troia

Sob a capa de benefícios à mulher, o Estado a tornou uma assassina em potencial e se propôs a custear, com dinheiro público do nosso cambaleante sistema de saúde, a prática do homicídio no ventre materno por meio do aborto

O cavalo de Troia foi um artefato de madeira utilizado pelos gregos na guerra contra os troianos. Sim, incapazes de vencer seus rivais, os helenos criaram um grande equino de tábuas e disseram aos habitantes de Troia que o animal era um presente a eles como reconhecimento pela sua invencibilidade nas batalhas.

Animados com a oferta, os troianos, ingenuamente, se apressaram a recolher o cavalo na cidade a fim de, talvez, deixá-lo exposto publicamente. Eis, porém, que, na hora oportuna, dele desceram muitos soldados gregos e atacaram Troia, de modo violento, vencendo a guerra. Daí, se usar até hoje a expressão “presente de grego” para qualificar algo que, à primeira vista, parece bom, mas, na realidade, é malévolo.

Pois bem, algo semelhante se deu, no início de 2013, com o antigo Projeto de Lei 60/1999, sorrateiramente, renomeado como PLC 3/2013, que foi, a pedido do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, colocado em votação em regime de urgência pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para começar sua rápida tramitação no Congresso Nacional.

Com efeito, em 5 de março, ele foi aprovado, devido à manobra regimental, no plenário da Câmara, e, rapidamente, encaminhado ao Senado onde a Comissão de Direitos Humanos o confirmou no dia 10 de abril. Renomeado, então, como PLC 3/2013 e colocado em votação, mais uma vez, recebeu aprovação por unanimidade, de modo relampejante, no dia 4 de julho, para, a seguir, ser encaminhado à presidente da República, Dilma Rousseff.

Eis que, no dia 1º de agosto, ela o sanciona sem vetos por meio da Lei 12845/2013. Daí a questão: por que se chama “Lei Cavalo de Troia”? – Porque, na aparência, trazia aspectos louváveis como, por exemplo, a atenção da rede pública de saúde do país à mulher vítima de violências sexuais. No entanto, ele sofreu reformulações a fim de ampliar a prática do aborto no Brasil nas ocorrências em que, embora ilegal, o ato de abortar não é punido: casos de mulheres vítimas de estupros ou que correm risco de vida no parto, conforme o artigo 128 do Código Penal.

Em outras palavras, sob a capa de benefícios à mulher, o Estado a tornou uma assassina em potencial e se propôs a custear, com dinheiro público do nosso cambaleante sistema de saúde, a prática do homicídio no ventre materno por meio do aborto. Teve, porém, o cuidado de usar o enganoso rótulo de “profilaxia da gravidez”, em vez de aborto, a fim de não despertar reações no sentimento da imensa maioria dos brasileiros contrários a esse crime que brada aos céus por vingança e é condenado no 5º Mandamento da Lei de Deus que preceitua: “Não matarás!” (Êx 20,13).

Afinal, agora, “todos os hospitais integrantes da rede do SUS” são obrigados a encaminhar a mulher que se disser “vítima de violência sexual” a um serviço de abortamento. Mais: esses hospitais devem prestar “informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”. Devem ainda oferecer “atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”. E por vítima de “violência sexual” a nova lei entende qualquer mulher que declare uma relação sexual “não consentida”, ainda que tenha sido com o próprio marido. Não há sequer obrigação de provar o fato, por exemplo, por meio de um laudo do Instituto Médico Legal, ou de apresentar boletim de ocorrência policial. Basta a declaração da gestante…

Não é preciso dizer que tal lei, assinada com o sangue dos inocentes e indefesos ameaçados no ventre materno, mereceu sadias reações pelo país, inclusive com o pedido de sua revogação por meio do PL 6033/2013 do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que deverá ser apreciado no plenário da Câmara dos Deputados nos próximos dias.

Apoiamos a nobilíssima iniciativa, pois se nem o estuprador merece, no Brasil, a pena de morte, por que as inocentes e indefesas crianças a mereceriam? Apenas para satisfazer um impopular programa vermelho que tenta dominar nosso país? Isso não!

(Com a colaboração de Enrico van Blarcum de G. Misasi, estudante de Direito e membro do Movimento Pró-Vida;)

 

Fonte: zenit.org

pesquisa ct

Há algumas semanas o Blog Vida sem Dúvida publicou um artigo relatando o pioneirismo do Hospital do Vaticano nas pesquisas com células-troncoOntem o excelente Blog Tubo de Ensaio publicou um artigo sobre os resultados surpreendentes destas pesquisas e sua repercussão na comunidade científica, cujas partes principais reproduzimos aqui para nossos leitores, bem como a .

Em resumo, pesquisadores do Hospital Pediátrico Bambino Gesù  estudaram a possibilidade de transplante de células-tronco adultas em crianças com doenças genéticas, tumores no sangue e problemas de imunodeficiência. A notícia é especialmente animadora para os portadores de leucemia, em que é amplamente conhecida a dificuldade de se encontrar doadores compatíveis para um transplante de medula óssea. Os pesquisadores do Bambino Gesù descobriram que é possível manipular e transplantar células-tronco adultas, retiradas dos pais do paciente, mesmo que eles não tenham a compatibilidade genética “clássica” exigida para o transplante de medula. No caso de doenças raras do sangue, a técnica foi experimentada em 23 crianças, com um índice de sucesso de 90%. Os pesquisadores também aplicaram a técnica em mais de 70 crianças com leucemia aguda, com sucesso de 80%. Os resultados foram, primeiro, apresentados em dezembro do ano passado em um congresso nos Estados Unidos, e posteriormente publicados na edição de 28 de maio da revista Blood , da Sociedade Americana de Hematologia.

Pois é, enquanto a Igreja levava (e ainda leva) pedras por se opor à pesquisa com embriões, suas instituições estão trabalhando em alternativas eticamente aceitáveis para evitar a destruição de seres humanos em laboratório. Já falamos aqui da parceria entre o Vaticano e um grande laboratório para promover a pesquisa com células-tronco adultas, e agora surge esse resultado espetacular do Bambino Gesù. E entre os críticos da Igreja podemos colocar a geneticista Mayana Zatz; em 2006, no programa Roda Viva, ela culpou o Vaticano  pela não aprovação, na Itália, de uma lei que permitisse a pesquisa com embriões. E reparem nas alfinetadas que ela dá nessa entrevista de 2010 ao jornal O Globo . Aliás, no melhor estilo “esqueçam o que eu escrevi”, na entrevista ela celebra a pesquisa com células iPS, a mesmíssima pesquisa da qual ela fez pouco em seu blog em 2008  para argumentar que era preciso investir no uso de embriões. E, por fim, na matéria que a Gazeta publicou semana passada, está lá a Mayana dizendo à Agência Estado “Não trabalho com células embrionárias. Já me ofereceram embriões várias vezes, mas no momento não estou fazendo nada com elas”. Isso sem que tenhamos visto um mea culpa ou qualquer coisa do tipo. Claro, muito melhor que ela esteja hoje fazendo pesquisas com células-tronco adultas em vez de usar embriões. Mas fica óbvio que, nessa história toda, é a Igreja que merece reconhecimento pela sua coerência.

Veja o artigo completo no Blog Tubo de Ensaio

laboratório

O “Bambino Gesù” descobre técnica de manipulação que permite o transplante de medula para crianças com leucemia sem necessidade de doador compatível.

A descoberta científica do hospital do Vaticano promete salvar a vida de milhões de crianças no mundo inteiro. A notícia foi divulgada pelo hospital pediátrico da Santa Sé, “Bambino Gesù” (“Menino Jesus”), com sede em Roma. Segundo a direção do hospital, os resultados foram apresentados à revista científica internacional “Blood”, e poderiam ser “um marco na cura de muitas doenças no sangue”.

O hospital anunciou, em uma coletiva de imprensa, que a manipulação decélulas-tronco, em ausência de um doador compatível, permite otransplante de um pai ou mãe ao seu filho. A descoberta é importante para curar crianças com problemas de imunodeficiência, doenças genéticas, leucemia e tumores no sangue.

“Estamos orgulhosos de apresentar este sucesso dos pesquisadores do Hospital ‘Bambino Gesù’, conscientes de que o protocolo dos nossos laboratórios é um marco na terapia de muitas doenças no sangue”, confirmou o professor Bruno Dallapiccola, diretor científico do hospital da Santa Sé.

Para a aplicação no campo da leucemia, a técnica aplicada pela equipe do professor Franco Locatelli, responsável pela Onco-hematologia e Medicina Transfusional do hospital, foi apresentada no último mês de dezembro em New Orleans, durante o congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH).

O transplante de células-tronco adultas é uma cura que salva a vida de milhões de crianças que sofrem tumores do sangue, bem como de crianças que nascem sem as adequadas defesas do sistema imunológico. Por muitos anos, o único doador que se podia ter era um irmão ou irmã do paciente. O problema é que dois irmãos são idênticos somente em 25% dos casos.

Diante da impossibilidade de ter doadores na família, existem bancos de dados internacionais com 20 milhões de doadores voluntários de medula óssea. Mesmo assim os bancos de sangue para estes casos dão disponibilidade de apenas 600 mil unidades no mundo.

O problema se agrava quando 30 ou 40% dos pacientes não encontram um doador compatível, além do mais, considerando o tempo de seleção de um doador e a conclusão de todos os exames para identificar outro doador fora da família.

A técnica do hospital da Santa Sé foi aplicada em 23 pequenos pacientes. Os resultados, segundo afirmou a instituição, demonstram que a probabilidade de cura definitiva para estas crianças doentes é de 90%, ou seja, igual à técnica que emprega a medula de um irmão do paciente completamente compatível geneticamente.

A descoberta da manipulação das células-tronco é uma esperança para milhões de crianças que podem ser salvas com um transplante de medula. É possível salvar crianças na Ásia, África ou América do Sul, que não têm “representantes” nos registros de doadores de medula óssea e que, por meio desta técnica, poderão finalmente ter acesso a um transplante de maneira rápida e “virtualmente aplicável a todos os casos”.

Neste vídeo, Prof Felipe de Aquino explica porque a Igreja concorda com a doação voluntária de órgãos e transplantes. Assista!

http://youtu.be/wZOp0bPXOTg