chora

A primeira coisa que se deve investigar em um candidato, antes mesmo de sua atuação passada ou de suas promessas, é o partido político a que pertence. Dos 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, muitos são amorfos. Seus estatutos dizem pouco ou quase nada. Tais partidos não trazem ameaças aos cristãos que a ele se filiam. Há uns pouquíssimos partidos que se propõem explicitamente à defesa da vida humana e da família. E há, por fim, doze partidos que constituem um verdadeiro exército organizado contra os valores cristãos. São eles:

Partido dos Trabalhadores (PT) 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB 23
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 65
Partido da Causa Operária (PCO) 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) 33
Partido Pátria Livre (PPL) 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 50
10º Partido Socialista Brasileiro (PSB) 40
11º Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) 16
12º Partido Verde (PV)[1] 43

Com exceção do PV, todos os partidos acima se declaram socialistas. Ora, como explica São João Paulo II, “o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. […] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral[2] . O Concílio Vaticano II já havia ensinado que “o homem é a única criatura na terra que Deus quis por si mesma[3] .

O cristianismo vê na criança por nascer alguém que deve ser respeitado como pessoa e amado independentemente de sua “qualidade”, beleza ou utilidade. Há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista.

Vejamos agora, brevemente, cada um dos doze partidos fatais:

1º) Partido dos Trabalhadores (PT) – n.º 13

No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4] . Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c)[5] . Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6] . Não deve causar espanto que o PT defenda o aborto, já que o artigo 1º de seu Estatuto põe como objetivo do Partido “construir o socialismo democrático”.

2º) Partido Comunista Brasileiro (PCB) – nº. 21

Os militantes do Partido Comunista Brasileiro são obrigados a aceitar “seu Estatuto e Programa[7] . São seus deveres “cumprir as deliberações partidárias, aplicar a linha política do Partido e difundir os ideais comunistas” (art. 11, a, Estatuto do PCB). O Programa Político do PCB defende como um dos “pontos iniciais de uma alternativa socialista para o Brasil” a “garantia do direito ao aborto[8] .

3º) Partido Popular Socialista (PPS) – nº. 23

É o sucessor do Partido Comunista Brasileiro. O PPS se declara “humanista, socialista e ambientalista” e pretende resgatar “a melhor tradição do pensamento marxista e do humanismo libertário[9] . A Coordenação de Mulheres do PPS, um órgão previsto no artigo 26 do Estatuto do Partido, repetidas vezes manifestou sua adesão à causa abortista. Uma delas foi a Nota pública sobre o aborto[10] , de 18/04/2007, em que se relata três vezes em que o PPS se havia manifestado publicamente em favor da legalização/descriminalização do aborto, por considerá-la uma “questão de saúde pública” e de “direito e autonomia das mulheres”. A Plataforma Política das Mulheres do PPS[11]  previa em 2009 a “legalização do aborto”, a “garantia de todas as formas de contracepção e interrupção da gravidez” e a “consolidação pelo SUS do serviço de aborto nos casos previstos em lei [?]”.

4º) Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – nº. 65

Nas Resoluções da 2ª Conferência Nacional do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher[12]  realizada entre os dias 18 e 20 de maio de 2012 em Brasília, encontra-se o desafio de “desenvolver ações mais ofensivas à garantia do direito ao abortocomo questão de saúde pública” (p. 44, n. 76, k). Essas Resoluções foram ratificadas pelo Comitê Central, conforme prevê o Estatuto do PCdoB[13]  (art. 24, §2º). Portanto, são “válidas e obrigatórias para todo o Partido”.

5º) Partido da Causa Operária (PCO) – n.º 29

O Programa do Partido da Causa Operária (PCO)[14]  defende a “liberdade para a mulher decidir sobre seu corpo com a legalização do aborto e sua realização, em condições dignas, pela rede pública de saúde” (X.11).

Segundo o Estatuto do PCO[15] , os filiados têm o dever de “defender em todos os lugares e ocasiões o programa do partido” (art. 7, I). Se o “eleito pelo Partido para cargo executivo ou legislativo” agir contra “as deliberações, o Estatuto ou o Programado PCO”, será punido com “expulsão” e “cancelamento da filiação” (art. 30, §3º, b). Essa é a sanção que espera o político do PCO que lutar contra o aborto.

6º) Partido Democrático Trabalhista (PDT) – nº. 12

O Partido Democrático Trabalhista tem como objetivo é a “construção de uma sociedade democrática e socialista[16] . Ele “adota como símbolo a rosa vermelha” (art. 1º, § 2º), símbolo da Internacional Socialista.

O Movimento de Mulheres do PDT no item “Nossas Conquistas” diz: “… temos que continuar lutando para que se efetive a descriminalização do aborto, pois só as mulheres pobres serão banidas por sua prática, já que as com melhores condições podem fazê-lo sem necessidade do aparato estatal. A saúde integral é uma luta de todos nós e o aborto não é uma questão de polícia e sim de saúde pública[17] .

7º) Partido da Mobilização Nacional (PMN) – n.º 33

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) […] “orientar-se-á por seu Manifesto, seu Programa e seus Estatutos e demais diretrizes de ação política, social e econômica, de conteúdo nacional, democrático e socialista[18] .

8º) Partido Pátria Livre (PPL) – n.º 54

O Partido Pátria Livre (PPL) “se orienta pelos princípios e pela teoria do socialismo científico[19] , como é chamado o socialismo de Marx e Engels.

9º) Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – n.º 50

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tem por objetivo a “construção de umasociedade socialista[20] . Coerentemente com sua doutrina socialista, ele defende o direito ao aborto. Segundo resolução aprovada no 4º Congresso Nacional do Partido em 29/01/2014 denominada Conjuntura Nacional, “é tarefa do PSOL […] barrar o estatuto do nascituro [criança por nascer] e sua ‘bolsa estupro’, defendendo aautonomia das mulheres sobre seus corpos e os direitos sexuais e reprodutivos[21] . Qual o valor dessa resolução? Diz o Estatuto do PSOL: “As resoluções do Congresso representam a posição oficial do Partido e são válidas para todos os órgãos e filiados” (art. 36).

10º) Partido Socialista Brasileiro (PSB) – nº. 40

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) tem por finalidade a “implantação da democracia e do socialismo no País[22] , com a “gradual e progressiva socialização dos meios de produção[23]  e a “abolição de todos os privilégios de classe” (Manifesto, VIII). Entre as reivindicações imediatas do Partido está a estatização da educação: “Plano nacional de educação que atenda à conveniência de transferir-se gradativamente o exercício desta ao Estado e de suprimir-se, progressivamente, o ensino particular de fins lucrativos[24]  . Note-se que o PSB é muito mais explícito que o PT em expor seus propósitos socialistas. Nem mesmo oculta seu desejo urgente de extinguir as instituições educativas não estatais (incluindo as religiosas), obrigando as crianças a se submeterem à ideologia do Estado.

11º) Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – nº. 16

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) “não prioriza as eleições, mas a ação direta como meio de transformar a realidade em que vivemos”. Através da luta e da revolução, defende a instalação de uma “ditadura do proletariado” sobre a burguesia[25] .

Seu candidato à Presidente da República, José Maria, promete “atender demandas democráticas históricas das mulheres como a legalização do aborto, e da juventude, como a legalização da maconha e descriminalização das drogas[26] .

12º) Partido Verde (PV) – n.º 43

O candidato filiado ao Partido Verde está comprometido a “respeitar e cumprir seu Programa e Estatuto[27] . É seu dever “obedecer ao Programa, ao Estatuto e às resoluções do Partido” (art. 11, I, Estatuto do PV).

Ora, este Programa, ao qual ele está obrigado a obedecer, defende:

a.       o aborto: “legalização da interrupção voluntária da gravidez[28] .

 Anápolis, 4 de setembro de 2014.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do  Pró-Vida de Anápolis.


[1]  O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf

  [2]  JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13.

[3]  Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 24.

[4]  Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://old.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

 [5]  Partido dos Trabalhadores. Estatuto, art. 140, c in: http://old.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL_registrada.pdf
  [6]  DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in:http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
  [7]  Partido Comunista Brasileiro. Estatuto, art. 6º in: http://pcb.org.br/portal/docs/estatuto230308.pdf
  [8]  Partido Comunista Brasileiro. Programa. ponto 21.18, in: https://docs.google.com/file/d/0B9OkSrCIvhFlWVh0eDM4dmlUQTk0M2tvLTFKVW9hZTlPbnFB/edit
  [16]  Partido Democrático Trabalhista. Estatuto, art. 1º, in: http://www.pdt.org.br/index.php/pdt/estatuto/do-partido/dos-objetivos
  [18]  Partido da Mobilização Nacional. Estatuto, art. 2º, in: http://pmn.org.br/estatuto.aspx
  [19]  Partido Pátria Livre. Estatuto, art. 3º, in: http://www.partidopatrialivre.org.br/Documentos/Estatuto.htm
  [20]  Partido Socialismo e Liberdade, Estatuto, art. 5º, in: http://www.psol50.org.br/site/paginas/39/estatuto
  [22]  Partido Socialista Brasileiro. Estatuto, art. 2º, in: http://www.psb40.org.br/downloads/estatuto.pdf
  [23]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, VII, in: http://www.psb40.org.br/fixa.asp?det=1
  [24]  Partido Socialista Brasileiro. Manifesto, Reivindicações Imediatas, 9ª

 [25]  Cf. http://www.pstu.org.br/partido

  [26]  A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária in: http://www.pstu.org.br/pstu16/20832
  [27]  Partido Verde. Estatuto, art. 5º, in: http://pv.org.br/wp-content/uploads/estatuto_pv.pdf

pornografia

O Journal of Sex Reserach publicou um estudo que descobriu que, a longo prazo, os homens e as mulheres que assistem a pornografia são mais suscetíveis de apoiarem o aborto.

Pesquisadores da Western University, de Ontario, usaram um estudo americano de longo prazo que envolveu quase 11.000 homens e mais de 14.000 mulheres, que, a partir de 1973, foram entrevistados a cada dois anos.

O estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisas de Opinião, da Universidade de Chicago, fez perguntas aos participantes sobre seus hábitos de consumo de pornografia, bem como sobre diferentes tópicos relacionados à igualdade das mulheres na sociedade, incluindo o aborto.

Os especialistas em psicologia e sociologia Taylor Kohut, Jodie L. Baer e Brendan Watts, publicaram suas conclusões a respeito do estudo americano com o título: “A Pornografia realmente ‘Gera Ódio contra as Mulheres’?”

O que descobriram foi uma correlação entre o consumo de pornografia e o crescente apoio ao aborto. Dadas as descobertas, disseram eles, os usuários de pornografia poderiam ser “aliados úteis” daqueles que estão lutando pela “autonomia reprodutiva e pela integridade corporal”.

O apoio dos participantes ao aborto foi classificado em uma escala de 1 a 3, um significando forte apoio ao aborto e três significando forte oposição.

Entre os homens que assistiam a pornografia, o apoio ao aborto foi avaliado em 1.74, em oposição a 1.90 daqueles que não assistiam a pornografia – uma diferença estatisticamente significante. Entre as mulheres, as consumidoras de pornografia foram classificadas em 1.77, em comparação a 1.95 para as mulheres que não assistiam a pornografia.

Os pesquisadores especularam que a pornografia poderia estar “ativando scripts para o liberalismo sexual”.

Os pesquisadores descartaram a teoria de que os “usuários de pornografia talvez apoiem o aborto para que possam desfrutar de mais sexo recreativo, livre das consequências impostas criação de um filho”. Porque muitos usuários de pornografia ainda não estavam seguros sobre suas opiniões em relação ao aborto, ou porque tinham uma opinião negativa sobre ele, “não parece ser razoável argumentar, apenas com base em tais evidências, que a pornografia promove o apoio em larga escala ao aborto como um método alternativo de controle de natalidade”, eles argumentaram.

O Family Research Council há muito tem afirmado que o consumo de pornografia provoca um aumento nos números de aborto e no tráfico sexual. A diretora do Centro para a Dignidade Humana, Arina Grossu, observa que a ciência confirma essa alegação.

Mark Houck, co-fundador de The King’s Men, comentou: “A maioria dos abortos são feitos por mulheres em relacionamentos fora do contexto do matrimônio”, e ele liga a explosão de fornicação e adultério à indústria pornográfica. Houck afirma que a pornografia alimenta a infidelidade ao separar o prazer decorrente da atividade sexual do “contexto livre-fiel-frutífero-geral do amor esponsal”.

O ativista anti-pornografia Jonathon van Maren resume o efeito da pornografia na sociedade e sua possível relação com o aborto, dizendo: “A Pornografia reduziu as mulheres ao nível de objetos. E se a nossa cultura pornográfica cada vez mais vê as mulheres como objetos, o quão fácil não seria considerar seus filhos não nascidos como um ‘amontoado de células’?”

Fonte: http://notifam.com/

futebol e vida

Os bispos pedem para não centrar-se nos lucros, advertem contra o turismo sexual, pedem para defender a dignidade e a pessoa e criticam a “institucionalização da exceção’

A Igreja no Brasil distribuiu nos últimos dias um Folder sobre a Copa do Mundo. Baseia-se no documento intitulado “Playing for Life”, escrito no mês passado pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde indica que “a Igreja no Brasil continua com carinho e preocupação materna este grande evento que envolve vários países e protagonizará uma oportunidade de amizade universal”.

O folder que também está no site da conferência dos bispos tem três cartões: um vermelho, mais de caráter social; um azul, intitulado ‘O gol da vitória’ de aspectos positivos; e o amarelo que aponta os compromissos da Igreja, incluindo o combate contra o turismo sexual e o respeito à dignidade humana. E três números telefônicos gratuitos: para denunciar violações dos direitos humanos, apoio às mulheres e de emergência da polícia.

Manifesta também a sua solidariedade com aqueles que, devido à construção das obras, foram feridos em sua dignidade e que perderam entes queridos, porque comunidades inteiras foram deslocadas para construir estádios e obras estruturais.

“O sucesso da Copa do Mundo não é medido pelos valores injetados na economia local ou os benefícios que proporcionam aos seus patrocinadores”, indicam. E concluem que “o seu sucesso será garantir a segurança de todos, sem o uso da violência, respeitando o direito das manifestações de rua pacíficas, com a criação de mecanismos para evitar o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e a exploração sexual, especialmente de pessoas socialmente vulneráveis, assim como a luta eficaz contra o racismo e a violência”.

Os bispos convidaram assim a sociedade brasileira a unir-se ao projeto “Copa da Paz” e à campanha “Playing for Life” e a denunciar o tráfico de seres humanos, de modo que o evento seja “lembrado como um momento de fortalecimento da cidadania”.

Ainda no Brasil, e mais especificamente contra o turismo sexual, está a campanha ‘Joga pela vida, denuncie o tráfico de Pessoas’ promovida por Talitha Kum – a Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas e apresentado em maio na sala de imprensa da Santa Sé.

Talitha Kum são as palavras em aramaico, a língua falada por Jesus e relatadas pelo Evangelho de são Marcos, com as quais o Divino Mestre pegando a mão de uma pequena lhe diz: ‘Menina, eu digo a você, levante-se’.

O cardeal brasileiro João Braz de Aviz, durante a coletiva de imprensa afirmou que “esta campanha manifesta a sintonia da vida consagrada com o sentimento do Santo Padre com este crime que ele mesmo definiu como a ‘chaga no corpo da humanidade contemporânea, uma chaga na carne de Cristo”. (Trad.TS)

Leia o texto completo clicando aqui.

Fonte: Zenit.org

Papa Francisco

Santo Padre recebe os participantes do encontro internacional sobre o tráfico humano realizado no Vaticano

O Santo Padre recebeu nesta manhã os participantes da II Conferência Internacional sobre o Combate ao Tráfico de Seres Humanos: Internacional Combating Human Trafficking: Church and Law Enforcement in partnership, organizado pela Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales. O encontro teve lugar hoje na Aula Magna da Pontifícia Academia das Ciências, na Casina Pio IV, no Vaticano.

Ao iniciar o discurso, o Papa Francisco disse que este era um encontro muito importante, mas também um gesto, “um gesto da Igreja, um gesto das pessoas de boa vontade que querem gritar: Basta!”. Em seguida, destacou que “o tráfico de seres humanos é uma chaga no corpo da humanidade, uma ferida na carne de Cristo, um crime contra a humanidade. E o fato de nos encontramos para unir esforços significa que desejamos estratégias e competências, sim, mas coadjuvadas pela compaixão evangélica pelos homens e mulheres vítimas deste crime”.

Como recordado pelo Papa, no encontro estavam presentes autoridades policiais, que combatem o fenômeno utilizando os instrumentos e o rigor da lei”, e agentes humanitários, cuja principal tarefa é “oferecer acolhimento, calor humano e o resgate das vítimas”.  O Papa afirmou que “são duas abordagens diferentes, mas que podem e devem agir juntas. Dialogar e confrontar-se a partir de dois pontos de vista complementares é muito importante”. Destacando assim, “a utilidade deste tipo de encontros”.

Por fim, o Papa destacou a importância do encontro acontecer no intervalo de um ano do primeiro encontro, para prosseguir o trabalho em conjunto.

Por Rocio Lancho García

Fonte: Zenit

papa obama

O Papa Francisco defendeu nesta quinta-feira (27) durante o seu primeiro encontro com o presidente americano Barack Obama o “direito à vida” e à “objeção de consciência” para os católicos americanos em casos de aborto.

“Francisco e Obama abordaram questões particularmente importantes para a Igreja deste país (os Estados Unidos), como o exercício do direito à liberdade religiosa, à vida e à objeção de consciência”, indicou em um breve comunicado o serviço de imprensa da Santa Sé divulgado após a reunião entre os dois líderes.

Por favorecer o reembolso por parte dos usuários de meios contraceptivos e da pílula abortiva, a reforma da saúde promovida pela administração Obama tem sido fortemente contestada pelos bispos americanos, que consideram tais medidas contrárias aos direitos religiosos.

Em várias ocasiões, com o apoio do Papa Bento XVI, eles preconizaram a chamada objeção de consciência, incluindo o direito de recusar a realizar abortos.

Várias questões sociais foram tratadas neste encontro, que Obama gostaria de centrar na luta contra as desigualdades no mundo.

Neste sentido, o Papa e o presidente americano expressaram “seu compromisso comum com a erradicação do tráfico de seres humanos em todo o mundo”, segundo o comunicado do Vaticano.

O encontro entre Obama, Francisco e o secretário de Estado Pietro Parolin, encarregado da diplomacia, também serviu para discutir “temas internacionais atuai”, em uma atmosfera descrita como “cordial” pelo Vaticano.

De acordo com o comunicado, as duas partes também afirmaram a necessidade de que, “em zonas de conflito, o direito internacional e humanitário seja respeitado” e que “uma solução negociada seja encontrada”.

TRÁFICO DE SERES HUMANOS – O Papa Francisco e o presidente americano discutiram “seu compromisso comum com a erradicação do tráfico de seres humanos em todo o mundo”.

Em um comunicado publicado pela Santa Sé após o encontro entre Obama, Francisco e o secretário de Estado Pietro Parolin, as duas partes também afirmaram a necessidade de que, “em zonas de conflito, o direito internacional e humanitário seja respeitado” e que “uma solução negociada seja encontrada”.

Fonte: AFP

trafico humano

Segundo cálculos feitos a partir de constatações comprovadas, o tráfico de pessoas humanas rende anualmente, trinta e dois bilhões de dólares.

Neste ano a Campanha da Fraternidade nos surpreende pelo próprio tema. O tráfico humano não fazia parte do imaginário comum de nosso cotidiano. Desta vez, precisamos, primeiro, dar-nos conta da consistência deste fato, que a campanha nos apresenta.A primeira tarefa, portanto, é conferir a realidade, ajudados pelas estatísticas que a própria ONU nos apresenta.

Mesmo sabendo como é difícil obter dados precisos a respeito de uma realidade que costuma ser acobertada, os números são mais do que suficientes para flagrar a gravidade da situação.

Vale a pena deter-nos, num primeiro momento, a olhar os fatos.

Segundo cálculos feitos a partir de constatações comprovadas, o tráfico de pessoas humanas rende anualmente, trinta e dois bilhões de dólares.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho vinte milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado. Destas, 4,5 milhões (22%) são exploradas em atividades sexuais forçadas; 14,2 milhões (68%), em trabalhos forçados em diversas atividades econômicas; 2,2 milhões (10%) pelo próprio Estado, sobretudo quando militarizado.

Segundo a mesma pesquisa, 11,4 milhões (55%) são mulheres e jovens; 9,5 milhões (45%), homens e jovens.

Em relação à idade: 15,4 milhões (74%) são adultos; os outros 5,5 milhões (26%) têm até 17 anos, o que mostra ser alto o número de traficados entre crianças e jovens.

Mas esta realidade não se revela só pelos números, existe toda uma trama maldosa, que explora as debilidades humanas, e é capaz de mudar em pesadelo muitos sonhos de pessoas que se deixam seduzir por falsas promessas, em busca de vantagens que a sociedade acaba estimulando. E aí se começa a perceber a dinâmica perversa que vai enredando as pessoas, reduzidas a meras mercadorias humanas, exploradas pela mesma ganância que as levou a confiarem em quem as estava enganando.

Pois bem, a Campanha da Fraternidade descortina diante de nós esta realidade. Pois é urgente que ela seja enfrentada de maneira adequada. A primeira providência é dimensionar bem sua gravidade.

Fonte: CNBB

trafico_humano_italia

Poucas semanas antes de sua vinda ao Brasil, em julho passado, o papa Francisco esteve na ilha de Lampedusa, já próxima da África, no sul da Itália; ali aportam numerosos prófugos da miséria e da violência, procedentes da África e de outras partes do mundo, sonhando com a vida na Europa.

Muitos, de fato, nem conseguem chegar à terra firme e naufragam, ou são abandonados pelos modernos mercadores de escravos no meio do Mediterrâneo em barcos abarrotados e sem o mínimo respeito à sua dignidade. Isso, depois de terem pago caro a alguma organização criminosa pelo transporte e pela promessa de visto e emprego no lugar de destino. Milhares acabam morrendo e jogados ao mar, nada diferente do que acontecia durante séculos com os navios negreiros no período colonial.

O Papa jogou flores ao mar para lembrá-los; ao mesmo tempo, rezou pelos que pereceram e confortou sobreviventes; e denunciou o tráfico de pessoas como uma atividade ignóbil, uma vergonha para sociedades que se dizem civilizadas. Diante dessa questão, os governos muitas vezes ficam indiferentes ou sem ação. Francisco conclamou a todos à superação da “globalização da indiferença”.

Desde tempos imemoriais, o tráfico de pessoas era praticado amplamente e até aceito, geralmente, em vista do trabalho escravo. O Brasil conviveu por séculos com a escravidão de índios e africanos; estes últimos eram adquiridos, traficados e comercializados como “coisa” num mercado vergonhoso, mas florescente. Foram necessários séculos para que a escravidão fosse formalmente proibida e abolida. Um progresso civilizatório!

Mas o problema voltou, se é que já havia sido erradicado de maneira completa. A forma contemporânea de escravidão é bem mais difundida e grave do que se poderia imaginar e está sendo favorecida pela globalização das atividades econômicas ilegais e clandestinas. Hoje, como no passado, essa atividade criminosa envolve organizações e redes nacionais e internacionais, com altos ganhos a custos e riscos baixos para os traficantes.

tráfico de pessoas é praticado em vista de vários âmbitos da economia, legais e ilegais, como a construção civil, a agricultura, o trabalho doméstico, o entretenimento, a exploração sexual e, mesmo, a adoção ou a comercialização de órgãos. As vítimas, geralmente, são atraídas por promessas de trabalho e emprego, boas condições de vida em outras cidades ou países. Com freqüência, o tráfico de pessoas está ligado ao fenômeno das migrações e à permanência ilegal e precária em algum país.

Capítulo especialmente doloroso representa o tráfico de crianças e adolescentes, praticado por redes que envolvem pequenas vítimas do mundo inteiro. Entidades não-governamentais, que acompanham esta questão, estimam que, na década de 1980, quase 20 mil crianças brasileiras foram levadas para a adoção no exterior; constataram-se numerosos processos fraudulentos nessas adoções. No Brasil, há denúncias de tráfico de crianças e adolescentes destinados à exploração sexual; e continua grande o contingente de crianças de 7 a 14 anos de idade exploradas no trabalho infantil.

Algumas características do tráfico humano já foram estudadas. Antes de tudo, ele envolve o crime organizado, com uma complexa estrutura que relaciona meios e fins para facilitar suas atividades; há aliciadores, fornecedores de documentos falsos e de assistência jurídica, transportadores, lavagem de dinheiro… Há rotas nacionais e transnacionais do tráfico de mulheres para a exploração sexual, de trabalhadores ilegais, de crianças, de órgãos. No Brasil, a Região Amazônica apresenta o maior número dessas rotas, seguida pelo Nordeste.

Fonte: aleteia.org