calor humano e o resgate das vítimas”.  O Papa afirmou que “são duas abordagens diferentes, mas que podem e devem agir juntas. Dialogar e confrontar-se a partir de dois pontos de vista complementares é muito importante”. Destacando assim, “a utilidade deste tipo de encontros”.

Por fim, o Papa destacou a importância do encontro acontecer no intervalo de um ano do primeiro encontro, para prosseguir o trabalho em conjunto.

Por Rocio Lancho García

Fonte: Zenit

papa obama

O Papa Francisco defendeu nesta quinta-feira (27) durante o seu primeiro encontro com o presidente americano Barack Obama o “direito à vida” e à “objeção de consciência” para os católicos americanos em casos de aborto.

“Francisco e Obama abordaram questões particularmente importantes para a Igreja deste país (os Estados Unidos), como o exercício do direito à liberdade religiosa, à vida e à objeção de consciência”, indicou em um breve comunicado o serviço de imprensa da Santa Sé divulgado após a reunião entre os dois líderes.

Por favorecer o reembolso por parte dos usuários de meios contraceptivos e da pílula abortiva, a reforma da saúde promovida pela administração Obama tem sido fortemente contestada pelos bispos americanos, que consideram tais medidas contrárias aos direitos religiosos.

Em várias ocasiões, com o apoio do Papa Bento XVI, eles preconizaram a chamada objeção de consciência, incluindo o direito de recusar a realizar abortos.

Várias questões sociais foram tratadas neste encontro, que Obama gostaria de centrar na luta contra as desigualdades no mundo.

Neste sentido, o Papa e o presidente americano expressaram “seu compromisso comum com a erradicação do tráfico de seres humanos em todo o mundo”, segundo o comunicado do Vaticano.

O encontro entre Obama, Francisco e o secretário de Estado Pietro Parolin, encarregado da diplomacia, também serviu para discutir “temas internacionais atuai”, em uma atmosfera descrita como “cordial” pelo Vaticano.

De acordo com o comunicado, as duas partes também afirmaram a necessidade de que, “em zonas de conflito, o direito internacional e humanitário seja respeitado” e que “uma solução negociada seja encontrada”.

TRÁFICO DE SERES HUMANOS – O Papa Francisco e o presidente americano discutiram “seu compromisso comum com a erradicação do tráfico de seres humanos em todo o mundo”.

Em um comunicado publicado pela Santa Sé após o encontro entre Obama, Francisco e o secretário de Estado Pietro Parolin, as duas partes também afirmaram a necessidade de que, “em zonas de conflito, o direito internacional e humanitário seja respeitado” e que “uma solução negociada seja encontrada”.

Fonte: AFP