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Quando um amigo ou membro da família ganha um bebê, nosso primeiro instinto é agradecer a Deus. O próximo é ir correndo para o hospital para dar banho de beijos na mãe, no pai e no recém-nascido. Mas nós nos esquecemos do quão frágil e suscetível aos germes é o novo ser, que ficou protegido no útero da mãe por nove meses.

Infelizmente, a morte da menininha de 18 dias, Mariana Sifrit, depois de um simples beijo nos lembrou de tudo o que pode acontecer quando deixamos nossas emoções falarem mais alto que o bom-senso e a  precaução.

Quando Mariana nasceu, no dia 1.º de julho de 2017, seus pais, Nicole e Shane, estavam cheios de esperança para um futuro maravilhoso como família. Os pais se casaram seis dias depois, mas durante a celebração, eles não conseguiam acordar Mariana e ela recusava o leite. Ansiosos, foram direto a um hospital infantil em, Iowa, Estados Unidos. Lá, receberam a notícia que a pequena bebê havia contraído meningite, doença transmitida por um vírus que, entre outros sintomas, causa herpes e feridas.

Os médicos informaram aos pais que ambos não possuíam o vírus, e que Mariana, provavelmente, havia contraído a doença depois de ter sido beijada por alguém infectado. Os profissionais disseram ainda que essa pessoa não precisava necessariamente apresentar uma ferida aberta para ser portadora do vírus. Eles explicaram que “a pessoa infectada toca na criança e ela, depois, leva a mão na boca”, o que é suficiente para passar no vírus.

Uma vez diagnosticada, Mariana foi direto para a UTI. O pai dela lembra que “depois de duas horas ela deixou de respirar e todos os seus órgãos simplesmente começaram a falhar.”

O que era para ser um dia de alegria terminou com Mariana lutando por sua vida.

Porém, apesar de seu espírito de luta e do dedicado time de profissionais médicos, a “princesa” Mariana sucumbiu ao vírus apenas 11 dias depois, em 18 de julho. A mãe dela postou no Facebook:

“Nossa princesa Mariana Reese Sifrit ganhou suas asinhas de anjo nesta manhã. Ela estava no colo do papai, com a mamãe ao seu lado. Em apenas 18 dias, ela transformou as nossas vidas. Esperamos agora que a história dela possa salvar outros bebês”.

Nicole também fez um alerta aos pais: “Mantenham seus bebês isolados. Não permitam que ninguém vá visitá-los, certifiquem-se de que as pessoas que estão por perto lavem as mãos constantemente. Não deixem que as pessoas beijem seus bebês e lembrem-se de perguntar [se a pessoa está saudável] antes de pegar seus bebês “.

É uma situação complicada. Ninguém quer ofender um visitante bem-intencionado. Porém, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 3,7 bilhões de pessoas no mundo estão infectadas pelo HSV-1, o vírus da meningite, sendo muitos os casos assintomáticos dessa doença altamente contagiosa. Na América, a OMS estima que de 40 a 50% da população têm o vírus, embora outras fontes coloquem esse valor muito acima: até 80 por cento. Isso é um risco potencial para qualquer recém-nascido.

Sandra Beltrán, pediatra da Associação Colombiana de Doenças Infecciosas, explica que o ato de “beijar nos lábios é um foco transmissor de doenças”. Ela explica que o fraco sistema imunológico do recém-nascido  – e até mesmo de crianças um pouco maiores  – faz com que seja imperativo evitar beijos diretamente na boca.

Embora tenha tido mais visibilidade, Mariana não é o primeiro recém-nascido a morrer em tais condições. Em 2009, uma mãe do Reino Unido passou o vírus para seu próprio bebê, que morreu com 11 dias de vida. Infelizmente, há outras histórias semelhantes a essas.

Então, ao visitar amigos e familiares que acabaram de ganhar bebê, considere que, embora possamos querer sufocar esses pequenos anjos lindos com abraços e beijos, é nosso dever levar apenas nosso amor para o hospital – e talvez um lindo presentinho!

Para os novos pais, a dica é: não se sintam desconfortáveis em passar essa mensagem de precaução para todos os seus entes queridos. Eles entenderão!

Cerith Gardiner

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Papai, viva de tal maneira que, quando seu filho pensar em lealdade, honestidade, integridade, justiça, respeito, trabalho, fidelidade, serviço e caridade, a sua imagem venha à mente dele.

Embora a sociedade ocidental dê mais importância à figura materna, a figura do pai na vida dos filhos é tão importante como a da mãe, pois ele desempenha um papel único, intransferível, insubstituível e fundamental no desenvolvimento emocional, psicológico e social dos filhos.

Papai, quando eu crescer quero ser igual a você

Os filhos que têm a oportunidade de contar com os pais emocional e fisicamente presentes no decorrer da vida – em especial nos momentos mais importantes de seu desenvolvimento – apresentam maior tolerância à frustração, maior confiança em si mesmos, autocontrole e autoestima elevada.

Mas não é necessário ser apenas um pai presente, é imperativo gerar vínculos afetivos sólidos com os filhos. Ou seja, ser pai ativo, sempre pendente às necessidades deles. Algumas vezes você satisfará essas necessidades ou dará ferramentas para que eles encontrem soluções. Em outros casos, simplesmente vai consolá-los e dar palmadinhas nas mãos com a seguinte mensagem oculta: “tudo ficará bem porque estou com você”. Isso vai garantir segurança aos pequenos.

O desenvolvimento de uma relação positiva com o pai ajudará o filho a ser um adulto equânime e seguro. A sensação que lhe dá de poder contar com um pai que lhe oferece respaldo é simplesmente indescritível.

Todo filho merece sentir-se desejado e aceito pelo pai – não somente pela mãe. A aceitação precede da vontade; o desejo, do sentimento. Se um filho percebe o abandono, seu desenvolvimento pode sofrer um bloqueio. E não será tanto por não ter sido desejado, mas por não ter sido aceitado. A aceitação da paternidade e a aceitação de sua pessoa são necessárias e muito importantes para o saudável desenvolvimento individual e social do indivíduo.

Algumas atitudes de aceitação ou rejeição:

  • Você provoca rejeição quando se transforma em um pai autoritário e tirano. A mensagem que você manda para o filho é que ele não te perturbe ou que tivesse sido melhor que não tivesse nascido. Você também provoca rejeição quando se comporta como um pai indulgente, indiferente, o “colega” de seus filhos. A mensagem que você passa é que o pequeno não é sua prioridade.
  • Também causa rejeição a superproteção (ou quando você se transforma em um pai autoritário e perfeccionista).  Neste caso, a mensagem que você passa a seu filho é que ele deve seguir o seu modelo e ser como você. O filho se sente com o amor condicional. Quando há superproteção ou quando você passa a ser um pai narcisista, o filho pensa que não há ninguém como ele. Embora pareça o contrário, ele desenvolverá uma autoestima frágil.

A palavra convence, mas o exemplo arrasta

Se há algo que os filhos observam nos pais é a forma de trabalhar. Ou seja, o pai deve ensinar a virtude e o valor humano do trabalho. Por seu modo de trabalhar, um pai pode ser prestigiado ou desprestigiado pelos filhos, obterá a admiração e respeito dele ou o contrário.

Os filhos são inteligentes e se a imagem que eles têm do trabalho do pai, a partir das conversas familiares ou da sua atitude diante deles, for negativa, os feitos na educação serão nocivos.

Também terá efeito negativo o fato de o filho perceber que o que se diz não coincide com o que se faz. Com a incongruência, perde-se a autoridade, e sem autoridade dificilmente haverá admiração e respeito.

Para qualquer filho, não há nada mais fortalecedor do que sentir-se amado e protegido pelo homem que ele mais admira, seu super-herói. Esse sentimento de proteção vai com ele por toda a vida.

No caso particular da relação pai/filha, se ela se sentir abandonada pelo pai, quando for escolher seu marido, dificilmente saberá fazê-lo, porque terá a necessidade inconsciente de preencher o vazio que o pai lhe deixou. Portanto, em vez de buscar um companheiro de vida, em cada homem que conhecer, ela vai querer encontrar esse pai para protegê-la. Isso é muito perigoso e dificilmente resultará em relações amorosas estáveis.

Por isso, mamães, precisamos deixar os papais exercerem seus papeis de esposos e pais. É importante que a mãe dê espaço e não interfira nessa relação, mesmo que ela ache que “faria melhor do que ele”. O posto de um pai na vida de um filho ou filha é insubstituível!

Luz Ivone Ream

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” Após descobrirmos, durante um ultrassom de rotina, que existia uma diminuição do fluxo sanguíneo de uma das bebês, no dia 3 de Novembro fomos parar às pressas no Hospital São Francisco em Jacareí-SP ( 130 km de Cachoeira Paulista) para Marília se internar para receber os primeiros cuidados da Dra. Rosana, nossa médica.

Foram vários exames, diariamente feitos, até que, no dia 11, nossas filhas nasceram. Bem prematuras, bem mesmo. Com apenas 30 semanas de gestação.

Beatriz nasceu com 1,330 kg às 20:47 h de olhão aberto e toda corada. Marília deu um beijinho nela e logo a levaram pra incubadora. Daí veio o primeiro susto. Helena não vinha. O útero de Marília se contraiu, dificultando o nascimento de Helena. Num momento de desespero, rezamos a Ave-Maria… E no fim da terceira, veio Helena. Pálida e imóvel, pesando apenas 0,840 kg. Eu logo as batizei, ali no centro cirúrgico mesmo. Minhas filhas despertaram pra vida e para o Céu no mesmo instante.

Logo no seu primeiro dia de vida, Beatriz fez uma cirurgia de emergência. A ventilação mecânica abriu seu pulmão, e esse ar na região do tórax precisou ser drenado. O ar entrava pra ela respirar e a sobra era drenada pra fora. E eu, com 31 anos de idade, nunca quebrei nem um dedo. Foi terrível. Nesse dia, tiramos força de onde não tínhamos. Mal sabíamos que precisaríamos de mais força, e mais força e mais força.

Helena perdeu muito peso, chegou a pesar 0,740 kg e logo no início fomos avisados que com ela os cuidados seriam outros. Seus órgãos não estavam prontos pra vida aqui fora. Precisou-se de medicamento para os rins, pulmões, coração e tireoide. Muita medicação é pela veia, e até mesmo usando um cateter central. Helena teve 3 infecções e também foi diagnosticada com pneumonia, por conta do tempo excessivo com a respiração mecânica.

Mas o pior ainda estava por vir.

Um vaso da artéria pulmonar não se fechou e a cirurgia cardiovascular fez-se necessária. Ela nem estava totalmente curada da pneumonia ainda, mas era preciso. Uma nenê com menos de 1kg iria fazer uma cirurgia grande. E agora? Lembra da força que tínhamos que tirar de onde não tínhamos? Ela veio e a gente deu conta. Helena se recuperou da pneumonia e da cirurgia ao mesmo tempo.

Beatriz teve alta da UTI, após 45 dias de internação. Mas Helena ficou. Precisamos nos dividir para dar o cuidados para as duas. Ah, nisso minhas férias acabaram e com isso veio Rosaura, mãe da Marília para estar conosco nessa empreitada. Ficamos hospedados 2 meses em São José dos Campos na casa dos queridos Luiz e Sayô (nossos compadres, a quem somos gratos por toda nossa vida). Com Beatriz em casa e Helena no hospital, a correria dos mamás foi grande!

E, após 82 dias de UTI, acabou a luta e minha família venceu. Foi-se embora o sensor, a incubadora, os antibióticos, as infecções, as cirurgias, as aspirações pulmonares. O medo foi embora, a ansiedade foi embora. A dor sumiu. E foi-se embora também o açaí, a coxinha e o bolo de pote da cantina do hospital.

No dia 3 de fevereiro (Mês dedicado a Sagrada Família e exatos 3 meses da internação da Marília), na primeira sexta-feira do mês, e às 15h, o Sagrado Coração de Jesus derramou sua misericórdia sobre minha família e Helena teve alta.
Nós saímos do hospital na hora da misericórdia!

Agradecemos a todos os amigos que rezaram por nós! Certamente foi nosso sustento nos momentos mais difíceis. Muito obrigado, mesmo!!!
Para a glória de Deus, minha família está completa.

E partilho com vocês que nós temos dois milagres em casa!

(via Facebook) /Aleteia

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Milagres existem. Ao contrário, como seria possível explicar o que aconteceu na Indonésia? A história em questão é protagonizada por um pai e seus filhos pequenos. O homem se transformou em um herói depois de ter salvado seus filhos da morte com uma cambalhota espetacular.

A cronologia dos fatos, que aconteceu em Jambi, na Indonésia, é a seguinte: as imagens mostram as crianças na rua em frente a uma oficina mecânica, enquanto o pai, que está por perto, conserta uma moto.

As crianças se movimentam ali por perto com total liberdade, indo de um extremo ao outro. No entanto, há um momento em que algo parece chamar a atenção do pai, que deixa o que está fazendo e se vira bruscamente para ver onde estão seus filhos.

Tudo acontece em uma fração de segundo. De repente, um carro sem controle aparece na cena. Os meninos estão perigosamente no caminho do veículo. O pai, consciente do perigo, reage imediatamente: pega os pequenos e, instintivamente, dá uma cambalhota para trás apenas um milésimo de segundo antes que o carro os atropele.

A filha maior do homem que se transformou em herói agradece pelas redes sociais o ato de seu progenitor.

O vídeo foi gravado pela câmera de segurança da oficina mecânica de Jambi e a gravação se tornou um fenômeno viral.

Fonte:  Forum Libertas.

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Qual é o seu tipo de mãe? Será que ela é do tipo perfeccionista, imprevisível, “melhor amiga”, “eu em primeiro lugar” ou “mãe completa”? Com certeza existem vários tipos de mãe além destes, mas o terapeuta familiar e psicólogo clínico Dr. Stephan Poulter nos explicou os cinco perfis de mãe mais conhecidos e quais são seus pontos fortes, suas principais características e as marcas que deixam em seus filhos.

1. A mãe Perfeccionista

Geralmente é uma mulher ansiosa e controladora. Ela preza pela aparência acima de tudo, sua fachada autoritária e perfeita é uma forma de esconder seus medos. Os filhos dessas mulheres tendem a ser hipercríticos de si mesmos e, frequentemente, sentem-se inadequados e vazios, diz Poulter.

Como são os filhos de uma mãe perfeccionista:

  • Pontos fortes: Têm um forte senso de compromisso nos relacionamentos. São responsáveis e confiantes em tudo que fazem. Valorizam o trabalho e a persistência acima de tudo, pois é através dessas qualidades que enfrentam seus desafios.
  • O lado emocional: Acham que a opinião dos outros é sempre melhor ou mais importante do que a deles mesmos. Frequentemente acham que os outros estão sempre os julgando, em suma, vivem para realizar as expectativas dos outros.

2. A mãe imprevisível

Ansiosa, irritada e excessivamente emocional, esta mãe é dominada por seus sentimentos e, por isso, o seu estilo parental é baseado em seu humor. Este é o tipo de mãe mais caótico de todos. Ela cria problemas, dúvidas e crises em sua imaginação, é muito influenciada pelas suas emoções, e descarrega toda essa energia em seus filhos.

Os filhos de uma mãe imprevisível: 

  • Pontos fortes: Eles têm excelentes habilidades para se relacionar com as outras pessoas e uma capacidade enorme de empatia. Muitas vezes são grandes motivadores e sempre oferecem apoio emocional aos seus colegas, bem como amigos e familiares.
  • Lado emocional: Crescem com uma necessidade intrínseca de cuidar das pessoas e de seus problemas emocionais. Têm tendência a serem dominados por fortes emoções como a raiva, a ansiedade e a depressão. Aprendem desde cedo a ler as pessoas e as situações, dessa forma conseguem lidar melhor com os sentimentos dos outros.

3. A mãe “melhor amiga”

Ela gosta de tratar seus filhos de forma igualitária, dessa forma evita a responsabilidade de estabelecer limites. Este tipo de mãe acredita que a sua vida acabaria caso ela abraçasse a maternidade com todo o seu ser, então ela evita a responsabilidade desse papel. Tanto a criança quanto a mãe se tornam confidentes uma da outra e, apesar disso não ocorrer voluntariamente, a criança acaba ficando sem uma ”mãe”. Neste caso, as necessidades emocionais da mãe são tão grandes que ela tentar preenchê-las através da criança.

Os filhos de uma mãe “melhor amiga”:

  • Pontos fortes: Compreendem a necessidade da existência de barreiras entre pais, filhos, colegas e familiares. Devido a um senso que foi criado através da falta de uma mãe verdadeira, essas pessoas frequentemente buscam assumir papéis de liderança quando adultos.
  • Lado emocional: Geralmente se sentem negligenciados e têm medo da rejeição. Tendem a se sentir ressentidos e têm dificuldade em manter relacionamentos. Frequentemente se sentem mal queridos pelos outros.

4. A mãe “eu em primeiro lugar”

É um dos estilos maternais mais prevalecentes hoje em dia. Essas mães são incapazes de verem seu filhos como indivíduos separados de si mesmas. Seus filhos precisam aprender desde cedo que o papel deles é adular a sua mãe.

Filhos de uma mãe “eu em primeiro lugar”:

  • Pontos fortes:  São muito bons em apoiar os outros. São intuitivos e perspicazes em todos os tipos de relações. São leais e solidários, capazes de observar as dificuldades alheias e solucionar seus problemas.
  • Lado emocional: Têm dúvidas quanto à capacidade de tomada de decisão. Têm dificuldade em confiar nos próprios sentimentos e veem a opinião de suas mães como mais importante e mais poderosa que a própria opinião.

5. A mãe completa

Este é o tipo de mãe ideal, infelizmente apenas 10% da população mundial tem esse perfil de mãe, diz Poulter. A mãe completa é emocionalmente equilibrada, consegue ver seus filhos como indivíduos e os ajuda a alcançar sua própria independência. Ela pode até não ser perfeita, mas independente das circunstâncias em que se encontra ou das responsabilidades fora de casa, ela sempre está comprometida com a maternidade.

Os filhos de uma mãe completa:

  • Pontos fortes: Sentem-se amados e compreendidos, por isso não têm medo de correr riscos ou sofrer mudanças. Iniciam relacionamentos com facilidade, pois não têm medo da rejeição.
  • Lado emocional:Entendem que as outras pessoas têm suas próprias perspectivas sobre a vida, por isso são bem receptivos. São capazes de navegar pelos desafios, de se tornar independentes sem se prenderem demais às suas mães.

 

Raquel Lopes, via Psiconlinews

Aleteia 

Businessman With a Pacifier and Bib --- Image by © Robin Bartholick/Corbis

Por Rafael Mansur

Trabalho em uma escola particular com famílias classes A e B, idade entre 26 e 37 anos. Vejo de tudo lá, tudo mesmo… e a coisa que mais tenho visto ultimamente é criança mandando em pai e mãe e pai e mãe tentando mandar na escola.

Tudo começa quando essa geração adulta de hoje, quando criança, foi um pouco mimada. Pouco não, supermimada! Eles cresceram junto à ascensão financeira de boa parte das famílias brasileiras; eles cresceram vendo videogame se popularizar, TV a cabo se tornar real, carrinho de controle remoto aos montes. Essa geração cresceu vendo Xou da Xuxa e desejando tudo que lá aparecia. Essa geração teve a adolescência marcada com a popularização do Windows 95, popularização do celular e aparecimento dos primeiros e-commerces. A grande questão é que essa geração não só viu isso, ela desejou isso, e ganhou muito disso.

Eles foram os primeiros supermimados. Cresceram com a ideia de que tudo a eles poderia pertencer. Qualquer coisa, basta bater o pé no chão, cruzar os braços e pronto… ganhou.

Certa vez, na escola em que trabalho, criamos um álbum de figurinhas no qual os alunos e alunas eram as figurinhas. Deu o maior trabalho fotografar todo mundo, conferir e mandar para a gráfica. Faltando uma semana para lançar o álbum entrou um aluno novo. A mãe (dessas mimadas que estou falando) pediu para inserir o rapaz no álbum. Já tínhamos impresso mais de 14.000 figurinhas, 300 álbuns, empacotado tudo etc… Eu respondi: Não.

A cena a seguir foi assustadora. A mãe falou: “Mas vai ter todo mundo, menos ele? Se for assim eu não quero esse álbum!”  Para visualizar melhor, eu descrevo como estava a postura corporal da pobrezinha: braços cruzados, cara fechada, um bico enorme e batendo o pé firme no chão. (Parecia que eu me via com 9 anos quando minha mãe não me dava as coisas). Assustado ainda, recuperei o fôlego e disse: “Realmente não vou poder ajudar. Já está tudo impresso, é impossível eu refazer este álbum”. Se você que está lendo o texto achou que a cena da pirraça era rídicula, veja o que aconteceu: “Eu pago! Eu pago todos os álbuns, as figurinhas novas, pago tudo! Mas quero meu filho no álbum!”  Eu disse novamente que era impossível, a mãe pegou as coisas dela para ir embora, pegou a mochila da criança e com os olhos cheios de lágrima (é sério) me disse que faria o próprio álbum para o filho dela não sentir. Você deve está achando que a criança tinha 7 ou 8 anos. Não! Ela tinha 2. Nem sabia direito o que era figurinha. A dor toda era da mamãe mimada.

O que me preocupa de fato é saber que este não é um caso isolado. Não sei se a mãe fez o tal álbum (provavelmente fez), mas ela é uma adulta que não sabe aceitar as dores que a vida nos oferece, prefere burlar. Quer ter tudo e acha que tudo a pertence. O problema maior é que uma criança está sendo criada com esse pensamento, está crescendo com a visão de mundo mimada. Melhor (ou pior)… crianças estão sendo criadas com este pensamento.  Vivem dentro da cultura do descarte, do consumo, vivem em um mundo camuflado de presentes de compensação de faltas.

A primeira geração de crianças supermimadas cresceu e se reproduziu. As crianças fruto dessa reprodução estão sendo mimadas ao triplo. Resta-nos agora esperar o dia em que veremos um adulto rolar no chão na fila do restaurante porque não liberaram ainda sua mesa.

Fonte: Radar Escola

 

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Título original: “Tretas que não me contaram sobre o começo da paternidade”

Texto escrito aos pouquinhos do período da gestação da minha esposa ao aniversário de um ano da minha filha…

Há um ano e nove meses, o teste de gravidez marcou dois risquinhos e eu não soube o que fazer. Todo mundo me dizia coisas genéricas sobre as dificuldades da gestação e do começo da paternidade – dormir pouco, trocar fralda, mudança de humor, mudança na rotina.

Se eu tentasse ir a fundo e perguntar o que, exatamente, era tão difícil, ninguém sabia me explicar direito. Então, fui anotando tudo que gerou de desgaste tanto para mim como para minha esposa, da gestação ao primeiro ano de vida da Clara.

Os problemas variam conforme a gravidez evolui ou o bebê cresce, e cada mês será sempre uma novidade e um desafio diferente.

Vão querer opinar no parto

Se você falar que quer parto normal, alguém vai dizer que você está colocando a vida do bebê em risco. Se for cesárea, vão te recomendar filmes, livros e textões do Facebook sobre parto humanizado e te recitar dados dos benefícios do parto normal. Se disser que quer parto em casa então, meu amigo, se prepare para receber olhares bem tortos.

Decidam pelo que fizer você e a mãe do bebê sentirem-se mais confortáveis. Informem-se, discutam com mais de um médico, conversem com quem fez parto normal e com quem fez cesárea. E quando te questionarem sobre o parto responda sorrindo: “Ainda estamos pensando, o importante é que o nosso bebê venha ao mundo com saúde” e conte a eles os nomes que vocês estão pensando. Ninguém resiste a nomes de bebê.

Tenha em mente que a flutuação hormonal pode direcionar comportamentos

Na gestação e nos primeiros meses após o parto – período do puerpério –, a mulher enfrenta um período de recuperação intenso: o corpo ainda está aprendendo a lidar com as mudanças hormonais como a interrupção do padrão da gravidez e a produção da prolactina para a amamentação, e o seu ciclo menstrual comum, com variações hormonais às quais passou uma vida acostumada, não volta imediatamente. Além disso, é preciso lidar com o sangramento pós-parto e todas as dúvidas, alegrias e inseguranças que essa nova fase traz. Cada mulher reage de um jeito diferente e imprevisível a isso.

Pode ser que aconteça todos aqueles clichês que os filmes mostram de forma super intensa, como pode ser que ela lide super bem com a variação hormonal – raro, mas não impossível.

Tretas podem rolar por motivos idiotas, comportamentos inesperados, choro, carência, vontades. Lembro da Nathalia, que sempre teve um olfato apurado, passar a ficar muito mais incomodada com cheiros: do tênis, do banheiro, do lixo que ficou aberto, da louça que não foi lavada, do vizinho que estava cozinhando algo fedido e de coisas que eu podia jurar que estavam na imaginação dela. Nunca vamos saber. Chegamos a ter brigas que começaram por motivos idiotas e terminaram com choro.

Mas o nosso mantra sempre foi: “É uma fase, vai passar.”

“Que dia nasce?”

Já no primeiro ultrassom, o médico deve passar uma previsão de quando o bebê vai nascer baseado na data da última menstruação da mulher (DUM). Isso não quer dizer que o trabalho de parto vai acontecer nesse dia – uma gestação pode variar de 36 a 42 semanas. Além disso, a DUM ajuda a determinar uma possível data de ovulação e fecundação, mas ela é só uma estimativa baseada no senso comum de que a ovulação acontece exatamente na metade do ciclo, o que nem sempre acontece.

O exame da Clara previu nascimento no dia 20 de maio, e nós, como pais de primeira viagem empolgados, cometemos o erro de compartilhar essa data com todo mundo. Não preciso nem contar das ligações desesperadas de pais, avós, tios, amigos e gente que não tinha nada a ver com a história nos questionando por que o bebê não havia nascido, já que nossa filha só resolveu vir ao mundo nove dias depois da data prevista.

Um rapaz chegou a nos dizer que, segundo suas próprias contas, nossa filha havia passado dos nove meses e era melhor procurarmos um médico. Some essa pressão à ansiedade e você vai entender a dimensão da treta.  

Minha sugestão: quando te perguntarem quando vai nascer, chute uma data 30 dias pra frente. Ninguém acha ruim quando a pizza chega antes do tempo previsto.

Puerpério

Produzir um negocinho de carne e osso dentro de você e expeli-lo para fora com vida não é coisa simples, e o corpo precisa de um tempinho para se recuperar e voltar as atividades normais. Esse período pode demorar até dez meses e se chama puerpério.

Fui descobrir o que era o puerpério quando já estávamos vivendo o período.

Minha esposa se sentia triste nos primeiros dias da Clara – chorava, não queria sair de casa e não sabia explicar porquê. A tristeza vinha e voltava ao longo dos meses e foi diminuindo conforme o tempo passou.

É bastante importante não confundir puerpério com depressão pós-parto, que é algo bem mais grave – um dos sinais da depressão é a rejeição da mulher pelo filho, além da presença de vontades como se ver longe e livre do filho e até matá-lo. Se você notar comportamentos desse tipo na sua esposa, procurem um médico, e mesmo o próprio pediatra poderá ajudá-los em casos de depressão pós parto.

A minha dica aqui é: escute, seja presente. É muito comum casais quererem se divorciar durante essa fase, é muito fácil entrar numa briga quando os dois estão cansados, vivendo uma rotina maluca e com um bebê que demanda atenção o tempo todo. Mas a parceria é essencial. Eu e minha esposa continuamos repetindo: “É uma fase, vai passar”.

Amamentação

Bem disse a minha esposa que durante a gravidez a gente se preocupa e se prepara tanto para o parto que acaba esquecendo de se preparar para tudo que vem depois – que é mil vezes mais difícil.

Amamentar.. Demanda tempo, atenção, paciência e uma baita dedicação.

Problemas como o bebê não acertar a pega do peito da mãe, o leite demorar para descer, o peito da mulher ficar machucado ou leite empedrar são muito comuns, mas são contornáveis.

O essencial é oferecer suporte e encorajamento para a sua mulher. Elas precisam de uma boa rede de apoio que não vacile na primeira dificuldade. Uma boa opção é procurar ajuda em grupos confiáveis e sérios nas redes sociais, nos quais as mães trocam experiências e dicas.

Além disso, os bancos de leite dos hospitais não apenas fornecem leite para mães com problemas no aleitamento materno, mas as ajudam a resolverem problemas relacionados à amamentação.

Outra alternativa são as consultoras de amamentação que vão na sua casa. No meu caso e da minha esposa demos a sorte de ter uma grande amiga consultora de amamentação que nos deu uma baita força até a Clara aprender a mamar direitinho. 

É extremamente tentador trocar o aleitamento materno por leite artificial, especialmente quando vocês dois estiverem no auge do cansaço. É mais fácil pro bebê, mais rápido e, principalmente, outra pessoa pode fazer pela mãe. Entendo que há casos e casos, mas enquanto puderem: insistam no aleitamento materno, aqui você encontra diversos artigos que explicam os benefícios e as vantagens do aleitamento. Sem contar que a própria OMS e pediatras batem demais no martelo sobre a importância de amamentar.

Filho precisa de atenção

Durante a gravidez, eu jurava que daria para colocar a Clara para dormir jogando videogame com ela no colo.

Ingênuo.

A Clara gosta de receber atenção e de brincadeiras interativas que ela possa fazer com você, como brincar com brinquedos juntos, ir ao parque, ver bichos, passear de carrinho, ouvir você falar com ela, cantar uma música. Ela adora quando mostro alguma novidade a ela ou quando exploramos um objeto juntos, as texturas, cores, cheiros e sons, ela adora quando mostramos os sons que os objetos podem fazer.

Não tem nada mais gostoso do que dar atenção para a minha filha no meu tempo livre.

O problema são os dias que sua filha precisa de atenção quando as coisas estão pegando fogo no trabalho, você e/ou sua esposa precisam resolver algum problema, alguém está doente ou você simplesmente tomar um banho em paz.

Esses serão os dias que você vai querer a sua mãe, literalmente.

Construa uma rede de pessoas que você possa contar para os dias mais punks, como a sua mãe, sogra, irmã, cunhada, vizinhos, parentes e amigos. Não tenha medo nem vergonha de pedir ajuda, você vai se surpreender como as pessoas, principalmente da família, são solícitas para ajudar com o bebê.

Picos de crescimento e saltos de desenvolvimento

Seu bebê dormia bem e, do nada, tem noites agitadas, e nenhum de vocês consegue dormir direito mais?

Era tranquilo e bonzinho e de repente começa a chorar o tempo todo, não desgruda do peito da mãe? As brincadeiras que ele gostava antes não tem mais graça? Começa a chorar sem motivo aparente, se irritar com coisas que antes ele adorava? Você até diria que alguém trocou o seu bebê por outro?

Provavelmente seu bebê deve estar passando por um pico de crescimento, ou um salto de desenvolvimento. O primeiro se refere ao crescimento físico do bebê e o segundo se refere ao desenvolvimento mental.

O desenvolvimento do bebê não é linear – há fases nas quais acelera outros nas quais desacelera, tanto mentalmente como fisicamente. Mas são nesses períodos que a criança aprende a fazer coisas novas: rolar, engatinhar, emitir sons, desenvolver a coordenação.

Fica tão excitado com os aprendizados que o cérebro vai a milhão e não conseguir dormir direito é uma consequência normal – deve ser mais ou menos como era pra gente tentar dormir depois de abrir todos os presentes que ganhou no Natal. Só que no caso do bebê isso ocorre de forma mais intensa, pois o cérebro está trabalhando para tentar dominar essa nova habilidade.

No caso do pico de crescimento, o bebê vai precisar consumir uma maior quantidade de energia para poder espichar, então vai mamar muito mais e, se já estiver comendo, possivelmente parecerá uma draga.

Os saltos duram alguns dias – costumam ser punks – e o importante é dar bastante atenção ao bebê.

No meu caso, a Clara costumava se acalmar quando eu cantava pra ela. Quando isso não funcionava, uma boa e velha mamada resolvia.

Aqui tem uma tabelinha que pode te ajudar a localizar esses picos no tempo.

Sexualidade do casal

Não importa o quanto vocês ficavam antes, o sexo vai diminuir.

Logo depois do parto a mulher precisa ficar de quarentena, independente do parto ter sido normal ou cesárea, porque é o tempo que o corpo dela precisa para se recuperar do processo de parto.

Depois da quarentena, as atividades rotineiras de maternagem e recuperação hormonal do corpo podem interferir. Laceração, episiotomia do parto normal e o corte da cesárea podem causar sensibilidade extra na região. A prolactina, hormônio responsável para a estimular a produção do leite materno da mulher, diminui a libido, e o bebê demanda tempo e vai ser a prioridade. Vocês vão dormir menos e a dinâmica do dia de vocês vai mudar, assim como o próprio relacionamento. Pode ser difícil achar tempo livre e, quando tiverem, pode ser que tenham outras prioridades.

A paternidade ocorre num tempo diferente da maternidade

Enquanto a mulher tem o corpo dela inteiro gritando os sinais da maternidade durante toda gestação, a rotina masculina não muda em quase nada. Por mais presente, participativo e prestativo que você seja, só a mulher vai carregar e parir a criança, só ela vai amamentar e haverão momentos nos quais só a mãe vai conseguir fazer a criança parar de chorar.

Não fique surpreso se quando seu bebê nascer e você segurá-lo no colo pela primeira vez você não sentir todas aquelas coisas mágicas que dizem por aí. Às vezes leva um tempinho pra vocês se conhecerem melhor, gostarem um do outro e criarem elos. Do mesmo jeito que acontece quando conhecemos qualquer outro ser humano, é normal.

Comigo foi assim.

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Hoje eu entendo porque ninguém sabia me explicar direito as dificuldades da paternidade: elas mudam a cada fase. E o tempo passa tão rápido e de forma tão intensa que a gente acaba nem se dando conta dos detalhes. É meio como tentar contar resumidamente para alguém como foi aquela viagem, ou aquele romance maluco que você viveu – você se lembra dos sentimentos e de alguns momentos, mas é difícil achar as palavras pra descrever algo tão intenso e incrível.

Autor: Rodrigo Cambiaghi – Site Papo de Homem

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Abandonar um filho quando ele mais precisa dos pais significa deixá-lo sem atenção e cuidado, sem o amparo e proteção de que precisa, causando danos talvez irreparáveis em seu ser.

Alguns pais recorrem a elaborados mecanismos de justificação, e quanto mais o fazem, mais endurecem seu coração à verdade de estar cometendo uma ação inumana, pela qual rejeitam assumir com plenitude o amor ao maior dos dons.

Esta é a mais vil manifestação do egoísmo e covardia de quem é incapaz do amor verdadeiramente pessoal.

Muitos pais jamais abandonariam um filho na porta de uma casa qualquer. Mas existem muitas formas de abandono que não costumam ser evidentes e que já adquiriram aceitação em muitas consciências.

Tais formas de abandono têm uma história em comum: gerar os filhos foi a parte fácil, mas sua criação, que exige educação com amor de abnegação e sacrifício, dura muitos anos. E é nesta fase que pode acontecer o maior abandono.

Algumas formas de abandono:

– Quando A Sra. e o Sr. Sucesso Profissional não têm tempo pessoal para seu filho, dada sua importante “autorrealização”, já que “tempo é dinheiro” e não dá para pensar nos outros. Então apelam ao famoso “tempo de qualidade”, enchendo os filhos de presentes, pagando colégios de tempo integral etc.

– Quando o tempo dos filhos é dedicado à academia, às reuniões sociais, enquanto os filhos ficam à mercê da internet, televisão ou babá.

– Quando se deixa os filhos o final de semana inteiro com os avós, “porque cuidarão bem deles e os amam muito”.

– Quando se deixa o filho o dia todo com os avós de maneira constante, “porque cuidam bem dele e o amam muito”.

– Quando se envia o filho adolescente para estudar fora do país durante anos, para evitar os problemas desta fase, e dando mais prioridade à aprendizagem de um idioma novo do que ao acompanhamento nesta etapa tão crucial da vida.

– Quando o filho se torna somente o cartão de visitas dos pais, que condicionam sua aceitação a que seja um aluno brilhante.

– Quando os pais se esquecem que a verdadeira educação acontece no ser dos filhos, e a medem apenas pelos resultados no ter, saber e fazer. Quando se negam a escutar, compreender e comunicar-se com os filhos, para ajudá-los a dirigir sua vida com plena liberdade.

– Quando os pais em conflito usam os filhos como luvas de boxe em suas frequentes brigas.

– Quando os pais se divorciam e tratam o tema da guarda dos filhos como se discutissem pela casa ou pelo carro, sem considerar o grande dano que lhes causam.

– Quando os filhos se tornam uma válvula de escape da pressão que os pais sentem diante das provações da vida, sendo então violentados, humilhados.

– Quando os pais desconhecem que seu maior valor é saber amar, acolhendo o filho somente por ele ser quem é, porque é esse amor que estrutura a personalidade do filho, mediante a identificação e as experiências vividas com seus pais.

Porque, para bem ou para mal, os pais serão sempre a principal referência da identidade dos filhos.

Aleteia

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Os filhos crescem, vão estudar fora, se casam e, cedo ou tarde, deixam a casa dos pais, o ninho em que cresceram.

Para os pais que enfrentam a “síndrome do ninho vazio”, Ghislaine Demombynes, coautora do livro “Filhos adultos: do apego à autonomia”, compartilha conosco 4 passos que ajudarão a transformar esta experiência:

1. Aceite sua dor

Aceite e valorize seu sofrimento, porque ele nasce do imenso amor que você tem pelos seus filhos. Converse com essa dor, tenha paciência. Você está começando uma mudança em sua vida; tente confiar em que o que virá pela frente também trará realizações.

2. Aproveite o que você tem agora

Mais tempo disponível, menos responsabilidades do lar: é hora de buscar ocupações saudáveis, que lhe façam bem. Explore seus hobbies, renove seu casamento, aproveite as oportunidades sem culpa, já que, ao cuidar de você mesmo(a), estará fazendo um bem aos seus filhos também.

3. Seus filhos precisam de outro tipo de atenção

A relação com os filhos adultos se transforma, e isso acontece para o bem de todos. Você já não precisa opinar ou aconselhar, se não lhe pedirem isso. É preferível deixá-los tomar suas decisões e consolidar sua autoconfiança. Seu papel agora é incentivá-los a seguir seu caminho com independência.

4. Lembre-se das etapas da mudança:

Temor: você sentirá medo da mudança, do vazio em casa, de perder o que tinha.

Resistência: você pode sentir vontade de manter a relação de proteção e autoridade com seus filhos, como quando eram adolescentes.

Aceitação: ao ver que seus filhos estão se desenvolvendo e se realizando de maneira independente, começará a comemorar suas conquistas, e acompanhará seus fracassos com a certeza de que o fracasso é apenas uma lição para o futuro.

Crescimento: ao mudar, pelo bem dos seus filhos, você também encontrará novas facetas de si mesmo(a), maior independência e novas possibilidades: terá crescido como pessoa e se tornará um modelo para seus filhos.

Finalmente, a especialista sugere: “Precisamos dar as boas-vindas a um novo tipo de relação com nossos filhos. Começar a construí-la exige dedicação e coragem para enfrentar a mudança. De nós depende ficar amargurados ou desfrutar desta nova etapa na vida de todos”.

Aleteia

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Bom dia:

Nós realmente não nos conhecemos, mas eu me sinto obrigado a escrever-lhe esta carta, tendo em vista nossa breve conversa depois da missa de domingo passado.

Sei que você se recordará de mim: sou aquele homem exausto, sem banho, que derramava o lanche, com alguns brinquedos pelo colo, sujo de vômito, equilibrista das chupetas daquele circo montado no banco da frente onde você estava na igreja.

Somos o motivo pelo qual as pessoas perdem a homilia. Somos o “amém” gritado aos quatro ventos no momento errado; o aperto de mãos com a cara feia na hora da paz…

Não tenho certeza de que você saiba disso, mas nós temos total consciência do modo como impactamos na experiência da missa dos demais.

Talvez não lhe pareça, mas cada vez que um de nossos filhos fala alto, deixa cair algo, brinca nos bancos ou enche a fralda, nós nos envergonhamos terrivelmente e suplicamos que isso não esteja distraindo os outros de sua oração íntima com Deus.

Percebo agora que provavelmente isso não fique evidente, porque no domingo passado você se sentiu inspirada pelo Espírito Santo (suponho) para vir me dizer que eu estava lidando mal com a situação.

“Você não sabe que há um lugar onde as crianças podem ficar? Será que você não poderia sair da próxima vez com a criança que fala alto? Por que você não diz aos seus filhos que eles não podem ficar dançando nos bancos durante o Evangelho? Acaso não sabe que as pessoas estão tentando rezar?”

Eu me sinto mal por não ter lhe respondido de forma mais ampla quando você veio com tais comentários. Para ser sincero, senti-me tão mal com seus comentários que não pude dizer mais do que “sinto muito”.

A caminho do carro, no entanto, minha cabeça começou a pulsar com todas as coisas que eu queria lhe dizer.

Oxalá lhe houvesse dito que os olhares tortos e os comentários críticos sobre as crianças fazem os pais refletir se deveriam mesmo trazer os filhos na missa.

Quisera lhe recordar Marcos 10, onde os discípulos repreendem os pais por terem levado os filhos até Jesus. Quem sabe você se recorda da reação de Jesus: “deixai vir a mim as crianças”.

Eu estava indignado.

Pudesse eu lhe recordar as palavras do Papa Paulo VI na Gaudium et Spes, em que nos recorda que “os filhos são realmente o maior presente do casamento”.

O motivo pelo qual todos temos de mudar nosso pensamento é que as crianças são maravilhosas justamente pelas razões que a aborrecem na missa.

Elas nos distraem, nos incomodam, nos dificultam a concentração em nossas prioridades, e por tudo isso fazem um trabalho duro para que sejamos santos.

Pudesse eu ter-lhe dito que os meus filhos, que tanto a aborrecem, podem ser exatamente o que Deus quer para você; uma forma de ajudá-la a superar o seu egoísmo e se santificar. Sei que isso é o que meus filhos fazem por mim.

Por fim, gostaria de lhe dizer que nossa fé católica é pró-vida. Talvez isso lhe seja inconveniente, mas as crianças barulhentas e os bebês exigentes são o resultado mais maravilhoso de uma vida “pró-vida”.

Quando penso em Jesus olhando para nossa paróquia, eu o imagino com um grande sorriso quando vê a homilia ser interrompida por algum ruído dos pequeninos.

Enquanto me preparo para ir este domingo à missa, me asseguro de ter em mente essas respostas para lhe dar quando a encontrar.

Mas eis que me dou conta de algo.

Talvez você não seja a senhora mal-humorada que odeia as crianças que eu imagino. Talvez suas queixas no fundo não tenham nada a ver com minha família. Talvez exista alguma dor profunda dentro da senhora que a tenha conduzido a me criticar.

Uma passagem da carta de São Paulo aos Filipenses me ajuda a recordar que devo suprimir, humildemente, os pensamentos sobre mim, considerando os demais mais importantes do que eu mesmo, cada um cuidando não só dos próprios interesses, mas também dos outros.

Fico pensando que seu comentário possa vir de algum sofrimento devido a uma experiência de infertilidade. Ou da tristeza de um marido distante, frio e indiferente. Ou do remorso por não ter feito da missa uma prioridade para os seus filhos, que talvez agora estejam distantes da fé…

Mas não fiz nada disso.

Pensei só em mim mesmo. Pior ainda, me desgastei pensando em como colocar a senhora no seu devido lugar.

Dessa forma, se vou sugerir a Deus que coloque à sua frente uma família bagunceira, também terei de admitir que Ele faça o mesmo comigo, colocando a senhora em minha vida.

Estará em mim a capacidade de aceitar o que Ele quer me oferecer através da senhora, aceitando isso como uma oportunidade que Deus me oferece de melhorar minha relação com Ele.

Eu sei que isso não é fácil, mas quero proceder assim.

Rezo pela senhora, e lhe peço que também reze por mim. Como pôde ver, eu preciso muito.

Tommy Tighe

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Uma pesquisa recente desenvolvida por pesquisadores de diferentes universidades norte-americanas constatou o que o bom senso já era capaz de supor. Frequentar atividades religiosas desde a infância é um dos hábitos mais eficazes para evitar o uso de drogas ou abuso de álcool na adolescência e juventude.

O estudo foi liderado pela doutora Michelle Porche e publicado num congresso acadêmico sobre superação de vícios, na Chester University, Reino Unido. Os pesquisadores concluíram que uma infância religiosa contribui para que o futuro jovem não tenha comportamentos de risco e acrescenta que “a religiosidade pode ser especialmente protetora durante o período de transição da adolescência à fase adulta”.

Não basta, contudo, simplesmente “crer”, destaca a pesquisa. A religiosidade prática, que inclui a participação frequente em celebrações, cultos ou missas, por exemplo, é o que está relacionada ao desenvolvimento de hábitos mais saudáveis e menor propensão aos vícios. “Uma maior assistência à Igreja nesses períodos da vida [infância e adolescência] pode proteger o jovem do uso precoce de álcool e contra o desenvolvimento de problemas relacionados com o alcoolismo”, diz o texto da pesquisa.

O levantamento usou como amostra 900 jovens de 18 a 29 anos. Nas conclusões, os pesquisadores propõem que as igrejas intensifiquem seu trabalho com jovens nos temas álcool e drogas, além de sugerir que os profissionais de saúde que lidam com dependentes químicos adotem elementos de prática espiritual com os pacientes que não se opuserem.

É possível fazer o download da íntegra do estudo em inglês aqui.

Fonte

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Sob as asas indulgentes de pais pretensamente diligentes e amorosos, desenvolve-se uma espécie humana incapaz de conviver com a frustração; insaciável em suas necessidades de atenção; dependente de cuidados, básicos ou sofisticados; impossibilitada de enxergar outro ponto de vista que não o seu; voraz e corruptível. A superproteção familiar impede o indivíduo de criar suas próprias ferramentas de sobrevivência, interlocução, compaixão e convivência. Estamos criando uma geração de fracos tiranos ou de tiranos fracos, capazes de qualquer artifício para terem seus desejos atendidos.

Perigosa estratégia essa de trocar autoridade amorosa por permissividade vazia. Substituir a presença física e real por bens materiais contribui para a formação de indivíduos que não hesitariam em sacrificar pessoas para conseguir coisas. Será que somos tão distraídos emocionalmente a ponto de abrigarmos monstros egoístas sob nossas próprias asas e não nos darmos conta disso?

O inegável cenário de violência em que a maioria de nós vive, cria elementos mais do que concretos para que alimentemos um justificado temor pela segurança de nossas crianças. É fato que muitos de nós teve a oportunidade de fazer pequenas incursões pelos arredores de casa, experimentando a cada nova aventura, o sabor da conquista da maturidade. Há cerca de 40 anos atrás, mesmo em cidades grandes e movimentadas, era comum as crianças “maiorzinhas” (10 ou 12 anos), irem sozinhas à padaria, à banca de jornal, à casa de algum amigo mais próximo ou mesmo à escola. Ouvíamos de nossos pais alguns conselhos como “Não fale com estranhos!” ou “Não aceite ‘nada’ de estranhos, como balas ou chocolates!”. Nossos pais temiam pela nossa segurança e procuravam nos preparar para enfrentar alguns perigos previsíveis. É claro que, mesmo naquela época, ouvíamos notícias de crianças sequestradas; abusadas; até mesmo desaparecidas e mortas. Mas a verdade é que esses acontecimentos eram uma exceção. Hoje, não são mais. O perigo é real, isso é indiscutível. Há muito tempo as crianças deixaram de ter medo do “homem do saco” para ter medo do bandido armado.

Assim, nossas crianças muitas vezes são privadas de experiências de vida em detrimento de sua segurança e integridade física. Até aí, nada de errado. Cabe aos pais garantir que seus filhos recebam proteção, atenção e amor. Os problemas começam quando a dosagem desses atributos perde o valor original e extrapola os limites de uma educação descolada do mundo real, onde há o enfrentamento de situações adversas e imprevistas. É bastante frequente observarmos que os responsáveis sofrem com a dificuldade de estabelecer o que é cuidado, o que é exagero, o que é pseudo-cuidado e o que é negligência.

É importante termos em vista que a maneira como nos enxergamos na infância, baseia-se na forma como somos tratados pelos adultos responsáveis por nós. As experiências sociais da infância determinam a maneira como vamos interagir com o mundo na fase adulta. A consciência do nosso valor pessoal é construída na interação, primeiro com nossa família nuclear, independente de como ela seja formada; depois, na interação com os outros. Os adultos responsáveis pela nossa educação darão o tom às nossas percepções de respeito, ética, compaixão e liberdade.

Quando somos crianças, aceitamos como correto o modelo oferecido pelos adultos que são responsáveis por nós. Crianças tratadas com agressividade e intolerância acabam acreditando que merecem esse tratamento e o reproduzirão. Crianças negligenciadas crescem com a dolorosa sensação de que suas necessidades não são importantes. Adultos demasiado exigentes, críticos e autoritários fazem a criança sentir-se inadequada, incapaz e indigna de confiança; quando não são ouvidas, elas crescem inseguras e dependentes. O pseudo-cuidado, que caracteriza aquela presença física, porém ausente de atenção (adultos que não desgrudam do celular, por exemplo), provoca na criança uma confusa sensação a respeito de seu papel na relação e do espaço que ela ocupa; ela se percebe como desimportante e até incômoda. O cenário em si já é complicado; no entanto, há ainda a confusão estabelecida entre atenção afetiva e superproteção. Engana-se quem acredita que a superproteção garante um saudável desenvolvimento para a criança. As crianças superprotegidas acreditam que os adultos resolvem tudo por elas e atendem todas as suas vontades porque elas são incapazes. Adultos superprotetores formam crianças desconfiadas de suas próprias capacidades e habilidades, além de dependentes do cuidado e da aprovação do outro. Já adultas, elas acreditarão que o mundo será exatamente assim: sempre pronto a satisfazer seus desejos e compreender suas demandas.

A superproteção pode representar um bloqueio para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo das crianças. Adultos responsáveis excessivamente protetores fazem com que os pequenos sintam-se pouco estimulados a interagir com o mundo. A timidez, por exemplo, é uma consequência de posturas repressoras apresentadas na educação familiar. Outro ponto importante é o fato inegável de que as crianças superprotegidas terão dificuldades para adquirir autonomia; lidar com o medo; enfrentar situações imprevistas; tomar iniciativas ou decisões. Além da possibilidade de virem a se tornar adultos reclusos ou distantes da realidade, que julgam injusto terem de batalhar para alcançar o que desejam e não serem premiados por cumprir com suas responsabilidades e compromissos.

É de extrema importância que, no caso de termos decidido assumir a responsabilidade pela educação de uma criança, termos em mente que a nossa postura em relação à sua formação, contribuirá fortemente para o tipo de adulto que ela virá a ser. Precisamos entender que somos modelos em nossas atitudes, muito mais do que em nossos discursos. Criança precisa de escuta ativa; afeto; limites claros e justos; honestidade nas relações; aceitação de suas limitações; incentivo diante das dificuldades; valorização das habilidades; satisfação de suas necessidades de alimento, sono, descanso e brincadeira; liberdade assistida e orientada. Parece muito?! Mas, não é. No fundo, elas não precisam ser colocadas sob nossas asas. Elas precisam que sejamos inteiros o suficiente para ensiná-las a voar com suas próprias, respeitando o espaço aéreo das demais.

Autora: Ana Macarini – Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. 
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Abigail é um bebê que tem causado comoção em toda a internet. Com 18 semanas de gestação o casal descobriu que a bebê tinha Síndrome de Down, foi um susto, mas não encaram isso como um bicho de sete cabeças. 
“Nós estávamos empolgados e honrados de ter uma criança com necessidades especiais“, Erika escreve em seu blog.
Mas na 30ª semana, os médicos disseram que a bebê era portadora de um câncer raro no cérebro e que ela não teria muito tempo de vida. 
“O neurocirurgião recomendou que nós levássemos Abigail para casa e a cobríssemos de amor”, comentou os pais. 
Foi então que os pais tiveram a brilhante ideia de realizar um ensaio fotográfico para que pudessem de lembrar de Abigail e levá-la sempre em seus corações. Mas o que há por trás disso tudo é muito mais poderoso e emocionante do que o impacto causado pelas imagens.
 
“Nós enchemos essa pequena com amor e beijos e continuaremos fazendo isso em todos os momentos que tivermos. Nós não queremos perder nossa filha. Nós queremos vê-la rindo, dançando, brigando com sua irmã, andando de bicicleta, indo para a escola. Nós queremos ver a vida dela. Mas provavelmente sua vida será de semanas ou meses, não anos. Nossos corações estão quebrados com dor pelo tempo que não temos”, disse o casal.
Confira algumas fotos do ensaio abaixo: 
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Atualizando a notícia:
Você se lembra do caso da bebê Abigail, que tem síndrome de Down e nasceu com um tumor aparentemente inoperável no cérebro? Seus pais, Erika e Stephen Jones, fizeram até um ensaio para registrar seu tempo com a pequena, já que, segundo os médicos, ele não seria muito longo…

Mas hoje, com 2 meses de vida, a bebê contrariou todas as expectativas e segue feliz e risonha, com muita vida pela frente.

Seus pais souberam que a filha tinha um tumor fatal quando Erika ainda estava grávida. Por isso, desde que Abigail nasceu, eles se programaram para curtir ao máximo os momentos que teriam com ela. Mas os dias foram passando e o casal começou a perceber que a bebê estava se desenvolvendo a crescendo forte a cada dia. “Ela comia, ganhava peso e parecia ótima”, contou Erika à WCVB, de Boston. “Definitivamente, não parecia estar morrendo de forma alguma”.

Por isso, o casal, que vive no estado da Flórida, decidiu procurar por uma segunda opinião e encontrou, em Boston, o neurocirurgião Alan Cohen, do Boston Children’s Hospital. “Há alguns tumores que, às vezes, parecem malignos mas não são”, explicou o médico. Cohen acreditou que não havia evidências suficientes para crer que Abigail teria tão pouco tempo de vida. “Eu disse (aos pais): ‘Por que vocês não vêm até aqui, nós damos uma olhada e talvez possamos tirar isso daí”.

Dito e feito.

Abigail foi submetida a uma operação para retirar o tumor. E tudo correu bem: “Quando o Dr. Jones saiu da cirurgia e disse que tinha removido todo o tumor, foi como se Abigail tivesse nascido de novo!”, declarou Erika.

Vida longa à pequena Abigail!

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Curiosidades/noticia/2015/10/bebe-com-tumor-dito-inoperavel-e-curada.html