No universo musical existem vários grupos que escapam ao rótulo de “artistas cristãos”, muito embora possuam repertório com letras que chegam a envergonhar outros que se dizem inseridos em tal rótulo.
Dessa lista a que menos convence é a Black Sabbath, mesmo com algumas letras “cristãs”. Na verdade, o balanço final dessa banda não é positivo levando em conta toda a sua discografia. A mantive por fidelidade ao post original replicado aqui.

1. U2

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Pode não ser novidade para muita gente, mas não deixa de ser um fato que a banda de sucesso mundial carrega várias de suas músicas com uma temática Bíblica e de fé cristã. Abaixo alguns exemplos clássicos:

“40” do álbum War possui letras tiradas diretamente do Salmo 40:

“Esperei pacientemente no Senhor/ Ele inclinou-Se e ouviu meu choro/ Ele me levantou do poço/ E me tirou do barro lamacento.”
(I waited patiently on the Lord / He inclined and heard my cry / He lifted me up out of the pits / And out of the miry clay.)

 

“I Still Haven’t Found What I’m Looking For” é uma música cristã bem direta:
“Eu acredito que quando o Reino chegar / Todas as cores irão sangrar em uma só / Mas sim, ainda estou correndo / Você quebrou as amarras / Você afrouxou as correntes / Você carregou a cruz / Da minha vergonha / Você sabe que eu acreditei nisso / Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando.”
(I believe when the Kingdom comes / Then all the colors will bleed into one / But yes, I’m still running / You broke the bonds / You loosened the chains / You carried the cross / Of my shame / You know I believed it / But I still haven’t found what I’m looking for.)

 

A maioria das músicas em Pop são sobre uma crise de fé, e “Wake Up, Dead Man” se refere diretamente a Jesus Cristo:“Jesus / Eu estou esperando aqui, chefe / Eu sei que você está cuidando de nós / Mas talvez suas mãos estejam ocupadas / Seu pai, Ele fez o mundo em sete / Ele está no comando do paraíso / Você pode falar em meu nome? / Acorde, acorde homem morto.”
(Jesus / I’m waiting here, boss / I know you’re looking out for us / But maybe your hands aren’t free / Your father, He made the world in seven / He’s in charge of heaven / Will you put a word in for me? / Wake up, wake up dead man.)

 

2. Mumford & Sons

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Marcus Mumford, líder da banda, é filho de um casal de líderes na Vineyard Church, Inglaterra, e ele é um membro desta igreja até hoje. Algumas de suas músicas refletem sua espiritualidade; Mumford disse ao The Guardian que suas músicas são “deliberadamente algo espiritual, mas deliberadamente não-religiosas”.

“Sigh No More”
“Sirva a Deus, ame-me e conserte / Isto não é o fim / Vivi sem feridas, somos amigos / E me desculpe / Me desculpe.”
(Serve God, love me and mend / This is not the end / Lived unbruised, we are friends / And I’m sorry / I’m sorry.)

 

“Below My Feet”
“E eu estava parado mas sob seu feitiço / Quando Jesus me disse que tudo estava bem / Então tudo deve estar bem.”
(And I was still but I was under your spell / When I was told by Jesus all was well / So all must be well.)

 

“Whispers in the Dark”
“Sussurros no escuro / Roube um beijo e você partirá seu coração / Recolha suas roupas e curve seus dedões / Aprenda sua lição, me guie até em casa / Poupe meus pecados para a arca / Eu fui devagar demais para partir / Sou um cafajeste mas não uma fraude / Eu me propus a servir ao Senhor.”
(Whispers in the dark / Steal a kiss and you’ll break your heart / Pick up your clothes and curl your toes / Learn your lesson, lead me home / Spare my sins for the ark / I was too slow to depart / I’m a cad but I’m not a fraud / I’d set out to serve the Lord.)

 

3. Belle & Sebastian

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Stuart Murdoch, principal compositor da Belle & Sebastian, tem sido bastante aberto acerca de sua fé e envolvimento nas atividades da sua paróquia local na Escócia, e tem colocado temas Bíblicos em várias das canções da banda. Apesar disso, seus fãs tendem a ser bem secular e eles raramente são citados como uma banda cristã. Mas aqui vão alguns versos da Belle & Sebastian que são notoriamente religiosos:

“If You Find Yourself Caught In Love”
“Se você se achar apaixonado / Você deve fazer uma oração para o homem acima / Se você não der ouvido as vozes então meu amigo / Você rapidamente ficará sem opções / Que pena será / Você fala de liberdade, não vê / A única liberdade que você realmente conhecerá / Está escrita em livros de há muito tempo / Abra mão de sua vontade para aquEle que te ama / As coisas irão mudar, eu não digo que do dia para a noite / Mas algo tem que ceder.
(If you find yourself caught in love / You should say a prayer to the man above / If you don’t listen to the voices then my friend / You’ll soon run out of choices / What a pity it would be / You talk of freedom, don’t you see / The only freedom that you’ll ever really know / Is written in books from long ago / Give up your will to Him that loves you / Things will change, I’m not saying overnight / But something has to give.)

 

“The Ghost of Rockschool”
“Eu vi Deus no sol / Eu vi Deus nas ruas / Deus antes da cama e a promessa de sono / Deus nos meus sonhos / E a carona grátis da graça / Eu vi Deus brilhando / Através do reflexo dela.”
(I’ve seen God in the sun / I’ve seen God in the street / God before bed and the promise of sleep / God in my dreams / And the free ride of grace / I’ve seen God shining / Out from her reflection.)

 

“The State I Am In”
“Eu me entreguei ao pecado / Eu me entreguei a Providence / E eu estive lá e de volta outra vez / O estado em que estou / Oh meu amor, você dignar-se-ia a me ajudar / Eu sou estúpido e cego / O Desespero é trabalho do diabo, é a insensatez da mente vazia de um garoto.”
(I gave myself to sin / I gave myself to Providence / And I’ve been there and back again / The state that I am in / Oh love of mine, would you condescend to help me / I am stupid and blind / Desperation is the Devil’s work, it is the folly of a boy’s empty mind.)

 

4. The Avett Brothers

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The Avett Brothers surgiu como uma banda cult no cenário indie-folk mundial. Foram aceitos como uma banda basicamente secular, apesar de várias de suas letras serem bem claras acerca de sua fé cristã.

 

“Me and God”
“Agora eu não duvido que o Bom Livro é verdade / O que é certo para mim pode não ser certo para você / Ficarei do lado da igreja no domingo / Todas as pessoas sofrendo com o medo em seus olhos / E eu agradeço ao Senhor pela terra / Assim como Paulo eu agradeço a Ele por minhas mãos / E eu não sei se minha alma está salva / As vezes eu palavrões enquanto oro / Meu Deus e eu não precisamos de um intermediário.”
(Now I don’t doubt that The Good Book is true / What’s right for me may not be right for you / To church on Sunday I’ll stand beside / All the hurtin’ people with the fear in their eyes / And I thank the Lord for the country land / Just like Paul I thank him for my hands / And I don’t know if my soul is safe / Sometimes I use curse words when I pray / My God and I don’t need a middle man.)

 

“Through My Prayers”
“No fundo de minha mente onde eu não me importo em ir / A dor de uma lição está me fazendo saber / Se você tem amor no coração deixe ele aparecer enquanto você pode / Sim, agora eu entendo / Mas agora minha única chance / De falar com você é através de minhas orações / Eu só queria dizer a você que eu me importo.”
(Down in my mind where I don’t care to go / The pain of a lesson is letting me know / If you have love in your heart let it show while you can / Yes, now I understand / But now my only chance / To talk to you is through my prayers / I only wanted to tell you I care.)

 

5. Black Sabbath

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Sim, isso mesmo. As frequentes acusações de satanismo em face do grupo encabeçado por Ozzy Osbourne formam uma tremenda ironia, já que muitas de suas canções possuem letras com conteúdo cristão e falam em temer (evitar) o diabo e a ira de Deus. São temas considerados tabus até mesmo para os púlpitos da igrejas, mas que o Black Sabbath traz de uma forma bastante direta e crua. Pode não ser uma verdade que muitos considerem agradável de ouvir mas, ainda assim, uma verdade na perspectiva cristã.

 

“Black Sabbath”
“Grande forma negra com olhos de fogo / Dizendo as pessoas seus desejos / Satanás está sentado lá, rindo / Observando as chamas subindo e subindo / Oh não, não, Deus me ajude!”
(Big black shape with eyes of fire / Telling people their desire / Satan’s sitting there, he’s smiling / Watches those flames get higher and higher / Oh no, no, please God help me!)

 

“War Pigs”
“Agora na escuridão o mundo para de girar / Cinzas onde os corpos queimam / Nenhum porco político tem mais o poder / A Mão de Deus chega em hora / Dia do julgamento, Deus está chamando / De joelhos os porcos da guerra se arrastam / Implorando piedade por seus pecados / Satanás rindo abre suas asas / Oh Senhor, sim!”
(Now in darkness world stops turning / Ashes where the bodies burning / No more war pigs have the power / Hand of God has struck the hour / Day of judgment, God is calling / On their knees the war pig’s crawling / Begging mercy for their sins /
Satan laughing spreads his wings / Oh Lord, yeah!
)

 

“After Forever”
“Você já pensou sobre sua alma – ela pode ser salva? / Ou talvez você pense que quando você morrer apenas ficará em seu túmulo / Deus é apenas um pensamento em sua mente ou Ele é parte de você? / Jesus é apenas um nome que você leu em um livro quando estava na escola? / Quando você pensa na morte você perde o fôlego ou mantém a calma? / Você gostaria de ver o Papa pendurado em uma corda – você acha ele um tolo? / Bem, eu vi a verdade / Sim, eu vi a luz e eu mudei meus caminhos / E eu estarei preparado quando você estiver sozinho e assustado no fim de seus dias / Será que você está com medo do que seus amigos irão dizer? / Caso eles soubessem que você acredita no Deus acima / Eles deveriam perceber antes de criticar / que Deus é a única forma de amar.”
(Have you ever thought about your soul – can it be saved? / Or perhaps you think that when you’re dead you just stay in your grave / Is God just a thought within your head or is He a part of you? / Is Christ just a name that you read in a book when you were at school? / When you think about death do you lose your breath or do you keep your cool? / Would you like to see the Pope on the end of a rope – do you think he’s a fool? / Well, I have seen the truth / Yes, I have seen the light and I’ve changed my ways / And I’ll be prepared when you’re lonely and scared at the end of your days / Could it be you’re afraid of what your friends might say / If they knew you believe in God above / They should realize before they criticize / That God is the only way to love.)

6. Lenny Kravitz

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Lenny Kravitz é um cristão devoto e tem escrito sobre temas espirituais durante toda sua carreira. E não é apenas suas letras – ele passou por anos de celibato como parte de sua fé.

 

“Are You Gonna Go My Way?” é cantado na perspectiva de Jesus:
“Eu nasci há muito tempo / Eu sou o escolhi, Eu sou o único / Eu vim para salvar o dia / E não vou sair enquanto não terminar / Então é por isso que você tem que tentar / Você tem que respirar e se divertir / Mesmo não sendo pago Eu jogo este jogo / E eu não vou parar enquanto eu não terminar / Mas o que eu quero realmente saber é / Você vai seguir meu caminho?”
(I was born long ago / I am the chosen, I’m the one / I have come to save the day / And I won’t leave until I’m done / So that’s why you’ve got to try / You got to breathe and have some fun / Though I’m not paid I play this game / And I won’t stop until I’m done / But what I really want to know is / Are you gonna go my way?)

 

“Believe”
“O Filho de Deus está na sua cara / Oferecendo graça eterna / Se você quiser você tem que acreditar / Por que ser livre é apenas um estado de consciência / Um dia nós iremos deixar isso tudo para trás / Apenas coloque sua fé em Deus / E um dia você verá / Se você quiser isso então você terá.”
(The Son of God is in your face / Offering us eternal grace / If you want it you’ve got to believe / ‘Cause being free is just a state of mind / We’ll one day leave this all behind / Just put your faith in God / And one day you’ll see it / If you want it you got it.)

 

“Beyond the 7th Sky”
“Eu tô falando sobre a lua, estrelas e o céu / Eu tô falando sobre você, Deus e eu / Vamos levar isso para onde a vida foi formada / E para o lugar onde Jesus Cristo nasceu.”
(I’m talkin’ ‘bout the moon and stars and sky / I’m talkin’ ‘bout you and God and I / Let’s take it to the place where life was formed / And to the place where Jesus Christ was born.)

 

7. Kings of Leon

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Os três irmãos que integram a banda são filhos de um pastor de uma United Pentecostal Church (Igreja Pentecostal Unida) e apesar de sua música ser geralmente secular, a formação cristã deles influencia várias de suas letras, com temas sobre redenção ou fogo e enxofre.

 

“Lucifer”
“Eu fui e vendi minha alma a Jesus / E ninguém sabe o que ele significa para nós / Eu fui e consegui pra mim um pouco daquele fogo do espírito / Não há nada neste mundo que possa me levar mais alto.”
(I went and I sold my soul to Jesus / And nobody knows just what he means to us / I went and I got me some of that holy ghost fire / Ain’t nothing in this world that can take me higher.)

 

“Crawl”
“Os vermelhos e os brancos e abusados / Os E.U.A crucificado / À medida que sua hipocrisia surge / Oh o inferno está mesmo chegando / O rato e a mosca / Eles estão buscando por um álibi / Enquanto nós aguardamos a ira / Eles nunca foram à missa de domingo.”
(The reds and the whites and abused / The crucified U.S.A. / As their hypocrisy unfolds / Oh Hell is truly on its way / As the rat, and the fly / They’re searching for an alibi / As we await the wrath / They never went to Sunday Mass.)

 

8. Evanescence

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O co-fundador do Evanescence, Ben Moody, veio da esfera do rock cristão, então não deveria ser nenhuma surpresa que muitas das músicas da banda são diretamente religiosas ou reverberem temas cristãos. Os discos da banda eram na maioria das vezes encontrados em lojas cristãs antes de se tornarem um sucesso.

 

“Tourniquet”
“Estou morrendo / Orando / Sangrando / Gritando / Estou tão perdido para ser salvo? / Estou tão perdido? / Meu Deus! / Meu torniquete / Retorne para minha salvação.”
(I’m dying / Praying / Bleeding / Screaming / Am I too lost to be saved? / Am I too lost? / My God! / My tourniquet / Return to me salvation.”)

 

“Bring Me To Life”
“Como você consegue ver dentro dos meus olhos, como portas abertas / Levando você a meu centro / Onde eu fiquei tão dormente / Sem uma alma / Meu espírito dormindo em algum lugar frio / Até você achá-lo lá e o trazer de volta ao lar / Me acorde, me acorde por dentro / Me salve.”
(How can you see into my eyes, like open doors / Leading you down into my core / Where I’ve become so numb / Without a soul / My spirit’s sleeping somewhere cold / Until you find it there and lead it back home / Wake me up, wake me up inside / Save me.)

 

9. Black Rebel Motorcycle Club

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Black Rebel Motorcycle Club (Clube Motociclista dos Rebeldes Negros) tem um nome badass que é devido à contracultura dos anos 60 e sua música é fortemente influenciada por bandas como The Velvet Underground e The Jesus and Mary Chain>. Assim é fácil não perceber que quase todas as suas letras são, de algum modo, sobre Jesus e Deus. Baixista e vocalista Robert Levon Been cresceu no rock cristão, já que seu pai era o frontman da banda cristã The Call.

“White Palms”
“Jesus parece roubar minha alma / Ele nunca vai me deixar ir / Jesus me fará pagar / Nunca devia ter ido embora / Eu quero ir pra casa.”
(Jesus seems to steal my soul / He’ll never let me go / Jesus gonna make me pay / Never should’ve run away / I wanna go home.)

 

“Salvation”
“Então Jesus deixou você sozinho / Parece que nada é realmente sagrado / Ninguém, ninguém ouve o seu chamado / Caindo, tudo está caindo.”
(So Jesus left you lonely / Feel’s like nothin’s really holy / No one, no one hears your calling / Falling, everything is falling.)

 

“Grind My Bones”
“Jesus, deixe eu lhe falar / Estou correndo para seu paraíso / Você consegue me ouvir chegar? / E a luz brilhante está se apagando / O pregador me diz, ‘Filho, eu tenho que pagar pra falar’ / Meu Senhor, venha me carregar / Eles falham em impressionar / E eu não consigo acreditar / E eu não vi outro Senhor / Ele mói meus ossos para salvar minha alma / Não, eu não vi outro Senhor.”
(Jesus, let me tell you son / I’m running to your heaven / Can’t you hear me coming? / And the bright light’s been fading off / The preacher tell me, “Son, I got to pay to talk” / Sweet Lord, come carry me / They fail to impress / And I can’t believe /
And I ain’t never seen no other Lord / He grind my bones to save my soul / No, I ain’t never seen no other Lord.
)

 

10. Sufjan Stevens

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Ele é conhecido por fazer música indie, mas sempre foi aberto acerca de seu cristianismo e é um frequentador regular no Brooklyn. Mesmo quando está fazendo álbuns conceituais elaborados sobre a mitologia cultural de estados como Illinois e Michigan, suas letras são bastante influenciadas por sua fé.

“Seven Swans”
“Eu vi um sinal no céu / Sete trombetas, sete trombetas, sete trombetas / Eu ouvi a voz na minha mente: / Eu sou o Senhor, Eu sou o Senhor, Eu sou o Senhor / Ele vai tomar conta de você / Se você correr, Ele vai te perseguir / Por que ele é o Senhor.”
(I saw a sign in the sky / Seven horns, seven horns, seven horns / I heard a voice in my mind: / I am Lord, I am Lord, I am Lord / He will take you / If you run, He will chase you / ‘Cause he is the Lord.)

 

“Ah Holy Jesus”
“Por mim, bondoso Jesus, foi tua encarnação / Tua tristeza mortal e oferta de vida / Tua morte de angústia e tua amarga paixão / Para minha salvação.”
(For me, kind Jesus, was thy incarnation / Thine mortal sorrow and thy life’s oblation / Thy death of anguish and thy bitter passion /
For my salvation.
)

 

“The Transfiguration”
“O que ele disse a eles / A voz de Deus: o mais amado filho / Considerem o que ele diz à vocês, considerem o que está por vir / A profecia foi posta à morte / Foi posta à morte, e assim será o Filho / E mantenham suas palavras, disfarcem a visão até que a hora tenha chegado.”
(What he said to them / The voice of God: the most beloved son / Consider what he says to you, consider what’s to come / The prophecy was put to death / Was put to death, and so will the Son / And keep your word, disguise the vision till the time has come.)

 

11. The Civil Wars

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Joy Williams inciou como uma cantora pop cristã, mas tem se distanciado da música notoriamente religiosa como parte do dueto country-folk: The Civil Wars. Mas ainda enquanto canta músicas essencialmente seculares sobre amor e romances, ela apimenta suas letras com referências à fé e ícones do cristianismo.

 

“20 Years”
“Se significa que vou esperar vinte anos / E mais vinte / Estarei rezando por redenção / E seu bilhete sob minha porta.”
(If it means I’ll be waiting twenty years / And twenty more / I’ll be praying for redemption / And your note underneath my door.)

 

“C’est la Mort”
“Vamos andar na estrada sem fim / Esgueirar onde apenas os anjos pisam / Paraíso ou inferno ou algum lugar no meio / Faça uma promessa e me leve com você.”
(Let’s walk on the road that has no end / Steal away where only angels tread / Heaven or hell or somewhere in between / Cross your heart and take me with you.)

 

“Kingdom Come”
“Corra, corra, corra e se esconda / Em algum lugar que ninguém mais pode encontrar / Árvores altas curvando seus galhos apontando para onde ir / Onde você ainda estará sozinho”.
(“Run, run, run and hide / Somewhere no one else can find / Tall trees bend their limb pointing where to go / Where you will still be all alone”.)

Crédito das imagens: divulgação.

(via Catavento)

BRO

A execução no mês passado de dois missionários chineses por militantes do Estado Islâmico – EI, no Paquistão, (imagem acima) deixa óbvio os perigos desta atividade na região, porém dois jovens cristãos chineses que viveram próximo a um reduto controlado pelo grupo terrorista, no norte do Iraque por mais de um ano, disseram que a vida pode ser mais pacífica aí do que em sua terra natal. O South China Morning Post entrevistou, com exclusividade, o casal, morador de um condomínio fechado que serve de refúgio para mulheres e crianças que fogem do EI.

Michael, de 25 anos, e Christy, 23, deixaram a China há pouco mais de um ano, logo após se casarem para ir morar numa das regiões mais atormentadas pela guerra no mundo. As preocupações com a segurança, no Iraque e na China, significam que detalhes de suas identidades não podem ser revelados.

“Aqui não é tão preocupante como muitas das pessoas imaginam quando leem os jornais. Na verdade, eu me sinto mais seguro neste local”, diz Michael, ao comparar sua experiência no Iraque com a vida na China. “A vida aqui pode ser descrita como normal”.

Não há estatísticas oficiais sobre o número de missionários chineses trabalhando no exterior, e frequentemente eles se passam por empresários ou professores diante das autoridades alfandegárias. Estimativas feitas por pesquisadores e igrejas locais dizem que pode haver centenas de missionários no exterior, ou mesmo alguns milhares.

Pastores que trabalham em suas igrejas na China dizem que o país tem o maior número de cristãos convertidos no mundo, e isso apesar de contar com um governo comunista oficialmente ateu. A China está a caminho de se tornar o maior “exportador da fé cristã”.

Espelhando-se em missionários ocidentais na China séculos atrás, a maior parte dos missionários chineses servem em países em desenvolvimento, especialmente nações muçulmanas, onde atividades desse tipo são perigosas.
A lua de mel preferida dos casais chineses seria algo como as Maldivas, porém Michael e Christy passaram a sua lua de mel e o primeiro aniversário de casamento em um vilarejo iraquiano, dizendo que simplesmente se viram chamados pela fé.

“Uns podem achar que isso é extraordinário, mas não é grande cosa”, explicou Michael. “É apenas a coisa certa a fazer”.

O casal trabalha como voluntário em um projeto a somente 60 quilômetros daquele que era, até recentemente, um território controlado pelo EI. Os militantes usaram civis como escudos humanos e realizaram execuções em massa dos que tentavam fugir.
Prometendo dedicar suas vidas à obra missionária, Michael e Christy dizem que estão preparados para permanecer no Iraque por tempo indeterminado.

“O que fazemos não é raro entre os cristãos chineses”, informou Chisty. “Há tantos outros por aí que amam a Cristo e que dedicam suas vidas ao Reino de Deus”.

Armados com a fé, o idioma inglês e o árabe, que aprenderam por conta própria, Michael e Christy trabalham com refugiados yazidis, membros de uma minoria religiosa perseguida pelo EI como adoradores do demônio. Um estudo divulgado em maio afirma que, pelo menos, 9.900 yazidis iraquianos morreram ou foram sequestrados em um ataque em 2014 perpetrado pelo Estado Islâmico. Cerca de 3.100 foram mortos – a maior parte dos quais assassinados com tiro, degolados ou queimados vivos – e aproximadamente 6.800 foram sequestrados para se tornarem escravas sexuais ou combatentes.

Christy costura roupas com viúvas yazidis para ajudá-las a ter renda, e ela e Michael também ministram aulas de inglês a crianças locais, muitas sendo órfãs ou filhas de famílias monoparentais.

“Estamos felizes por passar o tempo com estas pessoas”, diz Christy. “Cada uma delas tem a sua própria história e tudo o que precisam é de amor. Então, estamos aqui para levar o amor de Cristo a elas”.

Michael disse que não falam explicitamente sobre religião, porque acham que compartilhar o amor através de suas vidas é mais importante do que com palavras, e que querem respeitar a cultural local. O casal está também tentando aprender o dialeto curdo, falado pelos yazidis.

Segundo ele, coisas pequenas como ensinar o vocabulário básico de inglês, fazer desenhos juntos das crianças ou brincar com elas podem fazer uma enorme diferença em infundir valores positivos.

“Muito embora não preguemos o Evangelho, pelos menos plantamos uma semente em seus corações”, disse Michael.
Porém o casal também enfrenta outros perigos, além do extremismo islâmico. Recentemente Christy sobreviveu a um problema sério de saúde, tendo passado dois meses em recuperação após uma infecção, resultado de médicos iraquianos que a operaram com instrumentos sem esterilização em um teatro que se assemelhava a uma garagem mal-cuidada.

Michael e Christy estão longe das imagens estereotipadas dos chineses que vão ao exterior como turistas culturalmente insensíveis. Os dois fazem parte de uma tendência crescente de chineses ao redor do mundo que se põem em viagem por outros motivos que não os negócios, exemplo disso sendo as mortes dos dois missionários chineses, identificados pelas autoridades paquistanesas como Lee Zing Yang, de 24 anos, e Meng Li Si, de 26, mortos por atiradores do EI após sequestro na cidade de Quetta, no final de maio. (foto no topo)
Em resposta ao incidente, o Paquistão encrudesceu a liberação de novos vistos e mandou de volta para a China onze missionários que faziam parte do mesmo grupo de Lee e Meng.

“Estamos bastante tristes com o que ouvimos dos missionários no Paquistão”, disse Michael. “Eram bem jovens, tínhamos praticamente a mesma idade”.

Ele disse que o incidente servia como uma lembrança aos missionários de seu país de que, em primeiro lugar, é preciso respeitar a cultura local e evitar ser visto como se estivesse impondo a própria religião aos outros.

“Pregar o Evangelho em um país muçulmanos é ilegal”, disse Michael. “Se convertemos um filho, estamos literalmente pedindo que o seu pai o mate”.

Michael disse também que ter sido criado num lar cristão na China, onde igrejas independentes foram suprimidas, o ajudou a se adaptar ao trabalho missionário num ambiente difícil.

“Na China, a nossa religião foi severamente suprimida”, falou. “Quando a fé é resultado de um grande esforço, ela é mais genuína e sincera”.

“Só desejamos difundir valores positivos. Mesmo se viermos a construir uma igreja algum dia, ela seria tão sutil quanto aquela que temos na China. Não haveria estruturas extravagantes, o foco estaria na conexão interior com Deus e na qualidade do companheirismo”.

Missionários protestantes e católicos criaram muitas organizações de caridade, escolas e igrejas na China durante o século XIX, com James Hudson Taylor, quem visitou o país onze vezes a partir de 1854, dizendo: “Se eu tivesse mil vidas, a China deveria as ter”.
No entanto, todos os missionários estrangeiros foram expulsos da China quando os comunistas subiram ao poder em 1949.

Embora o número de missionários chineses que trabalham no exterior permanece pequeno comparado ao de missionários americanos ou sul-coreanos, muitos preveem que a China venha a se tornar o principal país de origem de tais pessoas no futuro.

O Centro de Estudos sobre o Cristianismo Global, do Seminário Teológico Gordon-Conwell, dos EUA, disse que, em 2010, o número de missionários internacionais era de 400 mil. Informou que os EUA, o Brasil, a Coreia do Sul e a Índia estavam entre os principais países de origem. Segundo a Associação Coreana de Missão Mundial, no ano passado havia mais de 27 mil missionários sul-coreanos atuando no exterior, com a maior parte atuando nos países do norte e do sul asiáticos.

Estatísticas oficiais chinesas põem o número de cristãos no país na casa dos 28 milhões, em 2014, com 23 milhões sendo protestantes espalhados por 56.000 igrejas com 48 mil pastores e pregadores. No entanto, estudiosos e analistas estrangeiros estimam, por baixo, que o número de protestantes evangélicos chineses está entre os 70 e 100 milhões.

Um pastor taiwanês que recentemente participou de um congresso cristão em Hong Kong falou que a China se impôs como um país exportador de capital ao se transformar numa fonte de investimento estrangeiro a países da Rota da Seda, mas que está pronto para se tornar o maior exportador da fé cristã agora.

“O reavivamento por vir na China é grande demais para ignorar”, disse o pastor, que tem trabalhado na formação lideranças cristãs há quase duas décadas e que não quis se identificar.

As igrejas locais protestantes da China trabalham de forma independente das organizações religiosas sancionadas pelo Estado, com membros de suas congregações sofrendo perseguições e com as autoridades tendo aumentado a pressão contra elas nos últimos anos.

Michael e Christy são cristãos de terceira geração, nascidos em áreas rurais, mas que cresceram em ambientes urbanos. Eles e seus pais testemunharam o crescimento resiliente de igrejas protestantes, apesar de décadas de supressão intensa. Provavelmente os sus avós se converteram ao cristianismo quando o número de cristãos rurais aumentou drasticamente durante e após a Revolução Cultural, quando os fiéis passaram a ser ilegais no país, sendo submetidos a uma severa perseguição.

Michael disse que seus pais compreenderam a escolha feita por ele e que, às vezes, sente saudades de casa.

As investigações em torno das mortes de Lee e Meng no Paquistão continuam, porém as autoridades chinesas e a imprensa os consideram pregadores ilegais que acabaram sendo coagidos por uma igreja sul-coreana.

Estas mortes vêm sendo lembradas de forma anônima em postagens nas mídias sociais por comunidades cristãs locais, que continuam dispostas a mandar missionários ao exterior, apesar de uma repressão acirrada nas fronteiras, informou o Dr. Brent

Fulton, analista americano para assuntos asiáticos e autor de “China’s Urban Christians: A Light that Cannot be Hidden”.
Segundo Fulton, em grande parte o esforço foi local, com apenas algumas igrejas cooperando com os organismos internacionais ou chineses no exterior.

“Sugerir que este casal em particular foi, de alguma forma, coagido a ir para o Paquistão por missionários coreanos me parece errado”, falou.

Um missionário americano que tem documentado as lutas das igrejas chinesas no país há mais de uma década diz que os missionários chineses alimentam-se da paixão, mas que não têm nenhuma agenda por trás.

“Eles não estão tentando estabelecer bairros chineses em Bagdá”, disse, concordando com a afirmação de que as igrejas locais na China são as principais promotoras do movimento missionário.

Uma cristã de Wenzhou, na China, em treinamento ser missionária, falou que os missionários chineses passam por uma formação, dada por igrejas ou seminários não reconhecidos pelo Estado, antes de ir ao exterior. Uma formação básica inclui estudos bíblicos e saber como viver em um ambiente transcultural; alguns dos formandos recebem aconselhamentos ou formação de missionários estrangeiros na China.

“Para que alguém se qualifique para trabalhar como missionário de longo prazo, levam-se anos”, disse ela. “Centenas iniciam um programa de treinamento que pode durar até três anos, mas pode acontecer que só dois se qualificam para ir ao exterior”.

“O movimento de enviar missionários da China ao exterior está só começando. Muitas das missões existentes são de curto prazo”.

É compreensível que algumas turmas foram canceladas após os assassinatos no Paquistão, em decorrência do medo de haver uma repressão por parte do governo chinês.

Mas em lugar de se deixar dissuadir, os cristãos aqui têm circulado mensagens nas redes sociais dizendo que a tragédia somente irá encorajá-los ainda mais a viver a fé.

Acostumado a trabalhar no limiar de uma zona de guerra, Michael não se vê como um mártir potencial.

“A situação aqui não é tão ruim”, diz. “O sacrifício não deve ser um objetivo. É um dom de Deus, portanto se ele está nos dando este dom, também nos dará a força para seguir em frente”.

Por The South China Morning Post

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O Pe. Julián Carrón, presidente do movimento Comunhão e Libertação, é a favor da diminuição da ênfase sobre as guerras culturais, não porque as posturas tradicionais da Igreja estão erradas, mas porque começar com a ética sempre foi o modo errôneo de apresentar o cristianismo ao mundo.

Uma das questões mais difíceis que os cristãos ocidentais enfrentam neste começo de século XXI é sobre se – e como – a Igreja deveria continuar combatendo nas guerras culturais.

Existe uma corrente de pensamento segundo a qual a Igreja deveria se retirar do campo de batalha porque, em muitos temas, como a contracepção e as mulheres, “ela esteve do lado errado”. Para alguns, como Rod Dreher e sua defesa de uma “opção Bento”, dizem que a Igreja deveria se retirar, pois já perdeu a batalha, e que tudo o que pode esperar, dentro desta cultura, é manter vivas as “pequenas ilhas da fé”.

Com efeito, o Pe. Julián Carrón, presidente do influente movimento católico Comunhão e Libertação, representa uma postura neste debate: tirar a ênfase sobre as guerras culturais. Na entrevista a seguir, Carrón sustenta que não é que as posturas tradicionais da Igreja estejam equivocadas, ou que a batalha já acabou.

Diferentemente, é porque começar com a ética sempre foi o modo equivocado de apresentar o cristianismo ao mundo, que, em seu cerne, é um “evento” – palavra que pode parecer banal, mas que no vocabulário do movimento que deriva de seu fundador, o padre italiano Luigi Giussani, é rica de significado.

A fé como um evento significa que a vida de uma pessoa se transforma quando ela encontra um fato, como o que aconteceu a João e André, quando encontraram Jesus”, contou ele ao Crux no domingo. “Não se pode negar a realidade do que aconteceu, não se pode desfazê-la. É como São Paulo, que ao perseguir os cristãos, tentando destruí-los, encontrou o Cristo vivo e isso revolucionou o seu pensar”.

“A escolha não pode se resumir às guerras culturais ou a um cristianismo esvaziado de conteúdo, porque nenhuma destas opções tem a ver com Abraão e com a história de salvação”, disse Carrón. “Abraão foi escolhido por Deus para começar a introduzir, na história, uma nova maneira de viver a vida, que poderia lentamente começar a gerar uma realidade externa com a capacidade de dignificar a vida, de torná-la plena”.

Carrón foi entrevistado em sua residência em Milão. Entre outras coisas, falou sobre o lançamento recente de seu livro em inglês intitulado “Disarming Beauty”, sobre como apresentar o “evento” cristão na cultura pós-moderna e secular do Ocidente.

***

Recentemente Rod Dreher defendeu a ideia de que os cristãos deveriam se retirar das guerras culturais nos países ocidentais porque nós já as perdemos, e tudo o que podemos esperar é a “opção Bento”, ou seja, preservar criativamente pequenas “ilhas da fé” em meio a uma cultura decadente e hostil. O senhor também parece estar dizendo que devemos superar as guerras culturais, mas por um motivo diferente.

Com certeza [devemos superar as guerras culturais]. Sempre me surpreende a contraposição entre tentar tornar o cristianismo uma religião civil, de um lado, e, de outro, tentar torná-lo uma religião inteiramente privada. Para mim, isso é como tentar alterar o projeto de Deus. Eu me pergunto: Quem teria apostado que Deus começaria a estender sua mão ao mundo chamando a Abraão? Foi o modo mais improvável, mais confuso de fazê-lo que alguém poderia imaginar.

A escolha não pode se resumir às guerras culturais ou a um cristianismo esvaziado de conteúdo, porque nenhuma destas opções tem a ver com Abraão e com a história de salvação. Abraão foi escolhido por Deus para começar a introduzir, na história, uma nova maneira de viver a vida, que poderia lentamente começar a gerar uma realidade externa com a capacidade de dignificar a vida, de torná-la plena.

Imagino que se Abraão estivesse aqui hoje, em nossa situação minoritária, e se dirigisse a Deus para dizer que “ninguém está prestando atenção em mim”, o que Deus teria dito? Sabemos muito bem o que ele diria: “É por isso que o escolhi, para começar a trazer à realidade um comportamento significativo, mesmo se ninguém acreditar nele; (…) farei de vocês um povo tão numeroso que seus descendentes serão como estrelas no céu”.

Quando enviou o seu filho ao mundo, despojado de seu poder divino para se tornar homem, Deus fez a mesma coisa. É como disse São Paulo: ele veio para nos dar a capacidade de viver a vida de um jeito novo. É isso o que gera uma cultura. A questão é se a situação em que estamos hoje nos dá a oportunidade de recuperar as origens do projeto de Deus.

O senhor parece bastante otimista de que algo assim ainda é possível.

Sim, absolutamente. Sou completamente otimista, por causa da natureza da fé em si. Sou otimista com base na natureza da experiência cristã. Isso não depende da minha leitura das coisas, do diagnóstico que faço da situação sociológica. O problema é que, para sermos capazes de começar de novo a partir deste ponto de partida absolutamente original, temos de voltar às raízes da própria fé, naquilo que Jesus dizia e fazia.

Se há um motivo para o pessimismo, ele é o de que, muitas vezes, nós reduzimos o cristianismo ou a uma série de valores, uma ética, ou simplesmente a um discurso filosófico. Isso não atrai, não tem o poder de seduzir. As pessoas não sentem a força de atração do cristianismo. Mas exatamente porque a situação que vivemos hoje é tão dramática, de todos os pontos de vista, torna-se paradoxalmente mais fácil difundir a novidade do cristianismo.

Se olharmos a Europa, hoje, há uma nova geração a amadurecer que, realmente, não investe nas velhas batalhas da religião x secularidade, porque foram criados numa cultura amplamente pós-religiosa e, portanto, muitas vezes olham para elas não com animosidade, mas com curiosidade. Isto cria um momento novo para a evangelização?

Sim, existe um momento novo. A questão é se os cristãos podem tirar proveito desta oportunidade para compreender, nós mesmos, o que realmente é a fé, o que significa ser cristão, pois ela deve nos interessar e irá interessar os demais. Temos que entrar aqui não nos preocupando com os números, e precisamos nos projetar unicamente para a plenitude da experiência que Cristo representa em nossas vidas.

Lembro uma expressão que Giussani frequentemente usava ao falar da fé: “A fé é uma experiência presente, onde tenho, em minha própria experiência pessoal, a confirmação da adequação humana da fé”. Sem isso, a fé não será capaz de resistir a um mundo em que todas as coisas dizem o contrário.

Então a sua estratégia de evangelização para o começo do século XXI é viver a fé de um modo tal que esta “experiência da confirmação” aconteça e, em seguida, aos poucos, apresente aos outros este modo de viver?

Quando um cristão vive a fé com essa alegria, com essa plenitude, fica evidente que quando ele, ou ela, vai trabalhar, ou sair com os amigos, ou quando está no aeroporto, os demais verão esta novidade nele/a. Se chegamos às 8 horas na empresa onde trabalhamos e vamos ao chão de fábrica, e aí encontramos um colega que está cantando, nos abraça e divide conosco as nossas fraquezas e dificuldades, iremos perguntar: “O que há com você, que chega ao trabalho cantando às 8 horas da minhã?”

Isso leva a mensagem cristã muito mais adiante do que tantas outras coisas, muito mais adiante do que todos estes argumentos éticos, porque, quando vemos alguém assim, naturalmente queremos perguntar: “De onde vem essa alegria? De onde vem esta plenitude de vida?” As pessoas podem não achar imediatamente que a origem ulterior desta felicidade se chama Jesus Cristo, se chama fé. Mas quando começar a entender que esta maneira estupefata de viver no mundo real, tão feliz, tão alegre, origina-se na fé, começarão a se interessar.

Em uma só palavra: comunica-se o cristianismo vivendo-o. [O poeta T.S.] Eliot certa vez se perguntou: “Onde está a vida que perdemos ao viver?” Para nós, é o contrário (…) ganhamos vida ao viver na fé. Se não for assim, não iremos interessar a ninguém, inclusive nós mesmos. Dito de outra forma: a Igreja reprovou a humanidade, ou a humanidade reprovou a Igreja?

Lançar não uma série de doutrinas, mas um modo de vida?

É uma experiência de vida.

O Papa Francisco fala muito sobre criar uma “cultura do encontro” e, claro, “encontro” foi também um conceito central para Giussani. Olhando a Igreja hoje, que exemplos de “cultura do encontro” mais o impressionam?

Sempre fico impressionado com os exemplos de criação de espaços de encontro entre pessoas completamente diferentes. Por exemplo, nós [do movimento Comunhão e Libertação] temos aqui, em Milão, um programa complementar às aulas, um centro, onde um grupo de professores – alguns deles pertencem ao movimento, outros não – oferta o seu tempo livre para ajudar as crianças com problemas na escola.

Aí estão italianos, imigrantes, membros de religiões diferentes, a maioria católicos e muçulmanos, e vemos neste ambiente um lugar de encontro. Essas pessoas vêm de situações muito diferentes, e aí podem encontrar um lugar onde sua humanidade renasce.

Certa vez, uma criança apareceu com um canivete em sua mochila, e sob circunstâncias diferentes ele poderia acabar se tornando um terrorista. Mas, ao passar um tempo com estas pessoas, desfez-se de toda a sua agressividade e se tornou, mais tarde, exemplo de transformação. Eis o poder do encontro.

E quanto a exemplos fora de seu próprio movimento?

Bem, eu não conheço o mundo inteiro, evidentemente, mas posso exemplificar. Por exemplo, venho e vou a diferentes paróquias de Roma e, às vezes, de Milão, e podemos ver este espírito do encontro vivo nelas. Conheço um padre aqui em Milão que tem uma relação ímpar com os paroquianos. Ele tem uma capacidade fantástica e se engaja na vida dos fiéis, de um modo que os auxilia na reconstrução da vida.

No Brasil, há a experiência da APAC [Associação de Proteção e Assistência aos Condenados], uma rede penitenciária sem guardas e sem armas, e onde o índice de reincidência – aproximadamente 80% nas prisões comuns – cai para 15%. Podemos pensar que é uma ilusão, que o que acontece é que estão, na verdade, incentivando a criminalidade. Mas, pelo contrário, é um exemplo do que acontece quando há um encontro real. Tudo o que se atravessa no caminho da humanidade verdadeira, mais cedo ou mais tarde, cai por terra.

Por exemplo, havia um prisioneiro que fugiu de várias cadeias diferentes e que acabou em uma dessas unidades. Ele não tentou mais escapar. Um juiz, impressionado com essa história, foi até a prisão perguntar: “Por que não tentou escapar?” O prisioneiro respondeu: “Não podemos nos afastar do amor”.
O nosso problema é que às vezes não acreditamos em certas coisas mais. Praticamente pensamos que qualquer outra solução, conquanto violenta, é mais eficaz do que o poder do amor.

Está dizendo que, no fim, o nosso “realismo” não é, na verdade, tão realista.

Isso está claro. Temos como dado que certas coisas são ilusões, e pomos de lado a única chance de penetrar verdadeiramente no coração das pessoas. De novo, é isso o que me faz otimista – a fé funciona!

Como disse anos atrás o Papa Bento: Há ainda uma chance para o cristianismo, hoje, neste mundo? Ele diz que sim, porque o coração da pessoa humana necessita de algo que somente Cristo pode dar. Essa capacidade de corresponder ao que as pessoas estão procurando verdadeiramente é o que sempre o torna atraente.

O senhor também parece dizer que precisamos ser audaciosos, não temer desafiar a sabedoria convencional neste mundo.

O que não podemos ter é um cristianismo reduzido, ambíguo, achando que essa é a forma nos encontrar com as pessoas. Não, nós precisamos vivê-lo com audácia, plenamente. Temos de nos convencer, com a mesma audácia de Jesus ao entrar na casa de Zaqueu, de forma alguma ignorando as coisas que ele fez, mas desarmados, respondendo ao que estava em seu coração. Historicamente, temos aqui um método absolutamente novo. Jesus surpreende a São Paulo, do mesmo modo como nos surpreende.

Nada há que desafia mais o coração de uma pessoa do que um gesto assim, um gesto absolutamente surpreendente.

Um conceito-chave para Giussani, que o senhor repete em todo o seu livro, é que a fé é um “evento”. Pode explicar o que isso quer dizer e por que é importante?

A fé como um evento significa que a vida de uma pessoa se transforma quando ela encontra um fato, como o que aconteceu a João e André, quando encontraram Jesus. Não se pode evitar a realidade do que aconteceu, não se pode desfazê-la. É como São Paulo, que, ao perseguir os cristãos, tentando destruí-los, encontrou o Cristo vivo e isso revolucionou o seu pensar.

É como aquela cena no romance de Manzoni, intitulado “I promessi sposi”. A experiência de encontrar alguém tão pronto a perdoar foi tão surpreendente que foi impossível não se render ao seu poder de atração. Quando o cardeal cumprimenta o bandido, dizendo: “Quando irei voltar? Mesmo se você negar me ver, irei aparecer aqui à sua porta, obstinadamente, como um pobre mendigo que precisa vê-lo novamente”.

Esse é o tipo de experiência chocante que transforma uma vida, e isso é fé.

O Papa Bento sempre disse que, nas origens do cristianismo, ele não era uma doutrina, não era um ensinamento, mas um encontro com Cristo. A forma do “evento” cristão é este encontro, não de um modo virtual ou como um propósito que se faz. Não. Trata-se de um encontro tão poderoso que não se quer deixar de tê-lo para o resto de nossas vidas.

O objetivo de seu livro é despertar a consciência deste evento?

Com certeza. O problema é como levar esse evento às pessoas. É como a experiência do amor, do se apaixonar… Não acontece por falarmos sobre o assunto, mas por realmente se apaixonar.

A certa altura, o senhor escreve que a finalidade da comunidade, ou seja, a Comunhão e Libertação, mas também da Igreja em geral, é gerar “adultos na fé”. O que quer dizer com isso?

Quero dizer das pessoas que se regeneram ao participar na comunidade cristã, no sentido que elas têm uma nova capacidade de compreender a realidade, uma nova capacidade ser livres, e uma nova capacidade de transmitir um sentido de reverência aos demais. Se o cristianismo não for capaz de gerar um tipo novo de pessoa, então permanecerá distanciado da vida delas.

Não há nada mais decisivo no momento presente do que a habilidade de gerar adultos na fé, adultos que vivem livremente entre os outros e que podem dar testemunhos de fé não só quando vão à igreja ou quando participam de alguma atividade à parte da vida cotidiana, mas em seu ambiente de trabalho e em suas vidas.

Precisamos de pessoas que podem difundir a novidade da fé no seio do mundo, o que leva à pergunta: “Mas de onde estamos tirando esta novidade, esse frescor? O que está por trás disso?” Estar em condições de responder a estas perguntas levará naturalmente as pessoas a algo mais grandioso.

É um testemunho real da fé mesmo se as pessoas não conseguem identificar o nome de Cristo, só olhar para a pessoa torna impossível não querer entender o que a faz brilhar. Elas irão querer saber quem é a “terceira parte”, e temos aqui um testemunho.

Somente um testemunho verdadeiro pode tornar visível e tangível o evento da fé (…) a habilidade de fazer a fé parecer razoável às pessoas só pode vir de uma experiência real dela, um “evento”. É isso o que capacita uma pessoa a não ter receio de ser incompreendida, e a resistir à tentação de reduzir o cristianismo a algo mais.

Permitam-me perguntar o seguinte: Por que pensamos às vezes que, para um gesto gratuito ser entendido, ele precisa ser reduzido a algo mais, ele precisa ser menos gratuito? Quanto mais gratuito for, mais surpreendente e cativante, não? Não precisamos reduzir as coisas para serem compreendidas.

Por vezes, achamos que, para uma pessoa que não tem fé, precisamos reduzir as coisas para que sejam compreendidas. Mas é o contrário: quanto mais um gesto é gratuito, como o de perdoar alguém por uma ofensa, ao invés de responder na mesma moeda, mais esse gesto irá absolutamente surpreender. Não é que precisamos reduzi-lo, diminuir o seu efeito, torná-la mais simples, a fim de evitar escândalos (…) Ninguém se escandaliza por ser perdoado.

Na última frase do livro, o senhor escreve que a alegria é como uma flor de cacto. O que quer dizer?

A fé introduz um atrativo à vida, que ao mesmo tempo nos atrai a ela mas também não nos deixa a sós. Nada desafia mais uma pessoa do que algo que responda a todas as suas expectativas em plenitude. Nada é mais transformador do que ter todas as nossas promessas realizadas! É por isso que a fé é como [uma flor de] cacto … é bela, nos atrai, mas também é espinhenta. Podemos aceitá-la ou rejeitá-la, mas nada transforma e perturba a sua vida com o mesmo poder.

Seria correto dizer que este livro é uma tentativa de expressar a visão de evangelização que advém de Giussani, e que vem sendo amplificada pelos três últimos papas?

Para mim, a resposta é sim.

A reportagem é de John L. Allen Jr. e Inés San Martin, publicada por Crux, 22-06-2017.

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Recentemente, foi anunciado o fechamento de um número considerável de paróquias católicas no estado de Connecticut, Estados Unidos. Isso é somente uma parte do problema que está vivendo a Igreja na nação americana, especialmente nas dioceses do norte.

Sobre este aspecto, o monsenhor Charles Pope propôs, na revista Community in Mision, seis pontos para a reflexão, oferecendo aos fiéis americanos um guia para saber quais são as raízes do fenômeno e, portanto, para ajudá-los a enfrentar o problema com mais conhecimento.

  1. Os bispos não fecham as paróquias; são as pessoas que o fazem. É certo, entretanto, que, juridicamente, os bispos são os responsáveis por dar o certificado de reconhecimento de abertura, fechamento ou fusão das paróquias. Em última instância, é o povo de Deus que cria ou retira a necessidade de ter uma paróquia. A dura verdade é que, a cada dia, há mais católicos a favor dos anticoncepcionais e do aborto. O número de fiéis só cai. Nas áreas urbanas do noroeste dos Estados Unidos, somente 15% frequentam regularmente as missas dominicais. Houve uma falha na evangelização, mas as feridas mais profundas estão na diminuição da frequência nas missas e nossa incapacidade de transmitir a fé. Atualmente, estamos enterrando a última geração que ensinou que a missa do domingo é uma obrigação, que deveria ser cumprida – sob a pena de pecado mortal.
  2. Existe uma responsabilidade compartilhada. É fácil ficar zangado com os bispos e padres quando eles fecham as paróquias. Anos de má catequese, falta de pregação efetiva e liturgias mal celebradas estão na conta. E o clero deve ficar com a primeira responsabilidade sobre isso. No entanto, a divisão dos fiéis e o desvio da prática da fé também são fatores importantes. Há muitos padres que não pregam com firmeza nem insistem em uma doutrina clara. O preço disso é alto, sim, mas no final do dia, o clero não pode assumir a responsabilidade completa do problema nem abordá-lo por si só. A evangelização não pode ser só um problema da reitoria; em última instância, é um problema familiar. Os pais e avós devem se esforçar mais para reunir seus filhos em casa e serem testemunhos da força transformadora da liturgia e dos sacramentos.
  3. A liturgia tem culpa? Muitos culpam a liturgia da Igreja Católica por ser “enfadonha”, “monótona” e até “banal”. As soluções para este tema são, muitas vezes, desconcertantes e não cumprem com o objetivo, atraindo somente porções muito pequenas de fiéis. Por exemplo, alguns são a favor da reintrodução da missa tradicional, em latim. Com todo o encanto que isso possa ter, não há uma só diocese nos Estados Unidos em que essa forma de expressar a liturgia atraia mais de um por cento dos frequentadores da missa. Portanto, o problema parece ser mais profundo.
  4. O coração do problema é um mal-estar geral. Há pouca urgência; poucas pessoas parecem sentir a necessidade da fé, da Igreja, dos sacramentos ou da palavra de Deus. O universalismo (todos se salvarão) e o relativismo (tudo é verdade) dentro e fora da Igreja representaram o papel mais importante do problema. O que a Igreja oferece “não é necessário”. Os problemas dela “não são os problemas da modernidade”. A opinião comum em nossa cultura é que a religião é um pouco menos do que um acessório agradável para a vida. Quem se importa com isso?
  5. Como controlar a erosão da prática da fé católica? Como disse Ralph Martin, o primeiro passo deve ser reviver uma visão mais bíblica – com urgência – da salvação. O fato de muitas pessoas, inclusive entre o clero, dizerem que a salvação “não é um problema” não significa que não seja. Jesus dedicou muitas horas de pregação e muitas parábolas para nos alertar sobre a necessidade de merecer a salvação que Ele oferece. Mas muita gente não considera a confissão dos pecados, a frequência na missa e o recebimento da Eucaristia como caminhos para a salvação de nossas almas.
  6. Não cair na ilusão do chamado “discurso do medo”. Muitos temem o juízo de Deus. De algumas coisas temos que ter medo, incluindo nossa tendência a sermos de coração duro e tolo em relação à Graça e a preferir as coisas do mundo às verdades eternas. O pânico, com efeito não é útil. Mas a sobriedade, a necessidade vital dos sacramentos, a Palavra proclamada, a comunhão e o poder transformador da liturgia são.

É triste perder edifícios, muitos deles verdadeiras obras de arte. Mas é ainda mais triste refletir sobre a perda humana que os edifícios vazios representam.

Aleteia

O programa “Terra da Padroeira“, transmitido pela TV Aparecida aos domingos, recebeu na edição de 17 de julho de 2016 a jovem dupla sertaneja Hugo e Tiago, que impactou e levou o público às lágrimas com um testemunho de fé de arrepiar.

Com a dupla, estava presente o padre Alcides Piquilo, que é irmão de Tiago. Os dois irmãos compartilharam a sua dramática vivência recente da enfermidade do pai, que também se chama Alcides e que enfrentou uma severa pneumonia, agravada pelo fato de só ter um pulmão.

A culminação do drama familiar veio no dia em que, mesmo depois que a família tinha se unido com grande fervor na oração do rosário, “seu” Alcides ficou à beira da morte.

Naquele dia, Tiago entrou no quarto do pai e sentiu um forte odor de flores e rosas. Ele imediatamente associou o cheiro ao de um velório e, em desespero, pensou que o pai tivesse falecido. Chamou a mãe e a irmã e, todos juntos, correram para o hospital na tentativa de salvar a vida do pai.

Três horas depois que o pai tinha praticamente morrido, os médicos chamaram a família e fizeram uma declaração surpreendente, que o próprio Tiago relata aos prantos de emoção.

Fonte: Aleteia

Confira neste vídeo o arrepiante testemunho:

Há várias semanas, durante as audições às cegas do programa “The Voice”, na Ucrânia, todos os jurados viraram a cadeira para conhecer quem estava por trás daquela voz angelical. Para surpresa de todos, descobriram um homem de batina!

O padre Alexandre Klimenjo escolheu o time da cantora ucraniana Tina Karol. “A missão de um sacerdote é transmitir alegria a todo o mundo”, comentou Klimenjo, associando o programa de entretenimento com a nova evangelização.

No dia 23 de abril passado, depois de várias semanas de competição, o sacerdote ortodoxo conquistou o grande prêmio do programa. Agora, terá a oportunidade de gravar seu primeiro single e seu primeiro videoclipe.

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Penn Jillette começou sua fama como parte do duo de mágicos Penn e Teller (Penn é o cara que fala). Ultimamente, porém, ele tem sido no centro das atenções como um apaixonado defensor do ateísmo, entre outras coisas.

O que torna essa história sincera tão intrigante.

Alguns anos atrás, Jillette registrou um pequeno vídeo sobre alguém que veio para falar com ele após um de seus shows de mágica. Disse que o indivíduo tinha sua idade e tinha participado em um dos atos como um membro da audiência.

O homem elogiou Jillette no show, então disse: “Eu trouxe isso para você”. O homem deu-lhe um pequeno livro. Era um Novo Testamento com os Salmos, algo que poderia caber no bolso de uma pessoa.

“Eu escrevi na frente”, disse o homem, “e eu queria que você tivesse isso”. O homem explicou que ele era um homem de negócios e não louco.

Jillette, movido pelo gesto do homem, lembrou: “Ele foi gentil, simpático e são, olhou-me nos olhos, falou comigo e depois me deu esta Bíblia”.

“Eu sempre disse,” Jillette explicou, “que não respeito as pessoas que não fazem proselitismo. Eu não respeito. Se você acredita que existe um céu e um inferno, e as pessoas poderiam ir para o inferno ou não ter a vida eterna ou o que quer que seja, e você acha que não vale a pena dizer isso porque isso lhe tornaria socialmente estranho.

“Quanto você tem que odiar alguém por não fazer proselitismo? Quanto você tem que odiar alguém por acreditar que a vida eterna é possível e não dizer isso às pessoas?”

Jillette, em seguida, ofereceu este exemplo para ilustrar o seu ponto: “Se eu acreditasse, sem dúvida, que um caminhão estava vindo em sua direção, e você não acreditasse que o caminhão estava indo para lhe atropelar, há um certo ponto que eu o abordo, e isso é mais importante do que isso. “

“Esse cara era muito bom. Ele era educado, honesto e sã, e se importava o suficiente comigo para fazer proselitismo e me dar uma Bíblia.”

Agora, Jillette ainda é um ateu, e ele queria deixar isso claro: “Eu sei que não há Deus, e uma pessoa educada que vive bem sua vida não muda isso.

“Mas eu vou te dizer, ele era um homem muito, muito, muito bom. E isso é realmente importante. E com esse tipo de bondade, é bom ter essa certa dose de desacordo.

“Eu ainda acho que a religião faz um monte de coisas ruins mas, cara, esse foi um bom homem que me deu esse livro. Era tudo o que eu queria dizer.

Naturalmente, Jillette tem toda a razão sobre a evangelização. Acreditamos realmente no Evangelho? E se crermos, nós amamos aqueles que nos rodeiam o suficiente para compartilhá-los com eles, mesmo que seja socialmente difícil?

Aqui está o vídeo completo de Jillette contando a história:

oratory-autumnA maioria das pessoas tende a concordar com isto: a maneira de se decorar uma casa pode revelar muito sobre as pessoas que vivem nela.

Existem casas alegres e casas carrancudas; casas modernas, casas neoclássicas, casas mediterrâneas; casas joviais e casas envelhecidas, quase agonizantes; casas limpas e casas sujas…

E existem casas budistas, judaicas, muçulmanas, ateias, sincretistas… Ou católicas.

Mas como é uma casa católica?

Evidentemente, nada pode e deve ser mais católico dentro da sua casa do que você mesmo e a sua família. De pouco adianta “enfeitar” a sua sala e os quartos com imagens e símbolos da Igreja se a sua vida não reflete na prática a fé que você diz abraçar. Revista-se você de Cristo – e o mais virá em consequência.

Feita esta premissa fundamental, não deixa de ser importante que também o ambiente ao seu redor seja coerente com a visão de mundo católica.

Uma casa católica é aconchegante e humanamente calorosa. De novo, o principal fator que lhe atribui essas características é o comportamento da sua família, que fique claro. Mas também é relevante que o “estilo” da sua casa católica transmita esse aconchego e calor humano. Entre os elementos que transmitem o “espírito católico” estão coisas prosaicamente singelas, como a boa luminosidade natural, a boa ventilação, a existência de plantas e, se possível, um jardim. Tudo limpo e bem cuidado. A virtude da ordem deve transparecer vitoriosamente sobre o vício da preguiça – e não há decoração mais bonita que a limpeza.

Em termos de estilo, o restante fica a seu critério. Nada impede que a sua casa seja moderna, tecnológica, adornada por obras de arte – ou que seja simples, igual às demais da vizinhança, com nada de luxo. Tudo isso é secundário – é meio, não fim. A relevância desses aspectos aparentes está na intenção e na mensagem que transmitem: se eles servem para transmitir vaidade, apego material, arrogância, então não somente não serão católicos, como sequer serão elegantes. No outro extremo, a falta de recursos materiais tampouco pode ser desculpa para uma casa desleixada, “largada”, descuidada: a mensagem desse outro “estilo” também passa longe de ser católica.

Até aqui, não saímos do básico – mas “básico”, neste caso, é sinônimo de “imprescindível”. Aconchego, simplicidade e limpeza, afinal, são irrenunciáveis.

Bem recebidos por esse ambiente humanamente sadio da sua residência, agora podem (e devem) vir também os elementos mais “especificamente” católicos.

Que tal, para começar, uma imagem de Nossa Senhora ou do Sagrado Coração no jardim da sua casa? Esta seria uma forma, além do mais, de testemunhar aos seus vizinhos que você professa seriamente a fé católica e não precisa escondê-la na sua própria casa.

Passando para os ambientes internos, há um elemento visual essencial em toda casa católica: o crucifixo. De preferência, um em cada cômodo. E não estamos falando apenas da cruz: o crucifixo é o Crucificado, é Jesus pregado à cruz, e não a cruz sozinha. Não é a cruz, como tal, que nos salva: é Cristo, que enfrenta e derrota a morte de cruz, iluminando as nossas próprias pequenas cruzes do dia-a-dia e transformando-as, com o nosso assentimento, em penhor de salvação.

Também são recomendáveis ícones ou imagens de Jesus, de Maria, de São José e do seu santo padroeiro. Mais ainda: é particularmente recomendado entronizar na sua casa o Sagrado Coração de Jesus, consagrando a Ele tanto a sua residência quanto, principalmente, a sua família que nela vive.

É interessante constatar, aqui, que “o mundo” considera todos esses elementos como “cafonas“. Ótimo ponto: serve como teste para a sua coerência. A sua casa prefere agradar ao mundo ou refletir autenticamente aquilo em que você acredita? É claro que não há necessidade de espalhar imagens por todos os cômodos e transformar a sua residência em um museu de peças sacras – além de resvalar em uma espécie de falta de temperança, isto poderia até raiar em falta de confiança filial: “Ah, se eu não encher a minha casa de imagens é porque estou cedendo à vergonha do que vão dizer, e, portanto, estou negando ou escondendo a minha fé”. Cuidado com essas ideias: não seja “católico” por medo. Ser católico não é nada disso. Seja espontâneo, seja simples. Você por acaso acha que uma pessoa que não espalha fotos dos pais, irmãos e filhos em abundância pela casa inteira é porque não gosta deles? Não é isso o que define o nosso amor. Saiba discernir entre a autenticidade e a artificialidade. Esclarecido isto, você encontrará maneiras de ser elegante sem renunciar à sua fé – ou de demonstrar a sua fé sem ser “cafona”.

Com a riquíssima história da arte católica, aliás, você vai facilmente encontrar elementos sacros que se harmonizem também com o seu gosto pessoal.

Pense, ainda, num altar doméstico ou num ícone instalado na parte da casa em que você costuma se recolher para rezar com mais frequência. Afinal, é este o sentido das imagens dentro da fé católica: recursos visuais que só têm razão de ser como meios para nos ajudar no recolhimento e no fervor. As imagens em si não são o alvo da nossa adoração – o que seria, pura e simplesmente, idolatria.

E não se esqueça do carro! Que tal um rosário e uma medalha de São Cristóvão no espelho retrovisor? Lembre-se, antes, de pedir a um sacerdote que os abençoe.

Por fim, você mesmo pode se revestir não só espiritual, mas também “externamente” de Cristo: passe a usar um crucifixo; conheça e adote uma medalha devocional e, principalmente, peça que um sacerdote lhe imponha o escapulário. Mais que lembretes visuais de que você é católico, eles são sacramentais: sinais visíveis da nossa fé e recursos auxiliares para nos estimular na união cada vez mais intensa com Jesus (nada de confundi-los com amuletos!).

Todos esses são recursos a ser adotados – mas há também os elementos a ser abandonados.

Há certos “adornos” que contradizem a fé católica: objetos ditos “místicos” em sentido esotérico ou ocultista, símbolos e ritos pagãos ou de crenças incompatíveis com a fé em Cristo, superstições, imagens e elementos mundanos que não condizem com as virtudes e valores cristãos…

E, mais importante, existem as atitudes a ser abandonadas em uma casa católica. Não só os pecados graves, o que sequer precisaria dizer, mas também aquelas posturas que, de tão comuns e “humanas” que são consideradas em algumas casas, parecem quase fazer parte da “paisagem natural” ali dentro: excesso de televisão ou internet, isolamento e falta de comunicação pessoal e construtiva, hábitos de preguiça e hedonismo, mau humor e irritabilidade, falta de educação e de caridade, falta de higiene e de cuidados consigo e com o próximo, excesso de foco nos prazeres da mesa…

Essas posturas devem ceder espaço ao respeito, ao serviço, ao cuidado, à atenção… Em suma: ao amor. Afinal, se o amor não estiver presente na sua casa, não existe mais nada que possa torná-la católica. Nem o próprio Deus, que só entra na sua vida se o seu amor O autorizar.

Aleteia

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Preocupava enormemente aos Pontífices contemporâneos a avalanche de secularismo que, passo a passo, ia estendendo-se em todos os ambientes. Ao mesmo tempo, não deixavam de ressaltar que percebiam sinais de um desejo interior, nas almas, de voltar ao espiritual; uma sede das coisas transcendentais e divinas.

João Paulo II definia o secularismo como “um movimento de ideias e costumes que faz total abstração de Deus”, que embriaga “pelo consumo e o prazer, sem preocupar-se pelo perigo de perder a própria alma” (Reconciliatio et Penitencia, 18).

Neste distanciar-se de Deus, acaba acontecendo na sociedade, o que Bento XVI qualificava como um “processo contínuo de descristianização” (10-12-2000). A instituição da família era -entre outras- uma das que mais sofria os embates deste penetrante fenômeno. Esta atmosfera de secularização foi se difundindo, em diversas partes do mundo, envolvendo especialmente aos jovens e submetendo-os à pressão de um ambiente no qual se termina por perder o sentido de Deus e, em consequência, se perde inclusive o sentido profundo do amor conjugal e da família, até o sentido mesmo do namoro, advertia o Pontifício Conselho para a Família (13-5-1996).
A sociedade em que vivemos, não compartilha, geralmente, os ensinamentos de Cristo Nosso Senhor, e não apenas tenta ridicularizá-las, mas também busca marginalizá-las na esfera privada. Pretendendo, em concreto, excluir a Deus da vida das pessoas.
A crise do mundo moderno levou os homens a perderem os pontos de referência do mistério de nossa Fé, o espiritual parece ter-se diluído; intoxicados pelos ritmos modernos que os rodeiam, estão sob o efeito do adormecimento que se produziu nas almas.

Fica assim manifestado o motivo pelo qual Paulo VI, entre os discursos de encerramento do Concílio (8-12-1965), incentivava aos artistas sobre o caminho a seguir, o da beleza, ao dizer-lhes: “Este mundo em que vivemos tem a necessidade da beleza para não cair na desesperança. A beleza, como a verdade é quem põem alegria no coração dos homens; é o fruto precioso que resiste à usura do tempo, que une as gerações e as faz comunicar-se na admiração”.

Quando escutamos ao salmista nas Missas cantando o Salmo 18: “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”, compreendemos o manifestar-se de Deus através da beleza da Criação. Assim também, as obras de um homem virtuoso manifestam a beleza da virtude. Esta essencial relação fundamenta a chamada “via pulcritudinis” -a via ou o caminho da beleza- que é, a presença do belo em suas mais variadas representações como meio para levar as almas até Deus, Beleza em essência. Pois todas as formas de beleza existentes refletem, de algum modo esse atributo dEle, como uma participação na beleza divina. Amar a beleza, encantar-se com ela, é um meio de crescer no amor de Deus, autor de toda beleza. Em sua manifestação leva a um abrir de horizontes nos corações, a um caminho até Deus, “eleva ao homem a adoração, a oração e ao amor de Deus Criador”, como nos ensina o Catecismo da Igreja (2502).

O viver aturdidos pelos ruídos da modernidade, o acelerado da vida, as novidades, o gozo das comodidades, acaba enfeitiçando, e portanto dominando, os homens de hoje. Não conseguem sair do pântano em que se encontram.

Todo ser humano recebe informação através de seus sentidos; pois é através deles que penetram os efeitos exteriores. É o meio de comunicação, que Deus colocou, para relacionar-se com o que o rodeia. Um fato histórico, de uma antiga crônica, nos ajudará a compreender. Relata que o príncipe Vladimir de Kiev (Rússia, 979-1015), enviou a distintos países da Europa dez de seus cavaleiros para buscar a verdadeira religião que devia difundir em seu principado. Os legados foram aos búlgaros, muçulmanos, e voltaram desiludidos. Foram depois aos alemães, cristãos latinos, e encontraram um culto frio, sem sentimento. Finalmente se dirigiram a Constantinopla, onde foram recebidos pelo Imperador, que os colocou em contato com o Patriarca. Convocado um ofício festivo, os legados tiveram a oportunidade de ver a beleza de uma solene celebração litúrgica, com o canto de seus hinos e o perfume do incenso, o majestoso edifício e a festiva veneração dos celebrantes. Tudo isso os deixou profundamente assombrados e maravilhados.

Em seu retorno a Vladimir “não podiam expressar-se facilmente em palavras pois, durante a celebração litúrgica, não sabiam se se encontravam na terra ou no céu”. Vemos que o evento ao qual assistiram comunicava, na alma destes legados, a alegria de estar diante da verdadeira Religião. Relato histórico? Lenda? Pois, seja como seja, sempre as lendas refletem em algo a verdade.

Bem podemos dizer que viveram uma experiência diante do nobre, belo e esplendoroso que penetrou neles. Não foram argumentos que os impactaram, foi como um dardo que estremeceu suas almas, sentiram o toque do belo em seu coração, abrindo-lhes os olhos.

O Papa Emérito Bento XVI comentava, em um dos tradicionais discursos do Papa aos artistas (21-11-2009): “A expressão de Dostoievski (que foi um dos principais escritores da Rússia do século XIX), que irei citar, é sem dúvida audaz e paradoxal, mas convida a refletir: ‘A humanidade pode viver -dizia- sem a ciência, pode viver sem pão, mas sem a beleza não poderia seguir vivendo, porque não haveria nada para fazer no mundo. Todo o segredo está aqui, toda história está aqui'”. Em sua conhecida afirmação “a beleza salvará o mundo”, este mesmo autor, via na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, a beleza da Verdade redentora.

Assim, portanto, será a beleza, impactando nos corações, a fórmula para enfrentar o secularismo reinante.

Por Padre Fernando Gioia, EP.

(Publicado originalmente em ‘La Prensa Gráfica’ de El Salvador)

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

Trent Nelson | The Salt Lake Tribune Motivational speaker Nick Vujicic speaks to students at Bryant Middle School and beyond about the dangers of bullying. The assembly was simulcast and streamed to some schools across Utah Thursday March 7, 2013 in Salt Lake City

OBS: A percepção católica de evangelização é mais ampla do que apenas “ficar de pé e aceitar Jesus”, embora acreditemos sim na necessidade de sinalização explicita e pública da fé que se manifestará através das obras. O ” confessar com a boca” é bíblico mas o contexto neotestamentário deixa claro qual o sentido amplo dessa confissão.

O famoso evangelista Nick Vujicic, que inspira milhões de pessoas em todo o mundo com sua história de esperança esteve pregando na Europa este mês.

Nascido sem braços e sem pernas, Vujicic é autor de vários livros e dá palestras motivacionais. Ao falar sobre sua passagem pela Ucrânia, ele postou nas redes sociais vários vídeo e fotos dos eventos de que participou.

Em um deles, comemora: “A noite passada foi incrível, 60% das 5.000 pessoas que estavam no auditório ficaram de pé para aceitar o Senhor Jesus Cristo. Estou aqui no canal da televisão nacional para fazer uma entrevista. Depois, vamos falar com membros do Parlamento e líderes do governo da Ucrânia”.

Em outro vídeo, contou sobre as cruzadas na Eslovênia, onde se encontrou com o presidente Borut Pahor. “Acabei de ter uma reunião com o presidente da Eslovênia, foi um incentivo maravilhoso e um momento enriquecedor. Amanhã vou falar com estudantes aqui na Eslovênia, por favor, orem por nós, e obrigado por seu amor, orações e apoio”, escreveu o evangelista.

Vujicic também contou que esteve em um famoso talk show esloveno, onde pôde compartilhar o Evangelho, orar pela apresentadora e por toda aquela nação.

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Nick vem ao Brasil este ano

Nick Vujicic virá ao Brasil em dezembro, quando fará apresentações em cinco capitais. Ele já esteve no país em 2013 e vários de seus livros estão disponíveis em português.

A trajetória de vida de Nick é um verdadeiro milagre. Nascido em 1982, com uma doença rara, conhecida como Síndrome de Tetra-Amelia, ele não tem braços nem pernas. Desde o início, seus pais ouviram que ele tinha pouca esperança de viver uma vida normal.

Filho de imigrantes sérvios que viviam na Austrália, Nick nasceu em Brisbaine, onde seu pai servia como pastor evangélico. Desde 2007 sua família vive na Califórnia.

Autor do best-seller “Uma vida sem limites”, ele conta que sofria de depressão quando criança, mas depois de alguns anos ele foi entendendo a sua condição e com uma fé exemplar, passou a rir de sua própria deficiência.

Aos 17 anos começou a dar palestras em um grupo da igreja que frequentava e fundou uma organização sem fins lucrativos para usar sua experiência e ajudar pessoas com deficiências.  Formado em comércio Exterior e Planejamento Financeiro, ele tem uma empresa de investimentos no mercado imobiliário e em ações.

Ele é casado e tem dois filhos. Seus vídeos são bastante populares na internet. Além de ser um palestrante motivacional, ele também faz cruzadas evangelísticas.

“Sei que existem pessoas que sentem-se incentivados ao ver como Deus pode usar um homem sem braços e pernas. Mas quero que todos saibam que não sou um super-herói, não se trata do que eu faço ou do que eu falo. É tudo pelo Espírito de Deus, pois tenho uma relação viva com ele “, afirma Vujicic.

Com informações de Christian Post

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O templo de São Patrício no centro de Londres, Inglaterra, realizou no dia 17 de setembro a Vigília ‘Nightfever’. A vigília, em seu segundo ano na capital inglesa, ocorreu no templo localizado no ‘Soho Square’ e os jovens convidaram aos transeuntes a ingressar para fazer um pouco de Adoração Eucarística.

“Todos estão convidados a unir-se a nós”, comentaram os organizadores em sua apresentação oficial. “Os transeuntes são convidados no templo belamente adornado à luz das velas para acender uma, oferecer pedidos e estar um tempo na presença do Senhor”. Durante a vigília, vários sacerdotes estiveram disponíveis, de forma que os adoradores também tiveram a oportunidade de aproximar-se do sacramento da Penitência e passar pela Porta Santa do Templo para ganhar a indulgência do Ano da Misericórdia.
A vigília ‘Nightfever’ começa com uma Missa às 18h, após a qual começa a Adoração Eucarística que se estende até às 22h30. Nesse momento os presentes entoam a oração litúrgica de Completas (que é a oração antes do descanso noturno) e recebem a bênção com o Santíssimo Sacramento. Em seu segundo ano em Londres, se celebraram neste mesmo templo vigílias em cada um dos meses de verão.

As ‘Nightfever’ começaram em 2005 após a Jornada Mundial da Juventude em Colônia, Alemanha e se estenderam a mais de 90 cidades na Europa e América do Norte.

As catedrais de Chicago e Nova York, nos Estados Unidos, as celebram com certa regularidade e são coordenadas por diversos departamentos de pastoral juvenil nos Estados Unidos. “A ideia por trás da ‘Nightfever’ é simples: Abrir a Igreja, convidar as pessoas e entrar e deixar a Cristo trabalhar”, comentaram os organizadores da ‘Nightfever Chicago’. “E o efeito é notável”. (GPE/EPC)

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Mel Gibson divulgou em uma recente entrevista o nome que terá a sequência do filme de 2004 “A Paixão de Cristo”, que levou às telonas as últimas 12 horas de vida do Senhor Jesus.

“Que fique claro que o seu nome não será ‘A Paixão de Cristo 2’, mas sim ‘A ressurreição’”, afirmou o ator, roteirista e diretor durante o festival religioso evangélico So Cal Harvest.

“É um tema muito importante e precisamos tratá-lo com cuidado, porque não queremos fazer apenas uma versão com imagens. Podemos ler o que aconteceu, mas experimentá-lo de verdade, explorar seu significado mais profundo, vai dar muito trabalho, e (o roteirista) Randall Wallace está disposto a fazê-lo”, explicou Gibson.

“Além de ser um escritor brilhante, é um grande diretor”, disse a respeito de Wallace, nomeado ao Oscar pelo filme Braveheart e que recentemente dirigiu e co-escreveu o drama baseado na fé “O céu é de verdade”.

O roteiro do filme “A Paixão de Cristo” foi baseado nos diários da mística Ana Catarina Emmerich (1774-1824) apresentados no livro “A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” e foi traduzido para o latim, hebreu e aramaico por linguistas jesuítas em Los Angeles.

Além disso, custou 30 milhões de dólares e arrecadou mais de 611 milhões em todo o mundo.

Fonte: ACIdigital

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Aos 25 anos, Orzú Saidshoev se tornou o primeiro sacerdote nascido no Tajiquistão, um novo país de maioria muçulmana, onde segundo cifras oficiais há pouco mais de 300 habitantes católicos.

O Padre Orzú foi ordenado sacerdote no último dia 25 de junho na pequena cidade de Montefiascone, na Itália, e nas próximas semanas viajará como missionário à Rússia com a sua congregação, Instituto do Verbo Encarnado, uma das poucas organizações católicas que existem no país.

A República do Tajiquistão é um pequeno país da Ásia Central que tem uma população de 8 milhões de habitantes, dos quais 95% professam o islamismo. Em 1991, tornou-se independente da União Soviética. Seu território fez limite com o Afeganistão, Uzbequistão, Quirguistão e China.

“Sinto um pouco de temor, pois tenho uma responsabilidade muito grande de ser o primeiro (sacerdote nascido no Tajiquistão) e também muita alegria porque é um caminho muito alegre, um caminho de santidade para salvar as almas. É muito importante, como fizeram os missionários da Argentina que estavam no Tajiquistão, evangelizaram a missão e graças a eles eu estou aqui”, disse o presbítero ao Grupo ACI durante uma visita a Roma.

A pequena população católica do Tajiquistão tem “duas paróquias, uma delas na capital Duchambe, também temos três sacerdotes missionários da Argentina, três irmãs de nosso Instituto e quatro irmãs da congregação da Madre Teresa de Calcutá”.

Para o jovem sacerdote, a convivência com os muçulmanos sempre foi “mais ou menos boa porque nós somos muito poucos”.

“Não temos muitos problemas com isso. Eles nos respeitam e nós também os respeitamos”, embora reconheça que apesar desta boa relação, “não posso evangelizar em lugares públicos, nem posso usar a batina”, explicou.

“Peço a graça de perseverar neste caminho que não é fácil, é muito difícil, e também peço a graça de poder salvar muitas almas, para ganhar as almas e levá-las ao céu. Isso é a principal missão do ministério sacerdotal e assim também peço a graça de que no Tajiquistão possa haver muitos cristãos e possam se converter”, assegurou o sacerdote.

Na sua ordenação, esteve presente a sua mãe, que viajou do Tajiquistão para acompanhar o seu filho durante a celebração. “Estou muito feliz, tudo saiu bem. Quando voltar para a casa, compartilharei a minha alegria com meus amigos e minhas irmãs”, indicou.

Fonte: Rádio Vaticano