A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação.

O Big Brother 2017 começou e mais uma vez os “Brothers da Rede Globo” vão encher nossa programação de lixo cultural e pornografia velada! Por mais inovador que a emissora tente tornar o programa, O BBB 2017 vem ai com as mesmas atrações de sempre: Culto ao  corpo, ao sexo, à idiotice, à super exposição da intimidade, à intolerância alheia, à discórdia … e a tantas e tantos outros comportamentos que corrompem e denigrem nossa moral e costumes.

Você vai dizer: mas o objetivo do programa é entreter e não educar as pessoas, além disso, o Big Brother é uma expressão da vida real! Mentira dupla! O BBB 2017, assim como as outras edições do Big Brother, tem sim um papel de influência no comportamento e nas opiniões da audiência do programa. Negar isso é negar o óbvio!

Que valores o programa ensina? Por que os participantes são chamados de heróis e guerreiros? Seriam eles verdadeiros modelos para nossa sociedade?

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.

Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…

E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…

Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!

Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”

Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!

Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação…

E se alguém não gostou do que leu, paciência!

Por Renato Varges

Adaptado de Tiba – Blog.cancaonova

Violence victim

O mundo está cada vez mais confuso.
Um garoto cai na jaula de um gorila. Mesmo com a demora acontece o que, sem equívoco deveria acontecer: matam o animal para salvar o ser humano. Porém, uma reportagem mostrou a perplexidade dos responsáveis pelo zoológico e também a reação de algumas pessoas após o fato.

A direção do zoológico disse que foi UMA DECISÃO DIFÍCIL! Entre matar um gorila e salvaguardar a integridade física ou a vida da criança foi uma decisão difícil, ficaram em dúvida do que fazer!? Meus Deus, isso é possível?

Ainda não pára por aí. Além de fazerem uma estátua do gorila e as pessoas ridiculamente colocarem flores aos seus pés, grupos começaram a promover na internet protestos contra o fato ocorrido!
O que está em jogo nesse comentário? Não é a insensibilidade com os animais, mas sim a dignidade da pessoa humana! As confusões das ideologias são tão fortes hoje que as pessoas não conseguem perceber a superioridade da vida humana sobre a de um gorila!


O estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro também é um caso pra refletirmos sobre isso. A sociedade que planta a degradação da dignidade da pessoa humana se espanta com os frutos desse plantio.


Pensem comigo. Se existe uma militância reivindicando ser um direito matar uma mulher não nascida e indefesa por meio do aborto, como se pode reprimir quem a machuca e a viola? É um direito matar, mas um crime violar?
Estão dizendo que há uma cultura do estupro. Eu concordo, existe! E devemos lutar com todas as forças contra ela!
Poderíamos nos unir nessa causa!

O que acham? Vamos nos mobilizar para que se aprovem leis:
– proibindo músicas (principalmente em letras de funk)* a coisificação da mulher;
– proibindo a criação de banheiros unissex [1] (apoiados pela ideologia de gênero) que facilitam o acesso à intimidade de homens e mulheres num mesmo recinto escondido;
– proibindo na programação televisiva a exibição das mulheres como um objeto a ser adquirido;
– promovendo a extinção da ideologia de gênero no ensino escolar e promovendo uma educação que valorize a dignidade da sexualidade para crianças, adolescentes e jovens para que reconheçam o valor da vida conjugal e não a considerem como mera diversão.

É importante que a sociedade reflita sobre o que de fato é promover a mulher e a dignidade da pessoa humana. Gritos e bandeiras ideológicas não fazem o bem acontecer. O verdadeiro amor faz com que a verdade seja buscada acima da euforia caótica.
Enquanto houver dúvida se um gorila vale mais que uma criança, e se a morte de inocentes no ventre materno deve ser um direito ou um crime, não conseguiremos ser verdadeiramente e racionalmente humanos.

Por pe. Matheus Pigozzo – Arquidiocese de Niterói

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* Nota do Blog Vida sem Dúvida:

Não é nossa pretensão taxar o funk como único vilão da história em casos de estupro, mesmo porque também vemos apologia à pornografia em outros gêneros musicais. A temática do estupro é bem mais complexo e exige medidas sérias para evitar ou minimizar suas causas. No entanto, dado o contexto do fato ocorrido durante um baile funk no Rio de Janeiro, não podemos fechar os olhos para o fato de que existe uma apologia à pornografia, à pedofilia, ao estupro e ao crime em muitas letras de funks modernos, especialmente nos chamados “proibidões”. E quem vos escreve é um ex-frequentador destes bailes.

Não estamos propondo acabar com o funk, mas repensar a sua censura, a organização e a segurança dos bailes e principalmente o seu vínculo com o crime organizado e a pornografia. Para os que desejam nos taxar como conservadores e fundamentalistas, seguem alguns trechos de letras de funks atuais para que não reste dúvida. Quem realmente deseja levantar a bandeira da defesa das mulheres, que engrosse nosso discurso:

“Mas se liga aí novinha, por favor tu não se engane. Abre as pernas e relaxa. Que esse é o Bonde do Inhame. Que esse é o Bonde do Inhame. Esse é o bonde dos cria que enfogueta as novinhas. Esse é o bonde dos cria que enfogueta as novinhas. Vai na treta do Nem** que a Kátia tá também eeemmm. Larga o inhame na Silvinha”. (Trecho da música Bonde do Inhame – MC Smith)

**ex-chefe do tráfico da Rocinha

“Mas eu vou te dar um papo pois eu não tô de caô / Mais de 20 engravidou / Não quero mais casamento / Mulherada, estou solteiro / Não casem, casar é uma m…/Sou f…, na cama te esculacho, na sala ou no quarto/ No beco ou no carro”. (uma das versões da música “Mais de 20 engravidou”, que dizem estar ligada ao estupro coletivo no RJ)

Dominando as posições por tras de frente ou de ladinho
Te pego de lado de faço rolar gata senta no colinho
Pode ser beijo abraço ou ate no springlove
As novinha nois domina as cachorra nois promove
Levante a mão vai catucando colocando o pintinho
Sentindo toda pressão vai soltando o gemidinho
Não é propaganda enganosa o produto tu provo
Vem com vina e fandangos
Os galã de filme porno

(Galã de filme pornô – Mc Vina e Mc Fandangos)

[1] – Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais” publicou, no dia 12 de março, no Diário Oficial da União, a resolução que estabeleceu o seguinte: “As escolas e universidades, públicas e particulares, devem garantir o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”.

      – Escolas de BH adotam banheiros unissex para crianças e deixam pais revoltados

      – Projeto de lei para banheiro ‘unissex’ causa polêmica em Florianópolis

Emilia_Clarke_Blog

“Game of Thrones”, o seriado de maior sucesso atualmente no mundo, diz muito sobre a nossa cultura e sobre o modo como estamos tratando as nossas mulheres.

Por Noah Filipiak | Tradução: Equipe CNP — O seriado de sucesso Game of Thrones, da HBO, recebeu 26 estatuetas do Emmy, incluindo o prêmio de “melhor série dramática” em 2015, e tem 18,6 milhões de pessoas assistindo a cada episódio da série — um recorde para o canal HBO —, praticamente a mesma população de Nova Iorque, o terceiro estado mais populoso dos Estados Unidos. Esse é um número muito grande, que abrange muitas pessoas e indica uma forte influência cultural.

O que faz as pessoas assistirem a Game of Thrones? Certamente, a atuação artística, o enredo, as personagens, a trama, as batalhas, os dragões e, é claro, as cenas exageradas e gratuitas de nudez e de sexo (incluindo uma cena longa e explícita de estupro que virou notícia ano passado).

Assim como o fenômeno de “Cinquenta Tons de Cinza”, tudo isso traz à tona o problema do sexo como entretenimento de massa. O que faz um filme pornô ser “pornografia” e Game of Thronesser um ícone premiado e bem-sucedido da cultura popular?

Ambos têm uma história e ambos são eróticos. Eu suponho que a diferença esteja em Game of Thrones ter mais enredo do que sexo, razão pela qual ele é considerado um drama e não um “pornô”, já que pornografia tem mais sexo do que enredo. Alguém também poderá dizer que o propósito de Game of Thrones é artístico, enquanto o propósito de um filme pornô é o prazer sexual. Ainda que essa seja uma afirmação bem subjetiva, que muitos na indústria pornográfica poderiam facilmente refutar, o propósito de ambas as coisas, no fim das contas, é o dinheiro, mas essa é uma outra história.

Será que a população de todo o estado de Nova Iorque admitiria abertamente assistir a pornografia, “adorar” assistir, discutir o assunto com os amigos e até comentar as histórias de seus “pornôs” na linha do tempo do Facebook?

É óbvio que não.

Mas o que é pornografia, afinal? Você simplesmente sabe o que é antes de assistir? Então, por que ainda assiste, mesmo sabendo do que se trata?

Muitas pessoas diriam que folhear uma revista adulta é ver pornografia. Mais pessoas ainda, se descobrissem que os seus filhos estão na Internet procurando vídeos (com nudez ou sexo explícitos) ou fotos eróticas (em que a mente dos seus filhos estaria simplesmente fazendo o resto do serviço), certamente chamariam isso de “pornô”.

E se alguém cortasse uma das cenas de sexo explícito de Game of Thrones e pusesse só aquela cena online, separada em si mesma de toda a trama e enredo, e o seu filho baixasse esse vídeo, você chamaria isso de pornografia?

Sim, você chamaria.

Por que, então, quando se cobrem essas cenas com o glitz e o glamour da HBO, tudo de repente se torna socialmente aceitável? Será que é porque, na verdade, as pessoas adoram pornografia, mas não querem admitir publicamente? Elas não querem surfar nos sites obscenos da Internet, mas se conseguirem o seu “pornô” via HBO (ou via Netflix), tudo bem, o que elas querem é um jeito de guardar o bolo e comê-lo ao mesmo tempo. Querem ter “pornô” sem o estigma social; “pornô” que a sua esposa deixe você assistir; “pornô” que seja possível racionalizar.

Nós somos realmente muito bons em enganar-nos a nós mesmos e geralmente aproveitamos a primeira oportunidade que temos para fazê-lo. O que é triste e irônico a respeito de Game of Thrones é que, ainda que as atrizes recebam muito mais salário, prêmios e fama que as atrizes pornográficas, elas continuam sendo seres humanos e o efeito emocional que tudo isso tem nelas é o mesmo. A maioria delas jamais admitirá o fato, mas a verdade permanece.

Triste e irônico é que, vez ou outra, algumas dessas atrizes de renome admitam sentir nojo por estarem presentes nessas cenas de sexo, mas o insaciável vício da nossa cultura por pornografia é sempre demais para que pensemos em mudar a nossa forma de retratar o sexo.

Há pouco tempo, a atriz Emilia Clarke virou notícia ao revelar a um jornal britânico que “não suportava” as cenas de sexo das quais ela participou em Game of Thrones. O artigo conta que “Emilia, que interpreta a princesa exilada Daenerys Targaryen, se recusou a aparecer seminua de novo dois anos atrás”. Ela “teria dito aos diretores do programa que ‘queria ficar conhecida por sua atuação, e não por seus seios’.”

Há, evidentemente, muita hipocrisia nessas falas da atriz. Digo isso não como um julgamento pessoal, mas como prova do fato de que a nossa cultura quer “o melhor dos dois mundos” quando o assunto é sexo. Ficar nua nas telas foi o que fez a fama da atriz e o que explica em grande parte a popularidade desse seriado. É muita incoerência.

Se você quer descobrir a verdade e saber como as coisas realmente são vistas pelo público, basta entrar no “mundo mágico” dos comentários da Internet. Uma das respostas ao artigo sobre Emilia Clarke diz o seguinte: “Nós não assistimos a você por sua atuação, querida”.

Isso é o que realmente acontece quando essas atrizes de Hollywood pensam estarem fazendo “nu artístico” com seus corpos: na verdade, o que elas estão fazendo é criando um vínculo sexual com milhões de homens, assim como as Escrituras nos dizem que acontece durante o sexo: “Os dois serão uma só carne” ( Gn 2, 24; 1 Cor 6, 16). Nos Evangelhos, Jesus nos diz quepensar em ter sexo com outra mulher que não a sua esposa é o mesmo que cometer adultério no coração (cf. Mt 5, 28). Por isso, nós não deveríamos ficar surpresos com respostas desse tipo.

Assim como acontece com sexo casual, há milhões de homens por aí interessados em Clarke apenas pelo seu corpo. O anúncio feito pela atriz, de que não irá mais expor-se, equivale ao término de uma relação casual. Você pode cobrir esses episódios com o quanto de “arte” quiser, mas eles não passarão de um “corpo despido” para a maior parte dos homens que assistirem.

E se você acha que pode de alguma forma filtrar a pornografia e ter apenas a “arte”, você é tão iludido e incoerente quanto. Pornografia sempre faz o mesmo com as pessoas: assim que entra em cena, joga fora toda a sua humanidade e dignidade. Tudo o que resta são pedaços de carne sendo consumidos por outros seres humanos.

Você não pode ao mesmo tempo manter a dignidade de alguém enquanto a usa para o seu próprio prazer. Ou assiste a pornografia ou trata as pessoas dignamente.

Escolha com sabedoria.

Fonte: Covenant Eyes | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

pornografia

O Journal of Sex Reserach publicou um estudo que descobriu que, a longo prazo, os homens e as mulheres que assistem a pornografia são mais suscetíveis de apoiarem o aborto.

Pesquisadores da Western University, de Ontario, usaram um estudo americano de longo prazo que envolveu quase 11.000 homens e mais de 14.000 mulheres, que, a partir de 1973, foram entrevistados a cada dois anos.

O estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisas de Opinião, da Universidade de Chicago, fez perguntas aos participantes sobre seus hábitos de consumo de pornografia, bem como sobre diferentes tópicos relacionados à igualdade das mulheres na sociedade, incluindo o aborto.

Os especialistas em psicologia e sociologia Taylor Kohut, Jodie L. Baer e Brendan Watts, publicaram suas conclusões a respeito do estudo americano com o título: “A Pornografia realmente ‘Gera Ódio contra as Mulheres’?”

O que descobriram foi uma correlação entre o consumo de pornografia e o crescente apoio ao aborto. Dadas as descobertas, disseram eles, os usuários de pornografia poderiam ser “aliados úteis” daqueles que estão lutando pela “autonomia reprodutiva e pela integridade corporal”.

O apoio dos participantes ao aborto foi classificado em uma escala de 1 a 3, um significando forte apoio ao aborto e três significando forte oposição.

Entre os homens que assistiam a pornografia, o apoio ao aborto foi avaliado em 1.74, em oposição a 1.90 daqueles que não assistiam a pornografia – uma diferença estatisticamente significante. Entre as mulheres, as consumidoras de pornografia foram classificadas em 1.77, em comparação a 1.95 para as mulheres que não assistiam a pornografia.

Os pesquisadores especularam que a pornografia poderia estar “ativando scripts para o liberalismo sexual”.

Os pesquisadores descartaram a teoria de que os “usuários de pornografia talvez apoiem o aborto para que possam desfrutar de mais sexo recreativo, livre das consequências impostas criação de um filho”. Porque muitos usuários de pornografia ainda não estavam seguros sobre suas opiniões em relação ao aborto, ou porque tinham uma opinião negativa sobre ele, “não parece ser razoável argumentar, apenas com base em tais evidências, que a pornografia promove o apoio em larga escala ao aborto como um método alternativo de controle de natalidade”, eles argumentaram.

O Family Research Council há muito tem afirmado que o consumo de pornografia provoca um aumento nos números de aborto e no tráfico sexual. A diretora do Centro para a Dignidade Humana, Arina Grossu, observa que a ciência confirma essa alegação.

Mark Houck, co-fundador de The King’s Men, comentou: “A maioria dos abortos são feitos por mulheres em relacionamentos fora do contexto do matrimônio”, e ele liga a explosão de fornicação e adultério à indústria pornográfica. Houck afirma que a pornografia alimenta a infidelidade ao separar o prazer decorrente da atividade sexual do “contexto livre-fiel-frutífero-geral do amor esponsal”.

O ativista anti-pornografia Jonathon van Maren resume o efeito da pornografia na sociedade e sua possível relação com o aborto, dizendo: “A Pornografia reduziu as mulheres ao nível de objetos. E se a nossa cultura pornográfica cada vez mais vê as mulheres como objetos, o quão fácil não seria considerar seus filhos não nascidos como um ‘amontoado de células’?”

Fonte: http://notifam.com/